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Banca de DEFESA: RABECH GRASIELY GOMES MARQUES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RABECH GRASIELY GOMES MARQUES
DATA: 08/05/2024
HORA: 09:00
LOCAL: Remotamente
TÍTULO: Estoques de carbono azul em solos do extremo leste da APA Delta do Parnaíba
PALAVRAS-CHAVES: Ecossistemas Costeiros. Mudanças Climáticas. Sequestro de Carbono. Solos. Carbono Azul.
PÁGINAS: 72
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Geografia
RESUMO:

Blue Carbon” ou Carbono Azul é a designação dada ao carbono sequestrado pelos ecossistemas de ambientes costeiros (mangues, marismas e prados marinhos), que o armazenam na vegetação e no solo. Estudos mostram que esses ecossistemas são considerados importantes frente a mitigação e adaptação as mudanças climáticas, devido ao seu papel no ciclo global do carbono, ao sequestrá-lo e redistribuí-lo. Desse modo, um manejo adequado do solo é capaz de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e consequentemente sequestrar carbono. A pesquisa traz como hipótese que os mangues têm maior quantidade de carbono estocado, seguido pelos solos subaquáticos e na sequência os apicuns, que não têm vegetação ou é muito esparsa. Dessa forma, o trabalho consiste em uma pesquisa, realizada na porção leste do litoral piauiense e na porção oeste do litoral cearense, em solos de mangues (M), apicuns (AP) e em solos subaquáticos (SB) e tem com o objetivo geral  realizar o levantamento e a estimativa dos estoques de carbono dessas áreas. Os objetivos específicos foram: 1- coletar solos representativos no litoral piauiense e cearense associados a bosque de mangue, apicuns e solos subaquáticos; 2- Analisar os teores carbono orgânico total (COT) e o carbono mineral total (CMT) dos solos coletados; 3- Caracterizar os solos quanto aos seus atributos químicos e físicos 4- Elaborar uma base de dados dos estoques de carbono dos solos representativos da área de estudo. A relevância da pesquisa está em fornecer informações acerca das estimativas globais de estoques de carbono, colaborando com a compreensão do aquecimento global e visando fomentar um desenvolvimento sustentável dessas áreas. O estudo foi motivado pela observação das constantes preocupações, nos últimos anos, com as mudanças climáticas e o futuro do planeta. Para alcançar os objetivos, foram feitos trabalhos de campo para amostragem dos solos das três áreas nas profundidades de: 0-10, 10-20, 20-30, 30-50 e 50-100 cm. As amostras foram levadas ao laboratório e submetidos a análises químicas de carbono orgânico total (COT), carbono mineral total (CMT), condutividade elétrica (CE) e dos elementos: Ca (cálcio), Mg (magnésio), Al (alumínio), H +Al (acidez potencial), Na (sódio), K (potássio) e P(fósforo) e físicas de densidade do solo (Ds) e frações granulométricas ( silte, argila e areia total). A partir disso, os solos foram classificados e calculados os estoques totais de carbono de cada área,  com os dados obtidos foram feitas as análises de PCA (análise de componentes principais). Foram identificados solos do tipo GLEISSOSLOS e ORGANOSSOLOS, dentre os ambientes estudados. Os mangues apresentaram os maiores teores de COT e os solos subaquáticosos maiores teores de CMT. A PCA mostrou que os solos subaquáticos têm semelhanças mais fortes com os solos do bosque de mangue. As médias de estoques totais de carbono foram de 548,6 Mg ha-1 para os solos subaquáticos , 344,8 Mg ha-1 para os bosques de mangue e 236,1 Mg ha-1 para os apicuns. Os resultados reforçam a importância dos ambientes de zona costeira no sequestro e estoque de carbono no solo, logo são ambientes que devem ser bem mais fiscalizados para efetivar sua proteção.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1300002 - GUSTAVO SOUZA VALLADARES
Interno - 2231533 - EMANUEL LINDEMBERG SILVA ALBUQUERQUE
Interno - 1015160 - RONEIDE DOS SANTOS SOUSA
Externo à Instituição - MARCOS GERVÁSIO PEREIRA - UFRRJ
Notícia cadastrada em: 03/04/2024 11:15
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