Esta pesquisa investiga o papel da literatura infantil como recurso pedagógico e filosófico no desenvolvimento de competências éticas, sociais e reflexivas em crianças da Educação Infantil, alinhando as práticas docentes às diretrizes da educação brasileira e respeitando as etapas do desenvolvimento infantil na idade de cinco anos. Tem como objetivo compreender de que modo a linguagem literária, por meio dos contos tradicionais e histórias clássicas, ajuda nas relações entre os processos de reflexão ética e social na primeira infância, para a construção de valores, experiências de empatia e possibilidades de desenvolvimento do pensamento crítico. O estudo fundamenta-se nos conceitos de linguagem e pensamento crítico de Marilena Chauí (2000), na visão simbólica dos contos de fadas e das narrativas tradicionais infantis discutida por Nelly Novaes Coelho (2003), na importância da empatia e da identificação com personagens segundo Regina Zilberman (2003) e no desenvolvimento de competências socioemocionais conforme Michele Borba (2016), além das concepções de Jean-Jacques Rousseau (2009) e Immanuel Kant (1991) sobre a formação moral e racional do sujeito. A metodologia adotada compreende a pesquisa bibliográfica e análise teórica das narrativas selecionadas, articulando-as com as práticas educativas previstas na BNCC. Os resultados indicam que a Literatura Infantil, ao trabalhar símbolos, mitos e arquétipos, promove empatia, autorregulação e reflexão crítica, podendo funcionar como mediadora privilegiada na formação ética e social das crianças.