A presente pesquisa em nível de mestrado em Sociologia e pertencente a linha de Gênero, Sexualidade e Geração desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Sociologia PPGS – UFPI, no biênio (2024-2026), a partir do estudo de caso de mulheres/mães funcionárias da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina – PI, no período compreendido entre os anos de 2020 à 2024. O estudo busca examinar como a relação entre Maternidade, Emoções e Puerpério se constrói com um olhar voltado a questões sociais que dizem respeito a depressão e em especial a depressão pós-parto (DPP). Essa pesquisa articula campos de conhecimento referentes a Sociologia, em especial a Sociologia das Emoções, Gênero, Antropologia, Saúde Mental e Psicologia de tal modo a buscar a esclarecer como a maternidade é compreendida e vivenciada ao longo da história da humanidade e como esta é delimitada por estigmas que afetam diretamente a saúde mental das mulheres que trazem consigo um emaranhado de demandas que geram uma sobrecarga que deveria ser evitada sobretudo nesse período tão importante que é o puerpério. A pesquisa parte da compreensão de maternidade de acordo com Badinter (1985) em que o amor materno é uma ideia construída ao longo da história, influenciado por fatores sociais e psicológicos. Como objetivo geral busca-se compreender as emoções do ser mulher e tornar-se mãe para mulheres/mães funcionárias da Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina-PI, no período compreendido entre os anos de 2020 à 2024, bem como objetivos específicos a investigação se propõe a identificar o processo de ser e tornar-se mãe e como às emoções estão diretamente relacionadas com o nascer dos sentimentos dá maternidade e consequentemente com aspectos que podem levar a uma depressão pós-parto e também a ideações suicidas. Para tal usou-se como percurso metodológico uma pesquisa de campo, guiada por entrevistas semi-estruturadas e a pesquisa bibliográfica ancorada em Butler (1990, 2003) ao abordar as questões de performatividade do gênero e a crítica à normatividade, Scott (1986) que define o gênero como um elemento constitutivo das relações sociais, Louro (2004) ao pensar o gênero como uma categoria atravessada por disputas discursivas, Barros (2020) que tráz um diálogo sobre a maternidade na contemporaneidade e Iaconelli (2023) que discorre sobre questões de genêro e parentalidade. Para entender questões referentes a depressão, a saúde mental e a depressão pós-parto as referências foram Gutman (2016), Iaconelli (2023), O’hara (2025), Rodrigues (2023), Vilarinho (2017) e Witwytzy (2022) e no campo da Sociologia das Emoções houve a contribuição de Hochschild (1983, 2012) e Koury (2004, 2014 e 2019). Dessa forma percebeu-se como a função materna é atravessada pela lógica da contemporaneidade e, ao mesmo tempo foi possível compreender como o condição para a superação dos impasses que circundam a maternidade na atualidade dependem de ações sociais e politicas públicas voltas para a atenção materna em especial às questões da depressão pós-parto