Dissertações/Teses

2019
Descrição
  • VIRGINIA MARQUES DA SILVA NETA
  • Arqueologia Digital: Um Experimento Colaborativo na Práxis da Educação Patrimonial
  • Orientador : GREGOIRE ANDRE HENRI MARIE GHISLAIN VAN HAVRE
  • Data: 29/11/2019
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  • As pesquisas arqueológicas no Brasil, nas últimas décadas, aumentaram expressivamente, sejam por iniciativa acadêmica ou da Arqueologia por Contrato (Arqueologia Preventiva), inserida no licenciamento ambiental. Consequentemente tem – se um quantitativo quase que imensurável dos resultados desses estudos, que contribuem de forma significativa para o incremento do conhecimento da História em tempos pretéritos, do período pré-colonial ou a partir da colonização do nosso território. No entanto, a diversidade de informações arqueológicas e a divulgação desses resultados ainda é incipiente e não consegue chegar de forma mais
    abrangente a comunidade ou ao grande público, apesar da tecnologia disponível que temos na atualidade. É nesse contexto que proponho a presente pesquisa, a partir de um estudo investigativo e experimental sobre o uso das mídias sociais como ferramentas eficientes na divulgação do patrimônio arqueológico. Para tanto
    realizei uma experiência colaborativa entre alunos do ensino médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IF’s), em dois Campus: Caxias (MA) e Teresina (PI). A observação das atividades realizadas ocorreu, no que denominei de Laboratório Colaborativo, no qual os alunos escolheram edificações coloniais de seus respectivos centros históricos. O objetivo principal foi medir o nível de interação entre os participantes na criação, manipulação e avaliação das plataformas digitais criadas. Dessa forma, a pesquisa apresenta a metodologia e os resultados alcançados com as atividades realizadas para a extroversão do conhecimento arqueológico em meio digital.

  • MARCELO ALVES RIBEIRO
  • Arqueologia da Paisagem: Materialidades do movimento de Pau de Colher (1937-1938)
  • Orientador : GREGOIRE ANDRE HENRI MARIE GHISLAIN VAN HAVRE
  • Data: 30/07/2019
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  • O Movimento Pau de Colher, inserido entre os movimentos messiânicos milenaristas, ocorreu entre os anos de 1937 a 1938, em um povoado pertencente ao município de Casa Nova, sertão da Bahia. Nesse período, o local estava situado na fronteira com o município de São Raimundo Nonato, Estado do Piauí, hoje Dom Inocêncio. Conhecido como “Guerra do Pau de Colher” ou “Guerra dos Caceteiros”, esse movimento sociorreligioso foi sufocado pelo exército e forças policiais dos Estados da Bahia, Piauí e Pernambuco durante o início de implantação do Estado Novo (governo de Getúlio Vargas), resultando em mortos, feridos, órfãos e na destruição do adjunto. Com o objetivo de investigar o movimento sociorreligioso do Pau de Colher na perspectiva arqueológica, procuramos identificar e mapear os espaços de antagonismos, a cultura material remanescente e suas influências na percepção da paisagem, bem como as ressignificações e apropriações daquele lugar e do movimento na contemporaneidade. Para isso, inicialmente realizamos o estudo do contexto de formação do povoado e os aspectos socioeconômicos a partir de estruturas atreladas ao chamado ciclo do gado, visto que, refletimos neste estudo que Pau de Colher já estaria inserido nessa dinâmica. Desse modo, além das fontes escritas e orais, do estudo das narrativas históricas e da materialidade resguardada por moradores e também localizada na área do massacre, consideramos os espaços relativos ao adjunto e ao massacre ocorrido nos primeiros dias do ano de 1938, enquanto aspectos da cultura material e da paisagem.

     

     

  • RÔMULO RODRIGUES LACERDA
  • DAS VICISSITUDES DO PASSADO AOS ESCOMBROS E RUÍNAS DE UM PRESENTE - USINA SANTANA: UM ESTUDO DE ARQUEOLOGIA INDUSTRIAL
  • Orientador : MARIA DO AMPARO ALVES DE CARVALHO
  • Data: 30/07/2019
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  • O presente trabalho tem por finalidade trabalhar na verve da Arqueologia Industrial, trazendo como seu objeto de estudo a Usina Santana S/A, uma fábrica de açúcar fundada no início do século XX em Teresina, no estado do Piauí. A Usina Santana foi fundada pelo Industrial Gil Martins no ano de 1906, sendo sinônimo de arrojo e progresso no período em que foi inaugurada até meados da década de 1980, quando fecha as portas. Inserida na ambiência da Arqueologia Histórica por afinar-se a feições que compõem o processo de formação do mundo moderno, nos é possível enxergá-la a partir das consequências desse processo, levando em conta não apenas questões ditas técnicas, como a preservação da estrutura do edifício, mas sim enxergando-a também a partir das relações sociais que foram lapidadas naquele espaço, construído e utilizado por pessoas que vivenciaram as transformações ocorridas na região paralelo a preocupação que há com relação ao deterioramento que se agrava decorrente do quadro de esquecimento ao qual presencia as ruínas da Usina Santana S/A.

  • RENATA LARISSA SALES QUARESMA
  • ENTRE SABERES, ARTEFATOS E FÓSSEIS: UMA LEITURA SOBRE A DINÂMICA DA EXPOSIÇÃO E A COMUNICAÇÃO COM O PÚBLICO NO MUSEU DE ARQUEOLOGIA E PALEONTOLOGIA DA UFPI
  • Orientador : MARIA CONCEICAO SOARES MENESES LAGE
  • Data: 19/06/2019
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  • O museu tendo uma função cultural ao longo dos séculos, a partir da prática de coletar, estudar, conservar e organizar fragmentos da natureza e materialidade produzida pelo homem, diante das transformações relacionadas à compreensão das sociedades sobre os seus fenômenos culturais, ampliou suas funcionalidades, passando a considerar a dimensão educacional, que ganhou força e se estabeleceu como resposta à busca por sua democratização. Recentemente os museus propuseram novas abordagens, constituindo-se como meio de comunicação entre vários públicos. Este estudo concentrou-se num projeto pedagógico a partir da influência e relevância do serviço educativo museológico, especificamente sobre o trabalho desenvolvido no Museu de Arqueologia e Paleontologia da UFPI (MAP), localizado no Centro de Ciências da Natureza (CCN 2) da Universidade Federal do Piauí, Campus Ministro Petrônio Portella, em Teresina, que foi inaugurado em 2012, e ainda está em fase de estruturação. A comissão administrativa do MAP, constituída por professores dos cursos de Arqueologia e de Biologia, está a formular uma nova exposição e ainda uma nova dinâmica de funcionamento. A exposição atual contém vestígios arqueológicos e fósseis, e atende ao público proveniente principalmente de escolas. A prática educativa realizada é ainda pouco sistemática, só desenvolvida quando as escolas agendam as visitas. Pretende-se com esta pesquisa, formular ações educacionais vinculadas diretamente às exposições, sejam atuais e/ou futuras do Museu, possibilitando experimentações integradas que alcancem a experiência do público, de forma que promova ao visitante um lugar absolutamente central no processo de aprendizagem, em que todas as ações proporcionadas pelo museu através de suas exposições, mediadores e recursos didáticos possibilitem a estes a compreensão da temática musealizada, assim como, as diferenças entre Arqueologia e Paleontologia, e que mesmo com suas diferenças muitas vezes são apresentadas juntas nos museus. Assim, esse trabalho está sendo desenvolvido com o intuito de potencializar a aprendizagem e promover diversas experiências aos visitantes.

  • FRANCISCO DOS SANTOS CARVALHO JUNIOR
  • Entre Cascudos, Morros e Areais – Arqueologia e Paisagem no litoral do Piauí/Brasil
  • Orientador : FLAVIO RIZZI CALIPPO
  • Data: 30/04/2019
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  • Nas últimas décadas houve um crescimento significativo das pesquisas arqueológicas no litoral
    do Piauí. Os trabalhos desenvolvidos resultaram na formulação de diferentes hipóteses em
    torno do processo de ocupação indígena na região. Neste contexto, buscando contribuir para
    as pesquisas desenvolvidas, o presente trabalho consiste em discutir as estratégias adotadas
    na escolha dos lugares de ocupação, a partir da caracterização dos processos e fenômenos que
    compreendem a paisagem costeira e suas implicações no contexto arqueológico. Esta
    perspectiva baseia-se na proposta de que os sítios arqueológicos do litoral piauiense se
    caracterizam por lugares que historicamente foram mantidos e reutilizados de distintas
    maneiras, demonstrando assim, a persistência e significância dos lugares e o caráter histórico
    que envolve a paisagem. Para a realização desta pesquisa, as atividades consistiram em
    levantamentos amostrais, não-interventivos, que possibilitaram a caracterização do contexto
    arqueológico, o mapeamento dos sítios e a identificação de fenômenos decorrentes da
    dinâmica geoambiental. Os resultados obtidos demonstraram a complexidade envolvida em
    torno da caracterização dos sítios dunares, além disso, foi possível discutir a importância dos
    lugares na composição dos territórios indígenas, demonstrando assim, que os estudos de
    paisagem em arqueologia contribuíram como vetores interpretativos na investigação da
    trajetória história de ocupação indígena na costa piauiense.

  • DALINA MARIA RODRIGUES DE OLIVEIRA DIOGENES
  • Um caminho pelo centro: rede de conexões entre arqueologia, simetria e gênero.
  • Orientador : FRANCISCA VERONICA CAVALCANTE
  • Data: 31/01/2019
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  • Na presente pesquisa, a autora nos convida a habitar a arquitetura da Casa do Neco Coelho ou como também chamada casa do avô do senhor Nivaldo, sitio arqueológico, localizado dentro da área do Parque Nacional Serra da Capivara-PI, que ao longo dos anos vêm tornando rica fonte para o entendimento espaço temporal do povoamento e ocupação histórica da Região da Serra da Capivara. Essa atenção a contextos específicos e regionais, emergiu com a chegada da Arqueologia Contextual ou Arqueologia interpretativas, sendo a responsável por dar luz a entendimentos antes negados na produção das pesquisas Arqueológicas e, consoante com a arqueologia que no mundo afora têm se tornado não apenas um refúgio de materialidades estáticas, mas também, um exímio mecanismo de reivindicação de direitos por parte dos grupos subalternos e marginalizados das histórias tradicionais e, que sem dúvidas, se fazem presentes; estão presentes; pertencem a história e estórias; armazenam memórias; assentam e acumulam passados; resgatam ancestralidade; produzem, constroem e resignificam materialidade (…) buscando serem vistos, lembrados, pesquisados, estudados , compreendidos . Potencializando esses pressupostos com a conjuntura histórica, social, ambiental e arqueológica sitio/museu casa do Neco Coelho, a autora pretende, em linhas gerais investigar e interpretar a casa, considerando-a como um vestígio arqueológico marcador de memória significativo durante o processo de ocupação histórica do Parque Nacional Serra Da Capivara-PI. Ademais, para fins de alcançar a ação de interpretar, a autora utilizou-se de embasamentos teóricos fornecidos a partir de uma atitude simétrica capaz de romper com a balança dos dualismos existentes dentro da própria ciência arqueológica que tanto distanciaram a relação entre pessoas x coisas, sujeito x objetos, humano x não humano. E assim sendo, pretende-se inserir contribuições da arqueologia simétrica nos estudos de gênero, que preze o entendimento das relações e conexões existentes no interior dos espaços de interação da unidade doméstica. 



