Dissertações/Teses

2019
Descrição
  • HENRIQUE BARROS CAMINHA
  • DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DE MÉTODOS LABORATORIAIS PARA O DIAGNÓSTICO DA TUBERCULOSE
  • Orientador : TATIANE CAROLINE DABOIT
  • Data: 06/12/2019
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  • A tuberculose (TB) é uma infecção causada por micobactérias pertencentes ao Complexo Mycobacterium tuberculosis (CMTB), também denominadas de Bacilos Àlcool-Ácido Resistentes (BAAR). De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a tuberculose (TB) é a nona causa de morte global, com uma estimativa de casos gerais de 10 milhões em 2018. Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, em 2018, foram notificados 72.788 casos novos de TB, o que corresponde a um coeficiente de incidência de 34,8 casos/100 mil habitantes. A Região Nordeste Brasileira, em 2018, contou com 19.075 casos novos notificados de TB. O Estado do Piauí notificou 672 casos novos, sendo 235 desses situados na capital Teresina. Os dados supracitados ilustram como a tuberculose é um agravo de saúde pública no País, sendo necessário medidas que auxiliem na diminuição da incidência da doença e maximizem o seu diagnóstico clinico e laboratorial. Dessa forma, a nossa pesquisa avaliou como as metodologias para o diagnóstico laboratorial atuam nesse contexto. O estudo foi estruturado em três capítulos, sendo o primeiro destinado a revisão de literatura sobre os aspectos gerais da tuberculose. O segundo capítulo foi intitulado “Efeito do método de descontaminação do ácido oxálico modificado sobre Mycobacterium tuberculosis e em microrganismos contaminantes de amostras clínicas”. Neste trabalho, o ácido oxálico foi testado em diversos tempos (2,5, 10 minutos) e concentrações finais (3%, 5% e 9%) em relação ao método de Petroff-Modificado, sendo este último o método preconizado atualmente no Brasil para descontaminação de amostras no diagnóstico da tuberculose. O ácido oxálico nas concentrações de 5% e 9% demonstrou ser eficiente em eliminar todos os contaminantes, não inviabilizou o crescimento de M. tuberculosis, podendo ser utilizado em meio Ogawa-Kudoh sem qualquer dano ao meio e ainda sendo superior ao método de Petroff-modificado na eliminação dos possíveis contaminantes. Adicionalmente, demonstramos a versatilidade do meio OK, o qual mostrou-se não ser limitado apenas à técnica de descontaminação com NaOH a 4%. O terceiro e último capítulo “Avaliação do desempenho do GenXpert MTB/RIF em um laboratório de referência do Estado do Piauí, Brasil” teve por objetivo analisar a contribuição desse teste molecular para o diagnóstico laboratorial da tuberculose durante o período de 2014-2018 em comparação com o método de Zieh-Neelsen, tendo como padrão ouro a cultura. No total, 1489 foram avaliadas, 112 amostras foram positivas para CMTB, 40 amostras positivas para MNT e 1337 amostras foram negativas para CMTB. Os parâmetros gerais para o GeneXpert MTB/RIF de sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo e valor preditivo negativo foram de 97.7%, 92.1%, 60.6% e 99.7%, respectivamente. Os parâmetros gerais para o método de Ziehl-Neelsen de sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo e valor preditivo negativo foram de 73.3%, 93.9%, 60,0% e 96.5%, respectivamente. Notadamente, o GeneXpert MTB/RIF obteve uma alta performance tanto no grupo de amostras pulmonares como extrapulmonares, proporcionando um aumento de 31.2% na detecção de casos quando comparado ao método de Ziehl-Neelsen. Este trabalho traz resultados promissores para a redução da contaminação laboratorial de culturas para TB, bem como um panorama promissor referente à utilização do GeneXpert MTB/RIF no diagnóstico dessa doença em um Laboratório de Referência do Piauí.

  • BRUNA DE MORAES RUBIM ALELAF
  • INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO DA DOR CRÔNICA EM CRIANÇAS HOSPITALIZADAS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DAS PROPRIEDADES DE MEDIDA
  • Orientador : FUAD AHMAD HAZIME
  • Data: 18/11/2019
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  • Introdução: A avaliação da dor crônica em crianças hospitalizadas é uma tarefa extremamente desafiadora para cuidadores, pesquisadores e profissionais da saúde. Além das dificuldades inerentes à falta de maturação neuropsicomotora, estas crianças podem ainda apresentar alterações cognitivas, limitando a interpretação e confiabilidade dos instrumentos de avalição da dor. A imprecisão destes instrumentos dificulta o manejo eficaz da dor, uma vez que podem não ser confiáveis para medir o construto que se pretende. Objetivo: Sintetizar e analisar sistematicamente a qualidade das propriedades de medida de instrumentos aplicados na avaliação de dor crônica em crianças hospitalizadas. Metodologia: Revisão sistemática conduzida de acordo com as recomendações do Preferred Reporting Items for Sistematic reviews and Meta-Analyses (PRISMA). Foram incluídos estudos que abordassem instrumentos de avaliação da dor crônica em crianças, ≥ 2 anos e < 12 anos, hospitalizadas, e que apresentassem em seus resultados a avaliação de, no mínimo, uma propriedade de medida. As bases de dados Pubmed, Web of Science, Cochrane, Cinahl, PsycNET, Embase e Google Scholar foram pesquisadas por revisores independentes. A qualidade dos estudos incluídos foi avaliada por meio do (1) checklist Risco de Viés do COnsensus-based Standards for the selection of health status Measurement INstruments (COSMIN)(2) critérios para boas propriedades de medição e (3) abordagem GRADE do COSMIN. A extração dos dados foi realizada por meio de uma ferramenta padronizada do Instituto Joanna Briggs (JBI) e adaptada aos elementos específicos de uma revisão psicométrica. Resultados: Foram incluídos na revisão dois estudos, os quais avaliaram o Questionário de Experiência da Dor para Crianças (PEQ-C) e a Avaliação Hétero Douleur Enfant (HEDEN). As propriedades de medida avaliadas foram a validade estrutural, consistência interna, confiabilidade, validade de critério e validade de construto. A maioria das propriedades apresentaram classificação muito boa, conforme checklistRisco de Viés e classificação insuficiente, segundo os critérios para boas propriedades de medida. Já as evidências foram classificadas, segundo a abordagem GRADE, como moderada na maioria das avaliações. Conclusão: Apesar da existência de uma grande quantidade de instrumentos para avaliação da dor, poucos são direcionados especificamente para a dor crônica em crianças hospitalizadas. Neste sentido, urge a necessidade de mais estudos sobre o tema, seguindo as recomendações de validação e avaliação das propriedades psicométricas reconhecidas.

  • CLAUDIA LORENA RIBEIRO LOPES
  • PREVALÊNCIA DE POLIMORFISMOS GENÉTICOS ASSOCIADOS À RESPOSTA TERAPÊUTICA AO CLOPIDOGREL EM UMA POPULAÇÃO DO ESTADO DO PIAUÍ
  • Orientador : GIOVANNY REBOUCAS PINTO
  • Data: 03/10/2019
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  • O clopidogrel é um antiagregante plaquetário muito utilizado no tratamento de doenças cardiovasculares; no entanto, seu uso pode ocasionar efeitos adversos, devido à variabilidade genética individual. Essa variabilidade pode ser explicada por polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs, do inglês single nucleotide polymorphisms) no gene CYP2C19, responsável pela metabolização do clopidogrel, dentre os quais destacam-se o CYP2C19*CYP2C19*17 por apresentarem, respectivamente, perda e ganho de função da proteína correspondente. A fim de se evitar o surgimento de efeitos adversos ao uso do clopidogrel, inúmeros estudos têm sido realizados, em diferentes populações mundiais, com a finalidade de se investigar nos pacientes os genótipos dos SNPs CYP2C19*CYP2C19*17, antes da prescrição terapêutica. No entanto, ao nosso conhecimento, não existem estudos que relatem a frequência dessesloci de interesse farmacogenético na população piauiense. Por esse motivo, este estudo tem como objetivo principal descrever as frequências alélicas, genotípicas e haplotípicas dos SNPs CYP2C19*CYP2C19*17, bem como apresentar a distribuição dos diferentes fenótipos relacionados, em uma amostra miscigenada do Estado do Piauí. Todas as frequências genotípicas apresentaram-se dentro do equilíbrio de Hardy- Weinberg (p > 0,05). Foi encontrada uma frequência de 9,6% para o CYP2C19*2 e de 22% para o CYP2C19*17. O haplótipo mais prevalente foi o *1/*1, com 68,3%, seguido do *1/*17 com 22,1% e *1/*2 com 9,6%, o que indica que a maior parte da população apresenta alelos funcionais para o CYP2C19*2 e CYP2C19*17. As frequências alélicas do presente estudo foram comparadas com frequências alélicas de diferentes populações mundiais e foi percebido que em relação ao CYP2C19*2 não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas em regiões brasileiras (p > 0,05), mas em regiões da Ásia e da África essas diferenças foram percebidas (p < 0,05). OCYP2C19*17 apresentou diferenças significativas com uma população ameríndia brasileira, e com populações latino-americanas, asiáticas e europeias (p < 0,05). Os fenótipos mais frequentes foram o normal com 46,1% e o rápido com 31,9%, mostrando que o genótipo de um paciente pode interferir na metabolização de um medicamento. Não foi encontrada correlação entre ancestralidade e número de cópias do *2 e *17 (p > 0,05). Os resultados desse estudo podem guiar políticas públicas de prevenção dos efeitos adversos do uso do clopidogrel na população piauiense.

  • LORENA STEFANNE LOPES DE OLIVEIRA
  • Prevalência dos polimorfismos nos genes CYP2C9 e VKORC1 associados à resposta terapêutica à varfarina em uma população do nordeste do Brasil
  • Orientador : FRANCE KEIKO NASCIMENTO YOSHIOKA
  • Data: 23/08/2019
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  • A prevalência de polimorfismos genéticos que influenciam a terapia de medicamentos amplamente utilizados constitui um desafio ao tratamento de doenças complexas de elevada incidência, como as cardiovasculares. A varfarina é um anticoagulante largamente utilizado na cardiologia, possui índice terapêutico estreito e grande variabilidade dose-resposta entre os pacientes. Alguns estudos verificaram que a falta de resposta à droga por alguns pacientes está associada à genética do indivíduo, e que, consequentemente, aumentam a ocorrência de eventos adversos graves associados à sua administração. Aproximadamente, 30 a 50% da variável dose-resposta interindividual e interpopulacional, são representadas por polimorfismos nos genes CYP2C9VKORC1. No Brasil, a varfarina é oferecida pelo Sistema Único de Saúde e está incluída como um dos medicamentos do componente básico de assistência farmacêutica. Portanto, considerando que a população brasileira é miscigenada e que a farmacogenética pode direcionar ao melhor tratamento, o objetivo deste trabalho é realizar a prevalência dos polimorfismos CYP2C9*2(430 C>T), CYP2C9*3(1075 A>C) e VKORC1(-1639 G>A) em uma população do Estado do Piauí, nordeste brasileiro. Para a detecção desses polimorfismos foram genotipadas, por meio da técnica de PCR em tempo real, 204 amostras de DNA de indivíduos naturais das quatro mesorregiões que dividem o Estado do Piauí. A comparação entre as frequências observadas e esperadas nos três loci, pelo teste do qui-quadrado (X²), revelou que as distribuições não apresentaram diferenças significativas ao nível de 5%, portanto estando em Equilíbrio de Hardy-Weinberg. Dentre os polimorfismos do estudo, o mais frequente foi o VKORC1 -1639 G<A(33%), seguido do CYP2C9*2(10%). Considerando os haplótipos do gene CYP2C9, o haplótipo mais frequente foi o CA (85,5%), seguido do TA (9,3%) e CC (4,7%), demonstrando que a maioria da população possui alelos funcionais relacionados as variantes genéticas do gene CYP2C9. Foi observada correlação fracamente positiva entre a frequência do polimorfismo genético CYP2C9*3 e o grupo ancestral africano. Quando comparados as frequências alélicas com diferentes populações, os polimorfismos genéticos CYP2C9*2, CYP2C9*3 eVKORC1 -1639 G<Aforam mais frequentes nesta população que em populações afroamericanas e semelhantes às frequências encontradas em populações caucasianas. Em contrapartida, o polimorfismo CYP2C9*2 foi mais prevalente nesta amostra populacional que em populações indígenas, enquanto CYP2C9*3 VKORC1 -1639 G<A, mostraram-se menos frequentes nessas populações. Diante desses achados, verifica-se que a população do presente estudo apresenta prevalência significativa de genótipos de alto risco aos eventos adversos à varfarina, associados às variantes genéticas VKORC1 -1639 G<A, CYP2C9*2,CYP2C9*3. Esses resultados mostram a importância em se conhecer a genética dos pacientes antes da prescrição de fármacos de relevância clínica e contribuem para um melhor direcionamento de estratégias públicas em uma população miscigenada, como o Brasil.

  • VANESSA POLEANA SILVA
  • Caracterização de aspectos clínicos da infecção por Chikungunya virus confirmados por métodos moleculares
  • Orientador : GUSTAVO PORTELA FERREIRA
  • Data: 19/08/2019
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  • Os arbovírus estabelecem um grupo heterogêneo de vírus que se distinguem dos demais por apresentarem a peculiar capacidade de se multiplicarem tanto em tecidos de vertebrados como de artrópodes susceptíveis, possuindo algumas características epidemiológicas em comum que lhe conferem um significante papel na saúde pública. O Chikungunya vírus (CHIKV), é o arbovírus causador da Febre Chikungunya, em que indivíduos infectados podem apresentar uma grave e debilitante artralgia. O surgimento de manifestações atípicas durante a infecção por CHIKV, tem sido associado clinicamente com a síndrome de Guillain - Barré, dor neuropática, encefalite, corroborando com a evidência de neurotropismo do vírus. O diagnóstico precoce do CHIKV depende de testes moleculares durante a fase aguda da infecção para permitir o diagnóstico diferencial. com outros arbovirus co-circulantes, como o dengue e zika, e alternativamente a sorologia pode auxiliar no diagnóstico e fornecer informações epidemiológicas sobre surtos atuais e passados. O presente estudo tem como objetivo investigar a dinâmica de circulação do CHIKV, com ênfase na avaliação do perfil clínico de pacientes positivos por métodos moleculares e sorológicos. Neste trabalho foram analisadas amostras de soro de pacientes com sintomatologia clínica para arboviroses coletadas no Pronto Socorro Municipal de Parnaíba-PI (PSM), Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA) e Laboratório Central de Saúde Pública do Piauí (LACEN-PI). O RNA foi extraído conforme protocolo do fabricante e em seguida convertida em cDNA por meio da técnica de Transcrição Reversa (RT) utilizando iniciadores aleatórios. Foram utilizados protocolos que codificam regiões das glicoproteínas E1, E2 e 6K do CHIKV. Posteriormente os pacientes positivos foram acompanhados por meio de questionário semiestruturado aplicado por telefonemas e visitas domiciliares em intervalos temporais pré-definidos. Os dados foram tratados por análises univariadas e regressão logística modelo stepwise para verificar fatores de risco associados a artralgia persistente. Os resultados identificaram 184 pacientes positivos para CHIKV onde desses 68 evoluíram com perfil de cronicidade. Dentro da amostra de pacientes crônicos foi predominante o gênero feminino e idade superior a 49 anos. Sinais inflamatórios como rigidez e edema articulações periféricas foram as mais acometidas nesse período. Quando todos os fatores foram considerados simultaneamente em uma análise multivariada, as variáveis do modelo final de regressão foram capazes de explicar 11,9% da persistência da artralgia no período D90, 2,3% nem D180 e 9,3% no período D>180 sendo fatores preditivos de fraca magnitude para artralgia crônica em CHIKV no grupo estudado. O desfecho clínico de uma paciente com polineuropatia periférica padrão axonal sensitivo-motora relacionada ao quadro de infecção viral evidenciou dentro do número amostral estudado a suscetibilidade a ocorrência de neuroinfecção e manifestações atípicas associadas ao CHIKV, conforme manuscrito aceito para publicação.


  • MARIA GABRIELA ARAÚJO MENDES
  • Susceptibilidade in vitro de agentes da cromoblastomicose à sinvastatina e à pravastatina isoladas e em combinação com antifúngicos
  • Orientador : TATIANE CAROLINE DABOIT
  • Data: 15/08/2019
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  • A cromoblastomicose é uma infecção subcutânea, granulomatosa e crônica causada pela inoculação traumática de fungos da família Herpotrichiellaceae. A terapia para essa micose é muito limitada. Nesse sentido, o reposicionamento de fármacos presentes no mercado pode ser uma alternativa. As estatinas são uma classe de moléculas que atuam na redução dos níveis séricos de colesterol por meio da inibição da enzima 3-hidroxi-3-metilglutaril-CoA redutase, a qual está envolvida na biossíntese de esteróis, tais como colesterol e o ergosterol. Este último é considerado um dos principais componentes da membrana celular fúngica. Tendo em vista o mecanismo de ação das estatinas, espera-se que esses fármacos possuam atividade antifúngica. Desse modo, o presente estudo objetivou avaliar a atividade antifúngica in vitroda sinvastatina e da pravastatina isoladas e em combinação com quatro antifúngicos (itraconazol, posaconazol, terbinafina e anfotericina B) frente a agentes da cromoblastomicose. O ensaio de susceptibilidade fúngica foi realizado de acordo com o documento M38-A2 do Clinical and Laboratory Standards Institute. O perfil de interação entre as estatinas e os antifúngicos foi avaliado pelo método de tabuleiro de xadrez. A interação existente entre os fármacos foi obtida pelo cálculo do Índice Fracionário de Concentração Inibitória (IFCI). Para análise das alterações morfológicas de Fonsecaea pedrosoiATCC 46428, causadas pela combinação que apresentou menores valores de IFCI, foram obtidas imagens por microscopia de força atômica. A sinvastatina e a pravastatina não inibiram os fungos (n=19) nas faixas de concentrações testadas (CIM > 256 μg/mL). No entanto, as combinações de itraconazol/sinvastatina e de posaconazol/sinvastatina foram sinérgicas contra os isolados investigados (IFCI = 0,24 – 0,5). Quanto à pravastatina, o melhor resultado foi alcançado ao combiná-la com o posaconazol, em que houve sinergismo para oito dos dezenove isolados. As demais combinações foram sinérgicas para apenas algumas amostras fúngicas. Não houve antagonismo dentre as associações avaliadas para ambas as estatinas. Ao analisar as imagens microscópicas da associação de itraconazol/sinvastatina, foi possível observar a ruptura da membrana da célula fúngica e o extravasamento do conteúdo intracelular, quando comparada aos controles. Com base nos resultados, pode-se constatar que a pravastatina em conjunto com os antifúngicos apresentou resultados variáveis contra os isolados testados. Porém, a sinvastatina em combinação com os triazólicos apresentou um perfil sinérgico, sendo estas associações promissoras no tratamento da cromoblastomicose. 

  • RAI PABLO SOUSA DE AGUIAR
  • AVALIAÇÃO TOXICOGENÉTICA DA HIDROXIURÉIA E EFEITO MODULATÓRIO POR VITAMINAS ANTIOXIDANTES
  • Orientador : JOSE DELANO BARRETO MARINHO FILHO
  • Data: 01/08/2019
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  • Conhecida há mais de 100 anos a hidroxiuréia é usada em tratamento de doenças mieloproliferativas, neoplasias, HIV, anemia falciforme e vem sendo adotada em uma gama de atividades: antifúngica, tratamento de psoríase, antimicrobiana e antiviral. O principal uso desse fármaco é como agente mielossupresor no tratamento das síndromes mieloproliferativas e indutor da hemoglobina fetal em pacientes com anemia falciforme. Porém, devido esse medicamento ser utilizado de forma intermitente e prolongada pode acarretar dados genotóxicos e/ou carcinogênicos. Visando a compreensão dessas possíveis implicações, o presente trabalho avaliou os efeitos modulatórios com a vitamina C e vitamina A frente aos efeitos toxicogenéticos da hidroxiuréia. Através de análises in vitro; foi avaliado o potencial oxidante/antioxidante via teste de Saccharomyces cerevisiae; tóxicos, citotóxico e mutagênico através do ensaio de Allium cepa. Para as análises in vivoavaliou-se os danos citogenéticos por meio do teste cometa em células de fígado, medula óssea e sangue periférico; danos mutagênicos através do teste de micronúcleos em células da medula óssea e fígado. Os níveis plasmáticos de defesas antioxidantes como a catalase, glutationa e malonaldeído também foram avaliados em sangue periférico. Os estudos apontaram que a hidroxiuréia apresentou efeitos tóxicos, citotóxicos, mutagênico e antioxidante nos testes in vitro, e efeitos genotóxicos sem produção de danos mutagênicos nos testes in vivo. As vitaminas demonstraram capacidade de diminuição dos danos citogenéticos induzidos pelo fármaco. Também foi observado que a hidroxiuréia em suas maiores concentrações leva ao aumento do estresse oxidativo com diminuição das defesas antioxidantes e aumento da peroxidação lipídica. Além disso, foram evidenciadas correlações negativas entre índice de dano e frequência de dano com catalase e glutationa e correlação positiva com o malonaldeído. Em síntese, a instabilidade genética induzida pela hidroxiuréia pode estar relacionada a seus efeitos oxidativos com diminuição dos danos evidenciado nos tratamentos com as vitaminas. Assim, o estudo aponta a necessidade de biomonitoramento clínico da terapia com a hidroxiuréia.

  • LUCAS ARRUDA MOITA
  • AVALIAÇÃO DO EFEITO PROTETOR DE PROTEÍNAS EXTRAÍDAS DO LÁTEX DE Plumeria pudica NA LESÃO GÁSTRICA INDUZIDA POR ETANOL EM CAMUNDONGOS
  • Orientador : JEFFERSON SOARES DE OLIVEIRA
  • Data: 08/07/2019
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  • O látex é um fluido, geralmente de aspecto leitoso, que pode ser produzido em diversas plantas por meio de células especializadas denominadas de laticíferos. A ampla e rica composição química presente no látex vegetal, permite que moléculas extraídas deste fluido possuam capacidade em promover diversos efeitos biológicos em outros organismos. A espécie Plumeria pudicaé uma planta produtora de látex, cuja fração rica em proteínas extraída do látex exsudato (PLPp) já demonstrou possuir atividades anti-inflamatória, antinociceptiva, antidiarreica, protetora na colite ulcerativa, com melhores efeitos na dose de 40mg/kg, além de apresentar baixa toxicidade aguda e subcrônica. Levando em consideração o potencial biológico dessa fração, o presente trabalho tem como objetivo avaliar o efeito protetor ocasionado por PLPp em modelo experimental de lesão gástrica induzida por etanol em camundongos. Para obtenção da fração PLPp, o látex foi coletado em tubos com água destilada (1:1 v/v), fracionado por centrifugação e diálise, e por fim foi liofilizado. Para o modelo experimental, foram utilizados camundongos Swiss fêmeas, os quais foram distribuídos nos grupos: salina (SAL), etanol (ETA) e experimental (PLPp). Previamente as administrações, estes foram privados de sólidos (15h) e de líquidos (2h). Os animais dos grupos experimentais receberam PLPp, solubilizada em salina, na dose de 40mg/kg, via intraperitoneal (i.p.), 1h antes da administração do agente indutor da lesão. A indução ocorreu pela administração oral de 500µL de etanol a 50%, em todos os grupos, exceto no grupo SAL. Após 1h, ocorreu a eutanásia, retirada e coleta dos estômagos para as seguintes avaliações: área de lesão tecidual, histopatologia, quantificação dos níveis teciduais de malondialdeído (MDA), glutationa (GSH), superóxido dismutase (SOD), nitrito/nitrato (NO3/NO2). Um experimento independente foi realizado para avaliar ação de PLPp sobre a produção de muco gástrico. Os dados foram expressos em média ± E.P.M ou moda (mínimo e máximo), a diferença estatística entre os grupos foi determinada por ANOVA e Student-Newman-Keuls (dados paramétricos) ou por Kruskal-wallis e Dunns (dados não paramétricos), considerando significância p<0,05. Os dados obtidos demonstram uma redução significativa na média das áreas lesionadas no tecido gástrico dos grupos tratados com PLPp (0,73 ± 1,01mm²) em comparação ao grupo ETA (37,99 ± 3,11mm²), bem como houve preservação significativa na arquitetura tecidual, redução de infiltrado inflamatório tecidual, edema e hemorragia no grupo PLPp em relação ao ETA. PLPp também preservou os níveis teciduais de MDA, GSH, SOD e NO3/NO2, quando comparados aos valores de ETA. Em adição, PLPp demonstrou capacidade em influenciar a produção de muco gástrico quando comparado ao etanol (p<0,05). Deste modo, os dados deste estudo sugerem que a fração PLPp possui efeito protetor sobre a redução de lesões ocasionadas pelo etanol nos animais e que sua atividade protetora deva envolver ações sobre os sistemas endógenos antioxidantes e na produção de muco gástrico.

  • JULIANA ARAUJO BRANDÃO
  • EFEITOS DA TÉCNICA DE INIBIÇÃO DO CENTRO FRÊNICO SOBRE O CONTROLE POSTURAL, FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA E EXPANSIBILIDADE TORÁCICA EM INDIVÍDUOS COM DOENÇA PULMONAR OBSTRUTRIVA CRÔNICA
  • Orientador : BALDOMERO ANTONIO KATO DA SILVA
  • Data: 04/07/2019
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  • Introdução:A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é caracterizada por obstrução do fluxo aéreo devido à bronquite crônica e enfisema pulmonar, apresentando complicações intrapulmonares e extrapulmonares que levam a limitações funcionais. Uma das possibilidades de tratamento para a doença é a terapia manual. Objetivo:Avaliar o efeito da técnica de inibição do centro frênico sobre o controle postural, força muscular e expansibilidade de indivíduos portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica. Metodologia:A pesquisa foi realizada por meio de uma abordagem quantitativa do tipo longitudinal prospectiva composta por 34 pessoas, realizada no Laboratório de Estudos de Sinais Biológicos (Biosignal) da Universidade Federal do Piauí na cidade de Parnaíba – Piauí. Foram incluídos indivíduos com diagnóstico médico de DPOC, faixa etária entre 60 e 84 anos, não apresentar doenças neurológicas e incapacidade cognitiva e não apresentar traumas ou ter realizado cirurgia na coluna vertebral. Os procedimentos foram realizados por meio da avaliação clínica e antropométrica, avaliação da função pulmonar, avaliação da cirtometria, avaliação do controle postural e realização das técnicas de conscientização respiratória e inibição do centro frênico. Resultados:Foram avaliados 21 indivíduos DPOC, sendo 08 do grupo fisioterapia convencional e 13 do grupo terapia manual, mais 13 indivíduos saudáveis. A cirtometria basal alcançou significância (p<0,01) após a aplicação das técnicas de inibição do centro frênico e conscientização respiratória. Além disso, as variáveis de frequência (50%) (p<0,04), velocidade média anteroposterior (p<0,01) e mediolateral (0,006) foram maiores no grupo DPOC quando comparados com o grupo de idosos saudáveis. Conclusão: Houve melhora da expansibilidade após a aplicação da técnica de inibição do centro frêniconos grupos estudadose indivíduos com DPOC apresentam controle postural comprometido quando comparado com idosos saudáveis, como: maior oscilação na direção anteroposterior e maior tempo de retorno para a linha de base do COP na direção anteroposterior e mediolateral, segundo a variável de velocidade média.

