Notícias

DEFESA DE DISSERTAÇÃO MARCELA CASTRO BARBOSA

Convidamos toda a comunidade academica para a realização da Defesa de dissertação da discente Marcela Castro Barbosa, trabalho intitulado: PRIMEIRO AS FLORES, DEPOIS AS CRUZADAS: DESCORTINANDO A VIOLÊNCIA CONJUGAL NA VIDA DE MULHERES/MÃES E DOS FILHOS, EM TERESINA-PIsob orientação de Rita de Cássia Cronemberger Sobral.  A defesa acontecerá em 11 de setembro de 2015 (sexta-feira) ás 16:00h na sala de aula do programa de Pós Graduação em Sociologia 337 - CCHL/ UFPI e a banca será composta pelas seguintes professoras:

Presidente: Rita de Cássia Cronemberger Sobral (Profa. Dra. do quadro do PPGS/UFPI

Membro interno - Profª Drª Mary Alves Mendes (professora do quadro do PPGS),

Membro externo - Profª Drª Elizângela Barbosa Cardoso (profa. do Programa de Pós Graduação em História do Brasil- UFPI)

 

RESUMO:

O fenômeno da violência de gênero perpassa as relações sociais construídas por homens e mulheres na sociedade brasileira, deixando marcas no tecido social e na subjetividade dos indivíduos. Na história social da humanidade há predominância da dominação masculina. Isso tem contribuindo para as desigualdades de gênero, relações de poderes desiguais e o aumento da violência, seja ela doméstica, intrafamiliar e conjugal, onde os homens são os agressores. No estudo em questão, tem-se como referência o contexto familiar, casais ou ex-casais com filhos. Desse modo, pretende-se, com esta investigação, compreender como a violência conjugal pode afetar os filhos. Conforme, Saffioti (2004), a violência de gênero deriva de uma organização social de gênero, que privilegia o masculino. É significativo destacar que os filhos presenciam momentos do casal, como relações de afetividade, discussões, agressões físicas, verbais e psicológicas que podem atingir suas vidas, inclusive acarretar violências físicas e psicológicas, pois muitas vezes eles interferem diretamente na violência conjugal. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo, compreender as violências sofridas pelos filhos durante o processo da violência conjugal, através da perspectiva das mulheres/mães. Ou, dito de outro modo, como a violência conjugal atinge os filhos que residiam ou residem com o casal onde a violência está presente. Trata-se de um estudo de caráter predominantemente qualitativo, com o uso de entrevista semiestruturada. A análise discursiva (SPINK, 2010) tratará os dados da realidade em estudo. O espaço dessa investigação acontece na cidade de Teresina-PI, tendo como sujeitos da pesquisa mulheres/mães em situação de violência de gênero ocorrida no lar, com filhos que presenciam ou presenciaram a violência por ela sofrida de seus companheiros ou ex-companheiros, que estão ou já tenham sidos assistidos pela Defensória Pública Estadual, em especial pelo Núcleo de defesa da Mulher em situação de violência, nos últimos cincos anos (2009-2014).  Consideram-se as diferentes classes sociais das vítimas de violência, por entender que a violência de gênero acontece em todas as camadas sociais. Embora tenhamos várias pesquisas sobre a violência contra a mulher, são escassas as investigações sobre a violência conjugal que considerem os filhos. Portanto, a relevância social dessa investigação está em compreender o desdobramento da violência conjugal na vida dos filhos, produzida no ambiente familiar, com o propósito de contribuir com a temática em questão. A fundamentação teórica considera estudos de diferentes autores. A perspectiva de gênero numa concepção de análise relacional e histórica tem por base Scott; Saffioti, Lauretis. As relações de poder, tem por base Foucault e Bourdieu. A compreensão da violência de gênero, doméstica e conjugal, conta com a colaboração de diversos autores:  Azevedo; Gregori; Saffioti; Santos e Izumino; Diniz, & Pondaag. A família contemporânea é considerada nos termos de Singly; Petrini, e Giordani, dentre outros. Os resultados dessa investigação revelados através dos discursos das mulheres/mães demonstram que a violência conjugal atinge também os filho/as, seja de forma direta e/ou indireta, extrapolando o contexto da relação conjugal, afetando toda a família. Além disso, os filhos exigem das mulheres/mães atitudes sobre os tipos de violência sofridos no lar.

PALAVRAS-CHAVE: Violência de gênero; Violência conjugal; violência familiar; Violência contra filhos.

Notícia cadastrada em: 10/09/2015 11:01
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb04.ufpi.br.instancia1 04/06/2020 15:45