Dissertações/Teses

2019
Descrição
  • LEÔNIDAS DA SILVA ELVA DE SÁ
  • EDUCAR EM DIREITOS HUMANOS: UMA PERSPECTIVA PARA O ENSINO DE FILOSOFIA EM SALA DE AULA
  • Orientador : GILDASIO GUEDES FERNANDES
  • Data: 10/04/2019
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  • Os direitos são conquistas e acontecem com a participação e luta das pessoas ao longo da história. Em um momento da história conquistaram direitos civis e políticos e em outros, direitos econômicos, sociais, culturais, ambientais e sexuais. Este trabalho de intervenção filosófica propõe-se desenvolver a temática, Educar em direitos humanos: uma perspectiva para o ensino de filosofia em sala de aula que tem como objetivo implementar em sala de aula a educação em direitos humanos a partir de uma visão não hegemônica, que leve em consideração as diversidades culturais na qual os estudantes estão inseridos, contribuindo para uma perspectiva do ensino de filosofia levar a um pensar e um experimentar para a possiblidade de um concepção emancipatória dos direitos humanos no seio da sala de aula. A sala de aula é um espaço fecundo para trabalhar esta proposta. Acredita-se que é necessária uma educação em direitos humanos a partir das diferenças porque a afirmação da igualdade de todos os humanos não significa igualdade física nem intelectual ou psicológica. Cada pessoa tem uma individualidade, sua personalidade, seu modo próprio de ver e de sentir as coisas. O trabalho é uma é uma intervenção filosófica que é entendida como uma práxis, que cria um vínculo que leva a um movimento teórico-prático que produz de forma reciprocamente uma transformação no mundo e no agente de transformação. O trabalho parte da fundamentação teórica os pensadores Boaventura Sousa Santos, que vai discutir a questão da visão hegemônica dos direitos humanos, que produz a ordem social capitalista, e propõe a construção de uma perspectiva contra hegemônica dos direitos humanos que leva a construção de uma sociedade pautada na dignidade humana. Hanna Arentd, leva a uma discussão para uma perspectiva de reconstrução dos direitos humanos a partir da crítica que ela faz aos direitos humanos levando em consideração o princípio de o direito a ter direitos. Gilles Deleuze e Félix Guattari, a partir de seus pensamentos, faz-se um deslocamento dos seus conceitos para a educação permitindo pensar a construção do conhecimento para ação a partir da multiplicidade da sala de aula.

  • ALEX DE MESQUITA MARINHO
  • A justiça como equidade segundo Rawls: uma proposta para o Ensino de Filosofia
  • Orientador : ELNORA MARIA GONDIM MACHADO LIMA
  • Data: 10/04/2019
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  • O presente trabalho dissertativo tem como objetivo descrever o trajeto teórico-metodológico percorrido para a realização de uma ação intervencionista de caráter filosófico junto às turmas de Filosofia da Unidade Escolar Artur Gonçalves de Sousa, pertencente à 3ª GRE – SEDUC –PI. Com base na utilização de elementos teóricos dispostos na concepção de Justiça como Equidade desenvolvida pelo filósofo norte-americano John Rawls, buscou-se desenvolver uma prática docente pautada numa atitude puramente filosófica no trabalho com a disciplina Filosofia no nível médio. A proposta de intervenção está baseada na necessidade de se obter, a partir do processo educacional, indivíduos capazes de gozar de sua cidadania enquanto pessoas munidas de autonomia política, segundo a teoria rawlsiana. Foram abordadas discussões acerca do método do equilíbrio reflexivo caracterizado como amplo e também foi demonstrada a forma como se aplicou esse método em sala de aula enquanto proposta para o ensino de filosofia. Tratou-se também da exposição de conceitos da filosofia de Rawls, tais como a posição original, autonomia política, consenso sobreposto e razão pública. A partir desse trabalho, os estudantes tiveram a oportunidade de colocar seus juízos e sistemas de crenças em questão e buscar ponderá-los de maneira a obterem uma atitude reflexiva. A intervenção filosófica propiciou um ambiente em sala de aula mais propenso à reflexão e atitude filosóficas, pois através da metodologia trabalhada os discentes puderam perceber que há condições de praticarem isso no contexto social ao qual se inserem.

