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Banca de DEFESA: THERESA RACHEL MENDES DA SILVA RODRIGUES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: THERESA RACHEL MENDES DA SILVA RODRIGUES
DATA: 09/08/2016
HORA: 15:00
LOCAL: SALA DE VIDEO I - CCHL/UFPI
TÍTULO:

"EU SOU JOVEM RURAL E COMVAPEIRO": uma análise das identidades de jovens trabalhadores assalariados rurais nos canaviais da Usina COMVAP/Olho D'Agua no municipio de União-PI.


PALAVRAS-CHAVES:

Palavras-chave:Trabalho, agronegócio, juventudes, identidades.


PÁGINAS: 189
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO:

O estudo presente analisa o processo de constituição das identidades dos jovens assalariados rurais que se inserem no mercado de trabalho sucroalcooleiro na agroindústria COMVAP/Olho D´agua. O lócus da pesquisa foi município de União-PI, onde está situada a referida agroindústria, a qual se encontra em atividade por mais de três décadas na região. O suposto desta pesquisa foi o de que nem todos os jovens assalariados rurais que se inserem no mercado de trabalho na cadeia produtiva da cana de açúcar, têm suas identidades modificadas totalmente, em decorrência do aumento da condição material adquirida com a venda de sua força de trabalho e o experimento de outras sociabilidades de trabalho. O segmento juvenil assalariado rural na cadeia produtiva da cana de açúcar carrega a herança do universo rural, o que faz uso no exercício do trabalho nos canaviais mantendo aspectos no seu modo de vida, que ainda é entendido como atraso em relação a liquidez da contemporaneidade. Entretanto, com o estreitamento das distâncias entre os espaços rural/urbano, outras mentalidades se manifestam entre os jovens que absorvem novos valores e despertam anseios próximos do modo de vida urbano. Assim, novas relações identitárias se reproduzem nas ruralidades, atravessando contextos específicos, como no caso dos sujeitos em questão, permeados de novas nuanças e vivencias também estimuladas pelo assalariamento. Não obstante, os processos identitários se verificam de maneira diferenciada, partem do trabalho que exercem nos canaviais, dos projetos de autonomia que nutrem e dos espaços de sociabilidades que transitam, acionando as identidades que lhes competem, ora jovem rural, ora jovem comvapeiro, mas, sem perder a herança rural.  Esta pesquisa é qualitativa e ancorada metodologicamente no aporte teórico marxista na busca de conhecer o real dirimindo dúvidas e guiando a ação, numa perspectiva transformadora para discutir as categorias agronegócio e trabalho, que representam a base concreta-material do fenômeno pesquisado. Mas, por uma ótica que reconhece a produção de simbologias através das materialidades, a qual “não se deve entender os fatos sociais isoladamente ou abstraídos da influência política, econômica e cultural” (GIL, 1999 p. 40), pois como verificado no campo de pesquisa há uma necessidade de interpretar como as materialidades (o trabalho) determinam a construção das subjetividades dos jovens, principalmente ao acionar e negociar as suas identidades. Os recursos metodológicos usados na pesquisa foram: observação participante, análise de documentos, reportagens e narrativas dos sujeitos nas entrevistas; e ainda o diário de campo foi outro recurso vital para o registro de conversas, lugares, números, informações e dados da geografia local.

 

 



MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1217067 - ERIOSVALDO LIMA BARBOSA
Externo à Instituição - MARCELO SATURNINO DA SILVA - UEPB
Presidente - 423569 - MARLUCIA VALERIA DA SILVA
Notícia cadastrada em: 14/07/2016 15:07
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