Dissertações/Teses

2019
Descrição
  • ANDREA NUNES MENDES DE BRITO
  • PADRÃO ALIMENTAR E RESISTÊNCIA À INSULINA EM ADOLESCENTES
  • Orientador : LUISA HELENA DE OLIVEIRA LIMA
  • Data: 16/12/2019
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  • INTRODUÇÃO: A análise dos padrões alimentares é uma valiosa ferramenta para ampliar o conhecimento a respeito do papel da dieta sobre determinados fatores de risco à saúde. A avaliação do consumo alimentar de adolescentes vem ganhando crescente atenção, devido à associação dos hábitos alimentares inadequados com o desenvolvimento das doenças crônicas na vida adulta, como a resistência à insulina, desencadeadora da síndrome metabólica e doenças cardiovasculares. OBJETIVO: Correlacionar os padrões alimentares com a resistência à insulina em adolescentes. MÉTODO: Trata-se de um estudo transversal, realizado em 2015, com 153 adolescentes estudantes das escolas particulares localizadas na zona urbana de Picos-PI. Foi realizado avaliação antropométrica, bioquímica e dietética feita por entrevistadores treinados. As variáveis sociodemográficas utilizadas foram sexo e a idade. As variáveis antropométricas foram: peso, estatura, índice de massa corporal, circunferência da cintura, relação cintura- estatura e índice de conicidade. As variáveis bioquímicas empregadas foram: Glicemia, Insulina e Resistência à insulina, sendo esta determinada pelo o modelo de avaliação da homeostase. A avaliação dietética foi obtida por meio do recordatório de 24 horas aplicado uma única vez. Empregou-se a análise de componentes principais para determinação dos padrões alimentares e regressão logística multivariada para correlacioná-los com a resistência à insulina. RESULTADOS: A resistência à insulina foi observada em 25,5% dos adolescentes avaliados, sendo que as meninas apresentaram maior prevalência (69,2%). Identificou-se cinco padrões alimentares classificados em Componentes 1: “Frutas e laticínios”, 2:“Farinhas, féculas, massas e carnes brancas”, 3:“Açúcares, produtos de confeitaria e bebidas”, 4:“Cereais, leguminosas, carnes vermelhas e produtos industrializados” e 5:“Hortaliças e panificados”. Juntos os cinco componentes explicaram 61,18% da variância total. Verificou-se correlação dos padrões com parâmetros dietéticos e o sexo (p<0,05), exceto o Componente 3. Este padrão “Açúcares e produtos de confeitaria” correlacionou-se apenas com energia, carboidratos e lipídeos. O Componente 4: “Cereais, leguminosas, carnes e produtos industrializados” reflete hábitos alimentares de um cenário de transição nutricional, pois inclui alimentos tradicionais piauienses e alimentos ultraprocessados. Entretanto, não foi observada correlação entre os padrões alimentares e a RI em adolescentes. deste estudo. CONCLUSÃO: Apesar de não ter sido verificado correlação entre os padrões alimentares e a resistência à insulina em adolescentes deste estudo, sabe-se que a diversidade alimentar presente em cada população possui características próprias e impactam na formação de cada padrão alimentar, o que evidencia a necessidade estudos prospectivos em larga escala. No entanto, é fundamental que as escolas forneçam aos adolescentes um ambiente físico favorável à alimentação saudável e à prática de atividade física para possibilitar o enfrentamento mais eficaz de doenças crônicas.

  • LANA RAYSA DA SILVA ARAUJO
  • CONSUMO DE FRUTAS, LEGUMES E VERDURAS POR ADOLESCENTES DE ESCOLAS PÚBLICAS E PRIVADAS
  • Orientador : REGILDA SARAIVA DOS REIS MOREIRA ARAUJO
  • Data: 04/12/2019
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  • Introdução: A adolescência é uma fase do desenvolvimento humano caracterizada por mudanças de origem biológica, psíquica e social, correspondendo a um momento de alterações no estilo de vida, podendo afetar as escolhas alimentares. Objetivo: Avaliar o consumo de frutas, legumes e verduras (FLV) por adolescentes de escolas públicas e privadas. Métodos: Estudo transversal com 651 adolescentes de escolas públicas e privadas de Teresina, Piauí, em 2016, selecionados por amostragem probabilística estratificada proporcional. O estudo faz parte de uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), intitulada “Saúde na escola: diagnóstico situacional do ensino médio”. Foram coletados dados sociodemográficos, estado nutricional utilizando IMC/Idade, circunferência abdominal e recordatório de 24h. A análise de frutas, legumes e verduras foi realizada por meio da Tabela para Avaliação do Consumo Alimentar em Medidas Caseiras e a classificação das frutas, legumes e verduras da região Nordeste foi realizada por meio da utilização do livro “Alimentos Regionais Brasileiros”. Realizouse análise bivariada com o teste qui-quadrado e teste t de Student e aplicou-se o teste de Correlação de Pearson. Considerou-se intervalo de confiança de 95% (IC95%) e um erro alfa de 5% (p≤0,05). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFPI. Resultados: Os adolescentes que consumiam frutas,legumes e verduras eram em sua maioria do sexo feminino, com renda familiar entre 1 e 2 salários mínimos e escolaridade materna intermediária. Escolaridade materna (p= 0,005) e renda (p= 0,012) se associaram ao consumo de frutas. A ingestão em gramas frutas foi maior do que legumes e verduras. 54,1% dos adolescentes não consumiram frutas e 69% não ingeriram legumes e verduras. A adequação de consumo foi de 11,1% para escolas públicas e 11,9% para instituições privadas. Não houve associação entre as instituições de ensino quanto consumo e adequação. As FLV mais consumidas não foram as da região Nordeste e apenas o repolho apresentou correlação com o estado nutricional. Conclusão: O consumo de frutas, legumes e verduras foi considerado baixo e inadequado não havendo associação entre as instituições de ensino e o consumo de frutas se associou a escolaridade materna e renda familiar. As frutas mais consumidas foram banana, maracujá, tomate e goiaba e os legumes e verduras foram alface e pepino. Houve uma fraca correlação entre o consumo de banana, laranja, maçã e melão e o estado nutricional eutrófico dos adolescentes. Sugere-se a implantação de estratégias de educação alimentar e nutricional, realizadas em ambiente escolar e familiar, bem como faz-se necessário uma maior reflexão sobre consumo de frutas, legumes e verduras e renda familiar.

  • MARIANNE LIRA DE OLIVEIRA
  • VIOLÊNCIA FAMILIAR INFANTO-JUVENIL E O FRACASSO ESCOLAR
  • Orientador : CASSIO EDUARDO SOARES MIRANDA
  • Data: 19/09/2019
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  • Introdução: A violência familiar infantojuvenil é caracterizada por atos ou omissões praticadas por pais, parentes ou responsáveis e pode produzir comportamentos autodestrutivos, reclusão, depressão, raiva e problemas de aprendizado, como os que caracterizam o fracasso escolar. Objetivo: Analisar a correlação entre a percepção de violência familiar infanto-juvenil e o fracasso escolar. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal utilizando a triangulação dos dados, realizado com 117 escolares do 6º do ensino fundamental de escolas públicas da cidade de Chaval-CE. Esta pesquisa foi desenvolvida em 02 escolas da zona urbana e 01 da zona rural totalizando 06 turmas participantes da coleta de dados. Os dados quantitativos foram coletados por meio de questionário sociodemográfico, aplicação da escala de Sinalização do Ambiente Natural Infantil (SANI) e avaliação objetiva do fracasso escolar, sendo analisados utilizando os testes t de student, Exato de Fisher e teste de Spearman. As entrevistas semiestruturadas foram realizadas com 20% dos escolares, compostos por 10% com maior pontuação e 10% com menor pontuação na escala SANI. Utilizou-se a saturação teórica e as informações foram avaliadas por meio da análise do discurso na vertente francesa. Resultados: Dentre os escolares da amostra, 52,1% eram do sexo masculino e 47,9% do sexo feminino com média de idade de 10,9 anos. A pesquisa demonstrou ainda que 86,3% dos escolares eram matriculados na zona urbana e 53,8% estudavam no turno da manhã. Após análise bivariada verificou-se que não houve diferença significativa entre as médias de percepção de violência familiar para as variáveis de turno, renda familiar e quanto ao fracasso escolar. Em contraponto, houve diferença significativa (p ≤ 0,05) na relação entre a pontuação na escala SANI e as zonas urbana e rural. A partir das entrevistas semiestruturadas foi possível identificar que a maioria dos participantes mora com os pais ou só com a mãe e, quando ausentes, os tios têm exercido o papel de responsáveis pelos escolares. Quanto aos tipos de violência presenciada, a física e a psicológica foram as mais citadas pelos escolares, tendo como agressores mais frequentes os pais e a vítima mais frequente foi a irmã (o). Conclusão: Mediante análise entre a percepção de violência familiar e fracasso escolar verificou-se que não houve correlação significativa, ainda que as pontuações estejam acima da média da escala SANI, o que permite concluir que mesmo presenciando situações de violência, os escolares podem desenvolver estratégias de autoproteção que auxiliem no desempenho escolar satisfatório.

  • FABIANA NEVES LIMA
  • Risco cardiovascular e fatores associados em adolescentes
  • Orientador : ANA ROBERTA VILAROUCA DA SILVA
  • Data: 24/05/2019
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  • Reconhecer fatores de risco cardiovascular em adolescentes, tornou-se uma avaliação importante em estudos epidemiológicos, visto que, a presença destes fatores está associada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares (DCV). O processo inicial da DCV pode ocorrer durante a infância e adolescência. Diante disto, a identificação precoce da presença de fatores de risco pode subsidiar o planejamento e o desenvolvimento de programas de intervenção em idade ideal. O estudo objetivou analisar a frequência de fatores de risco cardiovasculares em adolescentes. Estudo transversal realizado com 251 adolescentes, matriculados em uma escola de tempo integral da rede pública de ensino na cidade de Teresina-Piauí, com idade entre 14 a 17 anos, de ambos os sexos, selecionados por amostragem probabilística aleatória simples. Os desfechos investigados foram: comportamento sedentário, nível de atividade física, qualidade do sono, sonolência diurna excessiva, tabagismo, consumo de álcool, hipertensão arterial, excesso de peso, circunferência da cintura e do pescoço. Usaram-se estatística descritiva, testes t de Student, ANOVA, Mann-Whitney e Kruskall-Wallis para comparação das médias entre os grupos. A significância estatística adotada foi (p<0,05). Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, parecer nº 2.838.003/2018. A média de idade dos adolescentes foi de 16,2 ± 0,76 anos, 60,1% dos adolescentes do sexo feminino. Os fatores de risco mais frequentes foram excesso de sonolência diurna (88%), inatividade física (38,2%), circunferência do pescoço alterado (10,8%) , consumo de álcool e tabaco (8,4%, 6,0%) respectivamente, pré-hipertensão (e pelos valores de pressão arterial sistólica (14,7%) e pressão arterial diastólica (27,1%). Em relação aos dados antropométricos, o sexo feminino obteve média de índice de massa corporal maior que o masculino (p<0,05), já em comparação à circunferências da cintura e do pescoço o sexo masculino apresentou médias superiores (p<0,05). Sobre as variáveis clínicas, o sexo masculino apresentou pressão arterial sistólica e diastólica superiores e frequência cardíaca inferior ao sexo feminino (p<0,05). Com relação ao consumo de álcool, os que estavam na zona de alto risco ou uso nocivo de álcool apresentaram valores médios elevados de pressão arterial sistólica (p<0,05). Constatou-se uma existência de fatores de risco em adolescentes. A presença e associações positivas entre os fatores de riscos que podem contribuir para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares servem como sinalizadores para que medidas preventivas sejam tomadas, através de ações de promoção de saúde no contexto escolar.

  • PATRÍCIA VIANA CARVALHEDO LIMA
  • VIOLÊNCIA CONTRA PROFESSORES EM ESCOLAS DO ENSINO MÉDIO
  • Orientador : MALVINA THAIS PACHECO RODRIGUES
  • Data: 10/04/2019
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  • INTRODUÇÃO: A violência escolar tem se configurado como um importante problema de saúde pública. Neste contexto, o professor é um dos profissionais que está mais exposto a situações que ameaçam sua integridade física e moral. OBJETIVO: Analisar a ocorrência de violência contra professores de escolas públicas e privadas do ensino médio e os fatores associados. METODOLOGIA: Estudo transversal analítico, realizado com 279 professores do ensino médio em Teresina-PI.Para verificar a associação entre as variáveis foi utilizado o teste de Wald e análise multivariada pelo modelo de regressão de Poisson para estimar as razões de prevalência (RP) e intervalo de confiança de 95% (IC95%) foi adotado nível de significância de 5%. RESULTADOS: A maior parte dos docentes era do sexo masculino (58,1%), com até 40 anos de idade (58,5%) e lecionavam em escolas particulares (50,2%). A média do tempo de docência foi de 13,1 anos. A prevalência de professores que vivenciaram alguma situação de violência foi de 54,8%. Os insultos verbais foram os eventos mais frequentes (39,4%). Escolas localizadas nas regionais leste (RP=1,65; IC95% 1,14; 2,39) ou sul (RP=1,48; IC95% 1,05;2,08) apresentaram associação positiva com violência em comparação às escolas da regional centro/norte. Ter sido alvo de insultos verbais foi associado positivamente ao trabalho em escolas de administração pública (RP=1,45; IC95% 1,00;2,11) e com aquelas que se se encontram nas regionais leste (RP=1,85; IC95% 1,17;2,93) e sul (RP=1,59; IC95% 1,05;2,41) em comparação às escolas do centro/norte. Trabalhar em apenas uma escola foi associado negativamente ao assédio sexual (RP=0,93; IC95% 0,86; 0,99). CONCLUSÃO: A maior parte dos professores sofreu algum tipo de violência no ambiente escolar, associada a fatores como o sexo, tipo de gestão, localização da escola e a quantidade de locais em que lecionava. Os dados encontrados podem facilitar o diagnóstico da situação dos professores no ensino médio, bem como servir de subsídio para a elaboração de um plano de intervenção. Enfatiza-se a necessidade de buscar formas de prevenção e enfrentamento da violência, bem como a capacitação de professores e gestores para que possam gerir os conflitos de modo que esses não se concretizem em atos violentos.

  • SEMIRA SELENA LIMA DE SOUSA
  • ANÁLISE DA QUALIDADE DO SONO DE HIPERTENSOS ASSISTIDOS NA ATENÇÃO BÁSICA
  • Orientador : FERNANDO FERRAZ DO NASCIMENTO
  • Data: 25/03/2019
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  • INTRODUÇÃO: Dados revelam que pessoas com hipertensão tem pior qualidade do sono e são mais suscetíveis a terem distúrbios do sono, em especial a síndrome da apneia obstrutiva do sono, que tem a sonolência diurna excessiva como um dos principais sintomas. A síndrome da apneia obstrutiva do sono influencia no surgimento da hipertensão e vice-versa, juntas somam altas taxas de morbidade na população e possuem uma relação bilateral. OBJETIVO: Analisar a qualidade do sono de hipertensos assistidos na atenção básica. METODOLOGIA: Estudo transversal, realizado no perímetro urbano da rede básica de saúde do Município de Teresina-PI, que foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí com o parecer 2.379.741. Participaram 390 hipertensos, avaliados pelos instrumentos: Índice de Qualidade do Sono Pittsburgh, Escala de Sonolência de Epworth, Questionário Clínico de Berlim; e o Questionário sociodemográfico, comportamental e clínico. Realizou-se análise univariada, com procedimentos de estatística descritiva; bivariada com o teste qui-quadrado de Pearson; e multivariada com regressão de Poisson. Foram calculadas as Razões de Prevalências (RP), para todas as variáveis que obtiveram um p<0,20 na análise bivariada e significância avaliada pelo teste de Wald. O critério de nulidade foi de p<0,05. RESULTADOS: A média da idade dos hipertensos foi de 60,24 (±12,15) anos sendo a maio­ria do sexo feminino (73,3%). A qualidade do sono foi ruim com possíveis distúrbios do sono para 73,6% (IC 95%: 69,0-77,7) dos hipertensos, 62,6% (IC 95%: 57,0-67,2) apresentaram risco para síndrome da apneia obstrutiva do sono e 42,1% (IC 95%: 37,0-47,0) para sonolência diurna excessiva. Ainda assim, na análise bivariada, não houve associação da qualidade do sono e dos distúrbios do sono com hipertensão. Após o modelo de regressão (p<0,20), as variáveis atividade física regular (RP=1,34; IC95%: 1,02 – 1,75) e dependência alcoólica (RP=1,38; IC95%: 1,03 – 1,83), estiveram associadas estatisticamente a sonolência diurna excessiva (p=0,048) e alto risco para síndrome da apneia obstrutiva do sono (p=0,045), respectivamente. CONCLUSÃO: A qualidade do sono de pacientes hipertensos assistidos nas unidades básicas de saúde da cidade de Teresina-PI é ruim com possíveis distúrbios do sono, possuem alta prevalência de risco para sonolência diurna excessiva e síndrome da apneia obstrutiva do sono, associados a ausência de atividade física e possível dependência alcóolica, respectivamente. Ademais, acredita-se também que o diagnóstico preciso e o tratamento efetivo dos distúrbios do sono, em especial da síndrome da apneia obstrutiva do sono, poderiam reduzir os níveis pressóricos desses hipertensos.

  • RONIELE ARAUJO DE SOUSA
  • Fatores associados à utilização dos serviços de saúde por adolescentes
  • Orientador : OSMAR DE OLIVEIRA CARDOSO
  • Data: 28/02/2019
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  • INTRODUÇÃO: O conhecimento sobre a utilização dos serviços de saúde por uma população é fundamental para avaliação do sistema de saúde, além de contribuir para o conhecimento, desenvolvimento e melhorias dos serviços. No entanto, este tema ainda é pouco pesquisado entre os adolescentes. OBJETIVO: Analisar os fatores associados à procura dos serviços de saúde pelos estudantes do 9º ano do ensino fundamental da rede pública de Parnaíba-PI. MÉTODO: Estudo transversal do tipo inquérito populacional, cujos entrevistados foram os adolescentes do 9º ano do ensino fundamental público da zona urbana de Parnaíba-PI. A coleta de dados ocorreu no período de outubro de 2017 a maio de 2018. As variáveis referiram-se às características sociodemográficas, aspectos familiares, comportamentos de risco, situação de saúde e uso dos serviços de saúde. Foram calculadas as prevalências e seus respectivos intervalos de confiança a 95% (IC95%). Aplicou-se o modelo de regressão logística múltipla para verificar as associações. RESULTADOS: Observou-se que menos da metade (42,8%) dos adolescentes procuraram algum serviço de saúde, sendo a maior procura pelo sexo feminino (61,1%). A Unidade Básica de Saúde foi relatada em 58,9% como o local preferencial de acesso. Os adolescentes que fumam, consomem álcool, não utilizam métodos contraceptivos e/ou não usam capacete tiveram menor prevalência na procura pelos serviços. No modelo de ajuste final, foi verificado que usar drogas ilícitas (OR: 0,50; IC95%: 0,28;0,93) teve associação estatística negativa com a procura dos serviços de saúde. CONCLUSÃO: A procura pelos serviços de saúde pelo sexo feminino pode estar relacionada ao maior cuidado com a saúde. Consumir drogas ilícitas pode dificultar a percepção de saúde. É recomendado a realização de estudos específicos para melhor compreensão da relação dos comportamentos de riscos e situação de saúde com o uso dos serviços. As informações produzidas servirão para gestores e profissionais de saúde refletirem sobre as ações e os serviços de saúde estabelecidos, assim como permitirão o desenvolvimento de programas e estratégias mais eficazes para uma atenção à saúde integral dos adolescentes.

  • JULIANE DANIELLY SANTOS CUNHA
  • CONHECIMENTO OBJETIVO E PERCEBIDO SOBRE VACINAS ENTRE ADOLESCENTES ESCOLARES
  • Orientador : MALVINA THAIS PACHECO RODRIGUES
  • Data: 28/02/2019
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  • INTRODUÇÃO: A imunização assume um papel fundamental para que a saúde seja resguardada. Entre os adolescentes, a aquisição de conhecimentos acerca da vacinação é extremamente necessária, pois tal processo fornecerá subsídios para que o nível de aceitabilidade das vacinas seja aumentado e tenha repercussões diretas no aumento da cobertura vacinal e, consequentemente, na diminuição das doenças imunopreveníveis. OBJETIVO: Analisar o conhecimento objetivo e percebido dos adolescentes escolares sobre a vacinação. MÉTODO: Estudo transversal e analítico realizado com 674 adolescentes, selecionadas por amostragem probabilística. O estudo faz parte de uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), intitulada “Saúde na escola: diagnóstico situacional no ensino médio”. A coleta de dados ocorreu no ano de 2016 nas escolas públicas e privadas da Cidade de Teresina-PI sendo utilizado um questionário semi-estruturado, pré-codificado e pré-testado. Foram realizadas análises univariadas por meio de estatística descritiva; bivariada utilizando o teste qui-quadrado de Pearson; e multivariada, por meio de Regressão Logística Múltipla. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFPI parecer nº 1.495975. RESULTADOS: Predominaram adolescentes do sexo feminino (56,7%), com média de idade de 16 anos e estudantes da escola pública (64,7%). A maior parte dos estudantes demonstrou conhecimento objetivo e percebido baixo com 97,9% e 73,7%, respectivamente. Houve associação estatística entre o conhecimento percebido e a renda familiar, mostrando que possuir renda familiar maior que um salário mínimo está associado significativamente com o alto conhecimento percebido, tanto na análise bivariada (p= 0,000) como na regressão logística (OR=0,586; IC95%: 0,402-0,854). CONCLUSÃO: O conhecimento dos adolescentes escolares sobre vacinas é baixo. Acredita-se que essa deficiência de informações na vida do escolar pode resultar na baixa procura por esses imunobiológicos, tornando-os vulneráveis as doenças imunopreveníveis. Sendo assim, é fundamental orientar esse público quanto aos comportamentos de risco estimulando-os a adotarem medidas preventivas, como a atualização da carteira de vacinação, além da busca do conhecimento e de sua efetivação na prática.

  • VANDOVAL RODRIGUES VELOSO
  • Sentimento de insegurança e estratégias de enfrentamento por adolescente da rede privada de ensino de Teresina-Piauí
  • Orientador : CASSIO EDUARDO SOARES MIRANDA
  • Data: 28/02/2019
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  • INTRODUÇÃO: A violência envolvendo adolescentes no contexto escolar configura-se como um problema de saúde pública e justifica o sentimento de insegurança daqueles que a frequentam. O sentimento de insegurança traz implicações diretas ao processo de integração de adolescentes à escola e à sociedade, sendo fundamental compreender a atuação desse construto no campo da saúde pública. OBJETIVO: Analisar as estratégias de enfrentamento ao sentimento de insegurança por adolescentes das escolas da rede privada de Teresina-Piauí. METODOLOGIA: Estudo transversal, de metodologia mista sequencial explanatória, composta de uma etapa quantitativa, seguida de uma etapa qualitativa. Na etapa quantitativa foi aplicado um questionário englobando aspectos sociodemográficos e violência em 238 adolescentes. Foram realizadas análises univariada, por meio de estatística descritiva, e bivariada, utilizando-se o teste de correlação de Spearman, teste Qui-quadrado de Pearson (χ2) e Regressão Logística Binária com intervalos de confiança de 95% (IC95%) e nível de significância de 5%. Na segunda etapa, foram selecionados dois alunos de cada uma das duas escolas com maior e menor prevalência do sentimento de insegurança, totalizando oito alunos, com igual distribuição entre os sexos. RESULTADOS: A amostra estudada apresentou idade média de 16,0 (±1,1) anos, sendo 47,5% do sexo masculino e 52,5% do sexo feminino. A prevalência do sentimento de insegurança foi de 17,6%, com predominância no sexo feminino. Os fatores associados significativamente (p<0,05) com o sentimento de insegurança incluíram os adolescentes que sofreram ameaças (OR=3,40; IC95%: 1,63-7,09) e intimidação (OR=2,92; IC95%: 1,43-5,95). Os achados qualitativos revelaram que os adolescentes das duas escolas de maior prevalência de sentimento de insegurança apresentaram relatos de atos violentos de maior gravidade nas categorias Experiência de violência observada na escola e Vivência de experiência de violência, enquanto os adolescentes das duas escolas de menor prevalência de sentimento de insegurança relataram atos violentos de menor gravidade, para essas mesmas categorias. CONCLUSÃO: Os adolescentes afirmaram sentir insegurança nos arredores das escolas e no trajeto casa-escola-casa em ambas as etapas da pesquisa, porém, não houve relato, nas entrevistas, de estratégias de enfrentamento ao sentimento de insegurança no interior das escolas, apenas em seus arredores e no trajeto casa-escola-casa. A triangulação entre métodos apontou para a convergência dos resultados das etapas quantitativa e qualitativa da pesquisa (categorias Experiência de violência observada na escola e Vivência de experiência de violência). Os achados indicam a necessidade de maior compreensão das estratégias de enfrentamento ao sentimento de insegurança por adolescentes no contexto das escolas privadas a fim de se implementar ações que proporcionem um clima escolar favorável à aprendizagem e diminuam os danos emocionais e psicológicos relacionados às situações adversas às quais estão expostos.

  • DEBORAH FERNANDA CAMPOS DA SILVA
  • USO DE SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS ENTRE ADOLESCENTES NO SEMIÁRIDO NORDESTINO
  • Orientador : LUISA HELENA DE OLIVEIRA LIMA
  • Data: 28/02/2019
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  • Introdução: A adolescência é caracterizada por um período de transição no qual o indivíduo é surpreendido por descobertas sobre si e o mundo. Não raro, o adolescente é pressionado no sentido de assumir comportamentos e tomar decisões impostas pelo seu meio social, assumindo assim, atitudes e riscos com relação a se posicionar contrário às convenções sociais, como por exemplo, o uso de substâncias psicotrópicas. Objetivo: Analisar o uso de substâncias psicotrópicas por adolescentes no semiárido nordestino. Métodos: Estudo de delineamento transversal realizado com adolescentes escolares de 13-17 anos, matriculados em 19 escolas públicas do município de Picos-PI. O cálculo utilizado para a obtenção da amostra foi a fórmula para estudos transversais quantitativos com população finita (2.581 estudantes), totalizando uma amostra de 404 adolescentes. A coleta de dados ocorreu entre os meses de março a novembro de 2018, com adolescentes cujo responsável autorizou a participação da pesquisa e assinou o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE). Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Campus de Picos) da Universidade Federal do Piauí, com número de parecer 2.429.523. O preenchimento dos questionários deu-se em sala de aula. Foi utilizado como instrumento para a coleta de dados o DUSI. Após a coleta, calcularam-se as estatísticas descritivas e inferenciais apropriadas às variáveis estudadas tais como: frequências absolutas e percentuais para caracterizar o perfil dos usuários, teste de Qui-Quadrado ou razão de verossimilhança para associações das variáveis categóricas. Foi assumido o valor de p < 0,05 para significância estatística. A variável de desfecho considerada foi ter usado alguma substância psicotrópica nos últimos 30 dias, independente da frequência do uso. Dois índices foram calculados após a aplicação do DUSI: Densidade Absoluta dos Problemas e Densidade Global de Problemas. Resultados: Quanto às características sociodemográficas dos participantes, houve uma predominância entre adolescentes do sexo feminino (60,4%); autodeclarados pardos (49,3%); com idade a partir de 15 anos (62,9%); que cursam o 9º ano do ensino fundamental (23,8%); com crença religiosa no catolicismo (58,7%). Verificou-se associação do uso de substância psicotrópica com idade, adolescentes entre 15 e 17 anos (p= 0,005), e série (p= 0,035), quanto maior a série, maior o consumo. O álcool (53,8%) foi a substância mais usada, seguido de analgésicos (40,4%), tranquilizantes (10,5%) e tabaco (9,6%). Ficou evidenciado também que 12,2% dos adolescentes assumiram ter problemas com alguma das 14 substâncias pesquisadas e que 81,4% se encontram em uso de risco. Os maiores problemas relacionados ao uso de substâncias psicotrópicas foram desordens psiquiátricas. Conclusão: As drogas lícitas são as mais consumidas pelos adolescentes. Fica clara a importância de um diagnóstico epidemiológico sobre o consumo de drogas por adolescentes para que haja efetivação de políticas públicas relacionadas à temática e a necessidade da concretização de alguns programas como Saúde na Escola, de maneira que alcance o adolescente de modo holístico e integral. 

  • SIMONE BARROSO DE CARVALHO
  • Conhecimento, atitude e prática de adolescentes sobre vacinação contra Papilomavírus Humano
  • Orientador : LUISA HELENA DE OLIVEIRA LIMA
  • Data: 28/02/2019
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  • Título:CONHECIMENTO, ATITUDE E PRÁTICA DE ESCOLARES SOBRE VACINAÇÃO CONTRA PAPILOMAVÍRUS HUMANO

     

     
    RESUMO

     

     

    INTRODUÇÃO: A infecção pelo Papilomavírus Humano é responsável por aproximadamente 500 mil casos novos de neoplasia cervical em todo o mundo, e é na adolescência que existe o maior risco de infecção por este vírus em virtude do início precoce da atividade sexual, das práticas sexuais desprotegidas, grandes números de parceiros e contato com outras Infecções Sexualmente Transmissíveis. A vacinação é uma estratégia relevante para a saúde pública, pois é uma ação preventiva reconhecida pelo impacto na redução da morbimortalidade de doenças imunopreveníveis. OBJETIVO: avaliar o conhecimento, a atitude e a prática de escolares acerca da vacinação contra Papilomavírus Humano.METODOLOGIA: estudo avaliativo do tipo Conhecimento, Atitude e Prática, de corte transversal, realizado em 22 escolas públicas do interior piauiense, com meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. A amostra foi calculada com base em uma margem de erro de 3% e nível de confiança de 95% e proporção máxima de ocorrência do fenômeno de 50%,totalizando 631 indivíduos. A coleta de dados ocorreu em salas reservadas no período de fevereiro a novembro de 2018, por meio de um questionário. Os dados foram compilados e analisados com o auxílio do software estatístico SPSS versão 20.0. Para a análise do conhecimento, atitude e prática utilizou-se os itens de avaliação de escala likert apresentados na Classificação dos Resultados das Intervenções de Enfermagem e para as associações entre as variáveis, foi utilizado o Teste Qui-quadrado de Pearson. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, com parecer nº 2.429.531 e seguiu os princípios éticos estabelecidos na resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde. RESULTADOS: Dos 631 entrevistados, 56,4% eram mulheres. A idade variou entre 09 a 14 anos 11 meses e 29 dias, com predomínio de escolares com 11 anos. Nos dois sexos, foi maior a proporção de indivíduos de cor da pele parda 44,5%. A maioria dos escolares era solteiro 82,4%, católicos 59,6%, apenas estudava 85,7% e possuía renda familiar menor que um salário mínimo. O inquérito Conhecimento, Atitude e Prática, permitiu identificar que a maioria dos escolares foram classificados com conhecimento, atitude e prática adequada, 65,9%, 80,5% e 65,8%, respectivamente. Verificou-se uma associação estatisticamente significativa entre o conhecimento e a prática (p= 0,028), não houve significância estatística na busca de associação entre a atitude e a prática (p= 0,663). CONCLUSÃO: Observou-se que ter conhecimento adequado aumentou a probabilidade de ter uma prática adequada. A educação em saúde envolvendo escolares e familiares, consulta programada, busca ativa e fortalecimento do Programa Saúde na Escola são alternativas e propostas que precisam ser revistas e avaliadas quanto a sua efetividade, pois são imprescindíveis para a conscientização e participação dos escolares acerca dos serviços de saúde aos quais têm direito. A participação do profissional de saúde é essencial, principalmente o enfermeiro, visto que é um ator em ações adequadas no enfrentamento dos problemas de saúde.

  • CRISTIANE CRONEMBERGER DE ARRUDA MARQUES
  • CONSUMO DE MICRONUTRIENTES POR ADOLESCENTES DE ESCOLAS PÚBLICAS E PRIVADAS
  • Orientador : REGILDA SARAIVA DOS REIS MOREIRA ARAUJO
  • Data: 26/02/2019
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  • OBJETIVO: analisar o consumo dos micronutrientes na alimentação dos adolescentesde escolas públicas e privadas em Teresina-Pi. MÉTODOS:Estudo transversal, realizado com estudantes do ensino médio entre 10 e 19 anos idade, de escolas públicas e privadas.A amostra foi do tipo probabilística estratificada proporcional (LUIZ et al, 2005), totalizandoem 685 adolescentes na pesquisa.O consumo alimentar dos adolescentes foi obtido mediante utilização do recordatório de 24 horas – R24h.Foram aplicados o teste qui-quadrado (c2) e o teste t de Student  para verificar diferença significativa entre as médias.RESULTADOS:Dos 673 adolescentes analisados, 436(64,7%) eram alunos da escola pública. 43,8% eram do sexo masculino e 56,2% do sexo feminino.O consumo de cálcioe de potássio foi baixo para os diferentes sexos de ambas as instituições. A ingestão de fósforo, de magnésio e de ferro foi adequada para os adolescentes do sexo masculino em ambas as redes de ensino. O consumo de sódioapresentou-se elevado para o sexo masculino nas duas instituições de ensino. A média de consumo para zinco e manganês das escolas públicas e privadas foi maior que a recomendação.A ingestão de cobre não foi atingida por adolescentes femininas da rede pública e a de Vitamina A e C foi maior nos adolescentes da rede privada. O consumo de Vitamina B12 se apresentou acima da adequação para todos os adolescentes estudados. CONCLUSÃO: Os adolescentes necessitam de um acompanhamento nutricional, com a realização de intervenção objetivando melhorar o consumo de micronutrientes e prevenção de futuras doenças.