  • VAGNER MARCOS COSTA LIMA
  • O ENSINO DE FILOSOFIA NO NÍVEL MÉDIO NA PERSPECTIVA DA PRÁXIS GRAMSCIANA
  • Orientador : JOSE RENATO DE ARAUJO SOUSA
  • Data: 10/04/2019
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  • RESUMO

    O trabalho tem como objeto de estudo a prática do professor de filosofia no Centro de Ensino Oscar Galvão (CEOG), escola pública, sediada no Município de Pedreiras, Estado do Maranhão, à luz da Filosofia da Práxis de Antônio Gramsci, filósofo marxista do século XX.  A filosofia da práxis de Gramsci é uma consciência política que tem a capacidade de unir a teoria e prática, e o que pretendemos é sensibilizar os docentes de filosofia, que a sua atividade em sala de aula, deve levar os seus educandos a encarar e solucionar os seus problemas a partir da atividade crítica, superando o senso comum, e propondo elevar a condição cultural da massa e dos indivíduos. O objetivo da pesquisa é levar o professor de Filosofia do Ensino Médio a fazer uma reflexão teórico-metodológico da sua prática docente a partir dos conceitos gramscianos de hegemonia do pensamento, emancipação e cidadania. Desse modo, defendemos mudanças na postura do professor, visto que o mesmo, aqui sendo considerado um intelectual orgânico, deve ter um papel decisivo na reforma intelectual e moral dos seus alunos, compreendendo que o resultado dessas reformas deve ser a reforma econômica. O trabalho será desenvolvido por meio de uma pesquisa qualitativa que envolve os professores de Filosofia da escola como principais participantes, através de entrevista semiestruturada, encontros de formação e elaboração de um jornal comunitário para ser divulgado na escola, com o intuito de estimular os alunos a debaterem os problemas do cotidiano de forma mais crítica e sistemática. Essa pesquisa ação se volta assim para os professores da disciplina de filosofia da escola acima, tudo sempre analisados com base no pensamento gramsciano.


  • FRANCISCA ALAÍNE PINHEIRO
  • A representação de Filosofia na opinião dos discentes do Ensino Médio: uma intervenção filosófica.
  • Orientador : EDNA MARIA MAGALHAES DO NASCIMENTO
  • Data: 10/04/2019
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  • A presente Dissertação de Mestrado foi intitulada “A representação de Filosofia na opinião dos discentes do Ensino Médio: uma intervenção filosófica. Trata-se de um estudo sobre o ensino de filosofia e a recepção desta disciplina segundo discentes do Ensino Médio. Esse estudo fundamenta-se na percepção de que as opiniões vigentes sobre a filosofia, produzem uma representação negativa acerca dessa área de conhecimento, que interfere na recepção dos discentes em relação ao componente curricular filosofia. Constata-se que isto inviabiliza o trabalho docente e prejudica o desempenho acadêmico dos discentes. Esta problemática, certamente, é vivenciada na experiência daqueles que lidam com ensino de filosofia, o que leva a frequentes dificuldades em efetivar um trabalho pedagógico satisfatório. Este estudo tem como objetivo compreender como se dá a representação de filosofia pelos discentes e, neste sentido, verificar se tal representação ou opinião tem interferido efetivamente na consolidação da filosofia como componente curricular do ensino médio. A filosofia enquanto saber detentor de conteúdo crítico está envolvida em controvérsias, questionamentos, isto é, trata-se de um conhecimento que tem em si mesmo seu objeto de estudo enquanto fundamento do método e da crítica radical. Com base neste entendimento, para realizar a presente pesquisa, parte-se de uma concepção de Filosofia que adota a perspectiva socrático-platônica de “busca amorosa do saber” cuja natureza é a discussão de problemas e questões da experiência humana (opiniões) que, submetida ao exercício da razão e do diálogo (dialética) propicie um conhecimento que amplie e/ou fundamente as opiniões (quando consideradas verdadeiras) ou as supere (quando consideradas falsas). Desse modo, a finalidade desta pesquisa é entender como as opiniões sobre a filosofia, presentes no senso comum, compõem uma representação social acerca deste ensino para o currículo do ensino médio que impactam em sua real efetivação.

