Notícias

Banca de DEFESA: RODOLFO RITCHELLE LIMA DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RODOLFO RITCHELLE LIMA DOS SANTOS
DATA: 29/11/2019
HORA: 08:30
LOCAL: AUDITÓRIO DO NÚCLEO DE PESQUISAS EM PLANTAS MEDICINAIS - BLOCO 15
TÍTULO: Senna acuruensis (Benth.): AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTILEISHMANIA E CITOTÓXICA DE PREPARAÇÕES DE CASCAS E SEMENTES SOBRE Leishmania amazonensis
PALAVRAS-CHAVES: Leishmania amazonensis. Senna acuruensis. Citotoxicidade. Atividade antileishmania. Necrose. Apoptose.
PÁGINAS: 70
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Farmacologia
RESUMO:

A Senna acuruensis é endêmica do nordeste do Brasil, encontrada no Piauí, Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe, conhecida popularmente como canela-de-velho e besouro. As leishmanioses são consideradas doenças infecto-parasitárias causadas por protozoários do gênero Leishmania, que são parasitos intracelulares obrigatórios e infectam diversas espécies de mamíferos. As drogas disponíveis no mercado para o uso terapêutico são limitadas devido ao alto custo, a existência de efeitos adversos tóxicos e a dificuldade de acesso aos fármacos convencionais para o tratamento de leishmanioses. Nesse contexto, compostos de origem natural ganham força no cenário mundial como alternativa mais barata e segura contra essas parasitoses. Este trabalho teve como objetivo investigar a atividade citotóxica dos extratos etanólicos (Ext-EtOH), das frações clorofórmicas (F-Clo) e acetato de etila (F-AcOEt) e das moléculas isoladas (peróxido de ergosterol e mistura de esteróides) do fruto de Senna acuruensis Benth. sobre Leishmania amazonensis, bem como os mecanismos de ação. Para tanto foram realizados ensaios antileishmania sobre formas promastigotas e amastigotas internalizadas de L.amazonensis, citotoxicidade frente a macrófagos murinos e eritrócitos de carneiro, ensaios de atividade imunomodulatória e ensaios de identificação de apoptose/necrose na microscopia confocal. O Ext-EtOH das cascas, Ext-EtOH das sementes, F-Clo, F-AcOEt, peróxido de ergosterol e mistura de esteróides inibiram o crescimento de formas promastigotas de L. amazonensis com CI50 de 10,26; 30,07; 91,35; 90,08; 49,11 e 27,62 µg/mL, respectivamente, e sobre formas amastigotas 44,47; 9,93; 108,87; 93,36; 56,35 e 28, 82 µg/mL. Os valores de CC50 para macrófagos murinos foram de 446,73; 201,54; 224,79; 212,86 µg/mL, respectivamente. O peróxido de ergosterol e a mistura de esteroides obtiveram valores superiores a 800 µg/mL.  Em relação ao índice de seletividade (IS) os resultados encontrados foram de 10,04; 20,28; 2,06; 2,27 e >20 µg/mL, respectivamente. Apenas a F-Clo não foi capaz de estimular a atividade lisossomal. Os Ext-EtOH (cascas e sementes) e a F-AcOEt estimularam a capacidade fagocítica a partir da concentração de 6,25 µg/mL. Somente a F-Clo induziu a produção de óxido nítrico na concentração de 6,25 µg/mL. A mistura de esteroides (CI50=27,62 µg/mL) apresentou um discreto processo de apoptose e necrose. Por outro lado, o peróxido de ergosterol (CI50= 49,11 µg/mL) foi capaz de induzir de maneira proeminente a apoptose nas leishmanias, enquanto quase não houve necrose. Portanto, investigações adicionais são necessárias afim de avaliar a atividade dos extratos e isolados sobre modelo experimental murino para elucidar outras vias de mecanismos de ação.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1167750 - FERNANDO AECIO DE AMORIM CARVALHO
Externo ao Programa - 1987060 - LIDIANE PEREIRA DE ALBUQUERQUE
Externo ao Programa - 4316806 - SABRINA MARIA PORTELA CARNEIRO
Notícia cadastrada em: 24/11/2019 18:10
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb06.ufpi.br.instancia1 24/02/2021 17:31