  • FELIPE BARBOSA DE SOUSA COSTA
  • ABUSO SEXUAL CONTRA ADOLESCENTES NO AMBIENTE ESCOLAR E NAS PARCERIAS ÍNTIMAS: EXPERIÊNCIA DE VITIMIZAÇÃO E SEUS IMPACTOS
  • Orientador : CASSIO EDUARDO SOARES MIRANDA
  • Data: 22/02/2019
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  • Introdução: O abuso sexual contra adolescentes é entendido como problema social e de saúde pública, estando os adolescentes sujeitos a este tipo de violência em diversas esferas relacionais, inclusive em suas parcerias íntimas. Objetivo: Caracterizar o abuso sexual contra adolescentes no ambiente escolar e nas parcerias íntimas. Metodologia: Estudo de abordagem mista, baseado em triangulação de métodos. Na abordagem quantitativa foi realizado estudo transversal com 367 adolescentes escolares do ensino médio de Caxias, MA, selecionados por amostragem probabilística estratificada proporcional. Na abordagem qualitativa foram realizadas entrevistas semiestruturadas com cinco escolares que sofreram violência sexual nas parcerias íntimas. Realizaram-se análises univariada, por meio de estatística descritiva; bivariada, por meio de Odds Ratio e multivariada, através de regressão logística múltipla, com Odds Ratio ajustadas e respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%) com nível de significância estatística de 5%. Os dados qualitativos foram interpretados com base na análise de conteúdo de Bardin. Resultados: Os estudantes apresentaram idade média de 17,3 (±1,2) anos, predomínio do sexo feminino (65,9%), autodeclarados pretos/pardos (83,9%), de religião católica (54,2%) e morando com ambos os pais (43,6%). A prevalência de vitimização por abuso sexual foi de 35,9%. Observou-se alta prevalência de vitimização sexual por namorado(a)/ex-namorado(a) (14,4%; IC95%: 10,6-18,3). Os fatores associados significativamente (p<0,05) com sofrer violência sexual incluíram, dentre outros, ter realizado consulta com profissional especializado (OR=3,05; IC95%: 1,55-5,98), ideação suicida (OR=2,31; IC95%: 1,14-4,68) e uso de drogas nos últimos 12 meses (OR=2,55; IC95%: 1,01-6,43). Os dados qualitativos mostraram desde experiências sutis de violência, a exemplo de carícias e toques indesejados, até tentativas de manutenção de relação sexual forçada nas relações de namoro, frequentemente precedidas de experiências anteriores em outras esferas relacionais e sobreposição de violências. Alguns adolescentes não reconheceram experiências sofridas como sendo eventos violentos, inclusive apresentando discursos legitimadores de violência. As principais formas de enfrentamento incluíram partilha das experiências com as mães, mudanças de atitude frente aos relacionamentos, e apenas uma adolescente recorreu a órgãos de proteção, sofrendo processo de revitimização. O conjunto do estudo mostrou que os impactos produzidos diferem conforme as características da violência sofrida, porém sentimentos de medo, culpa, vergonha e isolamento social foram comuns, bem como comportamentos suicidas e consumo de álcool e outras drogas. Conclusão: Verificou-se alta prevalência de violência sexual entre os escolares do ensino médio na cidade de Caxias, no estado do Maranhão, em diferentes esferas relacionais, com destaque para as parcerias íntimas, associada a fatores como consumo de bebidas alcóolicas e outras drogas, ideação suicida e importantes problemas emocionais e/ou psicológicos.

  • MARIA ANDRÉIA BRITO FERREIRA LEAL
  • Conhecimento objetivo, percebido e confiante sobre hábitos saudáveis e comportamentos de risco à saúde cardiovascular entre escolares
  • Orientador : CARLOS EDUARDO BATISTA DE LIMA
  • Data: 22/02/2019
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  • INTRODUÇÃO: Hábitos e comportamentos prejudiciais à saúde cardiovascular presentes na infância, representam um relevante problema de saúde pública, haja vista que se associam ao risco aumentado para surgimento precoce de comorbidades e ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares fatais na vida adulta. Acredita-se que o conhecimento de crianças sobre hábitos saudáveis e comportamentos de risco cardiovascular, pode contribuir para a incorporação de boas práticas de saúde que se prolongam por toda vida. Contudo investigações dessa natureza ainda são limitadas. OBJETIVO: Avaliar o conhecimento objetivo, percebido e confiante sobre hábitos saudáveis e comportamentos de risco à saúde cardiovascular entre crianças escolares. MÉTODOS: Estudo transversal, realizado com 397 escolares na faixa etária de 7 a 11 anos, matriculados em escolas contempladas com o Programa Saúde na Escola, no município de Teresina, Piauí, Brasil. O conhecimento objetivo foi avaliado utilizando-se o questionário CardioKids e o percebido utilizando-se uma escala pictórica do tipo Likert com quatro opções de resposta (nada confiante a muito confiante). O conhecimento confiante foi obtido a partir da multiplicação do escore do conhecimento objetivo pelo conhecimento percebido informado em cada ítem.  Utilizou-se o modelo de Regressão de Poisson na análise multivariada com nível de significância de 5% (p˂0,05). O critério para inclusão das variáveis nesse modelo foi a associação ao nível de 20% (p˂0,20) na análise bivariada. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o parecer nº. 2.308.923.RESULTADOS: Os escolares apresentaram elevado conhecimento objetivo e percebido com percentual médio total de acerto de 84,3% e de confiança de 84,9%. O conhecimento confiante apresentou-se inferior com média percentual total de 74,1% de confiança nas respostas corretas. A análise bivariada mostrou associação entre o menor conhecimento confiante e ter idade de 7 a 8 anos (p<0,001), escolaridade materna até o ensino fundamental incompleto (p=0,005), estudar nas séries 1º, 2º e 3º ano (p<0,001) do ensino fundamental, em escolas de tempo integral (manhã e tarde) (p<0,001) e realizar atividades complementares na escola (p=0,029). Na análise multivariada, o menor conhecimento confiante prevaleceu apenas entre os que estudavam da 1ª à 3ª séries (RP = 2,069; IC95%: 1,063-4,027). CONCLUSÕES: Verificou-se que os escolares apresentaram elevados níveis globais de conhecimento objetivo e percebido sobre hábitos saudáveis e comportamentos de risco à saúde cardiovascular. Contudo, ao avaliar o conhecimento confiante percebe-se um nível de confiança deficiente em informações sobre hábitos e comportamentos que são prejudiciais à saúde cardiovascular, o que pode ter contribuído para a manutenção desses comportamentos por parte dessa população. Dessa maneira, sugere-se repensar iniciativas de educação em saúde cardiovascular no contexto escolar a fim de contribuir para que escolares, especialmente de séries iniciais, se apropriem de saberes que conduzam a mudanças de comportamentos, bem como à promoção da saúde cardiovascular dessa população.

  • ANDRESSA LIMA RAMOS
  • AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA ÀS PESSOAS COM HIPERTENSÃO E/OU DIABETES NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
  • Orientador : ANA ROBERTA VILAROUCA DA SILVA
  • Data: 21/02/2019
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  • Resumo: As doenças crônicas, em particular a hipertensão e o diabetes, requerem monitoramento e ações que possam contribuir com o manejo clinico adequado dessas patologias, pois representam uma grande sobrecarga no sistema de saúde e impacto na qualidade de vida das pessoas acometidas. Nesse sentido, realizou-se um estudo avaliativo, tipo normativo, com abordagem quantitativa, que tem como objetivo geral de avaliar a qualidade da assistência à pessoa com hipertensão e/ou diabetes mellitus tipo 2 na atenção primária à saúde de Araioses, Maranhão. A amostra foi composta por 190 prontuários de usuários com HAS e/ou DM e por 51 profissionais da equipe de saúde, abrangendo 17 enfermeiros, 17 médicos e 17 técnicos ou auxiliares de enfermagem. Os dados foram coletados por meio de seis instrumentos já validados adaptados à realidade do local do estudo com vista a obter dados relacionados aos componentes avaliativos estrutura e processo, a partir de observação direta das estruturas, recursos e ações desenvolvidas nas unidades voltadas à pessoa com HAS e DM tipo 2. A pesquisa foi realizada de acordo com a Resolução nº 466/12, sendo aprovado sob parecer n.º 2.344.652/2017. Identificou-se diferença estatisticamente significativa entre as distribuições dos níveis de qualidade da assistência nos subcomponentes de avaliação da estrutura, sendo que os níveis para recursos materiais e humanos são mais de 40% superior à média dos demais. Enquanto que as condições de edificações e a disponibilidade de medicamentos antihipertensivos e hipoglicemiantes obtiveram as menores avaliações (11,8%, 34,1% e 36,9%, respectivamente). Quanto ao componente processo, todos os profissionais da equipe mínima apresentaram médias altas de nível de qualidade da assistência, com destaque dos enfermeiros, os quais estão à frente do processo de cuidado e acompanhamento desse público utilizando a consulta de enfermagem e atividades grupais para obterem melhores resultados. Evidenciou-se que o nível de qualidade da assistência total foi considerado como moderado em 88,2% das UBS, com menores níveis de qualidade identificados no componente ‘estrutura’.  Deste modo, esse estudo pode contribuir para a adequação das condições físicas das UBS, bem como para o provimento adequado de medicamentos e insumos, impactando diretamente na dimensão ‘resultado’, a partir da avaliação periódica das condições de saúde dos usuários atendidos, bem como da satisfação dos usuários relacionada à assistência. Para isso, faz-se necessário o compartilhamento desses resultados com os profissionais e gestores municipais, a fim de dar visibilidade e promover reflexão sobre a avaliação realizada. 

  • STEPHANIE SARAH CORDEIRO DE PAIVA
  • ADAPTAÇÃO TRANSCULTURAL DO HEART DISEASE KNOWLEDGE QUESTIONNAIRE PARA ADOLESCENTES BRASILEIROS
  • Orientador : ANA ROBERTA VILAROUCA DA SILVA
  • Data: 21/02/2019
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  • O presente estudo teve como objetivo traduzir, adaptar transculturalmente e validar o Heart Disease Knowledge Questionnaire para adolescentes brasileiros, portanto, trata-se de um estudo metodológico. A diretriz adotada, Beaton et.al (2007), tem aceitação internacional e consistiu nas seguintes etapas: tradução, síntese das traduções, retrotradução, comitê de especialistas, pré-teste, submissão da versão final à autora do instrumento. Todo o processo aconteceu de janeiro a novembro de 2018. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e pesquisa com o parecer nº 2.344.661. O instrumento foi reorganizado em 35 itens para as etapas 1-4. A tradução foi feita por dois tradutores, um informado e outro não informado sobre os conceitos abordados no instrumento, ambos bilingues, cuja língua materna era o português – resultando nas versões T1 e T2. A síntese das traduções foi realizada por meio de consenso entre os tradutores e todo o processo registrado e mediado pela pesquisadora – resultando na versão T12. Outros dois tradutores fizeram as retrotraduções, ambos cegos sobre o instrumento original, bilíngues, cuja língua materna era o inglês – resultando nas versões RT1 e RT2. O comitê de especialistas foi formado por sete profissionais a partir de critérios que garantissem a qualidade e competência para avaliação da equivalência da tradução, que foi julgada em quatro aspectos: semântica, idiomática, cultural e conceitual. Dos 35 itens, 24 obtiveram índice de validade de conteúdo (IVC) ≥ 0,80, não sendo necessárias alterações na versão T12 destes itens. Após ajustes implementados com base nas sugestões dos especialistas, outros 10 itens obtiveram aprovação pelo IVC. O IVC geral do instrumento foi de 0,93. O item 25, que não havia obtido IVC suficiente para aprovação foi alterado em posterior análise e submetido à avaliação da autora, que aprovou a versão proposta. O pre-teste foi realizado com 30 adolescentes de 13 a 18 anos de Teresina, Piauí. Foi utilizada uma escala likert para avaliar a compreensão dos itens, e a estratégia de brainstorming para obter sugestões dos adolescentes para os itens não compreendidos. Após esta etapa onze itens necessitaram de adaptações. A versão brasileira do instrumento foi retrotraduzida para submissão à autora, que não apresentou objeção ao questionário adaptado. A versão brasileira – Questionário de Doenças Cardíacas – permaneceu com os 30 itens do instrumento original, e o segmento criterioso das etapas do referencial adotado para adaptação transcultural, garantiu o alcance da equivalência e validade de conteúdo dos itens. Estudo subsequente será realizado para identificar as propriedades psicométricas do instrumento adaptado.

  • ERISONVAL SARAIVA DA SILVA
  • ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL EM PESSOAS COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: PREVALÊNCIA E FATORES DE RISCO ASSOCIADOS
  • Orientador : JOSE WICTO PEREIRA BORGES
  • Data: 11/02/2019
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    Introdução. O Acidentes Vascular Cerebral (AVC) é uma Doença Crônica Não Transmissível que ocupa a segunda posição como causa de morte e incapacidades no mundo, tendo a hipertensão arterial sistêmica como o principal fator associado. Objetivo. Analisar a prevalência e fatores de risco associados ao AVC em pessoas com hipertensão arterial sistêmica.Método. Estudo seccional analítico com 378 hipertensos cadastrados na Estratégia Saúde da Família do município de Floriano (Piauí) selecionados por amostragem aleatória simples entre as 17 unidades de saúde da zona urbana. Realizou-se análise estatística uni, bi e multivariada. Na primeira fez-se análise descritiva, com medidas de tendência central e dispersão. Na segunda, o teste estatísticos qui-quadrado e t de Student. Na terceira, regressão logística com blocagem hierárquica de variáveis considerando no plano distal (características socioeconômicas), intermediário (características de saúde) e proximal (características do estilo de vida). Todas as análises consideraram nível de significância estatística de 5%. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí. Resultados. O estudo encontrou prevalência estimada de 11,6% de ocorrência de AVC. Os fatores de risco que se associaram significativamente (p<0,05) com a ocorrência do evento foram: no bloco distal, o sexo (OR=0,47; IC95%: 0,23-0,95) e a idade (OR=1,03; IC95%:1,01-1,06); no medial, possuir familiar com AVC (OR=2,01; IC95%: 1,00-4,04) e ter ido à emergência com a pressão arterial alterada (OR=2,01; IC95%: 1,00-4,05); no bloco proximal, fazer uso de comida gordurosa (OR=2,33; IC95%: 1,15-4,72), consumir doce ao menos uma vez por semana (OR=2,37; IC95%:1,15-4,90) e o tempo de fumante em anos completos (OR=1,02; IC95%:1,00-1,04). Conclusão. Considerando a gravidade da ocorrência do AVC encontrou-se uma prevalência elevada dessa complicação. O modelo proposto mostrou que existe uma hierarquia entre os fatores de risco na ocorrência do AVC, revelando de maneira proximal os fatores de estilo de vida consumo de comida gordurosa, consumo de doce e o tempo de fumante, de maneira intermediária as condições de saúde como possuir familiar com AVC e buscar a emergência com a PA alterada, e de maneira distal o sexo e a idade.

     
  • CYNTIA MENESES DE SÁ SOUSA
  • IDEAÇÃO SUICIDA EM ESCOLARES ADOLESCENTES: PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS
  • Orientador : MARCIO DENIS MEDEIROS MASCARENHAS
  • Data: 06/02/2019
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  • Introdução: O adolescente experimenta comportamentos que podem gerar quadros depressivos e resultar em ideações suicidas, a qual se refere a pensamentos de como acabar com a própria vida, considerada um importante fator de risco para o suicídio. Objetivo: Analisar a prevalência da ideação suicida e fatores associados entre escolares do ensino médio. Métodos: Estudo transversal com 674 adolescentes de escolas públicas e privadas em Teresina, Piauí, em 2016, selecionados por amostragem probabilística estratificada proporcional. O estudo faz parte de uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), intitulada “Saúde na escola: diagnóstico situacional no ensino médio”. Foi utilizado questionário semi-estruturado, baseado no questionário da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE-2012) e no Inquérito de vitimização utilizado por Lecoque (2003). Realizou-se análise bivariada com o teste do Qui-quadrado e análise múltipla pelo modelo de regressão de Poisson para estimar as razões de prevalência (RP) e intervalos de 95% de confiança (IC95%). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFPI (parecer nº 1.495.975). Resultado: Os participantes do estudo foram em sua maioria do sexo feminino (56,7%), negros (77,4%), que moravam com os pais (85%), cujas mães apresentavam escolaridade ≥ 8 anos de estudo (68,8%), com renda familiar maior que um salário mínimo (58,3%), praticantes de alguma religião (86,8%) e procedentes de escola pública (64,7%). A prevalência de ideação suicida foi de 7,9%. Maior frequência de ideação suicida foi relatada entre estudantes do sexo feminino (10,2%), com p-valor de 0,052, se encontrando no limite da significância estatística. Ideação suicida foi associada estatisticamente aos alunos que referiram não residir com os pais (RP ajustada: 2,27; IC95%: 1,26-4,10; p<0,05) e àqueles que informaram ter sofrido violência sexual por outros alunos, professores ou funcionários da escola (RP ajustada: RP: 3,40; IC95%: 1,80-6,44; p<0,05), com uma prevalência de ideação suicida três vezes maior que a observada entre aqueles que não referiram esse tipo de violência.  Conclusão: A ideação suicida entre adolescentes escolares de Teresina estava associada ao sexo feminino, a não residir com os pais e a ter sido vítima de violência sexual na escola.

  • LARISSA CARVALHO RIBEIRO DE SÁ
  • Síndrome metabólica em adolescentes e sua associação com a qualidade da dieta
  • Orientador : KAROLINE DE MACEDO GONCALVES FROTA
  • Data: 29/01/2019
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  • Introdução: A síndrome metabólica (SM) é uma desordem complexa que acomete não somente adultos, mas também adolescentes, devido à tendência crescente da obesidade. Dentre os fatores associados à SM, o padrão alimentar, que em geral é inadequado na adolescência, constitui um dos mais importantes. Objetivo: Analisar a prevalência de SM e sua associação com a qualidade da dieta dos adolescentes. Métodos: Pesquisa transversal realizada com 327 adolescentes do ensino médio da rede pública e particular de Teresina-PI. Obteve-se dados socioeconômicos, antropométricos, de consumo alimentar, para obtenção do Índice de Qualidade da Dieta Revisado, e relativos à SM (glicemia, pressão arterial, circunferência da cintura, triglicerídeos e HDL-c). As variáveis contínuas foram descritas por médias, desvios padrão e intervalos de confiança de 95%. Para verificar a associação entre as variáveis dependentes e as explanatórias, calculou-se o odds ratio ajustado. O nível de significância adotado para os testes foi de p <0,05. Resultados: A prevalência de SM foi 3,3%, sendo a baixa concentração de HDL-c a alteração mais frequente (50,5%). A média de pontuação no Índice de Qualidade da Dieta Revisado foi 55,4 pontos. Piores escores foram obtidos em cereais integrais, vegetais verde-escuros e alaranjados, óleos, leites e derivados e frutas integrais. Em contrapartida, cereais totais, e carnes, ovos e leguminosas tiveram pontuações próximas ao máximo estipulado. O menor tercil de vegetais verde-escuros, alaranjados e leguminosas demonstrou risco para baixo HDL-c e o segundo tercil foi protetor para níveis glicêmicos elevados. Quanto ao grupo do leite, seu menor consumo aumentou as chances para níveis elevados de triglicerídeos e de pressão arterial. Conclusão: Apesar da baixa prevalência de SM, houve alterações relevantes em seus fatores, havendo associações entre menor consumo de importantes componentes da qualidade da dieta e alterações da SM

2018
Descrição
  • RUTH FIALHO FERREIRA
  • NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E LAZER SEDENTÁRIO COMO FATORES ASSOCIADOS AO ISOLAMENTO SOCIAL EM ADOLESCENTES
  • Orientador : OSMAR DE OLIVEIRA CARDOSO
  • Data: 21/09/2018
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  • Introdução: A adolescência é uma fase da vida de constantes mudanças sejam biológicas, sociais, comportamentais ou de cognição. Esse período pode ser turbulento e resultar em adoção de estilo de vida não saudável com exposição a fatores de risco à saúde, como o sedentarismo precoce e distúrbios da saúde mental, como o isolamento social. A prática de atividade física é frequentemente citada como promotora da saúde mental, mas poucos são os achados científicos que relacionam o isolamento social como preditor do sedentarismo na adolescência. Objetivo: Analisar a associação entre os níveis de atividade física, lazer sedentário e indicadores de isolamento social em adolescentes. Metodologia: Estudo transversal no qual foram analisadas informações referentes à prática de atividade física, lazer sedentário e indicadores de isolamento social (sentir-se sozinho e ter poucos amigos) de 448 estudantes do nono ano das escolas públicas da cidade de Parnaíba-PI. Os dados foram coletados a partir do questionário utilizado na PeNSE. Para análise bivariada utilizou-se o teste qui-quadrado; onde investigou-se a associação entre o nível de atividade física, assim como tempo de lazer sedentário com indicadores de isolamento social e com as variáveis sociodemográficas. Resultados: Detectou-se que o isolamento social é uma situação fortemente presente entre os estudantes, 77,7% dos participantes entrevistados declararam que se sentem sozinhos, 72,4% eram sedentários e 52,9% possuíam mais de 2h de lazer sedentário. A associação entre isolamento social e lazer sedentário apontou que os participantes que relataram se sentirem sozinhos tiveram maior nível de lazer sedentário que os demais (p=0,047). A variável “sente-se sozinho” mostrou associação significativa com o nível de atividade física (p=0,04) e lazer sedentário (p=0,047). A variável idade mostrou associação com o nível de atividade física (p=0,05). Conclusão: O estudo demonstrou que estudantes que se sentem solitários estão mais propensos a níveis maiores de lazer sedentário. Além disso, fatores socioeconômicos como idade e cor estão diretamente associados com os níveis de atividade física.

     

  • ANA LIDIA LIMA FREIRE
  • FATORES ASSOCIADOS A SINTOMAS OSTEOMUSCULARES EM DOCENTES DA EDUCAÇÃO INFANTIL
  • Orientador : JESUSMAR XIMENES ANDRADE
  • Data: 12/09/2018
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  • INTRODUÇÃO: Os distúrbios osteomusculares são disfunções que podem acometer músculos, tendões, nervos e demais componentes do aparelho locomotor. A natureza do trabalho docente torna esse grupo ocupacional especialmente sujeito à alta incidência de tais desordens. OBJETIVO: Analisar os fatores associados aos sintomas osteomusculares em docentes da educação infantil. MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal realizado com 192 docentes da rede municipal de educação infantil de Teresina - PI. As participantes responderam a versão em português do Nordic Musculoskeletal Questionnaire (NMQ) e questões sociodemográficas, saúde e trabalho e estilo de vida. A variável dependente foi o relato de sintomas osteomusculares indicado em três segmentos corporais: coluna vertebral, membros superiores e membros inferiores. As variáveis independentes foram: aspectos gerais e profissionais, ambiente de trabalho, saúde e hábitos de vida. A análise foi desenvolvida por meio da Regressão Logística Múltipla (RLM). RESULTADOS: A coluna foi o segmento corporal responsável pelo maior percentual de sintomas, impedimentos funcionais e consultas a profissionais de saúde relatados nos períodos analisados. Relataram mais sintomas osteomusculares as docentes que consideraram o tempo de intervalo entre as aulas insuficiente para descanso (OR: 6,91; IC: 2,41-19,29) e aquelas com idade menor/igual a 35 anos (OR: 2,23; IC: 1,17-4,25). As melhores condições de ventilação da sala de aula, o menor tempo de trabalho como professor da Educação Infantil, o melhor conhecimento sobre a prevenção das LER/Dort e o menor esforço físico empregado na realização das atividades em sala mostraram-se fatores protetivos à ocorrência de sintomas osteomusculares. CONCLUSÃO: Conclui-se a ocorrência de sintomas osteomusculares em docentes do ensino infantil está relacionada a fatores pessoais, ambientais e aqueles relacionados ao ambiente e organização do trabalho. A prevalência de tais distúrbios é elevada e a intervenção precoce sobre eles deve ser considerada.

  • SARA CASTRO DE CARVALHO
  • A violência entre pares em escolas públicas: análise do bullying entre adolescentes e fatores associados
  • Orientador : MARCIO DENIS MEDEIROS MASCARENHAS
  • Data: 03/09/2018
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  • INTRODUÇÃO: O bullying é uma tipologia de violência que ocorre entre pares, caracterizado por atitudes agressivas, intencionais e repetidas que interferem negativamente na saúde dos envolvidos. É considerado um fenômeno complexo e que possui associação com diversos fatores, tornando-se relevante a investigação do agravo na área da saúde pública. OBJETIVO: Analisar a prevalência de bullying entre adolescentes do ensino fundamental e os fatores associados. METODOLOGIA: Estudo transversal, realizado com 380 adolescentes de escolas públicas de Teresina-PI, selecionados por amostragem probabilística estratificada proporcional. Foram calculadas as estimativas de prevalência das situações de envolvimento do bullying e realizada a associação entre o bullying e variáveis nos aspectos: sociodemográfico, contexto escolar, contexto familiar e condição de saúde mental. Realizou-se análise univariada por meio de estatística descritiva; bivariada por meio de regressão logística simples; e multivariada, por meio de regressão logística múltipla e respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%) com nível de significância de 5% (p˂0,05). RESULTADOS: A prevalência de escolares na situação de agressor de bullying foi de 6,3%, com predominância da prática de bullying verbal (6,3%) e ocorrência das situações de bullying na sala de aula (4,2%). Prevaleceram agressores do sexo feminino (6,5%), faixa etária de 15 a 19 anos (7,3%), cor de pele branca (10,0%), com pais não casados (8,4%), residindo sem os pais (21,1%). Praticar bullying esteve associado a: residir sem os pais (OR=4,02; IC95%:1,41-11,47), falta de supervisão familiar (OR=8,14; IC95%:2,48-26,78), ter insônia (OR=3,12; IC95%:1,17-8,27) e não ter amigos (OR=8,27; IC95%:1,71-40,10). A prevalência de escolares na situação de vítima de bullying foi de 15,8%, com predominância de vitimização por bullying verbal (14,7%) e ocorrência das situações de bullying na sala de aula (9,5%). Prevaleceram vítimas do sexo feminino (16,1%), faixa etária de 10 a 14 anos (16,3%), cor de pele preta (22,9%), com pais não casados (18,9%), residindo sem os pais (26,3%). Sofrer bullying esteve associado a: relação ruim entre os colegas da turma (OR=2,95; IC95%:1,57-5,55), agressão familiar (OR=3,94; IC95%:1,88-8,26) e ter insônia (OR=3,22; IC95%:1,74-5,96). CONCLUSÃO: Verificou-se alta prevalência de práticas e vitimizações de bullying entre adolescentes nas escolas municipais da rede pública de Teresina-PI. O envolvimento de escolares esteve associado a fatores relacionados aos aspectos sociodemográficos, contexto escolar, contexto familiar e condição de saúde mental. Os indicadores revelados nessa pesquisa, podem subsidiar os profissionais de saúde, a comunidade escolar e o núcleo familiar a refletirem sobre o seu papel enquanto instituições educativas, buscando favorecer um desenvolvimento saudável nas relações interpessoais e menos propensa às agressões sistemáticas.

  • CATIANE RAQUEL SOUSA FERNANDES
  • ANÁLISE DA SITUAÇÃO VACINAL DE ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO EM TERESINA (PI)
  • Orientador : MALVINA THAIS PACHECO RODRIGUES
  • Data: 03/09/2018
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  • Introdução: A cobertura vacinal é um forte indicador de saúde pública atingindo altos índices entre os menores de cinco anos, porém com baixos índices para o público adolescente. Objetivo: Identificar a situação vacinal de estudantes do ensino médio de escolas públicas e privadas de Teresina – PI. Metodologia: Tratase de estudo transversal, recorte de uma pesquisa realizada pelo Programa de Pós Graduação em Saúde e Comunidade, da Universidade Federal do Piauí (PPGSC/UFPI) com estudantes do ensino médio de escolas públicas e privadas de Teresina – PI. A amostragem do macro estudo foi probabilística do tipo estratificada proporcional, em que foram sorteadas escolas e participantes. As escolas foram agrupadas por porte de acordo com as matriculas no ensino médio. Foi sorteada uma escola pública e privada de cada porte, proporcional para cada região geográfica, perfazendo o total de 24 escolas. O cálculo da amostra foi realizado no programa EpiInfo 6.0 (Centers for Disease Control and Prevention, Atlanta, Estados Unidos), adotando-se intervalo de confiança de 95%, incidência de 50% do evento, para efeitos de maximização da amostra, precisão de 5% e efeito de desenho de 1,5. Dessa forma, obteve-se uma amostra de 685 alunos. Solicitou-se as cadernetas de vacinação para todos os estudantes sorteados e, ao final, 137 adolescentes apresentaram os cartões de vacina compondo a amostra do estudo. Após análise dos cartões, os dados do estudo foram processados no software IBM® SPSS®, versão 21.0, sendo calculadas estatísticas descritivas e o Teste Exato de Fisher, após a recategorização das variáveis. O estudo foi autorizado pelo Comitê de ética em pesquisa da UFPI. Resultados: A atualização vacinal foi verificada em 2,9%(4) dos cartões, sendo a maior atualização para a vacina contra febre amarela 86,9%(119) seguida das vacinas dupla adulto 85,4%(117) e tríplice viral 46,7%(64). As vacinas com menor atualização foram Hepatite B 32,1%(44) e HPV 12,2%(17) com associação positiva entre necessidade de administração e aprazamento nos cartões (p<0,001). Conclusão: A desatualização do calendário vacinal apontado no estudo implica em forte impacto para saúde pública, já que possibilita o aparecimento de doenças reemergentes. Destaca-se que a atualização vacinal e manutenção de altas taxas de vacinação dependem da corresponsabilização dos adolescentes e família, promoção da saúde e reorganização das práticas de saúde nas unidades de saúde e na escola. 

  • GEYSON IGO SOARES MEDEIROS
  • AVALIAÇÃO DO ACOLHIMENTO PRESTADO PELOS CIRURGIÕES DENTISTAS NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA
  • Orientador : MARCIO DENIS MEDEIROS MASCARENHAS
  • Data: 29/08/2018
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  • A atuação efetiva do cirurgião-dentista na atenção primária à saúde deve se basear na garantia de acesso a todas as pessoas e na escuta e resolução dos problemas de saúde do usuário de forma qualificada. Tal efetividade é alcançada mediante execução do acolhimento. Práticas de acolhimento na odontologia podem ser consideradas imprescindíveis à melhoria da assistência, pois ao executá-las, o cirurgião-dentista possibilita a criação de vínculo entre o paciente e a equipe odontológica. O estudo objetivou avaliar o acolhimento prestado pelos cirurgiões-dentistas a partir da perspectiva dos usuários da Estratégia Saúde da Família. Trata-se de um estudo avaliativo, transversal, realizado no período de outubro a dezembro do ano de 2017. Participaram da pesquisa 214 usuários dos serviços odontológicos da Estratégia Saúde da Família do município de Teresina-Piauí. Os dados foram coletados utilizando o instrumento de avaliação da atenção primária (Primary Care Assessment Tool-Saúde Bucal) que permitiu         investigar as variáveis: perfil sociodemográfico, grau de afiliação e atributos do acolhimento. Os dados foram analisados no Statistical Package for the Social Sciences (SPSS®), versão 18.0. As variáveis quantitativas foram descritas pelas medidas de média, desvio padrão e mediana, além dos valores mínimo e máximo; as variáveis qualitativas foram analisadas em termos de frequências simples e relativas. A média das notas atribuídas pelos usuários, classificaram o atributo “Acesso de primeiro contato” como bom (média 8,2) e os atributos “Orientação familiar” (média 6,6) e “Longitudinalidade” (média 6,0) como regulares. A análise da classificação destes atributos, permitiu avaliar, segundo a percepção dos usuários, o acolhimento executado pelos cirurgiões-dentistas como regular. O bom “Acesso de primeiro contato” ressalta eficácia no ingresso do usuário aos serviços odontológicos primários e no encaminhamento deste para os serviços de maior complexidade, em contrapartida uma “Orientação familiar” e “Longitudinalidade” regulares, enfatizam falhas no processo de comunicação/interação profissional/paciente. Os achados permitem concluir que apesar do vínculo existente entre cirurgiões-dentistas e usuários, os profissionais avaliados necessitam desenvolver aspectos cognitivos, afetivos e comportamentais inerentes ao acolhimento, tais como diálogo e escuta qualificada, bem como, incorporá-los na rotina do atendimento odontológico.

