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Banca de DEFESA: REGYNA KLEYDE DE HOLANDA DUARTE

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: REGYNA KLEYDE DE HOLANDA DUARTE
DATA: 12/11/2018
HORA: 15:00
LOCAL: Sala 08Espaço Integrado I - CCH/LUFPI
TÍTULO: DOCENTES AFRODESCENDENTES INGRESSANTES NOS INSTITUTOS FEDERAIS: PERFIS E PERCEPÇÕES
PALAVRAS-CHAVES: Desigualdade Social. Desigualdade Racial. Cotas. Trabalho. IFMA.
PÁGINAS: 116
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Multidisciplinar
RESUMO:

A inclusão de negros no mercado de trabalho no Brasil ainda evidencia marcas históricas das desigualdades
sociais e raciais presentes na nossa sociedade, as quais se moldam, de acordo com o contexto, nas formas de
seleção de vagas de emprego nos âmbitos público e privado, operando como instrumentos de reprodução
dessas desigualdades. Em 2014, ocorreu um marco importante para o enfrentamento das desigualdades
sociais e raciais no trabalho: a criação e sanção da Lei 12.990/14, que estipula a obrigatoriedade da reserva
de 20% das vagas no serviço público federal para os negros e pardos nos concursos públicos das autarquias,
fundações públicas, empresas públicas e sociedade de economia mista controladas pela União. Nesse
contexto, este estudo teve como objetivo investigar os instrumentos de representações das desigualdades
sociais e raciais na política de ingresso e manutenção dos docentes do Instituto Federal de Educação Ciência e
Tecnologia do Maranhão – IFMA. Partiuse
do pressuposto de que, mesmo adotando a política de cotas, o IFMA
continua, resilientemente, reproduzindo as desigualdades sociais e raciais através dos mecanismos de acesso
e manutenção dos docentes. Para a realização da pesquisa, procedeuse
a pesquisa bibliográfica e a análise
documental, com coleta de dados quantitativos no Sistema Unificado da Administração Pública do IFMA – SUAP
IFMA, bem como à aplicação de questionários e realização de entrevistas com os docentes cotistas
ingressantes no IFMA a partir de 2014, que possibilitaram analisar a replicação das desigualdades no acesso e
na manutenção dos docentes no âmbito da instituição. Constatouse
que, mesmo sendo um espaço criado para
qualificação das classes menos desfavorecidas, os pobres, conhecido também como a elite da rede pública de
ensino, e apesar da legislação representar a garantia do acesso aos negros, historicamente excluídos deste
espaço, o serviço público federal, ainda assim, no IFMA, essas condições não têm sido suficientes para se
expurgarem os instrumentos que reproduzem as desigualdades sociais e raciais presentes em nossa
sociedade. Na instituição, de maneira velada, o preconceito, o racismo e a discriminação continuam
arraigados, exercendo uma forte influência na vida acadêmica, pessoal e profissional dos docentes negros. As
piadas, as brincadeiras, a autodeclaração, a opção por participar do concurso através das cotas, a auferição de
fenótipo na seleção, o termo de posse indicando expressamente que a nomeação ocorreu por meio das cotas
raciais são evidências dessa realidade, embora os docentes tenham dificuldade de admitir que sofrem
preconceito na instituição. Verificouse
ainda, que não há políticas específicas de manutenção dos docentes
cotistas e nem um plano de criação futura. As que já existem na instituição, como a de qualificação para
progressão de carreira e o reconhecimento de saberes e competências, são resultado do esforço individual de cada docente.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1316848 - ANA BEATRIZ SOUSA GOMES
Presidente - 1167739 - CARLOS ANTONIO MENDES DE CARVALHO BUENOS AYRES
Interno - 2202532 - FABIANA RODRIGUES DE ALMEIDA CASTRO
Notícia cadastrada em: 08/11/2018 14:59
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