  • ELANNY CRISTINA PASCÔA CANDEIRA
  • A ESTIMULAÇÃO TRANSCRANIANA POR CORRENTE CONTÍNUA AUMENTA A POTÊNCIA ABSOLUTA DA BANDA ALFA ANTES DA TOMADA DE DECISÃO
  • Orientador : VICTOR HUGO DO VALE BASTOS
  • Data: 29/06/2019
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  • A neuromodulação não invasiva, em especial a Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC), tem sido utilizada em busca de melhorar o desempenho na tomada de decisão, a qual é uma função cognitiva essencial na vida cotidiana. Tem-se observado que a aplicação da ETCC no córtex pré-frontal dorsolateral reduz o número de erros durante o treinamento de habilidades. Entretanto, não há estudos que relatem os efeitos da ETCC e os associem as alterações corticais de forma quantitativa, por meio da eletroencefalografia (EEG) durante o desempenho de tarefas cognitivas do tipo Go/noGo. Diante disso, o objetivo do estudo foi analisar as modificações corticais por intermédio das oscilações da potência absoluta da banda alfa e o desempenho dos participantes em uma tarefa Go/noGo de conflito moral. Trata-se de um estudo experimental cruzado placebo controlado composto por uma amostra de vinte e quatro indivíduos com faixa etária entre 18 a 28 anos, que foram submetidos à aplicação da ETCC no córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo em duas condições, simulada (Sham) e anódica (Real), em uma tarefa de Go/noGo. A tarefa Go/noGo foi concomitante com a captação do sinal eletroencefalográfico. Os resultados mostraram que não houve diferença estatística para o desempenho entre as condições Sham e Real (p>0,05), além disso, na condição ETCC Real a potência absoluta da banda alfa antes da tarefa foi maior em relação à condição ETCC Sham no córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo, córtex pré-frontal dorsolateral direito e córtex motor primário esquerdo; e menor para o córtex motor primário direito (p≤0,05). Os achados demonstram que a ETCC Real não influencia o desempenho da tarefa de tomada de decisão, no entanto exige menor esforço cognitivo antes da sua realização, promovendo modificações na atividade cortical, como o aumento da banda alfa em áreas relacionadas com o controle cognitivo alterando o estado de vigília durante a preparação do córtex para responder ao estímulo ofertado.

  • ISABELA DE SOUZA BRAUNA
  • EFEITO ANTIINFLAMATÓRIO E ANTIOXIDANTE DE NANOPARTÍCULA DE PRATA ESTABILIZADA COM COLÁGENO E GOMA DO CAJUEIRO (ANACARDIUM OCIDENTALE L.)
  • Orientador : VINICIUS SAURA CARDOSO
  • Data: 27/06/2019
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  • A descoberta de drogas viáveis advindas da natureza tem adquirido várias representações. Vistas como algo além de drogas padrões, seus potenciais farmacológicos vem sendo associados ao desenvolvimento de novas estratégias antiinflamatórias, conhecidos por atuar de forma direta ou indireta no organismo, podendo inibir ou ativar importantes alvos moleculares e celulares. A descoberta de nanomateriais naturais tem despertado interesse tanto na pesquisa quanto no mercado de fármacos, sendo as nanopartículas de prata as mais utilizadas no meio da pesquisa devido às suas inúmeras aplicações. Essas nanopartículas podem estar associadas a diferentes compostos, afim de produzir um efeito em potecial diante de um organismo vivo.Portanto, o presente estudo visa testar o potencial antiinflamatório e antioxidante de uma nanopartícula de prata estabilizada com colágeno e goma do cajueiro por aplicação tópica, em modelos experimentais de edema de pata e peritonite. Foi analisado o potencial antiedematogênico de uma nanopartícula de prata nas doses de 25ul, 50ule 75 ul aplicadas de forma tópica, ação em edema proporcionado por carragenina, melhor dose em mediadores inflamatórios (histamina, prostaglandina E2 e 48/80), sua ação na migração neutrofílica e permeabilidade vascular. Foiavaliada também a ação contra o estresse oxidativo pela determinação de glutationa reduzida (GSH), nitrito, superoxido dismutase (SOD) na peritonite somente na dose de 75ul. Os resultados mostraram que a nanopartícula de prata estabilizada com colágeno e goma do cajueiro na dose de 75ulpossui potencial antiinflamatório e antiedematogêncio ao inibir o infiltrado inflamatório  durante o pico do edema de carragenina e mediadores inflamatórios. O composto também demonstrou reduzir a atividade da enzima mieloperoxidase de forma significativa quando comparado ao grupo controle, assim como a permeabilidade vascular. O potencial antioxidante da nanopartícula é demonstrado pela redução dos níveis de nitrito e manutenção dos níveis de GSH e SOD quando comparados ao grupo carragenina.Em conclusão, estes dados mostram que a nanopartícula de prata, colágeno e goma do cajueiro reduz a resposta inflamatória através da inibição de eventos vasculares e celulares, por modular a migração de neutrófilos, pela inibição da produção de citocinas pró-inflamatórias e por reduzir o estresse oxidativo.

     

  • MARIANA ARAUJO DE OLIVEIRA
  • POTENCIAL ANTIBACTERIANO DE CORDIAQUINONAS OBTIDAS DE Cordia polycephala
  • Orientador : ANA JERSIA ARAUJO
  • Data: 25/06/2019
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  • As infecções bacterianas são uma das principais causas de morte no mundo especialmente em países em desenvolvimento, sendo a resistência a antibióticos e a habilidade de formar biofilmes fatores agravantes para tornar essas infecções um grave problema de saúde pública. Uma das estratégias na busca de novos agentes para combater infecções bacterianas é o uso de produtos naturais, entre eles, as diversas classes de quinonas. As cordiaquinonas são naftoquinonas obtidas de plantas do gênero Cordiacom diversas atividades biológicas já descritas na literatura, incluindo atividades antifúngica, larvicida e citotóxica. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade antibacteriana das cordiaquinonas B, E, L, N e O obtidas de Cordia polycephalacontra diferentes cepas de bactérias. Para isso, foram determinadas as Concentrações Inibitória Mínima (CIM) e Batericida Mínima (CBM) seguindo as recomendações do CLSI (Instituto de Padrões Clínico-Laboratoriais). Para a avaliação da inibição da formação de biofilme, concentrações de 1/2, 1/4 e 1/8 da CIM foram utilizadas, e o percentual de inibição calculado. A Microscopia de Força Atômica (MFA) foi utilizada para identificar possíveis alterações na morfologia das células bacterianas em virtude do tratamento com cordiaquinonas. Em geral, as cepas Gram positivas testadas foram sensíveis às Cordiaquinonas B, E, L e N, sendo o menor valor de CIM observado de 7,8 µM (2,53 µg/mL) da cordiaquinona L contra Staphylococcus saprophyticus (espécime clínico). As cordiaquinonas B e E apresentaram o menor valor de CBM, de 62,5 µM (20,25 µg/mL), contra essa mesma cepa. As cordiaquinonas B e E também foram capazes de inibir a formação do biofilme de S. aureus ATCC 29213 eS. aureus MED 55 (espécime clínico) em cerca de 90%. Dentre as alterações morfológicas avaliadas por MFA, foi observado que o tratamento com a cordiaquinona L induziu uma diminuição no tamanho das células de S. saprophyticus.Os resultados apresentados neste trabalho sugerem que as cordiaquinonas possuem um potencial antibacteriano, uma vez que podem inibir o crescimento tanto de bactérias sensíveis como resistentes à meticilina, além de inibirem a formação de biofilme, um importante fator agravante de infecções bacterianas. 

  • LAYSA SILVA E OLIVEIRA
  • Análise do equilíbrio estático em indivíduos diabéticos com e sem neuropatia periférica diabética.
  • Orientador : VINICIUS SAURA CARDOSO
  • Data: 19/06/2019
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  • Introdução: A diabetes mellitus (DM) é um problema de saúde pública que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, caracterizada por hiperglicemia crônica que afeta o funcionamento do organismo e culmina com inúmeras complicações, entre elas a neuropatia periférica diabética (NPD), uma disfunção bastante prevalente na DM que aumenta o risco de úlceras do pé diabético, amputações de membros inferiores e promove disfunção no sistema nervoso ocasionado alterações no equilíbrio e risco aumentado de quedas. Objetivo: Avaliar o equilíbrio estático, de indivíduos com DM tipo 2, com e sem NPD. Métodos: Trata-se de um estudo transversal observacional, no qual foram incluídos 36 indivíduos (média de idade: 68,45; DP: 1,04), alocados em três grupos. O GC foi composto por indivíduos sem DM, o GD composto por indivíduos com DM e o grupo GN por indivíduos com DM e NPD. O trabalho foi aprovado pelo comitê de ética (parecer número: 2.164.796) e os voluntários submetidos à avaliação clínica, através de questionários em forma de entrevista (triagem inicial e MNSI para diagnóstico da NPD); exame físico dos pés (avaliação vascular, da sensibilidade tátil e vibratória, da mobilidade de tornozelo e reflexos tendíneos), e avaliação estabilométrica, na qual os voluntários realizaram dois blocos de tarefas sobre a plataforma de força: apoio bipodal com olhos abertos (BEO) e apoio bipodal com olhos fechados (BEC) por 120 segundos e as oscilações do COP foram averiguadas no domínio do tempo, da frequência e pela análise espectral. Resultados: o GN apresentou diferença estatisticamente significativa na avaliação do índice de massa corporal (IMC) comparado ao GC (p=0.040). A amplitude de movimento (AM) da talocrural direita apresentou redução significativa do GN comparado a GC (p=0,0142) e a talocrural esquerda diminuição da AM do GC em relação ao GD (p=0,0401), do GC em relação ao GN (p=0,0007) e do GD em relação ao GN (p=0,0060). Quanto às variáveis posturais, em sua maioria o GN apresentou comportamento distinto em relação ao GC e GD, sobretudo nas variáveis de interesse (Área, Range, Frequência e Entropia).  Conclusão: Foi possível constatar que a NPD promove alterações somatossensoriais, redução da mobilidade articular da extremidade distal inferior e afeta o comportamento postural desses indivíduos, e a análise não linear se mostrou uma ferramenta efetiva na avalição desse comportamento.

  • CARULINE RODRIGUES ALVARENGA
  • RELAÇÃO DE DEPENDÊNCIA ENTRE DIFERENTES TAREFAS MOTORAS EM INDIVÍDUOS JOVENS SAUDÁVEIS
  • Orientador : VINICIUS SAURA CARDOSO
  • Data: 07/06/2019
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  • Na vida cotidiana, o controle postural adequado é necessário para realizar
    atividades da vida diária e nas atividades esportivas. Para o equilíbrio, os
    desempenhos são conquistados sob a utilização de diferentes componentes de
    controle, como o equilíbrio estático, equilíbrio dinâmico, e numa função. Os
    movimentos de mudança de direção são exemplos de função, na qual exige
    equilíbrio para serem efetivos. OBJETIVO: verificar a relação de dependência e
    o grau de associação entre tarefas de equilíbrio estático, equilíbrio dinâmico e
    movimentos de mudanças de direção, em indivíduos saudáveis. MATERIAIS E
    MÉTODOS: Estudo realizado no Laboratório Biosignal da UFPI, sob parecer
    favorável do CEP local (nº: 2.174.266). 32 homens jovens saudáveis foram
    avaliados, com estabilometria instrumentada para o equilíbrio estático, com o
    teste SEBT para o equilíbrio dinâmico, e com o teste Y para os movimentos de
    mudança direção. Correlações e associações foram feitos entre as variáveis
    estabilométricas da oscilação do CP e as média das distâncias (cm) de
    excursão no teste SEBT, e entre os resultados do teste SEBT e os tempo (ms)
    de conclusão de movimentos de mudança de direção no teste Y. Os voluntários
    foram divididos em dois grupos, G1 e G2, nivelados sob os resultados do teste
    Y reativo, para comparar variáveis e novamente correlacionar os desempenhos
    nas tarefas propostas. RESULTADOS: Poucas associações e baixa correlação
    entre as variáveis do CP e as direções do SEBT, e moderada dependência
    entre as direções do SEBT e movimentos de mudança de direção. Com a
    divisão dos grupos, não houve diferença entre equilíbrio estático e dinâmico nos
    grupos. Houveram moderadas à forte correlações entre as tarefas de equilíbrio
    estático apenas no ensaio UEO e dinâmico, e entre equilíbrio dinâmico e
    mudança de direção planejada no grupo mais ágil (G2). CONCLUSÃO: Não há
    relação entre o equilíbrio estático e dinâmico em jovens saudáveis. Existe
    relação entre equilíbrio dinâmico e movimentos de mudança de direção
    planejada.

  • AMANDA MOREIRA FONTENELE
  • COMPOSTO LASSBIO-294, DERIVADO DO N-ACIL-HIDRAZONA, COM ATIVIDADE ANTIOXIDANTE E ANTI-INFLAMATÓRIA NA COLITE ULCERATIVA INDUZIDA POR ÁCIDO ACÉTICO
  • Orientador : ANDRE LUIZ DOS REIS BARBOSA
  • Data: 24/05/2019
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  • As doenças inflamatórias intestinais (DII) referem-se a uma condição inflamatória crônica que atinge o trato gastrointestinal, são divididas em colite ulcerativa e doença de Crohn, que são doenças crônicas sem etiologia determinada e atualmente ainda não se tem um tratamento eficaz. Como o composto LASSBio-294 vem demostrando efeitos anti-inflamatório, gerando vasodilatação, analgesia e inibição da dor, esse trabalho teve como objetivo estudar os efeitos desse composto em um modelo experimental de colite ulcerativa induzida por ácido acético em camundongos. Neste trabalho, foram utilizados camundongos swiss machos (25–30g), divididos em grupos de 7 animais. Inicialmente foi realizada a indução da colite por ácido acético a 6% e os camundongos foram tratados por via intraperitoneal com LASSBio-294 (0,2; 0,5; 1 mg/kg, i.p); ou dexametasona (2 mg/kg, s.c.) com 17:30 h após a indução da colite. Após 18 h da indução da colite os animais foram eutanásiados e tiveram uma amostra de 5 cm do cólon retirada para avaliação dos escores macroscópicos, peso úmido, atividade da mieloperoxidase, níveis colônico malondialdeído, de glutationa, citocinas pró-inflamatórias e dosagem da expressão da iNOS. Com os resultados, observou-se que com os tratamentos com LASSBio-294 houveram reduções dos escores macroscópicos e diminuição do peso úmido, sendo a dose do LASSBio-294 de 1 mg/kg a que apresentou melhores resultados, sem diferença significativa em relação ao tratamento padrão com dexametasona a 2 mg/kg. Essa foi a dose de escolha para os demais ensaios. Onde observamos que o tratamento com o LASSBio-294 também foi capaz de diminuir as concentrações de mieloperoxidase, malondialdeído, foi capaz de restaurar os níveis colônicos de glutationa, juntamente com a diminuíção das citocina pró-inflamatória IL-1β e TNFα, além de reduzir a expressão da iNOS, quando comparado esse grupo ao que recebeu ácido acético por via retal. A partir desse resultado prévio, pode-se inferir que o LASSBio-294 diminuiu a resposta inflamatória no modelo de colite induzida experimentalmente por ácido acético, podendo representar uma alternativa terapêutica promissora para pacientes com colite ulcerativa.

  • ALZIRA MARIA DE ANDRADE ARAÚJO
  • Melhora da convergência proximal binocular e sua influência na potência absoluta da banda alfa do eletroencefalograma em adultos jovens
  • Orientador : VICTOR HUGO DO VALE BASTOS
  • Data: 27/03/2019
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  • Introdução: A visão exerce influência sobre processos cognitivos, por exemplo, durante a atenção. Nesse contexto, problemas de atenção visual podem interferir no desempenho e no processamento da informação visual. A insuficiência de convergência ocular, definida como a incapacidade de manter a adução simultânea dos olhos, caracteriza-se como uma disfunção comum binocular. O Ponto Próximo de Convergência (PPC) é uma medida utilizada para diagnosticar a insuficiência de convergência. Objetivo: Investigar a convergência proximal binocular em indivíduos jovens de 18 a 24 anos de idade com base em uma régua de ponto próximo de convergência e sua relação com atividade cortical por meio da EEG. Metodologia: Esse foi um estudo transversal, controlado e comparativo. A amostra foi composta por 20 participantes de ambos os gêneros. Resultados: Melhora geral dos sintomas oculares coletados a partir do CISS vp, redução dos valores do PPC, teste t (t (19)= 5,720; p< 0,05; r= 0,795). O tamanho do efeito d foi 0,32. Para os dados eletrofisiológicos foram encontrados resultados significativos [F (15,2205) = 4,133; p<0,005, ɳ2p=0,027; Poder=0,802]. Conclusão: Houve uma predominância da potência absoluta da banda alfa no córtex occipital, desta forma, este resultado mostra maior demanda das oscilações da banda alfa para o planejamento e atenção, reforçando a utilização do tratamento para a reabilitação dos indivíduos.

  • LUAN CORREIA COSTA
  • OTIMIZAÇÃO DA CONVERGÊNCIA PROXIMAL BINOCULAR E OSCILAÇÕES NA ASSIMETRIA E COERÊNCIA DO ELETROENCEFALOGRAMA EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
  • Orientador : VICTOR HUGO DO VALE BASTOS
  • Data: 27/02/2019
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  • A insuficiência de convergência (IC) é a incapacidade de manter a convergência adequada em direção a um alvo próximo. Pode influenciar negativamente a qualidade de vida, além de interferir, por exemplo, no processo de aprendizagem. Estudos que analisem a atividade cortical de indivíduos com a referida condição são desconhecidos na literatura. Nessa perspectiva, investigamos as repercussões eletroneurofisiológicas em jovens universitários com IC mediante estimulação da convergência proximal (ECP) binocular com auxílio de uma régua centimétrica. Estudo transversal controlado realizado com 20 participantes com IC, destros e com idade entre 18 a 24 anos. O ponto próximo de convergência (PPC) foi analisado antes e após o término do experimento. Além disso, se analisou a assimetria e coerência das bandas alfa e beta do eletroencefalograma nos pares de eletrodos Fp1/Fp2, F3/F4, F7/F8, C3/C4, T3/T4, P3/P4, T5/T6 e O1/O2. Os resultados revelaram diminuição de 6,36 cm no valor do PPC (p=0,001). Quanto aos dados eletroneurofisiológicos, para a assimetria das bandas alfa e beta foi observada predominância hemisférica à esquerda, além de modificações corticais no decorrer do experimento, especialmente em áreas fronto-occipitais (p<0,025). Na coerência da banda alfa houve diminuição do acoplamento cortical no início do experimento e ao final, o acoplamento aumentou (p<0,05). Para banda beta houve menor acoplamento em T5/T6 (p<0,025). O estudo aponta que a ECP binocular é uma estratégia eficaz no tratamento da IC e que o movimento de convergência binocular gerou modificações no acoplamento cortical, especialmente, em áreas frontais e occipitais do córtex.

  • MARIA LUCIANNY LIMA BARBOSA
  • EFEITO PROTETOR DA EPIISOPILOTURINA EM MODELO EXPERIMENTAL DE MUCOSITE INTESTINAL INDUZIDA POR 5-FLUOROURACIL EM CAMUNDONGOS: PAPEL DA VIA NO/GMPc/PKG/COX
  • Orientador : GILBERTO SANTOS CERQUEIRA
  • Data: 08/02/2019
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  • A mucosite intestinal (MI) é um efeito colateral do tratamento quimioterápico com 5-Fluorouracil (5-FU) que ainda não possui terapia efetiva. Os produtos de origem natural têm sido amplamente pesquisados, entre eles a Epiisopiloturina (EPI) um alcaloide derivado da Pilocarpus microphyllus Stapf ex Wardleworth, que é reportado com potencial antinociceptivo, anti-helmíntico, anti-inflamatório e antioxidante. Assim, o presente estudo objetiva avaliar o efeito da EPI na MI induzida por 5-FU. Foi realizado um protocolo de 14 dias para a avaliação toxicológica da EPI, e investigou-se o efeito da EPI na MI. Os animais foram submetidos à indução da MI por meio da administração do 5-FU (450 mg/kg), em seguida tratados por quatro dias consecutivos após a indução, no quinto dia foram eutanasiados e realizou-se a remoção do duodeno, jejuno e íleo para avaliação da mucosite, através dos parâmetros de variação ponderal, número de leucócitos, análise histopatológica e morfométrica e avaliação do número de mastócitos. Após essa fase selecionou-se a dose de 10 mg/kg e o segmento jejuno para a execução da modulação da COX-2  com Celecoxibe. O material biológico foi retirado e avaliou-se a atividade antioxidante da EPI por dosagem de Malondialdeido (MDA), o número de células caliciformes, e o envolvimento da COX-2 na MI por meio de imunohistoquímica. Na terceira fase, foi realizada a modulação do óxido nítrico (ON) na MI com L-NAME e L-arginina, o envolvimento do ON foi avaliado por imunohistoquímica para iNOS e Docking molecular. Verificou-se que os animais tratados com EPI não apresentaram sinais clínicos de toxicidade, nem alterações no número de leucócitos e peso relativo dos órgãos. Observou-se ainda que a EPI não atenuou a perda de peso, porém foi capaz de prevenir as alterações morfométricas, histopatológicas e a leucopenia, de diminuir o número de mastócitos, reduzir a dosagem de MDA e preservar as células caliciformes, observou-se ainda a diminuição estatisticamente significante da área imunomarcada para COX-2 e iNOS além apresentar interação molecular com a iNOS. Diante disso, constatou-se que a EPI não é tóxica e que apresenta um efeito protetor na mucosa intestinal, por demonstrar propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias em modelo de mucosite intestinal induzida por 5-FU, com diminuição da expressão de COX-2 e iNOS. 

  • HELDER BINDA PIMENTA
  • INVESTIGAÇÃO DO EFEITO DO ANGICO Anadenanthera colubrina (Vell.) EM MODELO EXPERIMENTAL DE MUCOSITE INTESTINAL INDUZIDA POR 5 FLUOROURACIL EM CAMUNDONGOS: PAPEL DA VIA NO/GMPc/PKG
  • Orientador : GILBERTO SANTOS CERQUEIRA
  • Data: 08/02/2019
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  • A mucosite intestinal (MI) é um efeito colateral comum experimentado por pacientes que fazem quimioterapia com o 5-Fluorouracil (5-FU), a mesma ainda não possui tratamento eficaz. Os produtos naturais estão sendo investigados como uma alternativa atraente para o tratamento MI.O Angico branco já apresentou efeitos antimicrobianos, anti-inflamatórios e antioxidantes. Diante disso objetivou-se investigar o efeito do Angico na MI induzida por 5-Fluorouracil. Foram utilizados camundongos Swiss (25-30 g) divididos em 5 grupos (n=6), grupo Salina, grupo 5-FU que recebeu (450 mg/kg i.p) e salina nos dias de tratamento, grupos Angico 1, angico 2 e Angico 3 que receberam Angico nas doses de 100mg/kg, 200mg/kg e 400 mg/kg respectivamente. Os animais foram submetidos a indução da mucosite intestinal por meio da administração do 5-FU (450mg/kg), e receberam o tratamento por quatro dias consecutivos após a indução da MI, no quinto dia de experimento todos os animais foram eutanasiados e se realizou a  remoção do duodeno, jejuno e íleo para avaliação da mucosite, através dos parâmetros análise ponderal,  análise histopatológica e morfométrica, avaliação do número de mastócitos, avaliação de nitrito e averiguação da produção de muco. Para a avaliação o envolvimento da COX-2 adicionou-se dois grupos, o Celecoxibe e Celecoxibe + Angico 400 mg/kg. Observou-se que o angico não atenuou a perda de peso provocada pelo 5-FU, contudo foi capaz de reverter às alterações morfométricas e histopatológicas, diminuir o número de mastócitos, a concentração de nitrito, aumentou as células produtoras de muco, além disso, houve uma diminuição e das alterações morfométricas nos grupos tratados com CLX e CLX+ ANGICO. Diante disto, constatou-se que a Angico protegeu a mucosa intestinal, das alterações histopatológicas e morfométricas e demonstrou propriedades anti-inflamatórias em modelo de mucosite intestinal induzida por 5-FU com provável envolvimento da COX-2.

  • DELFRAN DA COSTA E SILVA JUNIOR
  • Equilíbrio estático como ferramenta de avaliação de exaustão muscular
  • Orientador : BALDOMERO ANTONIO KATO DA SILVA
  • Data: 31/01/2019
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  • A exaustão muscular pode ser definida como a incapacidade na geração e manutenção do nível de força, resultando em diminuição do controle postural. Entretanto, torna-se cada vez mais relevante o estudo das características do deslocamento corporal, e assim são propostas análises que observam também a estrutura do deslocamento, por meio de variáveis de análise não-linear, como as entropias. Através destes descritores, serão possíveis novas abordagens de conhecimento sobre o controle postural para a manutenção do equilíbrio frente a situações adversas, como na presença de exaustão muscular. Objetivo: O objetivo do estudo foi analisar o comportamento das variáveis não lineares do equilíbrio estático após indução de exaustão muscular de membros inferiores em jovens saudáveis. Metodologia: A amostra foi composta por 39 voluntários de 18 a 25 anos do sexo masculino e que cumpriram os critérios de inclusão. O equilíbrio estático foi avaliado por meio de uma plataforma de força nos seguintes momentos: pré-exaustão, pós-exaustão e aos 20 minutos após a interrupção do protocolo de indução à exaustão muscular em MMII, sendo estas avaliações realizadas em apoio unipodal e bipodal, com olhos abertos e fechados. Resultados: Os resultados mostramque após a exaustão houve um aumento (p<0,05) em todas as variáveis, quando em postura bipodal, tanto com olhos abertos quanto com olhos fechado, tendo resultado semelhante em postura unipodal com olhos abertos, onde apresentou um aumento (p<0,05) em ApEn em sentido AP e em CrossEn. Enquanto que no processo de recuperação, observamos que: em postura BEO houve uma diminuição (p<0,05) apenas em ApEn em sentido AP e em CrossEn; em BEC não foi observado diferença (p<0,05); e em postura UEO foi encontrado uma diminuição (p<0,05) apenas em ApEn no sentido AP.  Conclusão: Os achados desse estudo apontam que a instabilidade postural medida através das entropias pode ser uma ferramenta coadjuvante na avaliação da exaustão muscular de MMII em atividades atléticas, recreativas ou até mesmo atividades de vida diária. Porem necessita-se de mais estudos para confirmação de que nível de exaustão os indivíduos foram submetidos e até mesmo se esta modificação dos padrões de equilíbrio ocorreu por alterações a nível muscular ou sensitivo.

