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Banca de QUALIFICAÇÃO: JOSÉ SANTANA DA ROCHA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSÉ SANTANA DA ROCHA
DATA: 19/04/2022
HORA: 08:30
LOCAL: SALA VIRTUAL
TÍTULO: CONTABILIDADE DE CUSTOS DE FLUXO DE MATERIAIS (CCFM) EM INDÚSTRIAS DE TERESINA - PIAUÍ COM BASE NA NORMA ISO 14051
PALAVRAS-CHAVES: Contabilidade Ambiental. CCFM. ISO 14051. Ecoeficiência.
PÁGINAS: 137
GRANDE ÁREA: Outra(s)
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

A busca por tecnologias e/ou ferramentas que proporcionam produções industriais mais sustentáveis sob o ponto de vista econômico e ambiental, simultaneamente, tem sido cada vez mais frequente e indispensáveis nos diversos sistemas integrados de produção industrial. Dentre as ferramentas que integram a contabilidade da gestão ambiental encontra-se a Contabilidade dos Custos de Fluxo de Material (CCFM), que rastreia os fluxos produtivos industriais por meio da quantificação física e monetária das matérias primas e insumos utilizados, com foco nas perdas de materiais advindas da produção a fim de fornecer informações úteis, que visem a redução dos custos corporativos e ambientais ao mesmo tempo, gerando benefícios econômicos e ambientais para a organização. Esta pesquisa, foi desenvolvida com o objetivo geral, analisar condições de aplicabilidade da norma ISO 14051 (CCFM) na realidade de microempresas de Teresina (PI). Especificamente, objetivou-se: analisar o perfil histórico da contabilidade no Brasil ao longo do século XX até os dias atuais, aprofundando-se para o ramo da contabilidade ambiental; analisar o panorama atual da produção científica sobre a Contabilidade de Custos de Fluxo de Material (CCFM), após a publicação da norma 14051 pela ISO em 2011; verificar a aplicabilidade da Contabilidade de Custos de Fluxo de Material (CCFM) em microempresa localizada no município de Teresina, estado do Piauí, conforme as diretrizes gerais contidas na ABNT NBR ISO 14051:2013; avaliar o desempenho econômico e ambiental decorrente do processo de fabricação de material impresso em microempresa, por meio da aplicação da Contabilidade de Custo de Fluxo de Material (CCFM). Constatou-se que a ciência contábil está se moldando cada vez mais a regras internacionalmente aceitas. Dentre tais regramentos destaca-se um novo campo do saber desta ciência social, a contabilidade ambiental que vem desempenhando papel de destaque no que se refere a prestação de informações ambientais úteis para tomada de decisões estratégicas nas organizações. No que se refere a CCFM, apesar do crescimento emergente da literatura, evidenciou-se que esta ferramenta vem sendo utilizada de forma tímida e pontual no mundo. O continente asiático tem se destacado em estudos a implementação desta ferramenta, especialmente no Japão, um dos principais idealizadores da CCFM juntamente com a Alemanha. Os resultados da aplicação da CCFM em uma microempresa do ramo gráfico situada no município de Teresina (PI), demonstrou que é possível a aplicabilidade e adaptação da norma para este tipo de indústria. Constatou-se que 41,6% de toda produção analisada estava sendo desperdiçada. A etapa de impressão apresentou 70,5% das perdas de material em comparação com os desperdícios totais do processo analisado. Após a identificação das ineficiências apontadas pela CCFM, medidas para melhorias no processo como acondicionamento e proteção da máquina de imprimir, da matéria-prima e insumos utilizados e a redução em 14,5% da área de cada folha de papel impresso destinado ao produto acabado, foram indicados com o objetivo de auxiliar na redução das perdas advindas da produção. Sugestões de integração de informações sobre custos ambientais nos relatórios contábeis e gerenciais da empresa estudada, também, foram propostas. A CCFM se apresenta como uma ferramenta importante na identificação dos custos ambientais ocultos, bem como na produção analisada, além de se constituir em suporte para a tomada de decisões, tendo reflexo na melhoria na produção do setor gráfico, reduzindo o consumo de material (recursos naturais) e a quantidade de resíduos gerados na fabricação. Contudo, estudos futuros podem ser realizados para aplicar a CCFM em uma estrutura de produção mais ampla e/ou complexa ou em organizações de grande porte ou de produção em larga escala, inclusive em cadeia de suprimentos. Além disso, esta pesquisa se restringiu a uma microempresa para a aplicação da CCFM. Pesquisas futuras podem ser implementadas para apontar se os benefícios, vantagens e entraves, identificados pela execução da CCFM, variam entre diferentes regiões do Brasil ou setores da indústria brasileira.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 423289 - JOAO BATISTA LOPES
Interno - 008.810.413-35 - LEONARDO SILVA SOARES - UFMA
Interno - 1760027 - MARCOS ANTONIO TAVARES LIRA
Externo ao Programa - 423677 - MÁRIO ANGELO DE MENESES SOUSA
Externo à Instituição - Luciano Brito Rodrigues - UESB
Externo à Instituição - OSVALDO AUGUSTO VASCONCELOS DE OLIVEIRA LOPES DA SILVA - IFPI
Externo à Instituição - PAULO HENRIQUE FRANCO ROCHA - IFMA
Notícia cadastrada em: 25/03/2022 17:30
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb04.ufpi.br.sigaa 23/04/2024 04:44