  • RUAN NERY GONÇALVES
  • O SOL DO PAJÉ: CONTRIBUIÇÕES ARQUEOASTRONÔMICAS EM SETE CIDADES
  • Orientador : ANA LUISA MENESES LAGE DO NASCIMENTO
  • Data: 31/01/2019
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  • Este trabalho busca fortalecer a arqueoastronomia dentro do contexto arqueológico brasileiro, retirando o véu que cobre os vestígios arqueológicos com indícios de observações astronômicas e trazendo novos olhares a cerca dessa temática tão polêmica. São pesquisados dois sítios localizados no Parque Nacional de Sete Cidades, Piracuruca, Piauí. O primeiro, denominado Furo Solsticial, é um monumento geológico natural que foi adaptado pelos antigos habitantes da região para marca o nascer do sol no dia 21 de junho (solstício de inverno no hemisfério sul) e ser utilizado como observatório astronômico. O segundo, é a Toca do Pajé, uma gruta com duas aberturas que a presenta uma pintura rupestre solifome alinhada precisamente com o pôr do sol no solstício de inverno, e
    outra alinhada com o nascer do sol no solstício de verão, além de outras pinturas que fazem referência a estrelas e a Lua. Os estudos desses dois sítios e os relatos etnográficos brasileiros revelam que os grupos humanos que habitaram o Brasil detinham de um amplo conhecimento astronômico passado oralmente e registrado na arte rupestre e em monumentos rochosos.

  • MARLENE DOS SANTOS COSTA
  • ENTRE HUMANOS E COISAS ESTÃO OS CERAMISTAS PRÉ COLONIAIS DA CHAPADA DO ARARIPE PIAUÍ
  • Orientador : ANGELO ALVES CORREA
  • Data: 22/01/2019
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  • A presente dissertação tem como objetivo compreender como os grupos ceramistas Tupi no período pré-colonial se “estabeleceram e viveram” em regiões interioranas do Piauí. Para isso fiz uso do conjunto de coisas arqueológicas evidenciadas e resgatadas em sítios arqueológicos na Mesorregião Sudeste do Estado do Piauí. Concatenando dados arqueológicos, etnohistóricos, antropológicos e da história indígena de modo a auxiliar na identificação dos grupos humanos pré-coloniais especificamente na Chapada do Araripe no território piauiense, assim como esquematizar novas discussões. Percebendo estas “coisas” como mediadoras das relações humanas e agências diversas, humanas e não humanas, pretendeu-se dialogar as relações e interações humanas a partir do conjunto de “coisas”, uma vez que, os artefatos são produções humanas, logo esses deixam de ser objetos por objetos para aqui serem tratados como as coisas essenciais para o estabelecimento e relações humanas, adotando o conceito das coisas proposto por Ingold (2012) e Miller (2013). Como metodologia para esse diálogo foram selecionadas “coisas” de três sítios arqueológicos do conjunto de 8 sítios, nos quais apresentam fragmentos de cerâmica policroma, perceptíveis para uma análise tecnológica e morfológica, baseada nos preceitos teóricos da Antropologia da Tecnologia proposta por Lemonier (1986, 1992). A partir da análise tecnológica e morfologia de alguns desses conjuntos de coisas foram feitas as reconstituições hipotéticas dos vasilhames cerâmicos verificando as tecnologias empregadas na confecção dos mesmos, assim como as técnicas de tratamento de superfície, percebendo similaridades e diferenças. O resultado possibilitou a construção de uma narrativa sobre as experiências humanas (cotidianas e ritualísticas), reafirmando os Tupi no Piauí, entendendo como as coisas interagiram enquanto expressões da materialidade de um estilo introduzido e compartilhado em uma história de longa duração por comunidades tradicionais, percebendo estes entrelaçados no processo de ensino aprendizagem, contribuindo para o estabelecimento dos indivíduos naquele território.

  • BIANCA ROCHA PIMENTEL
  • Levantamento e analise sobre história e memória através da oralidade e cultura material na Fazenda Grande do Arraial, em Brejo, Maranhão – Brasil
  • Orientador : ANGELO ALVES CORREA
  • Data: 22/01/2019
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  • Esta dissertação de mestrado tem como objetivo principal interpretar, em uma perspectiva histórica através da oralidade, memória, cultura material, estruturas arquitetônicas e documentação, a história da Fazenda Grande do Arraial, como também as mudanças ocorridas nas estruturas físicas. Dentre os objetivos específicos, esta pesquisa tenta estabelecer um mapa arqueológico da fazenda com os pontos mais importantes através da entrevistas com a população local, como também entender o contexto espacial, o modo e modelo de construção das estruturas, suas atividades econômicas, dentre outros. Para a realização desse trabalho de memória e história oral, desenvolveu-se uma metodologia a partir da valorização das lembranças, sistematizando e apontando temas, como indicadores de estudos bem como o estabelecimento de um diálogo entre o entrevistado – pesquisador - leitor, buscando alcançar um ponto de ligação, para alcance desse ponto, foram realizadas entrevistas com moradores da localidade do Arraial, no município de Brejo – Maranhão. Em relação as estruturas arquitetônicas e cultura material, foram realizados caminhamentos na área da Fazenda, levantamentos fotográficos e medições para que pudesse montar as plantas das estruturas. O locus objeto desta pesquisa insere-se em um contexto histórico e econômico escravista nos séculos XVIII e XIX a partir da implantação da cultura da cana de açúcar na região. Este trabalho se justifica pelo grau de degradação dos vestígios materiais, como também pela perca da história local, assim tornando necessária a publicidade dos levantamentos realizados e sistematizações das histórias do local, uma vez que a região é inexplorada em estudos arqueológicos, assim como uma busca para a conscientização da preservação local.

  • LUZIA MARIA DE SOUSA CARVALHO
  • O que nos dizem os Mortos? Aspectos alimentares inferem modos de vida dos povos pretéritos na Serra da Capivara.
  • Orientador : ANA LUISA MENESES LAGE DO NASCIMENTO
  • Data: 15/01/2019
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  • Compreender as populações pretéritas e seus comportamentos culturais é um dos grandes desafios da
    Arqueologia. Uma das formas mais concretas de se entender um contexto arqueológico é o contexto
    funerário, onde é possível chegar às escolhas dos indivíduos a partir dos aspectos culturais atribuídos,
    os povos que habitaram o Sudeste do Piauí em especial a região da Serra da Capivara, tem como
    consequência um desafio maior, uma vez que não usufruímos da Etnografia devido ao rápido
    extermínio nativo pela colonização. Com isso, estudos de dieta alimentar tem contribuído para
    entender as práticas cotidianas dessas populações pretéritas, seus hábitos culturais e
    socioeconômicos, através de seus estudos arqueométricos (FRX, DRX) e arqueobotânicos (pólen,
    fitólitos, amido) aderidos aos remanescentes humanos datados de 450  40 e 230  50 anos BP do
    sítio arqueológico Toca da Baixa dos Caboclos (8°26’66”S; 42°05’03”W), PARNA Serra da
    Capivara - Piauí, os quais evidenciaram um intenso e diversificado uso de plantas. Os grãos de pólen
    de angiospermas (Ilex, Fabaceae, Serjania, Schinus, Cedrela, Malpighiaceae, Anacardiaceae,

    Caryocar, Bromeliaceae, Poaceae, Gomphrena, Asteraceae, Rhamnaceae-juazeiro, Piptadenia-
    jurema, Anadenanthera-angico-branco, Mimosa-jurema lisa, Sida-malva-benta, Hyptis-alfazema-de-
    caboclo, Astronium-aroeira), esporos de fungos coprófilos e parasitas de plantas (Sordariaceae e

    Curvularia), fitólitos (equinado-Arecaceae e bilobado-Poaceae) e grãos de amido (Capsicum sp.-
    pimenta, Zea mays-milho, Fabaceae, Ipomoea patatas-batata-doce, Manihot sp.-mandioca) aderidos
    às cavidades oral e pélvica de esqueletos humanos sugerem que tais plantas foram empregadas na
    dieta alimentar, uso farmacológico e ritualístico, confirmados pelos métodos de isótopos estáveis de
    carbono (δ

    13C) identificados através de fragmentos de costelas humanas evidenciam a ingestão de
    plantas C4, como milho e outras gramíneas cultivadas e através do nitrogênio (δ15N) identificou-se a
    ingestão de proteína animal de alto nível trófico. Estes dados contribuem no entendimento das práticas
    domésticas e funerárias, corroborando a hipótese do sedentarismo por parte dessas populações, além
    de detectar o ambiente e o clima na ocasião da morte desses grupos humanos.

2018
Descrição
  • VANESSA COSMA DA SILVA MELLO IGUATEMY
  • PAISAGEM SOCIAL ENTRE CONTEXTOS: SENTO SÉ NO SUBMÉDIO SÃO FRANCISCO
  • Orientador : ANA LUISA MENESES LAGE DO NASCIMENTO
  • Data: 17/12/2018
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  • Assim como na compreensão da cultura material, o estudo do contexto arqueológico deve
    sustentar-se em um sistema de conceitos que possibilitam a avaliação dos seus resultados.
    Para isso, sua análise deverá ser feita com parâmetros derivados de um complexo de
    elementos que permitam compreendê-la. Para entendermos um conjunto de fragmentos
    preservados na paisagem arqueológica e natural, atribuídos a fatores correspondentes a
    modificações e construção da paisagem sócio-cultural, propomos a análise fundamentada nas
    referências teóricas da arqueologia da paisagem da qual deriva os parâmetros arqueológicos e
    socioambientais. Com a adoção desses parâmetros, abordamos as ações de preservação e a
    construção da memória atribuída à identidade do município de Sento Sé – BA, Submédio São
    Francisco, na Região Nordeste do Brasil. A área de estudo se destaca por haver, em vários
    povoados locais, a existência de 136 feições de relevo com evidências arqueológicas tais
    como, instrumentos líticos, almofarizes em rochas fixas e portáteis, assim como painéis de
    pintura rupestre que se deterioram devido a agentes físico-químicos e mecânicos como, vento,
    radiação solar, efeitos da chuva, degradação por raízes de plantas fixas no suporte, sal, fogo,
    insetos, pichação e desplacamento. Na perspectiva da arqueologia contextual, onde as vozes
    das comunidades também influenciam o olhar acadêmico, incitamos a ampla divulgação do
    patrimônio arqueológico, conscientizando e conclamando, com os preceitos da população
    local, a sua preservação e etinitude da memória sociocultural do patrimônio arqueológico e
    natural.