2018
Descrição
  • AYSLAN BATISTA BARROS
  • ESTUDO DO POTENCIAL ANTITUMORAL in vitro E in vivo DE UM HETEROPOLISSACARÍDEO EXTRAÍDO DO EXSUDATO DE Anacardium occidentale L
  • Orientador : JOSE DELANO BARRETO MARINHO FILHO
  • Data: 19/12/2018
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  • O câncer é caracterizado por um conjunto de doenças que tem relação com o crescimento desordenado de células que invadem os tecidos e órgãos. Diversos novos fármacos têm sido descobertos para tratamento de diferentes tipos de câncer, oriundos de plantas, algas, microorganismos e outros. Os polissacarídeos extraídos de plantas possuem diversas aplicações descritas na literatura como atividade antibacteriana, antifúngica, antioxidante e atividade antitumoral in vitro in vivo. No entanto, o mecanismo de ação antitumoral dos polissacarídeos ainda não está totalmente elucidado. Assim este trabalho teve como objetivo avaliar o potencial antitumoral do polissacarídeo natural extraído da planta Anacardium ocidentale L., através de modelosin vitro in vivo. O polissacarídeo analisado não demonstrou atividade citotóxica e antimigratória in vitro.Nos ensaios in vivo, a goma do cajueiro foi capaz de inibir o crescimento tumoral em melanoma metastático murino (B16F-10) em 35% e 40%, nas doses de 50 e 100 mg/kg, respectivamente. Além disso, o polissacarídeo não diminui o peso dos animais, já que o mesmo é composto basicamente por cadeias de açucares. Em relação aos componentes hematológicos, a goma do cajueiro não causou leucopenia, diferentemente da ciclofosfamida utilizada como controle positivo, demonstrando assim que este polímero não causa depleção ao sistema imunológico do animal. Os cortes histológicos dos órgãos demonstraram que a ciclofosfamida provoca lesões tóxicas no fígado, rim e pulmão, fato não observado nos animais tratados com o polissacarídeo em questão. Os cortes do tumor indicaram processo de morte celular indicativo de apoptose no tratamento com a goma do cajueiro. A análise do tecido tumoral por FTIR, indicaram processo de morte semelhante nos tratamentos com ciclofosfamida e goma do cajueiro, pelo estiramento de bandas representativas de lipídeos, e grupamentos presentes no DNA. Em relação à análise de componentes antioxidantes enzimáticos e não-enzimáticos (GSH, MDA e MPO), observou-se que a ciclofosfamida provoca estresse oxidativo nos animais o que talvez auxilie no seu processo citotóxico, porém pode provocar também lesões a outros órgãos, já a goma do cajueiro não indicou a produção destes agente antioxidantes, demonstrando possivelmente que este polímero não provoca estresse oxidativo tecidual. Conclui-se, portanto, que este polissacarídeo poderia auxiliar no tratamento de neoplasias, através da possível redução de efeitos colaterais gerados pelos quimioterápicos, além de ajudar na redução tumoral.

  • AYANE ARAUJO RODRIGUES
  • AVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS METABÓLICOS E TECIDUAIS HEPÁTICOS EM UM MODELO EXPERIMENTAL DE DIETA HIPERCALÓRICA: UMA FORMA DE ESTUDAR COMORBIDADES NO FÍGADO
  • Orientador : DANIEL FERNANDO PEREIRA VASCONCELOS
  • Data: 13/12/2018
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  • Os modelos de dieta em animais permitem que os pesquisadores controlem fatores genéticos e ambientais que possam influenciar o desenvolvimento da doença e suas complicações secundárias, ganhando assim informações úteis sobre seu manejo e tratamento. A composição de macronutrientes da dieta, particularmente o alto consumo independente de carboidrato dietético, açúcares simples, gorduras, proteínas e a baixa ingestão de fibra podem estar associados ao risco de desenvolver doenças hepáticas como a Doença hepática gordurosa não alcóolica (DHGNA).Sabe-se que a ingestão total de calorias altas está associada à DHGNA e esteato-hepatite não alcoólica, e vários estudos têm sido focados no papel de nutrientes específicos, como gorduras saturadas e carboidratos, no desenvolvimento e transição da doença. O objetivo deste estudo é avaliar as alterações metabólicas e teciduais hepáticas em um novo modelo experimental de dieta hipercalórica. Foram utilizadas 16 ratas divididas em dois grupos: grupo dieta padrão e grupo dieta hipercalórica, com 8 animais cada. As ratas foram submetidas à análise dos seguintes parâmetros no tecido hepático: dosagem dos nivéis de malondialdeído (MDA), glutationa (GSH), e a atividade de mieloperoxidase (MPO). As amostras de fígado também foram sujeitas à avaliação histopatológica. Por fim, foram dosados os níveis séricos de aspartato aminotransferase (AST), alanina aminotransferase (ALT), albumina (ALB), fosfatase alcalina (FAL), acido urico (AU) e colesterol total (CT), cálcio (CA), ureia e HDL. Os resultados mostraram que houve uma diferença significativa no MDA, GSH, colesterol total (CT), ALT, ALB, AU, cálcio (CA) e HDL. A avaliação histopatológica apresentou um escore baixo, insuficiente para a classificação da DHGNA. Em conclusão, foi possível observar que os danos hepáticos decorrentes da dieta hipercalórica experimental em ratos não apresentam extensão e severidade associados com a DHGNA. Em virtude disso, ressalta-se que esse modelo permite estudar a associação entre a Dieta hipercalórica (DHC) com outras comorbidades.

  • ANA CLAUDIA MOTA DE FREITAS
  • A FACILITAÇÃO NEUROMUSCULAR PROPRIOCEPTIVA E IMAGÉTICA MOTORA RESULTA NO MESMO ACOPLAMENTO NEURAL
  • Orientador : VICTOR HUGO DO VALE BASTOS
  • Data: 12/11/2018
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  • A imagética motora demonstra-se uma ferramenta significativa na terapêutica, utilizando o estimulo cognitivo no tratamento de pacientes que apresentam enfermidades relacionadas à ausência ou comprometimento motor por sequelas neurológicas. Estudos sobre a imagética demonstram a relação de fatores relevantes na reabilitação, na investigação de habilidades e de quais áreas estão sendo estimulada, até mesmo sobre técnicas voltadas a necessidade e perfil do paciente. Seu conceito emprega o estímulo a habilidades cognitivas com intuito de gerar sensações de percepção e movimento, mesmo sem a ação propriamente realizada, reforçando a ativação de áreas corticais relacionadas ao planejamento e execução de ações motoras. Dentre os métodos aplicados, ainda encontramos lacunas em relação à especificidade de seu desempenho diante das bandas de frequência sobre técnicas motoras e cognitivas, como também sua influência sobre a execução motora. Dessa forma, este trabalho visou compreender o comportamento cortical na análise da coerência de atividade espectral da banda alfa e beta, sendo estas diretamente associada ao controle motor, memória de trabalho, aprendizado, modulações atencionais e sua integração sensório-motora na realização de tarefas relacionadas ou não ao ato motor. Os participantes foram classificados por meio do questionário Revised Movement Imagery Questionnaire (MIQ) como aptos a participar do estudo, se sentindo ou se visualizando na execução de movimentos reais, sendo assim capazes em utilizar a técnica de imagética motora.  Constituindo a pesquisa, participaram 18 homens hígidos, idade 20 ± 1,5 anos, destros segundo o questionário de Oldfield, com capacidade de imagética visual (Capacidade de se visualizar executando o movimento) 22 ± 4 e imagética cinestésica (Capacidade de sentir-se realizando o movimento) 20 ± 4,5, segundo o Revised Movement Imagery Questionnaire. O estudo de tipo experimental foi analisado estatisticamente com delineamento threeway Anova de medidas repetidas com o teste de Friedman. Os voluntários participaram de um protocolo randomizado, podendo iniciar com um tratamento cognitivo (tarefa imagética motora - IM), onde o participante imagina a ação motora real com um movimento de FNP (Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva) ou com o próprio ato motor, executando a diagonal de FNP. A perspectiva desse trabalho visa favorecer a atuação de profissionais da saúde, seja no processo de ativação cortical no âmbito reabilitativo, utilizando a imagética como instrumento direcionando estímulos neurais, como também associar e comparar tarefas motoras com essa técnica cognitiva, devido aos resultados encontrados na interação dos mesmos.

  • LUIZ FELIPE DE CARVALHO FRANÇA
  • AVALIAÇÃO DAS ALTERAÇÕES RENAIS CAUSADAS PELA PERIODONTITE INDUZIDA EM RATAS: UM ESTUDO BIOQUÍMICO E HISTOMORFOMÉTRICO
  • Orientador : DANIEL FERNANDO PEREIRA VASCONCELOS
  • Data: 27/09/2018
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  • A periodontite é uma doença crônica-inflamatória, que leva a destruição progressiva dos tecidos de suporte e proteção dentário em resposta a presença de biofilme na região periodontal. A intensa resposta inflamatória resulta em efeitos sistêmicos nocivos, sendo associados principalmente ao aumento de espécies reativas de oxigênio, levando a alterações hepáticas, endoteliais e cardiovasculares. No entanto, a periodontite vem sendo estudada como um dos fatores de risco para o aparecimento de doenças renais, contudo, os mecanismos dessa relação ainda permanecem incertos. Acredita-se que modificações em marcadores de estresse oxidativo e peroxidação lipídica sejam responsáveis por tal associação, visto que estes foram relacionados aos danos observados no tecido hepático de animais com periodontite. Desta forma, o presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos sobre o tecido renal causados pela periodontite induzida por ligadura em ratas por meio de parâmetros bioquímicos e histomorfométricos. Para isso, vinte e duas ratas foram divididas em dois grupos: controle (sem ligadura) e periodontite (dentes ligados). Para confirmação do modelo de indução periodontal os seguintes parâmetros foram avaliados: Índice de sangramento gengival (ISG), mobilidade dentaria (MD), índice de profundidade de bolsa (IPB), atividade de mieloperoxidase (MPO) e altura óssea alveolar (AOA). Para os rins, os órgãos foram coletados, processados, avaliados através de marcadores de função renal sorológico para albumina, creatinina, glicose, colesterol total, ureia, além da determinação urinária de proteínas totais e creatinina, seguidos pela determinação das concentrações de glutationa (GSH), malondialdeido (MDA), com análise histológica e histomorfométrica. Como resultados ISG, MD, IPB, atividade de MPO e AOA foram significativamente maiores no grupo periodontite quando comparados ao grupo controle. Dentre os marcadores de função renal apenas o colesterol apresentou aumento significativo, ainda, para avaliação bioquímica renal, animais com periodontite apresentaram 46,2% de redução no conteúdo de GSH e para peroxidação lipídica, o grupo periodontite apresentou aumento de 266% nas concentrações de MDA. A avaliação histomorfométrica revelou aumento na circunferência da cápsula de Bowman, área corpuscular, espaço capsular de Bowman, circunferência glomerular, diâmetro glomerular e volume glomerular no grupo periodontite, além da ruptura da borda em escova nos túbulos renais observada pela coloração por ácido periódico de Schiff. Tais alterações podem estar associadas ao aumento do estresse oxidativo e peroxidação lipídica nos rins, no entanto, essas alterações não foram suficientes para causar diferenças nos marcadores de função renal.

  • MARIA GABRIELA CARDOSO TELES MONTEIRO
  • UM ESTÍMULO VIRTUAL COM ALTERAÇÕES DE VELOCIDADE MODIFICA O DESEMPENHO EM UMA TAREFA DE PERCEPÇÃO DO TEMPO E ATIVA ASSIMETRIA NA BANDA TETA DO CÓRTEX FRONTAL E TEMPORAL
  • Orientador : VICTOR HUGO DO VALE BASTOS
  • Data: 26/09/2018
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  • Evidências de quais estruturas estão envolvidas diretamente na caracterização da percepção do tempo, ainda não foram detalhadamente descritas. Sabe-se hoje que a capacidade do indivíduo em perceber o tempo é desenvolvida com suas próprias experiências, entretanto, são observadas regiões que captam, integram e codificam estas informações. Ela também pode ser modificada por fatores biopsicossociais como emoção, memória e atenção, além de estímulos visuais dinâmicos decorrentes do meio em que o indivíduo esteja inserido. Neste contexto, a realidade virtual surge como uma ferramenta que desperta o treino das habilidades cognitivas. É conhecida na literatura, associações entre percepção temporal e realidade virtual, a nível comportamental, entretanto o conhecimento das repercussões eletrofisiológicas desta associação é ainda obscuro. O objetivo desse estudo foi investigar o desempenho e as modificações eletrofisiológicas de indivíduos submetidos a realidade virtual não-imersiva com alterações na velocidade do estímulo, durante a realização de uma tarefa de estimativa do tempo. A pesquisa consiste em um procedimento crossover, que ocorreu em quatro dias consecutivos com 21 voluntários, onde todos participaram das condições de velocidade (original, slow, fast). O eletroencefalograma foi utilizado, para a captação da atividade da assimetria da banda teta durante realização da tarefa e avaliação do teste de atenção Stroop. Os resultados refletiram a influência das três velocidades em diferentes momentos, sendo mais evidente a diminuição do desempenho com maior número de erros na condição original e após o estímulo (p<0,005), além disso foi evidenciado aumento da atividade de assimetria da banda teta nos córtex frontal e temporal (p<0,005), principalmente após a realidade virtual com predominância hemisférica esquerda.

  • KYVIA NAYSIS DE ARAUJO SANTOS
  • ESTIMAR O INTERVALO DE TEMPO AUMENTA A FORÇA MUSCULAR E A POTÊNCIA ABSOLUTA DA BANDA ALFA
  • Orientador : SILMAR SILVA TEIXEIRA
  • Data: 31/08/2018
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  • Tarefas cognitivas têm sido utilizadas para o aumento da força muscular por intermédio de treinamento com imagética motora. Porém, ainda não é sabido se tarefas de percepção temporal podem realizar esse aumento e como elas modificam a atividade cortical. Neste contexto, o objetivo desse estudo foi analisar as modificações corticais e da força muscular induzida em uma tarefa de percepção temporal. Para essa proposição, realizou-se estudo croosovercontrabalanceado com quarenta homens destros, submetidos às tarefas de Imagética Motora (IM) e Percepção Temporal (PT). Tanto na condição IM quanto PT foram realizadas mensurações da força muscular antes e depois do tratamento, com os participantes realizando a preensão manual em um dinamômetro, simultaneamente à captação do sinal do eletroencefalógrafo. Nos resultados encontramos diferença nos valores de força muscular após a execução das tarefas cognitivas, com a PT aumentando a força muscular dos participantes, enquanto IM a reduzia (p<0,005). Além disso, a tarefa de PT promoveu maior atividade da potência absoluta da banda alfa no córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo e no córtex pré-frontal ventrolateral direito do que a tarefa de IM (p<0,005). Ao analisar se as modificações na corticais em ambas as condições poderiam ser preditoras do aumento da força muscular, foi observado que a atividade nos córtices pré-frontal dorsolateral esquerdo, motor primário esquerdo e direito nos participantes na condição PT promovem maior aumento da força muscular do que os participantes na condição IM. Conclui-se que a PT modifica a atividade cortical de forma a melhorar a força muscular, e desse modo, poderia ser utilizada como método cognitivo de fortalecimento muscular.

     

  • SILVENY MEIGA ALVES VIEIRA
  • PREVALÊNCIA E INFLUÊNCIA DOS POLIMORFISMOS - 819 C/T (rs1800871) E -1082 A/G (rs1800896) DO GENE IL-10 NA DENGUE SINTOMÁTICA EM UMA POPULAÇÃO DO NORDESTE DO BRASIL
  • Orientador : ANNA CAROLINA TOLEDO DA CUNHA PEREIRA
  • Data: 27/08/2018
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  • A dengue é a infecção transmitida por vetor artrópode mais prevalente no mundo. A patologia é atualmente classificada em dengue sem sinais de alarme (DSSA), dengue com sinais de alarme (DCSA) e dengue severa (DS). A variedade de manifestações clínicas resulta da sua complexa patogênese, que apresenta influência de fatores virais, ambientais e do hospedeiro. A interleucina 10 (IL-10) é uma citocina anti-inflamatória envolvida com a resposta imune do hospedeiro contra a dengue. Polimorfismos de Nucleotídeo Único (SNPs) descritos para o seu gene codificante, tais como -819 C/T (rs1800871) e -1082 A/G (rs1800896), têm exibido diferentes perfis de associação com a doença na literatura. Considerando a heterogeneidade desses achados, o presente estudo objetivou investigar a prevalência e a influência dos polimorfismos em indivíduos sintomáticos, assintomáticos e controles para dengue na população de Parnaíba-PI, relacionando-os com o desenvolvimento das formas clínicas da doença. Os SNPs foram investigados por PCR em Tempo Real, em 119 indivíduos do grupo de pacientes com dengue, 85 indivíduos do grupo assintomático, e 129 indivíduos do grupo controle. As frequências genotípicas foram testadas quanto ao equilíbrio de Hardy-Weinberg. A associação com a dengue foi estimada pelo Teste do Qui-quadrado (x²) ou Teste Exato de Fisher e Odds Ratio. A análise dos dados foi realizada no BioEstat 5.0, sendo adotado um nível de significância de p<0.05. As análises haplotípicas e do desequilíbrio de ligação foram executadas no Haploview 4.2. As frequências genotípicas e alélicas do SNP -819 C/T não mostraram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos estudados. Ao analisar o SNP -1082 A/G observou-se significância estatística apenas em relação ao grupo assintomático. O genótipo A/G foi associado com susceptibilidade à dengue (p*= 0.01, OR= 2.17) e à DSSA (p*= 0.03, OR= 2.13). O genótipo G/G foi associado com susceptibilidade à dengue (p*= 0.03, OR= 3.98) e à DCSA (p*= 0.04, OR= 4.90). A combinação de genótipos A/G + G/G foi associada com susceptibilidade à dengue (p*= 0.004, OR= 2.37), à DSSA (p*= 0.02, OR= 2.23) e à DCSA (p*= 0.01, OR= 2.63). Todas as frequências genotípicas se encontraram em equilíbrio de Hardy-Weinberg. O alelo G foi associado com susceptibilidade à dengue (p*= 0.003, OR= 1.96), à DSSA (p*= 0.02, OR= 1.81) e à DCSA (p*= 0.01, OR= 2.14). Nas análises haplotípicas do gene IL-10, o haplótipo C-G foi associado com susceptibilidade à dengue (p= 0.0031), à DSSA (p= 0.0195) e à DCSA (p= 0.0045) também em relação ao grupo assintomático, enquanto que o haplótipo C-A foi associado com proteção contra a DCSA (p= 0.0265). A análise do desequilíbrio de ligação evidenciou forte desequilíbrio entre os SNPs do gene IL-10. Com relação a modulação das manifestações clínicas da dengue, apenas os portadores T do SNP -819 C/T apresentaram associação significativa de susceptibilidade à cefaleia (p*= 0.0264), e de proteção contra edemas (p*= 0.0323) e calafrios (p*= 0.0478). A frequência dos alelos T e G dos respectivos SNPs -819 C/T e -1082 A/G deste estudo diferiu significativamente da encontrada em algumas populações do mundo. Em síntese, os dados desta pesquisa sugerem uma possível influência do SNP rs1800896 sobre o fenótipo da dengue sintomática em uma amostra populacional da Região Nordeste do Brasil, sendo encontrado panorama semelhante quando este foi combinado com o SNP rs1800871, corroborando as evidências da literatura acerca do efeito aditivo de polimorfismos.

  • JULIANNA LIMA QUEIROZ
  • INFLUÊNCIA DOS POLIMORFISMOS -336 A/G (rs4804803) NO GENE DC-SIGN e -174 G/C (rs1800795) NO GENE IL-6, NA INFECÇÃO POR Dengue virus EM UMA POPULAÇÃO DO ESTADO DO PIAUÍ
  • Orientador : ANNA CAROLINA TOLEDO DA CUNHA PEREIRA
  • Data: 27/08/2018
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  • A dengue é considerada a arbovirose mais frequente dentre as que acometem o ser humano, sendo endêmica em países tropicais e subtropicais. A doença é causada pelo Dengue virus (DENV), membro da família Flaviviridae apresentando a fêmea do mosquito Aedes aegypti como principal vetor de transmissão. A variedade de fatores relacionados ao vírus, ao ambiente e ao hospedeiro reflete na diversidade das manifestações clínicas da dengue. Vários estudos apontam que polimorfismos de nucleotídeo único (SNP) em genes de moléculas relacionadas à imunidade da dengue podem estar envolvidas com a susceptibilidade e/ou proteção à doença. O objetivo do presente estudo foi investigar a prevalência e a influência dos polimorfismos -336 A/G (rs4804803) no gene DC-SIGN e -174 G/C (rs1800795) no gene IL-6 em pacientes sintomáticos e assintomáticos infectados pelo DENV, e em indivíduos controles. Trata-se de um estudo do tipo caso-controle, de caráter qualitativo e com abordagem exploratória. Os dados foram obtidos através de coletas feitas em pacientes atendidos em órgãos públicos de saúde, em Parnaíba-PI no período de Agosto de 2016 a Dezembro de 2017. A confirmação laboratorial dos casos suspeitos de dengue foi feita por meio de testes imunocromatográficos e metodologias moleculares. O DNA genômico celular foi extraído e realizada a genotipagem para os SNPs, através de PCR em Tempo Real. Os dados foram analisados através do programa BioEstat 5.0, com um nível de significância de p<0,05. As análises das frequências alélicas e genotípicas para o SNP -336 A/G no gene DC-SIGN não mostraram resultados com diferenças estatisticamente significativas. Com relação a prevalência das manifestações clínicas, o sintoma Diarreia se apresentou mais frequente nos portadores do alelo G com diferença estatisticamente significativa. As análises alélicas e genotípicas para o SNP -174 G/C no gene IL-6 entre os grupos mostraram que a frequência do genótipo G/C foi estatisticamente maior no grupo controle (41,2%) do que no grupo DEN, com 26,5%. O genótipo G/C também foi significativamente mais frequente no grupo controle (41,2%) em relação ao grupo Dengue sem sinais de alarme (DSSA), com 24,7%. A associação dos genótipos G/C + C/C tiveram maior frequência no grupo controle (46,5%) quando comparado ao grupo DEN com 30,8%. E ainda apresentaram maior frequência no grupo controle, com 46,5%, em relação ao grupo DSSA (28,8%). As análises das frequências alélicas revelaram que o alelo C teve frequência significativamente maior no grupo controle (26%), quando comparado ao grupo DEN com 17,5% e ao grupo DSSA, com 16,4%. O alelo C também apresentou frequência maior no grupo assintomático (25,9%) em relação ao grupo DEN, com 17,5%, e em relação ao grupo DSSA com significância. Nas análises da prevalência das manifestações clínicas, a manifestação clínica Náuseas foi mais frequente em não portadores C, com diferença estatisticamente significativa. A frequência do alelo G para o SNP -336 A/G do gene DC-SIGN na população piauiense foi de 18,8%. O alelo C do SNP -174 G/C no gene IL-6 teve frequência de 26% nesta população. Nossos dados sugerem que o genótipo G/C e o alelo C do SNP -174 G/C no gene IL-6 estão relacionados com proteção para os casos de dengue na população estudada. Estes dados contribuem para um melhor entendimento da patogênese do Dengue virus e de fatores genéticos relacionados ao hospedeiro com a doença. Podendo assim, trazer benefícios para o paciente, no que diz respeito ao manejo clínico da doença.

     

  • SAUL BARBOSA DE OLIVEIRA
  • ATIVIDADE ANTINFLAMATÓRIA DE NANOPARTÍCULA DE PRATA ESTABILIZADA COM COLÁGENO E GOMA DO CAJUEIRO (ANACARDIUM OCIDENTALE L.)
  • Orientador : MARCELO DE CARVALHO FILGUEIRAS
  • Data: 24/08/2018
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  • As nanopartículas de prata (AgNP) têm emergido como uma importante
    classe de nanomateriais com diversas aplicações médicas. O interesse em
    realizar pesquisas usando proteínas e nanopartículas de prata (AgNPs) é
    amplo pois a atividade anti-inflamatória desses tipos específicos de
    agrupamentos em nanoescala é desconhecido. A inflamação é a resposta
    do tecido vivo a estímulos nocivos, como agentes patogênicos e irritantes, o
    que implica em diversas alterações sistêmicas como no fluxo sanguíneo,
    aumento da permeabilidade vascular, síntese de mediadores e intensa
    migração de leucócitos para o local inflamado. Embora uma quantidade
    significativa de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios estejam
    disponíveis para o tratamento, há uma busca contínua de novos compostos
    como alternativas terapêuticas, uma vez que estas drogas exercem uma
    gama de efeitos colaterais e baixa eficácia, especialmente para doenças
    inflamatórias. O estudo teve como objetivo descrever o efeito da
    administração intraperitoneal de nanopartículas de prata estabilizadas com
    colágeno e goma do cajueiro em modelos experimentais de edema de pata
    e peritonite. O edema de pata e a peritonite foram induzidos pela
    administração de carragenina. Foi analisado o potencial de inibição de
    edema de pata de uma nanopartícula de prata nas doses de 1ml/kg, 2ml/kg
    e 3ml/kg aplicadas de forma intraperitoneal e sua ação na atividade da
    enzima mieloperoxidase. Foi avaliado também o estresse oxidativo e a
    atividade anti-inflamatória pela determinação de glutationa reduzida (GSH),
    nitrato e nitrito, superoxido dismutase na peritonite somente na dose de
    3ml/kg. Os resultados mostraram que a nanopartícula de prata estabilizada
    com colágeno e goma do cajueiro na dose de 3ml/kg possui potencial
    antiinflamatório ao inibir a formação do edema em 70% durante o pico do
    edema de carragenina. O composto também demonstrou reduzir a atividade
    da enzima mieloperoxidase de forma significativa quando comparado ao
    grupo controle. O potencial antioxidante da nanopartícula é demonstrado
    pela redução dos níveis de nitrito e manutenção dos níveis de GSH e SOD
    quando comparados ao grupo carragenina. Conclui-se que a nanopartícula
    de prata estabilizada com colágeno e goma do cajueiro possui um potencial
    antiinflamatório, através da inibição do edema de pata e da migração
    neutrofílica e potencial antioxidante através da manutenção dos níveis de
    GSH e SOD e diminuição dos níveis de Nitrito.