  • ROSALVES PEREIRA DA SILVA JUNIOR
  • Avaliação dos atributos da atenção primária à saúde na perspectiva dos usuários de Parnaíba-PI.
  • Orientador : OSMAR DE OLIVEIRA CARDOSO
  • Data: 22/08/2018
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  • INTRODUÇÃO: A avaliação da Atenção Primária à Saúde, na visão do usuário do sistema, possibilita a produção de conhecimento sobre a qualidade dos cuidados primários prestados à população, principalmente no que tange às características da estrutura, processo de atenção e desfechos em saúde. OBJETIVO: Avaliar os atributos da Atenção Primária à Saúde na perspectiva dos usuários de Parnaíba-PI. MÉTODOS: Estudo transversal realizado com 450 usuários. Realizaram-se análises univariada (estatística descritiva) e bivariada (teste Qui-quadrado de Pearson (X2), razão de chances (OR), intervalos de confiança de 95% com nível de significância de 5%), buscando verificar a associação entre os atributos e aspectos sociodemográficos da população estudada quanto o nível de insatisfação. RESULTADOS: Observou-se que apenas os componentes grau de afiliação, acesso de primeiro contato - utilização e o atributo orientação familiar apresentaram escores médios satisfatórios (≥ 6,6). Ademais, houve associação significativa entre sexo e avaliar insatisfatoriamente o atributo longitudinalidade (OR=2,11; IC95%: 1,09-4,29), o componente coordenação - sistema de informação (OR=2,11; IC95%: 1,40-3,20) e o componente integralidade - serviços prestados (OR=1,56; IC95%: 1,02-2,39). Também houve associação significativa entre quem trabalha e avalia insatisfatoriamente o componente acesso de primeiro contato – utilização (OR=2,52; IC95%: 1,53-4,26), os componentes do atributo coordenação – integração do cuidado (OR=2,12; IC95%: 1,04-4,32) e sistema de informação (OR=1,55; IC95%: 1,02-2,36). Por fim, ocorreu associação significativa entre trabalhar e avaliar insatisfatoriamente o atributo derivado orientação familiar (OR: 1,80; IC95%: 1,13-2,87). CONCLUSÃO: Na perspectiva dos usuários, todos os serviços de saúde possuem atributos que precisam ser melhorados.

  • DANIELA BANDEIRA DE CARVALHO
  • Fatores associados ao absenteísmo por doença entre professores
  • Orientador : FERNANDO FERRAZ DO NASCIMENTO
  • Data: 11/05/2018
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  • INTRODUÇÃO: O absenteísmo é caracterizado como a ausência laboral do trabalhador. As consequências do afastamento docente afetam a rotina escolar e o envolvimento do docente com seu trabalho. Os estudos sobre os afastamentos dos docentes podem fornecer informações sobre a saúde do professor e são fundamentais para ajudar a administração pública na tomada de decisões. OBJETIVO: Verificar o perfil dos afastamentos dos professores da Rede Municipal de Teresina e investigar a associação entre as doenças mais prevalentes e os fatores relacionados ao trabalho. MÉTODOS: Estudo transversal, documental e analítico, analisou-se os afastamentos de todos os professores atendidos pela perícia médica do Instituto de Previdência do Município de Teresina – IPMT, durante o período de 2010 a 2016. A regressão Logística foi utilizada para estimar a chance de um professor solicitar afastamento segundo as doenças que mais afastam os professores de suas atividades laborais, onde o nível de significância adotado foi de 5% (p<0,05). RESULTADOSA análise multivariada apontou que os professores com maior carga horária (8 horas/dia), com maior tempo de serviço (OR = 1,04; IC: 1,01-1,07) e os profissionais de educação física (OR = 1,82; IC: 1,08-3,06) estão mais propensos a ter doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo, os professores de geografia (OR = 0,46; IC: 0,21-0,97) possuem menor chance de solicitar afastamento por esse tipo de doença. Professores com menor carga horária (OR = 0,40; IC: 0,24-0,65) e do sexo masculino (OR = 0,32; IC: 0,18-0,57) possuem menor chance de solicitar afastamento por doenças do aparelho respiratório. O modelo multivariado para afastamentos por transtornos mentais e comportamentais evidenciou que professores que lecionam a disciplina de inglês (0R = 3,04; IC: 1,63-5,67), do sexo feminino, e com maior tempo de serviço (OR = 1,04; IC: 1,01-1,07) possuem maior chance de desenvolver transtornos mentais e comportamentais.  CONCLUSÕES: O estudo detectou índices de absenteísmo semelhantes ao da literatura. O absenteísmo docente por doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo, doenças do aparelho respiratório e por transtornos mentais e comportamentais entre professores dos anos finais do ensino fundamental (5º ao 9º Ano) está associado a variáveis sociodemográficas, bem como a aspectos relacionados ao trabalho.

  • LUANA SAVANA NASCIMENTO DE SOUSA
  • CONHECIMENTO DO ENFERMEIRO ACERCA DA PREVENÇÃO DO PÉ DIABÉTICO NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA
  • Orientador : ANA ROBERTA VILAROUCA DA SILVA
  • Data: 25/04/2018
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  • O pé diabético está entre as complicações mais frequentes do diabetes e suas consequências podem ser traumáticas à vida do indivíduo, desde feridas crônicas e infecções, até amputações de membros inferiores. Nesse contexto, o enfermeiro tem papel indispensável na educação e prevenção para o pé diabético, que implicam na redução de amputações e aumento da qualidade de vida. Porém, percebe-se que estas ações não têm sido desenvolvidas no cotidiano, e um dos motivos é o desconhecimento dos cuidados na avaliação dos pés. Assim, é essencial que os enfermeiros ampliem seu conhecimento e atenção para o cuidado à pessoa com diabetes. O estudo objetivou avaliar o conhecimento do enfermeiro acerca dos cuidados com o pé da pessoa com diabetes na Estratégia Saúde da Família. Trata-se de estudo transversal, realizado no período de agosto a dezembro de 2017, nas Unidades Básica de Saúde de Teresina-PI. Participaram da pesquisa 90 enfermeiros. A coleta de dados foi realizada utilizando um questionário, composto por itens que avaliaram os dados socioeconômicos, perfil profissional e o conhecimento acerca da prevenção do pé diabético (exame físico dos pés, instrumentos para avaliação, e classificação do pé diabético). Os itens de avaliação do conhecimento foram elaborados por meio das orientações e cuidados preconizados pelos manuais do Ministério da Saúde e Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes. Para a análise estatística, utilizou-se o livre R, versão 3.4.0. Os testes aplicados foram os não-paramétricos, U de Mann-Whitney, Kruskal-Wallis, e ρ de Spearman. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, com o parecer nº 2.075.935. Acerca da autoavaliação do conhecimento, identificou-se que 48,9% dos enfermeiros o consideravam regular. Ao analisar os itens sobre a prevenção do pé diabético, verificou-se uma média de 72,2 pontos, apresentando melhor desempenho para os itens acerca dos instrumentos de avaliação (monofilamento, com 74,9 pontos) e classificação do pé diabético (pé neuropático, com 90,4 pontos), e menor desempenho para exame físico dos pés (66,0 pontos). Quanto a classificação do conhecimento, os profissionais apresentaram conhecimento insatisfatório (45,6%), e conflitante (54,4%). Os enfermeiros formados em instituições privadas apresentaram maior conhecimento sobre cuidados preventivos (p=0,011), utilizavam protocolo para avaliação dos pés (p=0,018) e consideravam seu conhecimento muito bom (p=0,007). Foi observada correlação negativa entre a pontuação e as variáveis idade, tempo de formação e serviço, destacando-se que quanto maior era a idade e o tempo, menor era a pontuação obtida nas questões de conhecimento, enfatizando que os profissionais investigados têm que avançar na busca por conhecimento e capacitação para os cuidados e avaliação do pé diabético. Portanto, identificou-se que o conhecimento dos enfermeiros da atenção primária, foi insatisfatório para os cuidados com o pé diabético. Assim, os profissionais necessitam de capacitação e/ou treinamento contínuo, para tornar as medidas preventivas mais eficazes e rotineiras na atenção primária, proporcionando melhor atendimento quanto a avaliação dos pés, e promovendo uma assistência de qualidade que estimule o autocuidado das pessoas com diabetes.

  • MARCONI DE JESUS SANTOS
  • Violência Sexual em Adolescentes do Ensino Médio
  • Orientador : MARCIO DENIS MEDEIROS MASCARENHAS
  • Data: 04/04/2018
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  • IntroduçãoDentre os tipos de violência que atingem os adolescentes, o abuso sexual é frequente e prejudicial à saúde de estudantes. Objetivo:Analisar a prevalência de violência sexual na escola e fatores associados em adolescentes do ensino médio. Metodologia: Estudo transversal realizado com 674 adolescentes de escolas de ensino médio em Teresina-PI, selecionados por amostragem probabilística estratificada proporcional. Realizaram-se análises univariada, por meio de estatística descritiva; bivariada, utilizando-se o teste Qui-quadrado de Pearson (X2) ou teste exato de Fisher; e multivariada, por meio de regressão logística múltipla, utilizando a razão de chances ajustadas (OR) e respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%) com nível de significância de 5%. Resultado: Os estudantes apresentaram idade média de 16,4 anos (± 1,2 ano) com predomínio do sexo feminino (56,7%), autodeclarados pardos/pretos (77,4%), solteiros (96,1%), morando com os pais (85%) e de religião católica (59,9%). A prevalência de violência sexual na escola foi de 6,4%, com frequência maior no sexo feminino (7,9%), na faixa etária de 17 - 19 anos (6,7%), pardos/pretos (6,7%), com companheiros (11,5%), não católicos (8,5%). Houve associação significativa (p<0,05) entre sofrer violência sexual na escola e sexo feminino (OR=2,41; IC95%: 1,20-4,79), religião não católico (OR=2,11; IC95%: 1,12-3,98) e renda familiar acima de um salário mínimo (OR=2,35; IC95%: 1,11-4,98). Conclusão: Verificou-se uma alta prevalência de violência sexual no ambiente escolar contra adolescentes do ensino médio nas escolas públicas e privadas de Teresina e sua associação com fato­res como sexo, religião e renda familiar.

  • CAROLINA RODRIGUES DE OLIVEIRA SOUSA
  • Impacto da intenção de engravidar sobre o consumo de álcool e cigarro por gestantes no Nordeste brasileiro.
  • Orientador : KEILA REJANE OLIVEIRA GOMES
  • Data: 28/03/2018
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  • INTRODUÇÃO: O hábito de consumir álcool e cigarro na gravidez constitui um problema de saúde pública, uma vez que pode levar ao comprometimento, muitas vezes irreversível, à saúde da mulher e do feto. Acredita-se que a intencionalidade da gravidez pode influenciar o comportamento materno em relação à manutenção desses hábitos durante a gestação.OBJETIVO: Analisar o impacto da intenção de engravidar no consumo de cigarro e álcool por gestantes no Nordeste brasileiro. METODOLOGIA: Estudo transversal realizado com 5.563 puérperas e seus conceptos na região Nordeste do Brasil, selecionadas por amostragem probabilística. A coleta de dados ocorreu no ano de 2012 por meio de entrevista, a partir de formulário eletrônico pré-testado, e consulta ao prontuário hospitalar. Realizaram-se análises univariadas, por meio de estatística descritiva; bivariada utilizando-se o teste qui-quadrado de Pearson; e multivariada, por meio de Regressão Logística Múltipla. RESULTADOS: Predominaram puérperas na faixa etária de 20 a 34 anos (68,0%), baixa escolaridade (59,2%), com companheiro (83,0%), sem trabalho remunerado (68,4%), multíparas (51,8%), com aborto anterior (31,6%), que referiram gravidez em momento inoportuno (55,2%), satisfação ao tomarem conhecimento da gestação (69,4%), com pré-natal (98,5%), com seis ou mais consultas (71,4%). A análise multivariada indicou maior propensão para consumo de álcool e cigarro durante a gestação em puérperas que não queriam engravidar (p=0,048), queriam esperar mais tempo para engravidar (p=0,048), se declaram insatisfeitas ao saberem da gravidez (p=0,001) e tentaram interromper a gravidez (p<0,001). CONCLUSÃO: O hábito de consumir álcool e cigarro durante a gestação foi influenciado pela intencionalidade da gravidez Os achados evidenciaram a necessidade de melhorias na qualidade dos serviços de planejamento familiar, a fim de contribuir para que as mulheres mudem sua percepção de risco e, portanto, seu comportamento, adotando medidas de prevenção às gravidezes não intencionais e aos desfechos desfavoráveis decorrentes do consumo de cigarro e álcool.

  • JANEKEYLA GOMES DE SOUSA
  • Excesso de peso, obesidade e os fatores associados em adolescentes do Ensino Médio
  • Orientador : REGILDA SARAIVA DOS REIS MOREIRA ARAUJO
  • Data: 21/03/2018
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  • INTRODUÇÃO: A etiologia da obesidade tem origem na presença de fatores de riscos inerentes ao próprio indivíduo e a sociedade, visto que pesquisas têm demonstrado o crescimento da obesidade infanto-juvenil associado às condições socioeconômicas ambientais e culturais, ao consumo alimentar inadequado e ao sedentarismo. OBJETIVO: Estudar o excesso de peso, obesidade e os fatores associados em adolescentes do ensino médio de Teresina – PI.METODOLOGIA: Estudo transversal com amostra representativa de adolescentes de 14 a 19 anos de idade do ensino médio de escolas públicas e particulares, selecionada por amostragem aleatória simples e estratificada proporcional. O estado nutricional foi avaliado pelo IMC/idade. As variáveis independentes estudadas foram: sexo, idade, instituição de ensino, escolaridade materna, renda familiar mensal, prática de atividade física fora da escola, obesidade abdominal, níveis pressóricos, consumo alimentar pela aplicação do recordatório de 24 horas, com análise da adequação do VET, macronutrientes e dos marcadores de consumo alimentar. As variáveis categóricas foram apresentadas em porcentagens e o teste Qui-quadrado analisou a existência de associações, adotando significância de 5%. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Institucional.  RESULTADOS: Foram avaliados 674 adolescentes, com idade média de 16 anos, predominância feminina (56,7%) e da rede pública de ensino (64,7%). O peso alterado foi observado em 134 (19,8%) dos adolescentes, representados por excesso de peso (12,9%) e obesidade (6,9%), sendo predominantes no sexo feminino (14,4% e 7,1%) e na rede particular de ensino (14,2% e 7,9%). A prática de atividade física foi pouco referida pelos adolescentes (48,5%), e os adolescentes com excesso de peso realizam mais que os obesos [OR = 0,67 (IC95%: 0,31-1,45)]. Observou-se prevalência de pressão arterial elevada de 12,6%, apresentando associação entre excesso de peso e obesidade. Quanto ao consumo alimentar, os adolescentes apresentaram baixo consumo energético, especialmente aqueles com excesso de peso e obesidade (mais de 80%). A maioria dos adolescentes apresentou adequado consumo de macronutrientes e as maiores prevalências de inadequação foram observadas nos lipídeos, especificamente os ácidos graxos saturados. Os marcadores de alimentação revelaram baixa ingestão de frutas e hortaliças entre os adolescentes com alteração do peso em ambas as redes de ensino, e alto consumo de bebida adoçada entre adolescentes com excesso de peso (p = 0,042) e hambúrguer e/ou embutidos entre aqueles com obesidade (p = 0,033) da rede particular de ensino em comparação às escolas públicas. CONCLUSÕES: Os resultados revelaram um cenário epidêmico que deve ser visto como um problema de saúde pública, sobretudo pela possibilidade de provocar graves doenças crônicas na vida adulta. Assim, sugere-se o fortalecimento de políticas públicas que contribuam para o desenvolvimento de intervenções objetivando a redução do consumo excessivo de alimentos que favoreçam a obesidade e incentivem a prática de atividade física buscando a promoção da saúde na adolescência.

  • ADRIENE DA FONSECA ROCHA
  • Impacto da intenção de engravidar sobre a amamentação na primeira hora pós-parto
  • Orientador : KEILA REJANE OLIVEIRA GOMES
  • Data: 19/03/2018
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  • INTRODUÇÃO: A amamentação na primeira hora pós-parto constitui indicador de excelência para o monitoramento das práticas de aleitamento materno, fundamental para a redução da morbimortalidade neonatal e estabelecimento da amamentação. Presume-se que a intenção de engravidar pode afetar o comportamento materno em relação ao início da amamentação no pós-parto imediato. OBJETIVO: Analisar o impacto da intenção de engravidar sobre a amamentação na primeira hora pós-parto. METODOLOGIA: Estudo transversal, recorte da pesquisa “Nascer no Brasil: inquérito nacional sobre parto e nascimento” realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cujos participantes foram 5.563 puérperas e seus neonatos na região Nordeste do Brasil, selecionadas por amostragem probabilística. Realizou-se análise univariada, por meio de estatística descritiva; bivariada, utilizando-se o teste quiquadrado de Pearson; e multivariada, por meio de regressão logística múltipla com nível de significância de 5% (p˂0,05). A intenção de engravidar é a principal variável independente de interesse do estudo. RESULTADOS: Predominaram puérperas com idade na faixa 20 a 34 anos (68,0%), escolaridade até o ensino fundamental (59,2%), vivendo com companheiro (83,0%) e sem trabalho remunerado (68,4%). A maioria dos partos ocorreu em estabelecimentos públicos ou conveniados ao Sistema Único de Saúde (86,7%), não credenciados à Iniciativa Hospital Amigo da Criança (60,3%). Prevaleceram participantes multíparas (51,8%), que referiram gravidez em momento oportuno (44,8%) e satisfação ao tomarem conhecimento da gestação (69,4%). A maioria realizou pré-natal (98,5%), teve parto cesariana (50,3%), não teve contato pele a pele com o recém-nascido no pós-parto imediato (74,2%), o tempo de separação mãe e filho foi superior à primeira hora pós-parto (61,7%), permaneceram em alojamento conjunto (63,4%) e não amamentaram na primeira hora pós-parto (65,8%). A análise multivariada indicou menor propensão para início da amamentação na primeira hora de vida entre puérperas que não queriam engravidar (OR = 0,85; IC: 0,73-0,98) e as que se declararam insatisfeitas ao saberem da gravidez (OR = 0,72; IC: 0,61-0,83). CONCLUSÃO: A intenção de engravidar afetou a amamentação na primeira hora de vida, haja vista que as mães cujas gravidezes foram não intencionais tiveram menos chance de amamentar na primeira hora pós-parto, evidenciando que falhas no planejamento familiar podem refletir negativamente na prática da amamentação. Portanto, há de se melhorar a qualidade dos serviços de planejamento familiar, a fim de reduzirem-se as gestações não intencionais e, assim, prevenir desfechos desfavoráveis para a saúde materno-infantil, como o início tardio da amamentação.

  • ANA DANÚSIA IZIDÓRIO RODRIGUES DE ARAÚJO
  • Determinantes do aleitamento materno e alimentação complementar em crianças menores de 2 anos
  • Orientador : LUISA HELENA DE OLIVEIRA LIMA
  • Data: 16/03/2018
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  • A alimentação saudável nos primeiros anos de vida resulta em inúmeros benefícios para a saúde das crianças em todos os ciclos de vida, destacando a importância do aleitamento materno exclusivo até os seis meses e a introdução de alimentos em tempo oportuno e de qualidade a partir de então, levando em consideração sua frequência, diversidade e consistência. Frente a isso, alguns determinantes podem surgir como fatores de risco ou proteção para o desmame precoce. Com isso, este estudo objetivou analisar práticas de aleitamento materno e alimentação complementar em crianças menores de dois anos e os seus fatores determinantes. Trata-se de um estudo transversal, realizado entre maio de 2016 e junho de 2017, em Unidades Básicas de Saúde e Pronto Atendimento Infantil do município de Picos – PI. Foram entrevistadas 1.031 mães ou responsáveis por crianças menores de dois anos que compareceram nos serviços supracitados, a partir do instrumento de coleta de dados adaptado do guia de marcadores de consumo alimentar. Foram realizadas perguntas referentes às condições sociodemográficas da criança, consumo alimentar, dados do seu nascimento e dados relacionados à sua mãe.  Para a análise estatística, utilizou-se o SPSS versão 20.0. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, parecer 985.375. Das 1031 crianças, 61,9% têm de 6 a 23 meses, 50% sexo masculino e 57,1% foram declarados pardos.   Dados da mãe: 29,2% tinham idade entre 20 e 24 anos, 38,5% possuem ensino médio completo e 69% não trabalham fora de casa. Quando analisado o aleitamento materno, verificou-se que apenas 33,9% das crianças menores de 6 meses encontravam-se em aleitamento materno exclusivo (AME), mas entre as crianças maiores de 6 meses, 60,4% continuavam consumindo leite de peito. No que diz respeito à introdução alimentar dessas crianças, notou-se que não foi satisfatória, pois 76,4% das crianças não estavam recebendo alimentos na frequência adequada, 90,1% não recebiam na diversidade mínima desejada e 50,9% não eram oferecidas na consistência recomendada. O tipo de aleitamento não mostrou associação com o tipo de parto (p=0,240), porém esteve associado com a amamentação na primeira hora de vida (p=0,038) indicando que o início da amamentação na primeira hora de vida está associado à maior duração do AME. Com relação ao peso ao nascer, quando comparado por pares, observou-se diferença de média entre as crianças em AME e aleitamento misto. Crianças em AME tiveram maior peso ao nascer (p=0,021). A análise permitiu observar que a amamentação na primeira hora de vida, uso de chupeta, os graus de escolaridade ensino fundamental e superior e a faixa etária de 20-29 anos apresentaram relação estatisticamente significante com o desmame (p < 0,05). Conclui-se que o uso de chupeta e ensino superior como grau de escolaridade da mãe da criança determinaram o desmame. Mediante o exposto, fica evidenciado que o incentivo a amamentação na primeira hora de vida é primordial para o aumento da amamentação exclusiva e que se fazem necessário orientações sobre o preparo de alimentos de forma adequada, com o intuito de garantir alimentação de qualidade.

  • LAURINEIDE ROCHA LIMA
  • Associação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e parâmetros lipídicos em adolescentes
  • Orientador : KAROLINE DE MACEDO GONCALVES FROTA
  • Data: 14/03/2018
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  • Introdução: o elevado consumo de alimentos ultraprocessados (AUP) está associado a piora nos indicadores nutricionais da dieta de indivíduos, podendo levar a alterações nos níveis lipídicos, consequentemente, dislipidemias. Objetivo: analisar a associação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e parâmetros lipídicos em adolescentes. Metodologia: estudo transversal realizado com adolescentes de ensino médio da rede pública estadual e particular de Teresina-PI. A amostragem foi estratificada proporcional ao sexo e idade dos adolescentes. O consumo alimentar foi analisado por meio de um recordatório alimentar de 24h, com replicação em 40% da amostra. Os AUP foram identificados de acordo com a classificação NOVA de alimentos. As concentrações de colesterol total, HDL-c e triglicérides, foram determinados por colorimetria enzimática, enquanto que a fração de LDL-c foi estimada por fórmula. Utilizou-se o teste t de Stundent ou Mann-Whitney para comparação de médias e regressão linear para avaliar as associações entre parâmetros lipídicos e consumo de AUP. O nível de significância adotado foi de p<0,05. Resultados: O consumo de AUP foi mais frequente entre os adolescentes do sexo feminino, com renda familiar superior a dois salários mínimos e estudantes de escola particular. Os indivíduos no maior tercil de consumo de AUP apresentaram maior ingestão energética, de carboidratos e de sódio, enquanto a ingestão de proteínas e fibras alimentares foram significativamente menores, quando comparados ao primeiro tercil de consumo. A análise de regressão mostra que o maior tercil de consumo de AUP foi associado positivamente com níveis de triglicerídeos e dislipidemia e inversamente com HDL-c, tanto nos dados brutos, como após o ajuste. Conclusão: Os AUP influenciam negativamente a alimentação de adolescentes, promovendo uma piora no perfil nutricional da dieta e ainda contribuem para alterações indesejáveis nos parâmetros lipídicos dessa população.

  • CLEYTON GALENO DA COSTA
  • MAL-ESTAR DOCENTE: VULNERABILIDADES AO ADOECIMENTO E ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO
  • Orientador : CASSIO EDUARDO SOARES MIRANDA
  • Data: 26/02/2018
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  • Introdução: A compreensão de que os professores estão expostos no meio escolar a múltiplos desafios, nos faz buscar respostas sobre o mal-estar docente. A Investigação se faz pertinente na medida em que busca colaborar no desenvolvimento de intervenções quanto à promoção de cuidado para com os professores. Objetivo: Analisar a situação de mal-estar docente em professores do ensino médio na cidade de Teresina, no estado do Piauí. Metodologia: Fora usado a abordagem de método misto sequencial explanatório, uso de técnicas quantitativas como suporte à vertente qualitativa. Na quantitativa foram aplicados a Escala de Vulnerabilidade ao Estresse no Trabalho - EVENT e um questionário sociodemográfico e laboral em 316 professores. No segundo momento, o qualitativo, os participantes foram escalonados de acordo com suas pontuações, da escala já usada, isso feito para identificar os possíveis docentes com maiores indicativos de mal-estar docente (maiores pontuações) e os com menores indicativos (menores pontuações). De posse dessas pontuações, seguiu-se as entrevista semiestruturadas com 16 professores. O perfil geral da amostra contou com 51,6% de professores da escola privada, com idade de 22 a 64 anos (M=39,09 e DF=9,68), 60,1% do sexo masculino, 66,2% encontram-se casado/convivente e a maior concentração na atividade docente foi de 22,2% de 15 a 20 anos. Resultados: Os trabalhos realizados demonstram que apesar de grande parte dos docentes não apresentarem indicativos de vulnerabilidade ao estresse, existe um grupo considerável em estado de atenção. Sobre as situações desencadeantes do mal-estar docente, há a presença de fatores externos (carga horária laboral e as possíveis deficiências estruturais e organizacionais da escola pública) bem como os internos (modos de respostas as situações problema).  Achados que demonstram a pertinência e as possibilidades de uma abordagem mista pela interligação de informações sobre o mesmo objeto a partir de fontes complementares. Conclusão: Evidencia-se a necessidade de combate à naturalização de condições negativas ao serviço docente e o favorecimento de estratégias de enfrentamento focadas na resolutividade dos problemas. Dessa forma este estudo demonstra que a realidade laboral dos professores ainda vivencia situações promotoras de adoecimento e ao mal-estar docente, mas é possível o reconhecimento de determinados mecanismos de enfrentamento e promoção da qualidade de vida desses profissionais. 

  • CLEYTON GALENO DA COSTA
  • MAL-ESTAR DOCENTE: VULNERABILIDADES AO ADOECIMENTO E ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO
  • Orientador : CASSIO EDUARDO SOARES MIRANDA
  • Data: 26/02/2018
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  • Introdução: A compreensão de que os professores estão expostos no meio escolar a múltiplos desafios nos faz buscar respostas sobre o mal-estar docente. A investigação se faz pertinente na medida que busca colaborar no desenvolvimento de intervenções quanto à promoção de cuidado para com os professores. Objetivo: Analisar a situação de mal-estar docente em professores do ensino médio na cidade de Teresina, no estado do Piauí. Metodologia: Fora empregada a abordagem de método misto sequencial explanatório, uso de técnicas quantitativas como suporte à vertente qualitativa. Na quantitativa foram aplicados a Escala de Vulnerabilidade ao Estresse no Trabalho - EVENT e um questionário sociodemográfico e laboral em 316 professores. No segundo momento, o qualitativo, os participantes foram escalonados de acordo com suas pontuações, da escala já usada, isso feito para identificar os possíveis docentes com maiores indicativos de mal-estar docente (maiores pontuações) e os com menores indicativos (menores pontuações). De posse dessas pontuações, seguiu-se às entrevistas semiestruturadas com 16 professores. O perfil geral da amostra contou com 51,6% de professores da escola privada, com idade de 22 a 64 anos (Média=39,09 e Desvio Padrão=9,68), 60,1% do sexo masculino, 66,2% encontram-se casado/convivente e a maior concentração na atividade docente foi de 22,2% de 15 a 20 anos. Resultados: Os trabalhos realizados demonstram que apesar de grande parte dos docentes não apresentarem indicativos de vulnerabilidade ao estresse, existe um grupo considerável em estado de atenção. Sobre as situações desencadeantes do mal-estar docente, há a presença de fatores externos (carga horária laboral e as possíveis deficiências estruturais e organizacionais da escola pública), bem como os internos (modos de respostas às situações-problema).  Achados que demonstram a pertinência e as possibilidades de uma abordagem mista pela interligação de informações sobre o mesmo objeto a partir de fontes complementares. Conclusão: Evidencia-se a necessidade de combate à naturalização de condições negativas ao serviço docente e o favorecimento de estratégias de enfrentamento focadas na resolutividade dos problemas. Dessa forma, este estudo demonstra que a realidade laboral dos professores ainda vivencia situações promotoras de adoecimento e mal-estar docente, mas é possível o reconhecimento de determinados mecanismos de enfrentamento e promoção da qualidade de vida desses profissionais.

2017
Descrição
  • CERES MARIA DE SOUSA IRENE
  • USO DE SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS POR ADOLESCENTES ESCOLARES
  • Orientador : LUISA HELENA DE OLIVEIRA LIMA
  • Data: 15/12/2017
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  • Nas sociedades contemporâneas o consumo de substâncias psicotrópicas se constitui em um problema social e de saúde atrelado a questões de ordem política, cultural e econômica. Este consumo pode ocorrer em qualquer fase da vida do indivíduo e por motivos variados. No entanto, o início do uso na adolescência pode gerar e/ou potencializar situações de vulnerabilidades sociais e de saúde. O estudo tem como objetivo geral analisar a prevalência e os fatores associados ao uso de substâncias psicotrópicas por adolescentes escolares. Como objetivos específicos busca: caracterizar o perfil socioeconômico e demográfico da população do estudo; calcular a prevalência do uso de substâncias psicotrópicas pelos adolescentes pesquisados; descrever os fatores de vulnerabilidade para o uso de substâncias psicotrópicas por adolescentes; e verificar a associação entre os fatores de vulnerabilidade e os fatores sociodemográficos e o uso de substâncias psicotrópicas. Trata-se de um estudo de corte transversal, realizado em cinco escolas públicas localizadas na cidade de Bom Jesus, Piauí, Brasil. A amostra é composta por 665 adolescentes escolares. A coleta de dados foi realizada por meio da aplicação de questionário durante o primeiro semestre de 2017. Adotou-se como variável dependente o consumo de drogas e como variáveis independentes os aspectos sociodemográficos e as densidades absolutas de problemas relacionados ao uso de substâncias. Os dados foram analisados pelo software SPSS versão 20.0 por meio do cálculo de frequências absolutas e relativas para as variáveis categóricas e médias para as variáveis contínuas. A associação foi identificada a partir do cálculo da razão de prevalência e teste Qui-quadrado, ambos com nível de significância de 5%. O projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, campus Senador Helvídio Nunes de Barros, sendo aprovado com o parecer nº 1.811.768/2016. A prevalência de adolescentes escolares que utilizaram substância psicotrópica nos últimos 30 dias anteriores à pesquisa foi de 62,9%. Houve associação estatística para o uso de substâncias psicotrópicas como a idade (p<0,001), cor da pele (p<0,050), religião (p=0,001), e a série que estuda (p<0,001). Identificou-se o álcool como a substância mais consumida, seguida pelo analgésico. Os resultados das médias apontaram uma maior prevalência de problemas nas áreas de sociabilidade, lazer/recreação e comportamento. Na análise das associações todas as áreas pesquisadas apresentaram associação com significância estatística, exceto as áreas de sociabilidade e escola. Conclui-se que há alta prevalência para o uso de substâncias psicotrópicas e associações importantes para este uso. Nesse sentido, sugere-se o fortalecimento e readequação da estratégia de saúde na escola como uma possibilidade para a diminuição da prevalência do consumo e intensidades de problemas decorrentes do mesmo.

  • CARLA MANUELA SANTANA DIAS PENHA
  • Qualidade de Vida e fatores socioeconômicos de pré-escolares: aplicação do questionário PedsQLTM 4.0 Generic Core Scale e Oral Health Scale.
  • Orientador : LUCIA DE FATIMA ALMEIDA DE DEUS MOURA
  • Data: 29/09/2017
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  • O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto de condições socioeconômicas na qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) de pré-escolares do município de Teresina, Piauí. Trata-se de estudo transversal com crianças de 5 anos e seus pais/responsáveis. Foram utilizados dois questionários, um com  caracte­rísticas socioeconômicas, hábitos alimentares e de higiene bucal e outro questionário validado de qualidade de vida, Pediatric Quality of Life Inventory – PedsQLTM 4.0 Generic Core Scale and Oral Health Scale. A amostra foi constituída por 566 pré-escolares e seus pais/responsáveis. Houve predomínio do gênero masculino 301 (53,2%), ensino público 380 (67,1%), renda familiar inferior a 2 salários mínimos 382 (67,5%). Na análise bivariada, renda familiar baixa foi associada a pior QVRSB (µ= 70,47/ DP= 25,62). No modelo de regressão final, as variáveis que permaneceram associadas à pior QVRSB foram a baixa escolaridade da mãe (RTajus=0,87; 13% menor chance de melhor QVRSB) e do pai (RTajus=0,92; 8% menor chance de melhor QVRSB). A escolaridade do pai e da mãe foi considerada um forte influenciador do estudo apontando maiores escores no questionário PedsQL™ como indicativo de melhor qualidade de vida nas famílias com pais de maior escolaridade.