  • MARIA SUELI LOPES DA SILVA
  • A PROBLEMATIZAÇÃO FILOSÓFICA COMO PARADIGMA DA CONSTRUÇÃO DO PENSAMENTO COMPLEXO: uma proposta curricular de intervenção
  • Orientador : JOSE SERGIO DUARTE DA FONSECA
  • Data: 10/04/2019
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  • Elaborar esta dissertação resultou do trabalho de uma pesquisa de intervenção filosófica, assentada nos aportes teóricos do Pensamento Complexo de Edgar Morin. As motivações que concorreram para a escolha do tema desta intervenção partiram de reflexões em torno das práticas de como o ensino é conduzido pelos docentes da Educação Básica, pois a ênfase recai no conteúdo que pouco dialoga e se articula com a realidade. O que é característico de um modelo fragmentado, compartimentado, fruto da herança positivista que esfacela o conhecimento em especialidades denominadas de disciplinas. Dessa realidade, emergiu o seguinte questionamento: — Como a problematização filosófica se constitui como paradigma da construção do pensamento complexo mediado no processo de ensino? Esse questionamento traduziu-se na força motriz do delineamento desta pesquisa de cunho intervencionista: a implementação da problematização filosófica como paradigma da construção do pensamento complexo na proposta curricular. Para a aplicação desta intervenção, foi traçado como objetivo geral implementar os eixos de problematização filosófica como paradigma da construção do pensamento complexo na proposta curricular de uma escola de Ensino Médio de Tempo Integral na cidade de Parnaíba-PI. No âmbito dos objetivos específicos, definiu-se: Mapear de forma articulada as potencialidades e fragilidades capazes de exercer influências para a operacionalização do processo de mudança na proposta curricular. Sensibilizar o corpo docente para as bases de um ensino alicerçado na perspectiva globalizadora, integradora e transdisciplinar. Fomentar a proposta pedagógica, tendo como referência a problematização filosófica a partir da abordagem sistêmica da Teoria da Complexidade e elaborar eixos articuladores para um ensino problematizador como implemento político da proposta curricular. O embasamento teórico acerca da complexidade está fundamentado em Morin (2001; 2002; 2005; 2007; 2014; 2015), Morin e Ciurama (2004); Maturama e Varela (1995); Pellanda (2009), entre outros que se dedicam à Teoria da Complexidade. Já em relação ao itinerário metodológico, o embasamento teórico está fundamentado em Deslandes; Fialho (2010). Thiollent (2005); Vázquez (2007); Rodriguez e Limena (2006) dentre outros. O locus da pesquisa-ação foi a Escola Pública Estadual de Tempo Integral Polivalente Lima Rebelo, onde a metodologia multidimensional, fundamentada em Morin, foi aplicada por meio da realização dos encontros com o grupo dialogal norteado por roteiros semiestruturados. A pesquisa focalizou o paradigma da complexidade como norteador para superar a fragmentação do pensamento, por meio da proposição de eixos problematizadores, na proposta curricular, que passam a integrar e articular os conteúdos disciplinares com base no pensamento complexo de natureza transdisciplinar e problematizadora do conhecimento pertinente. Os resultados obtidos constituem uma contribuição para o melhoramento da educação, subsidiando aos professores possibilidades de mudança no trabalho pedagógico por meio da adoção de uma prática docente que trabalhe a problematização, promovendo o pensamento complexo e a formação de uma cidadania planetária.

