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Banca de DEFESA: EMANUELA FERRY DE OLIVEIRA MOREIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: EMANUELA FERRY DE OLIVEIRA MOREIRA
DATA: 12/06/2017
HORA: 18:30
LOCAL: Sala 459 CCE PPGCOM
TÍTULO: SER OU NÃO SER: A Construção Representacional da Subjetividade através da Mangina Selfie
PALAVRAS-CHAVES: Corpo. Subjetividade. Gênero. Mangina Selfie.
PÁGINAS: 118
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Comunicação
RESUMO:

Os modos de ser atualmente, influenciam na construção das subjetividades individuais, moldando a forma de como se deve ser e parecer aos olhos dos outros. Este olhar é vigilante e direciona as relações que os indivíduos estabelecem uns com os outros. A construção da subjetividade de alguém passa a ser constituída pela visibilidade, pois o que pode ser visto, só existe se for legitimado pelo olhar do outro. O cenário atual insere o corpo num processo de possível ajuste, reparo e adaptação conforme sonhos e desejos do agora. E com as novas tecnologias, a informação e a acessibilidade alcançam rapidamente os objetivos de mercado e influenciam nas mudanças da sociedade e no seu processo de constituição subjetiva. Neste contexto, surge a mangina selfie que é o exemplo do processo de desconstrução normativa que propõe a liberdade de expressão sobre os desejos e subjetividades. Definida pelo neologismo "man" (homem em inglês) e "gina" (últimas 2 sílabas do órgão genital feminino), ela desconstrói o entendimento de gênero nos dispositivos de sexualidade, onde se produz o masculino e o feminino, possibilitando uma investigação além do contexto binário. O praticante de mangina selfiefaz a pose nu, escondendo o pênis entre as pernas. Neste caso, no lugar onde deveria mostrar o órgão genital masculino há apenas uma imagem semelhante ao feminino parecido com uma vagina. Para que a selfie seja perfeita, literalmente nada deve aparecer. A mangina selfie foi postada em 27 de abril de 2015, data escolhida aleatoriamente pelos praticantes. Apesar do fenômeno não ter tido continuidade, foi de grande visibilidade e repercussão, o que a tornou um fenômeno midiático com mais de 15 mil postagens em 24 horas. As postagens foram feitas no Instagram. Eram selfies realizadas primeiramente em vestiários de academia, mas logo surgiram registros em via pública. Por ser um fenômeno que permite ser e não ser aquele corpo representado, a mangina selfie possibilita ver além do binário que a normatização moderna instituiu. Como questões norteadoras desse trabalho, propõem-se identificar como os processos de representação do corpo que atravessam as posições de gênero binariamente definidos em torno do masculino e do feminino estão sendo caracterizados pela mangina selfie. E o que tem além desta exposição exagerada do corpo que tornou a mangina selfie um fenômeno midiático. O objetivo desta pesquisa é, portanto, interpretar o processo de construção representacional de subjetividade na mangina selfie presente no Instagram. Como método de investigação utiliza-se a netnografia, uma pesquisa de caráter exploratório, com uma abordagem qualitativa, sendo um estudo de caso/observacional.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANDREA CRONEMBERGER RUFINO - UESPI
Presidente - 1167865 - GUSTAVO FORTES SAID
Interno - 1751868 - MONALISA PONTES XAVIER
Notícia cadastrada em: 17/05/2017 17:19
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb03.ufpi.br.sigaa 04/12/2020 21:06