  • DIANDRA CAROLINE MARTINS E SILVA
  • MUDANÇAS NA VELOCIDADE DE REPRODUÇÃO DO MOVIMENTO AUMENTAM A POTÊNCIA ABSOLUTA DA BANDA TETA E ALTERAM O DESEMPENHO NA TAREFA DE PRODUÇÃO DO TEMPO
  • Orientador : VICTOR HUGO DO VALE BASTOS
  • Data: 01/08/2018
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  • A capacidade de perceber e interpretar os intervalos de tempo são habilidades inatas e essenciais a todas as espécies animais, pois estão incorporadas a inúmeras funções cognitivas no processo de adaptação ao ambiente. No entanto, a base neural e o processo de temporização permanecem envolto em mistérios dentro das neurociências, dessa maneira novas abordagens como a Realidade Virtual com estímulos visuais dinâmicos vêm sendo desenvolvidas para analisar a interpretação dos intervalos de tempo, principalmente por meio de tarefas que demandam a cognição e funções executivas em atividades cotidianas. O objetivo do estudo foi investigar as modificações corticais e o desempenho do indivíduo induzido por mudanças na reprodução da velocidade de movimento (original, slow e fast) de um estímulo virtual não-imersivo em 3D, em uma tarefa de produção do tempo. Trata-se de um estudo crossover formado por 21 participantes em três condições de velocidade do movimento: original, slow e fast. Os participantes passaram por análise eletroencefalográfica da potência absoluta da banda teta no córtex pré-frontal dorsolateral simultaneamente com execução da tarefa de produção do tempo, além de análise comportamental da atenção, através do teste de Stroop. Os sujeitos da condição slow apresentaram maior número de erro na tarefa de produção do tempo, no momento após utilização de realidade virtual (p<0.001), além disso, na análise eletrofisiológica foi observado aumento da potência absoluta da banda teta no córtex pré-frontal dorsolateral direito em todas as janelas de tempo investigadas (p<0.001). Desta forma, o estímulo virtual com mudança na velocidade de movimento resultou na diminuição do desempenho na tarefa de produção do tempo, atuando em domínios cognitivos na faixa de segundos, influenciando ainda na atividade cortical de áreas com funções executivas de atenção e memória.

  • FLÁVIA SABRYNNE DE AGUIAR FREITAS
  • O AUMENTO DA POTÊNCIA ABSOLUTA DE TETA E A INIBIÇÃO DO ESTÍMULO LUMINOSO NA CYBERSIKNESS
  • Orientador : VICTOR HUGO DO VALE BASTOS
  • Data: 27/07/2018
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  • Cybersicknessresulta do conflito vestíbulo-visual, ou seja, da incoerência entre as sensações relacionadas com movimento real, no ambiente virtual, e aos estímulos visuais. Em resposta ao meio virtual, pode-se observar desconfortos, tais como, naúseas, dificuldade de concentração, dentre dor de cabeça, dentre outros. Não há na literatura, estudos que analisem o controle de inibição do estímulo luminoso de indivíduos sensíveis à Cybersikness. Por tanto, este estudo o controle de inibição do estímulo luminoso na Cybersickness. Foi utilizado o Sickness Susceptibility Questionnairepara dividir os indivíduos em grupo experimental e controle , e quantificar os sinais e sintomas, comparando-os antes e depois da imersão virtual 3De. As participantes de ambos os grupos foram examinadas com o EEGq quanto a potência absoluta da banda teta no córtex pré-frontal dorsolateral e córtex pré-frontal ventrolateral, durante a realização da tarefa de inibição do estímulo luminoso, com a utilização do paradigma No-Go,  depois das participantes assistirem o vídeo 3D. Os resultados parciais demonstraram que houve o aumento da potência absoluta da banda teta em ambos os grupos comparando os momentos antes e depois, assim como também houve diferença significativa do grupo experimental comparado ao controle, para o mesmo momento. Logo, observou-se que indivíduos quando foram expostos à realidade virtual 3D e desenvolveram a Cybersikness, apresentaram maior potência absoluta de teta nas áreas estudadas.

  • MARCOS AURÉLIO AYRES DA SILVA
  • AppGuide: Um sistema vestível para pessoas com deficiência visual
  • Orientador : SILMAR SILVA TEIXEIRA
  • Data: 03/07/2018
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  • A visão é o órgão responsável por 80% da informação adquirida pelo ser humano. A ausência da visão provoca prejuízos incalculáveis à vida diária, incluído, deambulação, identificação de cores, percepção de luminosidade e da temperatura ambiente. Embora existam numerosos protótipos e produtos disponíveis para deficientes visuais, nenhum deles é economicamente viável e não reúne vários recursos em um único dispositivo. Neste contexto, o objetivo deste estudo foi desenvolver um sistema vestível (AppGuide) que consiste em uma pulseira com vários sensores e um aplicativo para smartphone. Para esta proposição, foi desenvolvido uma pulseira em estrutura plástica impressa em impressora 3D, contendo uma placa Arduino Nano, sensor ultrassônico, giroscópio, acelerômetro para a deambulação, sensor para detecção de cores, um resistor dependente de luz para reconhecer a luminosidade e um sensor para informar a temperatura ambiente. A pulseira capta informações do meio ambiente, processa e envia-os para um aplicativo no smartphone. O aplicativo trata as informações retransmitindo-as ao usuário via áudio. O aplicativo foi desenvolvido na plataforma App Inventor para o sistema operacional Android. Para análise da funcionalidade do sistema foi utilizado a Escala de Usabilidade de Sistemas e um ambiente controlado com seis tarefas (percurso livre e com obstáculo, informação espacial dos obstáculos, cor, luminosidade e temperatura) com seis deficientes visuais de ambos os gêneros. Foi observado que o sistema respondeu a precisão das informações de luminosidade, cor e temperatura com 100% de acerto, enquanto para percurso livre 89% e com obstáculo 80%. Para a informação espacial dos obstáculos houve precisão do sistema de 90%. O escore da Escala de Usabilidade de Sistemas foi de 77,5 demonstrando que o sistema pode ser de rápido aprendizado. Conclui-se que o AppGuide é funcional e orienta a navegação no ambiente de forma inteligente e sensível para pessoas com perda de acuidade visual, podendo ser ampliada a eficácia com maior período de adaptação do deficiente visual com o sistema.

  • SUZANA MARIA DA SILVA SANTOS
  • AVALIAÇÃO DA MODULAÇÃO AUTONÔMICA DA FREQUÊNCIA CARDÍACA DURANTE EXERCÍCIO ABERTO EM CICLOERGÔMETRO
  • Orientador : BALDOMERO ANTONIO KATO DA SILVA
  • Data: 27/06/2018
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  • Introdução:A fadiga é definida como a incapacidade muscular em manter a potência e a força durante o exercício, o que pode interferir no sucesso do desempenho físico. O treinamento físico por constituir um processo sistemático de repetição composto por exercícios progressivos que modificam a homeostase, favorece uma maior resistência à fadiga aos indivíduos que participam desse processo. Um marcador interessante da atividade cardíaca neural é a Variabilidade da Frequência Cardíaca que analisa a modulação autonômica através dos intervalos de batimentos consecutivos chamados de intervalos RR. Apesar de não haver correlação direta entre o nível de fadiga com os índices de variabilidade, sabe-se que o treinamento físico proporciona alterações na resposta autonômica cardíaca ao esforço, com o decorrer do tempo. Na literatura há pouca abordagem dos efeitos que o treinamento físico militar pode trazer à modulação autonômica da frequência cardíaca. Objetivo: O estudo pretende avaliar a modulação autonômica cardíaca durante exercício aberto em cicloergômetro de jovens saudáveis de uma instituição militar. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo experimental de medidas repetidas, onde foram avaliados 18 jovens fisicamente ativos do sexo masculino. Os batimentos dos participantes foram coletados de forma contínua durante a execução do protocolo de indução à fadiga em cicloergômetro de membros inferiores. Espera-se que o incremento da potência gerada seja contrário às respostas autonômicas apresentadas nesse período, e que o condicionamento físico promova retornos basais mais rápidos. Resultados: A idade média dos participantes foi de 19,3±0,8 anos, onde a variação dos índices de Variabilidade da Frequência Cardíaca durante o exercício apresentou similaridade nas duas fases. Entretanto, durante o repouso final tiveram diferenças estatisticamente significantes nos índices HR Mean (84,3±16,9 vs. 78,7±8,3 bpm) e RR Mean (712,3±140,2 vs. 762,8±83,7 ms). O consumo de oxigênio máximo também apresentou resultados interessantes nos step1 (9,5±1,4 vs. 9,2±1,1 ml/kg-1/min-1), step 3 (20,5±2,9 vs. 20,0±2,5 ml/kg-1/min-1),step 4 (26,0±3,7 vs. 25,3±3,1 ml/kg-1/min-1) e stepmáximo atingido (48,5±9,4 vs. 43,3±8,1 ml/kg-1/min-1). Conclusão: Na população estudada não foi possível encontrar diferenças dos índices de variabilidade durante a execução do protocolo incremental de carga nas duas fases da coleta. Ou seja, o treinamento físico militar não proporcionou incrementos na Variabilidade da Frequência Cardíaca durante o exercício aberto em cicloergômetro.

  • FRANCISCO CARLOS DA SILVA JUNIOR
  • ESTUDO DA ASSOCIAÇÃO DOS POLIMORFISMOS A-1438G E T102C NO GENE 5HT2A E A DEPENDÊNCIA ALCOÓLICA EM UMA POPULAÇÃO MASCULINA DO NORDESTE BRASILEIRO
  • Orientador : RENATA CANALLE
  • Data: 27/06/2018
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  • O alcoolismo representa uma das causas mais prevalentes de morbidade e mortalidade e o consumo nocivo do álcool acarreta cerca de 3,3 milhões de mortes a cada ano, representando de todas as mortes no mundo, 5,9%. Polimorfismos genéticos na via serotoninérgica, tais como os polimorfismos A-1438G e T102C do gene do receptor da serotonina da família 2 subtipo A (5HT2A) foram correlacionados com o início e a manutenção do hábito alcoolista. O presente estudo teve como objetivo estimar a prevalência e investigar possíveis associações entre estes polimorfismos e o uso abusivo do álcool em uma população masculina do Nordeste Brasileiro. Para compor o estudo foram selecionados 113 indivíduos alcoolistas e 114 controles, todos do sexo masculino e idade superior ou igual a 18 anos, no período de 2011 a 2013, e em seguida analisados pela técnica de PCR-RFLP. A distribuição das frequências genotípicas e alélicas e a associação dos polimorfismos ao comportamento alcoolista foram avaliadas usando o teste do Qui-quadrado (x2), teste Exato de Fisher e Odds Ratio (OR) com intervalo de confiança de 95%, bem como foi analisado o Equilíbrio de Hardy-Weinberg em ambos os grupos caso e controle. A análise dos dados foi desenvolvida utilizando o programa estatístico BioStat 5.0 com significância estatística estabelecida em p<0,05. A análise do desequilíbrio de ligação foi desempenhada no Haploview 4.2. Para as características demográficas da população, houve a observação de diferenças significativas entre os grupos estudados para as variáveis: escolaridade, média de consumo de doses por dia, histórico familiar e hábito tabagista (p<0,05). Os resultados da distribuição alélica entre os grupos para os polimorfismos A-1438G e T102C revelaram uma frequência do alelo G de 63,7% em casos e 64,92% no grupo controle, enquanto que para o alelo C a frequência no grupo alcoolista foi de 62,3% e no grupo controle foi de 66%. A distribuição dos genótipos para os ambos os SNPs demonstrou frequência do genótipo GG nos alcoolistas de 41,6% e nos controles de 39,47%, no entanto, o genótipo CC mostrou uma frequência em casos e controles de 40,72% e 41,23%, respectivamente. As frequências dos alelos e dos genótipos de ambos os polimorfismos estudados não diferiram significativamente entre alcoolistas e controles, sugerindo ausência de associação com a dependência alcoólica na população analisada. A análise do desequilíbrio de ligação dos SNPs A-1438G e T102C no gene 5HT2A demonstrou que estes estão em forte desequilíbrio (D’= 0,86, r2= 0,73), e que o haplótipo GC considerado de suscetibilidade, demonstrou frequência de 59,5% no grupo alcoolista e 60,1% no grupo controle, não diferindo estatisticamente (p= 0,99). Os dados apontam para a falta de contribuição dos polimorfismos A-1438G e T102C no gene 5HT2A com a dependência alcoólica na população investigada, no entanto, estudos adicionais são necessários para a confirmação dos resultados obtidos e o esclarecimento do papel dos polimorfismos com a suscetibilidade para o alcoolismo e fatores que são responsáveis pelo início e manutenção do hábito.

  • KELMA REGINA GALENO PINHEIRO
  • A realidade virtual no aumento da atividade do córtex parietal e occipital durante a visualização do estímulo luminoso real.
  • Orientador : VICTOR HUGO DO VALE BASTOS
  • Data: 06/06/2018
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  • A doença do movimento visualmente induzida (DMVI) é um termo genérico utilizado para se referir ao tipo de classificação da doença do movimento tradicional, a Cinetose. Seus sintomas se manifestam mediante os estímulos visuais na ausência do movimento real. Dependendo do equipamento e do ambiente de laboratório, a DMVI pode ser subdividida em diferentes subcategorias. Em ambientes virtuais, por exemplo, tem sido intitulada como cybersickness com ocorrência de efeitos colaterais, como fadiga ocular, tontura e náuseas além de dificuldade de concentração. Pelo fato de ainda não existirem marcadores fisiológicos específicos para detecção do início da DMVI, o auto relato é a principal forma de identificar e quantificar a ocorrência desta condição, sendo feito por meio do Simulator Sickness Questionnaire (SSQ). Dessa forma o presente estudo visa demonstrar como a DMVI, ocasionada pela realidade virtual, interfere na realização do movimento sacádico por meio da eletroencefalografia tendo como referência a análise da potência absoluta da banda beta parietal e occipital. Para isso 32 participantes do sexo feminino, com idade entre 18 e 28 anos, e destras foram divididas em dois grupos de acordo com o SSQ, grupo controle e grupo DMVI. As participantes realizaram 120 trilhas de estímulos luminosos, em seguida fizeram uso da realidade virtual e repetiram novamente as trilhas de estímulos luminosos. Os resultados demostraram uma diferença estatisticamente significativa na potência absoluta da banda beta parietal e occipital entre os grupos controle e DMVI, bem como uma diferença estatisticamente significativa entre os momentos antes e depois em cada grupo analisado.

  • HIANNA RAYZA FERREIRA LOPES
  • ESTUDO DO CONTROLE POSTURAL EM INDIVÍDUOS HEMIPARÉTICOS APÓS ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO
  • Orientador : BALDOMERO ANTONIO KATO DA SILVA
  • Data: 30/05/2018
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  • O Acidente Vascular Encefálico (AVE) causa um grande impacto na vida dos indivíduos e pode acarretar complexas deficiências. Dentre elas, há o comprometimento do sistema de controle postural, caracterizado como a principal causa de limitação e dependência funcional em indivíduos com AVE. O objetivo do estudo foi avaliar as oscilações posturais dos indivíduos hemiparéticos pós-AVE por meio dos parâmetros estabilométricos. A amostra foi composta por 35 indivíduos e distribuída em 18 sujeitos no Grupo AVE, de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 30 anos e 17 indivíduos no Grupo Controle, de ambos os sexos, saudáveis e ativos. Após a classificação de cada grupo, o equilíbrio corporal foi avaliado por meio da plataforma de força (EMG System®e o softwareBIOMEC 400) em postura bipodal com olhos abertos - BEO (Bipodal eyes open)e olhos fechados - BEC (Bipodal eyes close) durante um período de 120 segundos. Os resultados revelaram um aumento significativo na oscilação postural dos indivíduos pós-AVE em relação ao grupo controle por meio das variáveis nos domínios do tempo, da frequência e das entropias em ambas as posturas. Na postura BEO, verificou-se significância na análise temporal (Área, p=0,0235;Amplitude médio-lateral, p=0,0049; Raiz quadrada média na direção médio-lateralp=0,0248) e na análise espectral somente na F80 (F80, p=0,0110). Na postura BEC, constatou-se significância na análise temporal (Área,p=0,0010; Amplitude médio-lateral, p=0,0005; Velocidade média na direção anteroposterior, p=0,0127; Velocidade média na direção médio-lateral, p=0,0096; Raiz quadrada média na direção médio-lateralp=0,0024)e na análise não-linear apresentou significância na entropia Aproximada direção médio-lateral (ApEn, p=0,0191) e entropia Cruzada (CrossEn, p=0,0100). Portanto, os indivíduos pós-AVE apresentaram alterações significativas na oscilação postural em relação aos sujeitos saudáveis em ambas as condições. O aumento da oscilação do COP demonstrado pelas medidas tradicionais caracterizou alterações nas variáveis de manutenção postural dos indivíduos pós-AVE. Porém, notou-se um achado relevante por meio da análise não-linear, no qual o aumento encontrado nos valores das entropias mostraram que os indivíduos pós-AVE não seguem um padrão de oscilação postural durante a manutenção da postura estática diferentemente dos indivíduos saudáveis. Destacando, com isto, a importância de um método mais eficiente para as avaliações instrumentadas de equilíbrio em pacientes pós-AVE a fim de contribuir para a obtenção de respostas mais rápidas as perturbações durante a manutenção da postura e melhora na qualidade de vida e no índice de quedas desta população.

  • ANDRESSA MARIA AGUIAR DE CARVALHO
  • ATIVIDADE ANTIFÚNGICA in vitro DOS ALCALOIDES DAS FOLHAS DE Pilocarpus microphyllus ISOLADOS E EM COMBINAÇÃO COM FÁRMACOS ANTIFÚNGICOS
  • Orientador : TATIANE CAROLINE DABOIT
  • Data: 25/05/2018
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  • As infecções fúngicas têm papel importante na morbimortalidade humana. Apesar disso, pesquisas que visam o desenvolvimento de terapias ou fármacos mais seguros e efetivos ainda estão defasadas quando comparadas com as doenças causadas por outros patógenos. Dentre as infecções causadas por fungos podem-se citar a cromoblastomicose e a ceratite fúngica filamentosa. A primeira é uma doença polimorfa que ocorre, pela implantação traumática transcutânea de fungos dematiáceos. A última é uma infecção ocular em que ocorre ulceração supurativa da córnea e que pode levar à cegueira. Ambas doenças apresentam número crescente de casos refratários aos tratamentos utilizados. Deste modo, se faz necessária a busca por novas moléculas, bem como a otimização da farmacoterapia atual. Os vegetais são fontes importantes e promissoras de novos fármacos. A espécie Pilocarpus microphyllus, popularmente conhecida como ‘jaborandi’, é uma planta nativa das regiões Norte e Nordeste do Brasil. Vários alcaloides já foram isolados das folhas dessa planta, dentre eles, a pilocarpina e a epiisopiloturina, as quais apresentam atividades farmacológicas já descritas na literatura. Porém, carecem de análise no que se refere à atividade antifúngica. Esse trabalho objetivou avaliar a susceptibilidade fúngica aos alcaloides obtidos a partir das folhas do jaborandi, através de ensaios in vitro, bem como verificar o efeito da interação desses compostos com agentes antifúngicos. Inicialmente, foi realizada uma prospecção de atividade antifúngica com os alcaloides pilocarpina, isopilocarpina, epiisopilosina, isopilosina e pilosina contra fungos patogênicos (n = 10), incluindo representantes de dermatófitos, agentes da cromoblastomicose e da esporotricose, bem como isolados dos gêneros Aspergillus, Candida e Cryptococcus. A partir destes resultados, a pilocarpina foi selecionada para que fosse avaliado seu efeito em combinação com a terbinafina contra estes mesmos representantes fúngicos e contra agentes da ceratite fúngica filamentosa (n = 8). A epiisopiloturina foi também avaliada quanto à atividade antifúngica, bem como a sua associação com quatro fármacos antifúngicos (itraconazol, posaconazol, terbinafina e anfotericina B) frente a agentes da cromoblastomicose (n = 19). Os testes de susceptibilidade foram realizados de acordo com os métodos de microdiluição propostos nos protocolos M27-A3 e M38-A2 do Clinical and Laboratory Standards Institute. As interações dos alcaloides com os fármacos antifúngicos foram realizadas usando o método de tabuleiro de xadrez. Para análise do efeito das alterações morfológicas causadas pela combinação de epiisopiloturina/anfotericina B em Fonsecaea pedrosoi ATCC 46428, foram obtidas imagens utilizando microscopia de força atômica.  Dos alcaloides testados, o cloridrato de pilocarpina e a pilosina apresentaram atividade antifúngica para Fonsecaea pedrosoi e Trichophyton rubrum, respectivamente (CIM = 256 µg/mL). A interação da pilocarpina com a terbinafina se mostrou sinérgica (IFCI = 0,03 – 0,5) para todos os fungos testados. Essa mesma associação se mostrou sinérgica para cinco, dos oito isolados de agentes da ceratite fúngica filamentosa avaliados. A epiisopiloturina, não apresentou atividade antifúngica (CIM > 256 µg/mL) contra os agentes da cromoblastomicose. No entanto, as associações da mesma com a terbinafina ou com a anfotericina B foram sinérgicas contra estes últimos. Nenhuma das combinações realizadas teve efeito antagônico. A análise das imagens obtidas por microscopia de força atômica mostrou que as hifas Fonsecaea pedrosoi ATCC 46428 foram completamente destruídas pela associação de epiisopiloturina com a anfotericina B. Os resultados obtidos com os testes de susceptibilidade e análise das combinações nos permitem sugerir um mecanismo de ação para a epiisopiloturina, onde a mesma agiria intracelularmente, dependendo da desestruturação da membrana plasmática para poder atuar.  Este trabalho traz resultados promissores para a terapia antifúngica, especialmente para o tratamento da cromoblastomicose e da ceratite fúngica filamentosa, em que a combinação dos alcaloides cloridrato de pilocarpina e epiisopiloturina com agentes antifúngicos poderia reduzir o aparecimento da resistência ao passo que diminuiria a toxicidade causada por estes últimos.

  • RHAILANA MEDEIROS FONTES
  • A estimativa do tempo modifica o comportamento cortical de adultos com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
  • Orientador : SILMAR SILVA TEIXEIRA
  • Data: 25/04/2018
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  • Vários estudos fornecem evidências empíricas para a associação entre Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e percepção de tempo. No entanto, pouco se sabe se a aplicação de tarefas de percepção temporal em diferentes intervalos de tempo induz modificações na percepção temporal em sujeitos com TDAH. Esta investigação examinou a influência do TDAH na atividade da banda teta em regiões frontais, especificamente no córtex pré-frontal dorsolateral e córtex pré-frontal ventrolateral durante tarefa de estimativa do tempo em intervalos de suprassegundos. Quatorze sujeitos com TDAH participaram deste estudo nas condições controle (sem treinamento com estimativa do tempo) e experimental (trinta dias de treinamento com estimativa do tempo). A Escala de TDAH versão adolescente e adulto foi utilizada com a finalidade de verificar os níveis e classificação do TDAH. Os sujeitos que realizaram o treinamento apresentaram melhor desempenho na tarefa (p<0,05), estimando os intervalos de tempo com maior precisão. Além disso, houve melhora dos aspectos cognitivos (p<0,05), em especial na atenção, impulsividade e emoção. Os achados eletrofisiológicos demonstram que o treinamento aumenta a atividade no córtex pré-frontal dorsolateral e no córtex pré-frontal ventrolateral bilateralmente (p<0,001). Conclusão: o treinamento com tarefa de estimativa do tempo melhora os sintomas cognitivos característicos do TDAH, com substancial aumento na atividade das áreas corticais relacionadas com a atenção e memória, podendo ser uma ferramenta para o gerenciamento cognitivo do tempo e para o TDAH.

     

  • TIAGO LOPES FARIAS
  • METILFENIDATO AUMENTA A ATIVIDADE NO CÓRTEX PRÉ-FRONTAL E PARIETAL ACELERANDO O JULGAMENTO DO INTERVALO DE TEMPO
  • Orientador : SILMAR SILVA TEIXEIRA
  • Data: 25/04/2018
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  • Introdução: O metilfenidato atua em áreas corticais envolvidas com a atenção e memória de trabalho, as quais também tem relação com a interpretação da estimativa do tempo. Em especial, o córtex pré-frontal tem sido o alvo de diversos estudos para o entendimento dos efeitos do metilfenidato nas funções executivas e da percepção do intervalo de tempo. Entretanto, ainda não foi estudado se o metilfenidato influencia o desempenho em uma tarefa de estimativa do tempo associada às mudanças no córtex na potência absoluta da banda alfa no córtex pré-frontal e parietal. Objetivo: Nós investigamos se o metilfenidato melhora o desempenho e o julgamento na interpretação da estimativa de tempo associando aos a atividade da potência absoluta da banda alfa no córtex pré-frontal. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo duplo cego, crossover, com amostra de 16 sujeitos nas condições controle (placebo) e experimental (metilfenidato) com análise da potência da banda alfa da eletroencefalografia no momento de uma tarefa de estimativa do tempo. Resultados e Discussão; Nós observamos que o metilfenidato não influencia no desempenho da tarefa, mas aumenta a subestimativa do intervalo de tempo acima de seis segundos (p<0,001), com concomitante diminuição da potência da banda alfa no córtex pré-frontal ventrolateral direito e no córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo. Conclusão: O metilfenidato acelera o relógio interno levando os indivíduos a aumentarem a subestimativa do intervalo de tempo, com o metilfenidato promovendo maior atividade no córtex pré-frontal dorsolateral, pré-frontal ventrolateral e parietal bilateralmente. 