  • ANNE KARENINNE SOUZA CASTELO BRANCO
  • ARQUEOLOGIA EM CAMPOS DE BATALHA: acampamento, caminhos antigos das tropas da Batalha do Jenipapo.
  • Orientador : MARIA DO AMPARO ALVES DE CARVALHO
  • Data: 26/11/2018
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  • RESUMO

    O presente trabalho apresenta um estudo arqueológico sobre a Fazenda Alecrim e o trajeto dos caminhos antigos desde esta fazenda até a Vila de Campo Maior. A referida fazenda é considerada nesta pesquisa como acampamento das tropas portuguesas antes da Batalha do Jenipapo, ocorrida em 13 de março de 1823 em Campo Maior-PI, liderado pelo Major Fidié, no contexto da Independência do Brasil. Nesta localidade a comunidade conta histórias sobre alguns lugares que ficaram na memória como pontos de encontros das tropas portuguesas quando retornavam da Vila de Parnaíba, assim como indicam os antigos caminhos que conduziam à Vila de Campo Maior, onde se julga terem sido percorridos por tropas portuguesas antes da batalha ocorrida às margens do rio Jenipapo. Nesta pesquisa investigou-se os dados históricos e se mapeou este lugar, assim como os caminhos antigos partindo da localidade chamada Angelim até a Vila de Campo Maior, considerando especialmente neste percurso o campo onde se diz ter ocorrido a Batalha do Jenipapo. Tentaremos compreender como a Arqueologia Histórica e especialmente a Arqueologia em Campos de Batalha podem auxiliar na formulação dos argumentos, na compreensão dos conceitos, e na metodologia adequada para este tipo de pesquisa. A metodologia utilizada consistiu em levantamento histórico de documentos sobre a localidade, sobre os caminhos antigos, visitas à localidade para reconhecimento de áreas, levantamento da oralidade, mapeamento dos principais pontos do possível acampamento e dos caminhos, coletas de imagens fotográficas e imagens aéreas feitas por Drone. Nesta pesquisa se discutiu com alguns autores como Andrade Lima (1993), Albuquerque (2009), Carvalho (2014), Cavalcante (2014), Constantino (1993), Johny (2012), Ramos (2014), Najjar (1993), Landa e Lara (2014), Enríquez (2014), dentre outros. Ao final desta pesquisa apresentamos o mapeamento do acampamento conhecido como Capão do Fidié e o percurso das tropas desde o acampamento na localidade Angelim até a Vila de Campo Maior.

  • LUDIANE DAS CHAGAS VILELA
  • TERRITÓRIO E EMPODERAMENTO INDÍGENA: POR UMA CARTOGRAFIA DOS ESPAÇOS ARQUEOLÓGICOS E COTIDIANOS COM OS TREMEMBES DE ALMOFALA - CEARÁ - BRASIL
  • Orientador : JOINA FREITAS BORGES
  • Data: 30/07/2018
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  • Este trabalho, “Território e empoderamento indígena: Por uma Cartografia Social dos espaços arqueológicos e cotidianos com os Tremembés de Almofala – Ceará – Brasil”, é uma narrativa que tece a luta de um povo por seu direito a um território. Os índios Tremembés possuem uma relação ancestral com o território indígena, situado no distrito de Almofala, atribuindo relações de parentesco, descendência, histórica, memorial, cultural e tradicional à antiga área do Aldeamento Nossa Senhora da Conceição de Almofala, estabelecido na região no início do século XVIII.

  • JUAN MARCELO CARDOSO DE SANTANA
  • Arqueologia das instalações de produção: A Dinâmica das casas de farinha e os caminhos percorridos pela produção no Centro-Norte piauiense
  • Orientador : GREGOIRE ANDRE HENRI MARIE GHISLAIN VAN HAVRE
  • Data: 27/07/2018
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  • Essa dissertação busca entender como estruturam-se as unidades de produção tradicionais de farinha e outros derivados de mandioca entre os munícipios de União, José de Freitas e Miguel Alves, procurando reconhecer as interações entre as comunidades farinheiras e aos caminhos percorridos pela produção de farinha e outros derivados de mandioca, no período de meados do século XIX ao século XX. Visamos analisar a espacialidade, a formação cultural e a materialidade das casas de farinhas, sua dinâmica e o alto grau de mobilidade que essas unidades apresentam nessa região. Na área abordada por essa dissertação, o cultivo de mandioca e a produção de farinha configuram elementos culturais notáveis, presentes desde tempos pretéritos, e mantem um papel sócio-econômico relevante até os dias atuais, fazendo das casas de farinhas um cenário de destaque de diversas relações sociais. A hipótese central dessa dissertação repousa na ideia de que na região em questão as casas de farinha sofrem mudanças, sejam estruturais ou de localização. Pretende-se analisar os impactos que tais mudanças levaram à dinâmica da cadeia produtiva de farinha e outros produtos provenientes da mandioca.

  • ANA JOAQUINA DA CRUZ OLIVEIRA
  • A COMIDA ESTÁ SERVIDA! UM ESTUDO DAS PRÁTICAS ALIMENTARES NA FAZENDA PRAZERES, BERTOLÍNIA – PI
  • Orientador : MARIA DO AMPARO ALVES DE CARVALHO
  • Data: 26/07/2018
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    A alimentação é um tema muito abordado nas pesquisas arqueológicas, tanto
    naquelas que versam sobre períodos mais antigos ou pré-históricos, quanto nas que
    abrangem épocas consideradas recentes, como é o caso da arqueologia do Mundo
    Moderno (SOARES,2016). Em geral, essa temática tem sido explorada em seu sentido
    biológico, associada a nutrição ou a subsistência, e raramente em seu viés social e cultural
    (CRUZ,2010). Buscando compreender como as como a prática alimentar interfere e
    conforma as relações sociais transpondo a visão da alimentação enquanto um fenômeno
    biológico e incluindo a cultura material como principal fonte de informação me propus a
    realizar o estudo das louças advindas das escavações da Fazenda Prazeres (CONTRERAS
    e GRACIA, 2011, MARSCHOFF, 2007;2010). Esse sítio histórico e arqueológico está
    localizado no município piauiense de Bertolínia, cuja ocupação inicial remete ao final do
    século XVIII. Em 2014, esse sítio integrou o Projeto de Resgate Arqueológico no trecho
    da BR 135 entre os municípios de Bertolínia e Eliseu Martins, no Estado do Piauí,
    executado pela equipe de pesquisadores da Habitus Bio Consultoria. Foram realizadas
    escavações que resultaram em um acervo composto por 8007 artefatos de diversas
    categorias de materiais como: louça, vidro, metal, cerâmica e ossos de fauna. O conjunto
    referente a louça foi analisado de acordo com o Número Mínimo de Peças (NMP)
    resultando em um conjunto de 580 artefatos que foram classificados em fichas
    tipológicas, quantificados e interpretados (LIMA,1989). Os resultados obtidos foram
    cruzados com as informações obtidas através de outras fontes, como os documentos
    escritos, os relatos de viajantes, os inventários post mortem e demais pesquisas históricas.
    A pesquisa permitiu concluir que esse grupo doméstico desenvolveu estratégias próprias
    para incorporar as mudanças que ocorreram durante o século XIX e, consequentemente,
    se integrar ao Mundo Moderno.

  • SHIRLEY SOUSA MARTINS
  • IGREJA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DE ALMOFALA-CE: PATRIMÔNIO TREMEMBÉ DE HISTÓRIA, MEMÓRIAS E LUTAS.
  • Orientador : JOINA FREITAS BORGES
  • Data: 04/04/2018
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  • Esta dissertação tem por objetivo analisar e discutir a relação identitária, simbólica e histórica entre os índios Tremembé do Ceará, a Igreja Nossa Senhora da Conceição de Almofala, ou Igreja dos Índios e as marcas indígenas (vestígios arqueológicos) espalhados na região do antigo aldeamento e atual lugar de moradia dos Tremembé. Para tanto, intenciona-se mostrar a relevância da Igreja como sinal diacrítico do grupo para a luta pela posse da terra e reconhecimento étnico. Assim, busca-se articular quatro categorias de análise, os índios Tremembés (suas relações com a Igreja), a Igreja de Almofala (enquanto patrimônio), conflitos sociais (disputa pelo território e reconhecimento da identidade indígena) e a proteção do patrimônio arqueológico (gestão patrimonial). O presente trabalho buscou subsídios teórico-metodológicos na arqueologia (a igreja como superartefato) e história oral (oralidade como prática social) para entender como se reelabora o universo de histórias, memórias, lutas desse povo. 

  • HERALDA KELIS SOUSA BEZERRA DA SILVA
  • Análise químico-mineralógica de ocres e a busca por correlações arqueológicas com os pigmentos de pinturas rupestres do sítio Pedra do Cantagalo I
  • Orientador : LUIS CARLOS DUARTE CAVALCANTE
  • Data: 28/02/2018
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  • Neste trabalho foi realizada a análise arqueométrica de ocres vermelhos e amarelos do sítio arqueológico Pedra do Cantagalo I, localizado na área rural do município de Piripiri, no norte do Piauí, Brasil. Amostras desses materiais foram investigadas no laboratório por fluorescência de raios X por dispersão de energia; análise elementar de carbono por CHN; difração de raios X pelo método do pó; espectroscopia Mössbauer do 57Fe nas geometrias de transmissão e de retroespalhamento de raios gama; e espectroscopia de absorção no infravermelho com transformada de Fourier. Ensaios magnéticos com ímã permanente de mão também foram realizados. Prospecções foram efetuadas nas proximidades do abrigo rochoso, com o interesse especial na localização de jazidas-fonte de pigmentos minerais. A composição químico-mineralógica dos ocres foi correlacionada com dados correspondentes, obtidos das análises dos pigmentos minerais oriundos das jazidas do entorno e das camadas de tintas das pinturas rupestres existentes nas superfícies areníticas decoradas do sítio. Os dados Mössbauer obtidos para os ocres vermelhos e amarelos indicam que esses materiais contêm óxidos e oxidróxidos de ferro com diferentes tamanhos de partículas, alguns com tamanho consideravelmente grande e alta cristalinidade e outros com tamanho relativamente menor, campos magnéticos hiperfinos relativamente mais baixos e linhas de ressonância mais alargadas, apontando para frações dessas espécies ferruginosas com diferentes graus de substituição isomórfica do ferro por outros cátions, na estrutura cristalina. De modo geral, os ocres vermelhos são constituídos predominantemente por hematita, ou uma mistura de hematita com goethita ou ainda de hematita com maghemita; quartzo, muscovita, ilita e caulinita também foram encontrados. Os ocres amarelados contêm essencialmente goethita, quartzo e caulinita. Os resultados obtidos para os ocres vermelhos mostram evidências consideravelmente nítidas de que as fases ferruginosas, assim como os minerais contendo alumínio, foram enriquecidos no material final (ocre vermelho), aparentemente às expensas da eliminação de minerais silicatados, a partir do material retirado das jazidas. Os dados obtidos para os ocres amarelos também revelam evidências consideravelmente claras de enriquecimento das fases ferruginosas no material final (ocre amarelo), virtualmente às expensas de eliminação de minerais contendo alumínio e de fases ricas em enxofre e fósforo, a partir do material oriundo das jazidas. A ocorrência de material magnético em algumas amostras de ocres vermelhos e a não detecção de espécies ferruginosas correspondentes nos pigmentos minerais das jazidas pressupõe o uso provável de aquecimento na preparação desses ocres, a partir dos precursores recolhidos das jazidas próximas ao sítio arqueológico.