  • CONCEIÇÃO DE MARIA SOUSA ARAUJO
  • ENSINAR E APRENDER FILOSOFIA NUMA PERSPECTIVA ÉTICA: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO NUMA ESCOLA PÚBLICA
  • Orientador : EDNA MARIA MAGALHAES DO NASCIMENTO
  • Data: 10/04/2019
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  • Esta Dissertação foi intitulada “Ensinar e Aprender filosofia numa perspectiva ética: uma proposta de intervenção numa escola pública”. Tem como proposta verificar a prática do ensino de Filosofia, tendo como perspectiva a possibilidade de uma construção dos saberes éticos na sala de aula. Busca-se, nesta pesquisa, investigar se a Filosofia é capaz de tornar o processo de ensino e aprendizagem crítico e reflexivo. Esta investigação terá, como estratégia metodológica, uma intervenção filosófica para compreender como o saber ético é construído na escola por meio do ensino de Filosofia. A pesquisa se desenvolveu a partir de um estudo teórico e prático que buscou realizar análise do conceito, sua caracterização e problematização da questão relativa à construção dos valores morais; e desenvolver atividades filosóficas com metodologias mais criativas usadas como ferramentas eficazes ao atendimento destes objetivos. Essa problemática sobre a formação ética do estudante é pertinente por partir da hipótese de que a escola ainda é o espaço ideal para o desenvolvimento moral do estudante; um espaço de experimentação e socialização cujos valores éticos são constantemente praticados e avaliados. A metodologia adotada articula uma pesquisa bibliográfica com pesquisa de campo e, em vista deste recurso, o presente estudo culminou na execução de uma proposta de intervenção filosófica na sala de aula. Os objetivos da pesquisa são: verificar a aplicação dos conteúdos relacionados aos valores éticos e morais presentes na escola; levar os (as) estudantes a reconhecer a importância dos
    valores éticos na sua formação integral; analisar, de forma crítica, o processo de ensino aprendizagem na disciplina de Filosofia; e aplicar um diagnóstico para identificar a situação educacional relacionada aos valores éticos. O estudo tem, como fundamentação teórica, uma concepção reflexiva e analítica acerca da construção do saber moral, a partir de filósofos como Aristóteles, na sua obra “Ética a Nicômaco”; em seguida, na fundamentação da ética do dever em Kant, utilizando as seguintes obras: “Sobre a Pedagogia”, “Fundamentação da Metafísica dos Costumes”; e, por último, analisando a construção dos valores éticos com base nos estágios de desenvolvimento moral em Lawrence Kohlberg.

  • JÉSSICA DE SOUZA LIMA
  • A INSERÇÃO DO CETICISMO METODOLÓGICO NA CONSTRUÇÃO DA REFLEXÃO FILOSÓFICA NO ENSINO MÉDIO
  • Orientador : MARIA CRISTINA DE TAVORA SPARANO
  • Data: 09/04/2019
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  • O objetivo desta dissertação é apresentar as contribuições do ceticismo metodológico na construção da reflexão filosófica no Ensino Médio, a partir de uma prática de intervenção na sala de aula, centralizando a problematicidade do ensino da disciplina de Filosofia no Ensino Médio. Nesse contexto, enfatizando a importância do aluno, com o itinerário do professor-problematizador, ou seja, a conduta de provocar, de instigar, de concatenar os conceitos da Filosofia em diversos desdobramentos conceituais, a partir de suas problematizações e a estruturação argumentativa. Mas, para que isso suceda será indispensável que o docente se confronte com a filosofia e o seu ensino como um problema filosófico. Através de uma leitura propedêutica do trabalho do filósofo moderno René Descartes, Meditações Metafísicas (2005), interessa-nos acima de tudo a Primeira Meditação, que ponderaremos nesse trabalho, o aspecto enfático dos argumentos e dúvidas céticas situadas por Descartes e, nesse sentido interpretar significativamente como o filósofo coloca em questão, a problematização. Além disso, a conexão com outros autores contemporâneos (CERLETTI, GALLO, SEVERINO SMITH, RODRIGO e demais). O ponto de partida foi à concepção de que educar significa formar uma subjetividade, no sentido para apoiar as problematizações, uma vez que estamos envolvidos em diversos processos sociais e econômicos que instauram o modo de pensar e sentir em nossa sociedade, portanto, busca-se compreender o significado do conceito de conhecimento, em uma natureza epistemológica. Propusemos a especificidade do problema como uma proposta metodológica e epistemológica aos alunos de filosofia do Ensino Médio, destacando que, o ceticismo metodológico é um procedimento metodológico, tendo em vista, não aceitar nada sem que antes passe pelo crivo da razão, e é nessa linha que a identificação e a sensibilização ao interrogar ou a problematizar conduzem, de modo geral, mas muito significativa, à temática de especificidade da problematicidade filosófica e a busca pela justificação de sua atividade no contexto do mundo contemporâneo que os alunos fazem parte. Desta forma, esta dissertação é uma intervenção metodológica e epistemológica sobre as possibilidades, dentro da construção da reflexão filosófica com a necessidade de interrogar, de problematizar, de questionar ou de inquirir sendo uma ferramenta indispensável para se verificar o conhecimento e colocá-lo sob o crivo da razão. Para tanto, encaramos essa prática na sala de aula e concebemos o aluno como um sujeito ativo e participativo. Esta pesquisa não visa insistir em modelos de ensino, mas trazer um exemplo para inspirar caminhos para pensar em filosofia do ensino de Filosofia.