  • EMANUELA LIMA TEIXEIRA BARROS
  • CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DE Chikungunya virus E INVESTIGAÇÃO DOS ARBOVÍRUS Dengue virus e Mayaro virus NO ESTADO DO PIAUÍ
  • Orientador : GUSTAVO PORTELA FERREIRA
  • Data: 29/03/2018
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  • Arbovírus são vírus transmitidos por vetores artrópodes hematófagos que podem causar doenças em animais e seres humanos. Dengue virus (DENV) é um arbovírus que se encontra mundiamente distribuído e no Brasil, circula de forma endêmica desde a década de 80. A ocorrência de surtos anuais tem sido facilitada pela co-circulação dos quatro sorotipos (DENV1-4) em vários municípios. Mais preocupante ainda, é que grande parte das infecções são assintomáticas e quando sintomáticas, podem evoluir com manifestações hemorrágicas ou neurológicas fatais. Adicionalmente, outros arbovírus como Chikungunya virus (CHIKV) e Mayaro virus (MAYV) estão emergindo de forma alarmante em diversas regiões brasileiras. O primeiro, foi inserido no Brasil em 2014 e desde então disseminou-se rapidamente por vários estados, causando surtos e epidemias de uma doença debilitante que cursa com intensa e duradoura artralgia. Já MAYV, apresenta-se prevalente na região Norte e vem se destacando pelo aumento da incidência em áreas não endêmicas, com sintomas semelhantes aos ocasionados por CHIKV. Estas arboviroses representam um sério desafio à saúde pública, pois podem ser transmitidas por mosquitos antropofílicos do gênero Aedes, que estão amplamente distribuídos em áreas urbanas e peri-urbanas. Além disso, as manifestações clínicas apresentadas pelos pacientes podem ser agravadas em casos de co-infecções (entre arbovírus) ou na presença de outras comorbidades, dificultando tanto o diagnóstico diferencial como as ações de vigilância em saúde associadas ao monitoramento e controle dos surtos. Diante do aumento no número de casos, este estudo objetivou investigar a dinâmica de circulação dos arbovírus Dengue virus, Chikungunya virus e Mayaro virus no Estado do Piauí nos anos de 2016 e 2017. Foram coletadas 578 amostras de soro de pacientes com suspeita de infecção por arbovírus. Destas, 115 foram extraídas e analisadas através da técnica de RT-PCR, utilizando iniciadores que amplificam a região dos genes que codificam as glicoproteínas NS5 de DENV, E1 e E2 de CHIKV e E1, E2 e E3 de MAYV. Do total de amostras testadas, três foram positivas para detecção de DENV, sendo possível identificar os sorotipos DENV-2 e DENV-4. Um paciente apresentou-se co-infectado por DENV-1 e CHIKV. Por outro lado, 32 amostras foram positivas para detecção de CHIKV, indicando a circulação e disseminação crescente deste vírus no estado. Uma amostra foi positiva para MAYV, sugerindo possível infecção por este arbovírus. A partir destes resultados, treze amostras foram enviadas para o sequenciamento parcial dos genes E1 e E2 de CHIKV para confirmação da circulação. A análise filogenética revelou que a linhagem circulante no Piauí pertence ao genótipo do Oeste-Central-Sul Africano (ECSA), que foi introduzido no Brasil em 2014 através do estado da Bahia. Adicionalmente, observamos que os vírus isolados neste estudo se agruparam com outros isolados brasileiros da região Nordeste. O monitoramento clínico de pacientes acometidos por CHIKV mostrou que 14 dos 32 pacientes positivos evoluíram para a fase crônica, apresentando sintomas cuja duração variou de 4 a 12 meses. Em conjunto, estes dados poderão auxiliar a vigilância epidemiológica a traçar estratégias eficazes de monitoramento da circulação viral e controle vetorial, na tentativa de prevenir futuras epidemias arbovirais na população piauiense.  

  • BRUNA DA SILVA SOUZA
  • Avaliação Toxicológica das Proteínas do Látex da Plumeria Pudica em Modelo de Camundongos
  • Orientador : JEFFERSON SOARES DE OLIVEIRA
  • Data: 22/02/2018
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  • Muitos são os relatos sobre diferentes efeitos farmacológicos promovidos por moléculas obtidas a partir do látex de várias plantas, como é o caso da Plumeria pudica. As proteínas presentes em seu látex foram relacionadas às suas propriedades anti-inflamatória, anti-nociceptiva e antidiarreica. Considerando os resultados relevantes já apresentados pelo látex de P. pudica esse trabalho, teve como finalidade avaliar os aspectos toxicológicos do tratamento agudo e subcrônico de camundongos com as proteínas do látex de Plumeria pudica (PLPp). Os ensaios de toxicidade foram realizados com camundongos Swiss (n=24) que receberam uma dose diária de 40 mg/kg de PLPp ou solução salina 0,9% intraperitoneal (i.p.) por 10 ou 20 dias consecutivos, referentes ao período de avaliação da toxicidade aguda e subcrônica, respectivamente. Foram avaliados o perfil comportamental, hematológico, bioquímico e histopatológico desses animais. Para determinação da DL50 os camundongos (n=6) receberam uma dose única de 300 mg/kg ou 2000 mg/kg e foram observados quanto a presença de sinais clínicos ou morte dos mesmos, durante 14 dias após a administração. Adicionalmente uma análise proteômica da fração proteica PLPp foi realizada utilizando espectrometria de massas objetivando a identificação de proteínas presentes na amostra. Não foram observadas alterações significativas no peso
    corporal e nos órgãos dos animais tratados com PLPp durante avaliação aguda e subcrônica. A contagem total e diferencial de leucócitos não apresentou diferença significativa entre os grupos. Observou-se aumento significativo de AST no grupo tratado com PLPp para a toxicidade aguda. Não houve diferença significativa nas medidas de ALT, creatinina e ureia entre o tratamento com solução salina e PLPp para os dois períodos de avaliação. Em relação ao exame histopatológico, observaram-se discretas alterações como leve congestão no rim e baço dos animais para a avaliação aguda e subcrônica respectivamente. O nível de GSH no rim foi significativamente maior em animais tratados com PLPp no ensaio de toxidade aguda, porém não foram observadas diferenças para a avaliação subcrônica. Os níveis de MDA e MPO no fígado, baço e rim não apresentaram diferença significativa. A fração PLPp não se mostrou letal nas doses de 300 e 2000 mg/kg,sendo a DL50 definida como de classe 5 (faixa de 2000-5000mg/kg). Porém, os animais tratados com estas doses apresentaram alguns sinais de toxicidade como diminuição da atividade geral, dificuldade de locomoção, redução da resposta aos reflexos auricular e corneal, e a estímulos como toque, aperto de cauda e ao reflexo de endireitamento. Além de apresentarem irritabilidade, ptose, piloereção, hipotermia e respiração ofegante. Esses sinais foram observados nas primeiras horas após a administração, no entanto, a maioria não persistiu mais que 24h. A análise de PLPp por espectrometria de massas revelou a presença de proteases cisteínicas, quitinases e outras proteínas comumente encontradas em fluidos laticíferos. A fração PLPp quando administrada por via intraperitoneal apresenta baixa toxicidade. Mais estudos devem ser realizados para o estabelecimento do seu uso seguro.

  • DAVID DI LENARDO
  • AVALIAÇÃO DAS ALTERAÇÕES URINÁRIAS E RENAIS NA PERIODONTITE INDUZIDA EM RATOS
  • Orientador : DANIEL FERNANDO PEREIRA VASCONCELOS
  • Data: 06/02/2018
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  • A periodontite é uma doença inflamatória e crônica do periodonto, sendo causada pela atividade bacteriana presente na região do sulco gengival, responsável por provocar danos teciduais e reabsorção do osso alveolar. Esses danos são provocados pela ação do próprio organismo através da liberação de inúmeros fatores inflamatórios. A doença pode também provocar efeitos sistêmicos, dentre eles, alterações na estrutura renal. A liberação de citocinas provoca o aumento do estresse oxidativo nos rins, causando: alterações nas estruturais e congestão glomerular. Este estudo tem como objetivo analisar as alterações renais e funcionais do sistema urinário, bem como, mensurar os cristais na urina de ratas com periodontite induzida com progressão por 20 e 40 dias. Foram utilizadas 24 ratas sendo divididas em três grupos de oito animais cada: Grupo Controle composto por animais sem periodontite induzida, P20 e P40 compostos por animais com periodontite induzida e eutanasiados após vinte dias e quarenta dias respectivamente. As ratas foram submetidas às análises clínicas como: índice de profundidade da bolsa, índice de sangramento gengival, mensuração da altura óssea alveolar e mobilidade dentária. Além disso, foram feitas análises histomorfométricas dos corpúsculos renais e mensuração do sedimento urinário. Foi realizado também, dosagens em amostras séricas e urinárias de creatinina, ureia e ácido úrico, assim como: da glutationa reduzida, malondialdeído, dos tecidos renais, e mieloperoxidase da gengiva. Os resultados clínicos mostraram que o modelo utilizado para induzir a periodontite foi efetivo. Observaram-se alterações histomorfológicas nas estruturas dos corpúsculos renais dos animais com periodontite. Os resultados dos marcadores de função renal não apresentaram mudanças significativas entre os grupos. Com relação à análise do sedimento urinário, o número de cristais foi aumentado nos grupos periodontite e a área dessas estruturas aumentou significativamente no grupo P40. O intuito deste trabalho é complementar os achados de alterações renais provocado pela periodontite e melhor entender o mecanismo que atua em tais mudanças.

  • REYCA RODRIGUES E SILVA
  • Papel do óxido nítrico e da COX-2 no efeito protetor do β-cariofileno em modelo de mucosite intestinal induzida por 5-fluorouracil
  • Orientador : GILBERTO SANTOS CERQUEIRA
  • Data: 31/01/2018
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  • A mucosite é uma síndrome caracterizada por ulceração de toda mucosa do TGI, e ocorre em cerca de 40% dos pacientes com câncer tratados com o 5-fluorouracil, porém ainda não existe uma abordagem terapêutica específica para esta patologia. O β-cariofileno (BCF) é um sesquiterpeno que vem sendo amplamente estudado, por demonstrar efeito antioxidante e anti-inflamatório em diversas condições inflamatórias. Neste contexto, o presente estudo visa investigar o efeito do BCF em modelo de mucosite intestinal induzida por 5-FU.  Camundongos Swiss machos receberam salina (0,9%, i.p.) ou 5-FU (450 mg/Kg, i.p. dose única). Após 24h da administração de 5-FU, administrou-se BCF (10, 30 ou 100 mg/kg, gavagem) durante dois dias e os animais foram eutanasiados no quarto dia do protocolo experimental. Os segmentos do intestino delgado foram coletados para a análise dos seguintes parâmetros: perda ponderal, alterações histológicas, leucograma, dosagens de MDA, GSH, MPO, contagem de mastócitos, marcação de IL-1β por imunohistoquímica, dosagem de NO, expressão gênica de iNOS por qPCR, e marcação de COX-2 por imunohistoquímica. O BCF não preveniu a perda de peso induzida pelo 5-FU, porém, na dose de 10mg/kg, preveniu a leucopenia e reduziu as alterações histopatológicas induzidas pelo quimioterápico no duodeno. O BCF também reduziu (p<0,05) o estresse oxidativo (por diminuir os níveis de MDA e aumentar GSH) e a inflamação (por reduzir os níveis de mastócitos, MPO e expressão de IL-1β) induzida pelo 5-FU. No duodeno, a administração de L-NAME ou celecoxibe promoveu um efeito sinérgico ao do BCF, reduzindo (p<0,05), respectivamente, a expressão de iNOS  e a imunomarcação de COX-2, quando comparado ao grupo tratado com 5-FU. Diante disto, os resultados indicam que o BCF apresenta um efeito protetor na mucosa intestinal, por demonstrar propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, o qual parece ser mediado pela inibição via do NO e da COX-2, em modelo de mucosite intestinal induzida por 5-FU.

  • JOÃO ANTÔNIO LEAL DE MIRANDA
  • EFEITO DA GOMA DO CAJUEIRO (Anacardium occidentale L.) NA MUCOSITE INTESTINAL INDUZIDA POR 5-FLUOROURACIL
  • Orientador : GILBERTO SANTOS CERQUEIRA
  • Data: 31/01/2018
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  • A mucosite intestinal é uma complicação frequente no tratamento do câncer com
    agente quimioterápico 5-fluorouracil (5-FU). Até o momento ainda não existe
    tratamento eficaz deste agravo. Na busca de novas alternativas terapêuticas para
    a redução dos efeitos colaterais oriundos do 5-FU no tratamento do câncer, vários
    produtos naturais tem sido testados. A Goma do Cajueiro (GC) (Anacardium
    occidentale L.) tem sido reportado, como um potente anti-inflamatório, bem
    como atividade antibacteriana, antifúngica, anti-leishmaniose e antiulcerogênica.
    Diante disso, o presente estudo objetiva avaliar o efeito da Goma do Cajueiro,
    um heteropolissacarídeo extraído do exsudato de Anacardium occidentale L., na
    mucosite intestinal induzida por 5-fluorouracil em camundongos Swiss. Para
    isso, foram utilizados camundongos Swiss (25-30 g), dos quais foram divididos
    em 5 grupos (n=6), que correspondem a grupo salina, grupo 5-FU, GC 30, GC
    60, GC 90. Seguido os quatro dias de tratamento, os animais foram eutanasiados,
    e porções dos segmentos intestinais foram removidos para avaliação da mucosite,
    através dos parâmetros análise ponderal, taxa de mortalidade, análise
    histopatológica e morfométrica, leucograma, malondialdeído (MDA),
    mieloperoxidase (MPO), Glutationa (GSH), contagem de mastócitos,
    imunohistoquimica para interleucina 1 beta (IL-1β) e cicloxigenase 2 (COX-2).
    O 5-FU causou intensa perda ponderal, comprometimento da barreira epitelial,
    promovendo a redução da altura das vilosidades, perda da integridade do epitélio
    intestinal caracterizada por descontinuidade do tecido, além de vacuolização das
    células da mucosa intestinal e intenso infiltrado de células inflamatórias
    comparadas ao grupo salina. Por outro lado, a GC 90 (goma do cajueiro na
    concentração de 90 mg/kg) preveniu as alterações histopatológicas promovidas
    por 5-FU; bem como diminuiu o estresse oxidativo, através da atenuação dos
    níveis de MDA e aumento da concentração de GSH; diminuiu o processo
    inflamatório, através da diminuição de MPO, contagem de mastócitos teciduais,
    expressão de IL-1β e COX-2 e iNOS. A GC 90 também reverteu a leucopenia
    provocada pelo tratamento com 5-FU, mas não foi capaz de reverter a perda
    ponderal. Conclui-se que a GC 90, reverteram os efeitos da mucosite intestinal
    induzida pelo 5-FU, figurando-a com um agente protetor na mucosite intestinal
    induzida por quimioterápico.

  • ANA PATRÍCIA DE OLIVEIRA
  • Efeito protetor do Lactobacillus reuteri DSM 17 938 na lesão gástrica induzida por etanol em camundongos: papel da inibição do receptor TRPV1
  • Orientador : JAND VENES ROLIM MEDEIROS
  • Data: 24/01/2018
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  • O etanol tem a capacidade de lesar diretamente a mucosa gástrica, e um dos mecanismos pelos quais ele causa este dano é através da ativação dos receptores de potencial transitório do tipo vanilóide 1 (TRPV1), liberação de Substância P (SP) e ativação do receptor de neuroquinina tipo 1 (NK1). Algumas bactérias ácido-lácticas e seus produtos possuem atividade gastroprotetora em lesões induzidas pelo etanol, com diminuição dos níveis de SP. Além disso, Lactobacillus reuteri DSM 17938, exibe atividades terapêuticas por meio da inibição do TRPV1. Assim, este estudo avaliou o efeito do L. reuteri nas lesões gástricas induzidas por etanol e seu possível mecanismo de ação. Camundongos swiss (25-30g) foram pré-tratados oralmente com solução salina (0,9%) ou 108 UFC de L. reuteri por 14, 7 e 3 dias. No quarto, oitavo e décimo quinto dia, os animais suplementados com DSM e solução salina receberam etanol a 50% (0,5 mL / 25 g v.o.) ou solução salina. Para avaliar o papel da inibição da ativação do TRPV1 ou do NK1, os camundongos suplementados com Lactobacillus reuteri receberam resiniferatoxina (RTX-3 nmol/kg) via oral com etanol a 50% e 1 μmol/L para 20 g, via i.p. de SP no quarto dia, respectivamente. As amostras de cada estômago foram removidas para avaliação macroscópica, histopatológica e análises bioquímicas (Malondialdeído-MDA, Nitrito- Nox, Glutationa-GSH e Superóxido dismutase-SOD). Foi realizada imuno-histoquímica para TRPV1, e a concentração de substância P foi mensurada por ELISA. Também foi avaliado o muco aderido à parede gástrica e a secreção ácida. L. reuteri DSM 17938 reduziu o dano gástrico induzido pelo etanol (P <0,001). 3 dias de pré-tratamento com L. reuteri apresentou taxa de inibição da lesão de 90,26%. L. reuteri também reduziu os níveis de MDA e nitrito quando comparado ao grupo lesado (P<0,01) e manteve os parâmetros antioxidantes basais de GSH e SOD (P <0,001). Os efeitos da suplementação de L. reuteri foram significativamente revertidos com a administração de RTX, com aumento de MDA e Nox (P <0,001) e diminuição de GSH e SOD (P <0,0001). Lactobacillus reuteri não foi capaz de prevenir a lesão causada pela administração de SP e etanol. A expressão de TRPV1 foi significativamente menor no grupo tratado, quando comparado ao grupo lesionado. O conteúdo de substância P no tecido gástrico foi reduzido com o probiótico, em comparação ao grupo lesado (P<0,05). Além disso, o L. reuteri elevou os níveis de muco na mucosa gástrica e manteve os níveis basais de secreção de ácido (p <0,05). Assim, o estudo demonstra os efeitos protetores de L. reuteri no dano gástrico induzido pelo etanol, que em parte se dá pela inibição da ativação do receptor TRPV1, com redução de substância p e do estresse oxidativo.

2017
Descrição
  • LARISSA DOS SANTOS PESSOA
  • AVALIAÇÃO DA EXTENSÃO E SEVERIDADE DOS DANOS HEPÁTICOS CAUSADOS PELA PERIODONTITE EXPERIMENTAL
  • Orientador : DANIEL FERNANDO PEREIRA VASCONCELOS
  • Data: 03/08/2017
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  • A periodontite é doença inflamatória crônica desencadeada por uma infecção
    bacteriana, que acomete os tecidos periodontais e pode resultar em alterações
    sistêmicas, sendo o fígado um dos principais órgãos acometidos. Existem vários fatores
    que podem estar associados com a dispersão da periodontite para outros sítios, tais
    como a migração das bactérias e seus produtos (lipopolissacarídeo), a resposta
    exacerbada do sistema imunológico (polimorfonucleares e citocinas) e o estresse
    oxidativo (peroxidação de lipídeos). No fígado esses fatores podem resultar em uma
    lesão conhecida como esteatose, caracterizada pelo acúmulo de lipídeos no interior das
    células. Este estudo teve como objetivo investigar se há proporção entre os sítios de
    indução de periodontite com a extensão e severidade do dano hepático. Foram
    utilizadas 18 ratas divididas em três grupos de seis animais: controle, sem ligadura;
    periodontite 1, com uma ligadura; periodontite 2, com duas ligaduras. As ratas foram
    submetidas à análise dos seguintes parâmetros periodontais: Índice de sangramento
    gengival, medida de profundidade de sondagem, mobilidade dentária e medição da
    perda óssea alveolar. Nas amostras gengivais foram realizadas as dosagens da
    atividade de mieloperoxidase (MPO) e de malondialdeído (MDA). No tecido hepático
    foram dosados os nivéis de MDA, glutationa (GSH), colesterol, triglicerídeos e a
    atividade de MPO. As amostras de fígado foram submetidas à avaliação
    histopatológica. Por fim, foram dosados os níveis séricos de alanina aminotransferase
    (ALT) e aspartato aminotransferase (AST). Os resultados dos parâmetros da avaliação
    periodontal demonstraram que o modelo de periodontite foi eficaz. Os grupos com
    periodontite não diferiram significativamente em relação à atividade de MPO e aos
    níveis de MDA nas amostras de tecido gengival, mas apresentaram valores
    significativos quando comparados ao grupo controle. A avaliação do peso corporal dos
    animais e do fígado não apresentou diferenças significativas entre os três grupos. A
    avaliação histopatológica dos grupos com periodontite demonstrou a presença de
    esteatose, diferentemente do observado no controle. Na análise dos escores de
    esteatose os grupos com ligadura não diferiram significantimente entre si, contudo
    apresentaram resultados significantes na comparação com o grupo controle. Os
    parâmetros de inflamação, necrose e densidade de mastocitos foram observados nos
    três grupos, no entanto não foi evidenciado diferenças significativas entre eles. A
    análise da atividade de MPO nas amostras de tecido hepático não apresentou
    mudanças significativas entre os três grupos do estudo. Os níveis de GSH, MDA,
    colesterol total e triglicerídeos nos grupos com periodontite não demonstraram
    diferenças signficativas, porém quando comparados com o grupo controle os resultados
    foram signficativos. Em conclusão, nossos resultados demonstraram que uma ou duas
    ligaduras induzindo periodontite foram suficientes para causar esteatose hepática.

  • MARIANA DE SOUZA COSTA
  • DIFERENTES EFEITOS DE DUAS DOSES DE LASER DE BAIXA INTENSIDADE EM MODELOS EXPERIMENTAIS DE INFLAMAÇÃO
  • Orientador : MARCELO DE CARVALHO FILGUEIRAS
  • Data: 29/06/2017
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  • Introdução: A Terapia a Laser de Baixa Intensidade (LBI) é um procedimento terapêutico que vem tomando papel de destaque no meio clínico, tendo em vista seus efeitos biológicos no tecido de maneira não térmica e sendo uma opção terapêutica eficaz e com menos efeitos colaterais em comparação à terapia convencional com anti-inflamatórios. Apesar dos efeitos clínicos já relatados em diversos estudos científicos, os mecanismos envolvidos com a fotobiomodulação por LBI ainda não são totalmente compreendidos e esclarecidos, havendo grande divergência quando se trata de parâmetros dosimétricos. Ainda não há consenso sobre dose e efeito, contudo estudos mostram que os parâmetros do laser quando aplicados de maneira incorreta, provavelmente gerarão tratamentos ineficazes.  O processo inflamatório pode ser definido como um complexo de reações em resposta a um estímulo agressor interno ou externo cujo principal objetivo é livrar o organismo do fator causador da lesão. No entanto, se a destruição alvo e a reparação assistida não são progressivas, a inflamação pode ser desregulada levando a danos ao tecido. Objetivos: Descrever o efeito de duas doses diferentes do Laser de Baixa Intensidade em modelos experimentais de inflamação. Metodologia: Camundongos Swiss foram distribuídos em 4 grupos em diferentes experimentos, Grupo Salina (recebeu apenas injeção de solução salina a 0,9%); Grupo que recebeu agente flogístico (Cg, dextrana, serotonina, histamina ou bradicinina); Grupo Laser 1(recebeu a injeção de agente flogístico e tratamento com Laser 1J/cm² (L1) e Grupo Laser 5 (L5- recebeu agente flogístico e tratamento com Laser 5J/cm²). Foram avaliados variação de volume de pata, ação da mieloperoxidase (MPO) e análise histológica. Ainda foi realizado experimento com indução de peritonite por carragenina. Foram avaliados Permeabilidade vascular, ação da mieloperoxidase (MPO), dosagem de glutationa (GSH), dosagem de malondialdeído (MDA) e migração neutrofílica. Resultados: Obtivemos redução em todos os edemas com tratamento laser na dose de 1J/cm² e redução de escores histológicos. Além de diminuição na migração neutrofílica e níveis de Malondialdeído (MDA), bem como preservação nos níveis de Glutationa (GSH). Porém, o mesmo não foi obtido com a dose de 5J/cm² para os edemas de caráter vascular (dextrana e histamina), edema de Carragenina e permeabilidade vascular. Conclusão: Estes resultados nos sugerem que o laser na dose de 1J/cm² tem ação de caráter celular e vascular, já que foi capaz de reverter todos os edemas e análises da peritonite; e o Laser na dose de 5J/cm² possivelmente tem ação apenas de caráter celular na inflamação aguda.

  • FELIPE RODOLFO PEREIRA DA SILVA
  • Avaliação da associação entre polimorfismos nos genes das interleucinas 1A, 1B, 17A E 17F e o risco no desenvolvimento de periodontite: achados de metanálise
  • Orientador : DANIEL FERNANDO PEREIRA VASCONCELOS
  • Data: 12/06/2017
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  • A periodontite resulta da resposta inflamatória causada pelo acúmulo de microrganismos no periodonto. Polimorfismos genéticos em diversas citocinas tem sido relatados com papel preponderante no risco de desenvolvimento e progressão da doença, contudo há uma limitação em estudos genéticos devido seu frequente número amostral reduzido. Uma importante ferramenta estatística capaz de anular o limitado poder amostral de estudos genéticos por meio da combinação dos estudos é a metanálise. Visto tais aspectos, este estudo objetivou realizar metanálises abordando achados publicados na literatura sobre os polimorfismos -889 C/T no gene da interleucina 1A, +3954 C/T no gene da interleucina 1B, -197 A/G no gene da interleucina 17A e -7488 T/C no gene da interleucina 17F e o risco de periodontite. A identificação, seleção e análise dos dados foram realizadas seguindo um protocolo para revisões sistemáticas e metanálises. Os cálculos da metanálise foram obtidos por uso do software estatístico Review Manager versão 5.2 com cálculo de heterogeneidade (I²) e índice Odds Ratio (OR) para seis diferentes modelos genéticos com base em combinações alélicas e genotípicas. Para avaliação de viés de publicação foi utilizado o software Comprehensive Meta-analysis versão 3.3070 com cálculo do teste de regressão linear de Egger, teste de Begg e assimetria no Funnel-plot. Os valores de P<0,05 foram considerados estatisticamente significantes. Todos os dados dos estudos foram dados dicotômicos expressos como índice OR com 95% de intervalo de confiança (IC) para avaliar a possível associação entre polimorfismos nos genes das interleucinas mencionadas e o risco de desenvolvimento de periodontite. Como resultados três artigos de metanálise compuseram este trabalho. Na avaliação geral foram identificados um total de 21 artigos para o polimorfismo no gene da IL-1A, 54 para o polimorfismo no gene da IL- 1B, e sete estudos para ambos os polimorfismos nos genes da IL-17A e IL-17F foram encontrados. Os polimorfismos -889 C/T e +3954 C/T foram associados ao elevado risco de desenvolvimento de periodontite crônica, contudo os polimorfismos nos genes da IL-17A e IL-17F não tiveram associação significante com a doença. As análises iniciais evidenciaram que apenas o polimorfismo no gene da IL-1B foi associado à doença em população miscigenada (P<0,05). Mais estudos são requeridos para melhor avaliar a influência desses polimorfismos no risco de desenvolvimento de periodontite.

