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Banca de QUALIFICAÇÃO: ROSELI OLIVEIRA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ROSELI OLIVEIRA SILVA
DATA: 06/12/2016
HORA: 09:30
LOCAL: SALA DE VIDEO I - CCHL/UFPI
TÍTULO: Agricultura familiar e práticas sociais: adaptações e resistências dos (as) agricultores (as) familiares que dialogam com a PNATER, em Bom Jesus-PI
PALAVRAS-CHAVES: Extensão Rural, Agricultura Familiar, Práticas Sociais, Agroecologia
PÁGINAS: 78
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO:

O presente estudo tem como tema central a relação entre agricultura familiar   e extensão rural, cujo objetivo geral é compreender as praticas sociais de adaptações e/ou resistências para um processo de transição agroecológica de agricultores e agricultoras familiares que dialogam com a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (PNATER) em Bom Jesus-PI.

 As categorias analíticas e conceituais básicas que fundamentam a discussão teórica estão relacionadas à extensão rural (Fonseca, Freire, Martine, Sauer, Dias, Neumann, Almeida, Gliesmann, Caporal e Costabeber, Van der Ploeg). Sobre agricultura familiar apoiadas nas discussões (Hugues Lamarche, Nazareth Baudel Wanderley, Delma P. Neves, Wootmann). Do ponto de vista epistemológico, para tratar da relação entre agentes e instituições, o estudo segue a perspectiva de superação da contraposição entre estrutura e agência na teoria sociológica, tomando como referências fundamentais Pierre Bourdieu, Norbert Elias, Boaventura de Sousa Santos e Schimitt.

 Os caminhos metodológicos estão baseados numa abordagem qualitativa, com aplicação de entrevista semiestruturada e observação direta aos agricultores familiares e aos técnicos-extensionistas da regional da ATER publica em Bom Jesus-PI. No tratamento dos dados obtidos pelo trabalho de coleta em campo, serão feitas a transcrição de entrevistas e diários de campo, mapeando-se no conjunto de informações os itens a serem incluídos como variáveis para que permitam a associação de ideias (SPINK, 2000).

 Os serviços de Ater são o ponto-chave para se pensar historicamente no aprimoramento das formas de produção do capitalismo moderno. Em seu contexto histórico, as formas de intervenção para o desenvolvimento ocorreram para satisfazer o avanço da industrialização do país, sendo dessa maneira incorporada à agricultura a mecanização do campo e a adição de fertilizantes e insumos agrícolas, fora estabelecidos em âmbitos de interesses do capital internacional, como também pelos jogos de interesses e poderes das elites políticas do Brasil. Apesar de seus desdobramentos o longo de mais de meio século de atuação, mesmo com a conjuntura de “sucateamento do Estado” na década de 90, abriu-se espaços para uma Ater pluralista (atuação de ONG’s e empresas privadas), o modelo de Ater publica continua sendo problematizado pela sua forma de (inter) ação. A Ater publica atua sob duas vias, a de atendimento aos assentamentos e a outra para os demais agricultores familiares.

Conforme, as diversas lentes que se encontra na literatura sobre agricultura familiar, destaca-se duas contribuições: uma que considera a moderna agricultura familiar como nova categoria, gerada no bojo das transformações experimentadas pelas sociedades capitalistas desenvolvidas. E a outra, que defende ser a  agricultura familiar um conceito com significativas raízes históricas. Esses agricultores camponeses são, historicamente, os responsáveis pela produção de alimentos no Brasil, sujeitos ligados a diferentes trajetórias dos grupos indígenas, negros, mestiços, brancos não herdeiros e imigrantes europeus, alinhados pela posição secundária que ocuparam no modelo de desenvolvimento do país desde sua origem.

Assim, quando se considera a agricultura familiar como integrante das políticas de desenvolvimento e valoriza-a, bem como ao pensar sobre a descentralização e democratização das políticas publicas, eixos para a relativização da tecnobrocracia na atualidade, partindo da compreensão da diversidade, da natureza e a eficiência da agricultura familiar, as lógicas das racionalidades sociais e econômicas não será a mesma de um empresário capitalista. Essa lógica interna assume interfaces com as políticas agrárias e ambientais, como destaque a PNATER e seu enfoque agroecológico, cujo referencial para construção de uma “nova” modalidade de atuação da Ater,  é  porta de entrada para uma ressignificação das categorias socioprofisionais envolvidas no processo e no enfrentamento da crise socioambiental resultante do desenvolvimento de agriculturas convencionais, implementadas nas ultimas décadas.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1167741 - FERDINAND CAVALCANTE PEREIRA
Externo à Instituição - KLENIO VEIGA DA COSTA - UENF
Presidente - 1756788 - SAMUEL PIRES MELO
Notícia cadastrada em: 21/11/2016 09:58
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