  • HELOISA BITU FERRAZ
  • O Sítio Rupestre de Santa Fé-CE: Documentação e Diagnóstico Técnico de Conservação
  • Orientador : MARIA CONCEICAO SOARES MENESES LAGE
  • Data: 05/01/2018
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  • A presente dissertação expõe os problemas de conservação do Sítio de Arte
    Rupestre Santa Fé, município de Crato, situado na Chapada do Araripe, região do
    Cariri cearense. Importante referência da presença humana pré-colonial e de suas
    relações com o ambiente da Chapada, o sítio apresenta conjuntos de gravuras
    pintadas que demonstram elementos técnicos, forma e tema singulares, em
    avançado desgaste bio-físico-químico natural. Por apresentarem-se incompletas,
    fato que expõem exponencialmente sua estabilidade rochosa interna, encontram-se
    sob ameaça precoce de desaparecimento. Ciente que a documentação é uma etapa
    fundamental para o estudo da arte rupestre e que a qualidade desta auxiliará na
    conservação do potencial informativo do sítio, serviu-se de métodos da fotogrametria
    e de recursos tecnológicos de captura da realidade para elaboração de decalques
    digitais dos motivos, do suporte e de seus problemas de conservação relacionando-
    os aos agentes degradativos envolvidos nos processos de intemperismo das rochas.
    Os resultados apresentam a interdependência dos fenômenos provocados pela
    elevada umidade ali presente, revelando a proeminência do intemperismo químico
    nos 59 grafismos perceptíveis atualmente no sítio.

2017
Descrição
  • ROSIVÂNIA DE CASTRO AQUINO
  • Entre o Sagrado e o Profano: Um Mundo por trás das Grades
  • Orientador : ANA LUISA MENESES LAGE DO NASCIMENTO
  • Data: 18/12/2017
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  • O que você estava fazendo antes de começar a ler as primeiras páginas desta
    dissertação? Estava em alguma reunião importante? Lendo um livro talvez? Vendo
    sua caixa de e-mails ou trocando mensagens no WhatsApp ou em suas redes
    sociais? Como está o clima lá fora? Ensolarado ou nublado? Na nossa correria diária
    temos que dividir nosso tempo ocidental em tantas coisas e mesmo assim ainda nos
    falta tempo para fazer tudo que precisamos ou gostaríamos... E se algo ruim
    acontecesse e de repente você acordasse em uma cela de uma prisão, o que faria?
    Como aproveitaria o seu tempo? Não sei bem o que faria, ou como aproveitaria seu
    tempo, mas em São Raimundo Nonato-PI, os detentos da Penitenciária Tenente
    Zéca Ruben (1967-2007) deixaram marcas da transformação do seu espaço
    prisional, a partir da criação de desenhos e murais de palavras, frutos de suas
    memórias e visões de mundo, nos mais variados tipos de suportes presentes nos
    banheiros, pátio e principalmente nas paredes e teto das celas. É neste cenário que
    voltaremos nossa atenção nas próximas páginas, na tentativa de compreender como
    os presidiários significaram e (re) significaram este espaço carcerário em uma
    redescrição linguística que se origina, possivelmente, na experiência sensorial. Além
    de perceber os sentidos que podem estruturar e influenciar no ato de registrar nas
    paredes e no teto das celas, visões de mundo específicas, identidades, memórias e
    recordações por meio da análise de duas temáticas: Apelo Religioso e Sexualidade,
    configurando o Sagrado e o Profano deste “mundo” que está além das grades.
    Nesta dissertação iremos conhecer juntos como a Arqueologia trará respostas para
    os sentidos destes grafismos, tendo conceitos da Fenomenologia husserliana,
    heiddegeriana e pontyana como base teórica, pois se pressupõe que no ato de
    desenhar e escrever nas paredes e tetos das celas, estão concebidas ações
    cognitivas e perceptivas, emoções, fenômenos e sentidos, conceitos fortemente
    trabalhados por estas correntes filosóficas. Assim, tal estudo poderá representar um
    passo a mais no registro testemunhal, na valorização social e na reflexão coletiva
    sobre a experienciação e vivência humana no espaço carcerário, contribuindo para
    construção e/ou reconstrução do passado, mesmo o mais recente.

  • ANNA CAROLINA FERREIRA BORGES
  • ENTRE OS REGISTROS RUPESTRES ESTÃO ÀS ORAÇÕES: a Pedra do Castelo-PI como espaço de ressignificação na Arqueologia
  • Orientador : JOINA FREITAS BORGES
  • Data: 29/08/2017
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  • O presente trabalho busca analisar a Pedra do Castelo, localizada no norte do estado do Piauí, na cidade de Castelo do Piauí.  A Pedra do Castelo está localizada na bacia sedimentar do Parnaíba, cravada em rocha sedimentar arenítica da Formação Cabeças.O acelerado processo de erosão diferencial no arenito provocou nos estratos da formação a feição atual do monumento, que é atribuída pelo imaginário popular a um castelo em ruinas.

    No local podemos perceber vestígios de ocupações de tempos diferenciados, através da presença de pinturas e gravuras rupestres, além de sepultamentos do século XX e objetos depositados no local de diferentes matrizes religiosas. Além disso, a Pedra do Castelo apresenta-se como um espaço de utilizações e atribuições diferenciadas ao longo do tempo. Dessa forma buscamos analisar as atuais ressignificações que o local recebe pelas comunidades do município de Castelo e áreas adjacentes.



     

  • JURANDIR BARROS DA SILVA JÚNIOR
  • Cadeia Operatória Lítica dos Sítios Arqueológicos Seu Bode, Dunas I e Dunas II, no Município de Luís Correia, litoral do estado do Piauí, Brasil
  • Orientador : FLAVIO RIZZI CALIPPO
  • Data: 29/08/2017
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  • Este estudo tem como principal propósito a identificação das técnicas utilizadas na confecção dos artefatos líticos presentes nos sítios arqueológicos Seu Bode, Dunas I e Dunas II, localizados no Município de Luís Correia, Piauí, Brasil. Para a realização desse estudo foram analisados artefatos que se encontravam depositados na reserva técnica do Núcleo de Antropologia Pré-Histórica da Universidade Federal do Piauí (NAP/UFPI), coletados em projetos desenvolvidos entre os anos de 2001 e 2011. A proposta metodológica baseou-se no estabelecimento de uma análise laboratorial detalhada dos atributos formais e descritivos dos artefatos, acompanhada de uma verificação, in situ, dos tipos de artefatos e das paisagens em que os sítios se inserem. Desse modo, com base nas técnicas de produção artefatual e da análise da percepção da performance dos artesãos, foi possível identificar diversos tipos de artefatos líticos e suas recorrências.

  • LUCAS SILVA DE OLIVEIRA
  • "Um ateliê no Extremo sul piauiense: uma abordagem inclusiva da produção lítica no município de Corrente, Piauí"
  • Orientador : ANGELO ALVES CORREA
  • Data: 25/08/2017
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  • A exceção do complexo arqueológico da Serra da Capivara, as indústrias líticas do Estado do Piauí ainda são pouco conhecidas e aos poucos vem sendo trabalhadas. Esta pesquisa trata-se de um sítio lítico a céu aberto onde ocorrem artefatos em superfície e subsuperfície com presença de fosséis de um indivíduo incompleto, Eremotherium
    laurillardi, datado em 12.000 anos AP. O sítio de cujo nome Araçá está localizado no povoado Porta do Araçá, zona rural do município de Corrente, Extremo sul piauiense. Tendo em vista os pressupostos metodológicos da Escola Francesa, a coleção foi analisada de acordo com a abordagem tecnológica (INIZAN, M.-L, REDURON, M.,
    ROCHE, H., TIXIER, J, 1995), e do conceito de estilo tecnológico definido a partir dos trabalho de Sackett (1982), as intenções produtivas e os comportamentos técnicos produtivos dos grupos pré-históricos que ocuparam esta região. As coleções apresentadas abordam uma indústria com produção de instrumentos unifaciais e bifaciais, num contexto de ocupação de atividades diversas, cujas características tecnológicas remontam ao Holoceno inicial.

  • LAIZE CARVALHO DE SOUSA
  • Arqueologia Pública e sua Práxis Social: uma contribuição necessária para a preservação de recursos arqueológicos e interação
  • Orientador : ANGELO ALVES CORREA
  • Data: 24/08/2017
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  • A presente dissertação discute a temática da Arqueologia Pública, entendida como uma disciplina destinada a interagir e dialogar com a sociedade. Busca destacar, conteúdos relacionados a perspectivas de Arqueologia Pública em projetos arqueológicos identificando o atual panorama das ações desenvolvidas entre 2011 a 2015 nos estados do Piauí e Rio Grande do Norte, refletindo sobre a relação da Arqueologia Pública num contexto capitalista e a preservação de recursos arqueológicos. O estudo é resultado de uma pesquisa documental e contará com a análise e interpretação gráfica. Os resultados obtidos apontam um número pequeno de projetos com perspectivas em Arqueologia Pública em solo piauiense e potiguar, em destaque tem-se as ações de Educação Patrimonial. Sendo assim, propõe que é necessário refletir sobre a socialização do conhecimento arqueológico através da interação social para a preservação de recursos arqueológicos.

  • LORIANE ROCHA ALVES GUSMÃO
  • NOS RASTROS DOS INDIOS DO SUDESTE DO PIAUÍ: A ARQUEOLOGIA COMO INSTRUMENTO DE VISIBILIDADE HISTÓRICA
  • Orientador : JOINA FREITAS BORGES
  • Data: 17/04/2017
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  • O objeto da pesquisa é a materialidade evidenciada e datada no sítio arqueológico Toca da Baixa dos Caboclos proveniente de duas campanhas de escavação. Ao longo de quarenta anos pesquisas foram e ainda são realizadas no Parque Nacional Serra da Capivara e seu entorno, dentre essas pesquisas, predominam às correspondentes às cronologias “pré- históricas” e por isso, vê-se uma emergência na realização de pesquisas relacionadas a cronologias mais recentes. A partir deste sítio, unindo a documentação histórica, os vestígios arqueológicos e à história viva na forma da história oral, acredita- se ser possível que os indígenas no Piauí, em específico nesta região não foram aniquilados conforme a história oficial, mas sim resistiram e foram invisibilizados. A arqueologia, então, possui um papel decisivo ao demonstrar a presença indígena na região até tempos recentes, presentes nos modo de fazer, na cultura material e na memória das pessoas locais.