  • CREMILDA MONTEIRO LIMA
  • Saúde e educação em foco: o currículo como instrumento de promoção da saúde
  • Orientador : KEILA REJANE OLIVEIRA GOMES
  • Data: 28/09/2017
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  • INTRODUÇÃO: A educação tem sido apontada como um dos fatores determinantes da saúde. Nessa discussão a escola é compreendida como lugar ideal para a promoção da saúde. Contudo, para que a escola seja lócus de promoção da saúde é imprescindível que o currículo propicie ações que desenvolvam positivamente a compreensão de saúde, como também, afirme a necessidade de promovê-la. OBJETIVO: Analisar o currículo do ensino médio de escolas públicas e privadas em seu papel de promoção da saúde. METODOLOGIA: Estudo transversal realizado em 24 escolas de ensino médio das redes pública e privada de Teresina-PI. A coleta de dados ocorreu de abril a dezembro de 2016, por meio de questionários pré-testados, um utilizado para análise dos Projetos Políticos Pedagógicos (PPPs) e outro aplicado junto aos docentes. A análise dos dados ocorreu no software SPSS, versão 17,0 para Windows. Para verificar diferença estatística entre variáveis o teste do qui-quadrado de Pearson foi utilizado. RESULTADOS: A análise dos projetos políticos-pedagógicos apresentou maioria das respostas negativa para: abordagem de ambiente saudável que favoreça a aprendizagem (83,4%); ênfase no conceito de saúde interagindo com aspectos físicos, psíquicos, socioculturais e ambientais (70,8%); conteúdos de saúde presentes nas diferentes áreas da organização curricular (91,7%); referência a serviços de saúde voltados para o educando e inter-relações com outros setores que desenvolvam ações de promoção da saúde (100%); ações que desenvolvam a promoção da saúde, assim como, da participação dos educadores na elaboração do projeto pedagógico para a saúde (79,2%). Foram frequentes docentes com características de: ter conhecimento sobre o que é promoção da saúde (88,7%); considerar a escola um espaço ideal para promoção da saúde (91,9%); considerar importante a educação para a promoção da saúde (99,7%); sentirem-se responsáveis em educar para a saúde (82,2%); não se sentir habilitado a educar os alunos para a promoção da saúde (69,8%). CONCLUSÃO: Evidenciou que o currículo do ensino médio não aborda a promoção da saúde de forma estruturada e sistemática. Ações intersetoriais e formação profissional precisam ser repensadas. São necessárias ações que fomentem a discussão do currículo escolar que possa efetivamente contribuir para a promoção da saúde.
  • KEILA RODRIGUES DE ALBUQUERQUE
  • ADESÃO AO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL: prevalência e fatores associados
  • Orientador : MALVINA THAIS PACHECO RODRIGUES
  • Data: 26/09/2017
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     As doenças cardiovasculares constituem a principal causa de mortalidade em todo mundo. Como importante fator de risco para doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, destaca-se a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), principal motivo para consulta e acompanhamento profissional na atenção básica. Um dos desafios do tratamento da HAS é a adesão terapêutica, fator essencial para controle dos níveis tensionais e redução de danos à saúde e ao desenvolvimento econômico e social. Esta pesquisa teve como objetivo analisar a adesão ao tratamento medicamentoso da HAS em hipertensos acompanhados pela Estratégia Saúde da Família. Trata-se de estudo transversal, realizado com 682 hipertensos, acompanhados pelas equipes da estratégia saúde da família em Teresina- Piauí. A adesão ao tratamento da hipertensão foi medida pelo Questionário de Morisky-Green-Levine.  Como variáveis explicativas, foram investigadas características sóciodemográficas, estilo de vida, fatores clínicos e terapêuticos. Na análise bivariada utilizou-se o teste qui-quadrado de Pearson (χ2) para associar as variáveis qualitativas e o teste T de Student para análise das variáveis quantitativas. Considerou-se associação ao nível de p<0,20, e para explicar o efeito conjunto das variáveis sobre a adesão segundo a classificação Morisky, utilizou-se a Regressão Logística Múltipla (RLM), com critério de significância de p< 0,05. Os resultados mostraram baixa prevalência da adesão, correspondendo a 35,5%. Quanto aos fatores associados, o estudo mostrou que a maior chance de adesão foi: ser do sexo masculino, ter 62 anos ou mais de idade, ter pressão arterial controlada e assiduidade às consultas. Consumir álcool e apresentar reações adversas medicamentosas estão associados a menor chance de adesão. Conclui-se, então, que apesar da maioria dos participantes apresentarem pressão arterial controlada, houve baixa prevalência na adesão ao tratamento medicamentoso anti-hipertensivo, o que requer ações de controle, a fim de qualificar a atenção ao hipertenso, de modo a promover sua adesão e redução de agravos associados à HAS.

  • ADRIANA VASCONCELOS DA NÓBREGA
  • Impacto da Cárie Dentária na Qualidade de Vida de Pré-Escolares.
  • Orientador : MARINA DE DEUS MOURA DE LIMA
  • Data: 20/09/2017
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  • A cárie dentária afeta pessoas de todas as faixas etárias e gêneros e pode causar comprometimento das funções do sistema estomatognático, além de alterações estéticas. Mesmo com a diminuição na prevalência e incidência da cárie, os índices referentes a essa doença ainda se apresentam expressivos, afetando uma parcela significativa da população mundial, especialmente, crianças. Estudos que avaliam o impacto da saúde bucal na qualidade de vida de indivíduos podem contribuir para a implementação de políticas públicas, principalmente as que visam diminuir as desigualdades sociais e definir as necessidades de tratamento. Desta forma, este estudo transversal teve como objetivo avaliar o impacto da cárie dentária na qualidade de vida de pré-escolares. A amostra do estudo foi constituída por 566 pré-escolares com idade de cinco anos, matriculados em instituições públicas e privadas do município de Teresina, PI, Brasil. Um questionário foi aplicado aos responsáveis para obtenção de dados socioeconômico-demográficos. Instrumento de qualidade de vida validado para população brasileira (Pediatric Quality of Life Inventory) foi aplicado para as crianças e seus responsáveis. O exame dentário foi realizado por examinador previamente treinado e calibrado (índice kappa=0,96). Para análise estatística, foram realizadas análises descritivas e regressão de Poisson (p<0,05). Os resultados demonstraram que 50,2% das crianças apresentaram experiência de cárie, sendo que 14,6% exibiram apenas os dentes anteriores afetados, 45,1% somente os dentes posteriores e 40,3% os anteriores e posteriores. Dos que tiveram experiência de cárie apenas 3,5% não necessitavam de tratamento. Foi observada associação entre experiência de cárie e pior qualidade de vida no domínio de saúde bucal tanto na percepção da criança (RR=0,981; IC95%= 0,97-0,99) quanto dos pais (RR= 0,955; IC95%= 0,94-0,97). De acordo com a percepção das crianças, cárie em dentes posteriores foi associada a pior qualidade de vida no domínio capacidade física (RR=0,985; IC95%= 0,97-0,99). Na percepção das crianças, observou-se associação entre pior qualidade de vida e sexo feminino no domínio capacidade física (RR=0,983; IC95%= 0,97-0,99), aspecto emocional (RR=0,984; IC95%= 0,97-0,99), renda familiar menor que 2 SM e saúde bucal da criança (RR 0,979; IC95%= 0,97-0,99). Experiência de cárie impactou negativamente na qualidade de vida relacionada à saúde bucal dos pré-escolares na percepção das crianças e dos pais.

  • AGLAINE DE OLIVEIRA AGUIAR
  • Anemia Ferropriva, Adequação do Estado Nutricional e Consumo Alimentar de Adolescentes da Rede pública e Privada de Ensino
  • Orientador : REGILDA SARAIVA DOS REIS MOREIRA ARAUJO
  • Data: 25/08/2017
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  • O presente estudo teve como objetivo avaliar a anemia ferropriva, adequação do estado nutricional e do consumo alimentar de adolescentes da rede pública e privada de ensino. A população estudada foi adolescentes de 14-19 anos de instituições públicas e privadas da cidade de Teresina-PI. Foram coletados dados sociodemográficos, analisado anemia por dosagem de hemoglobina, estado nutricional utilizando IMC/Idade e avaliação do consumo utilizando o Recordatório 24h. Foram investigados 674 adolescentes, a prevalência da anemia foi moderada com 23,9%, a maioria nas públicas (65,0%) e 35,0% de instituições privadas. Quanto ao estado nutricional 71,5% apresentavam-se eutróficos, seguido de excesso de peso e obesidade (20%) e com magreza (10,1%). Nas duas instituições, pública e privada, a maioria dos anêmicos eram eutróficos, seguidos de excesso de peso com 9,8 e 17,9% respectivamente, e menor prevalência de anêmicos com magreza em ambas as instituições, portanto não foi verificado influência do estado nutricional sobre a prevalência de anemia. Foi verificado que o consumo de bebidas açucaradas (60,09%) foi maior do que o de frutas (45,10%) e hortaliças (35,76%), sugerindo uma alimentação de baixa qualidade nutricional. Na avaliação quantitativa verificou-se inadequação para ambos os sexos e instituições para fibras alimentares e os micronutrientes Ca, P, Mg, K e Vitamina A. Em relação ao consumo de proteínas foi inadequado somente de anêmicos, em ambos os sexos e instituições. Para ferro os meninos de ambas as instituições não atingiram a adequação, já as meninas, anêmicas e não anêmicas não atingiram a recomendação de ferro em ambas as instituições. Entre as instituições de ensino não houve diferença estatisticamente significativa no consumo de proteínas e de ferro. Para vitamina A os anêmicos do sexo masculino apresentaram consumo de 351,8a e 508,2REb e não anêmicos de 416,3e 853,8REbem escolas públicas e privadas respectivamente, com consumo inadequado em todos dos grupos citados. Já o consumo de vitamina A, para meninas anêmicas foi de 606,7a e 775,6REb, e não anêmicas 482,1a e 1187,5REb, em que somente meninas de instituições públicas não atingiram a recomendação, apresentando diferença estatisticamente significativa entre as instituições de ensino. Já para vitamina C meninos anêmicos consumiram 70,45ª, 131,7mgb, enquanto que as meninas consumiram, 47,08ª e 69,29mgb, em instituições públicas e privadas respectivamente, em que somente anêmicos de instituições públicas não atingiram a recomendação, apresentando diferença estatisticamente significativa entre as instituições. Não houve influência do estado nutricional na prevalência de anemia verificada nos escolares, porém houve uma inadequação no consumo de alimentos fontes e facilitadores da absorção de ferro, particularmente nos adolescentes da rede pública de ensino e do sexo feminino.

  • JULIANA TEIXEIRA NUNES
  • Qualidade e equidade da assistência pré-natal e pós-parto entre adolescentes
  • Orientador : KEILA REJANE OLIVEIRA GOMES
  • Data: 03/07/2017
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  • INTRODUÇÃO: A qualidade da assistência pré-natal e pós-parto constitui importante indicador de saúde materno-infantil, indispensável à condução saudável da gestação. Variáveis sociodemográficas, econômicas e reprodutivas somadas à gravidez na adolescência, são determinantes sobre o nível de adequação da assistência pré-natal e pós-parto recebida pelas jovens. OBJETIVO: Analisar a qualidade e a equidade da assistência pré-natal e pós-parto entre adolescentes. METODOLOGIA: Estudo transversal realizado com adolescentes puérperas, nas cinco maternidades de Teresina-Piauí. A amostra, probabilística estratificada proporcional, foi calculada conforme a demanda de partos entre adolescentes ocorridos nessas instituições em 2012 (N=3.386), resultando em 483 entrevistadas. A coleta dos dados ocorreu de abril a junho de 2014, por meio de entrevista baseada em formulário pré-testado e consulta ao cartão da gestante. Investigaram-se 16 procedimentos técnicos, dez referentes ao pré-natal e seis ao pós-parto. O índice de qualidade da assistência considerou: início do pré-natal até 12ª semana gestacional, número de consultas realizadas ≥6 e realização de pelo menos 14 procedimentos técnicos. Para associação da equidade, as jovens foram divididas em quatro quartis de renda e três grupos de risco gestacional.  O banco de dados foi construído no programa Epi.info 6.04 e analisado no software SPSS versão 17.0. Realizaram-se análises: univariada, por meio de estatística descritiva e bivariada, adotando-se os testes Qui-quadrado e Exato de Fisher, com nível de significância p≤0,05. RESULTADOS: Predominaram jovens com média de 17,9 anos, não brancas (88,0%), em união estável/casadas (75,8%), menor escolaridade (79,5%), sem atividade remunerada (90,5%), pertencentes ao primeiro quartil de renda (52,0%). O perfil reprodutivo foi representado por jovens primíparas (85,7%) e intervalo interpartal inferior a 24 meses (51,4%). O serviço público foi majoritário entre jovens dos menores quartis (p<0,05). Cerca de metade iniciou o pré-natal no 1° trimestre e realizou o mínimo de seis consultas. Os procedimentos técnicos do pré-natal com menores coberturas foram: exames ginecológico (49,1%) e das mamas (23,6%), especialmente para jovens dos menores quartis de renda (p<0,05). Os procedimentos técnicos do pós-parto alcançaram baixas coberturas para todos os quartis de renda. A qualidade da assistência pré-natal e pós-parto alcançou nível adequado para apenas 8,7% das jovens e melhor resultado entre aquelas com maiores quartis de renda (10,7% e 13,3%, respectivamente). Também foi insatisfatória a qualidade da assistência para jovens de alto risco gestacional, em que apenas 0,6% obtiveram atendimento pré-natal /pós-parto adequado. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Foi alta a inadequação da assistência pré-natal e pós-parto, relacionada tanto ao número de consultas e início tardio do acompanhamento como, principalmente, à insuficiente realização de procedimentos essenciais às consultas.  A elevada inadequação da assistência entre jovens de menor renda e que possuem risco gestacional ratifica a Lei dos Cuidados Inversos, realidade vivenciada por jovens em situações de iniquidades. Desigualdades no cuidado demonstram ser ainda presentes, fortalecendo a necessidade de políticas voltadas à redução de fatores condicionantes dessas disparidades, em prol da assistência à saúde mais equânime.

  • LARISSE MONTELES NASCIMENTO
  • Prevalência de fatores de risco cardiovascular e sua associação com nutrientes aterogênicos em adolescentes.
  • Orientador : KAROLINE DE MACEDO GONCALVES FROTA
  • Data: 22/06/2017
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  • O risco cardiovascular é caracterizado por um conjunto de alterações metabólicas, incluindo obesidade, dislipidemia, hipertensão e intolerância a glicose, tais fatores desenvolvem-se em idades precoces. Os hábitos alimentares são um desses fatores que podem ser considerados determinantes para o desenvolvimento de doença cardiovascular, devido ao potencial aterogênico apresentado por alguns nutrientes. Objetivo: Verificar a prevalência de fatores de risco cardiovascular e investigar a associação entre esses fatores com nutrientes de efeito aterogênico em adolescentes. Métodos: Estudo do tipo transversal, realizado com 327 adolescentes, matriculados na rede pública e particular de ensino. Avaliaram-se os dados sociodemográficos, antropométricos, pressóricos, de consumo alimentar e bioquímicos. Além disso, foi calculado o risco cardiometabólico por meio da agregação dos fatores de risco expressa de forma contínua pela soma dos escores Z, para cada fator avaliado (pressão arterial, glicose, circunferência da cintura e perfil lipídico). A regressão de Poisson foi utilizada para estimar as razões de prevalência, onde o nível de significância adotado foi de p<0,05. Resultados: Prevalências elevadas das alterações nos níveis de LDL-c, HDL-c e TG foram observadas para escolas públicas. O risco cardiometabólico foi maior entre as garotas e na análise da razão de prevalência, notaram-se associações para pressão arterial e glicose com sexo feminino, apontando proteção. Menores prevalências para a escola pública foi apresentada para alterações pressóricas, em contrapartida verificaram-se associações que apontam risco, como elevados níveis de LDL-c, CT, TG e baixos de HDL-c. Associações significativas ainda foram observadas entre consumo elevado de gordura saturada com glicemia, elevada ingestão de colesterol com a glicose e CT e o baixo consumo de fibras com CT. Conclusão: As maiores prevalências de fatores de risco foram observadas no sexo masculino e nas escolas públicas. Ainda notou-se que o consumo excessivo de gordura saturada e colesterol e a baixa ingestão de fibras tem associação com alterações metabólicas que levam ao surgimento precoce de fatores de risco, como níveis de glicose e CT elevado. Portanto, tornam-se necessárias intervenções de saúde, especialmente no ambiente escolar, com intuito de reduzir a sua exposição à má alimentação e o consequente desenvolvimento precoce de fatores de risco cardiovasculares clássicos.

  • LÚCIA DE FÁTIMA DA SILVA SANTOS
  • As ações do Programa Saúde na Escola na perspectiva dos profissionais da saúde e da educação.
  • Orientador : OSMAR DE OLIVEIRA CARDOSO
  • Data: 23/03/2017
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  • O vínculo entre saúde e educação é reconhecido desde a antiguidade grega consolidando-se como uma estratégia importante e necessária para a efetivação de políticas públicas de saúde. Atualmente, a saúde na escola tem sido alvo de significativa atenção de órgãos internacionais, ratificando sua relevância mundialmente. No intuito de estabelecer a intersetorialidade entre os setores saúde e educação e promover a saúde integral no ambiente escolar, foi instituído o Programa Saúde na Escola (PSE) no território brasileiro. O objetivo deste estudo foi analisar o processo de implementação das ações de saúde propostas pelo PSE segundo os enfermeiros das equipes de Saúde da Família (ESF) e os gestores das escolas municipais de Teresina. Neste estudo realizamos uma análise de implementação, com abordagem qualitativa e seleção intencional determinada pela saturação dos dados. Conduzimos entrevistas semiestruturadas, entre junho e outubro de 2016, posteriormente submetidas à análise de conteúdo temática. Participaram da pesquisa nove enfermeiros das ESF atuantes no PSE e 11 gestores de escolas municipais da cidade de Teresina, Piauí- Brasil. Os dados analisados apontaram sete categorias temáticas: Ações de saúde; Planejamento das ações de saúde; Desenvolvimento das ações de saúde; Integralidade das ações de saúde; Aspectos facilitadores; Aspectos dificultadores; e Alcance dos objetivos do PSE. Constatamos que as ações de saúde desenvolvidas no PSE em Teresina visam à prevenção de doenças, possuem foco biológico e as ações voltadas para a promoção de saúde são pontuais. Observamos que, para alguns trabalhadores, essas ações tem alcance limitado na promoção da saúde, prevenção e assistência à saúde. Apontamos a ausência de articulação entre os setores, comprometendo a intersetorialidade a integralidade das ações de saúde. A parceria entre os atores envolvidos no programa e a proximidade entre a escola e a unidade básica de saúde (UBS) foram citados como aspectos facilitadores para execução das ações do PSE. Como aspectos dificultadores foram citados falhas na comunicação entre os atores envolvidos no programa, deficiência de recursos humanos e materiais e a ausência de colaboração da família e/ou da escola. O presente estudo revelou alguns desafios a serem enfrentados na implementação do PSE, tais como a superação do modelo biomédico e da setorialidade. Acreditamos que novos estudos, indo além das ações de saúde e inserindo novos atores e abordagens podem favorecer a elaboração de diretrizes para contribuir na consolidação da saúde integral no ambiente escolar.

  • MARIA DO SOCORRO OLIVEIRA GUIMARÃES
  • Avaliação da implantação dos núcleos hospitalares de epidemiologia no estado do Piauí
  • Orientador : JESUSMAR XIMENES ANDRADE
  • Data: 20/03/2017
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  • INTRODUÇÃO: Os avanços na estrutura organizacional do Sistema Único de Saúde permitiram a descentralização das ações de vigilância epidemiológica. Os Núcleos Hospitalares de Epidemiologia constituíram uma importante fonte de informação sobre doenças e agravos, sendo referência para os gestores e como fonte de informação para tomada de decisão. OBJETIVO: Avaliar a implantação dos Núcleos Hospitalares de Epidemiologia no Estado do Piauí. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa avaliativa, realizada em nove núcleos hospitalares de epidemiologia no Estado do Piauí, localizados na capital e no interior, que tiveram sua implantação homologada até 2014, mediante Portaria Ministerial. Foram avaliadas as dimensões, estrutura e processo. No tocante à estrutura, avaliou-se a ambiência, os recursos materiais e humanos e a regulamentação. Quanto ao processo, foram avaliadas as práticas operacionais que envolvem as atividades de vigilância epidemiológica, além de ensino, pesquisa e gestão. Os dados foram obtidos mediante aplicação de questionário e observação direta e agrupados em matriz de julgamento de modo que o somatório dos pontos obtidos determinou a adequabilidade da implantação. RESULTADOS: Apenas um núcleo apresentou 82,6% de conformidades. Portanto, implantação adequada. A maioria deles teve implantação insatisfatória. E um foi considerado com implantação crítica. A falta de regulamentação dos núcleos, bem como a de planejamento, foram os principais entraves encontrados. As atividades de ensino são incipientes e o fomento à pesquisa inexiste nos núcleos avaliados. CONCLUSÃO: O estudo constatou que a implantação dos núcleos hospitalares de epidemiologia no Estado do Piauí não ocorreu de forma satisfatória. 

     

  • ELLAINE SANTANA DE OLIVEIRA
  • Estresse e comportamentos de risco à saúde entre estudantes universitários
  • Orientador : ANA ROBERTA VILAROUCA DA SILVA
  • Data: 15/03/2017
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  • O ingresso na universidade traz consigo uma série de mudanças à vida do jovem. As novas demandas sociais e acadêmicas podem favorecer a adoção de hábitos de vida prejudiciais à saúde, além disso, o aumento crescente nos níveis de psicopatologia nesta população, especialmente através da presença de níveis elevados de estresse, ansiedade e depressão demonstram os riscos à vulnerabilização da saúde mental, aos quais estes indivíduos estão expostos, a partir de falhas no processo de adaptação do estudante, ao tentar administrar as diversas atividades diárias e conciliá-las às suas necessidades sociais e familiares. Visto que a literatura tem apontado associação entre adoção de um estilo de vida não saudável e o baixo nível de bem-estar psicológico, objetivou-se analisar o nível de estresse e sua relação com comportamentos de risco à saúde, estado nutricional e pressão arterial de acadêmicos de uma instituição pública de ensino superior. Trata-se de um estudo descritivo do tipo transversal de natureza quantitativa, realizado no período de abril a novembro de 2016, em uma instituição de ensino superior da cidade de Picos-PI. Participaram 377 estudantes de 18 a 30 anos, tendo sido avaliados quanto às suas características sociodemográficas e acadêmicas, perfil de estresse, qualidade do sono, risco e provável dependência alcoólica, tabagismo e nível de atividade física. Foram aferidas ainda as medidas de peso e altura para obtenção do Índice de Massa Corporal e classificação do estado nutricional, além das medidas de circunferência da cintura e do pescoço e determinação dos níveis pressóricos. Para processamento e análise dos dados, foi utilizado o software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 20.0. Houve predominância de estudantes universitários do sexo feminino (61,5%), de 18 a 21 anos (61,5%), pardos (54,6%) e solteiros (92,8%), com renda familiar na faixa de 1 a 3 salários mínimos (68,4%), pertencentes às classes econômicas C1 e C2 (53,6%), que residem com familiares (57,0%), oriundos de outros municípios do Piauí (53,3%), pertencentes aos cursos da área de saúde (40,6%), e com  tempo desde o ingresso na instituição em mediana de 30 meses. Em relação aos comportamentos de risco, destaca-se a qualidade do sono, ruim para 65,3% dos indivíduos e distúrbio do sono para 17,0%. O IMC relevou excesso de peso em 21,3% dos acadêmicos, sem alterações nas aferições da circunferência do pescoço, da cintura e dos níveis pressóricos para a maioria dos estudantes.  O estresse foi observado em 68,7% da amostra, com maior prevalência de indivíduos na fase de resistência (54,1%), e maioria de sintomas psicológicos (65,6%). Demonstrou-se associação significativa entre o estresse e as seguintes variáveis: sexo (p= 0,000), tempo na instituição(p=0,031), má qualidade do sono (p=0,000) e pressão arterial sistólica (p=0,015). Conclui-se que a maioria dos estudantes avaliados apresenta algum nível de estresse, e que este possui relação com a pressão arterial e com má qualidade do sono, comportamento de risco mais prevalente nesta população, demonstrando a necessidade de atenção a este problema, a partir da construção de estratégias educativas com foco nas formas de enfrentamento ao estresse e na escolha por comportamentos de vida cada vez mais saudáveis, além de medidas de acompanhamento do processo de adaptação do estudante à vida universitária, que poderão implicar positivamente na qualidade de vida dos universitários.

  • JULIANY MARQUES ABREU DA FONSECA
  • INFLUÊNCIA DO ESTADO NUTRICIONAL NA CAPACIDADE FUNCIONAL DE ADOLESCENTES
  • Orientador : LUISA HELENA DE OLIVEIRA LIMA
  • Data: 10/03/2017
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  • O sobrepeso e a obesidade representam grandes desafios à saúde pública mundial. Com manifestação cada vez mais precoce, são fatores de risco que podem interferir em diversos aspectos, dentre eles, na capacidade física funcional, representada pela habilidade de desempenhar as atividades de vida diária. Nesse sentido, este trabalho objetivou analisar a influência do estado nutricional na capacidade funcional de adolescentes. Trata-se de estudo transversal, realizado no segundo semestre de 2016, em escolas públicas de ensino fundamental do município de Teresina – PI. Participaram 198 adolescentes, de 10 a 14 anos, avaliados quanto a dados demográficos: sexo, idade e grupo étnico; antropométricos: peso, estatura e índice de massa corporal; nível de atividade física, estimado através do Questionário Internacional de Atividade Física; flexibilidade pelo teste de sentar e alcançar sem banco e capacidade funcional pelo teste de caminhada de seis minutos. Antes e após o teste foram coletados os dados clínicos de pressão arterial, saturação de oxigênio, frequência cardíaca, frequência respiratória e esforço percebido pela escala de Borg. Para a análise estatística, utilizou-se o SPSS versão 20.0. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí com o parecer 1.755.806. Houve predominância de adolescentes do sexo feminino (62,6%) e cor da pele autorreferida parda (64,6%). A prevalência de excesso de peso não apresentou diferença entre sexos (p=0,267). Os meninos mostraram melhor flexibilidade (p=0,000), maior nível de atividade física (p=0,033) e maior distância percorrida (p=0,001). Adolescentes com excesso de peso percorreram menores distâncias (p=0,028) e apresentaram maiores diferenças entre variáveis clínicas antes e após o teste. O nível de atividade física não apresentou diferença entre suas categorias que pudesse influenciar na distância percorrida (p=0,987). A maioria dos adolescentes avaliados apresentou capacidade funcional abaixo do esperado. Conclui-se que o estado nutricional influencia a capacidade funcional, aspecto observado através da menor distância percorrida por adolescentes com excesso de peso no teste de caminhada de seis minutos e também pelas maiores diferenças entre variáveis clínicas encontradas neste grupo, antes e após o teste, indicando menor tolerância ao exercício. A prevalência de capacidade funcional abaixo do esperado é fator alarmante devido sua relação com o risco cardiovascular. Sugere-se o estímulo à realização de atividades físicas diárias, bem como o acompanhamento nutricional, com vistas a prevenir ou minimizar as alterações associadas ao excesso de peso.

2016
Descrição
  • RANIELA BORGES SINIMBU
  • EVOLUÇÃO DO SOBREPESO E OBESIDADE EM ADULTOS RESIDENTES EM TERESINA – PIAUÍ
  • Data: 20/12/2016
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  • Introdução: O sobrepeso e a obesidade são considerados graves problemas de saúde pública, pois são fatores de risco importantes para o desenvolvimento das doenças crônicas não transmissíveis, acarretando sérios danos à saúde das pessoas. Objetivo: Analisar a evolução temporal dos indicadores de sobrepeso e obesidade em adultos residentes em Teresina, capital do estado do Piauí, no período de 2006 a 2015. Metodologia: Trata-se de um estudo de séries temporais utilizando as bases de dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico no período de 2006 a 2015. Estimou-se a tendência da prevalência de excesso de peso pelo o modelo de regressão linear simples e o cálculo da razão de prevalência segundo sexo, faixa etária e nível de escolaridade. Resultados: Houve aumento significativo na prevalência de sobrepeso (de 26,8% para 33,7%; p<0,001), obesidade (de 10% para 15,8%; p<0,001) e obesidade mórbida (de 0,6% para 1,4%; p=0,012) em adultos residentes em Teresina no período analisado. Maior incremento foi observado para obesidade mórbida no sexo feminino, idade de 55 a 64 anos e menor grau de escolaridade. Conclusão: O estudo evidencia o grave problema do aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade em Teresina. Deve-se desenvolver ações para modificar este cenário por meio de intervenções no setor saúde, educação e mobilização social voltadas para a redução destes indicadores.

  • PRISCILLA DANTAS ALMEIDA
  • INCAPACIDADES FÍSICAS E VULNERABILIDADE INDIVIDUAL DE CASOS DE HANSENÍASE EM MUNICÍPIOS HIPERENDÊMICOS
  • Orientador : TELMA MARIA EVANGELISTA DE ARAUJO
  • Data: 16/12/2016
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  • Introdução: A hanseníase é considerada um problema de saúde pública, principalmente nos países em desenvolvimento da África, Ásia e América Latina, devido à sua capacidade de provocar incapacidades físicas e estigmas nas pessoas acometidas. Assim, apesar de apresentar diagnóstico relativamente simples, realizado na Atenção Básica, e oferta da Poliquimioterapia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), observa-se que ainda existem muitos casos da doença em âmbito universal. No Brasil, em 2014, foram detectados 31.064 casos, com coeficiente de detecção geral de 15,32/100.000 habitantes, com avaliação neurológica no momento do diagnóstico de apenas 86,99% deles. Ressalta-se que no mesmo ano, os coeficientes de detecção geral de hanseníase indicaram o Estado do Piauí como endêmico para doença (33,74/100.000 habitantes) e hiperendêmicos, os municípios de Floriano (85,18/100.000 habitantes) e Picos (48,49/100.000 habitantes). Diante da crescente necessidade de se intensificar as ações de controle da hanseníase, devem-se buscar novas estratégias para aproximar profissionais e gestores de saúde da problemática que envolve a hanseníase, especialmente no tocante à vulnerabilidade individual e sua relação com as incapacidades físicas produzidas. Objetivo: Analisar a associação entre as incapacidades físicas dos casos de hanseníase e a vulnerabilidade individual em dois municípios hiperendêmicos. Método: Trata-se de um estudo transversal, realizado com o universo dos casos notificados entre 2001 a 2014, no Sistema de Informação de Agravos de Notificação e que foram localizados por ocasião da coleta dos dados em 2016 (n=603). Utilizaram-se os Softwares: EpiInfo® Versão 7.0 e STATA® Versão 13.0. Foram realizadas análises univariadas, por meio de estatísticas descritivas simples. Na estatística inferencial foram aplicados testes de hipóteses bivariados, com utilização do Qui-quadrado e Teste Exato de Fisher. As variáveis, que na análise bivariada apresentaram valor de p < 0,20, foram submetidas ao modelo multivariado de regressão logística binomial (odds ajustado). Resultados: Observou-se que os casos, em sua maioria, eram do sexo masculino, com baixa escolaridade e baixas condições econômicas. Ao diagnóstico apresentavam-se com a classificação operacional paucibacilar (53,57%), e forma clínica indeterminada (35,82%). Verificou-se associação estatisticamente significante entre o grau de incapacidade física e as variáveis explicativas: saúde percebida, sexo, classificação operacional, escolaridade e forma clínica (p<0,05). Conclusão: A identificação da relação entre aspectos que compõem a vulnerabilidade individual com as incapacidades física revelou a necessidade de ações específicas e novas estratégias pelos serviços de saúde, valorizando a continuação do cuidado após a alta, com vistas a redução e controle da hanseníase, e ainda de ações intersetoriais, de modo a favorecer apoio psicológico, social e econômico às pessoas acometidas pela doença.

  • RENATO MENDES DOS SANTOS
  • DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM EM CRIANÇAS ATENDIDAS EM SALAS DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO: OS HÁBITOS DE SONO INFLUENCIAM?
  • Orientador : FERNANDO FERRAZ DO NASCIMENTO
  • Data: 28/11/2016
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  • A dificuldade de aprendizagem é pertinente na infância e está associado a muitos fatores sociais. Como o sono é de vital importância para o desenvolvimento infantil e é um dos fatores pouco conhecido, quando associado à dificuldade de aprendizagem e ao desenvolvimento de crianças com transtorno funcional específico, atendidas em Salas de Atendimento Educacional Especializado – A.E.E., poucos estudos longitudinais foram conduzidos no sentido de caracterizar o perfil cognitivo e os hábitos de sono de crianças de 7 a 12 anos atendidas nessas salas de apoio especializado. Como as salas são programadas para crianças com deficiências, a proposta foi fazer uma caracterização das crianças com transtornos funcionais específicos encontradas em escolas municipais na zona urbana em Teresina – PI, de crianças com algum tipo de transtorno funcional específico (Dislexia / Disortografia / Disgrafia / Discalculia / Transtorno de Déficit de Atenção (com ou sem hiperatividade), que são atendidas nessas salas, avaliando o perfil cognitivo, a relação familiar, a classificação econômica e a relação entre os hábitos de sono e os transtornos funcionais nessa faixa etária. Participaram da pesquisa 70 crianças da educação fundamental, em 16 escolas públicas municipais: 04 escolas na zona leste, 04 escolas na zona norte, 03 escolas na zona sudeste e 05 escolas na zona sul, foram avaliadas. Para fazer a caracterização do sono foi utilizado o questionário de hábitos de sono e para avaliar o perfil cognitivo foram utilizados testes psicológicos TDE – Teste de Desenvolvimento Escolar e TNVRI – Teste Não Verbal de Raciocínio Infantil. Observou-se que as crianças apresentaram um nível inferior em relação ao teste de Desempenho Escolar. Em Relação aos testes Não Verbal não detectamos correlações entre variáveis de sono e escores resultados do teste. Dessa forma, é possível afirmar que o sono não é o principal fator associado a dificuldade de aprendizagem e que não existe associações entre os hábitos de sono e avaliação cognitiva. Estudos adicionais são necessários para avaliar o efeito de demais fatores.

