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Banca de QUALIFICAÇÃO: LUANA LIA DA CUNHA LOPES SENA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUANA LIA DA CUNHA LOPES SENA
DATA: 12/09/2016
HORA: 16:00
LOCAL: SALA 459
TÍTULO:

JORNALISMO E CULTURA: Os discursos em circulação nos impressos piauienses


PALAVRAS-CHAVES:

Jornalismo. Cultura. Discursos. Jornais locais.


PÁGINAS: 50
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Comunicação
RESUMO:

Em meio as instabilidades e mudanças do jornal impresso diário, os cadernos de cultura – chamados de “segundos” cadernos, e aqui recorremos ao uso das aspas para ressaltar a incoerência dessa alcunha – passam a ser vistos como chamariz para anunciantes, sofrendo fortes alterações, tanto gráficas quanto na formatação de suas equipes de profissionais, passando a unir jornalismo, entretenimento e serviço. É neste cenário que a presente dissertação procura investigar as tendências editoriais dos cadernos de cultura locais, Arte&Fest e Torquato, que circulam diariamente compondo os jornais Meio Norte e O Dia, respectivamente. A investigação ancora-se na corrente teórico-metodológica da Análise de Discursos, tendo como guia os conceitos trazidos por Pinto (1999), Verón (2004) e Bakhtin (2006). Além disso, vem dos filósofos Foucault (2008) e Fairclough (1989) a noção de discurso como prática social, delimitada por regras e convenções sociais atravessadas pelo ideológico e por disputas de poder. A pesquisa põe em xeque a falta de consenso no que diz respeito a noção de cultura, e o próprio uso do adjetivo “cultural” para designar apenas uma subdivisão de editorias dentro da organização do jornal. Além disso, as discussões acerca do “jornalismo das indústrias culturais” (ANDRADE, 2015) atravessam o trabalho na medida em que os interesses comerciais das empresas de comunicação passam a afetar processos e práticas jornalísticas, causando uma “fragmentação de discursos” na cultura. O jornalismo cultural parece ser hoje pautado por uma tensão entre dois vetores opostos: a indústria cultural hegemônica e os discursos críticos anti-hegemônicos, impedindo um domínio completo de um sobre o outro. Estas e outras disputas de vozes, marcadas nas estratégias enunciativas encontradas na superfície dos textos, é o que esta pesquisa identifica. As análises apontam para uma hibridização dos discursos jornalísticos e publicitários e para uma consequente padronização dos cadernos culturais.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1354316 - ANA REGINA BARROS REGO LEAL
Presidente - 1167703 - PAULO FERNANDO DE CARVALHO LOPES
Externo à Instituição - REGINA LÚCIA ALVES DE LIMA - UFPA
Notícia cadastrada em: 02/08/2016 16:49
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