  • MAURO JUNIO RODRIGUES SOUSA
  • Análise morfológica dos registros rupestres do Complexo de sítios arqueológicos Poço da Onça, Piracuruca-PI
  • Orientador : SONIA MARIA CAMPELO MAGALHAES
  • Data: 31/03/2017
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  • Esta dissertação se propõe apresentar um estudo dos registros rupestres do complexo de sítios arqueológicos Poço da Onça, localizado no município de Piracuruca, no norte do Piauí, dando-se ênfase ao aspecto morfológico dos grafismos, a fim de verificar a existência, ou não, de padrões gráficos. No levantamento dos sítios levou-se em conta a participação da comunidade do entorno, que expressou sua opinião sobre os vestígios arqueológicos. Com a finalidade de levantar informações através de relatos orais dos moradores vizinhos aos sítios, foram aplicados alguns questionários e utilizado equipamento para registro audiovisual. Além da análise voltada para a verificação da existência de simetria na forma dos grafismos, os realizados em cavidades foram considerados como sendo indicadores da noção de profundidade. Nesta proposta os sítios arqueológicos com registros rupestres equivalem a unidades de análise gerais e os grafismos a unidades picturais de análise. Na reprodução dos grafismos empregou-se ferramentas ou recursos digitais e manuais, que possibilitaram o realce das unidades picturais, facilitando a percepção das formas no campo visual. A análise revelou a predominância de grafismos não reconhecidos, ou não figurativos, e uma tendência à reprodução de formas simétricas bilaterais, apontando para a confirmação da proposta de existência de uma Tradição Geométrica de pinturas rupestres na região norte do Piauí.

  • ANNA GABRIELLA SILVA VAZ BARRETO
  • O viver em arte rupestre: marcas ritualísticas em manifestações do Parque Nacional Serra da Capivara - Pi
  • Orientador : MARIA CONCEICAO SOARES MENESES LAGE
  • Data: 26/01/2017
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  • Essa pesquisa apresenta os resultados de um estudo que teve como finalidades identificar na arte rupestre pré-histórica as identidades sociais de figuras antropomórficas, assim como referência às relações de gênero e às diferentes atividades ritualísticas as quais se encontram ligados. Há uma ênfase especial em determinados aspectos da iconografia da imagem humana e às características atribuídas a cada gênero, revelando uma estrutura binária de oposições (esquerda/direita, dominante/dominado/ grande/pequeno). Tendo como base informações etnográficas oriundas de grupos indígenas brasileiros, realizou-se uma analogia comparativa a fim de interpretar um valioso acervo imagético que tornou evidentes diferentes, conflitantes, usos para as duas técnicas gráficas: na pintura rupestre, o papel ritualisticamente dominante do homem, e nas gravuras, a dominância da simbologia feminina. Foi possível relacionar ainda determinadas cenas parietais com importantes atividades ritualísticas realizadas por nativos, que são partes dos chamados ‘ritos de passagem’, entre os quais estão incluídos o rito da iniciação feminina, da fertilidade e do nascimento. Como local de pesquisa foram escolhidos sítios arqueológicos do Parque Nacional Serra da Capivara, localizado na região Sudeste do Estado do Piauí, sendo selecionados por possuírem um corpus de figuras parietais extremamente ricas, tanto pintadas quanta gravadas. 

2016
Descrição
  • WALDYR LUIZ BORIM JUNIOR
  • Arqueologia histórica. Fazenda São Domingos. Alimentação. Cultura material
  • Orientador : ABRAHAO SANDERSON NUNES FERNANDES DA SILVA
  • Data: 16/12/2016
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  • A realização de pesquisas na Fazenda São Domingos em José de Freitas – PI, possibilitou observar uma série de evidências materiais e imateriais, as quais remetem à memória, hábitos e costumes relacionados às práticas alimentares de matizes diferenciadas, sobretudo africana, indígena e europeia. A partir da relação entre os vestígios identificados através da escavação de uma área do quintal da casa sede, infere-se a possibilidade de estudo de práticas culturais relacionadas ao cotidiano dessa habitação. Dentre tais práticas procura-se perceber os tipos de alimentos consumidos, os processos de preparo, a distinção social e cultural representada pelos recipientes e ingredientes nas escolhas de cada receita e seus fins específicos. O reconhecimento dessa cultura material através da observação, análise e constatação de elementos materiais, visou buscar a recorrência desses vestígios como indicadores de processos culturais relacionados a alguns momentos de ocupação dessa fazenda (séculos XVIII e XIX), sua relação com as práticas cotidianas ligando-as a processos mais abrangentes, evidenciando a força de trabalho mantenedora dessas estruturas, com marcas ainda pouco registradas.

  • JESSICA GADELHA MORAIS
  • AQUI JAZEM MUITAS HISTÓRIAS: UM ESTUDO ARQUEOLÓGICO DO ACERVO HISTÓRICO DO CEMITÉRIO SANTO ANTÔNIO EM CAMPO MAIOR-PIAUÍ (1804-1978)
  • Orientador : MARIA DO AMPARO ALVES DE CARVALHO
  • Data: 05/08/2016
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  • O cemitério abriga elementos materiais e imateriais das manifestações do homem diante dos mais diversos assuntos e, portanto, não deve ser visto simplesmente como o espaço destinado

    ao sepultamento do corpo sem vida, mas como uma potencial fonte de informação da
    sociedade na qual está inserido. Partindo dessa premissa o questionamento que norteia a
    presente pesquisa é de que forma o cemitério Santo Antônio, através de sua arquitetura
    fúnebre e dos seus artefatos, pode informar sobre como viviam as sociedades do passado. Ele
    está localizado a 86 km da capital Teresina, no município de Campo Maior - Piauí, e o último
    enterramento nele realizado data de 1978. A escolha desse lugar é atribuída ao fato de ter sido
    provavelmente a primeira necrópole da cidade. O objetivo da dissertação é investigá-lo
    destacando o potencial contido em seu acervo como instrumento para tecer reflexões sobre o
    patrimônio funerário piauiense. A investigação é feita através de descrição e análise
    interpretativa de seus artefatos e enxoval funerário cuja ênfase é dada as lápides sepulcrais em
    virtude da variedade de informações que agregam. Nelas existem elementos iconográficos
    (desenhos, gravuras, signos etc.) e elementos gráficos (o texto escrito) que revelam ou
    ocultam a história dos mortos para os vivos, ou seja, permitem identificar possíveis mudanças
    da representação da morte e também podem ser considerados como documentos (fontes de
    informações) que possibilitam diferentes análises sobre a comunidade a qual pertencem. O
    percurso metodológico partiu de: pesquisa in loco, com o levantamento de dados por unidade
    de sepulturas através de elaboração e preenchimento de fichas técnicas, cujo trabalho de
    inventários realizados por Castro (2014) foi de crucial importância; pesquisa documental, com
    consulta dos Livros de Tombo da Freguesia de Campo Maior N°1 e 2, de batismo, de
    casamento, e de registro de óbitos; e pesquisa bibliográfica, consistindo no levantamento de
    publicações sobre estudos cemiteriais, pela abordagem de distintos campos do saber
    (Patrimônio, História, Arqueologia histórica, Artes plásticas), incluindo o levantamento da
    produção local sobre o cemitério Santo Antônio. As atitudes e representações da morte, por
    serem temas afins, também foram contempladas. Entre os autores que se destacam por tais
    publicações estão Reis (1991); Lima (1994); Borges (2002b) e Grassi (2014), entre outros
    apresentados no decorrer do texto. Os estudos sobre o tema possibilitaram evidenciar aspectos
    singulares desse espaço funerário em meio a uma história plural (como o seu período de
    implantação, iconografias peculiares), além de múltiplas histórias, expressas ou silenciadas.
    Palavras-chave: Cemitério. Patrimônio fúnebre. Campo Maior - Piauí.

  • ÁRLON FACYNEK DE OLIVEIRA CARVALHO
  •  

    Sítio Covão do Jaburu: registro de um patrimônio arqueológico e da memória popular

  • Orientador : SONIA MARIA CAMPELO MAGALHAES
  • Data: 30/07/2016
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  • A pesquisa a que se refere o texto dissertativo ora apresentado tem como objeto de estudo o sítio arqueológico Covão do Jaburu. Além de possuir um rico acervo de gravuras na estrutura rochosa que lhe serve de suporte, o sítio em questão foi escolhido para estudo por encontrar-se em área prevista para ser impactada pela construção de uma barragem no Rio Poti, do qual o Riacho do Covão é afluente, fato que torna ainda mais urgente a documentação e o estudo das gravuras, e justifica a ação a que se denominou de “resgate da memória”.Pretendeu-se, com a pesquisa, mostrar a alta relevância do sítio e propor o “salvamento” das gravuras, destacando-o como “lugar de memória”, justificando assim a necessidade de sua preservação para as comunidades próximas e sociedades do presente e do futuro. Por que “preservar” este sítio, especificamente? Para responder a essa questão três hipóteses, que servem também como justificativas, são apresentadas: deve-se documentar o sítio, pois a iminência da perda requer atitudes urgentes; o sítio corresponde a um lugar de memória de populações pretéritas, portanto é referência do passado; é igualmente um componente da memória coletiva das populações atuais. Retomando o trabalho iniciado naGraduação,voltamos-nos agora, em termos de metodologia, para uma arqueologia mais social e mais preocupada com as comunidades atuais, sendo que todo o trabalho desenvolvido foi pensado no sentido de auxiliá-las no reconhecimento de suas relações com o lugar, assim comona socializaçãodo sítio.As considerações sobre o processo investigativo envolvendo entrevistas com indivíduos das comunidades atuais e o emprego da Gestaltcomo auxiliar nas análisesrevelamque o sítio é tão importante para as populações atuais quanto deve ter sido para as populações autoras das gravuras, e que o elemento mais destacado é a água, mais especificamente o olho d’água, fonte perene e ao mesmo tempo elemento simbólico, evocativo de acontecimentos.