  • FRANCISCO ATUALPA RIBEIRO FILHO
  • AS MANIFESTAÇÕES DA BARBÁRIE NO AMBIENTE ESCOLAR: O ENCONTRO ENTRE A EDUCAÇÃO EMANCIPADORA DE THEODOR ADORNO E A LITERATURA TRANSGRESSORA DE GEORGES BATAILLE COMO PRÁXIS FILOSÓFICO-LITERÁRIA
  • Orientador : MARIA CRISTINA DE TAVORA SPARANO
  • Data: 08/04/2019
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  • A dissertação visa discutir e evidenciar sobre a importância do diálogo entre literatura e filosofia. Com a perspectiva adorniana buscou-se entender quais os mecanismos reprodutores da barbárie no ambiente escolar e qual postura o professor deve tomar diante de tais manifestações. A proposta educacional emancipadora se encontra no livro Educação e emancipação (2006), onde Theodor Adorno elucida que é necessário promover o debate crítico e autorreflexivo sobre os mecanismos que fazem as pessoas agirem de modo agressivo. A instrumentalização da vida, o modelo de formação ideal-heteronômico, a dominação tecnológica, a ausência de consciência crítica, o caráter manipulador, tendo como suporte a educação tradicional: severa e moralizante, constituem mecanismos subjetivos propagadores da barbárie; compreendê-los é a exigência e a meta da educação. Mas, a civilização produz aquilo que combate, isto é, a selvageria. Não estaria a escola nutrindo a barbárie ao encarar como corriqueiras atitudes como: bullying, homofobia, automutilação, assédio sexual e moral, suicídio e autoritarismo docente? Por que a escola onde deveria ser espaço de transformação social se tonou um ambiente caótico reprodutor da barbárie? Então, como romper com esses cenários de violência sem fazer uso de princípios normativos e moralizadores? A efetivação da proposta emancipadora adorniana encontra sua aplicabilidade na crítica e literatura transgressoras de Georges Bataille nos escritos A literatura e o mal (2015) e O erotismo (2017a). As leituras dos textos de Nietzsche, o francês, desenvolve uma hipermoral que desloca a vontade de potência à vontade de chance, onde postula que o ser se encontra entre lances de um jogo. Com os textos freudianos desmitifica a noção de mal como algo ontológico ou como uma luta destrutiva maniqueísta para concebê-lo como impulso criador. A educação emancipadora de Adorno abre caminho à crítica-literária de Bataille, através de ações que possibilitam a transformação do ambiente escolar em um espaço de oposição e luta contra a agressividade e a semiformação. Criou-se uma nova proposta formativa: educação emancipadora-transgressora. Através do método paratático adorniano e da proposta transgressora batailliana apresenta-se a “metodologia sem método”, o parataxismo, tendo na Dialética negativa (2009) de Adorno seu cerne em diálogo com os escritos do sol e visões do excesso de Bataille, cuja metodologia baseia-se na dialética do reconhecimento. A intenção da pesquisa não consiste em excluir autoritariamente a falha ou a agressividade e aprisionar os envolvidos nas malhas do bem ou ainda concebê-los como uma entidade autônoma, mas desenvolver cooperativamente múltiplas possibilidades de emancipação. Encontra-se em Bataille a chance à transgressão, à subversão, ao erro, à emoção como oportunidade filosófico-literária de reacender o espírito dos envolvidos. As atividades emancipadoras como produção de documentários, autobiografias, performances foram desenvolvidas pelos estudantes do terceiro ano do ensino médio do Colégio Estadual Nossa Senhora Aparecida no município de Formosa do Rio Preto-BA. Viviane Mosé (2015), Gonçalo Armijos Palácios (2000), Antônio Edmilson Paschoal (2008), Bruno Pucci (2012), Michel Thiollent (1986), Antônio Álvaro Soares Zuin (2007) contribuíram na elaboração e vivência metodológica dos instantes criativos. 

