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Banca de DEFESA: PAULA MUNIZ COSTA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PAULA MUNIZ COSTA
DATA: 12/04/2024
HORA: 08:30
LOCAL: Núcleo da Pós-graduação do Centro de Ciências Agrárias-CCA/UFPI
TÍTULO: MARCHA DE ABSORÇÃO DO ARROZ E AVALIAÇÃO DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO EM ÁREAS DE ABERTURA COM ARROZ-SOJA NO CERRADO MARANHENSE
PALAVRAS-CHAVES: Acúmulo de nutrientes; calcário; fronteira agrícola; gestão rural
PÁGINAS: 132
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Agronomia
RESUMO:

A análise detalhada da estrutura de custos e sua influência na viabilidade da safra, aliada à compreensão do acúmulo e a exportação de nutrientes pelas plantas, desempenham papéis importantes nas decisões gerenciais voltadas para o aumento da lucratividade nas propriedades rurais. Diante disso, objetivou-se determinar a marcha de absorção do arroz, estimar os custos de produção e avaliar a viabilidade econômica dos cultivos de arroz e soja em áreas de abertura no cerrado maranhense. Foram realizados dois experimentos, ambos na Fazenda Barbosa, em Brejo, Maranhão, durante a safra 2021/2022, em áreas de abertura. No primeiro experimento, foram coletados todos os dados de custo de produção para a implantação do cultivo de arroz, cultivar BRS Sertaneja e de soja, cultivar PP9510 IPRO. O método de análise utilizado foi estudo de caso descritivo. O custo para abertura de área e produção do arroz e soja foi R$ 9.049,73 e R$ 14.488,10 ha-1, respectivamente. No cultivo de arroz, os custos operacionais representam a parcela mais significativa, totalizando R$ 3.610,47 ha-1. Enquanto na soja, os gastos mais relevantes são com insumos, totalizando R$ 7.430,60 ha-1. A análise de viabilidade econômica revelou que a produção de soja apresentou um valor presente liquido (VPL) de R$ 4.821,83, taxa de rentabilidade de 114,87%, taxa interna de retorno de 27,31% e um período payback no quarto ano. Por outro lado, a produção do arroz apresentou VPL e índice de lucratividade negativos, não gerando retorno do capital investido. Em suma, o cultivo da soja se mostra viável em aberturas de áreas em relação à produção do arroz no cerrado maranhense. O segundo experimento, foi conduzido em campo em delineamento em blocos casualizados em parcelas subdivididas, sendo as parcelas as áreas do arroz com (ACC) e sem calagem (ASC), e as subparcelas foram os seis tempos de coleta das plantas: 30, 43, 55, 69, 83, e 99, em dias após a emergência (DAE), com três repetições. Em cada tempo foram realizadas as análises biométricas, particionamento da planta em folhas, colmo e panícula, para a determinação dos teores de N, P, K, Ca, Mg, S, B, Cu, Fe, Mn, Zn e Si. Os atributos biométricos do arroz, como altura de planta, número de folhas e área foliar não foram influenciados pela calagem. O acúmulo de macro e micronutrientes para o arroz obedeceu a ordem decrescente: N>K>Mg>Ca>S>P e Mn>Fe>Zn>B>Cu. A calagem proporcionou um maior acúmulo de Si no colmo e na planta inteira, em comparação com a área do ASC. A exportação de macronutrientes pelos grãos em ordem decrescente foi para o ACC: N>P>Mg>K=S>Ca; e para o ASC: N>P>Mg>Ca>S>K. Ambos os tratamentos apresentaram comportamentos semelhantes para os micronutrientes: Cu>Zn>B>Mn>Fe. A calagem aumenta o acúmulo de fósforo e boro pelas plantas de arroz nas áreas de abertura no cerrado maranhense, mas não afeta a ordem de acúmulo dos macros e micronutrientes


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - EDVALDO SAGRILO - EMBRAPA
Presidente - 304.804.028-50 - HENRIQUE ANTUNES DE SOUZA - EMBRAPA
Externo à Instituição - HILÁRIO JUNIOR DE ALMEIDA - EMBRAPA
Externo à Instituição - JOSÉ OSCAR LUSTOSA DE OLIVEIRA JÚNIOR - EMBRAPA
Externo à Instituição - LUCIANO CAVALCANTE MUNIZ - UEMA
Interno - 2115817 - RICARDO SILVA DE SOUSA
Notícia cadastrada em: 15/03/2024 17:37
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