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Banca de DEFESA: LUCIANA FARIAS DE ARAUJO ANDRADE

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUCIANA FARIAS DE ARAUJO ANDRADE
DATA: 26/06/2015
HORA: 09:00
LOCAL: SALA DE VÍDEO I CCHL -UFPI
TÍTULO:

(DES)IGUAIS NA DIFERENÇA: A FORMAÇÃO TÉCNICA DAS ALUNAS DO INSTITUTO FEDERAL – CAMPUS TERESINA CENTRAL


PALAVRAS-CHAVES:

Gênero, Mulher, Educação, Trabalho.


PÁGINAS: 211
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO:

As mulheres, ao longo das últimas décadas, obtiveram grandes conquistas sobre seus

direitos na sociedade. São cada vez mais crescentes os níveis de autonomia e de

participação que elas têm adquirido na esfera pública, principalmente em áreas relativas

a educação e trabalho. Sabe-se que ocupam, cada vez mais, os espaços, antes,

considerados masculinos não havendo a mesma reciprocidade por parte dos homens nos

espaços domésticos. Apesar dos avanços, a situação geral, ainda, é de desigualdade de

gênero, sobretudo, na área do trabalho com as mulheres ganhando salários menores, em

funções e atividades mais precarizadas e menos valorizadas, quando comparadas aos

homens trabalhadores. Desse modo, considera-se importante investigar a presença das

mulheres nessa arena da educação e trabalho para identificar os elementos

desencadeadores e influenciadores dessas desigualdades sociais entre os sexos no

processo de formação. Sendo assim, esse estudo tem como objetivo analisar a formação

técnica das alunas do Instituto Federal, Campus Teresina Central, primeira escola

federal de educação profissional e tecnológica que estão inseridas nos cursos de

eletrônica, eletrotécnica e mecânica, considerados tradicionalmente masculinos, a fim

de verificar se essa Instituição contribui para a equidade de gênero requisitada no novo

modelo de educação profissional e tecnológica. Trata-se de um estudo de caráter

qualitativo (BOURDIEU, 2004; GOLDENBERG, 2004; MINAYO, 2007, 2002), com o

propósito de apreensão dos significados dos discursos sobre a formação técnicadas

alunas, cuja coleta de informações se deu através de observação sistemática, analise do

questionário socioeconômico educacional das alunas e entrevistas semiestruturadas,

aplicados com alunas e docentes dos referidos cursos técnicos, compreendendo o recorte

temporal de 2009 a 2014.A relevância social desse trabalho consiste em desvelar a

existência de possíveis desigualdades de gênero no processo de formação profissional

técnica das alunas inseridas em cursos tradicionalmente masculinos. A fundamentação

teórica básica norteia-se numa perspectiva de gênero tomando este como elemento

constitutivo das relações sociais e expressão primeira das relações de poder, através das

concepções de teóricos como (SCOTT, 1990, 1994, 1995; BOURDIEU, 1999, 2002;

FOUCAULT, 1997, 2003); na interface com educação autoras como (LOURO, 1994,

1997, 1999;CARVALHO, 2003, 2010; VIANNA, 1998, 2010) e na esfera do trabalho

(BRUSCHINI, 2000, 2008, 2011; HIRATA, 2002, 2003 2011). Os resultados revelam

que há diferenças, no processo de formação das alunas quando comparadas aos alunos,

que resultam em discriminações e, portanto, desigualdade de gênero nas práticas

docentes e nos requisitos para seleção de estágio. Entretanto, se percebe que as práticas

discriminatórias manifestadas no espaço investigado não sugerem intencionalidade,

parecem serem decorrentes de introjeções de valorese práticas endereçadas ao

masculino e ao feminino, esses adquiridos através dos processos de socialização das

principais instituições básicas. Todavia em meio a produção dessas desigualdades de

gênero, há também as práticas de resistências e empoderamento das mulheres inseridas

nessa instituição escolar.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1446998 - ELIZANGELA BARBOSA CARDOSO
Presidente - 1550487 - MARY ALVES MENDES
Interno - 423633 - RITA DE CASSIA CRONEMBERGER SOBRAL
Notícia cadastrada em: 28/05/2015 16:01
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