     

     

  • ADOLFO YUJI OKUYAMA
  • CONTEXTO ARQUEOLÓGICO DO VALE DO RIO GURGUÉIA: UMA ANÁLISE A PARTIR DA UTILIZAÇÃO DE MODELOS PREDITIVOS EM SIG

  • Orientador : JACIONIRA COELHO SILVA
  • Data: 16/03/2016
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  • No presente trabalho, objetiva-se utilizar de recursos geotecnológicos para a elaboração de um Modelo Preditivo de localização de sítios arqueológicos em uma região pouco estudada do Estado do Piauí. O Vale do Rio Gurgúeia é uma sub-bacia tributária da Bacia do Parnaíba, localizada no sudeste do Estado, de limites fronteiriços com importantes áreas arqueológicas, como por exemplo, o Parque Nacional Serra da Capivara. Para a elaboração do modelo preditivo é imprescindível a criação de um banco de dados em Sistema de Informações Geográficas, onde o contexto ambiental é considerado variável importante para as análises juntamente com os sítios arqueológicos já conhecidos na região. Além de contribuir para as pesquisas arqueológicas na região, a pesquisa poderá ser utilizada para avaliação da eficiência sobre o método utilizado.

  • AGNELO FERNANDES DE QUEIRÓS
  • Os grafismos rupestres da Lagoa das Pedras Pintadas, Alto Santo, região do Jaguaribe, Ceará: documentação, pré-diagnóstico de conservação  e análise contextual preliminar

  • Orientador : MARIA CONCEICAO SOARES MENESES LAGE
  • Data: 29/02/2016
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  • O sítio arqueológico Lagoa das Pedras Pintadas fica localizado no município de Alto Santo, Ceará, sendo situado na microrregião do Médio Jaguaribe. Esse sítio arqueológico apresenta cerca de 151 matacões graníticos decorados com gravuras rupestres feitas em diferentes técnicas e com distintas temáticas gráficas. O presente estudo visou realizar a documentação em caráter amostral, um pré-diagnóstico do estado de conservação e uma análise preliminar com o intuito de identificar o potencial interpretativo do sítio e do seu acervo gráfico aos olhos da arqueologia contextual. Quanto ao estado de conservação, como todos os suportes rochosos gravados encontram-se expostos a intempéries, passando por processos acelerados de degradação, constatamos que é imprescindível dar continuidade aos trabalhos no sentido de desacelerar a ações intempéricas geradas pela água, nos períodos de invernos intensos e a incidência solar direta nos matacões gravados em épocas de estiagem, e, sobretudo, pelas mudanças térmicas geradas.O estudo também permitiu evidenciar características da paisagem de inserção do sítio quanto à sua acessibilidade, visualização e visibilidade. Com relação aos grafismos rupestres foram observadas diversas técnicas de elaboração das gravuras, tendo a raspagem simples como técnica majoritária. Nas temáticas, há predominantemente motivos gráficos com representações de reconhecimento diferido, mas há também alguns reconhecidos. Entre os motivos de reconhecimento diferido há representações rupestres recorrentes cuja proposta de reconhecimento foi realizada por meio de associações e de semelhanças iconográficas, bem como etnográficas em analogias transculturais. Pode-se observar também uma seleção de suportes rochosos com características audiométricas especiais para efetuar um determinado tipo de grafismo. Desse modo, foi possível pensar sobre a abordagem teórico-metodológica da arqueologia contextual e dissertar a respeito de suas aplicabilidades no sítio estudado. 

  • BRUNO MESQUITA SANTOS
  •  

    Além da Pedra: caminhos de uma história revivida


  • Orientador : JACIONIRA COELHO SILVA
  • Data: 29/02/2016
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  • O sítio arqueológico Pedra Lavrado do Ingá é constituído por um bloco de rocha granítica gravada, no leito do Rio Ingá localizado no município homônimo, no Estado da Paraíba, Brasil. Esta pesquisa procurou entender as populações que habitavam o território próximo a este sítio. Neste estudo objetivou-se caracterizar os artefatos elaborados na pedra, a fim de identificar sua provável relação na elaboração das gravuras, buscando obter informações e dados sobre marcas culturais dessas populações, para maior compreensão da ocupação da área das gravuras da Pedra do Ingá.

  • HEBERT ROGÉRIO DO NASCIMENTO COUTINHO
  • GEOARQUEOLOGIA NO LITORAL DO PIAUÍ: PENSANDO OS PROCESSOS FORMATIVOS DE UM SÍTIO SOBRE DUNAS

  • Orientador : FLAVIO RIZZI CALIPPO
  • Data: 25/02/2016
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  • Este trabalho tem como propósito principal repensar os processos envolvidos na formação do registro arqueológico (WATERS, 1992, STEIN, 1992, 2001; RAPP & HILL, 1998; GOLDBERG & MACPHAIL, 2006; CALIPPO, 2010) dos sítios do litoral do Piauí e, a partir daí, estabelecer um outro modo de se compreender o contexto arqueológico dessa região. A partir dessa perspectiva procurou-se identificar e analisar evidências arqueológicas e geoarqueológicas que fossem capazes de fundamentar novas reflexões a respeito do contexto sociocultural que se formou a partir da interação entre o nativo e o colono (KENT LIGHTFOOT, 1995; FUNARI et. al., 1999) na costa do Piauí, durante o período inicial do processo de colonização europeia. Para a realização de tais análises foram adotados, principalmente, os conceitos de “temporalidade” de Tim Ingold (1993, 2000) e as perspectivas da Arqueologia Pluralista de Kent Lightfoot (1995). Com base nessas propostas e no estudo do sítio arqueológico Três Marias, propõe-se que o contexto arqueológico do litoral do Piauí, relativo a esses primeiros momentos, não pode ser unicamente explicado a partir da perspectiva da abundância dos recursos costeiros. O estudo desse sítio aponta que a ocupação de certos pontos da costa foi também fortemente influenciada pela importância estratégica que tais estrutura garantiriam às populações nativas. No sítio Três Marias, os vestígio arqueológicos encontrarem-se depositados sobre dunas de marcado destaque na paisagem (e não distribuídos ao longo da coluna sedimentar dessa feição costeira). Este registro nos leva a crer que, ao permanecerem sobre as dunas, os indivíduos poderiam estabelecer um melhor controle visual sobre a região costeira adjacente e, se necessário, mostrarem-se ao invasor, tornando claro que aquele território era ocupado.

2015
Descrição
  • ALEXANDRE RODRIGUES COSTA
  • Vale do Jacaré: paisagem e patrimônio em estudo arqueológico no município de Regeneração, Piauí, Brasil

  • Orientador : JACIONIRA COELHO SILVA
  • Data: 30/11/2015
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  • Este trabalho buscou registrar os vestígios arqueológicos existentes no município de Regeneração - PI, com destaque para a dinâmica da ocupação espacial no vale do Jacaré, ao longo do tempo, sob a abordagem da construção da paisagem. Partindo-se das evidências já conhecidas, procurou-se identificar novas ocorrências arqueológicas, marcas da ação antrópica, desde os primórdios da ocupação humana local até os dias atuais, testemunhos da modificação e transformação da paisagem, antes natural. De locais de ocupação de grupos pretéritos à instituição da vila e criação do município, passando pelo aldeamento de indígenas Acaroá e Gueguê, através de artefatos indígenas a ruínas de edificações, promoveu-se o resgate da memória da área de estudo. Estudos anteriores de um projeto pedagógico que desenvolveu ações de resgate histórico-cultural no município, tratando das origens de Regeneração na missão de São Gonçalo de Amarante, inspiraram esta proposta de estudo, desenvolvida através de levantamento bibliográfico e prospecção de campo na região.

  • JAIME DE SANTANA OLIVEIRA
  • Memória e patrimônio arqueológico: vozes sertanejas na área do Parque Nacional Serra da Capivara

  • Orientador : JOINA FREITAS BORGES
  • Data: 24/08/2015
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  • Este trabalho tem como objetivo discutir a valorização e visibilidade da memória de sertanejos da área do Parque Nacional Serra da Capivara em relação aos seus espaços e o patrimônio arqueológico. A partir da década 1970 a região ganhou destaque no cenário nacional por conta da grande quantidade de sítios arqueológicos descobertos e pesquisados pela Missão Franco Brasileira. Com a instalação do Parque Nacional Serra da Capivara, o processo de desapropriação gerou uma situação de conflito entre instituições gestoras do Parque e as comunidades tradicionais em vista de práticas culturais cotidianas que “ameaçavam a preservação do patrimônio arqueológico”. Apesar de a área ser pesquisada há mais de quarenta anos, existe uma lacuna de pesquisas sobre a memória das comunidades tradicionais que ocupam a região. Partindo desta perspectiva levantamos o problema: qual a relação de memória das comunidades do entorno do Parque Nacional Serra da Capivara com o patrimônio arqueológico e com o PARNA? Como se pode estabelecer uma valoração simétrica em relação à memória das pessoas daquela região e a conservação dos espaços arqueológicos? Para responder estas questões propostas estruturamos nossa metodologia no campo da história oral temática, concentrando a pesquisa nas comunidades Sítio Mocó e Novo Zabelê onde entrevistamos três tipos de sujeitos: sertanejos das comunidades tradicionais, sujeitos que participaram de ações sócioeducativas e pesquisadores. Como resultado foi possível construir um histórico das comunidades, apresentar as ações socioeducativas e, a partir disto, propomos como alternativa para as comunidades Sítio Mocó e Novo Zabelê uma preservação pautada na noção de custodia tradicional e etnomanejo.

  • ANDRÉ DOS SANTOS GONÇALVES
  • Arqueologia no Quintal e os Desafios da Conservação de Sítios Arqueológicos no Município de São José do Piauí

  • Orientador : LUIS CARLOS DUARTE CAVALCANTE
  • Data: 08/08/2015
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  • Neste trabalho foram investigados os sítios arqueológicos Morro do Letreiro e Morro do Letreiro III, situados na área urbana do município de São José do Piauí, Nordeste do Brasil, devido ao rico acervo de inscrições rupestres neles contidas e, ao mesmo tempo, pelo avançado estado de degradação em que se encontram. Os registros gráficos consistem majoritariamente de motivos geometrizados, embora sejam observados alguns poucos antropomorfos e zoomorfos, pintados quase exclusivamente em diferentes tonalidades de cor vermelha, havendo também inscrições nas cores amarela e branca. Há registros bicrômicos em vermelho e amarelo e em vermelho e branco, ocorrendo raros casos de sobreposições. A existência de respingos de tinta vermelha em um dos sítios arqueológicos permite inferir que o pigmento foi aplicado na forma líquida. Além das pinturas rupestres, o sítio Morro do Letreiro III contém também motivos gravados, delicadamente elaborados em um bloco rochoso que repousa no piso da área abrigada. Os sulcos foram efetuados por picoteamento e consistem de algumas cúpulas, um motivo geometrizado em forma de grade, além de uma pegada de ave. Os problemas de conservação de origem natural consistem principalmente de trincas, escamações e desplacamentos do suporte rochoso, um arenito muito friável e em estado avançado de decomposição; ninhos e galerias de cupins; plantas trepadeiras; ninhos de vespas-marimbondo e vespas-maria pobre; espessas camadas de eflorescências salinas; manchas negras, causadas pela ação da água e por micro-organismos. Os principais problemas de origem antrópica são pichações, realizadas com diferentes materiais; utilização dos sítios como área de lazer, inclusive com utilização de fogueiras; deposição de lixo; e as sérias degradações resultantes do mito do tesouro. Os problemas de conservação foram monitorados em diversas campanhas de campo, inclusive com a realização de medidas experimentais para avaliar temperatura, umidade relativa do ar ambiente e velocidade dos ventos, tanto ao longo do dia quanto em diferentes períodos do ano. Na interação com a comunidade do entorno observou-se que a mesma não reconhece os sítios arqueológicos investigados como parte de sua herança cultural. Portanto, os moradores locais não têm um sentimento de pertencimento em relação às inscrições rupestres e aos momumentos geológicos, aspecto que infelizmente tem gerado/agravado diversos problemas de conservação de origem antrópica. Após o processamento e avaliação dos dados e informações gerados neste trabalho, recomenda-se a Conservação Integrada como o tipo de medida de conservação que mais se adequa a este caso, visto que busca incluir a comunidade local em todas as etapas de conservação e proteção ao patrimônio. Devido ao caráter emergencial, aconselha-se a realização de conservação in situ e educação patrimonial.