     

  • YHASMINE DELLES OLIVEIRA GARCIA
  • ASSOCIAÇÃO DE POLIMORFISMOS NOS GENES GSTM1 E GSTT1 COM A SUSCEPTIBILIDADE AO DIABETES MELLITUS TIPO 2
  • Orientador : FRANCE KEIKO NASCIMENTO YOSHIOKA
  • Data: 05/06/2017
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  • O Diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença complexa caracterizada por hiperglicemia crônica associada às complicações metabólicas decorrentes da adoção de estilos de vida pouco saudáveis, sobretudo a obesidade. A base etiológica do DM2 é determinada pela interação de fatores genéticos e ambientais. Dentre os fatores genéticos, vários polimorfismos em diversos genes são associados por aumentar o risco ou elevar a predisposição para o desenvolvimento do DM2. Nesse contexto, polimorfismos nos genes das Glutationas-s-transferases (GSTM1 e GSTT1), responsáveis pela codificação de enzimas envolvidas na proteção contra o estresse oxidativo, também podem contribuir na susceptibilidade ao DM2, visto que defeitos na defesa antioxidante desempenham um papel importante na etiologia e nas complicações diabéticas. Diversos estudos têm demonstrado uma associação entre os genótipos GSTM1 nulo e GSTT1 nulo com um aumento na susceptibilidade ao DM2. Assim, este estudo caso-controle visa associar os polimorfismos de deleção de GSTM1 e GSTT1 com a susceptibilidade ao DM2 na população de Parnaíba - PI. Um total de 380 portadores do DM2 e 282 indivíduos saudáveis foram incluídos neste estudo. Os polimorfismos de deleção GSTT1 e GSTM1 foram genotipados por PCR multiplex. Dos 662 indivíduos avaliados, 80,8% pertenceram ao gênero feminino, sendo 46,6% com idade média de 65 anos. Os resultados da distribuição dos genótipos entre os grupos mostraram que a frequência de GSTM1 nulo foi 30,96% nos grupos caso e 33,05% no grupo controle. Já a frequência de GSTT1 nulo foi de 19,85% nos casos e 20,76% nos controles. Não houve diferença significativa na distribuição dos genótipos entre os grupos, nem susceptibilidade associada aos polimorfismos de deleção GSTM1 nulo (X²= 0,29, p= 0,64; OR= 0,90; IC= 0,64-1,28; p=0,65) e GSTT1 nulo (X²= 0,077; p= 0,78; OR= 0,94; IC= 0,63-1,41; p=0,86) com o DM2. Os genótipos de risco combinados, (GSTM1 nulo/ GSTT1 nulo) foram pouco frequentes em ambas as populações (12,29% e 12,43%) e não foram associados com a susceptibilidade ao diabetes em relação aos dois genótipos presentes (OR = 0,96; IC = 058-1,60; p = 1,00). No entanto, a combinação dos genótipos (GSTM1 presente/ GSTT1 presente) foi predominante em ambos os grupos (58,09% e 61,65%), com maior proporção no grupo caso (p<0,004). Por meio da regressão logística, o genótipo GSTT1 nulo foi previsto significantemente pela idade avançada e pelo fumo (p= 0,05) e os indivíduos com DM2, portadores do genótipo GSTM1 nulo, apresentaram níveis mais elevados de glicemia em jejum (p= 0,002), enquanto os indivíduos com o genótipo GSTT1 nulo apresentaram maiores índices de glicemia em jejum (p< 0,001), hemoglobina glicada (p= 0,045) e HDL-colesterol (p= 0,038). Estes resultados sugerem que, embora os genótipos nulos de GSTM1 e GSTT1 não estejam associados com a chance de desenvolver DM2, podem produzir efeitos relevantes nos parâmetros clínicos contribuindo para a etiologia e complicações dessa patologia

  • KARLA PATRÍCIA UCHÔA DA SILVA
  • ESTUDO DA ASSOCIAÇÃO DO POLIMORFISMO MMP-9 Q279R (rs17576) COM O CÂNCER DE PRÓSTATA E SUAS VARIÁVEIS CLÍNICAS E PATOLÓGICAS EM UMA POPULAÇÃO DO NORDESTE BRASILEIRO
  • Orientador : FABIO JOSE NASCIMENTO MOTTA
  • Data: 12/04/2017
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  • O câncer de próstata (CaP) é uma das neoplasias malignas mais comuns entre os homens com idade superior a 65 anos. Trata-se de uma patologia de etiologia bastante heterogênea e possui distribuição mundial. As metaloproteinases de matriz (MMPs) são enzimas proteolíticas dependentes de zinco que desempenham papéis essenciais em processos fisiológicos e patológicos no organismo, inclusive nas etapas de desenvolvimento e progressão do câncer. Nas regiões promotoras dos genes MMP, existem variações genéticas específicas que afetam a sua expressão, e estas têm sido associadas à suscetibilidade a diversas patologias, dentre elas o câncer. Este fato tem motivado a realização de diversos estudos de associação genética com vários tipos de câncer, incluindo o CaP. A variante polimórfica MMP-9 Q279R possui uma distribuição bastante heterogênea em diferentes populações mundiais e está associada com diversas patologias multifatoriais. O presente estudo caso-controle teve como objetivo estimar a prevalência do polimorfismo MMP-9 Q279R, bem como verificar sua associação com o CaP com suas características clínicas e patológicas em uma população do nordeste brasileiro. Foram incluídos no estudo 183 pacientes com CaP e 193 controles do estado do Piauí. Após a extração do DNA a partir das amostras provenientes dos casos e dos controles, o polimorfismo foi analisado por meio da técnica de Reação em Cadeia da Polimerase seguida de digestão enzimática com endonucleases de restrição por meio da técnica Polimorfismo no Comprimento do Fragmento de Restrição (PCR–RFLP). Na análise estatística foram utilizados o teste qui-quadrado e o modelo de regressão logística binária ajustado por idade [odds ratio (OR), com intervalo de confiança de 95% (IC), e valor de significância (P<0,05)] para verificar a distribuição dos genótipos entre os casos e controles, e verificar a associação deste polimorfismo com as variáveis clínicas nos pacientes com CaP. A população estudada, casos e controles, está em equilíbrio de Hardy-Weinberg. Houve maior frequência do genótipo AA (40,4%) e do alelo A (65,5%) entre os controles, e maior frequência de AG+GG (62,3%) e do alelo G (36,3%) entre os casos, entretanto sem associação estatisticamente significativa. Além disso, não houve evidências de associação significativa entre esta variante e os parâmetros clínicos e patológicos do CaP. Apesar deste estudo não ter mostrado associação entre o MMP9 Q279R e o CaP, acredita-se que este SNP seja um potencial marcador para prognóstico e que futuramente possa ser utilizado em possíveis estratégias de tratamento personalizado em CaP.

  • VALÉCIA NATÁLIA CARVALHO DA SILVA
  • IMAGINAR O ATO MOTOR RECRUTA MAIS O CÓRTEX PRÉ-FRONTAL DORSOLATERAL DO QUE A PRÓPRIA EXECUÇÃO DO MOVIMENTO.
  • Orientador : VICTOR HUGO DO VALE BASTOS
  • Data: 03/04/2017
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  • A Imagética Motora consiste na habilidade de gerar processos cognitivos de percepção e ação na ausência do movimento, conceito este muito estudado no âmbito da reabilitação e desempenho motor. Muitos estudos reforçam a ativação de áreas corticais responsáveis pela memória de trabalho, planejamento e execução motora, mas há ainda muitas lacunas quanto à eficácia deste conceito frente a um ato motor.  Dessa forma, deste trabalho visou compreender o comportamento cortical e atividade espectral da banda beta durante a realização de tarefas relacionadas ou não ao ato motor. Para isso, Vinte homens hígidos, idade 20 ± 1,5 anos, destros segundo o questionário de Oldfield, capacidade de imagética visual 22 ± 4 e imagética cinestésica 20 ± 4,5 segundo o Revised Movement Imagery Questionnaire participaram de um estudo experimental com delineamento cross-over onde o participante poderia iniciar com um protocolo de tratamento cognitiva (Imagética Motora) relacionado ao Ato Motor, uma diagonal de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP). Um dia antes do experimento foi realizada uma familiarização das condições utilizadas no experimento e das escalas de Humor a serem aplicadas nos dois dias consecutivos. Os resultados mostraram diferença estatisticamente significante (p = 0,0001) entre os tratamentos de Imagética Motora e FNP nas derivações eletroencefalográficas do Córtex Pré-Frontal Dorsolateral Esquerdo e Direito (F3 e F4) e diferença estatisticamente signifitiva entre os momentos antes e depois do tratamento para o estado de fadiga e vigor do participante. Foi observado um recrutamento superior no tratamento de Imagética Motora do Córtex Pré-Frontal Dorsolateral do que no tratamento do Ato Motor (FNP). Dessa forma, a Imagética Motora é uma estratégia eficaz de tratamento, pois possui um potencial para a indução de neuroplastidade em uma área de integração sensório-motora permitindo melhora da cognição e do controle motor como também do desempenho motor.

  • JOSÉ LOPES PEREIRA JÚNIOR
  • Estudo dos efeitos do alfa-bisabol na mucosite intestinal experimental induzida por 5-fluorouracil em camundongos
  • Orientador : GILBERTO SANTOS CERQUEIRA
  • Data: 03/04/2017
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  • A mucosite intestinal é um dos efeitos colaterais mais debilitantes do tratamento com 5-Fluorouracil e está associada à dor, bacteremia e desnutrição. A destruição da mucosa intestinal leva à redução da absorção de nutrientes e maior vulnerabilidade à infecção. Na atualidade não há uma terapêutica eficiente para o tratamento dessa afecção.Sendo assim algumas estratégias terapêuticas vêm sendo testadas com o intuito de melhorar o quadro desses pacientes. Pesquisas apontam que o α-bisabolol, um álcool sesquiterpeno natural monocíclico encontrado nos óleos essenciais de camomila (Matricaria chamomilla), Vanillosmopsis erythropappa e outras plantas vem apresentando atividades antioxidantes, anti-inflamatórias, antinociceptivas e cicatrizante. Assim, o objetivo deste trabalho foi descrever os efeitos do α-bisabolol na mucosite intestinal experimental induzida por 5-FU. Para isso camundongos Swiss machos receberam 5-Fluorouracil (450 mg/Kg, i.p. dose única). Após a indução da mucosite os animais receberam α-bisabolol nas doses de 50, 100 e 200 mg/kg, via nasogástrica e o grupo controle receberam DMSO 2% durante três dias. 4 horas após a última dia de tratamento realizou-se o sacrifício dos animais para retirada dos segmentos intestinais de jejuno e íleo para a análise dos seguintes parâmetros: alterações histológicas, morfometria, dosagem dos níveis de nitrito/nitrato, GSH, mieloperoxidase, imunohistoquímica e esvaziamento gástrico. Os resultados mostraram melhora na arquitetura intestinal com recuperação na altura das vilosidades e diminuição na profundidade das criptas em segmentos de jejuno e íleo, além da diminuição no infiltrado neutrofílico e aumento nos níveis de GSH. O α-bisabolol reverteu de forma significativa a mastocitose e leucopenia induzida por 5-FU, além de diminuir os níveis de nitrito. O α-bisabolol na dose de 100 mg/kg diminuiu o tempo de retenção gástrica. Em conclusão, os resultados mostram que a administração de α-bisabolol atenuou os danos inflamatórios através da diminuição de MPO e reduziu o estresse oxidativo, com aumento da GSH.

  • ANTONIO THOMAZ DE OLIVEIRA
  • Efeito do polimorfismo MAOA-VNTR sobre o erro e assimetria da banda alfa no córtex pré-frontal durante tarefa de estimativa de tempo.
  • Orientador : GIOVANNY REBOUCAS PINTO
  • Data: 31/03/2017
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  • A percepção temporal é uma habilidade inata de várias espécies de animais,
    sendo uma característica imprescindível para funções cognitivas básicas como a
    aprendizagem e tomada de decisão. Dentre os diferentes neurotransmissores que
    têm sido envolvidos com a modulação do relógio interno, a serotonina (5-HT) se
    destaca  em  variados  experimentos com seres humanos e animais. Entretanto,
    ainda não se sabe como polimorfismos genéticos associados com a regulação de
    5-HT podem contribuir para variações na  forma como processamos a dimensão
    temporal.  O presente trabalho,  com uma amostra de 97 indivíduos do sexo
    masculino, teve como finalidade investigar como o polimorfismo de repetição em
    tandem de número variável  (VNTR) na região promotora do gene MAOA pode
    contribuir para as diferenças  interindividuais no desempenho na tarefa de
    estimativa de tempo e na assimetria da banda alfa no córtex pré-frontal. Os
    indivíduos estimaram o tempo (1, 4, 7 e 9s) concomitante à  captação
    eletroencefalográfica.  Os  sujeitos  foram  genotipados por meio de  reação em
    cadeia da polimerase (PCR) e classificados de acordo com o número de
    repetições  como  portadores de alelos de alta (H-MAOA, n=59) ou baixa
    expressão (L-MAOA, n=38). Por meio de uma regressão logística, o genótipo foi
    previsto significantemente pelo  erro absoluto em 1s e  pela maior  atividade da
    banda alfa  à esquerda do córtex pré-frontal ventrolateral  (CPFVL)  em 7s
    (p<0,005). Os indivíduos L-MAOA tenderam a errar mais em 1s e a subestimar
    os intervalos temporais (1, 4, 7 e 9s). Todavia, não foi encontrado efeito principal
    do genótipo na  assimetria do córtex pré-frontal na análise de variância  de dois
    fatores. O córtex pré-frontal anterior, córtex pré-frontal dorsolateral e CPFVL
    apresentaram predominância de atividade no hemisfério direito, o que corrobora
    para a sabida importância do hemisfério direito para a percepção do tempo em
    estudos de lesão e de estimulação magnética  transcraniana.  O polimorfismo
    MAOA-VNTR mostra-se como um importante marcador para  a  resposta
    temporal, o que pode ser associado ao papel da  modulação da 5-HT  para
    impulsividade, atenção e memória de trabalho, que são  importantes aspectos do
    processamento temporal.

  • RAYNARA VERAS FARIAS
  • AVALIAÇÃO DO EQUILÍBRIO ESTÁTICO APÓS INDUÇÃO DE FADIGA MUSCULAR EM MEMBROS INFERIORES
  • Orientador : BALDOMERO ANTONIO KATO DA SILVA
  • Data: 31/03/2017
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  • A fadiga musculoesquelética pode ser definida pela incapacidade na geração e manutenção do nível de força, interferindo negativamente na capacidade de sistema nervoso central de integrar as vias aferentes e eferentes, resultando em diminuição do controle postural. A avaliação deste impacto tem sido realizada por meio de diversas variáveis que tradicionalmente avaliam a magnitude do deslocamento do corpo, por meio de ferramentas de análise linear. Entretanto, torna-se cada vez mais relevante o estudo de mais características deste deslocamento, e assim são propostas análises que observem também a estrutura do deslocamento do corpo, por meio de variáveis de análise não-linear, como as entropias. Através destes descritores, serão possíveis novas abordagens de conhecimento sobre o controle postural e a adaptação do sistema neuromuscular para a manutenção do equilíbrio frente a situações adversas, como na presença de fadiga musculoesquelética. Portanto, objetivo do estudo foi analisar os efeitos da fadiga musculoesquelética induzida em membros inferiores sobre o equilíbrio estático de jovens saudáveis em termos de magnitude e estrutura de deslocamento do centro de pressão do corpo. Além disso, foram verificadas ainda as interferências de diferentes bases apoios posturais – apoio unipodal e bipodal, de estímulos visuais e do tempo de recuperação após a indução da fadiga musculoesquelética. A amostra foi composta por 39 voluntários de 18 a 25 anos do sexo masculino e que cumpriram os demais critérios de inclusão. Todas as etapas da pesquisa foram desenvolvidas no Laboratório de Estudos de Sinais Biológicos da Universidade Federal do Piauí – UFPI, Parnaíba, Piauí. O equilíbrio estático foi avaliado por meio de uma plataforma de força nos seguintes momentos: inicial, imediatamente após e aos 10 e 20 minutos após a interrupção do protocolo de indução à fadiga em MMII. O protocolo de indução à fadiga em MMII consistiu em um protocolo incremental por meio da configuração manual de 8 níveis de resistência ao exercício em um cicloergômetro (RT 220, Movement, SP-Brasil), em um velocidade de 60 rpm. Cada nível de resistência teve duração de 4 minutos. O teste foi interrompido pelos voluntários por meio do relato de fadiga subjetiva, mensurado através da escala de Borg e sendo definida como a incapacidade de manter o esforço proposto pela atividade. Os resultados deste estudo apontam que a fadiga musculoesquelética foi capaz de alterar parâmetros estabilométricos em variáveis lineares e não-lineares, observados por meio de maior oscilação do COP e consequentemente resultando em menor eficácia de ajustes posturais para a manutenção do equilíbrio estático, deixando os indivíduos expostos mais susceptíveis a redução do desempenho esportivo, lesões musculoesqueléticas e quedas. Além disso, resultados inconclusivos nos períodos pós-fadiga apontaram que o tempo de recuperação utilizado no estudo não foi suficiente para retorno das variáveis aos valores basais. 

  • MONARA KEDMA GOMES NUNES
  • Atividade diferencial de teta e alfa frontal durante atividades cognitivas relacionadas ou não com o ato motor
  • Orientador : VICTOR HUGO DO VALE BASTOS
  • Data: 31/03/2017
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  • Oscilações eletroencefalográficas nas bandas alfa e teta refletem desempenho cognitivo e memória em tarefas cognitivas. Entretanto, o comportamento diferencial do espectro dessas duas bandas em tarefas cognitivas relacionadas ou não ao ato motor ainda não está bem esclarecido. Isto motivou a realização deste trabalho que visa compreender o comportamento espectral da banda alfa e teta frontal durante a realização de tarefas cognitivas relacionadas ou não ao ato motor, bem como a percepção de esforço mental necessário para a realização das tarefas. Para isso, Vinte e dois homens hígidos, idade 20,7 ± 1,6 anos, destros segundo o questionário de Oldfield, capacidade de imagética visual 22 ± 4 e imagética cinestésica 20,3 ±4,6 segundo o Revised Movement Imagery Questionnaire participaram de um estudo experimental com delineamento cross-over onde o participante poderia iniciar com um protocolo de tarefa cognitiva relacionada ao ato motor (imagética motora) ou um protocolo de tarefa cognitiva não relacionada com o ato motor (Rapid Visual Information Processing). Um dia antes do experimento foi realizada uma familiarização das tarefas utilizadas no experimento e das escalas a serem aplicadas. Os resultados mostraram diferença estatisticamente significante entre a tarefa cognitiva relacionada ao ato motor versus tarefa cognitiva não relacionada ao ato motor em todas as derivações eletroencefalográficas correspondentes ao córtex frontal. Além disso, não foi observada diferença estatisticamente significante na percepção de esforço mental para a realização das duas tarefas cognitivas, apesar de ter sido observado uma diferença significante dos valores de fadiga e vigor entre os momentos antes e após as duas tarefas cognitivas. O estudo constatou uma dinâmica de neuromodulação cortical onde uma mesma área facilita e inibe estruturas a fim de atingir metas e objetivos onde a tarefa de Imagética Motora demanda mais dos recursos cognitivos da área pré-frontal que a tarefa de Rapid Visual Information Processing. Estas são informações valiosas sobre o desempenho cognitivo e suas correlações com a potência absoluta de alfa e teta bem como com a percepção de esforço mental para a execução de diferentes tarefas cognitivas.

  • SAMARA GÉSSICA GERMANO FACÓ
  • ESTUDO DO CONTROLE POSTURAL NA DESSENSIBILIZAÇÃO INDUZIDA POR CRIOTERAPIA NOS PÉS
  • Orientador : BALDOMERO ANTONIO KATO DA SILVA
  • Data: 31/03/2017
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  • O controle postural emerge da integração sensório-motora, regulada por informações aferentes provenientes dos sistemas visual, vestibular e somatossensorial, e que pode ser influenciada, ainda, por aspectos cognitivos, como atenção e motivação, com o objetivo de manter a estabilidade postural, evitando, assim, a ocorrência de quedas. Alterações nas aferências somatossensoriais tem demostrado efeito negativo sobre o controle postural. O objetivo da pesquisa foi avaliar as oscilações posturais, em equilíbrio estático, de indivíduos saudáveis submetidos à indução de alteração somatossensorial por crioterapia nos pés. Foram incluídos 36 adultos jovens saudáveis, com idade entre 19 e 25 anos e do sexo masculino. O experimento foi conduzido em duas etapas. Na primeira os participantes realizaram a avaliação do equilíbrio estático (antes da crioterapia), em quatro posturas (bipodal com olhos abertos, bipodal com olhos fechados, unipodal com olhos abertos e unipodal com olhos fechados). Na segunda etapa, foi realizada a dessensibilização dos pés por crioterapia durante 20 minutos e, em seguida, avaliada novamente a estabilometria em três momentos (imediatamente, com 10 e 20 minutos após a crioterapia). Foram realizadas análises da magnitude e estrutura dos deslocamentos do centro de pressão do corpo, por meio de dados adquiridos em plataforma de força. Os resultados encontrados demonstram alterações de índices posturais, após indução experimental de dessensibilização, nas posturas bipodal com olhos abertos e unipodal com olhos abertos e fechados. A redução de aferência somatossensorial originada dos mecanorreceptores dos pés demonstrou que corpo requer maior atenção para controle o equilíbrio, promovendo uma reorganização dos sistemas de controle postural, evitando possíveis quedas.

  • THIAGO NOBRE GOMES
  • PREVALÊNCIA E INFLUÊNCIA DOS POLIMORFISMOS -308 G/A (rs1800629) E -238 G/A (rs361525) DO GENE TNF-α EM PACIENTES COM DENGUE, EM UMA POPULAÇÃO DO NORDESTE DO BRASIL.
  • Orientador : ANNA CAROLINA TOLEDO DA CUNHA PEREIRA
  • Data: 31/03/2017
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  • A dengue é uma arbovirose responsável por afetar milhões de pessoas em regiões tropicais e subtropicais no mundo, permanecendo como importante problema de saúde pública por suas crescentes taxas de incidência e morbimortalidade. Pesquisas têm demonstrado que os mecanismos de patogênese da doença são complexos, e que a interação entre fatores inerentes ao Dengue virus (DENV), ao ambiente e ao hospedeiro humano é determinante na susceptibilidade individual à dengue, bem como nas variações das suas manifestações clínicas e no risco de progressão para formas graves. Polimorfismos de nucleotídeo único (SNP’s) no gene TNF-α são exemplos de fatores genéticos do hospedeiro implicados na modulação da resposta imune no combate à infecção causada pelo DENV, bem como nas variações entre indivíduos na dinâmica da patogênese da dengue. Considerando a heterogeneidade de resultados dos estudos genômicos de associação em diferentes populações, a presente pesquisa objetivou investigar a prevalência dos SNP’s -308 G/A (rs1800629) e -238 G/A (rs361525) do gene TNF-α em pacientes sintomáticos e assintomáticos infectados pelo DENV, e em indivíduos controles oriundos da população da cidade de Parnaíba-PI. Avaliou-se ainda a influência destes polimorfismos no delineamento das manifestações clínicas dos pacientes com dengue, e seus possíveis papéis na proteção, susceptibilidade e/ou risco de progressão para formas graves da doença. Os SNP’s foram investigados por PCR em Tempo Real, com amostras de DNA de 158 pacientes do grupo de casos positivos (DEN), 123 indivíduos do grupo controle, e 83 indivíduos do grupo assintomático (ASS). As análises estatísticas incluíram o Teste de Qui-quadrado (x²) e o Teste Exato de Fisher para verificar o equilíbrio de Hardy-Weinberg na distribuição das frequências genotípicas e alélicas, Odds Ratio, e o Teste de Wilcoxon Pareado para comparar as distribuições das frequências das manifestações clínicas, sendo considerado p<0,05 como nível de significância. Nas análises das frequências alélicas em ambos os SNP’s, a presença do alelo A foi maior no grupo DEN quando comparado ao grupo controle, porém sem diferenças estatisticamente significativas, e quando tais frequências foram comparadas ao grupo ASS, a presença do alelo A foi maior no grupo DEN, porém sem diferenças estatisticamente significativas. Nas análises das frequências genotípicas isoladas em ambos os SNP’s, a presença do genótipo G/A + A/A foi maior no grupo DEN quando comparado ao grupo controle, porém sem diferenças estatisticamente significativas, e quando tais frequências foram comparadas ao grupo ASS, a presença destes genótipos foi maior no grupo DEN, porém sem diferenças estatisticamente significativas. Todas as frequências genotípicas se encontraram em equilíbrio de Hardy-Weinberg. Nas comparações das frequências dos genótipos combinados G/A + G/G entre os grupos controle e DEN, ASS e DEN, e ASS e controle, não houve diferenças estatisticamente significativas. Na investigação da prevalência das manifestações clínicas nos indivíduos do grupo DEN, para ambos os SNP’s foi observada maior tendência de ocorrência em portadores do alelo A, porém sem diferença estatisticamente significativa. As frequências do alelo A de ambos os SNP’s deste estudo não diferiram significativamente das distribuições encontradas na maioria das populações do mundo. Em resumo, não foram identificadas associações significativas entre os SNP’s -308 G/A e -238 G/A do gene TNF-α e sua influência no delineamento das manifestações clínicas dos pacientes com dengue, bem como seus possíveis papéis na proteção, susceptibilidade e/ou risco de desenvolvimento de formas graves da doença na população norte-piauiense.

  • ELANNO PÁDUA ALBUQUERQUE DO NASCIMENTO
  • ATIVIDADE ANTIBACTERIANA DE BIOMEMBRANAS À BASE DE GALACTOMANANA DA FAVA DANTA INCORPORADAS COM CLOREXIDINA
  • Orientador : JOSE ROBERTO DE SOUZA DE ALMEIDA LEITE
  • Data: 24/03/2017
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  • A confecção e utilização de biomembranas biodegradáveis a partir de polissacarídeos com a incorporação de fármacos ou moléculas bioativas tem despertado o interesse da indústria para confecção de curativos usados em feridas e suturas. Essas substâncias incorporadas podem desempenhar diretamente um papel de limpeza de tecido necrótico, ou indiretamente como antimicrobiano na prevenção/tratamento de infecções, a fim de obter melhores resultados terapêuticos quando comparados a curativos tradicionais passivos, tais como os curativos de gaze e algodão. Neste estudo, apresenta-se o desenvolvimento de biomembranas a partir da galactomanana das sementes de Dimorphandra gardneriana por duas rotas (R1 e R2) de reticulação e incorporação de clorexidina. Caracterizações por FTIR demonstraram a presença de bandas entre 1560 e 1490 cm-1, características de grupos funcionais da clorexidina nos espectros das biomembranas pelas duas rotas. A caracterização por TGA/DTG não demonstrou diferença significativa entre as curvas termogravimétricas das biomembranas. Além disso, foi realizada microscopia por AFM, e os testes antibacterianos demonstraram atividade contra bactérias do gênero estafilococos e Escherichia coli.