  • WILMA REJANE NERI DE SOUSA MOURA
  • RAZÃO E AFETO COMO MEIOS DE CONCEITUAÇÃO NO DIÁLOGO ENTRE CINEMA E FILOSOFIA: UM DESAFIO CONTEMPORÂNEO PARA ALÉM DA SALA DE AULA TERESINA 2019
  • Orientador : LUIZIR DE OLIVEIRA
  • Data: 27/03/2019
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    O objetivo deste trabalho é apresentar o desenvolvimento e o resultado de
    intervenção filosófica ocorrida em turma do ensino médio, em escolas da rede
    pública, na cidade de Teresina-PI. Como fundamentação inicial do campo de
    pesquisa, intentou-se conceituar o aluno participante: que aluno constitui-se como
    campo conceitual a ser trabalhado e de que forma a realidade desse aluno poderia
    ser modificada. Assim, chegou-se ao conceito de aluno dotado de capacidade lógica
    afetiva. A intervenção buscou meios de desenvolver nos alunos a capacidade
    conceitual logopática (lógica e afetiva) nas aulas de Filosofia. Para esse contexto, e
    como base teórica metodológica dos trabalhos, foram adotadas as teorias
    conceituais de Béla Balázs, Felix Guattari, Georg Hegel, Gilles Deleuze, Hans Ulrich
    Gumbrecht, Immanuel Kant, John Dewey, Julio Cabrera, Thomas Kuhn e Northrop
    Frye. Foi observada ainda a teoria de cinema de Marcel Martin que considerou os
    efeitos da linguagem do cinema como condutor de transformação da realidade. A
    metodologia norteadora dos trabalhos em sala de aula ancorou-se nos estudos de
    Guillermo Obiols dirigidos ao ensino e aprendizagem da Filosofia.

     

  • LOISE ANA DE LIMA
  • ENSINO DE FILOSOFIA: CAMINHOS PARA UMA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA E DE EFEITO
  • Orientador : LUIZIR DE OLIVEIRA
  • Data: 22/03/2019
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  • Este projeto de intervenção tem como proposta de trabalho o exame de temas e conceitos filosóficos disposto na obra O Príncipe, de Maquiavel, composto por um grupo de trinta alunos distribuídos em quatro turmas de 9º Ano (A, B, C, e D), do Ensino Fundamental II, do Instituto Dom Barreto, localizado na cidade de Teresina –PI, no ano de 2018. A problemática que norteou esse projeto partiu da busca de uma resposta para o cotidiano em sala de aula: o estudo semântico de conceitos filosóficos é importante para a aprendizagem mais significativa e de efeito? Com esta indagação objetivamos compreender se o estudo de conceitos filosóficos se torna mais significativo quando parte de uma estética do efeito, baseada no diálogo entre a filosofia e a literatura, pois a intenção é ir além da lógica, da assimilação documentada da obra, dependente de testemunhos e de uma memória histórico-sociológica que condiciona a sua apreensão porque entendemos que o caminho crítico-reflexivo da leitura de uma obra literária pode se converter em uma experiência com organização própria, porque não traz em si um sentido, mas este acontece através da presença ativa do leitor, que não é apenas um decodificador, mas é aquele que dá sentido às frases justapostas. A questão é saber se esse desafio é capaz de provocar um melhor entendimento, significação e efeitos nos alunos. Para realizar este trabalho de pesquisa recorremos a alguns nomes da literatura, da educação e da filosofia, dentre eles, Tzvetan Todorov (2017) e Sérgio Adas (2012).

