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Banca de QUALIFICAÇÃO: ESLEY DA SILVA SANTOS
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ESLEY DA SILVA SANTOS
DATA: 29/01/2021
HORA: 14:00
LOCAL: VIDEOCONFERÊNCIA GOOGLE MEET
TÍTULO: AVALIAÇÃO IN SILICO DO POTENCIAL TERAPÊTICO DO ACETURADO DE DIMINAZENO FRENTE AOS ALVOS MOLECULARES DO SARS-COV 2
PALAVRAS-CHAVES: SARS-COV 2, Aceturato de Diminazeno, Docagem molecular
PÁGINAS: 53
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Farmacologia
RESUMO:

A COVID-19 é uma doença causada pelo vírus SARS-COV2, acometendo principalmente o sistema respiratório e em casos graves provoca insuficiência respiratória, causado pela cascata de citocinas pró-inflamatórias, principalmente em pacientes com doenças crônicas, podendo levar à morte. A principal forma de entrada do vírus nas células é pela ligação da glicoproteína spike à proteína ECA2 e clivada pela protease TMPRSS2, ambas estão presentes em vários órgãos e auxiliam a entrada do vírus, existem ainda diversas outras proteases que participam do ciclo de vida do vírus. No entanto, até o momento não há medicamentos eficazes contra a COVID-19, dessa forma faz-se necessário a busca por medicamentos que possam ser utilizados como adjuvantes no tratamento da COVID-19. Uma opção seria a utilização de fármacos já disponíveis no mercado e que possam apresentar atividade anti-SARS-COV2 ou minimizar os efeitos da doença. O aceturato de diminazeno é um fármaco disponível no mercado há mais de 60 anos e que tem sido relatado como um ativador da ECA2 e que é capaz de reduzir as citocinas pró-inflamatórias. A partir disso, objetivou-se avaliar a afinidade in silico do aceturato de diminazeno frente aos alvos moleculares do SARS-COV2. Para a realização da análise foram utilizados estruturas 3D do DIME e das proteases do ciclo de vida do SARS-COV2, obtidas por meio dos bancos de dados Protein Data Bank e Drubank, e processados em programas computacionais com o AutodockTools e LigPlot. Os resultados obtidos demonstram que o DIME é capaz de interagir com todos os alvos testados com as respectivas energias de ligação e constante de inibição: proteína S (fechada: -7.87 e 1.71), proteína S (aberta: -5.8 e 55.64), RBD (-5.92 e 45.54), Mpro (-6.23 e 26.97), TMPRSS2 (-6.08 e 35.17), ADAM 17 (-6.0 e 39.76), Catepsina L (-5.14 e 171.15), ECA2 (-4.06 e 1.05); além disso, demostrou também interagir por meio de pontes de hidrogênios e ligações hidrofóbicas com todos os alvos. Contudo, sabe-se que quanto menor a energia de ligação melhor serão os resultados de atividade biológica. Ainda assim foi demonstrado que o DIME é capaz de interagir com o sitio ativo de algumas proteases semelhantes a alguns inibidores já conhecidos e apresentou energia de ligação melhor do que os medicamentos utilizados atualmente no tratamento de pacientes infectados por SARS-COV2, sugerindo assim que possa apresentar resultados satisfatórios frentes à COVID-19, porém são necessários mais testes para comprovar a atividade anti-SARS-COV2 do DIME.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1680593 - JAND VENES ROLIM MEDEIROS
Externo ao Programa - 025.525.613-22 - JEFFERSON ALMEIDA ROCHA - UFMA
Externo ao Programa - 3161301 - LUCAS ANTONIO DUARTE NICOLAU

Cadastrada em: 21/01/2021
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SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb04.ufpi.br.instancia1 22/01/2021 22:07