  • NAYONARA LANARA SOUSA DUTRA BEZERRA
  • EFEITO ANTI-INFLAMATÓRIO DA FRAÇÃO POLISSACARÍDICA SULFATADA EXTRAÍDA DA ALGA MARINHA VERMELHA, Gracilaria Caudata DURANTE A COLITE EXPERIMENTAL INDUZIDA POR ÁCIDO ACÉTICO
  • Orientador : ANDRE LUIZ DOS REIS BARBOSA
  • Data: 24/03/2017
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  • As algas marinhas são consideradas uma fonte de moléculas bioativas. Dentre essas moléculas estão os polissacarídeos sulfatados, amplamente utilizados na indústria farmacêutica e bastante estudados devido às suas propriedades bioquímicas específicas. O Polissacarídeo da alga Glacilaria Caudata possui alguns efeitos farmacológicos comprovados, dentre os quais se destaca sua ação anti-inflamatória. O presente trabalho tem como objetivo avaliar a ação anti-inflamatória do polissacarídeo sulfatado da Glacilaria Caudata sobre os efeitos deletérios da colite induzida pelo ácido acético em camundongos. O polissacarídeo utilizado neste estudo foi caracterizado por Barros, et. al., 2013, usando técnicas de microanálise elementar, espectroscopia infravermelha, espectroscopia de ressonância magnética nuclear (RMN). Para os estudos farmacológicos foram usados camungongos Swiss pesando entre 25-30 g, sendo divididos em grupos de 5-7 animais. Em seguida, a colite foi induzida nos animais usando o ácido acético a 6 % após 16 horas de jejum. Após a indução da colite os animais foram tratados com o PLS nas doses de (1, 3, 10 mg/kg, i.p.) e estabelecida a dose com a melhor resposta anti-inflamatória para ser utilizada nos experimentos subsequentes. Os tratamentos com o polissacarídeo sulfatado ou dexametasona (2 mg/kg, s.c.) foram feitos 17horas e 30 minutos após a indução da colite. Os animais foram eutanasiados após 18h da indução da colite, abertas suas cavidades abdominais e retirado uma porção de 5 cm do cólon de cada animal, então foram avaliados os parâmetros macroscópicos, peso úmido e depois disso, fragmentos da mesma peça foram processados, preparados em lâminas histológicas e corados com hematoxilina e eosina para avaliação de escores microscópicos da lesão. Em seguida o tecido foi dividido e estocado em amostras para se realizar posteriormente os seguintes ensaios: dosagens de mieloperoxidase (MPO), interleucina 1 beta, glutationa (GSH), ácido malondialdeido (MDA). Os dados paramétricos foram analisados pelo teste de Newman-Keuls e para a análise dos escores microscópicos foi utilizado o teste de Kruskal-Wallis seguido pelo teste de Dunn. Com base nos resultados verificou-se que os animais tratados com este polissacarídeo na dose de 10 mg/kg demonstrou redução satisfatória da lesão intestinal, bem como uma diminuição do peso úmido quando comparado com o grupo do AA.  O polissacarídeo estudado, mostrou uma redução significativa dos testes bioquímicos avaliados, como os marcadores de migração de leucócitos (mieloperoxidase), citocina pró-inflamatória (IL-1β) e marcadores de estresse oxidativo in vivo (ácido malonildialdeído e glutationa). O polissacarídeo da alga marinha Glacilária caudata apresentou ação antinflamatória e reduziu o estresse oxidativo durante a colite induzida por AA em camundongos, podendo este representar uma alternativa terapêutica promissora para pacientes com colite ulcerativa.

  • ANTONIO DE PÁDUA ROCHA NÓBREGA NETO
  • EFEITOS DA BROMELAÍNA (derivada do Ananas comosus) EM PELE E MÚSCULO ESTRIADO ESQUELÉTICO APÓS INJÚRIA EXPERIMENTAL NA PATA DE RATAS
  • Orientador : DANIEL FERNANDO PEREIRA VASCONCELOS
  • Data: 23/03/2017
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  • A bromelaína (derivada do Ananas comosus - abacaxi) da família das proteases, conjunto de enzimas proteolíticas encontradas nos vegetais da família das Bromeliaceae, é conhecida por uma variedade de efeitos farmacológicos, apresentando propriedades fibrinolíticas, antitrombóticas e anti-inflamatórias. No entanto, de acordo com o nosso conhecimento, não há estudos sobre os efeitos da bromelaína extraida do caule do Ananas comosus em pele e músculo estriado esquelético tibial anterior (TA) em modelo de injúria por incisão experimental e concomitante análise histomorfometrica do gastrocnêmio homolateral em ratas. Então, objetivou-se avaliar os efeitos da bromelaína extraída do caule do Ananas comosus em pele e músculo estriado esquelético após modelo de injúria por incisão experimental na pata de ratas. O estudo foi conduzido com ratas (Wistar) separadas em três grupos: controle (n = 06), incisão (n = 04) e bromelaína (n = 05). A bromelaína foi administrada uma vez/dia, via i.p na dose 15 mg/kg durante 07 dias consecutivos. O potencial anti-inflamatório foi testado com atividade de mieloperoxidase (MPO) e análise macroscópica e histopatológica da pele. O potencial antioxidante foi testado com níveis de glutationa (GHS) e malondialdeído (MDA). Foi analisado histomorfometricamente o gastrocnêmio usando Software ImageJ (Image Processing and Analysis in Java) para medição de área e diâmetro de fibras, contagem de células, núcleos e núcleos/células. No grupo incisão os animais tiveram aumento da atividade de MPO, níveis de GHS reduzidos e MDA aumentado (p≤ 0,05) em pele e músculo TA, além de aumento na área das fibras do gastrocnêmio (p≤ 0,05). Contudo, a bromelaína conseguiu reverter esses achados (p≤ 0,05) e favoreceu o processo de cicatrização na pele. Em conclusão, nossos dados indicam que a bromelaína extraída do caule do Ananas comosus reduziu atividade de MPO e estresse oxidativo nos tecidos incisados. Além disso, favoreceu o processo de cicatrização na pele e reverteu o aumento na área das fibras do gastrocnêmio. Recomenda-se mais estudos com tempo superior para determinar a contribuição em diâmetros, contagem de células, núcleos e núcleos/células. Nosso modelo experimental é promissor e pode funcionar como um modelo inovador de avaliação de danos e reparo no músculo estriado esquelético, além disso, trouxe dados inéditos da bromelaína revertendo atividade de MPO e níveis de GSH e MDA. 

2016
Descrição
  • JÉSSICA ALVES RIBEIRO
  • A EMTr DE BAIXA FREQUÊNCIA (1HZ) SOBRE O CÓRTEX PARIETAL SUPERIOR AFETA O CÓRTEX PRÉ-FRONTAL DORSOLATEL EM TAREFA DE MEMÓRIA DE TRABALHO ESPACIAL
  • Orientador : SILMAR SILVA TEIXEIRA
  • Data: 24/11/2016
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  • A memória de trabalho espacial é um mecanismo cognitivo que envolve tanto a atenção quanto a interpretação do intervalo de tempo. A relação entre a memória de trabalho espacial, atenção e intervalo de tempo, tem sido amplamente investigada com diferentes tarefas, tratamentos e ferramentas de análise. Em especial, a Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva (EMTr) de baixa frequência tem sido aplicada no córtex parietal posterior e indicado modificar a atividade cortical na área de aplicação e na memória de trabalho. No entanto, nenhum estudo analisou se a EMTr aplicada a 1Hz no córtex parietal superior produz modificações no córtex pré-frontal dorsolateral em tarefas de memória de trabalho espacial. O presente estudo analisou o desempenho dos participantes em uma tarefa de memória de trabalho com duas coordenadas espaciais X e Y, em quatro diferentes intervalos de tempo, antes e após a aplicação da EMTr, nas condições sham (controle) e 1Hz (experimental) no córtex parietal superior. O sinal eletrofisiológico foi captado durante a tarefa e a potência absoluta na banda teta foi posteriormente analisada. Os resultados demonstraram a aplicação da EMTr não influencia no erro da tarefa de memória de trabalho, mas o tempo do estímulo cognitivo influenciou no desempenho da tarefa. Neste caso, quanto menor o intervalo de tempo, maior era o erro apresentado pelo participante. Além disso, o córtex pré-frontal dorsolateral direito e esquerdo apresentaram modificações corticais referentes à memória de trabalho com maior atividade da potência absoluta da banda teta em todas as condições antes da tarefa. Assim, a aplicação da EMTr no córtex parietal superior altera a memória de trabalho por meio de inibição de circuitos neurais que associam-se principalmente ao domínio parieto-frontal direito no controle da percepção temporal e memória de trabalho.

  • VANESSA ELENIA DE BRITO MASULLO
  • O POTENCIAL DOS POLIMORFISMO DO PPARg2 PRO12ALA E C1431T NA SUSCEPTIBILIDADE AO CÂNCER DE PRÓSTATA.

  • Orientador : FRANCE KEIKO NASCIMENTO YOSHIOKA
  • Data: 07/07/2016
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  • O câncer de próstata (CP) é o mais frequente câncer, do tipo não pele. Foi estabelecido que o crescimento do CP está associado a via de sinalização do receptor de androgênio, conduzindo a uma doença, a priori, androgênio dependente. Apesar dos bons resultados da castração androgênica, a doença metastática progride como uma forma resistente à castração e terapia de ablação hormonal. O estudo de outros receptores que podem estar mediando o crescimento do CP metastático androgênio independente tornou-se imprescindível. Recentes investigações apontaram a participação do receptor do ativador do peroxissomo y2 (PPARy2), o qual tem sido correlacionado com a capacidade de proteção em indivíduos diabéticos em desenvolver o CP. Existem dois polimorfismos muito estudados no PPARy, o Pro12Ala e 1431C>T. O objetivo é analisar, em um estudo caso-controle, a associação entre os polimorfismos Pro12Ala e 1431C>T do gene PPARy, seus prováveis haplótipos, com a susceptibilidade ao CP em uma população do Nordeste brasileiro. Serão analisadas amostras de DNA de leucócitos de sangue periférico, perfazendo o total de 182 indivíduos diagnosticados com CP e 182 indivíduos saudáveis, sem indícios clínicos e laboratoriais de comprometimento prostático. Os pacientes com CP foram diagnosticados pelo Departamento de Patologia do Hospital São Marcos, Teresina (PI), e o pacientes saudáveis são oriundos do Programa de Estratégia de Saúde da Família de Parnaíba (PI). As frequências genotípicas e alélicas observadas nos pacientes com CP serão comparadas com os controles, usando o teste do X2-quadrado, e serão testadas quando ao seu equilíbrio pela lei de Hardy-Weinberg. As análises de correlação, Odds Ratio (OR) em um intervalo de confiança (IC) de 95% serão avaliados por um o modelo de Regressão Logística. As estatísticas de desequilíbrio de ligação, as frequências haplotípicas e a correção para múltiplos testes por 1.000 permutações aleatórias serão obtidas por meio do programa Haploview 4.2. Até o presente foram genotipadas 142 amostras de pacientes com CP e seu respectivo controle para o Pro12Ala. O estudo do equilíbrio de Hardy-Weinberg para essas amostras e uma análise prévia dos dados demográficos já foram realizados.

  • VALDENISE CARVALHO DE SOUZA
  • Análise da associação dos polimorfismos dos genes PPARγ Pro12Ala e MTHFR C677T com o diabetes mellitus tipo 2 em uma amostra de indivíduos do estado do Piauí.

  • Orientador : FRANCE KEIKO NASCIMENTO YOSHIOKA
  • Data: 06/07/2016
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  • O Diabetes mellitus do tipo 2 (DM2) é caracterizado pela resistência à insulina, disfunção de células beta do pâncreas e gliconeogênese hepática reforçada. Nos últimos anos os cientistas têm se dedicado a encontrar os genes com suscetibilidade ao diabetes, e graças a esses esforços foi possível a identificação de vários genes candidatos ao DM2. Diversos estudos demonstram a associação entre o polimorfismo PPARy Pro12Ala e a resistência à insulina, e vários trabalhos apontam a associação do polimorfismoMTHFR C677T com elevação plasmática da homocisteína promovendo efeitos prejudiciais sobre linhagens de células secretoras de insulina, levando a diminuição de secreção de insulina e da capacidade de resposta a morte celular e complicações em portadores do DM2. O objetivo deste estudo foi determinar os perfis genotípicos dos polimorfismos PPARy Pro12Ala e MTHFR C677T em portadores de DM2 e controles. Foram estudadas amostras de DNA de leucócitos de sangue periférico de 300 indivíduos diagnosticados com DM2, atendidos nos Programas de Saúde da Família (PSF) de Parnaíba, Piauí e 300 indivíduos controle, pareados por sexo e idade. As amostras de sangue periférico foram submetidas à extração do DNA e para a análise do polimorfismo de interesse utilizou-se a técnica de reação em cadeia da polimerase, seguida por tratamento com endonucleases de restrição (PCR-RFLP). As frequências genotípicas de PPARy e MTHFR não diferiram significativamente entre os grupos portadores do DM2 e controle (PPARy p=0,271 eMTHFR p=0,161), bem como as frequências alélicas (p=0,221 e p=0,381, respectivamente). Em nenhum dos casos foi observada uma maior predisposição ao desenvolvimento do DM2 associado a qualquer dos genótipos, considerando p>0,05. Não foram evidenciadas diferenças significativas entre indivíduos com o alelo de tipo selvagem (Pro12/677C) e alelo mutante (Ala12/677T) em relação ao IMC, colesterol total, triglicerídeos, glicose plasmática em jejum, HDL, LDL, VLDL e HbA1c. Em suma, nossos dados indicam a observação prévia que os polimorfismos PPARγ Pro12Ala e MTHFR C677T podem desempenhar alguns papéis na patogênese e complicações de portadores de DM2 não são aplicáveis aos indivíduos desse estudo. Assim torna-se necessário estudos complementares com amostragem aumentada e combinados a múltiplas variantes gênicas afim de melhorar a determinação da suscetibilidade de polimorfismos com a suscetibilidade ao DM2.

  • DALVA MUNIZ PEREIRA
  • PERFIL DA DIETA PARA NEUTROPENIA NOS CENTROS DE TRATAMENTO ONCOLÓGICO NO BRASIL.

  • Orientador : GUSTAVO PORTELA FERREIRA
  • Data: 27/06/2016
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  • Introdução: A dieta para neutropenia é caracterizada, principalmente, pela exclusão de frutas e vegetais crus, sendo uma intervenção utilizada com a justificativa de reduzir a ingestão de microrganismos capazes de causar complicações, elevando as taxas de morbidade e mortalidade em pacientes imunocomprometidos. Embora largamente difundida e utilizada, as recomendações disponíveis não são padronizadas, havendo grande inconsistência entre diferentes instituições, países e continentes. No Brasil, são escassos os dados sobre os tipos de alimentos ofertados nos diferentes centros, contribuindo para as variações entre as instituições. Objetivo: Avaliar as condutas do serviço de nutrição direcionadas aos pacientes neutropênicos atendidos nos estabelecimentos de saúde (ES) para tratamento oncológico no Brasil. Metodologia: A amostra foi composta por 30 ES que, através de um profissional graduado em Nutrição, responderam a um questionário semiestruturado, desenvolvido com 29 questões abertas, fechadas e de múltipla escolha relativas ao tipo de dieta prescrita; denominação utilizada; razões para uso, parâmetros para oferta; dentre outros. O último questionamento consistia em uma lista de alimentos a serem classificados como permitidos, restritos ou proibidos conforme grupos alimentares. Resultados: Não há um padrão de oferta dietética para pacientes imunocomprometidos, com variações desde a denominação (dieta neutropênica foi o termo citado por 56,6% ES), critérios para início e suspensão da dieta, até os alimentos que fazem parte da conduta nutricional. Foi observado que no grupo de leite e derivados, 56,6% dos ES liberam iogurte, 70% liberam queijo industrializado e 56,6% proíbem o consumo de leite fermentado. Referente ao grupo dos vegetais, 80% dos ES proíbem o consumo de salada crua. Em relação ao grupo das frutas, 83,4% ofertam frutas cozidas e/ou assadas. Em 13,3% dos ES, apenas as frutas in natura de casca grossa eram utilizadas para o preparo de suco natural. Conclusão: A edição atual do Consenso Brasileiro de Nutrição Oncológica foi lançada recentemente e, talvez, ainda não tenha sido implantada nas práticas de rotina. Também devemos considerar as diferenças regionais e as limitações financeiras de muitos ES, restringindo a variedade de alimentos ofertados, já que alguns podem não ser concedidos por não fazerem parte da rotina do Serviço de Nutrição. Os Estabelecimentos de Saúde devem elaborar ferramentas de segurança alimentar, incluindo um sistema de controle microbiológico periódico e o aconselhamento do paciente e cuidadores.

  • RAYSSA KAWASAKI BRAGA FREITAS
  • Prevalência e influência de polimorfismos nos genes JAK-1 e receptor de vitamina D na modulação dos sintomas clínicos da dengue em população do nordeste do Brasil.

  • Orientador : ANNA CAROLINA TOLEDO DA CUNHA PEREIRA
  • Data: 24/06/2016
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  • A dengue é a infecção viral transmitida por artrópodes mais prevalente no mundo, endêmica em mais de 100 países da África, América, Leste do Mediterrâneo, Sudeste Asiático e Noroeste do Pacífico. A doença é causada pelo Dengue virus(DENV)pertencente à família Flaviviridae e é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. O DENV possui 4 sorotipos que não apresentam proteção cruzada entre si. A dengue pode ser classificada de acordo com sua gravidade: dengue sem sinais de alarme (DSA), dengue com sinais de alarme (DCA) e dengue grave. Fatores virais, como carga viral inoculada, e fatores do hospedeiro, como idade e polimorfismos genéticos, estão intimamente ligados ao curso da doença. Polimorfismos genéticos influenciam a resposta imune do hospedeiro através da modulação da resposta imune inata, como a liberação de citocinas. Esta modulação pode influenciar a gravidade da doença. A família de proteína quinase JAK é uma importante proteína na via de ativação de IFNα, e modula a resposta desta citocina em diversas patologias, como em doenças neoplásicas e infecções virais. A vitamina D tem um importante papel sobre a capacidade de resposta imune, agindo na regulação de monócitos/macrófagos, estimulando resposta celular, suprimindo a produção de imunoglobulinas e proliferação linfocitária. Este presente estudo avaliou a prevalência dos polimorfismos rs11208534 A/G de JAK1 e rs7975232 A/C de Receptor de Vitamina D (VDR)em amostras de pacientes infectados por Dengue virus, e amostras controle de voluntários e analisou a relação entre o genótipo e a sintomatologia apresentada pelo paciente e a gravidade da infecção. Foram coletadas 87 amostras positivas, confirmadas através de analise molecular ou sorológica e 107 amostras controle de pacientes no município de Parnaíba-PI, que foramgenotipadas para ambos polimorfismos por técnica de PCR em tempo real. Foram comparadas frequências genotípicas dos polimorfismo estudados com controles populacionais não apresentando diferença nas frequências caso-controle no polimorfismo de JAK1 porém, as frequências genotípicas de VDR apresentaram diferenças estatísticas, sugerindo susceptibilidade aos portadores do alelo polimórfico C. No condizente aos sintomas, o polimorfismo em JAK evidenciou um número maior de pacientes portadores do alelo polimórfico G apresentando sintomas que em pacientes AA. No polimorfismo em VDR, a maioria dos sintoma estavam presente em pacientes homozigóticos AA. As análises não demonstraram significância estatística quando foram comparados os casos assintomáticos com controles populacionais positivos. As frequências alélicas presentes em outras populações mundiais evidenciaram semelhanças entre nossos resultados e frequências Africanas para ambos polimorfismos. Para os dados Europeus, os dados diferem dos nossos dependendo do polimorfismo estudado. Países da Ásia mostraram diferenças significativas entre a frequência naqueles países e na nossa população. Estas divergências de resultados podem estar relacionadas com a complexidade com que a infecção pelo Dengue virus é manifestada, onde a modulação dos sintomas está relacionada com vários fatores, incluindo fatores genéticos intrínsecos do hospedeiro.

  • SARAH IZABELLY ALVES LEMOS
  • Estudo de associação de polimorfismos dos genes GSTM1, GSTT1 e GSTP1 com suscetibilidade ao uso abusivo do álcool em uma população do nordeste brasileiro

  • Orientador : RENATA CANALLE
  • Data: 04/05/2016
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  • A dependência alcoólica (DA) é definida como um conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos que se desenvolvem após frequente uso do álcool, culminando em forte desejo de consumo, dificuldade em controlar sua utilização, tolerância, entre outros. Fatores genéticos são responsáveis por uma proporção substancial da variação na dependência do álcool e em patologias associadas a seu consumo, onde, vários genes influenciam a iniciação ao uso e metabolismo, contribuindo assim para o aumento da suscetibilidade a propriedades tóxicas levando ao desenvolvimento de diversas doenças em órgãos específicos como fígado e pâncreas, câncer e dependência em alguns grupos e indivíduos vulneráveis. As Glutationas S-Transferases (GSTs) são um grupo de enzimas de fase II de metabolização que estão principalmente envolvidas na detoxificação de xenobióticos, entre eles o álcool. Polimorfismos em genes codificadores de enzimas GSTs, GSTT1*0GSTM1*0, e GSTP1 Ile105Val (rs 1695), estão associados com a diminuição ou perda de função enzimática, ocasionando a diminuição da capacidade de detoxificação, levando ao aumento da sensibilidade aos efeitos dessas genotoxinas. Essa sensibilidade é relacionada com a suscetibilidade à DA, pois leva a sintomas de aversão no indivíduo, inibindo a ingestão de álcool. Esse estudo buscou analisar a associação dos polimorfismos GSTT1*0, GSTM1*0 e GSTP1 Ile105Val (rs 1695), na suscetibilidade ao desenvolvimento de DA em uma população masculina do nordeste brasileiro, num estudo de caso-controle, onde se incluiu 138 alcoolistas e 145 controles. A detecção dos polimorfismos foi realizada pelas técnicas de PCR multiplex (GSTM1 e GSTT1) e PCR-RFLP (GSTP1), seguidas de eletroforese em gel de agarose. Após genotipadas, as frequências genotípicas e alélicas foram submetidas aos testes do qui-quadrado, exato de Fisher e Odds Ratio. A análise dos dados foi realizada no programa estatístico BioStat 5.0 (Instituto Mamirauá, Brasil) e IBM SPSS Statistics 20 (SPSS Inc, EUA), com significância estatística estabelecida em p<0,05. Na presente investigação houve uma associação positiva entre a baixa escolaridade e o uso nocivo de bebidas alcoólicas, visto que em nossa população há uma prevalência de bebedores com menor grau de instrução quando comparado com controles (p=0,05). Nossos achados evidenciaram que indivíduos com histórico familiar de uso abusivo do álcool apresentaram maior frequência no grupo de alcoolistas em relação ao controle com p<0,0001, sugerindo que exista uma transmissão herdável de transtornos de abuso de álcool em nossos indivíduos bebedores. Observou-se que o genótipo GSTM1*0 estava presente em 32,61% dos alcoolistas e em 40% dos controles, p=0,24. As frequências de GSTT1*0 para alcoolistas e controles foram de 31,88% e 40,69%, respectivamente (p=0,15). Verificou-se o genótipo GSTP1 Val/Val em 11,72% dos alcoolistas e em 15,22% dos controles (p=0,48), e a frequência do alelo Val esteve presente em 38,41% dos alcoolistas e 35,71% dos controles, p=0,47. Não houve significância estatística em nenhuma das associações dos polimorfismos isoladamente com DA. As frequências da combinação dos genótipos nulos GSTM1-/GSTT1- foram de 13,04% nos alcoolistas e 20% nos controles, revelando uma tendência à significância estatística, com p=0,09 e OR=0,52, ou seja, essa combinação pode conferir uma proteção contra a dependência ao álcool nestes indivíduos. Na análise do polimorfismo GSTT1*0 entre alcoolistas fumantes (31,65%) e controles fumantes (55,56%) houve significância estatística quando comparado os dois grupos (p=0,02), evidenciando que a presença do polimorfismo GSTT1*0 confere proteção ao desenvolvimento do uso abusivo do álcool em fumantes. A ausência de associação de risco ou proteção a DA dos polimorfismos isolados neste trabalho, não exclui totalmente a possibilidade de associação destes genes no desenvolvimento de dependência ao álcool. No entanto, se faz necessário um acréscimo no tamanho amostral, para alargar o poder de verificação estatística, e estudos envolvendo genes de outras famílias de GSTs devem ser realizados, com o intuito de se obter resultados mais satisfatórios no estudo de associação destes genes do biometabolismo com o desenvolvimento de dependência ao álcool.

     

  • KARLIANE DE ARAÚJO LIMA UCHÔA
  • VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DA LEISHMANIOSE VISCERAL EM PARNAÍBA – PI, 2010 A 2014: ANÁLISE DE INDICADORES

  • Orientador : KARINA OLIVEIRA DRUMOND
  • Data: 29/03/2016
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  • O presente estudo teve como objetivo analisar a vigilância epidemiológica da Leishmaniose Visceral (LV) em Parnaíba-PI durante o período de 2010 a 2014, por meio da construção e análise de indicadores. Os dados foram obtidos a partir do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, Sistema de Informação sobre Mortalidade, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, da planilha do resultado do inquérito canino do Centro de Controle de Zoonoses e de dois questionários semiestruturados. Foram incluídos 45 casos novos de Leishmaniose Visceral Humana (LVH) autóctone, residentes em Parnaíba (dados secundários) e 28 pacientes (dados primários). Como também 2.787 casos de Leishmaniose Visceral Canina (LVH). Parnaíba apresentou uma média de nove casos de LVH nos últimos cinco anos, o que classifica esse município como área de transmissão intensa (média de casos > 4,4) para a doença.  Ocorreu registro de LVH em todos os meses do ano, com maior número de notificações nos meses de junho 17,8% (n= 8) e outubro 17,8% (n=8). Foram identificados 56% (n=20) dos bairros como áreas de transmissão, sendo os bairros Piauí e Planalto com maior concentração dos casos, 42% (n=19). O estudo mostrou uma proporção de 22% (n=5) dos pacientes do sexo masculino na faixa etária entre 10 a 49 anos com dependência química, despertando a necessidade de fortalecimento da vigilância da coinfecção HIV/LV, pois 48,9% (n=22) dos casos tiveram sua situação ignorada para a coinfecção HIV/LV. A soroprevalência canina foi de 16% (n= 437), com variação entre 8% a 42% durante o período analisado, com franca expansão a partir de 2013 e mostrou uma razão de 1:10 de casos humanos em relação a casos caninos, respectivamente. Existiu uma lacuna em relação aos indicadores entomológicos. A pesquisa identificou uma forte relação da incidência da LV com a expansão urbana, criação de cães e os cenários produtores de matéria orgânica, sendo que a presença de galinheiro apresentou maior percentual quando comparado com os demais cenários analisados (57%). Além disso, mostrou de forma inédita a magnitude e transcendência da LV em Parnaíba. Portanto os resultados alcançados neste estudo oferecem subsídios para planejamento estratégico no controle da LV, propondo focalizar as intervenções nas áreas estratificadas, como nos cenários produtores de matéria orgânica, os quais podem ser mantenedores ativos do vetor, Lutzomya longipalpis, além de priorizar a realização do estudo entomológico, podendo dessa forma incrementar a efetividade das medidas de controle e com isso reduzir a incidência de casos de LV em humanos e caninos a longo prazo.