     

  • PABLO ANDREY DA SILVA SANTANA
  • Ensino de filosofia: temas filosóficos e seriados
  • Orientador : HERALDO APARECIDO SILVA
  • Data: 28/02/2019
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  • O presente trabalho visa propor uma reflexão sobre o uso dos seriados televisivos como estratégia de intervenção no ensino de filosofia do ensino médio. Embora a questão do ensino de filosofia não seja concebida como uma das questões fundamentais do processo histórico e tradicional da Filosofia, o exercício filosófico na sala de aula não pode ser negligenciado, como apontam Kohan (2004) e Ghedin (2009). A filosofia enquanto disciplina pode ampliar a atuação do indivíduo dentro e fora do universo escolar de diferentes maneiras: buscar a compreensão da realidade, repensar os valores e ensinar aspectos cruciais da evolução do pensamento humano. A problemática  levantada pelo nosso estudo  encontra  apoio  nas reflexões de Gallo (2012), Rodrigo (2009) e outros comentadores que defendem que o  ensino de filosofia necessita dispor também de eventuais recursos não-filosóficos para tornar mais acessível para os estudantes a aprendizagem de temas filosóficos. Nosso estudo evidencia, principalmente, que a aula de  filosofia no ensino médio, deve ser encarada, como propõem Rorty (2007), Ghiraldelli Jr. (1999) como uma forma de ampliação da imaginação e do estímulo ao livre pensar para, consequentemente, criar uma sensibilidade frente aos dramas humanos que, inicialmente, são considerados estranhos. Tal estímulo dado aos alunos para a prática do livre pensar deve ser feita no intuito de relacionar temáticas de sua convivência diária, possibilitando uma atmosfera que os aproxime das obras e pensamentos de autores filosóficos diversos. A proposta de elaboração de unidades didáticas para mediante o uso de seriados na aula de filosofia é baseada na filosofia neopragmatista de Rorty (2002; 2007) que defende o uso de diversos gêneros de narrativa, dentre os quais os filmes e os programas televisivos, como formas de ampliação de nossa imaginação e, consequentemente, da nossa sensibilidade frente aos dramas humanos que, inicialmente, são considerados estranhos. A partir de sua perspectiva, enfatizamos que o uso do seriado pode ser concebido como um recurso eficaz para o ensino de filosofia, visto que além de ser uma abordagem temática interessante e criativa para a prática filosófica na sala de aula, também pode atuar como elemento conectivo entre a realidade discente e o conteúdo teórico, conceitual e metodológico da disciplina de Filosofia.

  • MARISTANE MARIA DOS ANJOS
  • FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO: O USO DE DOCUMENTÁRIO PARA AS AULAS DE FILOSOFIA
  • Orientador : HERALDO APARECIDO SILVA
  • Data: 27/02/2019
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  • RESUMO

     

