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Banca de QUALIFICAÇÃO: ALINE JEANE COSTA SOUSA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALINE JEANE COSTA SOUSA
DATA: 17/02/2020
HORA: 10:00
LOCAL: NÚCLEO DE PESQUISAS EM PLANTAS MEDICINAIS
TÍTULO: AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE GASTROPROTETORA E CICATRIZANTE DO ACETATO DE HECOGENINA EM ROEDORES
PALAVRAS-CHAVES: Úlcera gástrica, Gastroproteção, Hecogenina, Cicatrização
PÁGINAS: 63
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Farmacologia
RESUMO:

As úlceras pépticas são lesões na mucosa gástrica e duodenal geradas por um desequilíbrio entre os fatores protetores (secreção de muco gastroduodenal, produção de bicarbonato, fluxo sanguíneo adequado) e lesivos (excesso de pepsina ou ácido clorídrico). A causa pode ser por vários fatores, desde elementos ambientais (álcool e nicotina) até fatores genéticos. Alguns medicamentos empregados na terapêutica das úlceras pépticas estão associados a efeitos adversos como hipersensibilidade, deficiência de vitamina B12 e ferro. Dessa maneira, estudos estão sendo desenvolvidos em busca de terapias alternativas mais eficaz e com menos efeitos adversos. Dessa forma, o objetivo do presente estudo foi avaliar a atividade gastroproprotetora e cicatrizante do acetato de hecogenina (AH) em modelos agudo e crônico de lesões gástricas em roedores (CEEA/UFPI nº 516/2018). Inicialmente, a atividade gastroprotetora do AH foi avaliada em modelos de lesões gástricas induzidas por etanol absoluto e etanol acidificado. Camundongos swiss foram pré-tratados oralmente com AH (2,5; 5; 10 mg/kg) e (5; 10 e 20 mg/kg), respectivamente, e carbenoxolona 100 mg/kg, v.o. Após 1 h foram administrados (0,2 ml/animal) etanol absoluto e etanol acidificado, respectivamente. Após 30 min da administração do etanol absoluto e 1 h do etanol acidificado, os animais foram eutanasiados e o percentual da área ulcerada de lesões gástricas foram determinadas. Para o modelo de lesões gástricas induzidas por isquemia e reperfusão foram usados ratos wistar os quais foram pré-tratados oralmente com AH (5; 10, 20 mg/kg) e Nacetilcisteína 200 mg/kg. Após 30 min foram anestesiados. Em seguida, foram submetidos a 30 min de isquemia, seguido por 1 h de reperfusão. Após esse período, os ratos foram eutanasiados, o percentual da área ulcerada de lesão gástricas foram determinadas. Para avaliação da atividade cicatrizante os animais (ratos de 250-300g) foram divididos em 04 grupos (n=6) e anestesiados com cetamina (100 mg/kg, i.p.) e xilazina (5,0 mg/kg i.p.) para a realização do processo cirúrgico para indução de úlcera gástrica usando o ácido acético (80%, 70 μL) como agente indutor. A área lesada foi delimitada utilizando um tubo de vidro de 8 mm de diâmetro e 2 cm de altura, em contato com a serosa do estômago. Após 24 h os mesmos foram tratados oralmente por 7 dias seguidos com AH (10 e 20 mg/kg) ou Cimetidina (200 mg/kg). . Para análise de possíveis sinais de toxicidade, o peso corporal foi avaliado a cada 2 dias. No 8º dia foram anestesiados para a coleta de sangue e eutanasiados para a medida das lesões com o auxílio de um paquímetro, seguida da retirada dos órgãos vitais para a pesagem e análise histológica. O AH reduziu significamente (*p<0,05) a área da lesão em 94,5%*; 61,2%*; 67,3%*, e 39,6%*; 89,7%*; 57,1%* para as doses (2,5; 5 e 10 mg/kg) e (5; 10 e 20 mg/kg), nos modelos de etanol e etanol acidificado, respectivamente, quando comparados com o veículo. A carbenoxolona reduziu a lesão gástrica em 72,2%* e 84%* em relação ao veículo. No modelo de lesões gástricas induzidas por isquemia e reperfusão o AH (5; 10 e 20 mg/kg) reduziu a área da lesão 84,9%*; 71,8%*; 92,2%*, respectivamente, e o N-acetilcisteína reduziu a lesão gástrica 78%*, comparados com o veículo. Com relação a cicatrização o AH (5 e 10 mg/kg) reduziu a área da lesão em 70% e 73%*, respectivamente. A cimetdina reduziu as lesões em 85,6%*. Com relação a deposição de colágeno, a presença e aumento deste, demonstra um mecanismo de ação para o processo de cicatrização. O grupo tratado com acetato de hecogenina na dose de 10 mg/kg (5,16 ± 0,92*) e cimetidina 200 mg/kg (8,14 ± 0,98*), durante sete dias, no modelo de cicatrização, apresentaram consideráveis aumento das fibras de colágeno quando comparados com o grupo veículo (0,37 ± 0,10). O grupo sham a presença de colágeno (8,26 ± 0,95*), mostrou-se fisiologica. Diante dos resultados apresentados, o AH tem potencial gastroprotetor e cicatrizante demonstrado pela diminuição da lesão gástrica e presença de colágeno.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 7422077 - PAULO HUMBERTO MOREIRA NUNES
Presidente - 423551 - RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
Interno - 1560969 - ROSIMEIRE FERREIRA DOS SANTOS
Notícia cadastrada em: 07/02/2020 22:52
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