  • SARAH DE MELO ROCHA CABRAL
  • Risco cardiovascular e síndrome metabólica em indivíduos com transtorno mentais
  • Orientador : MARIZE MELO DOS SANTOS
  • Data: 05/11/2016
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  • INTRODUÇÃO: A síndrome metabólica (SM) é um transtorno complexo que compreende um conjunto de fatores fisiopatológicos interconectados e que influenciam diretamente no aumento do risco para doença cardíaca. Pacientes com transtornos mentais são mais susceptíveis à doenças cardiovasculares e alterações do metabolismo quando comparados à população comum. OBJETIVO: Avaliar o risco cardiovascular e síndrome metabólica em indivíduos com transtornos mentais. MATERIAL E MÉTODOS: Estudo analítico, transversal, realizado com indivíduos, de ambos os sexos, maiores de 18 anos, atendidos nos Centros de Atenção Psicossocial de Teresina-PI. A amostra foi fundamentada nos parâmetros de Thompson e distribuída por estratificação proporcional à zona distrital. O instrumento de coleta dos dados foi um formulário abordando dados de identificação dos pacientes, condições sócio-econômicas, dados clínicos, bioquímicos e antropométricos. Os diagnósticos psiquiátricos foram agrupados segundo Classificação Internacional de doenças (CID-10). O risco cardiovascular foi quantificado pelo Escore de Framinghan. A SM foi determinada mediante critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS), do National Cholesterol Education Program Adult Treatment Panel (NCEP-ATP III) e International Diabetes Federation (IDF). Utilizou-se estatística descritiva analítica; teste Qui-quadrado de Pearson e Teste Exato de Fisher para associações; para teste de avaliação de razões de chances, Odds Ratio. O nível de significância adotado para todos os testes foi de α= 0,05. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí. RESULTADOS: Participaram do estudo 298 indivíduos, sendo 59,1% do sexo feminino. Os transtornos esquizotípicos e delirantes foram os mais prevalentes (50%), seguidos dos transtornos de humor (39,3%), sendo estes mais frequentes em mulheres (50,0%) e aqueles, em homens (60,7%). Apresentaram síndrome metabólica, de acordo com a definição da OMS, NCEP e IDF, respectivamente, 5,4% e 41,3% e 46% dos participantes. A maior parte dos indivíduos (81,9%) apresentou baixo risco cardiovascular e 13,8%, risco moderado. As chances de indivíduos que apresentaram síndrome metabólica  (critério  OMS) possuírem  risco cardiovascular moderado a alto foi 12,22 vezes maior que aqueles que não apresentaram; já em relação aos critérios da NCEP e IDF, foi 8,01 e 6,23 vezes, respectivamente. CONCLUSÃO: A prevalência da SM, quando diagnosticada pelos critérios da NCEP e IDF, foi alta. Além disso, a investigação aponta para elevada prevalência de risco cardiovascular moderado/alto em indivíduos com transtornos mentais e determina sua significativa associação com a SM.



