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Banca de DEFESA: PEDRINA MORGANA DE ALMEIDA MORENO
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PEDRINA MORGANA DE ALMEIDA MORENO
DATA: 09/04/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do Núcleo de Pesquisa em Plantas Medicinais
TÍTULO: Efeito antimetastático da fração proteolítica P1G10 de Vasconcellea cundinamarcensis na metástase hepática do carcinoma colorretal
PALAVRAS-CHAVES: Cisteino protease; Câncer colorretal; Metástase hepática; antimetastático
PÁGINAS: 91
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Farmacologia
RESUMO:

O câncer colorretal (CCR) apresenta alta propensão a metástases, especialmente no fígado, o que reduz drasticamente a sobrevida dos pacientes. Apesar dos avanços terapêuticos, ganhos como maior sobrevida e menor toxicidade permanecem limitados, reforçando a necessidade de estratégias farmacológicas mais eficazes no tratamento do CCR metastático no fígado. A fração proteolítica P1G10, obtida por cromatografia do látex de Vasconcellea cundinamarcensis, apresenta efeito antimetastático em melanoma murino B16F10, além de reduzir adesão, migração e invasão em diferentes linhagens tumorais. Este trabalho avaliou o efeito antimetastático da P1G10 na metástase hepática por CCR. Inicialmente, pelo teste de MTT, a fração reduziu a viabilidade de células de carcinoma colorretal murino CT26.WT, apresentando CC50 (concentração citotóxica para 50% da população celular) de 21,1 μg/mL após 72 h. A migração celular, avaliada pelo scratch assay, foi significativamente reduzida pela P1G10 na concentração de 2,5 µg/mL. De maneira semelhante, a clonogenicidade de CT26.WT foi reduzida pelo pré-tratamento com P1G10 nas concentrações de 1,5 e 2,5 µg/mL por 24, 48 e 72 h. O tratamento com a fração reduziu significativamente a viabilidade em cultura 3D de células CT26.WT, avaliada pela metabolização da resazurina, na concentração de 62,5 µg/mL. Em modelo murino de metástase hepática, a administração subcutânea de P1G10 nas doses de 3 e 5 mg/kg reduziu significativamente o escore metastático e promoveu sobrevida de 50% e 100%, respectivamente, nos animais tratados ao passo que a sobrevida para o grupo controle foi de 33%. Além disso, nessas mesmas doses, P1G10 aumentou a massa corporal total dos animais, sem alterar significativamente a massa do pulmão, rins e coração. Quanto à circunferência abdominal, o tratamento com a fração na dose de 5 mg/Kg preveniu o acúmulo de líquido ascítico. Por sua vez, a atividade de metaloproteses no tecido hepático dos animais tratados, determinada por zimografia, não apresentou diferença estatística em relação aos animais não tratados. Em conjunto, esses achados mostram o efeito antimetastático da P1G10 em modelo murino de metástase hepática, em parte mediado pela redução da migração e da clonogenicidade celular. Além disso, a fração promove aumento da sobrevida animal e apresenta segurança toxicológica nos parâmetros analisados.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2950101 - FRANCISCO LEONARDO TORRES LEAL
Externo ao Programa - 3473745 - ANDERSON WILBUR LOPES ANDRADE
Externo ao Programa - 1731057 - JOAO MARCELO DE CASTRO E SOUSA

Cadastrada em: 06/04/2026
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