    Este estudo tem como objeto de pesquisa o uso do gênero documentário nas aulas de Filosofia no Ensino Médio. Seu objetivo central é promover metodologias que possam contribuir para a contextualização do ensino de conceitos filosóficos, mas que impulsionem o discente a uma atitude ativa, de conversação, diálogo, indagação, logo, estimule o desenvolvimento de seu pensamento crítico, reflexivo. Dessa forma, reconhece que a prática docente voltada exclusivamente para o ensino tradicional, teórico, centrada na reprodução de conteúdos, não colabora para o ensino-aprendizagem de sentido, de significado, capaz de tornar o discente mais participativo, pelo contrário, produz aprendizagem mecânica. Defende, portanto, que a preocupação maior do docente seja fornecer ao aluno subsídios para o seu desenvolvimento intelectual, motivá-lo à atividade filosófica de análise, argumentação, investigação, descoberta e, ao mesmo tempo, oferecer a ele autonomia para elaborar suas próprias ideias. Com base nisso, apresenta a narrativa do documentário como meio adequado e eficiente para propiciar a contextualização do ensino de Filosofia e, também, como poderoso instrumento para a expansão do pensamento do discente e, desse modo, auxiliar em seu próprio processo de filosofar, pois, conforme concebe Rorty (2007), as narrativas, seja do gênero documentário, romance, o livro de história em quadrinhos, a reportagem jornalística têm, efetivamente, mais força para sensibilizar, provocar a atenção e o interesse das pessoas do que a teoria. Com isso, os temas de Filosofia, as obras e os textos filosóficos, dos filósofos clássicos da antiguidade aos contemporâneos, assim como textos não filosóficos, compreendidos aqui como músicas, poemas, poesias, textos jornalísticos, quando articulados à linguagem de um documentário pertinente, são capazes de produzir um ensino de Filosofia contextualizado e inspirador. É também, intenção deste trabalho, demonstrar a importância da aquisição do conhecimento filosófico com autonomia e para exercer a liberdade, provocar mudanças, esta é a utilidade prática da Filosofia, buscar sempre transformar a sociedade, com o propósito de torná-la melhor e emancipada. Esses argumentos convergem, essencialmente, com a visão de Rorty sobre o papel da Filosofia, mas, também, com filósofos contemplados nesta pesquisa que propõem a aprendizagem com mais autonomia, maior protagonismo do discente, como forma de construir conhecimento por meio da descoberta, por conseguinte, mais significativo e mais emancipatório.

  • PATRICIO OLIVEIRA LIMA
  • O EQUILÍBRIO REFLEXIVO RAWLSIANO UMA PROPOSTA METODOLÓGICA PARA CONSTRUÇÃO DAS DIRETRIZES CONCEITUAIS PARA A FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO
  • Orientador : ELNORA MARIA GONDIM MACHADO LIMA
  • Data: 22/01/2019
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  • Esta dissertação se propõe a desenvolver uma reflexão baseada em uma ideia de intervenção filosófica junto aos professores de Filosofia da 21ª GRE – SEDUC-PI, utilizando a metodologia do equilíbrio reflexivo desenvolvida por John Rawls, com a finalidade de construir um documento contendo os conceitos fundamentais que podem auxiliar no planejamento e execução do trabalho desses docentes no Ensino Médio, tendo os documentos oficiais que regem a educação brasileira como referência. Esta intervenção parte da problemática observada a partir de uma análise sobre estes documentos que trazem uma série de recomendações sobre a disciplina de Filosofia para o Ensino Médio, a fim de alcançar os objetivos propostos na lei. De acordo com eles, a tarefa seria produzir, por meio da reflexão, sujeitos autônomos, críticos e, por conseguinte, capazes de vivenciar com plenitude a vida cidadã. Entretanto, esses mesmo documentos não trazem as definições do que viriam a ser a noção de filosofia, de reflexão, de crítica, de autonomia, nem mesmo a ideia de cidadania, deixando os professores num certo vazio conceitual e colocando-os num limbo de onde eles mesmos deveriam sair. Nossa fundamentação teórica se apoia na teoria de John Rawls e nos trabalhos de comentadores como Gondim. De modo mais específico, no procedimento do equilíbrio reflexivo, que acontece no interior daquilo que Rawls chamou de posição original. Trata-se de um processo de representação no qual os cidadãos deliberam sobre os princípios que devem orientar suas vidas na construção de uma sociedade equitativa e justa. Assim como Rawls sugere que cidadãos autônomos, livres e iguais deliberem segundo a metodologia do equilíbrio reflexivo sobre os princípios que vão orientar sua sociedade para o caminho da justiça e do bem, realizamos uma experiência de pensamento, na qual os professores, analogamente, construíram, também utilizando-se do método do equilíbrio reflexivo, as diretrizes conceituais que vão auxiliar na orientação do seu trabalho para atingir a finalidade máxima dada pela lei que é habilitar seus alunos para o exercício pleno da cidadania. Como resultado dessa pesquisa intervencionista filosófica, tivemos um documento contendo cinco diretrizes conceituais que foram sugeridas como referência para produção daquilo que se refere à Filosofia dentro dos Projetos Políticos Pedagógicos das escolas dos professores envolvido e para orientá-los no planejamento e execução de suas atividades.

     

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