Dissertações/Teses Antigas
2019
Descrição
  • SIMONE BARROSO DE CARVALHO
  • CONHECIMENTO, ATITUDE E PRÁTICA DE ADOLESCENTES SOBRE VACINAÇÃO CONTRA PAPILOMAVÍRUS HUMANO
  • Orientador : LUISA HELENA DE OLIVEIRA LIMA
  • Ano: 2019
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  • INTRODUÇÃO: A infecção pelo Papilomavírus Humano é responsável por aproximadamente 500 mil casos novos de neoplasia cervical em todo o mundo, e é na adolescência que existe o maior risco de infecção por este vírus em virtude do início precoce da atividade sexual, das práticas sexuais desprotegidas, grandes números de parceiros e contato com outras Infecções Sexualmente Transmissíveis. A vacinação é uma estratégia relevante para a saúde pública, pois é uma ação preventiva reconhecida pelo impacto na redução da morbimortalidade de doenças imunopreveníveis. OBJETIVO: avaliar o conhecimento, a atitude e a prática de escolares acerca da vacinação contra Papilomavírus Humano. METODOLOGIA: estudo avaliativo do tipo Conhecimento, Atitude e Prática, de corte transversal, realizado em 22 escolas públicas do interior piauiense, com meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. A amostra foi calculada com base em uma margem de erro de 3% e nível de confiança de 95% e proporção máxima de ocorrência do fenômeno de 50%, totalizando 631 indivíduos. A coleta de dados ocorreu em salas reservadas no período de fevereiro a novembro de 2018, por meio de um questionário. Os dados foram compilados e analisados com o auxílio do software estatístico SPSS versão 20.0. Para a análise do conhecimento, atitude e prática utilizou-se os itens de avaliação de escala likert apresentados na Classificação dos Resultados das Intervenções de Enfermagem e para as associações entre as variáveis, foi utilizado o Teste Qui-quadrado de Pearson. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, com parecer nº 2.429.531 e seguiu os princípios éticos estabelecidos na resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde. RESULTADOS: Dos 631 entrevistados, 56,4% eram mulheres. A idade variou entre 09 a 14 anos 11 meses e 29 dias, com predomínio de escolares com 11 anos. Nos dois sexos, foi maior a proporção de indivíduos de cor da pele parda 44,5%. A maioria dos escolares era solteiro 82,4%, católicos 59,6%, apenas estudava 85,7% e possuía renda familiar menor que um salário mínimo. O inquérito Conhecimento, Atitude e Prática, permitiu identificar que a maioria dos escolares foram classificados com conhecimento, atitude e prática adequada, 65,9%, 80,5% e 65,8%, respectivamente. Verificou-se uma associação estatisticamente significativa entre o conhecimento e a prática (p= 0,028), não houve significância estatística na busca de associação entre a atitude e a prática (p= 0,663). CONCLUSÃO: Observou-se que ter conhecimento adequado aumentou a probabilidade de ter uma prática adequada. A educação em saúde envolvendo escolares e familiares, consulta programada, busca ativa e fortalecimento do Programa Saúde na Escola são alternativas e propostas que precisam ser revistas e avaliadas quanto a sua efetividade, pois são imprescindíveis para a conscientização e participação dos escolares acerca dos serviços de saúde aos quais têm direito. A participação do profissional de saúde é essencial, principalmente o enfermeiro, visto que é um ator em ações adequadas no enfrentamento dos problemas de saúde.
  • VANDOVAL RODRIGUES VELOSO
  • SENTIMENTO DE INSEGURANÇA E ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO POR ADOLESCENTES DA REDE PRIVADA DE ENSINO DE TERESINA-PIAUÍ
  • Orientador : CÁSSIO EDUARDO SOARES MIRANDA
  • Ano: 2019
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  • INTRODUÇÃO: A violência envolvendo adolescentes no contexto escolar configura- se como um problema de saúde pública e justifica o sentimento de insegurança daqueles que a frequentam. O sentimento de insegurança traz implicações diretas ao processo de integração de adolescentes à escola e à sociedade, sendo fundamental compreender a atuação desse construto no campo da saúde pública. OBJETIVO: Analisar as estratégias de enfrentamento ao sentimento de insegurança por adolescentes das escolas da rede privada de Teresina-Piauí. METODOLOGIA: Estudo transversal, de metodologia mista sequencial explanatória, composta de uma etapa quantitativa, seguida de uma etapa qualitativa. Na etapa quantitativa foi aplicado um questionário englobando aspectos sociodemográficos e violência em 238 adolescentes. Foram realizadas análises univariada, por meio de estatística descritiva, e bivariada, utilizando-se o teste de correlação de Spearman, teste Qui- quadrado de Pearson (χ 2 ) e Regressão Logística Binária com intervalos de confiança de 95% (IC95%) e nível de significância de 5%. Na segunda etapa, foram selecionados dois alunos de cada uma das duas escolas com maior e menor prevalência do sentimento de insegurança, totalizando oito alunos, com igual distribuição entre os sexos. RESULTADOS: A amostra estudada apresentou idade média de 16,0 (±1,1) anos, sendo 47,5% do sexo masculino e 52,5% do sexo feminino. A prevalência do sentimento de insegurança foi de 17,6%, com predominância no sexo feminino. Os fatores associados significativamente (p<0,05) com o sentimento de insegurança incluíram os adolescentes que sofreram ameaças (OR=3,40; IC95%: 1,63-7,09) e intimidação (OR=2,92; IC95%: 1,43-5,95). Os achados qualitativos revelaram que os adolescentes das duas escolas de maior prevalência de sentimento de insegurança apresentaram relatos de atos violentos de maior gravidade nas categorias Experiência de violência observada na escola e Vivência de experiência de violência, enquanto os adolescentes das duas escolas de menor prevalência de sentimento de insegurança relataram atos violentos de menor gravidade, para essas mesmas categorias. CONCLUSÃO: Os adolescentes afirmaram sentir insegurança nos arredores das escolas e no trajeto casa-escola- casa em ambas as etapas da pesquisa, porém, não houve relato, nas entrevistas, de estratégias de enfrentamento ao sentimento de insegurança no interior das escolas, apenas em seus arredores e no trajeto casa-escola-casa. A triangulação entre métodos apontou para a convergência dos resultados das etapas quantitativa e qualitativa da pesquisa (categorias Experiência de violência observada na escola e Vivência de experiência de violência). Os achados indicam a necessidade de maior compreensão das estratégias de enfrentamento ao sentimento de insegurança por adolescentes no contexto das escolas privadas a fim de se implementar ações que proporcionem um clima escolar favorável à aprendizagem e diminuam os danos emocionais e psicológicos relacionados às situações adversas às quais estão expostos.
  • PATRÍCIA VIANA CARVALHEDO LIMA
  • VIOLÊNCIA CONTRA PROFESSORES EM ESCOLAS DO ENSINO MÉDIO
  • Orientador : MALVINA THAÍS PACHECO RODRIGUES
  • Ano: 2019
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  • INTRODUÇÃO: A violência escolar tem se configurado como um importante problema de saúde pública. Neste contexto, o professor é um dos profissionais que está mais exposto a situações que ameaçam sua integridade física e moral. OBJETIVO: Analisar a ocorrência de violência contra professores de escolas públicas e privadas do ensino médio e os fatores associados. METODOLOGIA: Estudo transversal analítico, realizado com 279 professores do ensino médio em Teresina-PI. Para verificar a associação entre as variáveis foi utilizado o teste de Wald e análise multivariada pelo modelo de regressão de Poisson para estimar as razões de prevalência (RP) e intervalo de confiança de 95% (IC95%) foi adotado nível de significância de 5%. RESULTADOS: A maior parte dos docentes era do sexo masculino (58,1%), com até 40 anos de idade (58,5%) e lecionavam em escolas particulares (50,2%). A média do tempo de docência foi de 13,1 anos. A prevalência de professores que vivenciaram alguma situação de violência foi de 54,8%. Os insultos verbais foram os eventos mais frequentes (39,4%). Escolas localizadas nas regionais leste (RP=1,65; IC95% 1,14; 2,39) ou sul (RP=1,48; IC95% 1,05;2,08) apresentaram associação positiva com violência em comparação às escolas da regional centro/norte. Ter sido alvo de insultos verbais foi associado positivamente ao trabalho em escolas de administração pública (RP=1,45; IC95% 1,00;2,11) e com aquelas que se se encontram nas regionais leste (RP=1,85; IC95% 1,17;2,93) e sul (RP=1,59; IC95% 1,05;2,41) em comparação às escolas do centro/norte. Trabalhar em apenas uma escola foi associado negativamente ao assédio sexual (RP=0,93; IC95% 0,86; 0,99). CONCLUSÃO: A maior parte dos professores sofreu algum tipo de violência no ambiente escolar, associada a fatores como o sexo, tipo de gestão, localização da escola e a quantidade de locais em que lecionava. Os dados encontrados podem facilitar o diagnóstico da situação dos professores no ensino médio, bem como servir de subsídio para a elaboração de um plano de intervenção. Enfatiza-se a necessidade de buscar formas de prevenção e enfrentamento da violência, bem como a capacitação de professores e gestores para que possam gerir os conflitos de modo que esses não se concretizem em atos violentos.
  • STEPHANIE SARAH CORDEIRO DE PAIVA
  • ADAPTAÇÃO TRANSCULTURAL DO HEART DISEASE KNOWLEDGE QUESTIONNAIRE PARA ADOLESCENTES BRASILEIROS TERESINA
  • Orientador : ANA ROBERTA VILAROUCA DA SILVA
  • Ano: 2019
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  • O presente estudo teve como objetivo traduzir, adaptar transculturalmente e validar o Heart Disease Knowledge Questionnaire para adolescentes brasileiros, portanto, trata-se de um estudo metodológico. A diretriz adotada, Beaton et.al (2007), tem aceitação internacional e consistiu nas seguintes etapas: tradução, síntese das traduções, retrotradução, comitê de especialistas, pré-teste, submissão da versão final à autora do instrumento. Todo o processo aconteceu de janeiro a novembro de 2018. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e pesquisa com o parecer nº 2.344.661. O instrumento foi reorganizado em 35 itens para as etapas 1-4. A tradução foi feita por dois tradutores, um informado e outro não informado sobre os conceitos abordados no instrumento, ambos bilingues, cuja língua materna era o português – resultando nas versões T1 e T2. A síntese das traduções foi realizada por meio de consenso entre os tradutores e todo o processo registrado e mediado pela pesquisadora – resultando na versão T12. Outros dois tradutores fizeram as retrotraduções, ambos cegos sobre o instrumento original, bilíngues, cuja língua materna era o inglês – resultando nas versões RT1 e RT2. O comitê de especialistas foi formado por sete profissionais a partir de critérios que garantissem a qualidade e competência para avaliação da equivalência da tradução, que foi julgada em quatro aspectos: semântica, idiomática, cultural e conceitual. Dos 35 itens, 24 obtiveram índice de validade de conteúdo (IVC) ≥ 0,80, não sendo necessárias alterações na versão T12 destes itens. Após ajustes implementados com base nas sugestões dos especialistas, outros 10 itens obtiveram aprovação pelo IVC. O IVC geral do instrumento foi de 0,93. O item 25, que não havia obtido IVC suficiente para aprovação foi alterado em posterior análise e submetido à avaliação da autora, que aprovou a versão proposta. O pre-teste foi realizado com 30 adolescentes de 13 a 18 anos de Teresina, Piauí. Foi utilizada uma escala likert para avaliar a compreensão dos itens, e a estratégia de brainstorming para obter sugestões dos adolescentes para os itens não compreendidos. Após esta etapa onze itens necessitaram de adaptações. A versão brasileira do instrumento foi retrotraduzida para submissão à autora, que não apresentou objeção ao questionário adaptado. A versão brasileira – Questionário de Doenças Cardíacas – permaneceu com os 30 itens do instrumento original, e o segmento criterioso das etapas do referencial adotado para adaptação transcultural, garantiu o alcance da equivalência e validade de conteúdo dos itens. Estudo subsequente será realizado para identificar as propriedades psicométricas do instrumento adaptado.
  • RONIELE ARAÚJO DE SOUSA
  • FATORES ASSOCIADOS À UTILIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE POR ADOLESCENTES
  • Orientador : OSMAR DE OLIVEIRA CARDOSO
  • Ano: 2019
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  • INTRODUÇÃO: O conhecimento sobre a utilização dos serviços de saúde por uma população é fundamental para avaliação do sistema de saúde, além de contribuir para o conhecimento, desenvolvimento e melhorias dos serviços. No entanto, este tema ainda é pouco pesquisado entre os adolescentes. OBJETIVO: Analisar os fatores associados à procura dos serviços de saúde pelos estudantes do 9º ano do ensino fundamental da rede pública de Parnaíba-PI. MÉTODO: Estudo transversal do tipo inquérito populacional, cujos entrevistados foram os adolescentes do 9º ano do ensino fundamental público da zona urbana de Parnaíba-PI. A coleta de dados ocorreu no período de outubro de 2017 a maio de 2018. As variáveis referiram-se às características sociodemográficas, aspectos familiares, comportamentos de risco, situação de saúde e uso dos serviços de saúde. Foram calculadas as prevalências e seus respectivos intervalos de confiança a 95% (IC95%). Aplicou-se o modelo de regressão logística múltipla para verificar as associações. RESULTADOS: Observouse que menos da metade (42,8%) dos adolescentes procuraram algum serviço de saúde, sendo a maior procura pelo sexo feminino (61,1%). A Unidade Básica de Saúde foi relatada em 58,9% como o local preferencial de acesso. Os adolescentes que fumam, consomem álcool, não utilizam métodos contraceptivos e/ou não usam capacete tiveram menor prevalência na procura pelos serviços. No modelo de ajuste final, foi verificado que usar drogas ilícitas (OR: 0,50; IC95%: 0,28;0,93) teve associação estatística negativa com a procura dos serviços de saúde. CONCLUSÃO: A procura pelos serviços de saúde pelo sexo feminino pode estar relacionada ao maior cuidado com a saúde. Consumir drogas ilícitas pode dificultar a percepção de saúde. É recomendado a realização de estudos específicos para melhor compreensão da relação dos comportamentos de riscos e situação de saúde com o uso dos serviços. As informações produzidas servirão para gestores e profissionais de saúde refletirem sobre as ações e os serviços de saúde estabelecidos, assim como permitirão o desenvolvimento de programas e estratégias mais eficazes para uma atenção à saúde integral dos adolescentes.
  • SEMIRA SELENA LIMA DE SOUSA
  • ANÁLISE DA QUALIDADE DO SONO DE HIPERTENSOS ASSISTIDOS NA ATENÇÃO BÁSICA
  • Orientador : Fernando Ferraz do Nascimento
  • Ano: 2019
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  • INTRODUÇÃO: Dados revelam que pessoas com hipertensão tem pior qualidade do sono e são mais suscetíveis a terem distúrbios do sono, em especial a síndrome da apneia obstrutiva do sono, que tem a sonolência diurna excessiva como um dos principais sintomas. A síndrome da apneia obstrutiva do sono influencia no surgimento da hipertensão e vice-versa, juntas somam altas taxas de morbidade na população e possuem uma relação bilateral. OBJETIVO: Analisar a qualidade do sono de hipertensos assistidos na atenção básica. METODOLOGIA: Estudo transversal, realizado no perímetro urbano da rede básica de saúde do Município de Teresina-PI, que foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí com o parecer 2.379.741. Participaram 390 hipertensos, avaliados pelos instrumentos: Índice de Qualidade do Sono Pittsburgh, Escala de Sonolência de Epworth, Questionário Clínico de Berlim; e o Questionário sociodemográfico, comportamental e clínico. Realizou-se análise univariada, com procedimentos de estatística descritiva; bivariada com o teste qui-quadrado de Pearson; e multivariada com regressão de Poisson. Foram calculadas as Razões de Prevalências (RP), para todas as variáveis que obtiveram um p<0,20 na análise bivariada e significância avaliada pelo teste de Wald. O critério de nulidade foi de p<0,05. RESULTADOS: A média da idade dos hipertensos foi de 60,24 (±12,15) anos sendo a maioria do sexo feminino (73,3%). A qualidade do sono foi ruim com possíveis distúrbios do sono para 73,6% (IC 95%: 69,0-77,7) dos hipertensos, 62,6% (IC 95%: 57,0-67,2) apresentaram risco para síndrome da apneia obstrutiva do sono e 42,1% (IC 95%: 37,0-47,0) para sonolência diurna excessiva. Ainda assim, na análise bivariada, não houve associação da qualidade do sono e dos distúrbios do sono com hipertensão. Após o modelo de regressão (p<0,20), as variáveis atividade física regular (RP=1,34; IC95%: 1,02 – 1,75) e dependência alcoólica (RP=1,38; IC95%: 1,03 – 1,83), estiveram associadas estatisticamente a sonolência diurna excessiva (p=0,048) e alto risco para síndrome da apneia obstrutiva do sono (p=0,045), respectivamente. CONCLUSÃO: A qualidade do sono de pacientes hipertensos assistidos nas unidades básicas de saúde da cidade de Teresina-PI é ruim com possíveis distúrbios do sono, possuem alta prevalência de risco para sonolência diurna excessiva e síndrome da apneia obstrutiva do sono, associados a ausência de atividade física e possível dependência alcóolica, respectivamente. Ademais, acredita-se também que o diagnóstico preciso e o tratamento efetivo dos distúrbios do sono, em especial da síndrome da apneia obstrutiva do sono, poderiam reduzir os níveis pressóricos desses hipertensos.
  • DEBORAH FERNANDA CAMPOS DA SILVA
  • USO DE SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS POR ADOLESCENTES NO SEMIÁRIDO NORDESTINO
  • Orientador : LUÍSA HELENA DE OLIVEIRA LIMA
  • Ano: 2019
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  • Introdução: A adolescência é caracterizada por um período de transição no qual o indivíduo é surpreendido por descobertas sobre si e o mundo. Não raro, o adolescente é pressionado no sentido de assumir comportamentos e tomar decisões impostas pelo seu meio social, assumindo assim, atitudes e riscos com relação a se posicionar contrário às convenções sociais, como por exemplo, o uso de substâncias psicotrópicas. Objetivo: Analisar o uso de substâncias psicotrópicas por adolescentes no semiárido nordestino. Métodos: Estudo de delineamento transversal realizado com adolescentes escolares de 13-17 anos, matriculados em 19 escolas públicas do município de Picos-PI. O cálculo utilizado para a obtenção da amostra foi a fórmula para estudos transversais quantitativos com população finita (2.581 estudantes), totalizando uma amostra de 404 adolescentes. A coleta de dados ocorreu entre os meses de março a novembro de 2018, com adolescentes cujo responsável autorizou a participação da pesquisa e assinou o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE). Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Campus de Picos) da Universidade Federal do Piauí, com número de parecer 2.429.523. O preenchimento dos questionários deu-se em sala de aula. Foi utilizado como instrumento para a coleta de dados o DUSI. Após a coleta, calcularam-se as estatísticas descritivas e inferenciais apropriadas às variáveis estudadas tais como: frequências absolutas e percentuais para caracterizar o perfil dos usuários, teste de Qui-Quadrado ou razão de verossimilhança para associações das variáveis categóricas. Foi assumido o valor de p < 0,05 para significância estatística. A variável de desfecho considerada foi ter usado alguma substância psicotrópica nos últimos 30 dias, independente da frequência do uso. Dois índices foram calculados após a aplicação do DUSI: Densidade Absoluta dos Problemas e Densidade Global de Problemas. Resultados: Quanto às características sociodemográficas dos participantes, houve uma predominância entre adolescentes do sexo feminino (60,4%); autodeclarados pardos (49,3%); com idade a partir de 15 anos (62,9%); que cursam o 9º ano do ensino fundamental (23,8%); com crença religiosa no catolicismo (58,7%). Verificou-se associação do uso de substância psicotrópica com idade, adolescentes entre 15 e 17 anos (p= 0,005), e série (p= 0,035), quanto maior a série, maior o consumo. O álcool (53,8%) foi a substância mais usada, seguido de analgésicos (40,4%), tranquilizantes (10,5%) e tabaco (9,6%). Ficou evidenciado também que 12,2% dos adolescentes assumiram ter problemas com alguma das 14 substâncias pesquisadas e que 81,4% se encontram em uso de risco. Os maiores problemas relacionados ao uso de substâncias psicotrópicas foram desordens psiquiátricas. Conclusão: As drogas lícitas são as mais consumidas pelos adolescentes. Fica clara a importância de um diagnóstico epidemiológico sobre o consumo de drogas por adolescentes para que haja efetivação de políticas públicas relacionadas à temática e a necessidade da concretização de alguns programas como Saúde na Escola, de maneira que alcance o adolescente de modo holístico e integral.
  • CYNTIA MENESES DE SÁ SOUSA
  • IDEAÇÃO SUICIDA EM ESCOLARES ADOLESCENTES: PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS TERESINA 2019
  • Orientador : MÁRCIO DÊNIS MEDEIROS MASCARENHAS
  • Ano: 2019
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  • Introdução: O adolescente experimenta comportamentos que podem gerar quadros depressivos e resultar em ideações suicidas, a qual se refere a pensamentos de como acabar com a própria vida, considerada um importante fator de risco para o suicídio. Objetivo: Analisar a prevalência da ideação suicida e fatores associados entre escolares do ensino médio. Métodos: Estudo transversal com 674 adolescentes de escolas públicas e privadas em Teresina, Piauí, em 2016, selecionados por amostragem probabilística estratificada proporcional. O estudo faz parte de uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), intitulada “Saúde na escola: diagnóstico situacional no ensino médio”. Foi utilizado questionário semi-estruturado, baseado no questionário da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE-2012) e no Inquérito de vitimização utilizado por Lecoque (2003). Realizou-se análise bivariada com o teste do Qui-quadrado e análise múltipla pelo modelo de regressão de Poisson para estimar as razões de prevalência (RP) e intervalos de 95% de confiança (IC95%). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFPI (parecer nº 1.495.975). Resultado: Os participantes do estudo foram em sua maioria do sexo feminino (56,7%), negros (77,4%), que moravam com os pais (85%), cujas mães apresentavam escolaridade ≥ 8 anos de estudo (68,8%), com renda familiar maior que um salário mínimo (58,3%), praticantes de alguma religião (86,8%) e procedentes de escola pública (64,7%). A prevalência de ideação suicida foi de 7,9%. Maior frequência de ideação suicida foi relatada entre estudantes do sexo feminino (10,2%), com p-valor de 0,052, se encontrando no limite da significância estatística. Ideação suicida foi associada estatisticamente aos alunos que referiram não residir com os pais (RP ajustada: 2,27; IC95%: 1,26-4,10; p<0,05) e àqueles que informaram ter sofrido violência sexual por outros alunos, professores ou funcionários da escola (RP ajustada: RP: 3,40; IC95%: 1,80-6,44; p<0,05), com uma prevalência de ideação suicida três vezes maior que a observada entre aqueles que não referiram esse tipo de violência. Conclusão: A ideação suicida entre adolescentes escolares de Teresina estava associada ao sexo feminino, a não residir com os pais e a ter sido vítima de violência sexual na escola.
  • ERISONVAL SARAIVA DA SILVA
  • ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL EM PESSOAS COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: PREVALÊNCIA E FATORES DE RISCO ASSOCIADOS
  • Orientador : JOSE WICTO PEREIRA BORGES
  • Ano: 2019
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  • Introdução. O Acidentes Vascular Cerebral (AVC) é uma Doença Crônica Não Transmissível que ocupa a segunda posição como causa de morte e incapacidades no mundo, tendo a hipertensão arterial sistêmica como o principal fator associado. Objetivo. Analisar a prevalência e fatores de risco associados ao AVC em pessoas com hipertensão arterial sistêmica. Método. Estudo seccional analítico com 378 hipertensos cadastrados na Estratégia Saúde da Família do município de Floriano (Piauí) selecionados por amostragem aleatória simples entre as 17 unidades de saúde da zona urbana. Realizou-se análise estatística uni, bi e multivariada. Na primeira fez-se análise descritiva, com medidas de tendência central e dispersão. Na segunda, o teste estatísticos qui-quadrado e t de Student. Na terceira, regressão logística com blocagem hierárquica de variáveis considerando no plano distal (características socioeconômicas), intermediário (características de saúde) e proximal (características do estilo de vida). Todas as análises consideraram nível de significância estatística de 5%. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí. Resultados. O estudo encontrou prevalência estimada de 11,6% de ocorrência de AVC. Os fatores de risco que se associaram significativamente (p<0,05) com a ocorrência do evento foram: no bloco distal, o sexo (OR=0,47; IC95%: 0,23-0,95) e a idade (OR=1,03; IC95%:1,01-1,06); no medial, possuir familiar com AVC (OR=2,01; IC95%: 1,00-4,04) e ter ido à emergência com a pressão arterial alterada (OR=2,01; IC95%: 1,00-4,05); no bloco proximal, fazer uso de comida gordurosa (OR=2,33; IC95%: 1,15-4,72), consumir doce ao menos uma vez por semana (OR=2,37; IC95%:1,15-4,90) e o tempo de fumante em anos completos (OR=1,02; IC95%:1,00-1,04). Conclusão. Considerando a gravidade da ocorrência do AVC encontrou-se uma prevalência elevada dessa complicação. O modelo proposto mostrou que existe uma hierarquia entre os fatores de risco na ocorrência do AVC, revelando de maneira proximal os fatores de estilo de vida consumo de comida gordurosa, consumo de doce e o tempo de fumante, de maneira intermediária as condições de saúde como possuir familiar com AVC e buscar a emergência com a PA alterada, e de maneira distal o sexo e a idade.
  • JULIANE DANIELLY SANTOS CUNHA
  • CONHECIMENTO OBJETIVO E PERCEBIDO SOBRE VACINAS ENTRE ADOLESCENTES ESCOLARES
  • Orientador : MALVINA THAIS PACHECO RODRIGUES
  • Ano: 2019
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  • INTRODUÇÃO: A imunização assume um papel fundamental para que a saúde seja resguardada. Entre os adolescentes, a aquisição de conhecimentos acerca da vacinação é extremamente necessária, pois tal processo fornecerá subsídios para que o nível de aceitabilidade das vacinas seja aumentado e tenha repercussões diretas no aumento da cobertura vacinal e, consequentemente, na diminuição das doenças imunopreveníveis. OBJETIVO: Analisar o conhecimento objetivo e percebido dos adolescentes escolares sobre a vacinação. MÉTODO: Estudo transversal e analítico realizado com 674 adolescentes, selecionadas por amostragem probabilística. O estudo faz parte de uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), intitulada “Saúde na escola: diagnóstico situacional no ensino médio”. A coleta de dados ocorreu no ano de 2016 nas escolas públicas e privadas da Cidade de Teresina-PI sendo utilizado um questionário semi-estruturado, pré-codificado e pré-testado. Foram realizadas análises univariadas por meio de estatística descritiva; bivariada utilizando o teste qui-quadrado de Pearson; e multivariada, por meio de Regressão Logística Múltipla. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFPI parecer nº 1.495975. RESULTADOS: Predominaram adolescentes do sexo feminino (56,7%), com média de idade de 16 anos e estudantes da escola pública (64,7%). A maior parte dos estudantes demonstrou conhecimento objetivo e percebido baixo com 97,9% e 73,7%, respectivamente. Houve associação estatística entre o conhecimento percebido e a renda familiar, mostrando que possuir renda familiar maior que um salário mínimo está associado significativamente com o alto conhecimento percebido, tanto na análise bivariada (p= 0,000) como na regressão logística (OR=0,586; IC95%: 0,402-0,854). CONCLUSÃO: O conhecimento dos adolescentes escolares sobre vacinas é baixo. Acredita-se que essa deficiência de informações na vida do escolar pode resultar na baixa procura por esses imunobiológicos, tornando-os vulneráveis as doenças imunopreveníveis. Sendo assim, é fundamental orientar esse público quanto aos comportamentos de risco estimulando-os a adotarem medidas preventivas, como a atualização da carteira de vacinação, além da busca do conhecimento e de sua efetivação na prática.
  • LARISSA CARVALHO RIBEIRO DE SÁ
  • SÍNDROME METABÓLICA EM ADOLESCENTES E SUA ASSOCIAÇÃO COM A QUALIDADE DA DIETA
  • Orientador : KAROLINE DE MACEDO GONCALVES FROTA
  • Ano: 2019
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  • Introdução: A síndrome metabólica (SM) é uma desordem complexa que acomete não somente adultos, mas também adolescentes, devido à tendência crescente da obesidade. Dentre os fatores associados à SM, o padrão alimentar, que em geral é inadequado na adolescência, constitui um dos mais importantes. Objetivo: Analisar a prevalência de SM e sua associação com a qualidade da dieta dos adolescentes. Métodos: Pesquisa transversal realizada com 327 adolescentes do ensino médio da rede pública e particular de Teresina-PI. Obteve-se dados socioeconômicos, antropométricos, de consumo alimentar, para obtenção do Índice de Qualidade da Dieta Revisado, e relativos à SM (glicemia, pressão arterial, circunferência da cintura, triglicerídeos e HDL-c). As variáveis contínuas foram descritas por médias, desvios padrão e intervalos de confiança de 95%. Para verificar a associação entre as variáveis dependentes e as explanatórias, calculou-se o odds ratio ajustado. O nível de significância adotado para os testes foi de p <0,05. Resultados: A prevalência de SM foi 3,3%, sendo a baixa concentração de HDL-c a alteração mais frequente (50,5%). A média de pontuação no Índice de Qualidade da Dieta Revisado foi 55,4 pontos. Piores escores foram obtidos em cereais integrais, vegetais verde-escuros e alaranjados, óleos, leites e derivados e frutas integrais. Em contrapartida, cereais totais, e carnes, ovos e leguminosas tiveram pontuações próximas ao máximo estipulado. O menor tercil de vegetais verde-escuros, alaranjados e leguminosas demonstrou risco para baixo HDL-c e o segundo tercil foi protetor para níveis glicêmicos elevados. Quanto ao grupo do leite, seu menor consumo aumentou as chances para níveis elevados de triglicerídeos e de pressão arterial. Conclusão: Apesar da baixa prevalência de SM, houve alterações relevantes em seus fatores, havendo associações entre menor consumo de importantes componentes da qualidade da dieta e alterações da SM.
  • ANDRESSA LIMA RAMOS
  • AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA ÀS PESSOAS COM HIPERTENSÃO E/OU DIABETES NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
  • Orientador : ANA ROBERTA VILAROUCA DA SILVA
  • Ano: 2019
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  • As doenças crônicas, em particular a hipertensão e o diabetes, requerem monitoramento e ações que possam contribuir com o manejo clinico adequado dessas patologias, pois representam uma grande sobrecarga no sistema de saúde e impacto na qualidade de vida das pessoas acometidas. Nesse sentido, realizou-se um estudo avaliativo, tipo normativo, com abordagem quantitativa, que tem como objetivo geral de avaliar a qualidade da assistência à pessoa com hipertensão e/ou diabetes mellitus tipo 2 na atenção primária à saúde de Araioses, Maranhão. A amostra foi composta por 190 prontuários de usuários com HAS e/ou DM e por 51 profissionais da equipe de saúde, abrangendo 17 enfermeiros, 17 médicos e 17 técnicos ou auxiliares de enfermagem. Os dados foram coletados por meio de seis instrumentos já validados adaptados à realidade do local do estudo com vista a obter dados relacionados aos componentes avaliativos estrutura e processo, a partir de observação direta das estruturas, recursos e ações desenvolvidas nas unidades voltadas à pessoa com HAS e DM tipo 2. A pesquisa foi realizada de acordo com a Resolução nº 466/12, sendo aprovado sob parecer n.º 2.344.652/2017. Identificou-se diferença estatisticamente significativa entre as distribuições dos níveis de qualidade da assistência nos subcomponentes de avaliação da estrutura, sendo que os níveis para recursos materiais e humanos são mais de 40% superior à média dos demais. Enquanto que as condições de edificações e a disponibilidade de medicamentos antihipertensivos e hipoglicemiantes obtiveram as menores avaliações (11,8%, 34,1% e 36,9%, respectivamente). Quanto ao componente processo, todos os profissionais da equipe mínima apresentaram médias altas de nível de qualidade da assistência, com destaque dos enfermeiros, os quais estão à frente do processo de cuidado e acompanhamento desse público utilizando a consulta de enfermagem e atividades grupais para obterem melhores resultados. Evidenciou-se que o nível de qualidade da assistência total foi considerado como moderado em 88,2% das UBS, com menores níveis de qualidade identificados no componente ‘estrutura’. Deste modo, esse estudo pode contribuir para a adequação das condições físicas das UBS, bem como para o provimento adequado de medicamentos e insumos, impactando diretamente na dimensão ‘resultado’, a partir da avaliação periódica das condições de saúde dos usuários atendidos, bem como da satisfação dos usuários relacionada à assistência. Para isso, faz-se necessário o compartilhamento desses resultados com os profissionais e gestores municipais, a fim de dar visibilidade e promover reflexão sobre a avaliação realizada.
  • FABIANA NEVES LIMA
  • RISCO CARDIOVASCULAR E FATORES ASSOCIADOS EM ADOLESCENTES
  • Orientador : Ana Roberta Vilarouca da Silva
  • Ano: 2019
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  • Reconhecer fatores de risco cardiovascular em adolescentes, tornou-se uma avaliação importante em estudos epidemiológicos, visto que, a presença destes fatores está associada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares (DCV). O processo inicial da DCV pode ocorrer durante a infância e adolescência. Diante disto, a identificação precoce da presença de fatores de risco pode subsidiar o planejamento e o desenvolvimento de programas de intervenção em idade ideal. O estudo objetivou analisar a frequência de fatores de risco cardiovasculares em adolescentes. Estudo transversal realizado com 251 adolescentes, matriculados em uma escola de tempo integral da rede pública de ensino na cidade de Teresina-Piauí, com idade entre 14 a 17 anos, de ambos os sexos, selecionados por amostragem probabilística aleatória simples. Os desfechos investigados foram: comportamento sedentário, nível de atividade física, qualidade do sono, sonolência diurna excessiva, tabagismo, consumo de álcool, hipertensão arterial, excesso de peso, circunferência da cintura e do pescoço. Usaram-se estatística descritiva, testes t de Student, ANOVA, MannWhitney e Kruskall-Wallis para comparação das médias entre os grupos. A significância estatística adotada foi (p<0,05). Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, parecer nº 2.838.003/2018. A média de idade dos adolescentes foi de 16,2 ± 0,76 anos, 60,1% dos adolescentes do sexo feminino. Os fatores de risco mais frequentes foram excesso de sonolência diurna (88%), inatividade física (38,2%), circunferência do pescoço alterado (10,8%) , consumo de álcool e tabaco (8,4%, 6,0%) respectivamente, pré-hipertensão (e pelos valores de pressão arterial sistólica (14,7%) e pressão arterial diastólica (27,1%). Em relação aos dados antropométricos, o sexo feminino obteve média de índice de massa corporal maior que o masculino (p<0,05), já em comparação à circunferências da cintura e do pescoço o sexo masculino apresentou médias superiores (p<0,05). Sobre as variáveis clínicas, o sexo masculino apresentou pressão arterial sistólica e diastólica superiores e frequência cardíaca inferior ao sexo feminino (p<0,05). Com relação ao consumo de álcool, os que estavam na zona de alto risco ou uso nocivo de álcool apresentaram valores médios elevados de pressão arterial sistólica (p<0,05). Constatou-se uma existência de fatores de risco em adolescentes. A presença e associações positivas entre os fatores de riscos que podem contribuir para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares servem como sinalizadores para que medidas preventivas sejam tomadas, através de ações de promoção de saúde no contexto escolar.
  • CRISTIANE CRONEMBERGER DE ARRUDA MARQUES CONSUMO
  • CONSUMO DE MICRONUTRIENTES POR ADOLESCENTES DE ESCOLAS PÚBLICAS E PRIVADAS
  • Orientador : REGILDA SARAIVA DOS REIS MOREIRA-ARAÚJO
  • Ano: 2019
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  • O consumo alimentar adequado é condição essencial para o alcance das exigências nutricionais e deve estar de acordo com as necessidades de cada fase da vida, principalmente, ao longo da infância e adolescência por serem estágios biologicamente mais suscetíveis. A adolescência é um período marcado por grandes mudanças puberais e comportamentais, bem como elevada demanda nutricional, tornando-se um grupo vulnerável nutricionalmente. Nessa fase, destacam-se alguns micronutrientes que são diretamente envolvidos na promoção do crescimento físico, da maturação sexual, do desenvolvimento neuromotor e do funcionamento do sistema imune. A deficiência desses, na etiologia do déficit de crescimento e outros efeitos no desenvolvimento e saúde nesta fase tem despertado atenção, apesar de ainda serem poucos os estudos sobre o consumo dos micronutrientes na alimentação. Dessa forma, objetivou-se avaliar o consumo de micronutrientes por adolescentes de escolas públicas e privadas. Esse estudo caracterizou-se com sendo transversal com amostra representativa de adolescentes de 14 a 19 anos de idade, do ensino médio, de escolas públicas e particulares, selecionada por amostragem aleatória simples e estratificada proporcional. O estado nutricional foi avaliado pelo IMC/idade. As variáveis independentes estudadas foram: sexo, idade, instituição de ensino e consumo alimentar pela aplicação do recordatório de 24 horas, com análise da adequação de micronutrientes. As variáveis categóricas foram apresentadas em porcentagens e aplicou-se o teste qui-quadrado e teste t de Student para verificar a existência de associações, adotando significância de 5%. Estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí. A população estudada apresentou-se de forma homogênea não havendo diferença estatisticamente significativa entre sexo e idade nas diferentes redes de ensino. Os adolescentes estudados em sua maioria estavam eutróficos. Foi observado consumo inadequado de Ca, Mg, K para todos os adolescentes e apenas os do sexo feminino apresentaram inadequação na ingestão de P. Para a ingestão de sódio foi observado consumo elevado, sendo que apenas o sexo feminino da escola pública apresentou menor porcentagem de adequação. Para o consumo de Fe, Zn, Cu e Mn, apenas o sexo feminino, de ambas as escolas, apresentou adequação menor que 100%. O mesmo foi observado para adolescentes do sexo feminino apenas da rede pública em relação ao consumo de Zn e Cu. Os adolescentes independentes da rede de ensino apresentaram ingestão acima do recomendado para Vitamina C e B12, sendo que apenas o sexo feminino da rede pública não atingiu o consumo adequado de Vitamina A. Conclui-se que os adolescentes necessitam de um acompanhamento nutricional, com realização de intervenção objetivando equilibrar o consumo de micronutrientes e prevenção de futuras doenças.
  • FELIPE BARBOSA DE SOUSA COSTA
  • ABUSO SEXUAL CONTRA ADOLESCENTES NO AMBIENTE ESCOLAR E NAS PARCERIAS ÍNTIMAS: EXPERIÊNCIA DE VITIMIZAÇÃO E SEUS IMPACTOS
  • Orientador : CASSIO EDUARDO SOARES MIRANDA
  • Ano: 2019
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  • Introdução: O abuso sexual contra adolescentes é entendido como problema social e de saúde pública, estando os adolescentes sujeitos a este tipo de violência em diversas esferas relacionais, inclusive em suas parcerias íntimas. Objetivo: Caracterizar o abuso sexual contra adolescentes no ambiente escolar e nas parcerias íntimas. Metodologia: Estudo de abordagem mista, baseado em triangulação de métodos. Na abordagem quantitativa foi realizado estudo transversal com 367 adolescentes escolares do ensino médio de Caxias, MA, selecionados por amostragem probabilística estratificada proporcional. Na abordagem qualitativa foram realizadas entrevistas semiestruturadas com cinco escolares que sofreram violência sexual nas parcerias íntimas. Realizaram-se análises univariada, por meio de estatística descritiva; bivariada, por meio de Odds Ratio e multivariada, através de regressão logística múltipla, com Odds Ratio ajustadas e respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%) com nível de significância estatística de 5%. Os dados qualitativos foram interpretados com base na análise de conteúdo de Bardin. Resultados: Os estudantes apresentaram idade média de 17,3 (±1,2) anos, predomínio do sexo feminino (65,9%), autodeclarados pretos/pardos (83,9%), de religião católica (54,2%) e morando com ambos os pais (43,6%). A prevalência de vitimização por abuso sexual foi de 35,9%. Observou-se alta prevalência de vitimização sexual por namorado(a)/ex-namorado(a) (14,4%; IC95%: 10,6-18,3). Os fatores associados significativamente (p<0,05) com sofrer violência sexual incluíram, dentre outros, ter realizado consulta com profissional especializado (OR=3,05; IC95%: 1,55-5,98), ideação suicida (OR=2,31; IC95%: 1,14-4,68) e uso de drogas nos últimos 12 meses (OR=2,55; IC95%: 1,01-6,43). Os dados qualitativos mostraram desde experiências sutis de violência, a exemplo de carícias e toques indesejados, até tentativas de manutenção de relação sexual forçada nas relações de namoro, frequentemente precedidas de experiências anteriores em outras esferas relacionais e sobreposição de violências. Alguns adolescentes não reconheceram experiências sofridas como sendo eventos violentos, inclusive apresentando discursos legitimadores de violência. As principais formas de enfrentamento incluíram partilha das experiências com as mães, mudanças de atitude frente aos relacionamentos, e apenas uma adolescente recorreu a órgãos de proteção, sofrendo processo de revitimização. O conjunto do estudo mostrou que os impactos produzidos diferem conforme as características da violência sofrida, porém sentimentos de medo, culpa, vergonha e isolamento social foram comuns, bem como comportamentos suicidas e consumo de álcool e outras drogas. Conclusão: Verificou-se alta prevalência de violência sexual entre os escolares do ensino médio na cidade de Caxias, no estado do Maranhão, em diferentes esferas relacionais, com destaque para as parcerias íntimas, associada a fatores como consumo de bebidas alcóolicas e outras drogas, ideação suicida e importantes problemas emocionais e/ou psicológicos.
  • MARIA ANDRÉIA BRITO FERREIRA LEAL
  • CONHECIMENTO OBJETIVO, PERCEBIDO E CONFIANTE SOBRE HÁBITOS SAUDÁVEIS E COMPORTAMENTOS DE RISCO À SAÚDE CARDIOVASCULAR ENTRE ESCOLARES
  • Orientador : CARLOS EDUARDO BATISTA DE LIMA
  • Ano: 2019
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  • INTRODUÇÃO: Hábitos e comportamentos prejudiciais à saúde cardiovascular presentes na infância, representam um relevante problema de saúde pública, haja vista que se associam ao risco aumentado para surgimento precoce de comorbidades e ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares fatais na vida adulta. Acredita-se que o conhecimento de crianças sobre hábitos saudáveis e comportamentos de risco cardiovascular, pode contribuir para a incorporação de boas práticas de saúde que se prolongam por toda vida. Contudo investigações dessa natureza ainda são limitadas. OBJETIVO: Avaliar o conhecimento objetivo, percebido e confiante sobre hábitos saudáveis e comportamentos de risco à saúde cardiovascular entre crianças escolares. MÉTODOS: Estudo transversal, realizado com 397 escolares na faixa etária de 7 a 11 anos, matriculados em escolas contempladas com o Programa Saúde na Escola, no município de Teresina, Piauí, Brasil. O conhecimento objetivo foi avaliado utilizando-se o questionário CardioKids e o percebido utilizando-se uma escala pictórica do tipo Likert com quatro opções de resposta (nada confiante a muito confiante). O conhecimento confiante foi obtido a partir da multiplicação do escore do conhecimento objetivo pelo conhecimento percebido informado em cada ítem. Utilizou-se o modelo de Regressão de Poisson na análise multivariada com nível de significância de 5% (p˂0,05). O critério para inclusão das variáveis nesse modelo foi a associação ao nível de 20% (p˂0,20) na análise bivariada. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o parecer nº. 2.308.923. RESULTADOS: Os escolares apresentaram elevado conhecimento objetivo e percebido com percentual médio total de acerto de 84,3% e de confiança de 84,9%. O conhecimento confiante apresentou-se inferior com média percentual total de 74,1% de confiança nas respostas corretas. A análise bivariada mostrou associação entre o menor conhecimento confiante e ter idade de 7 a 8 anos (p<0,001), escolaridade materna até o ensino fundamental incompleto (p=0,005), estudar nas séries 1º, 2º e 3º ano (p<0,001) do ensino fundamental, em escolas de tempo integral (manhã e tarde) (p<0,001) e realizar atividades complementares na escola (p=0,029). Na análise multivariada, o menor conhecimento confiante prevaleceu apenas entre os que estudavam da 1ª à 3ª séries (RP = 2,069; IC95%: 1,063-4,027). CONCLUSÕES: Verificou-se que os escolares apresentaram elevados níveis globais de conhecimento objetivo e percebido sobre hábitos saudáveis e comportamentos de risco à saúde cardiovascular. Contudo, ao avaliar o conhecimento confiante percebe-se um nível de confiança deficiente em informações sobre hábitos e comportamentos que são prejudiciais à saúde cardiovascular, o que pode ter contribuído para a manutenção desses comportamentos por parte dessa população. Dessa maneira, sugere-se repensar iniciativas de educação em saúde cardiovascular no contexto escolar a fim de contribuir para que escolares, especialmente de séries iniciais, se apropriem de saberes que conduzam a mudanças de comportamentos, bem como à promoção da saúde cardiovascular dessa população.