  • VANIA CRISTINA COSTA DE VASCONCELOS LIMA CARVALHO
  • ESTUDO DE ASSOCIAÇÃO DOS POLIMORFISMOS CCR2-Val64Ile E CCR5-Δ32 COM A SUSCEPTIBILIDADE E A AGRESSIVIDADE DO CÂNCER DE PRÓSTATA NA POPULAÇÃO DO PIAUÍ – BRASIL

  • Orientador : GIOVANNY REBOUCAS PINTO
  • Data: 11/03/2016
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  • O câncer de próstata (CaP), tem sido alvo de estudos com o objetivo de melhor entendimento das vias moleculares e fatores genéticos que influenciam a susceptibilidade, evolução e desfecho. O aumento da expectativa de vida da população, bem como as patologias que acometem a faixa etária de idosos tornaram-se tema de interesse mundial. Os homens representam uma parcela da população vulnerável do ponto de vista de intervenção em saúde, uma vez que apresentam mortalidade seis anos mais precoce que as mulheres. Entre as causas de morbidade e mortalidade neste grupo, o CaP figura como importante problema de saúde pública. Neste contexto, sobressaem-se as quimiocinas, que foram descritas como participantes no tráfico de células inflamatórias, sendo implicadas também no desenvolvimento do câncer e outras doenças de fundo inflamatório. Nas últimas décadas, as quimiocinas, e seu papel na evolução do câncer tem sido intensamente investigados. Entre estes, encontram-se os receptores CCR2 e CCR5, implicados, inicialmente no tráfico de células inflamatórias e atualmente no desenvolvimento do câncer de várias origens. Nosso estudo busca verificar associação entre o câncer de próstata e a presença dos polimorfimos genéticos CCR2-Val64Ile e CCR5-Δ32 em uma população no Estado do Piauí-Brasil, avaliando a associação com a susceptibilidade ao mesmo, PSA ao diagnóstico, estadiamento tumoral, escore de Gleason e agressividade. Também foi testada a presença de desequilíbrio de ligação entre os genes. O desenho do estudo constituiu-se de caso-controle, dispondo-se de uma amostra de 185 casos de câncer de próstata e 185 controles. Os 185 indivíduos do grupo caso tiveram suas amostras de tumor (após prostatectomia ou biópsia) ou sangue periférico genotipados para verificar a ocorrência ou não dos polimorfismos de interesse. Os 185 indivíduos do grupo controle tiveram amostras de sangue periférico genotipadas quanto aos polimorfismos em estudo. Os casos e os controles foram comparados em relação à presença do polimorfismo. Os dados foram submetidos a avaliação estatística, utilizando-se qui-quadrado. Observamos desequilíbrio de ligação moderado entre os genes avaliados. Não se observou associação entre a ocorrência de câncer de próstata e a presença dos polimorfismos CCR2-Val64Ile e CCR5-Δ32. Não foram observadas associações da presença dos polimorfismos com susceptibilidade ao CaP nem com agressividade

  • IARA ALDA DE FONTES GOIS
  • PREVALÊNCIA E INFLUÊNCIA DOS POLIMORFISMOS NOS GENES DC-SIGN (CD209), TNF- α E FCγRIIa (CD32) NA MODULAÇÃO DOS SINTOMAS CLÍNICOS DA DENGUE EM POPULAÇÃO DO NORDESTE DO BRASIL

  • Orientador : ANNA CAROLINA TOLEDO DA CUNHA PEREIRA
  • Data: 11/03/2016
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  • A dengue é uma doença antiga, grave e que nas últimas décadas tem se tornado um grande problema de saúde pública mundial. O Brasil possui um padrão endêmico da patologia, onde todos os anos são registrados inúmeros casos em todas as regiões do país, inclusive casos graves e óbitos. Atualmente a doença é classificada em dengue, dengue com sinais de alarme e dengue grave, o que permite seu rápido reconhecimento e o seu correto manejo clínico. A dengue possui uma heterogeneidade nas suas manifestações clínicas, consequência da sua complexa patogênese, onde fatores do vírus e fatores genéticos do hospedeiro podem influenciar no resultado final do seu fenótipo. Dentre os fatores genéticos do vírus, pode-se destacar o sorotipo e o genótipo do DENV, a carga viral e os fatores de virulência das cepas.  Vários polimorfismos em diversos genes humanos relacionados com a entrada do vírus nas células hospedeiras e envolvidos na resposta imune contra o patógeno têm sido descritos como fatores determinantes na modulação dos sintomas da dengue. Dentre estes, estão o FcγRIIa, VDR, DC-SIGN, IL-4, IL-6, TNF-α, INF-γ, dentre outros. O presente estudo é do tipo caso-controle, que tem como propósito avaliar a prevalência dos polimorfismos -238 G/A (rs361525) do TNF-α, -336 A/G (rs4804803) do DC-SIGN e - 131 H/R do FcγRIIa em pacientes diagnosticados com dengue na cidade litorânea de Parnaíba do estado do Piauí, no período de maio 2014 a dezembro de 2015 e verificar se há um possível papel de proteção e/ou predisposição destes quanto ao desenvolvimento da dengue e da dengue grave. Foram analisadas 87 amostras confirmadas, sendo 71 de indivíduos com FD e 16 com FHD e 115 amostras de pacientes controles e 56 de indivíduos assintomáticos, onde foram realizadas a genotipagem. As análises estatísticas incluíram o teste de Qui-quadrado, frequência genotípica e alélica, Odds Ratio e teste de Wilcoxon, além de verificar se os grupos estavam em equilíbrio de Hardy-Weinberg. Os resultados mostraram que o alelo A do polimorfismo rs36152 tem um papel protetor quanto ao desenvolvimento do conjunto dos sintomas da dengue, não protegendo, entretanto, quanto ao desenvolvimento dos sintomas graves. Não foi encontrada associação do polimorfismo do alelo G do polimorfismo rs4804803 e do rs1801274 no desenvolvimento dos sintomas. Novas pesquisas sobre os papéis de SNPs trará uma melhor previsão e compreensão do processo da patogênese do DENV, gerando melhores perspectivas quanto ao diagnóstico, tratamento e prognóstico desta patologia de grande preocupação mundial.

  • DALVA MUNIZ PEREIRA
  • PERFIL DA DIETA PARA NEUTROPENIA NOS CENTROS DE TRATAMENTO ONCOLÓGICO NO BRASIL

  • Orientador : GUSTAVO PORTELA FERREIRA
  • Data: 08/03/2016
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  • A dieta para neutropenia é caracterizada, principalmente, pela exclusão de frutas e vegetais crus, sendo uma intervenção utilizada com a justificativa de reduzir a ingestão de microrganismos potencialmente patogênicos capazes de causar complicações, elevando as taxas de morbidade e mortalidade nesta população. Restrições alimentares são colocadas como medida de segurança em indivíduos com a imunidade comprometida. Terapias antineoplásicas, aumentam o risco de infecções no paciente oncológico. No Brasil, são escassos os dados sobre os tipos de alimentos ofertados nos diferentes centros, contribuindo para as variações entre as instituições. Portanto, investigar o padrão desse tipo de dieta torna-se indispensável para planejar uma intervenção nutricional que beneficie os pacientes. O estudo teve por objetivo caracterizar o tipo de dieta oferecida aos pacientes imunocomprometidos nos Estabelecimentos de Saúde para tratamento oncológico no Brasil. O instrumento de coleta de dados foi um questionário semiestruturado, desenvolvido com 29 questões abertas, fechadas e de múltipla escolha. Dentre os assuntos abordados estão questões relativas ao tipo de dieta prescrita; denominação utilizada; razões para uso, parâmetros para oferta; frequência de treinamento dos manipuladores de alimentos. A última questão consiste em uma lista de alimentos a serem classificados como permitidos, restritos ou proibidos de acordo com os grupos alimentares. O questionário foi respondido por um profissional graduado em Nutrição, que trabalha no setor/área de Oncologia. A maior parte dos centros recomendam restrições alimentares para pacientes oncológicos com a justificativa de garantir a segurança do alimento, embora 83,4% do ES não realizem análise microbiológica das preparações oferecidas. Não há um padrão de oferta dietética para estes pacientes, com variações desde a denominação (dieta neutropênica foi o termo citado por 56,6% dos centros), critérios para início e suspensão da dieta (contagem total de neutrófilos foi o principal parâmetro utilizado), até os alimentos que fazem parte da conduta nutricional.

  • DIÊGO PASSOS ARAGÃO
  • ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA E ANTINOCICEPTIVA DE FRAÇÕES PROTEICAS DE SEMENTES DE Crotalaria retusa

     

  • Orientador : JEFFERSON SOARES DE OLIVEIRA
  • Data: 29/02/2016
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  • As plantas são fontes importantes de compostos com ações farmacológicas. Estudos relatam que proteínas advindas de sementes podem ter ações terapêuticas relevantes como, antifúngica, antimicrobiana, anti-inflamatória, antinociceptiva e anticancerígena. Diante deste potencial, o presente estudo teve como objetivo avaliar as atividades anti-inflamatória e antinociceptiva de frações proteicas obtidas a partir de sementes de Crotalaria retusa. As sementes de C. retusa foram coletadas na cidade de Parnaíba-PI e trituradas para formação de uma farinha de fina granulação, ao qual foi submetida a fracionamento segundo o método de Osborne. Eletroforese SDS-PAGE foi realizada para caracterização do perfil proteico das frações Albumina (Alb) e Globulina (Glb). Foi utilizada cromatografia por afinidade em coluna de guar gum na tentativa de purificação de lectina presente nas frações. A atividade anti-inflamatória das frações foram avaliadas pelos métodos de edema de pata (induzido por carragenina e dextrana), quantificação da atividade da enzima mieloperoxidase (MPO) e peritonite induzida por carragenina. A atividade antinociceptiva foi avaliada por testes de estímulo químico (contorções abdominais induzidas por ácido acético e formalina). Em paralelo, foi conduzido o teste de hemaglutinação para investigação da presença de lectinas. Camundongos Swiss (Mus musculus) pesando entre 25 – 28g (n = 6) foram utilizados na realização de todos os ensaios. Estes seguiram as diretrizes do Colégio Brasileiro de Experimentação Animal e os resultados expressos como média ± erro padrão (ANOVA - Newman-Kleus; p < 0,05). A análise do perfil eletroforético mostrou que as frações Alb e Glb possuem pelos menos quatro subunidades com peso molecular entre 21.1 a 64.0 Kda. Os resultados mostram que as frações Alb e Glb (5, 10 e 20mg/kg) administradas por via intraperitoneal (i.p.) foram capazes de reduzir a formação do edema de pata induzido por carragenina a partir da 2ª h do ensaio, sendo a dose de 20mg/kg de ambas com o melhor percentual de redução do edema a partir da 3ª e 4ª h, indicando que elas possam atuar inibindo a migração leucocitária. Fato este corroborado e reforçado com os dados da quantificação da enzima MPO e peritonite. A dose de 20mg/kg (Alb e Glb) reduziu significativamente a quantificação da atividade da MPO no foco inflamatório, bem como, a contagem total e diferencial de leucócitos, principalmente neutrófilos. Os resultados dos ensaios de contorções abdominais induzidas por ácido acético e formalina, mostram que as frações também apresentaram atividade antinociceptiva. A fração Glb (20mg/kg) exibiu atividade antinociceptiva em reduzir a frequência de contorções induzidas por ácido acético (0,6%) em 83,46% em comparação ao grupo controle. No ensaio de formalina, ambas as frações foram capazes de reduzir o tempo que os camundongos permaneceram lambendo/mordendo suas patas, sugerindo que sua ação não esteja associada com mecanismos centrais. Além disso, as frações mostraram atividade hemaglutinante contra todos os eritrócitos do sistema ABO, sugerindo a presença de lectinas nas frações. A presença de lectina pode estar associada com a atividade anti-inflamatória e antinociceptiva das frações Alb e Glb extraídas de sementes de Crotalaria retusa. Através da análise do perfil cromatográfico revela a presença de picos em ambas as frações, sugerindo a presença de lectinas, uma vez que, elas possuem afinidade por carboidratos.

  • LUAN KELVES MIRANDA DE SOUZA
  • EFEITO GASTROPROTETOR DO ACETURATO DE DIMINAZENO, UM ATIVADOR DA ENZIMA CONVERSORA DE ANGIONTENSIONA II, EM ROEDORES: PAPEL DA VIA ANG (1-7) / RECEPTOR MAS

  • Orientador : JAND VENES ROLIM MEDEIROS
  • Data: 17/02/2016
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  • A via da Enzima Conversora de Angiotensina II (ECA II) foi relacionada recentemente a vários efeitos benéficos no organismo, dentre eles a gastroproteção. A ECA II é responsável por converter a Angiotensina II em um peptídeo ativo denominado Angiotensina 1-7 (Ang (1-7)) que por sua vez se liga a um receptor acoplado a proteína G, o receptor MAS. Estudos atuais demonstram que o Aceturato de Diminazeno (DIME), um tripanossomicida utilizado em animais, foi descrito como um agente ativador de ECA II. Dessa forma, o referido trabalho objetivou avaliar o efeito gastroprotetor do DIME, pela via Ang (1-7)/Receptor MAS, em lesões gástricas induzidas por etanol e ácido acético em roedores. Para avaliar o efeito gastroprotetor do DIME na lesão aguda por etanol, os animais foram pré-tratados por gavagem e divididos nos seguintes grupos: grupo controle, pré-tratado somente com salina; DIME nas doses de 0,7 mg/Kg, 2 mg/Kg, 7 mg/Kg (melhor dose) e 20 mg/kg; ou omeprazol (10mg/kg). Após uma hora foi administrado etanol 50% (0,5ml/25g), e ao término dessa hora os animais foram eutanasiados e o estômago retirado e imediatamente aberto ao longo da curvatura maior para análise. Foram retiradas amostras de tecido para a análise histológica, a dosagem de glutationa reduzida (GSH) e malondialdeído (MDA). Para a análise cicatrizante do DIME na lesão crônica induzida por ácido acético os animais foram anestesiados com Xilazina (5mg/kg) e Cetamina (60mg/kg) e em seguida foi realizada a laparotomia, o estômago foi exposto e o ácido acético 40% (100µL/1min) foi administrado na parte serosa do estômago. Os animais foram tratados a partir do 2º dia até o 7º dia após a lesão. Os grupos foram tratados com: salina; DIME (7mg/kg); A-779 (5mg/Kg, antagonista seletivo do receptor MAS); A-779 + DIME; ou omeprazol (10mg/kg). O grupo controle não recebeu a administração de ácido acético e foi tratado somente com salina. Ao término do sétimo dia, os animais foram eutanasiados, o estômago retirado e imediatamente aberto para a realização das análises. Foram retirados tecidos para a análise histológica, atividade de mieloperoxidase (MPO), teste de colágeno, imunohistoquímica e citocinas (TNFα, IL-6 e IL-10). Além disso, foram realizados experimentos sobre a fisiologia gástrica como muco e secreção gástrica. Assim como foi avaliado os níveis do peptídeo Ang(1-7) em ambos os modelos de lesão gástrica. Os resultados obtidos indicam que o DIME possui atividade gastroprotetora em modelo agudo e crônico, com capacidade de promover melhora do processo de re-epitelização e cicatrização da mucosa gástrica. Sugere-se que esta ação envolve em parte, o restabelecimento dos mecanismos antioxidantes com elevação dos níveis de GSH e diminuição dos níveis gástricos de MDA, diminuição da à atividade de MPO na área da lesão, elevação do muco aderido à mucosa gástrica, diminuição dos níveis de secreção gástrica, além do reestabelecimento da camada de colágeno do Tipo I no grupo tratado com DIME. Os níveis de Ang (1-7) se elevaram em ambos os modelos de lesão gástrica. Esses efeitos gastroprotetores foram abolidos quando administrado o antagonista seletivo para o receptor MAS (A-779). Com isso, conclui-se que, o DIME preveniu e promoveu cicatrização em modelos de lesões gástricas, e que sua proteção se dá, dentre outros fatores, pela elevação dos níveis de Ang (1-7) se ligando a receptores do tipo MAS. Portanto, o DIME pode, futuramente, se tornar uma nova alternativa farmacológica no tratamento de úlceras gástricas.


  • HERCYLIANNA PAMPLONNA HELYSAROMMA ROSSA MONTURIL
  • POLISSACARÍDEO SULFATADO EXTRAÍDO DA ALGA MARINHA VERMELHA Digenea simplex DIMINUI OS PARÂMETROS INFLAMATÓRIOS E O ESTRESSE OXIDATIVO DURANTE A COLITE INDUZIDA POR TNBS EM RATOS

  • Orientador : ANDRE LUIZ DOS REIS BARBOSA
  • Data: 04/02/2016
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  • A doença inflamatória intestinal é caracterizada como uma inflamação crônica da mucosa intestinal, como exemplo, pode-se incluir a Doença de Crohn, a qual possui etiologia idiopática e mecanismos ainda incertos. Há relatos do uso de polissacarídeos de algas marinhas como antiinflamatórios e gastroprotetores. O presente trabalho teve por objetivo avaliar a diminuição da resposta inflamatória no curso do desenvolvimento da colite experimental induzida por TNBS em ratos. Para tanto, avaliou-se como parâmetros inflamatórios os escores macroscópicos e microscópicos, o peso úmido, atividade da enzima mieloperoxidase (MPO), malondialdeído (MDA), glutationa (GSH), nitrato e nitrito e as citocinas TNF-α e IL-1β. Utilizaram-se fêmeas de ratos wistar, distribuídas em quatro grupos (SAL, TNBS, PLS e DEXA) com seis animais em cada, submetidos a indução de colite por TNBS diluído em etanol a 50%. O controle do modelo foi o grupo Salina (SAL). Os animais com colite foram tratados com o polissacarídeo da alga Digenea simplex (PLS) e Dexametasona (DEXA) 1mg/Kg. Após três dias, foi coletado segmento de cólon para análises macroscópicas e microscópicas, peso úmido, dosagem da atividade de mieloperoxidase, malondialdeído, glutationa, nitrato e nitrito e das citocinas TNF-α e IL-1β. Os dados paramétricos foram analisados por do teste de Newman-Keuls e para a análise dos escores microscópicos foi utilizado o teste de Kruskal-Wallis seguido pelo teste de Dunn. Verificou-se que houve aumento do escore macroscópico e peso úmido no grupo TNBS e redução desse evento no grupo PLS. O grupo TNBS apresentou aumento na atividade de MPO no cólon em relação aos demais grupos. O grupo TNBS apresentou aumento na pontuação dos escores microscópicos em relação aos grupos tratados. O grupo PLS apresentou diminuição na concentração de malondialdeído no cólon em relação ao grupo TNBS. Em se tratando da glutationa, percebeu-se que ocorreu um aumento significativo no grupo PLS quando comparado com o grupo TNBS. O grupo TNBS apresentou aumento na concentração das citocinas (TNF-α, IL-1β) quando comparado aos grupos tratados. O grupo PLS apresentou redução na concentração de nitrato e nitrito em relação ao grupo TNBS. Concluiu-se que o polissacarídeo da alga marinha Digenea simplex apresentou ação antinflamatória e reduziu o estresse oxidativo durante a colite induzida por TNBS em ratos.       

  • LYSNARA RODRIGUES BARROS LIAL
  • FACILITAÇÃO NEUROMUSCULAR PROPRIOCEPTIVA AUMENTA A POTÊNCIA ABSOLUTA DA BANDA ALFA NO CÓRTEX PRÉ-FRONTAL DORSOLATERAL E CÓRTEX PARIETAL SUPERIOR

  • Orientador : VICTOR HUGO DO VALE BASTOS
  • Data: 07/01/2016
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  • A prática clínica dos fisioterapeutas tem como recurso a Facilitação Neuromuscular Propriceptiva, que é um conceito de tratamento que acelera a resposta do mecanismo neuromuscular por meio de movimentos em espiral e diagonal. As adaptações que ocorrem no sistema nervoso pela realização deste conceito ainda são pouco descritas na literatura. Desta forma, o objetivo deste estudo foi investigar as mudanças eletrofisiológicas no circuito frontoparietal por meio de diagonais da Facilitação Neuromuscular Propriceptiva e do movimento no plano sagital. O estudo contou com 30 participantes do sexo feminino, que foram divididas em 3 grupos (grupo controle, grupo FNP e grupo flexão). Foram realizadas medidas eletroencefalográficas antes e depois da tarefa para cada grupo. Para a análise estatística da potência absoluta da banda alfa foi realizada uma two-way ANOVA para os fatores grupo e momento. As interações entre dois fatores foram investigadas utilizando uma one-way ANOVA. Um p<0,004 foi considerado como nível de significância. Os resultados mostraram que houve um aumento da potência absoluta da banda alfa para o grupo FNP no córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo e córtex parietal superior esquerdo, de forma que, estas áreas atuam em conjunto para o planejamento da realização de uma ação motora. Portanto, devido o grupo FNP ter apresentado maior potência absoluta da banda alfa em relação aos demais grupos, este resultado mostra maior demanda das oscilações da banda alfa para o planejamento e atenção, reforçando a sua utilização para a reabilitação dos indivíduos. 

2015
Descrição
  • RAYELE PRICILA MOREIRA DOS SANTOS
  • Diagonal de membro superior aumenta mais a potência absoluta da banda beta do que o movimento de flexão no plano sagital

  • Orientador : VICTOR HUGO DO VALE BASTOS
  • Data: 11/12/2015
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  • A reabilitação dos indivíduos com algum déficit funcional é baseada em exercícios que envolvem diversas articulações e grupos musculares. Nesse contexto está inserido a Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP), conceito de tratamento apresentado como mais funcional porque envolve movimentos em diagonal, simulando assim, muitas atividades de vida diária. Frente a isso, o objetivo do estudo foi investigar quais as diferenças nas repercussões eletrofisiológicas do FNP e do movimento de flexão do ombro realizado sem o componente diagonal, sobre a dinâmica eletrofisiológica cortical, avaliada por meio da potência absoluta da banda beta. A amostra contou com 30 voluntárias, randomizadas em 3 grupos (controle, FNP livre e Flexão livre). O
    sinal eletroencefalográfico foi captado antes e depois das tarefas. Os resultados mostraram que o FNP produziu aumento da potência absoluta da banda beta no córtex parietal, região cortical cujas funções relacionam-se à integração de informações visuais e motoras. Isso também foi encontrado no córtex pré-frontal dorsolateral e córtex motor primário, gerando maior recrutamento do circuito frontoparietal para a execução das manobras. Tal resultado, mostra que o FNP tem maior efeito não somente sobre a atividade muscular periférica, mas também
    em nível cortical, justificando ainda mais sua utilização na prática clínica.

  • MOARA E SILVA CONCEIÇÃO PINTO
  • EFEITOS DOS POLISSACARÍDEOS SULFATADOS DA ALGA MARINHA Gracilaria caudata EM RATOS NO MODELO DE PERIODONTITE INDUZIDA POR LIGADURA

  • Orientador : DANIEL FERNANDO PEREIRA VASCONCELOS
  • Data: 12/11/2015
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  • A Doença Periodontal (DP) afeta milhões de pessoas no mundo, caracterizando-se pela destruição dos tecidos periodontais como ligamento periodontal, cemento e osso alveolar, envolvendo mecanismos imuno-inflamatórios. O presente estudo objetivou, de maneira inédita, investigar os efeitos dos Polissacarídeos Sulfatados (PS) da alga marinha Gracilaria caudata, utilizando o modelo de periodontite induzida por ligadura em ratos.  Foram utilizados cinco grupos experimentais com sete animais cada um: um Controle Saudável que não foi induzida a periodontite (CS), um Controle Periodontite sem tratamento (CP – solução salina mg/kg) e três grupos tratamento T1 (2,5 mg/kg PS), T2 (5,0 mg/kg PS) e T3 (10,0 mg/kg PS), sendo repetido os grupos CP e T1 num segundo ensaio, totalizando 49 ratos (Rattus novergicus, wistar, fêmeas). Foram avaliados Índice de Sangramento Gengival (ISG) e Índice de Profundidade de Sondagem (IPS), estudo morfométrico, análise de Densidade Óssea Mineral (DOM) de peças ósseas adjacentes ao modelo de indução da periodontite, concentração de Mieloperoxidase (MPO) em tecido gengival, Contagem Total de Células (CTC) em sangue periférico, histopatológico dos rins, dosagens de Glutationa reduzida (GSH) e Malondialdeído (MDA) em fígado e rins. Os resultados demonstraram que os PS (2,5mg/kg, melhor dose resposta) melhoraram ISG (63,20%, p<0,05), IPS (58,61%, p<0,05), atuaram na redução da dosagem de MPO (62,57%, p<0,05), melhoraram DOM em ramo mandibular (6,87%, p<0,05), não foi verificado alterações histopatológicas em tecido renal; porém, não alteraram significativamente (p>0,05) a altura óssea perdida pela DP, não tiveram efeitos sobre a CTC em sangue periférico, não foram capazes de reduzir o estresse oxidativo em fígado e rins pelos níveis de GSH e MDA. Pode ser concluído que os PS (2,5mg/kg) reduziram aspectos inflamatórios da periodontite, houve efeito benéfico na DOM em ramo mandibular, não desencadearam efeitos sistêmicos deletérios sobre o rim; porém, não foram capazes de reduzir a altura óssea causada pela DP e não alteraram o estresse oxidativo em fígado e rins.

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