  • ANTONIO JOSINALDO SILVA BITENCOURT
  • (Con)vivendo com a pré-história: levantamento, documentação e aproveitamento turístico da arte rupestre de Cocal de Telha-Piauí


  • Orientador : MARIA CONCEICAO SOARES MENESES LAGE
  • Data: 29/06/2015
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  • A região Norte do Piauí apresenta grande número de sítios de arte rupestre, entretanto, a maioria deles, ainda são desconhecidos de pesquisadores e muito pouco foi estudado. O presente estudo objetivou efetuar o levantamento, a documentação e a análise descritiva de parte deles, principalmente os situados no município de Cocal de Telha, ou seja, os sítios: Candeeiro I, Candeeiro II, Candeeiro III e Letreiro Colher de Pau. Complementando o estudo e considerando a necessidade de desenvolver ações de Educação Patrimonial e retorno a população atual propô-se a fabricação e comercialização de produtos com os motivos gráficos rupestres locais, despertando o interesse para investimentos futuros e incentivando ações que promovam a realização de projetos de infraestruturas a fim de possibilitar futuras visitações de maneira organizada e sistemática aos sítios arqueológicos. Os produtos serão disponibilizados no próprio município, pois sua sede é cortada pela BR 343, importante ponto de passagem de visitantes que se deslocam para o litoral e ou ao Parque Nacional de Sete Cidades.

  • LEANDRO MADEIRA MARTINS
  • A cultura material como instrumento para compreensão de passados históricos: a Fazenda Casa-Grande de São Domingos, José de Freitas, PI

  • Orientador : JACIONIRA COELHO SILVA
  • Data: 19/06/2015
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  • A Fazenda Casa-Grande de São Domingos representa uma parte da materialização histórica de acontecimentos relacionados à economia pecuarista que se desenvolveu no território piauiense ao longo do século XIX, configurando-se como objeto de análise da presente pesquisa. O estudo primeiramente sintetiza aspectos da Arqueologia Histórica, suas perspectivas e abordagens no tratamento do estudo da paisagem, relacionando o processo de desenvolvimento da disciplina e alguns dos delineamentos conceituais e de pesquisa. A categoria paisagem é apresentada em seus múltiplos conceitos e abordagens, a partir de leituras e tratamentos que a Geografia e a Arqueologia conferem a mesma. São discutidos os conceitos de patrimônio, identidade e memória, com ênfase para as escolhas de meios propícios à instalação de fazendas históricas e os fatores que impulsionaram a ocupação do espaço. São elencados os aspectos da História do Piauí relativos à temática discutindo diferenças, similitudes e marcas de ocupação que remanescem na paisagem piauiense. A pesquisa demonstra o caso específico da Casa-Grande de São Domingos, sua gênese, seu processo de formação e desenvolvimento, além de relacionar as marcas da paisagem presentes nesta fazenda, os elementos de sua cultura material são analisados e interpretados no intuito de buscar a compreensão dos passados históricos relacionados a este núcleo produtivo e habitacional oitocentista.

  • ALEXANDRE RODRIGUES COSTA
  • Vale do Jacaré: do passado ao presente, a construção de uma paisagem arqueológica em Regeneração, Piauí, Brasil

  • Orientador : JACIONIRA COELHO SILVA
  • Data: 29/05/2015
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  • Este trabalho buscou registrar os vestígios arqueológicos existentes no município de Regeneração - PI, com destaque para a dinâmica da ocupação espacial no vale do Jacaré, ao longo do tempo, sob a abordagem da construção da paisagem. Partindo-se das evidências já conhecidas, procurou-se identificar novas ocorrências arqueológicas, marcas da ação antrópica, desde os primórdios da ocupação humana local até os dias atuais, testemunhos da modificação e transformação da paisagem, antes natural. De locais de ocupação de grupos pretéritos à instituição da vila e criação do município, passando pelo aldeamento de indígenas Acaroá e Gueguê, através de artefatos indígenas a ruínas de edificações, promoveu-se o resgate da memória da área de estudo. Estudos anteriores de um projeto pedagógico que desenvolveu ações de resgate histórico-cultural no município, tratando das origens de Regeneração na missão de São Gonçalo de Amarante, inspiraram esta proposta de estudo, desenvolvida através de levantamento bibliográfico e prospecção de campo na região.

  • LARISA DE MOURA FONTES
  • Sitio das Moendas: marcas da presenca humana na pre-historia de Ipiranga do Piaui

  • Orientador : MARIA CONCEICAO SOARES MENESES LAGE
  • Data: 25/05/2015
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  • Esta pesquisa se propos a estudar as marcas da presenca humana na pre-historia do municipio de Ipiranga do Piaui, refletindo a partir de um aspecto: a falta de pesquisas arqueologicas no municipio. A partir dessa perspectiva, buscou-se catalogar de forma sistematica o sitio arqueologico das Moendas, gerando dados consistentes para futuras pesquisas, assim como estreitar os lacos entre a comunidade e o patrimonio cultural representado pelos registros rupestres. Para alcancar os objetivos foram realizados levantamentos bibliograficos da area em questao, considerando que nao foram realizadas ainda pesquisas na area, apenas o cadastro de outros sitios. Outra etapa foi a elaboracao de fichas tecnicas de cadastro que contemplaram informacoes sobre o sitio, tecnicas de execucao dos registros, localizacao, contexto ambiental e geologico, problemas de conservacao, alem de dados para a formulacao de futuras pesquisas. O levantamento de campo foi realizado a fim de produzir documentacao fotografica e outros dados coletados exclusivamente in situ. A realizacao dessas etapas supracitadas proporciona um avanco em direcao a democratizacao do conhecimento, logo, implica na preservacao deste patrimonio pela comunidade local.

  • FRANCISCA REGINA MARQUES PASSOS
  • Arqueologia, História e Luta: os tremembés, um sítio arqueológico e a ausência de políticas de conservação

  • Orientador : JOINA FREITAS BORGES
  • Data: 10/04/2015
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  • Desde o século XVII os Tremembés habitavam a costa norte brasileira. Em vários relatos de cronistas e em documentos históricos são retratados como um povo guerreiro, que preservou certa autonomia até o século XVIII, mantendo seus territórios desde os primeiros séculos de colonização, realizando negociações com os estrangeiros que aportavam em suas praias. Os territórios dos Tremembés de Almofala (CE) hoje são marcados pela presença de inúmeros sítios arqueológicos, localizados à céu aberto, os quais adquiriram significados especiais para os Tremembés da atualidade. Os sítios arqueológicos são interpretados como pertecentes aos seus antepassados e "encantados". Além do valor espiritual atribuído pelos índios, devido a experiências de transe, os sítios também são vistos por eles como "documentos" que atestam a antiguidade do seu povo na região, como informa o Senhor Estevão Henrique. Tal argumento é uma marca de como utlizam o patrimônio de maneira dinâmica, usando o conceito como uma maneira de defesa contra os posseiros e empresas locais, frente à usurpação de suas terras. A metodologia empregada para a realização desse trabalho foi à pesquisa documental e entrevistas com a comunidade. Buscou-se valorizar a interpretação da comunidade em relação aos sítios, investigando-se os significados dos sítios e objetos neles dispostos. A partir da pesquisa se procurou compreender as relações entre a comunidade e um sítio em especial: Duas Moitas. O trabalho foi realizado através do conhecimento da comunidade, a fim de incorporar, nas pesquisas arqueológicas, elementos da oralidade e memória dos mais velhos, os quais, repassando seu modo de viver, forneceram subsídios para valorizar, além da cultura material presente nos sítios arqueológicos, seu patrimônio imaterial que na maioria das vezes não é valorizado, pois, muitas vezes o que está em perigo não é os vestígios, mas os valores atribuídos pela comunidade.

  • DUCILENE MARIA PINHEIRO DE ARAGÃO
  • Socialização do conhecimento arqueológico na área da Capela da Mata Fresca, Aracati-CE: redescobrindo com o povo do Vale do Jaguaribe

  • Orientador : ABRAHAO SANDERSON NUNES FERNANDES DA SILVA
  • Data: 06/04/2015
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  • Neste trabalho buscou-se compreender a amplitude que os estudos de Arqueologia podem ter em contextos de sítios históricos nos quais haja a coexistência de práticas religiosas do presente com as políticas públicas voltadas para a conservação de sítios arqueológicos, especificamente no caso da Capela Nossa Senhora da Soledade ou Capela da Mata Fresca, Aracati-CE. A referida capela passou pela etapa de escavação arqueológica que serviu como medida preliminar ao projeto de restauro da mesma. O sítio em questão é repleto de ressignificações religiosas por se tratar de um marco cristão importante para os moradores das regiões correspondentes ao Vale do Jaguaribe, especificamente os da comunidade Mata Fresca que participaram da escavação e contribuíram para as discussões sobre o papael público da Arqueologia e as alternativas de divulgação científicas mais eficazes, fazendo emergir uma relação entre ciência arqueológica e comunidade que favorece a conservação do sítio. Ainda são exploradas questões teóricas sobre Arqueologia e sociedade que direcionam o trabalho desde a primeira intervenção no sítio, realizada em julho de 2014.

