Notícias

Banca de DEFESA: LAYANE VALERIA AMORIM

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LAYANE VALERIA AMORIM
DATA: 19/12/2018
HORA: 08:00
LOCAL: Núcleo de Pesquisas em Plantas Medicinais - NPPM/CCS/UFPI
TÍTULO: PIPERACEAS DO BIOMA MATA ATLÂNTICA COM ATIVIDADE ANTILEISHMANIA
PALAVRAS-CHAVES: Leishmania amazonensis. Piper cabralanum C.DC. Piper Cernuum Vell . Piper solmsianum C.DC. Antileishmania. Citotoxicidade. Imunomoduladora.
PÁGINAS: 95
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Farmacologia
RESUMO:

As leishmanioses compreendem um grupo de doenças com elevada variedade clínica e complexidade epidemiológica, causadas por diferentes espécies de Leishmania. Amplamente distribuída em todo mundo, as leishmanioses afetam o homem e os animais, sendo no homem caracterizada por quatro formas clínicas principais: cutânea, mucocutânea, difusa e visceral. A quimioterapia das leishmanioses tem sido baseada no uso dos antimoniais pentavalentes como fármacos de primeira escolha e Pentamidina e Anfotericina B, são de segunda escolha no tratamento, importantes na terapia de pacientes com coinfecções ou em casos de tratamento resistente aos antimoniais. Esta quimioterapia ainda é um dos tratamentos mais efetivos para essa doença, entretanto, os            fármacos leishmanicidas disponíveis, são em geral, tóxicos, apresentam um custo elevado e necessitam da utilização por longos períodos. Assim, o desenvolvimento de novos fármacos  para o tratamento das leishmanioses tem se destacado. Substâncias obtidas de espécies vegetais nativas do Brasil, que apresentem atividade antileishmania e que tenham baixa toxicidade, podem vir a ser uma alternativa para o tratamento de tais afecções. O bioma Mata Atlântica que apresenta grande diversidade de espécies vegetais, contém plantas da Família Piperaceae as quais tem se revelado pela  grande diversidade química promissora na descoberta de diferentes atividades biológicas, dentre elas, atividade antileishmania. Diante do exposto esse trabalho teve como objetivo avaliar a atividade antileishmania, citotóxica e parâmetros de ativação de macrófagos do extrato metanólico (Ext-MeOH e BuOH) e das frações hexânica (F-Hex), diclorometano (F-DCM) e acetato de etila (F-AcOEt) de Piper cabralanum C. DC., Piper Cernuum Vell, Piper solmsianum C.DC, sobre Leishmania amazonensis. O Ext-MeOH, F-Hex e F-DCM de P. cabralanum inibiram o crescimento de formas promastigotas de L. amazonensis com valores de  IC50 de 144,54; 59,92 e 64,87 µg/mL, respectivamente, e sobre amastigotas IC50 de 0,516; 21,08 e 35,63 µg/mL. A F-AcOEt obteve IC50 para amastigotas de 27,19 µg/mL e apresentou baixa ação sobre promastigotas. Os valores de CC50 para macrófagos ficaram em 370,70; 83,99; 113,68 e 607 µg/mL, respectivamente, superando os valores de CI50 para amastigotas. Nos testes de hemólie não se observou toxicidade. Em microscopia de Força atômica (AFM) foi possível também observar danos na estrutura do parasito para todas as amostras, demonstrando potencial leishmanicida. Na infecção em macrófagos, o Ext-MeOH e a F-AcOEt não foram capazes de reduzir o numero de macrófagos infectados. Contudo, a F-Hex e a F-DCM reduziram a infecção na maior concentração testada de 40 µg/mL, entretanto, na infectividade, a diminuição do número de amastigotas no macrófago foi dependente de concentração sendo mais pronunciada nas F-Hex e a F-DCM nas concentrações testada de 40 µg/mL. O Ext-MeOH, F-Hex, F-AcOEt e F-DCM estimularam a atividade lisossomal, fagocítica, bem como a produção de óxido nítrico por macrófagos. Entretanto, a F-Hex, não apresentou resultados estatisticamente significativos para a atividade lisossomal sem, no entanto, alterar a produção de oxido nítrico. Conclui-se que o Ext-MeOH, F-Hex, F-AcOEt e DCM de Piper cabralanum C.DC tem atividade contra L. amazonensis, com  baixa citotoxicidade para macrófagos murinos. Podendo a F-Hex atuar através da ativação de macrófagos, provavelmente por outras vias.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1167750 - FERNANDO AECIO DE AMORIM CARVALHO
Interno - 2246074 - FRANCISCO DE ASSIS OLIVEIRA
Externo ao Programa - 2362290 - KLINGER ANTONIO DA FRANCA RODRIGUES
Notícia cadastrada em: 11/12/2018 12:50
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb06.ufpi.br.instancia1 24/02/2021 18:01