2018
Descrição
  • GEYSON IGO SOARES MEDEIROS
  • AVALIAÇÃO DO ACOLHIMENTO PRESTADO PELOS CIRURGIÕESDENTISTAS NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA
  • Orientador : MÁRCIO DÊNIS MEDEIROS MASCARENHAS
  • Ano: 2018
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  • A atuação efetiva do cirurgião-dentista na atenção primária à saúde deve se basear na garantia de acesso a todas as pessoas e na escuta e resolução dos problemas de saúde do usuário de forma qualificada. Tal efetividade é alcançada mediante execução do acolhimento. Práticas de acolhimento na odontologia podem ser consideradas imprescindíveis à melhoria da assistên-cia, pois ao executá-las, o cirurgião-dentista possibilita a criação de vínculo entre o paciente e a equipe odontológica. O estudo objetivou avaliar o acolhimento prestado pelos cirurgiões- dentistas a partir da perspectiva dos usuários da Estratégia Saúde da Família. Trata-se de um estudo avaliativo, transversal, realizado no período de outubro a dezembro do ano de 2017. Participaram da pesquisa 214 usuários dos serviços odontológicos da Estratégia Saúde da Família do município de Teresina-Piauí. Os dados foram coletados utilizando o instrumento de avaliação da atenção primária (Primary Care Assessment Tool-Saúde Bucal) que permitiu investigar as variáveis: perfil sociodemográfico, grau de afiliação e atributos do acolhimento. Os dados foram analisados no Statistical Package for the Social Sciences (SPSS®), versão 18.0. As variáveis quantitativas foram descritas pelas medidas de média, desvio padrão e me-diana, além dos valores mínimo e máximo; as variáveis qualitativas foram analisadas em ter-mos de frequências simples e relativas. A média das notas atribuídas pelos usuários, classifi-caram o atributo “Acesso de primeiro contato” como bom (média 8,2) e os atributos “Orienta-ção familiar” (média 6,6) e “Longitudinalidade” (média 6,0) como regulares. A análise da classificação destes atributos, permitiu avaliar, segundo a percepção dos usuários, o acolhi-mento executado pelos cirurgiões-dentistas como regular. O bom “Acesso de primeiro conta-to” ressalta eficácia no ingresso do usuário aos serviços odontológicos primários e no enca-minhamento deste para os serviços de maior complexidade, em contrapartida uma “Orienta-ção familiar” e “Longitudinalidade” regulares, enfatizam falhas no processo de comunica-ção/interação profissional/paciente. Os achados permitem concluir que apesar do vínculo existente entre cirurgiões-dentistas e usuários, os profissionais avaliados necessitam desen-volver aspectos cognitivos, afetivos e comportamentais inerentes ao acolhimento, tais como diálogo e escuta qualificada, bem como, incorporá-los na rotina do atendimento odontológico.
  • ANA DANÚSIA IZIDÓRIO RODRIGUES DE ARAÚJO
  • DETERMINANTES DO ALEITAMENTO MATERNO E ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR EM CRIANÇAS MENORES DE DOIS ANOS TERESINA 2018
  • Orientador : Luisa Helena de Oliveira Lima
  • Ano: 2018
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  • A alimentação saudável nos primeiros anos de vida resulta em inúmeros benefícios para a saúde das crianças em todos os ciclos de vida, destacando determinantes do aleitamento materno exclusivo (AME) até os seis meses e a introdução de alimentos em tempo oportuno e de qualidade, levando em consideração sua frequência, diversidade e consistência. Frente a isso, podem surgir fatores de risco ou proteção para o desmame precoce. Com isso, este estudo objetivou analisar práticas de aleitamento materno e alimentação complementar em crianças menores de dois anos e os seus fatores determinantes. Trata-se de um estudo transversal, realizado entre maio de 2016 e junho de 2017, em Unidades Básicas de Saúde e Pronto Atendimento Infantil do município de Picos – PI. A população do município foi de 2.218 crianças menores de dois anos e após cálculo amostral foram entrevistadas 1.031, a partir do instrumento de coleta de dados adaptado do guia de marcadores de consumo alimentar. Foram realizadas perguntas referentes às condições sociodemográficas da criança, consumo alimentar, dados do seu nascimento e dados relacionados à mãe. Para a análise estatística, utilizou-se o SPSS versão 20.0. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, parecer 985.375. Das 1031 crianças, 61,9% tinham de 6 a 23 meses, 50% eram do sexo masculino e 57,1% foram declaradas pardas. Em relação às mães, 29,2% tinham idade entre 20 e 24 anos, 38,5% possuem ensino médio completo e 69% não trabalham fora de casa. Quando analisado o aleitamento materno, verificou-se que apenas 33,9% das crianças menores de 6 meses encontravam-se em aleitamento materno exclusivo (AME), mas entre as crianças maiores de 6 meses, 60,4% continuavam consumindo leite de peito. No que diz respeito à introdução alimentar dessas crianças, notou-se que não foi satisfatória, pois 76,4% das crianças não estavam recebendo alimentos na frequência adequada, 90,1% não recebiam na diversidade mínima desejada e 50,9% não eram oferecidas na consistência recomendada. O tipo de aleitamento não mostrou associação com o tipo de parto (p=0,240), porém esteve associado com a amamentação na primeira hora de vida (p=0,038) indicando que o início da amamentação na primeira hora de vida está associado à maior duração do AME. Com relação ao peso ao nascer, quando comparado por pares, observou-se diferença de média entre as crianças em AME e aleitamento misto. Crianças em AME tiveram maior peso ao nascer (p=0,021). A análise permitiu observar que a amamentação na primeira hora de vida, uso de chupeta, os graus de escolaridade ensino fundamental e superior e a faixa etária de 20-29 anos apresentaram relação estatisticamente significante com o desmame (p < 0,05). Conclui-se que o uso de chupeta e ensino superior como grau de escolaridade da mãe da criança determinaram o desmame. Mediante o exposto, fica evidenciado que o incentivo a amamentação na primeira hora de vida é primordial para o aumento da amamentação exclusiva e que são necessárias orientações sobre o preparo de alimentos de forma adequada, com o intuito de garantir alimentação de qualidade.
  • CLEYTON GALENO DA COSTA
  • MAL-ESTAR DOCENTE: VULNERABILIDADES AO ADOECIMENTO E ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO.
  • Orientador : Cássio Eduardo Soares Miranda
  • Ano: 2018
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  • Introdução: A compreensão de que os professores estão expostos no meio escolar a múltiplos desafios nos faz buscar respostas sobre o mal-estar docente. A investigação se faz pertinente na medida que busca colaborar no desenvolvimento de intervenções quanto à promoção de cuidado para com os professores. Objetivo: Analisar a situação de mal-estar docente em professores do ensino médio na cidade de Teresina, no estado do Piauí. Metodologia: Fora empregada a abordagem de método misto sequencial explanatório, uso de técnicas quantitativas como suporte à vertente qualitativa. Na quantitativa foram aplicados a Escala de Vulnerabilidade ao Estresse no Trabalho - EVENT e um questionário sociodemográfico e laboral em 316 professores. No segundo momento, o qualitativo, os participantes foram escalonados de acordo com suas pontuações, da escala já usada, isso feito para identificar os possíveis docentes com maiores indicativos de mal-estar docente (maiores pontuações) e os com menores indicativos (menores pontuações). De posse dessas pontuações, seguiu-se às entrevistas semiestruturadas com 16 professores. O perfil geral da amostra contou com 51,6% de professores da escola privada, com idade de 22 a 64 anos (Média=39,09 e Desvio Padrão=9,68), 60,1% do sexo masculino, 66,2% encontram-se casado/convivente e a maior concentração na atividade docente foi de 22,2% de 15 a 20 anos. Resultados: Os trabalhos realizados demonstram que apesar de grande parte dos docentes não apresentarem indicativos de vulnerabilidade ao estresse, existe um grupo considerável em estado de atenção. Sobre as situações desencadeantes do mal-estar docente, há a presença de fatores externos (carga horária laboral e as possíveis deficiências estruturais e organizacionais da escola pública), bem como os internos (modos de respostas às situações-problema). Achados que demonstram a pertinência e as possibilidades de uma abordagem mista pela interligação de informações sobre o mesmo objeto a partir de fontes complementares. Conclusão: Evidencia-se a necessidade de combate à naturalização de condições negativas ao serviço docente e o favorecimento de estratégias de enfrentamento focadas na resolutividade dos problemas. Dessa forma, este estudo demonstra que a realidade laboral dos professores ainda vivencia situações promotoras de adoecimento e mal-estar docente, mas é possível o reconhecimento de determinados mecanismos de enfrentamento e promoção da qualidade de vida desses profissionais.
  • ADRIENE DA FONSECA ROCHA
  • IMPACTO DA INTENÇÃO DE ENGRAVIDAR SOBRE A AMAMENTAÇÃO NA PRIMEIRA HORA PÓS-PARTO
  • Orientador : Keila Rejane Oliveira Gomes
  • Ano: 2018
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  • INTRODUÇÃO: A amamentação na primeira hora pós-parto constitui indicador de excelência para o monitoramento das práticas de aleitamento materno, fundamental para a redução da morbimortalidade neonatal e estabelecimento da amamentação. Presume-se que a intenção de engravidar afeta o comportamento materno em relação ao início da amamentação no pós-parto imediato. OBJETIVO: Analisar o impacto da intenção de engravidar sobre a amamentação na primeira hora pós-parto. METODOLOGIA: Estudo transversal, recorte da pesquisa “Nascer no Brasil: inquérito nacional sobre parto e nascimento” realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cuja amostra foi 5.563 puérperas e seus neonatos na região Nordeste do Brasil, selecionadas por amostragem probabilística. Realizou-se análise univariada, por meio de estatística descritiva; bivariada, utilizando-se o teste quiquadrado de Pearson; e multivariada, por meio de regressão logística múltipla com nível de significância de 5% (p˂0,05). A intenção de engravidar foi a variável independente de interesse do estudo e a amamentação na primeira hora pós-parto a variável dependente. RESULTADOS: Predominaram puérperas com idade na faixa 20 a 34 anos (68,0%), escolaridade até o ensino fundamental (59,2%), que referiram gravidez em momento oportuno (44,8%) e satisfação ao tomarem conhecimento da gestação (69,4%). Quase a totalidade realizou pré-natal (98,5%) e pouco mais da metade teve parto cesariana (50,3%). A maioria não teve contato pele a pele com o recém-nascido no pós-parto imediato (74,2%), o tempo de separação mãe e filho foi superior à primeira hora pós-parto (61,7%) e não amamentou na primeira hora pós-parto (65,8%). A análise multivariada indicou menor propensão para início da amamentação na primeira hora de vida entre puérperas que não queriam engravidar (OR = 0,85; IC: 0,73-0,98) e as que se declararam insatisfeitas ao saberem da gravidez (OR = 0,72; IC: 0,61-0,83). CONCLUSÃO: Não ter intenção de engravidar reduziu as chances da ocorrência de amamentação na primeira hora de vida, evidenciando que falhas no planejamento familiar podem refletir negativamente na prática da amamentação. Portanto, há de se melhorar a qualidade dos serviços de planejamento familiar, a fim de reduzirem-se as gestações não intencionais e, assim, prevenir desfechos desfavoráveis para a saúde materno-infantil, como o início tardio da amamentação.
  • ANA LIDIA LIMA FREIRE
  • FATORES ASSOCIADOS A SINTOMAS OSTEOMUSCULARES EM DOCENTES DA EDUCAÇÃO INFANTIL
  • Orientador : JESUSMAR XIMENES ANDRADE
  • Ano: 2018
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  • INTRODUÇÃO: Os distúrbios osteomusculares são disfunções que podem acometer músculos, tendões, nervos e demais componentes do aparelho locomotor. A natureza do trabalho docente torna esse grupo ocupacional especialmente sujeito à alta incidência de tais desordens. OBJETIVO: Analisar os fatores associados aos sintomas osteomusculares em docentes da educação infantil. MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal realizado com 192 docentes da rede municipal de educação infantil de Teresina - PI. As participantes responderam a versão em português do Nordic Musculoskeletal Questionnaire (NMQ) e questões sociodemográficas, saúde e trabalho e estilo de vida. A variável dependente foi o relato de sintomas osteomusculares indicado em três segmentos corporais: coluna vertebral, membros superiores e membros inferiores. As variáveis independentes foram: aspectos gerais e profissionais, ambiente de trabalho, saúde e hábitos de vida. A análise foi desenvolvida por meio da Regressão Logística Múltipla (RLM). RESULTADOS: A coluna foi o segmento corporal responsável pelo maior percentual de sintomas, impedimentos funcionais e consultas a profissionais de saúde relatados nos períodos analisados. Relataram mais sintomas osteomusculares as docentes que consideraram o tempo de intervalo entre as aulas insuficiente para descanso (OR: 6,91; IC: 2,41-19,29) e aquelas com idade menor/igual a 35 anos (OR: 2,23; IC: 1,17-4,25). As melhores condições de ventilação da sala de aula, o menor tempo de trabalho como professor da Educação Infantil, o melhor conhecimento sobre a prevenção das LER/Dort e o menor esforço físico empregado na realização das atividades em sala mostraram-se fatores protetivos à ocorrência de sintomas osteomusculares. CONCLUSÃO: Conclui-se a ocorrência de sintomas osteomusculares em docentes do ensino infantil está relacionada a fatores pessoais, ambientais e aqueles relacionados ao ambiente e organização do trabalho. A prevalência de tais distúrbios é elevada e a intervenção precoce sobre eles deve ser considerada.
  • DANIELA BANDEIRA DE CARVALHO
  • FATORES ASSOCIADOS AO ABSENTEÍSMO POR DOENÇA ENTRE PROFESSORES
  • Orientador : FERNANDO FERRAZ DO NASCIMENTO
  • Ano: 2018
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  • INTRODUÇÃO: O absenteísmo é caracterizado como a ausência laboral do trabalhador. As consequências do afastamento docente afetam a rotina escolar e o envolvimento do docente com seu trabalho. Os estudos sobre os afastamentos dos docentes podem fornecer informações sobre a saúde do professor e são fundamentais para ajudar a administração pública na tomada de decisões. OBJETIVO: Verificar o perfil dos afastamentos dos professores da Rede Municipal de Teresina e investigar a associação entre as doenças mais prevalentes e os fatores relacionados ao trabalho. MÉTODOS: Estudo transversal, documental e analítico, analisou-se os afastamentos de todos os professores atendidos pela perícia médica do Instituto de Previdência do Município de Teresina – IPMT, durante o período de 2010 a 2016. A regressão Logística foi utilizada para estimar a chance de um professor solicitar afastamento segundo as doenças que mais afastam os professores de suas atividades laborais, onde o nível de significância adotado foi de 5%. RESULTADOS: A análise multivariada apontou que os professores com maior carga horária (8 horas/dia), com maior tempo de serviço (OR = 1,04; IC: 1,01-1,07) e os profissionais de educação física (OR = 1,82; IC: 1,08-3,06) estão mais propensos a solicitar afastamento por doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo, os professores de geografia (OR = 0,46; IC: 0,21-0,97) possuem menor chance de solicitar afastamento por esse tipo de doença. Professores com menor carga horária (OR = 0,40; IC: 0,24-0,65) e do sexo masculino (OR = 0,32; IC: 0,18-0,57) possuem menor chance de solicitar afastamento por doenças do aparelho respiratório. O modelo multivariado para afastamentos por transtornos mentais e comportamentais evidenciou que professores que lecionam a disciplina de inglês (0R = 3,04; IC: 1,63-5,67), do sexo feminino, e com maior tempo de serviço (OR = 1,04; IC: 1,01-1,07) possuem maior chance solicitar afastamento por transtornos mentais e comportamentais. CONCLUSÕES: O estudo detectou percentuais de absenteísmo semelhantes ao da literatura. O absenteísmo docente por doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo, doenças do aparelho respiratório e por transtornos mentais e comportamentais entre professores dos anos finais do ensino fundamental (5º ao 9º Ano) está associado a variáveis sociodemográficas, bem como a aspectos relacionados ao trabalho.
  • JANEKEYLA GOMES DE SOUSA
  • EXCESSO DE PESO, OBESIDADE E OS FATORES ASSOCIADOS EM ADOLESCENTES DO ENSINO MÉDIO
  • Orientador : Regilda Saraiva dos Reis Moreira-Araújo
  • Ano: 2018
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  • INTRODUÇÃO: A etiologia da obesidade tem origem na presença de fatores de riscos inerentes ao próprio indivíduo e a sociedade, visto que pesquisas têm demonstrado o crescimento da obesidade infanto-juvenil associado às condições socioeconômicas ambientais e culturais, ao consumo alimentar inadequado e ao sedentarismo. OBJETIVO: Estudar o excesso de peso, obesidade e os fatores associados em adolescentes do ensino médio de Teresina – PI. METODOLOGIA: Estudo transversal com amostra representativa de adolescentes de 14 a 19 anos de idade do ensino médio de escolas públicas e particulares, selecionada por amostragem aleatória simples e estratificada proporcional. O estado nutricional foi avaliado pelo IMC/Idade. As variáveis independentes estudadas foram: sexo, idade, instituição de ensino, escolaridade materna, renda familiar mensal, prática de atividade física fora da escola, obesidade abdominal, níveis pressóricos, consumo alimentar pela aplicação do recordatório de 24 horas, com análise da adequação do VET, macronutrientes e dos marcadores de consumo alimentar. As variáveis categóricas foram apresentadas em porcentagens e o teste Qui-quadrado analisou a existência de associações, adotando significância de 0,05. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Institucional. RESULTADOS: Foram avaliados 674 adolescentes, com idade média de 16 anos, predominância feminina (56,7%) e da rede pública de ensino (64,7%). O peso alterado foi observado em 134 adolescentes (19,8%), representados por excesso de peso (12,9%) e obesidade (6,9%), sendo predominantes no sexo feminino (14,4% e 7,1%) e na rede particular de ensino (14,2% e 7,9%). A prática de atividade física foi pouco referida pelos adolescentes (48,5%), e os adolescentes com excesso de peso realizam mais que os obesos [OR = 0,67 (IC95%: 0,31-1,45)]. Observou-se prevalência de pressão arterial elevada de 12,6%, apresentando associação entre excesso de peso e obesidade. Quanto ao consumo alimentar, a maioria dos adolescentes apresentou adequado consumo energético e de macronutrientes, com aqueles de escolas particulares apresentando maiores médias. A contribuição calórica dos ácidos graxos saturados apresentou elevada prevalência de inadequação. Os marcadores de alimentação revelaram baixa ingestão de frutas e hortaliças entre os adolescentes com alteração do peso em ambas as redes de ensino, e alto consumo de bebida adoçada entre adolescentes com excesso de peso (p = 0,042) e hambúrguer e/ou embutidos entre aqueles com obesidade (p = 0,033) da rede particular de ensino em comparação às escolas públicas. CONCLUSÕES: Os resultados demonstram um cenário preocupante que deve ser visto como um problema de saúde pública, sobretudo pela possibilidade de provocar graves doenças crônicas na vida adulta. Assim, sugere-se o fortalecimento de políticas públicas que contribuam para o desenvolvimento de intervenções objetivando a redução do consumo excessivo de alimentos que favoreçam a obesidade e o incentivo a prática de atividade física buscando a promoção da saúde na adolescência, especialmente entre os adolescentes da rede particular de ensino.
  • LAURINEIDE ROCHA LIMA
  • ASSOCIAÇÃO ENTRE O CONSUMO DE ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS E PARÂMETROS LIPÍDICOS EM ADOLESCENTES
  • Orientador : KAROLINE DE MACEDO GONÇALVES FROTA
  • Ano: 2018
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  • Introdução: o elevado consumo de alimentos ultraprocessados (AUP) está associado a piora nos indicadores nutricionais da dieta de indivíduos, podendo levar a alterações nos níveis lipídicos, consequentemente, dislipidemias. Objetivo: analisar a associação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e parâmetros lipídicos em adolescentes. Metodologia: estudo transversal realizado com adolescentes de ensino médio da rede pública estadual e particular de Teresina-PI. A amostragem foi estratificada proporcional ao sexo e idade dos adolescentes. O consumo alimentar foi analisado por meio de um recordatório alimentar de 24h, com replicação em 40% da amostra. Os AUP foram identificados de acordo com a classificação NOVA de alimentos. As concentrações de colesterol total, HDL-c e triglicérides, foram determinados por colorimetria enzimática, enquanto que a fração de LDL-c foi estimada por fórmula. Utilizou-se o teste t de Stundent ou Mann-Whitney para comparação de médias e regressão linear para avaliar as associações entre parâmetros lipídicos e consumo de AUP. O nível de significância adotado foi de p<0,05. Resultados: O consumo de AUP foi mais frequente entre os adolescentes do sexo feminino, com renda familiar superior a dois salários mínimos e estudantes de escola particular. Os indivíduos no maior tercil de consumo de AUP apresentaram maior ingestão energética e de sódio, enquanto a ingestão de proteínas e fibras alimentares foram significativamente menores, quando comparados ao primeiro tercil de consumo. A análise de regressão mostra que o maior tercil de consumo de AUP foi associado positivamente com níveis de triglicerídeos e dislipidemia e inversamente com HDL-c, tanto nos dados brutos, como após o ajuste. Conclusão: Os AUP influenciam negativamente a alimentação de adolescentes, promovendo uma piora no perfil nutricional da dieta e ainda contribuem para alterações indesejáveis nos parâmetros lipídicos dessa população.
  • LUANA SAVANA NASCIMENTO DE SOUSA
  • CONHECIMENTO DO ENFERMEIRO ACERCA DA PREVENÇÃO DO PÉ DIABÉTICO NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA
  • Orientador : ANA ROBERTA VILAROUCA DA SILVA
  • Ano: 2018
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  • O pé diabético está entre as complicações mais frequentes do diabetes e suas consequências podem ser traumáticas à vida do indivíduo, desde feridas crônicas e infecções, até amputações de membros inferiores. Nesse contexto, o enfermeiro tem papel indispensável na educação e prevenção para o pé diabético, que implicam na redução de amputações e aumento da qualidade de vida. Porém, percebe-se que estas ações não têm sido desenvolvidas no cotidiano, e um dos motivos é o desconhecimento dos cuidados na avaliação dos pés. Ademais, a literatura carece de estudos sobre a temática. O estudo objetivou avaliar o conhecimento do enfermeiro acerca dos cuidados com o pé da pessoa com diabetes na Estratégia Saúde da Família. Trata-se de estudo transversal, realizado no período de agosto a dezembro de 2017, nas Unidades Básicas de Saúde de Teresina-PI. Participaram da pesquisa 90 enfermeiros. A coleta de dados foi realizada utilizando um questionário, composto por itens que avaliaram os dados socioeconômicos, perfil profissional e o conhecimento acerca da prevenção do pé diabético (exame físico dos pés, instrumentos para avaliação, e classificação do pé diabético). Os itens de avaliação do conhecimento foram elaborados por meio das orientações e cuidados preconizados pelos manuais do Ministério da Saúde e Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes. A pontuação variou de 24 a 120 pontos, o somatório dos pontos obtidos foi classificado como: insatisfatório (24 a 71 pontos), conflitante (72 a 95 pontos) e satisfatório (96 a 120 pontos). Para a análise estatística, utilizou-se os testes não-paramétricos, U de Mann-Whitney, Kruskal-Wallis, e ρ de Spearman. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Observou-se que nenhum enfermeiro apresentou conhecimento satisfatório para a prevenção do pé diabético. Acerca da autoavaliação do conhecimento, identificou-se que 48,9% dos enfermeiros o consideravam regular. Ao analisar os itens de prevenção para o pé diabético, verificou-se uma média de 72,2 pontos, apresentando melhor desempenho para os itens acerca dos instrumentos de avaliação (monofilamento, com 74,9 pontos), e classificação do pé diabético (pé neuropático, com 90,4 pontos), e menor desempenho para exame físico dos pés (66,0 pontos). Quanto a classificação do conhecimento, os profissionais apresentaram conhecimento insatisfatório (45,6%), e conflitante (54,4%). Os enfermeiros formados em instituições privadas apresentaram maior conhecimento sobre cuidados preventivos (p=0,011), utilizavam protocolo para avaliação dos pés (p=0,018) e consideravam seu conhecimento muito bom (p=0,007). Foi observada correlação negativa entre a pontuação e as variáveis idade, tempo de formação e serviço, destacando-se que quanto maior a idade e o tempo, menor a pontuação obtida nas questões de conhecimento, enfatizando que os profissionais investigados têm que avançar na busca por conhecimento e capacitação para os cuidados e avaliação do pé diabético. Portanto, identificou-se que o conhecimento dos enfermeiros da atenção primária, foi insatisfatório para os cuidados com o pé diabético. Assim, os profissionais necessitam de capacitação e/ou treinamento contínuo, para tornar as medidas preventivas mais eficazes e rotineiras na atenção primária, proporcionando melhor atendimento quanto a avaliação dos pés, e promovendo uma assistência de qualidade que estimule o autocuidado das pessoas com diabetes.
  • MARCONI DE JESUS SANTOS
  • VIOLÊNCIA SEXUAL EM ADOLESCENTES DO ENSINO MÉDIO
  • Orientador : MÁRCIO DÊNIS MEDEIROS MASCARENHAS
  • Ano: 2018
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  • Introdução: Dentre os tipos de violência que atingem os adolescentes, o abuso sexual é frequente e prejudicial à saúde de estudantes. Objetivo: Analisar a prevalência de violência sexual na escola e fatores associados em adolescentes do ensino médio. Metodologia: Estudo transversal realizado com 674 adolescentes de escolas de ensino médio em Teresina-PI, selecionados por amostragem probabilística estratificada proporcional. Realizaram-se análises univariada, por meio de estatística descritiva; bivariada, utilizando-se o teste Qui-quadrado de Pearson (X2) ou teste exato de Fisher; e multivariada, por meio de regressão logística múltipla, utilizando a razão de chances ajustadas (OR) e respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%) com nível de significância de 5%. Resultado: Os estudantes apresentaram idade média de 16,4 anos (± 1,2 ano) com predomínio do sexo feminino (56,7%), autodeclarados pardos/pretos (77,4%), solteiros (96,1%), morando com os pais (85%) e de religião católica (59,9%). A prevalência de violência sexual na escola foi de 6,4%, com frequência maior no sexo feminino (7,9%), na faixa etária de 17 - 19 anos (6,7%), pardos/pretos (6,7%), com companheiros (11,5%), não católicos (8,5%). Houve associação significativa (p<0,05) entre sofrer violência sexual na escola e sexo feminino (OR=2,41; IC95%: 1,20-4,79), religião não católica (OR=2,11; IC95%: 1,12-3,98) e renda familiar acima de um salário mínimo (OR=2,35; IC95%: 1,11-4,98). Conclusão: Verificou-se uma alta prevalência de violência sexual no ambiente escolar contra adolescentes do ensino médio nas escolas públicas e privadas de Teresina e sua associação com fatores como sexo, religião e renda familiar.
  • ROSALVES PEREIRA DA SILVA JUNIOR
  • AVALIAÇÃO DOS ATRIBUTOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NA PERSPECTIVA DOS USUÁRIOS DE PARNAÍBA-PI
  • Orientador : OSMAR DE OLIVEIRA CARDOSO TERESINA 2018
  • Ano: 2018
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  • INTRODUÇÃO: A avalição da Atenção Primária à Saúde, na visão do usuário do sistema, possibilita a produção de conhecimento sobre a qualidade dos cuidados primários prestados à população, principalmente no que tange às características da estrutura, processo de atenção e desfechos em saúde. OBJETIVO: Avaliar os atributos da Atenção Primária à Saúde na perspectiva dos usuários de Parnaíba-PI. MÉTODOS: Estudo transversal realizado com 450 usuários. Realizaram-se análises univariada (estatística descritiva) e bivariada (teste Qui-quadrado de Pearson (X2), razão de chances (OR), intervalos de confiança de 95% com nível de significância de 5%), buscando verificar a associação entre os atributos e aspectos sociodemográficos da população estudada quanto o nível de insatisfação. RESULTADOS: Observou-se que apenas os componentes grau de afiliação, acesso de primeiro contato - utilização e o atributo orientação familiar apresentaram escores médios satisfatórios (≥ 6,6). Ademais, houve associação significativa entre sexo e avaliar insatisfatoriamente o atributo longitudinalidade (OR=2,11; IC95%: 1,09-4,29), o componente coordenação - sistema de informação (OR=2,11; IC95%: 1,40-3,20) e o componente integralidade - serviços prestados (OR=1,56; IC95%: 1,02-2,39). Também houve associação significativa entre quem trabalha e avalia insatisfatoriamente o componente acesso de primeiro contato – utilização (OR=2,52; IC95%: 1,53-4,26), os componentes do atributo coordenação – integração do cuidado (OR=2,12; IC95%: 1,04-4,32) e sistema de informação (OR=1,55; IC95%: 1,02-2,36). Por fim, ocorreu associação significativa entre trabalhar e avaliar insatisfatoriamente o atributo derivado orientação familiar (OR: 1,80; IC95%: 1,13-2,87). CONCLUSÃO: Na perspectiva dos usuários, todos os serviços de saúde possuem atributos que precisam ser melhorados.
  • RUTH FIALHO FERREIRA
  • NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA, LAZER SEDENTÁRIO E ISOLAMENTO SOCIAL EM ADOLESCENTES
  • Orientador : OSMAR DE OLIVEIRA CARDOSO
  • Ano: 2018
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  • Introdução: A adolescência é uma fase da vida de constantes mudanças sejam biológicas, sociais, comportamentais ou de cognição. Esse período pode ser turbulento e resultar em adoção de estilo de vida não saudável com exposição a fatores de risco à saúde, como o sedentarismo precoce e distúrbios da saúde mental, como o isolamento social. A prática de atividade física é frequentemente citada como promotora da saúde mental, mas poucos são os achados científicos que relacionam o isolamento social como preditor do sedentarismo na adolescência. Objetivo: Analisar a associação entre os níveis de atividade física, lazer sedentário e indicadores de isolamento social em adolescentes. Metodologia: Estudo transversal no qual foram analisadas informações referentes à prática de atividade física, lazer sedentário e indicadores de isolamento social (sentir-se sozinho e ter poucos amigos) de 448 estudantes do nono ano das escolas públicas da cidade de Parnaíba-PI. Os dados foram coletados a partir do questionário utilizado na PeNSE. Para análise bivariada utilizou-se o teste qui-quadrado; onde investigou-se a associação entre o nível de atividade física, assim como tempo de lazer sedentário com indicadores de isolamento social e com as variáveis sociodemográficas. Resultados: Detectou-se que o isolamento social é uma situação fortemente presente entre os estudantes, 77,7% dos participantes entrevistados declararam que se sentem sozinhos, 72,4% eram sedentários e 52,9% possuíam mais de 2h de lazer sedentário. A associação entre isolamento social e lazer sedentário apontou que os participantes que relataram se sentirem sozinhos tiveram maior nível de lazer sedentário que os demais (p=0,047). A variável “sente-se sozinho” mostrou associação significativa com o nível de atividade física (p=0,04) e lazer sedentário (p=0,047). A variável idade mostrou associação com o nível de atividade física (p=0,05). Conclusão: O estudo demonstrou que estudantes que se sentem solitários estão mais propensos a níveis maiores de lazer sedentário. Além disso, fatores socioeconômicos como idade e cor estão diretamente associados com os níveis de atividade física.
  • SARA CASTRO DE CARVALHO
  • VIOLÊNCIA ENTRE PARES EM ESCOLAS PÚBLICAS: ANÁLISE DO BULLYING ENTRE ADOLESCENTES E FATORES ASSOCIADOS
  • Orientador : MÁRCIO DÊNIS MEDEIROS MASCARENHAS
  • Ano: 2018
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  • INTRODUÇÃO: O bullying é uma tipologia de violência que ocorre entre pares, caracterizado por atitudes agressivas, intencionais e repetidas que interferem negativamente na saúde dos envolvidos. É considerado um fenômeno complexo e que possui associação com diversos fatores, tornando-se relevante a investigação do agravo na área da saúde pública. OBJETIVO: Analisar a prevalência de bullying entre adolescentes do ensino fundamental e os fatores associados. METODOLOGIA: Estudo transversal, realizado com 380 adolescentes de escolas públicas de Teresina-PI, selecionados por amostragem probabilística estratificada proporcional. Foram calculadas as estimativas de prevalência das situações de envolvimento do bullying e realizada a associação entre o bullying e variáveis nos aspectos: sociodemográfico, contexto escolar, contexto familiar e condição de saúde mental. Realizou-se análise univariada por meio de estatística descritiva; bivariada por meio de regressão logística simples; e multivariada, por meio de regressão logística múltipla e respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%) com nível de significância de 5% (p˂0,05). RESULTADOS: A prevalência de escolares na situação de agressor de bullying foi de 6,3%, com predominância da prática de bullying verbal (6,3%) e ocorrência das situações de bullying na sala de aula (4,2%). Prevaleceram agressores do sexo feminino (6,5%), faixa etária de 15 a 19 anos (7,3%), cor de pele branca (10,0%), com pais não casados (8,4%), residindo sem os pais (21,1%). Praticar bullying esteve associado a: residir sem os pais (OR=4,02; IC95%:1,41-11,47), falta de supervisão familiar (OR=8,14; IC95%:2,48-26,78), ter insônia (OR=3,12; IC95%:1,17-8,27) e não ter amigos (OR=8,27; IC95%:1,71-40,10). A prevalência de escolares na situação de vítima de bullying foi de 15,8%, com predominância de vitimização por bullying verbal (14,7%) e ocorrência das situações de bullying na sala de aula (9,5%). Prevaleceram vítimas do sexo feminino (16,1%), faixa etária de 10 a 14 anos (16,3%), cor de pele preta (22,9%), com pais não casados (18,9%), residindo sem os pais (26,3%). Sofrer bullying esteve associado a: relação ruim entre os colegas da turma (OR=2,95; IC95%:1,57-5,55), agressão familiar (OR=3,94; IC95%:1,88-8,26) e ter insônia (OR=3,22; IC95%:1,74-5,96). CONCLUSÃO: Verificou-se alta prevalência de práticas e vitimizações de bullying entre adolescentes nas escolas municipais da rede pública de Teresina-PI. O envolvimento de escolares esteve associado a fatores relacionados aos aspectos sociodemográficos, contexto escolar, contexto familiar e condição de saúde mental. Os indicadores revelados nessa pesquisa, podem subsidiar os profissionais de saúde, a comunidade escolar e o núcleo familiar a refletirem sobre o seu papel enquanto instituições educativas, buscando favorecer um desenvolvimento saudável nas relações interpessoais e menos propensa às agressões sistemáticas.
2017
Descrição
  • KEILA RODRIGUES DE ALBUQUERQUE
  • ADESÃO AO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL: prevalência e fatores associados
  • Orientador : Malvina Thaís Pacheco Rodrigues
  • Ano: 2017
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  • As doenças cardiovasculares constituem a principal causa de mortalidade em todo mundo. Como importante fator de risco para doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, destaca-se a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), principal motivo para consulta e acompanhamento profissional na atenção básica. Um dos desafios do tratamento da HAS é a adesão terapêutica, fator essencial para controle dos níveis tensionais e redução de danos à saúde e ao desenvolvimento econômico e social. Esta pesquisa teve como objetivo analisar a adesão ao tratamento medicamentoso da HAS em hipertensos acompanhados pela Estratégia Saúde da Família. Trata-se de estudo transversal, realizado com 682 hipertensos, acompanhados pelas equipes da estratégia saúde da família em Teresina- Piauí. A adesão ao tratamento da hipertensão foi medida pelo Questionário de Morisky-Green-Levine. Como variáveis explicativas, foram investigadas características sóciodemográficas, estilo de vida, fatores clínicos e terapêuticos. Na análise bivariada utilizou-se o teste qui-quadrado de Pearson (χ2) para associar as variáveis qualitativas e o teste T de Student para análise das variáveis quantitativas. Considerou-se associação ao nível de p<0,20, e para explicar o efeito conjunto das variáveis sobre a adesão segundo a classificação Morisky, utilizou-se a Regressão Logística Múltipla (RLM), com critério de significância de p< 0,05. Os resultados mostraram baixa prevalência da adesão, correspondendo a 35,5%. Quanto aos fatores associados, o estudo mostrou que a maior chance de adesão foi: ser do sexo masculino, ter 62 anos ou mais de idade, ter pressão arterial controlada e assiduidade às consultas. Consumir álcool e apresentar reações adversas medicamentosas estão associados a menor chance de adesão. Conclui-se, então, que apesar da maioria dos participantes apresentarem pressão arterial controlada, houve baixa prevalência na adesão ao tratamento medicamentoso anti-hipertensivo, o que requer ações de controle, a fim de qualificar a atenção ao hipertenso, de modo a promover sua adesão e redução de agravos associados à HAS.
  • ADRIANA VASCONCELOS DA NÓBREGA
  • IMPACTO DA CÁRIE DENTÁRIA NA QUALIDADE DE VIDA DE PRÉ-ESCOLARES
  • Orientador : MARINA DE DEUS MOURA DE LIMA
  • Ano: 2017
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  • A cárie dentária afeta pessoas de todas as faixas etárias e gêneros e pode causar comprometimento das funções do sistema estomatognático, além de alterações estéticas. Mesmo com a diminuição na prevalência e incidência da cárie, os índices referentes a essa doença ainda se apresentam expressivos, afetando uma parcela significativa da população mundial, especialmente, crianças. Estudos que avaliam o impacto da saúde bucal na qualidade de vida de indivíduos podem contribuir para a implementação de políticas públicas, principalmente as que visam diminuir as desigualdades sociais e definir as necessidades de tratamento. Desta forma, este estudo transversal teve como objetivo avaliar o impacto da cárie dentária na qualidade de vida de pré-escolares. A amostra do estudo foi constituída por 566 pré-escolares com idade de cinco anos, matriculados em instituições públicas e privadas do município de Teresina, PI, Brasil. Um questionário foi aplicado aos responsáveis para obtenção de dados socioeconômico-demográficos. Instrumento de qualidade de vida validado para população brasileira (Pediatric Quality of Life Inventory) foi aplicado para as crianças e seus responsáveis. O exame dentário foi realizado por examinador previamente treinado e calibrado (índice kappa=0,96). Para análise estatística, foram realizadas análises descritivas e regressão de Poisson (p<0,05). Os resultados demonstraram que 50,2% das crianças apresentaram experiência de cárie, sendo que 14,6% exibiram apenas os dentes anteriores afetados, 45,1% somente os dentes posteriores e 40,3% os anteriores e posteriores. Dos que tiveram experiência de cárie apenas 3,5% não necessitavam de tratamento. Foi observada associação entre experiência de cárie e pior qualidade de vida no domínio de saúde bucal tanto na percepção da criança (RR=0,981; IC95%= 0,97-0,99) quanto dos pais (RR= 0,955; IC95%= 0,94-0,97). De acordo com a percepção das crianças, cárie em dentes posteriores foi associada a pior qualidade de vida no domínio capacidade física (RR=0,985; IC95%= 0,97-0,99). Na percepção das crianças, observou-se associação entre pior qualidade de vida e sexo feminino no domínio capacidade física (RR=0,983; IC95%= 0,97-0,99), aspecto emocional (RR=0,984; IC95%= 0,97-0,99), renda familiar menor que 2 SM e saúde bucal da criança (RR 0,979; IC95%= 0,97-0,99). Experiência de cárie impactou negativamente na qualidade de vida relacionada à saúde bucal dos pré-escolares na percepção das crianças e dos pais.
  • JULIANA TEIXEIRA NUNES
  • QUALIDADE E EQUIDADE DA ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL E PÓS-PARTO ENTRE ADOLESCENTES
  • Orientador : Keila Rejane Oliveira Gomes
  • Ano: 2017
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  • INTRODUÇÃO: A qualidade da assistência pré-natal e pós-parto constitui importante indicador de saúde materno-infantil, indispensável à condução saudável da gestação. Variáveis sociodemográficas, econômicas e reprodutivas somadas à gravidez na adolescência, são determinantes sobre o nível de adequação da assistência pré-natal e pós-parto recebida pelas jovens. OBJETIVO: Analisar a qualidade e a equidade da assistência pré-natal e pós-parto entre adolescentes. METODOLOGIA: Estudo transversal realizado com adolescentes puérperas, nas cinco maternidades de Teresina-Piauí. A amostra, probabilística estratificada proporcional, foi calculada conforme a demanda de partos entre adolescentes ocorridos nessas instituições em 2012 (N=3.386), resultando em 483 entrevistadas. A coleta dos dados ocorreu de abril a junho de 2014, por meio de entrevista baseada em formulário pré-testado e consulta ao cartão da gestante. Investigaram-se 16 procedimentos técnicos, dez referentes ao pré-natal e seis ao pós-parto. O índice de qualidade da assistência considerou: início do pré-natal até 12ª semana gestacional, número de consultas realizadas ≥6 e realização de pelo menos 14 procedimentos técnicos. Para associação da equidade, as jovens foram divididas em quatro quartis de renda e três grupos de risco gestacional. O banco de dados foi construído no programa Epi.info 6.04 e analisado no software SPSS versão 17.0. Realizaram-se análises: univariada, por meio de estatística descritiva e bivariada, adotando-se os testes Qui-quadrado e Exato de Fisher, com nível de significância p≤0,05. RESULTADOS: Predominaram jovens com média de 17,9 anos, não brancas (88,0%), em união estável/casadas (75,8%), menor escolaridade (79,5%), sem atividade remunerada (90,5%), pertencentes ao primeiro quartil de renda (52,0%). O perfil reprodutivo foi representado por jovens primíparas (85,7%) e intervalo interpartal inferior a 24 meses (51,4%). O serviço público foi majoritário entre jovens dos menores quartis (p<0,05). Cerca de metade iniciou o pré-natal no 1° trimestre e realizou o mínimo de seis consultas. Os procedimentos técnicos do pré-natal com menores coberturas foram: exames ginecológico (49,1%) e das mamas (23,6%), especialmente para jovens dos menores quartis de renda (p<0,05). Os procedimentos técnicos do pós-parto alcançaram baixas coberturas para todos os quartis de renda. A qualidade da assistência pré-natal e pós-parto alcançou nível adequado para apenas 8,7% das jovens e melhor resultado entre aquelas com maiores quartis de renda (10,7% e 13,3%, respectivamente). Também foi insatisfatória a qualidade da assistência para jovens de alto risco gestacional, em que apenas 0,6% obtiveram atendimento pré-natal /pós-parto adequado. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Foi alta a inadequação da assistência pré-natal e pós-parto, relacionada tanto ao número de consultas e início tardio do acompanhamento como, principalmente, à insuficiente realização de procedimentos essenciais às consultas. A elevada inadequação da assistência entre jovens de menor renda e que possuem risco gestacional ratifica a Lei dos Cuidados Inversos, realidade vivenciada por jovens em situações de iniquidades. Desigualdades no cuidado demonstram ser ainda presentes, fortalecendo a necessidade de políticas voltadas à redução de fatores condicionantes dessas disparidades, em prol da assistência à saúde mais equânime.
