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Banca de DEFESA: ALINE JEANE COSTA SOUSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALINE JEANE COSTA SOUSA
DATA: 18/03/2020
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do NPPM
TÍTULO: AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE GASTROPROTETORA E CICATRIZANTE DO ACETATO DE HECOGENINA EM ROEDORES
PALAVRAS-CHAVES: Úlcera gástrica, Gastroproteção, Hecogenina, Cicatrização
PÁGINAS: 81
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Farmacologia
RESUMO:

As úlceras pépticas são lesões na mucosa gástrica e duodenal geradas por um desequilíbrio
entre os fatores protetores (secreção de muco gastroduodenal, produção de bicarbonato,
fluxo sanguíneo adequado) e lesivos (excesso de pepsina ou ácido clorídrico). A causa pode
ser por vários fatores, desde elementos ambientais (álcool e nicotina) bem como fatores
genéticos. Alguns medicamentos empregados na terapêutica das úlceras pépticas estão
associados a efeitos adversos como hipersensibilidade, deficiência de vitamina B12 e ferro.
Dessa maneira, estudos estão sendo desenvolvidos em busca de terapias alternativas mais
eficaz e com menos efeitos adversos. Dessa forma, o objetivo do presente estudo foi avaliar
a atividade gastroproprotetora e cicatrizante do acetato de hecogenina (AH) em modelos
agudo e crônico de lesões gástricas em roedores (CEEA/UFPI nº 516/2018). Inicialmente, a
atividade antiulcerogênica do AH foi avaliada em modelos de lesões gástricas induzidas por
etanol absoluto, em que camundongos swiss (n=6) foram pré-tratados com veículo (água
destilada + 2% de tween 80), AH (2,5; 5; 10 mg/kg, v.o) ou carbenoxolona (100 mg/kg,
v.o), e no etanol acidificado foram pré-tratados com veículo, AH (5; 10 e 20 mg/kg, v.o) ou
e carbenoxolona (100 mg/kg, v.o). Após 1 h foram administrados o agente ulcerogênico
(etanol absoluto ou etanol acidificado - 0,2 ml/animal), respectivamente. Após 30 min da
administração do etanol absoluto e 1 h do etanol acidificado, os animais foram eutanasiados
e o percentual da área ulcerada de lesões gástricas foram determinados. Para o modelo de
lesões gástricas induzidas por isquemia e reperfusão foram usados ratos wistar (250-300g)
os quais foram pré-tratados com AH (5; 10, 20 mg/kg, v.o) e N-acetilcisteína (200 mg/kg,
v.o). Após 30 min foram anestesiados. Em seguida, foram submetidos a 30 min de
isquemia, seguido por 1 h de reperfusão. Após esse período, os ratos foram eutanasiados, o
percentual da área ulcerada de lesão gástricas foram determinadas. Para avaliação da
atividade cicatrizante os animais (ratos de 250-300g) foram divididos em 04 grupos (n=6) e
anestesiados com cetamina (100 mg/kg, i.p.) e xilazina (5,0 mg/kg, i.p.) para a realização do
processo cirúrgico para indução de úlcera gástrica usando o ácido acético (80%, 70 μL)
como agente indutor. A área lesada foi delimitada utilizando um tubo de vidro de 8 mm de
diâmetro e 2 cm de altura, em contato com a serosa do estômago. Após 24 h os mesmos
foram tratados por 7 dias seguidos com AH (10 e 20 mg/kg, v.o) ou Cimetidina (200 mg/kg,
v.o). Para análise de possíveis sinais de toxicidade, o peso corporal foi avaliado a cada 2
dias. No 8º dia foram anestesiados para a coleta de sangue e eutanasiados para a medida das
lesões com o auxílio de um paquímetro, seguida da retirada dos órgãos vitais para a
pesagem e análise histológica. O AH reduziu significativamente (*p<0,05) a área da lesão
em 94,5%; 61,2%; 67,3%, e 39,6%; 89,7%; 57,1% para as doses (2,5; 5 e 10 mg/kg) e (5;
10 e 20 mg/kg), nos modelos de etanol e etanol acidificado, respectivamente, quando
comparados com o veículo. A carbenoxolona reduziu a lesão gástrica em 72,2% e 84% em
relação ao veículo. No modelo de lesões gástricas induzidas por isquemia e reperfusão o
AH (5; 10 e 20 mg/kg) reduziu a área da lesão 84,9%; 71,8%; 92,2%, respectivamente, e o
N-acetilcisteína reduziu a lesão gástrica 78%, comparados com o veículo. Com relação a
cicatrização o AH (5 e 10 mg/kg) reduziu a área da lesão em 70% e 73%, respectivamente.
A cimetidina reduziu as lesões em 85,6%. Com relação a deposição de colágeno, a presença
e aumento deste, demonstra um efeito para o processo de cicatrização. O grupo tratado com
acetato de hecogenina na dose de 10 mg/kg (5,16 ± 0,92) e cimetidina 200 mg/kg (8,14 ±
0,98), durante sete dias, no modelo de cicatrização, apresentaram consideráveis aumento
das fibras de colágeno quando comparados com o grupo veículo (0,37 ± 0,10). O grupo
sham a presença de colágeno (8,26 ± 0,95), mostrou-se fisiológica. Diante dos resultados
apresentados, o AH tem potencial antiulcerogênico e cicatrizante demonstrado pela
diminuição da lesão gástrica e presença de fibras de colágeno, respectivamente.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1167629 - FERNANDA REGINA DE CASTRO ALMEIDA
Externo à Instituição - MÁRCIO EDIVANDRO PEREIRA DOS SANTOS - IFPI
Presidente - 423551 - RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
Interno - 1560969 - ROSIMEIRE FERREIRA DOS SANTOS
Notícia cadastrada em: 17/03/2020 20:31
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