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Banca de QUALIFICAÇÃO: RAÍ EMANUEL DA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RAÍ EMANUEL DA SILVA
DATA: 22/02/2019
HORA: 14:00
LOCAL: AUDITÓRIO LESTE – CAMPUS MINISTRO REIS VELLOSO
TÍTULO: ONCOCALIXONA A: UMA BENZOQUINONA ISOLADA DE Auxemma oncoccalyx TAUB COM POTENCIAL ANTIBACTERIANO
PALAVRAS-CHAVES: Plantas medicinais, resistência microbiana, biofilme, quinonas
PÁGINAS: 92
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Farmacologia
RESUMO:

A resistência desenvolvida pelos micro-organismos, incluindo bactérias e fungos, culminou no surgimento de um grave problema de saúde pública mundial, decorrente da evasão destes aos principais fármacos de escolha, utilizados na terapêutica das enfermidades infecciosas, tornando desafiador o controle destes agentes patogênicos. Desta forma, faz-se necessária a busca por novas opções antimicrobianas capazes de resolver este problema. Na medicina popular, muitas espécies nativas da biodiversidade brasileira são utilizadas para o tratamento de diversas patologias. Auxemma oncocalyx TAUB, planta endêmica no estado do Ceará, já demonstrou diversas propriedades biológicas/farmacológicas e seu constituinte majoritário, Oncocalixona A (Onco A), uma benzoquinona obtida do cerne do caule, tem apresentado efeitos anti-inflamatório, analgésico, antitumoral e foi capaz de inibir a agregação plaquetária. O potencial antimicrobiano de diferentes quinonas tem sido relatado, contudo, não há dados sobre a Onco A. Assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar a atividade antimicrobiana, frente a espécies bacterianas e fúngicas de interesse clínico, bem como a biocompatibilidade de Onco A. Linhagens de bactérias Gram positivas e Gram negativas, e de fungos filamentosos e leveduriformes foram avaliadas, utilizando-se protocolos estabelecidos pelo CLSI, para a determinação das Concentração Inibitória Mínima (CIM) e a Concentração Bactericida Mínima (CBM), deste metabólito. O efeito de Onco A relacionado a alterações na morfologia bacteriana foi analisado por Microscopia de Força Atômica (MFA) e sua ação na inibição da formação de biofilmes também foi investigada, sob concentrações equivalentes a 1/2, 1/4 e 1/8 da CIM. A biocompatibilidade desta substância foi analisada utilizando eritrócitos humanos, nas mesmas concentrações estabelecidas no ensaio antimicrobiano. Os resultados demonstraram que Onco A foi capaz de inibir o crescimento bacteriano, em concentrações variáveis, sendo a linhagem Staphylococcus epidermidis ATCC 12228, mais sensível à sua ação com uma CIM de 9,43 µg/mL. Além desta, o composto também inibiu o crescimento das linhagens de S. aureus ATCC 29213, S. aureus MED 55 (resistente a meticilina), Enterecoccus faecalis ATCC 29212 e Streptococcus mutans ATCC 25175 com CIMs entre 18,87 e 75,5 µg/mL. Onco A, ainda, inibiu o crescimento das bactérias Gram negativas, Stenotrophomas maltophilia e Acinetobacter baumanii, que possuem poucas opções terapêuticas. Os dados obtidos revelaram que esta molécula apresenta um efeito bacteriostático, com CBM superior a 151 µg/mL. Sob MFA observaram-se alterações morfológicas no tamanho e rugosidade média estatisticamente significativas, comparadas ao controle. Não foi demonstrada atividade antifúngica sobre as espécies avaliadas, contudo, Onco A apresentou potencial antibiofilme sobre a cepa de S. aureus MED 55. A ação deste metabólito sob eritrócitos humanos, não revelou atividade hemolítica nas concentrações testadas. Com os resultados obtidos, a molécula apresenta um potencial antibacteriano considerável, servindo como opção promissora no desafio da resistência antibiótica.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1640496 - ANNA CAROLINA TOLEDO DA CUNHA PEREIRA
Presidente - 423602 - MARIA JOSE DOS SANTOS SOARES
Externo à Instituição - MÁRCIA VALÉRIA SILVA LIMA - IFPI
Notícia cadastrada em: 12/02/2019 15:26
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