  • JULIANY MARQUES ABREU DA FONSECA
  • INFLUÊNCIA DO ESTADO NUTRICIONAL NA CAPACIDADE FUNCIONAL DE ADOLESCENTES
  • Orientador : Luisa Helena de Oliveira Lima
  • Ano: 2017
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  • O sobrepeso e a obesidade representam grandes desafios à saúde pública mundial. Com manifestação cada vez mais precoce, são fatores de risco que podem interferir em diversos aspectos, dentre eles, na capacidade física funcional, representada pela habilidade de desempenhar as atividades de vida diária. Nesse sentido, este trabalho objetivou analisar a influência do estado nutricional na capacidade funcional de adolescentes. Trata-se de estudo transversal, realizado no segundo semestre de 2016, em escolas públicas de ensino fundamental do município de Teresina – PI. Participaram 198 adolescentes, de 10 a 14 anos, avaliados quanto a dados demográficos: sexo, idade e grupo étnico; antropométricos: peso, estatura e índice de massa corporal; nível de atividade física, estimado através do Questionário Internacional de Atividade Física; flexibilidade pelo teste de sentar e alcançar sem banco e capacidade funcional pelo teste de caminhada de seis minutos. Antes e após o teste foram coletados os dados clínicos de pressão arterial, saturação de oxigênio, frequência cardíaca, frequência respiratória e esforço percebido pela escala de Borg. Para a análise estatística, utilizou-se o SPSS versão 20.0. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí com o parecer 1.755.806. Houve predominância de adolescentes do sexo feminino (62,6%) e cor da pele autorreferida parda (64,6%). A prevalência de excesso de peso não apresentou diferença entre sexos (p=0,267). Os meninos mostraram melhor flexibilidade (p=0,000), maior nível de atividade física (p=0,033) e maior distância percorrida (p=0,001). Adolescentes com excesso de peso percorreram menores distâncias (p=0,028) e apresentaram maiores diferenças entre variáveis clínicas antes e após o teste. O nível de atividade física não apresentou diferença entre suas categorias que pudesse influenciar na distância percorrida (p=0,987). A maioria dos adolescentes avaliados apresentou capacidade funcional abaixo do esperado. Conclui-se que o estado nutricional influencia a capacidade funcional, aspecto observado através da menor distância percorrida por adolescentes com excesso de peso no teste de caminhada de seis minutos e também pelas maiores diferenças entre variáveis clínicas encontradas neste grupo, antes e após o teste, indicando menor tolerância ao exercício. A prevalência de capacidade funcional abaixo do esperado é fator alarmante devido sua relação com o risco cardiovascular. Sugere-se o estímulo à realização de atividades físicas diárias, bem como o acompanhamento nutricional, com vistas a prevenir ou minimizar as alterações associadas ao excesso de peso.
  • CREMILDA MONTEIRO LIMA
  • SAÚDE E EDUCAÇÃO EM FOCO: o currículo como instrumento de promoção da saúde
  • Orientador : Keila Rejane Oliveira Gomes
  • Ano: 2017
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  • INTRODUÇÃO: A educação tem sido apontada como um dos fatores determinantes da saúde. Nessa discussão a escola é compreendida como lugar ideal para a promoção da saúde. Contudo, para que a escola seja lócus de promoção da saúde é imprescindível que o currículo propicie ações que desenvolvam positivamente a compreensão de saúde, como também, afirme a necessidade de promovê-la. OBJETIVO: Analisar o currículo do ensino médio de escolas públicas e privadas em seu papel de promoção da saúde. METODOLOGIA: Estudo transversal realizado em 24 escolas de ensino médio das redes pública e privada de Teresina-PI. A coleta de dados ocorreu de abril a dezembro de 2016, por meio de questionários pré-testados, um utilizado para análise dos Projetos Políticos Pedagógicos (PPPs) e outro aplicado junto aos docentes. A análise dos dados ocorreu no software SPSS, versão 17,0 para Windows. Para verificar diferença estatística entre variáveis o teste do qui-quadrado de Pearson foi utilizado. RESULTADOS: A análise dos projetos políticos-pedagógicos apresentou maioria das respostas negativa para: abordagem de ambiente saudável que favoreça a aprendizagem (83,4%); ênfase no conceito de saúde interagindo com aspectos físicos, psíquicos, socioculturais e ambientais (70,8%); conteúdos de saúde presentes nas diferentes áreas da organização curricular (91,7%); referência a serviços de saúde voltados para o educando e inter-relações com outros setores que desenvolvam ações de promoção da saúde (100%); ações que desenvolvam a promoção da saúde, assim como, da participação dos educadores na elaboração do projeto pedagógico para a saúde (79,2%). Foram frequentes docentes com características de: ter conhecimento sobre o que é promoção da saúde (88,7%); considerar a escola um espaço ideal para promoção da saúde (91,9%); considerar importante a educação para a promoção da saúde (99,7%); sentirem-se responsáveis em educar para a saúde (82,2%); não se sentir habilitado a educar os alunos para a promoção da saúde (69,8%). CONCLUSÃO: Evidenciou que o currículo do ensino médio não aborda a promoção da saúde de forma estruturada e sistemática. Ações intersetoriais e formação profissional precisam ser repensadas. São necessárias ações que fomentem a discussão do currículo escolar que possa efetivamente contribuir para a promoção da saúde.
  • ADRIANA VASCONCELOS DA NÓBREGA
  • IMPACTO DA CÁRIE DENTÁRIA NA QUALIDADE DE VIDA DE PRÉ-ESCOLARES
  • Orientador : MARINA DE DEUS MOURA DE LIMA
  • Ano: 2017
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  • A cárie dentária afeta pessoas de todas as faixas etárias e gêneros e pode causar comprometimento das funções do sistema estomatognático, além de alterações estéticas. Mesmo com a diminuição na prevalência e incidência da cárie, os índices referentes a essa doença ainda se apresentam expressivos, afetando uma parcela significativa da população mundial, especialmente, crianças. Estudos que avaliam o impacto da saúde bucal na qualidade de vida de indivíduos podem contribuir para a implementação de políticas públicas, principalmente as que visam diminuir as desigualdades sociais e definir as necessidades de tratamento. Desta forma, este estudo transversal teve como objetivo avaliar o impacto da cárie dentária na qualidade de vida de pré-escolares. A amostra do estudo foi constituída por 566 préescolares com idade de cinco anos, matriculados em instituições públicas e privadas do município de Teresina, PI, Brasil. Um questionário foi aplicado aos responsáveis para obtenção de dados socioeconômico-demográficos. Instrumento de qualidade de vida validado para população brasileira (Pediatric Quality of Life Inventory) foi aplicado para as crianças e seus responsáveis. O exame dentário foi realizado por examinador previamente treinado e calibrado (índice kappa=0,96). Para análise estatística, foram realizadas análises descritivas e regressão de Poisson (p<0,05). Os resultados demonstraram que 50,2% das crianças apresentaram experiência de cárie, sendo que 14,6% exibiram apenas os dentes anteriores afetados, 45,1% somente os dentes posteriores e 40,3% os anteriores e posteriores. Dos que tiveram experiência de cárie apenas 3,5% não necessitavam de tratamento. Foi observada associação entre experiência de cárie e pior qualidade de vida no domínio de saúde bucal tanto na percepção da criança (RR=0,981; IC95%= 0,97-0,99) quanto dos pais (RR= 0,955; IC95%= 0,94-0,97). De acordo com a percepção das crianças, cárie em dentes posteriores foi associada a pior qualidade de vida no domínio capacidade física (RR=0,985; IC95%= 0,97-0,99). Na percepção das crianças, observou-se associação entre pior qualidade de vida e sexo feminino no domínio capacidade física (RR=0,983; IC95%= 0,97-0,99), aspecto emocional (RR=0,984; IC95%= 0,970,99), renda familiar menor que 2 SM e saúde bucal da criança (RR 0,979; IC95%= 0,97-0,99). Experiência de cárie impactou negativamente na qualidade de vida relacionada à saúde bucal dos pré-escolares na percepção das crianças e dos pais.
  • AGLAINE DE OLIVEIRA AGUIAR
  • ANEMIA, ADEQUAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL E CONSUMO ALIMENTAR DE ADOLESCENTES DA REDE PÚBLICA E PRIVADA DE ENSINO
  • Orientador : REGILDA SARAIVA DOS REIS MOREIRA-ARAÚJO
  • Ano: 2017
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  • O presente estudo teve como objetivo avaliar a anemia ferropriva, adequação do estado nutricional e do consumo alimentar de adolescentes da rede pública e privada de ensino. A população estudada foi adolescentes de 14-19 anos de instituições públicas e privadas da cidade de Teresina-PI. Foram coletados dados sociodemográficos, analisado anemia por dosagem de hemoglobina, estado nutricional utilizando IMC/Idade e avaliação do consumo utilizando o Recordatório 24h. Foram investigados 674 adolescentes, a prevalência da anemia foi moderada com 23,9%, a maioria nas públicas (65,0%) e 35,0% de instituições privadas. Quanto ao estado nutricional 71,5% apresentavam-se eutróficos, seguido de excesso de peso e obesidade (20%) e com magreza (10,1%). Nas duas instituições, pública e privada, a maioria dos anêmicos eram eutróficos, seguidos de excesso de peso com 9,8 e 17,9% respectivamente, e menor prevalência de anêmicos com magreza em ambas as instituições, portanto não foi verificado influência do estado nutricional sobre a prevalência de anemia. Foi verificado que o consumo de bebidas açucaradas (60,09%) foi maior do que o de frutas (45,10%) e hortaliças (35,76%), sugerindo uma alimentação de baixa qualidade nutricional. Na avaliação quantitativa verificou-se inadequação para ambos os sexos e instituições para fibras alimentares e os micronutrientes Ca, P, Mg, K e Vitamina A. Em relação ao consumo de proteínas foi inadequado somente de anêmicos, em ambos os sexos e instituições. Para ferro os meninos de ambas as instituições não atingiram a adequação, já as meninas, anêmicas e não anêmicas não atingiram a recomendação de ferro em ambas as instituições. Entre as instituições de ensino não houve diferença estatisticamente significativa no consumo de proteínas e de ferro. Para vitamina A os anêmicos do sexo masculino apresentaram consumo de 351,8a e 508,2REb e não anêmicos de 416,3a e 853,8REb em escolas públicas e privadas respectivamente, com consumo inadequado em todos dos grupos citados. Já o consumo de vitamina A, para meninas anêmicas foi de 606,7a e 775,6REb, e não anêmicas 482,1a e 1187,5REb, em que somente meninas de instituições públicas não atingiram a recomendação, apresentando diferença estatisticamente significativa entre as instituições de ensino. Já para vitamina C meninos anêmicos consumiram 70,45ª, 131,7mgb, enquanto que as meninas consumiram, 47,08ª e 69,29mgb, em instituições públicas e privadas respectivamente, em que somente anêmicos de instituições públicas não atingiram a recomendação, apresentando diferença estatisticamente significativa entre as instituições. Não houve influência do estado nutricional na prevalência de anemia verificada nos escolares, porém houve uma inadequação no consumo de alimentos fontes e facilitadores da absorção de ferro, particularmente nos adolescentes da rede pública de ensino e do sexo feminino.
  • ELLAINE SANTANA DE OLIVEIRA
  • ESTRESSE E COMPORTAMENTOS DE RISCO À SAÚDE ENTRE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
  • Orientador : Ana Roberta Vilarouca da Silva
  • Ano: 2017
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  • O ingresso na universidade traz consigo uma série de mudanças à vida do jovem. As novas demandas sociais e acadêmicas podem favorecer a adoção de hábitos de vida prejudiciais à saúde, além disso, o aumento crescente nos níveis de psicopatologia nesta população, especialmente através da presença de níveis elevados de estresse, ansiedade e depressão demonstram os riscos à vulnerabilização da saúde mental, aos quais estes indivíduos estão expostos, a partir de falhas no processo de adaptação do estudante, ao tentar administrar as diversas atividades diárias e conciliá-las às suas necessidades sociais e familiares. Visto que a literatura tem apontado associação entre adoção de um estilo de vida não saudável e o baixo nível de bem-estar psicológico, objetivou-se analisar o nível de estresse e sua relação com comportamentos de risco à saúde, estado nutricional e pressão arterial de acadêmicos de uma instituição pública de ensino superior. Trata-se de um estudo descritivo do tipo transversal de natureza quantitativa, realizado no período de abril a novembro de 2016, em uma instituição de ensino superior da cidade de Picos-PI. Participaram 377 estudantes de 18 a 30 anos, tendo sido avaliados quanto às suas características sociodemográficas e acadêmicas, perfil de estresse, qualidade do sono, risco e provável dependência alcoólica, tabagismo e nível de atividade física. Foram aferidas ainda as medidas de peso e altura para obtenção do Índice de Massa Corporal e classificação do estado nutricional, além das medidas de circunferência da cintura e do pescoço e determinação dos níveis pressóricos. Para processamento e análise dos dados, foi utilizado o software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 20.0. Houve predominância de estudantes universitários do sexo feminino (61,5%), de 18 a 21 anos (61,5%), pardos (54,6%) e solteiros (92,8%), com renda familiar na faixa de 1 a 3 salários mínimos (68,4%), pertencentes às classes econômicas C1 e C2 (53,6%), que residem com familiares (57,0%), oriundos de outros municípios do Piauí (53,3%), pertencentes aos cursos da área de saúde (40,6%), e com tempo desde o ingresso na instituição em mediana de 30 meses. Em relação aos comportamentos de risco, destaca-se a qualidade do sono, ruim para 65,3% dos indivíduos e distúrbio do sono para 17,0%. O IMC relevou excesso de peso em 21,3% dos acadêmicos, sem alterações nas aferições da circunferência do pescoço, da cintura e dos níveis pressóricos para a maioria dos estudantes. O estresse foi observado em 68,7% da amostra, com maior prevalência de indivíduos na fase de resistência (54,1%), e maioria de sintomas psicológicos (65,6%). Demonstrou-se associação significativa entre o estresse e as seguintes variáveis: sexo (p= 0,000), tempo na instituição(p=0,031), má qualidade do sono (p=0,000) e pressão arterial sistólica (p=0,015). Conclui-se que a maioria dos estudantes avaliados apresenta algum nível de estresse, e que este possui relação com a pressão arterial e com a má qualidade do sono, comportamento de risco mais prevalente nesta população, demonstrando a necessidade de atenção a este problema, a partir da construção de estratégias educativas com foco nas formas de enfrentamento ao estresse e na escolha por comportamentos de vida cada vez mais saudáveis, além de medidas de acompanhamento do processo de adaptação do estudante à vida universitária, que poderão implicar positivamente na qualidade de vida dos universitários.
  • CERES MARIA DE SOUSA IRENE
  • USO DE SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS POR ADOLESCENTES ESCOLARES
  • Orientador : LUISA HELENA DE OLIVEIRA LIMA
  • Ano: 2017
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  • Nas sociedades contemporâneas o consumo de substâncias psicotrópicas se constitui em um problema social e de saúde atrelado a questões de ordem política, cultural e econômica. Este consumo pode ocorrer em qualquer fase da vida do indivíduo e por motivos variados. No entanto, o início do uso na adolescência pode gerar e/ou potencializar situações de vulnerabilidades sociais e de saúde. O estudo tem como objetivo geral analisar a prevalência e os fatores associados ao uso de substâncias psicotrópicas por adolescentes escolares. Como objetivos específicos busca: caracterizar o perfil socioeconômico e demográfico da população do estudo; calcular a prevalência do uso de substâncias psicotrópicas pelos adolescentes pesquisados; descrever os fatores de vulnerabilidade para o uso de substâncias psicotrópicas por adolescentes; e verificar a associação entre os fatores de vulnerabilidade e os fatores sociodemográficos e o uso de substâncias psicotrópicas. Trata-se de um estudo de corte transversal, realizado em cinco escolas públicas localizadas na cidade de Bom Jesus, Piauí, Brasil. A amostra é composta por 665 adolescentes escolares. A coleta de dados foi realizada por meio da aplicação de questionário durante o primeiro semestre de 2017. Adotou-se como variável dependente o consumo de drogas e como variáveis independentes os aspectos sociodemográficos e as densidades absolutas de problemas relacionados ao uso de substâncias. Os dados foram analisados pelo software SPSS versão 20.0 por meio do cálculo de frequências absolutas e relativas para as variáveis categóricas e médias para as variáveis contínuas. A associação foi identificada a partir do cálculo da razão de prevalência e teste Qui-quadrado, ambos com nível de significância de 5%. O projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, campus Senador Helvídio Nunes de Barros, sendo aprovado com o parecer nº 1.811.768/2016. A prevalência de adolescentes escolares que utilizaram substância psicotrópica nos últimos 30 dias anteriores à pesquisa foi de 62,9%. Houve associação estatística para o uso de substâncias psicotrópicas como a idade (p<0,001), cor da pele (p<0,050), religião (p=0,001), e a série que estuda (p<0,001). Identificou-se o álcool como a substância mais consumida, seguida pelo analgésico. Os resultados das médias apontaram uma maior prevalência de problemas nas áreas de sociabilidade, lazer/recreação e comportamento. Na análise das associações todas as áreas pesquisadas apresentaram associação com significância estatística, exceto as áreas de sociabilidade e escola. Conclui-se que há alta prevalência para o uso de substâncias psicotrópicas e associações importantes para este uso. Nesse sentido, sugere-se o fortalecimento e readequação da estratégia de saúde na escola como uma possibilidade para a diminuição da prevalência do consumo e intensidades de problemas decorrentes do mesmo.
  • MARIA DO SOCORRO OLIVEIRA GUIMARÃES
  • AVALIAÇÃO DA IMPLANTAÇÃO DOS NÚCLEOS HOSPITALARES DE EPIDEMIOLOGIA NO ESTADO DO PIAUÍ
  • Orientador : Jesusmar Ximenes Andrade
  • Ano: 2017
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  • INTRODUÇÃO: Os avanços na estrutura organizacional do Sistema Único de Saúde permitiram a descentralização das ações de vigilância epidemiológica. Os Núcleos Hospitalares de Epidemiologia constituíram uma importante fonte de informação sobre doenças e agravos, sendo referência para os gestores e como fonte de informação para tomada de decisão. OBJETIVO: Avaliar a implantação dos Núcleos Hospitalares de Epidemiologia no Estado do Piauí. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa avaliativa, realizada em nove núcleos hospitalares de epidemiologia no Estado do Piauí, localizados na capital e no interior, que tiveram sua implantação homologada até 2014, mediante Portaria Ministerial. Foram avaliadas as dimensões, estrutura e processo. No tocante à estrutura, avaliou-se a ambiência, os recursos materiais e humanos e a regulamentação. Quanto ao processo, foram avaliadas as práticas operacionais que envolvem as atividades de vigilância epidemiológica, além de ensino, pesquisa e gestão. Os dados foram obtidos mediante aplicação de questionário e observação direta e agrupados em matriz de julgamento de modo que o somatório dos pontos obtidos determinou a adequabilidade da implantação. RESULTADOS: Apenas um núcleo apresentou 82,6% de conformidades. Portanto, implantação adequada. A maioria deles teve implantação insatisfatória. E um foi considerado com implantação crítica. A falta de regulamentação dos núcleos, bem como a de planejamento, foram os principais entraves encontrados. As atividades de ensino são incipientes e o fomento à pesquisa inexiste nos núcleos avaliados. CONCLUSÃO: O estudo constatou que a implantação dos núcleos hospitalares de epidemiologia no Estado do Piauí não ocorreu de forma satisfatória.
  • LARISSE MONTELES NASCIMENTO
  • PREVALÊNCIA DE FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR E SUA ASSOCIAÇÃO COM NUTRIENTES EM ADOLESCENTES
  • Orientador : Karoline de Macêdo Gonçalves Frota
  • Ano: 2017
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  • Introdução: O risco cardiovascular é caracterizado por um conjunto de alterações metabólicas, incluindo obesidade, dislipidemia, hipertensão e intolerância a glicose, tais fatores desenvolvem-se em idades precoces. Os hábitos alimentares são um desses fatores que podem ser considerados determinantes para o desenvolvimento de doença cardiovascular, devido ao potencial aterogênico apresentado por alguns nutrientes. Objetivo: Verificar a prevalência de fatores de risco cardiovascular e investigar a associação entre esses fatores com nutrientes de efeito aterogênico em adolescentes. Métodos: Estudo do tipo transversal, realizado com 327 adolescentes, matriculados na rede pública e particular de ensino. Avaliaram-se os dados sociodemográficos, antropométricos, pressóricos, de consumo alimentar e bioquímicos. Além disso, foi calculado o risco cardiometabólico por meio da agregação dos fatores de risco expressa de forma contínua pela soma dos escores Z, para cada fator avaliado (pressão arterial, glicose, circunferência da cintura e perfil lipídico). A regressão de Poisson foi utilizada para estimar as razões de prevalência, onde o nível de significância adotado foi de p<0,05. Resultados: Prevalências elevadas das alterações nos níveis de LDL-c, HDL-c e TG foram observadas para escolas públicas. O risco cardiometabólico foi maior entre as garotas e na análise da razão de prevalência, notaram-se associações para pressão arterial e glicose com sexo feminino, apontando proteção. Menores prevalências para a escola pública foi apresentada para alterações pressóricas, em contrapartida verificaram-se associações que apontam risco, como elevados níveis de LDL-c, CT, TG e baixos de HDL-c. Associações significativas ainda foram observadas entre consumo elevado de gordura saturada com glicemia, elevada ingestão de colesterol com a glicose e CT e o baixo consumo de fibras com CT. Conclusão: As maiores prevalências de fatores de risco foram observadas no sexo masculino e nas escolas públicas. Ainda notou-se que o consumo excessivo de gordura saturada e colesterol e a baixa ingestão de fibras tem associação com alterações metabólicas que levam ao surgimento precoce de fatores de risco, como níveis de glicose e CT elevado. Portanto, tornam-se necessárias intervenções de saúde, especialmente no ambiente escolar, com intuito de reduzir a sua exposição à má alimentação e o consequente desenvolvimento precoce de fatores de risco cardiovasculares clássicos.
  • LÚCIA DE FÁTIMA DA SILVA SANTOS
  • AS AÇÕES DO PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA NA PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE E DA EDUCAÇÃO
  • Orientador : OSMAR DE OLIVEIRA CARDOSO
  • Ano: 2017
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  • O vínculo entre saúde e educação é reconhecido desde a antiguidade grega consolidando-se como uma estratégia importante e necessária para a efetivação de políticas públicas de saúde. Atualmente, a saúde na escola tem sido alvo de significativa atenção de órgãos internacionais, ratificando sua relevância mundialmente. No intuito de estabelecer a intersetorialidade entre os setores saúde e educação e promover a saúde integral no ambiente escolar, foi instituído o Programa Saúde na Escola (PSE) no território brasileiro. O objetivo deste estudo foi analisar o processo de implementação das ações de saúde propostas pelo PSE segundo os enfermeiros das equipes de Saúde da Família (ESF) e os gestores das escolas municipais de Teresina. Neste estudo realizamos uma análise de implementação, com abordagem qualitativa e seleção intencional determinada pela saturação dos dados. Conduzimos entrevistas semiestruturadas, entre junho e outubro de 2016, posteriormente submetidas à análise de conteúdo temática. Participaram da pesquisa nove enfermeiros das ESF atuantes no PSE e 11 gestores de escolas municipais da cidade de Teresina, Piauí- Brasil. Os dados analisados apontaram sete categorias temáticas: Ações de saúde; Planejamento das ações de saúde; Desenvolvimento das ações de saúde; Integralidade das ações de saúde; Aspectos facilitadores; Aspectos dificultadores; e Alcance dos objetivos do PSE. Constatamos que as ações de saúde desenvolvidas no PSE em Teresina visam à prevenção de doenças, possuem foco biológico e as ações voltadas para a promoção de saúde são pontuais. Observamos que, para alguns trabalhadores, essas ações tem alcance limitado na promoção da saúde, prevenção e assistência à saúde. Apontamos a ausência de articulação entre os setores, comprometendo a intersetorialidade a integralidade das ações de saúde. A parceria entre os atores envolvidos no programa e a proximidade entre a escola e a unidade básica de saúde (UBS) foram citados como aspectos facilitadores para execução das ações do PSE. Como aspectos dificultadores foram citados falhas na comunicação entre os atores envolvidos no programa, deficiência de recursos humanos e materiais e a ausência de colaboração da família e/ou da escola. O presente estudo revelou alguns desafios a serem enfrentados na implementação do PSE, tais como a superação do modelo biomédico e da setorialidade. Acreditamos que novos estudos, indo além das ações de saúde e inserindo novos atores e abordagens podem favorecer a elaboração de diretrizes para contribuir na consolidação da saúde integral no ambiente escolar.
  • KEILA RODRIGUES DE ALBUQUERQUE
  • ADESÃO AO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL: prevalência e fatores associados
  • Orientador : Malvina Thaís Pacheco Rodrigues
  • Ano: 2017
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  • As doenças cardiovasculares constituem a principal causa de mortalidade em todo mundo. Como importante fator de risco para doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, destaca-se a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), principal motivo para consulta e acompanhamento profissional na atenção básica. Um dos desafios do tratamento da HAS é a adesão terapêutica, fator essencial para controle dos níveis tensionais e redução de danos à saúde e ao desenvolvimento econômico e social. Esta pesquisa teve como objetivo analisar a adesão ao tratamento medicamentoso da HAS em hipertensos acompanhados pela Estratégia Saúde da Família. Trata-se de estudo transversal, realizado com 682 hipertensos, acompanhados pelas equipes da estratégia saúde da família em Teresina- Piauí. A adesão ao tratamento da hipertensão foi medida pelo Questionário de Morisky-Green-Levine. Como variáveis explicativas, foram investigadas características sóciodemográficas, estilo de vida, fatores clínicos e terapêuticos. Na análise bivariada utilizou-se o teste qui-quadrado de Pearson (χ2) para associar as variáveis qualitativas e o teste T de Student para análise das variáveis quantitativas. Considerou-se associação ao nível de p<0,20, e para explicar o efeito conjunto das variáveis sobre a adesão segundo a classificação Morisky, utilizou-se a Regressão Logística Múltipla (RLM), com critério de significância de p< 0,05. Os resultados mostraram baixa prevalência da adesão, correspondendo a 35,5%. Quanto aos fatores associados, o estudo mostrou que a maior chance de adesão foi: ser do sexo masculino, ter 62 anos ou mais de idade, ter pressão arterial controlada e assiduidade às consultas. Consumir álcool e apresentar reações adversas medicamentosas estão associados a menor chance de adesão. Conclui-se, então, que apesar da maioria dos participantes apresentarem pressão arterial controlada, houve baixa prevalência na adesão ao tratamento medicamentoso anti-hipertensivo, o que requer ações de controle, a fim de qualificar a atenção ao hipertenso, de modo a promover sua adesão e redução de agravos associados à HAS.
  • CARLA MANUELA SANTANA DIAS PENHA
  • QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA À SAÚDE BUCAL E FATORES SOCIOECONÔMICOS DE PRÉ-ESCOLARES
  • Orientador : Lúcia de Fátima Almeida de Deus Moura
  • Ano: 2017
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  • O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto de condições socioeconômicas na qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) de pré-escolares do município de Teresina, Piauí. Trata-se de estudo transversal com crianças de 5 anos e seus pais/responsáveis. Foram utilizados dois questionários, um com caracte­rísticas socioeconômicas, hábitos alimentares e de higiene bucal e outro questionário validado de qualidade de vida, Pediatric Quality of Life Inventory – PedsQLTM 4.0 Generic Core Scale and Oral Health Scale. A amostra foi constituída por 566 pré-escolares e seus pais/responsáveis. Houve predomínio do gênero masculino 301 (53,2%), ensino público 380 (67,1%), renda familiar inferior a 2 salários mínimos 382 (67,5%). Na análise bivariada, renda familiar baixa foi associada a pior QVRSB (µ= 70,47/ DP= 25,62). No modelo de regressão final, as variáveis que permaneceram associadas à pior QVRSB foram a baixa escolaridade da mãe (RTajus=0,87; 13% menor chance de melhor QVRSB) e do pai (RTajus=0,92; 8% menor chance de melhor QVRSB). A escolaridade do pai e da mãe foi considerada um forte influenciador do estudo apontando maiores escores no questionário PedsQL™ como indicativo de melhor qualidade de vida nas famílias com pais de maior escolaridade.
  • KEILA RODRIGUES DE ALBUQUERQUE
  • ADESÃO AO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL: prevalência e fatores associados
  • Orientador : Malvina Thaís Pacheco Rodrigues
  • Ano: 2017
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  • As doenças cardiovasculares constituem a principal causa de mortalidade em todo mundo. Como importante fator de risco para doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, destaca-se a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), principal motivo para consulta e acompanhamento profissional na atenção básica. Um dos desafios do tratamento da HAS é a adesão terapêutica, fator essencial para controle dos níveis tensionais e redução de danos à saúde e ao desenvolvimento econômico e social. Esta pesquisa teve como objetivo analisar a adesão ao tratamento medicamentoso da HAS em hipertensos acompanhados pela Estratégia Saúde da Família. Trata-se de estudo transversal, realizado com 682 hipertensos, acompanhados pelas equipes da estratégia saúde da família em Teresina- Piauí. A adesão ao tratamento da hipertensão foi medida pelo Questionário de Morisky-Green-Levine. Como variáveis explicativas, foram investigadas características sóciodemográficas, estilo de vida, fatores clínicos e terapêuticos. Na análise bivariada utilizou-se o teste qui-quadrado de Pearson (χ2) para associar as variáveis qualitativas e o teste T de Student para análise das variáveis quantitativas. Considerou-se associação ao nível de p<0,20, e para explicar o efeito conjunto das variáveis sobre a adesão segundo a classificação Morisky, utilizou-se a Regressão Logística Múltipla (RLM), com critério de significância de p< 0,05. Os resultados mostraram baixa prevalência da adesão, correspondendo a 35,5%. Quanto aos fatores associados, o estudo mostrou que a maior chance de adesão foi: ser do sexo masculino, ter 62 anos ou mais de idade, ter pressão arterial controlada e assiduidade às consultas. Consumir álcool e apresentar reações adversas medicamentosas estão associados a menor chance de adesão. Conclui-se, então, que apesar da maioria dos participantes apresentarem pressão arterial controlada, houve baixa prevalência na adesão ao tratamento medicamentoso anti-hipertensivo, o que requer ações de controle, a fim de qualificar a atenção ao hipertenso, de modo a promover sua adesão e redução de agravos associados à HAS.
2016
Descrição
  • RANIELA BORGES SINIMBU
  • EVOLUÇÃO DO SOBREPESO E OBESIDADE EM ADULTOS RESIDENTES EM TERESINA - PIAUÍ
  • Orientador : Márcio Dênis Medeiros Mascarenhas.
  • Ano: 2016
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  • Introdução: O sobrepeso e a obesidade são considerados graves problemas de saúde pública, pois são fatores de risco importantes para o desenvolvimento das doenças crônicas não transmissíveis, acarretando sérios danos à saúde das pessoas. Objetivo: Analisar a evolução temporal dos indicadores de sobrepeso e obesidade em adultos residentes em Teresina, capital do estado do Piauí, no período de 2006 a 2015. Metodologia: Trata-se de um estudo de séries temporais utilizando as bases de dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. Estimou-se a tendência da prevalência de excesso de peso pelo modelo de regressão linear simples e o cálculo da razão de prevalência segundo sexo, faixa etária e nível de escolaridade. Resultados: Houve aumento exponencial na prevalência de sobrepeso (de 26,8% para 33,7%; p<0,001), obesidade (de 10% para 15,8%; p<0,001) e obesidade mórbida (de 0,6% para 1,4%; p=0,012) em adultos residentes em Teresina no período analisado. Maior incremento foi observado para obesidade mórbida no sexo feminino, idade de 55 a 64 anos e menor grau de escolaridade. Conclusão: O estudo evidencia o grave problema do aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade em Teresina. Devem-se desenvolver ações para modificar este cenário por meio de intervenções no setor saúde, educação, agroindústria, comércio e mobilização social voltada para a redução destes indicadores.
  • RENATO MENDES DOS SANTOS
  • DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM EM CRIANÇAS ATENDIDAS EM SALAS DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO: OS HÁBITOS DE SONO INFLUENCIAM ?
  • Orientador : Fernando Ferraz do Nascimento
  • Ano: 2016
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  • A dificuldade de aprendizagem é pertinente na infância e está associado a muitos fatores sociais. Como o sono é de vital importância para o desenvolvimento infantil e é um dos fatores pouco conhecido, quando associado à dificuldade de aprendizagem e ao desenvolvimento de crianças com transtorno funcional específico, atendidas em Salas de Atendimento Educacional Especializado – A.E.E., poucos estudos longitudinais foram conduzidos no sentido de caracterizar o perfil cognitivo e os hábitos de sono de crianças de 7 a 12 anos atendidas nessas salas de apoio especializado. Como as salas são programadas para crianças com deficiências, a proposta foi fazer uma caracterização das crianças com transtornos funcionais específicos encontradas em escolas municipais na zona urbana em Teresina – PI, de crianças com algum tipo de transtorno funcional específico (Dislexia / Disortografia / Disgrafia / Discalculia / Transtorno de Déficit de Atenção (com ou sem hiperatividade), que são atendidas nessas salas, avaliando o perfil cognitivo, a relação familiar, a classificação econômica e a relação entre os hábitos de sono e os transtornos funcionais nessa faixa etária. Participaram da pesquisa 70 crianças da educação fundamental, em 16 escolas públicas municipais: 04 escolas na zona leste, 04 escolas na zona norte, 03 escolas na zona sudeste e 05 escolas na zona sul, foram avaliadas. Para fazer a caracterização do sono foi utilizado o questionário de hábitos de sono e para avaliar o perfil cognitivo foram utilizados testes psicológicos TDE – Teste de Desenvolvimento Escolar e TNVRI – Teste Não Verbal de Raciocínio Infantil. Observou-se que as crianças apresentaram um nível inferior em relação ao teste de Desempenho Escolar. Em Relação aos testes Não Verbal não detectamos correlações entre variáveis de sono e escores resultados do teste. Dessa forma, é possível afirmar que o sono não é o principal fator associado a dificuldade de aprendizagem e que não existe associações entre os hábitos de sono e avaliação cognitiva. Estudos adicionais são necessários para avaliar o efeito de demais fatores.
  • SARAH DE MELO ROCHA CABRAL
  • RISCO CARDIOVASCULAR E SÍNDROME METABÓLICA EM INDIVÍDUOS COM TRANSTORNOS MENTAIS
  • Orientador : Marize Melo dos Santos
  • Ano: 2016
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  • INTRODUÇÃO: A síndrome metabólica (SM) é um transtorno complexo que compreende um conjunto de fatores fisiopatológicos interconectados e que influenciam diretamente no aumento do risco para doença cardíaca. Pacientes com transtornos mentais são mais susceptíveis à doenças cardiovasculares e alterações do metabolismo quando comparados à população comum. OBJETIVO: Avaliar o risco cardiovascular e síndrome metabólica em indivíduos com transtornos mentais. MATERIAL E MÉTODOS: Estudo transversal, analítico, realizado com indivíduos, de ambos os sexos, maiores de 18 anos, atendidos nos Centros de Atenção Psicossocial de Teresina-PI. A amostra foi fundamentada nos parâmetros de Thompson e distribuída por estratificação proporcional à zona distrital. O instrumento de coleta dos dados foi um formulário abordando dados de identificação dos pacientes, condições socioeconômicas, dados clínicos, bioquímicos e antropométricos. Os diagnósticos psiquiátricos foram agrupados segundo Classificação Internacional de doenças (CID-10). O risco cardiovascular foi quantificado pelo Escore de Framinghan. A SM foi determinada mediante critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS), do National Cholesterol Education Program Adult Treatment Panel (NCEP-ATP III) e International Diabetes Federation (IDF). Utilizou-se estatística analítica; teste Qui-quadrado de Pearson e Teste Exato de Fisher para associações; para teste de avaliação de razões de chances, Odds Ratio. O nível de significância adotado para todos os testes foi de α= 0,05. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, sob parecer de número 985.376. RESULTADOS: Participaram do estudo 298 indivíduos, sendo 59,1% do sexo feminino. Apresentaram síndrome metabólica, de acordo com a definição da OMS, NCEP e IDF, respectivamente, 5,4% e 41,3% e 46% dos participantes. A maior parte dos indivíduos (81,9%) apresentou baixo risco cardiovascular e 13,8%, risco moderado. A chance de indivíduos que apresentaram síndrome metabólica (critério OMS) possuírem risco cardiovascular moder.h ado a alto foi 12,22 vezes maior que aqueles que não apresentaram; já em relação aos critérios da NCEP e IDF, foi 8,01 e 6,23 vezes, respectivamente. CONCLUSÃO: A prevalência da SM, quando diagnosticada pelos critérios da NCEP e IDF, foi alta. Além disso, a investigação aponta para elevada prevalência de risco cardiovascular moderado/alto em indivíduos com transtornos mentais e determina sua significativa associação com a SM.
  • PRISCILLA DANTAS ALMEIDA
  • INCAPACIDADES FÍSICAS E VULNERABILIDADE INDIVIDUAL DE CASOS DE HANSENÍASE EM MUNICÍPIOS HIPERENDÊMICOS
  • Orientador : Telma Maria Evangelista de Araújo
  • Ano: 2016
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  • Introdução: A hanseníase é considerada um problema de saúde pública, principalmente nos países em desenvolvimento da África, Ásia e América Latina, devido à sua capacidade de provocar incapacidades físicas e estigmas nas pessoas acometidas. No Brasil, em 2014, foram detectados 31.064 casos, com coeficiente de detecção geral de 15,32/100.000 habitantes, com avaliação neurológica no momento do diagnóstico de apenas 86,99% deles. Ressalta-se que no mesmo ano, os coeficientes de detecção geral de hanseníase indicaram o Estado do Piauí como endêmico para doença e os municípios de Floriano e Picos hiperendêmicos. Diante da crescente necessidade de se intensificar as ações de controle da hanseníase, devem-se buscar novas estratégias para aproximar profissionais e gestores de saúde da problemática que envolve a hanseníase, especialmente no tocante à vulnerabilidade individual e sua relação com as incapacidades físicas produzidas. Objetivo: Analisar a associação entre as incapacidades físicas dos casos de hanseníase e a vulnerabilidade individual em dois municípios hiperendêmicos. Método: Trata-se de um estudo transversal, realizado com o universo dos casos notificados entre 2001 a 2014, no Sistema de Informação de Agravos de Notificação e que foram localizados por ocasião da coleta dos dados em 2016 (n=603). Utilizaram-se os Softwares: EpiInfo® Versão 7.0 e STATA® Versão 13.0. Foram realizadas análises univariadas, por meio de estatísticas descritivas simples. Na estatística inferencial foram aplicados testes de hipóteses bivariados, com utilização do Qui-quadrado e Teste Exato de Fisher. As variáveis, que na análise bivariada apresentaram valor de p < 0,20, foram submetidas ao modelo multivariado de regressão logística binomial (odds ajustado). Resultados: Observou-se que os casos, em sua maioria, eram do sexo masculino, com baixa escolaridade e baixas condições econômicas. Ao diagnóstico apresentavam-se com a classificação operacional paucibacilar (53,57%), e forma clínica indeterminada (35,82%). Verificou-se associação estatisticamente significativa entre o grau de incapacidade física e as variáveis explicativas: saúde percebida, sexo, classificação operacional, escolaridade e forma clínica (p<0,05). Conclusão: A identificação da relação entre aspectos que compõem a vulnerabilidade individual com as incapacidades física revelou a necessidade de ações específicas e novas estratégias pelos serviços de saúde, valorizando a continuação do cuidado após a alta, com vistas a redução e controle da hanseníase, e ainda de ações intersetoriais, de modo a favorecer apoio psicológico, social e econômico às pessoas acometidas pela doença.
  • PRISCILLA DANTAS ALMEIDA
  • INCAPACIDADES FÍSICAS E VULNERABILIDADE INDIVIDUAL DE CASOS DE HANSENÍASE EM MUNICÍPIOS HIPERENDÊMICOS
  • Orientador : Telma Maria Evangelista de Araújo
  • Ano: 2016
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  • Introdução: A hanseníase é considerada um problema de saúde pública, principalmente nos países em desenvolvimento da África, Ásia e América Latina, devido à sua capacidade de provocar incapacidades físicas e estigmas nas pessoas acometidas. No Brasil, em 2014, foram detectados 31.064 casos, com coeficiente de detecção geral de 15,32/100.000 habitantes, com avaliação neurológica no momento do diagnóstico de apenas 86,99% deles. Ressalta-se que no mesmo ano, os coeficientes de detecção geral de hanseníase indicaram o Estado do Piauí como endêmico para doença e os municípios de Floriano e Picos hiperendêmicos. Diante da crescente necessidade de se intensificar as ações de controle da hanseníase, devem-se buscar novas estratégias para aproximar profissionais e gestores de saúde da problemática que envolve a hanseníase, especialmente no tocante à vulnerabilidade individual e sua relação com as incapacidades físicas produzidas. Objetivo: Analisar a associação entre as incapacidades físicas dos casos de hanseníase e a vulnerabilidade individual em dois municípios hiperendêmicos. Método: Trata-se de um estudo transversal, realizado com o universo dos casos notificados entre 2001 a 2014, no Sistema de Informação de Agravos de Notificação e que foram localizados por ocasião da coleta dos dados em 2016 (n=603). Utilizaram-se os Softwares: EpiInfo® Versão 7.0 e STATA® Versão 13.0. Foram realizadas análises univariadas, por meio de estatísticas descritivas simples. Na estatística inferencial foram aplicados testes de hipóteses bivariados, com utilização do Qui-quadrado e Teste Exato de Fisher. As variáveis, que na análise bivariada apresentaram valor de p < 0,20, foram submetidas ao modelo multivariado de regressão logística binomial (odds ajustado). Resultados: Observou-se que os casos, em sua maioria, eram do sexo masculino, com baixa escolaridade e baixas condições econômicas. Ao diagnóstico apresentavam-se com a classificação operacional paucibacilar (53,57%), e forma clínica indeterminada (35,82%). Verificou-se associação estatisticamente significativa entre o grau de incapacidade física e as variáveis explicativas: saúde percebida, sexo, classificação operacional, escolaridade e forma clínica (p<0,05). Conclusão: A identificação da relação entre aspectos que compõem a vulnerabilidade individual com as incapacidades física revelou a necessidade de ações específicas e novas estratégias pelos serviços de saúde, valorizando a continuação do cuidado após a alta, com vistas a redução e controle da hanseníase, e ainda de ações intersetoriais, de modo a favorecer apoio psicológico, social e econômico às pessoas acometidas pela doença.
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