  • ZAFENATHY CARVALHO DE PAIVA
  • “Uma baforada sim sinhô”: cachimbos de escravos e as dinâmicas socioculturais da Diamantina oitocentista

  • Orientador : JOINA FREITAS BORGES
  • Data: 27/03/2015
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  • O presente trabalho tem como objetivo apresentar os cachimbos associados a escravos como elementos importantes no entedimento das tramas socioculturais no contexto escravista, especificamente em Diamantina, estado de Minas Gerais, entre os séculos XVIII e XIX. A pesquisa é realizada a partir da análise de 104 exemplares de cachimbos, tanto fragmentos como inteiros, coletados em escavação arqueológica no quintal de uma residência do século XVIII, que dentre seus moradores teve a negra Chica da Silva, ex-cativa que obteve fama ao ascender à elite mineira. Qual a importância dada aos cachimbos em diferentes contextos? Teriam os mesmos adquirido protagonismo no cenário sociocultural diamantinense? Para tanto, procura-se demonstrar a dinamicidade em torno da relação entre esses objetos cotidianos e os grupos de africanos e afro-americanos no contexto minerador diamantinense, ressaltando-se a (re) estruturação identitária vivenciada por esses grupos e as táticas pensadas por esses diante das estratégias senhoriais.

  • ROSEANE DA CONCEIÇÃO SANTOS SERRA
  • Musealização da Arqueologia: um estudo sobre o Museu Dom Avelar Brandão Vilela e a coleção de moedas romanas da dinastia Constantiniana

  • Orientador : ABRAHAO SANDERSON NUNES FERNANDES DA SILVA
  • Data: 20/01/2015
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  • Os museus há muito tempo deixaram de ser um espaço apenas de apreciação para se tornarem um local de pesquisa. Em uma simples visita a um museu muitas são as curiosidades ou estranhamentos pelos quais pode passar um visitante. Curiosidade por observar os objetos do seu uso contemporâneo em ‘versões antigas’, e estranhamento associado às peças completamente desconhecidas por ele. No caso de coleções arqueológicas, o estranhamento se torna ainda maior devido ao reduzido número de pesquisas voltadas para a área. Poucos são os arqueólogos que privilegiam o estudo de peças arqueológicas expostas em museus no Brasil, e mais reduzido ainda, quando nos reportamos às coleções arqueológicas históricas e ao estudo e análise de moedas. Nessa dissertação, abordamos a interface entre coleção/colecionismo e museus, os processos de musealização da arqueologia e o potencial informativo e comunicativo das moedas através de análises das características morfológicas e identificações iconográficas do acervo numismático, especialmente a coleção de moedas romanas da dinastia Constantiniana, presentes no Museu Dom Avelar Brandão Vilela, Teresina, Piauí. Além de apresentar propostas de ações educativas direcionadas para a comunidade e escolas, permitindo a esses identificar e valorizar aquilo que for considerado enquanto referências culturais, de forma a contribuir para que esse patrimônio arqueológico seja preservado.

2014
Descrição
  • LUZIA LEAL DE OLIVEIRA
  • Estudo de Arqueologia Industrial nas Fábricas Cortez – Parnaíba/PI

  • Orientador : ABRAHAO SANDERSON NUNES FERNANDES DA SILVA
  • Data: 29/09/2014
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  • A presente dissertação estuda a cultura material associada às Fábricas Cortez por meio de pesquisa teoria e prática. A discussão proposta vincula-se ao campo da Arqueologia Industrial e pretende contribuir para a compreensão da importância da instalação e do funcionamento da Fábrica para o desenvolvimento e a transformação de uma área rural em uma paisagem urbanizada, desse modo, os “[...] restos da fábrica”, assim como a análise de sua localização espacial, no bairro Rosápolis, são ferramentas para compreender a importância da fábrica no processo de industrialização e de desenvolvimento econômico da cidade de Parnaíba-PI. O estudo evidencia os critérios de escolha do comendador Francisco Gonçalves Cortez para instalar suas Fábricas no bairro Rosápolis e demonstra as transformações ocorridas na paisagem. Para alcançar os objetivos propostos no projeto de pesquisa, foram estudadas as teorias e os métodos da Arqueologia Industrial, bem como os modelos de trabalhos desenvolvidos no Brasil; foi feito levantamento documental e de fontes orais e iconográficas, e os trabalhos de campo consistiram em abordagens arqueológicas interventivas e não interventivas. Os resultados obtidos foram positivos na medida em que foi possível responder a todos os objetivos propostos no início da pesquisa, além de levantar novas questões que possibilitaram um maior entendimento da temática e a expansão do campo de pesquisa para outras problemáticas.

  • HERLA MARA DE CARVALHO FREITAS
  • "Cacos que contam histórias": síntese de pesquisas e análises da cerâmica do Sítio Seu Bode (PI)

  • Orientador : JOINA FREITAS BORGES
  • Data: 29/08/2014
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  • No litoral piauiense encontram-se vários sítios arqueológicos, em sua maioria, caracterizados como dunares. Dentre eles, destaca-se o Sítio Seu Bode, situado entre dunas móveis e fixas, o qual apresenta uma quantidade expressiva de material arqueológico, disposto sobre a superfície, composto principalmente por: líticos, cerâmicas e conchas. O presente trabalho tem por objetivo caracterizar a cerâmica do sítio em questão, além de fornecer uma síntese sobre os estudos arqueológicos realizados no litoral piauiense. Foram coletadas amostras cerâmicas a fim de um estudo investigativo por meio de análises e exames laboratoriais, sendo as técnicas utilizadas: a Fluorescência de Raios X por Energia Dispersiva (EDXRF), a Espectroscopia de Infravermelho com Transformada de Fourier (FITIR), com a Difração de Raios X (DRX) complementando os resultados.

  • PABLO ROGGERS AMARAL RODRIGUES
  • Motivo Rupestre como Indicativo Cronológico: Análise Morfológica, Contextual e Intercultural

  • Orientador : ANA CLELIA BARRADAS CORREIA
  • Data: 22/08/2014
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  • Um dos objetos desse estudo é identificar pinturas rupestres como representação de propulsores de dardos em sítios arqueológicos localizados no estado do Piauí, e em outros países das Américas dos Sul e do Norte. Tal motivo é interpretado por alguns pesquisadores do Nordeste brasileiro como ornitomorfo, o que difere radicalmente da identificação feita nos demais países, baseada em dados etnográficos. Por meio da análise iconográfica das figuras, observou-se que tais motivos podem ser identificados como instrumentos de caça, pois a tipologia apresentada da representação de aves na arte rupestre em geral difere da utilizada nessa figura. O registro recorrente e destacado desse instrumento evidencia a importância do mesmo no cotidiano de grupos pré-históricos, que perdura junto a determinados grupos indígenas contemporâneos, com um valor simbólico. Com essa pesquisa, pretende-se ainda contribuir para a ampliação da discussão sobre o uso de registros rupestres como indicativos cronológicos (o uso do propulsor antecede ao do arco e flecha), bem como para a possível confiabilidade de tais inferências. O trabalho deteve-se mais incisivamente em sítios arqueológicos dos municípios de Piripiri e de Pedro II e do Parque Nacional de Sete Cidades, nos quais foram morfologicamente identificados pelo menos 36 diferentes tipos de propulsores. Além da elevada recorrência do motivo citado nos painéis pictóricos em apreço, a avaliação dos aspectos estruturais desse instrumento de caça (esporão; adereço central/peso/pedra mágica; apoio para a mão) evidenciou uma frequente estilização em sua elaboração gráfica.

  • AUREMILIA DA COSTA SILVA
  • Turismo e Conservação na Pedra do Ingá, Paraíba-Brasil

  • Orientador : MARIA CONCEICAO SOARES MENESES LAGE
  • Data: 18/08/2014
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  • Este trabalho tem como principal objetivo levantar uma discussão sobre o estado de conservação do sítio arqueológico Pedra Lavrada do Ingá, considerando a atual situação em que se encontra, principalmente devido ao turismo praticado. Deste modo, propomos uma avaliação do impacto que o turismo, da forma como está sendo desenvolvido no local, está causando. Um diagnóstico técnico sobre o estado geral de conservação do painel principal do sítio foi elaborado em 2013 intervenções de conservação neste painel. Também realizadas a fim de minizar os problemas de líquens, desplacamento do suporte rochoso, exposição do sítio ao sol e a chuva, porém é necessário intervir também nas ações antrópicas, principalmente o turismo desordenado já praticado. Diante desta situação é importante se desenvolver medidas preventivas para a proteção do sítio, como: limpeza do suporte rochoso, consolidação e controle do fluxo turístico. Vale ressaltar que o turismo pode ser um importante aliado não só na divulgação do patrimônio arqueológico, como também na preservação deste, mas para que isso ocorra é necessário que seja bem gerido e planejado. O turismo, a arqueologia e a conservação devem estar sempre dialogando e adequando métodos e técnicas para a melhor execução de suas atividades de proteção do patrimônio histórico-cultural, natural e arqueológico.

  • IGOR LINHARES DE ARAUJO
  • O que os olhos não veem, os dados revelam: estudo arqueométrico de cerâmicas arqueológicas do sítio Lagoa do Portinho I
  • Orientador : LUIS CARLOS DUARTE CAVALCANTE
  • Data: 30/05/2014
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  • A investigação sobre cerâmica arqueológica está diretamente atrelada a associação com os caracteres culturais de grupos e artesãos. Em uma área em que os princípios tradicionais de arqueologia não podem ser aplicados, especialmente no que tange ao contexto do próprio sítio, o estudo dos vestígios ganha papel fundamental para a elaboração de conhecimento sobre aqueles grupos humanos que habitaram, acamparam, passaram nestes espaços. Assim é o panorama do sítio Lagoa do Portinho I, localizado em uma área de lagoa dulcícola homônima, situada no norte do estado do Piauí, mais precisamente nos limites entre os municípios de Luís Correia e Parnaíba. Portanto, a abordagem na busca de identificação de traços que possam elucidar de maneira mais abrangente a vivência dos homens que por lá estiveram voltou-se para o uso de técnicas de exames e de análises arqueométricas, como fluorescência de raios X por dispersão de energia, difração de raios X e espectroscopia Mössbauer do 57Fe. Os artefatos cerâmicos não foram encontrados em sua estrutura completa, sendo coletados apenas fragmentos, que representam sua totalidade. A triagem dos cacos permitiu observar que alguns deles se interconectavam, sendo componentes de peças individualizadas. Efetuou-se uma descrição visual das características principais das cerâmicas, voltada especialmente para a identificação dos tipos de queima, e a avaliação pormenorizada foi realizada em exames sob lupa. Os padrões cromáticos das peças foram catalogados com código Munsell. Após os exames, elaborou-se um esboço esquemático contendo as principais características de queima identificadas nas pastas cerâmicas. As análises arqueométricas apontaram as diferenças entre as porções oxidadas ou reduzidas. A espectroscopia Mössbauer revelou que em uma das peças esse fenômeno foi muito intenso. Os resultados demonstraram que uma das possibilidades interpretativas é a de que os grupos humanos que produziram esses artefatos, provavelmente não conheciam bem a área litorânea, embora detivessem um conhecimento elevado sobre a produção cerâmica, pois mesmo sem terem domínio sobre as influências ambientais, como o período ideal de secagem das peças, conseguiram produzir cerâmicas com alta resistência e qualidade.

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