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Banca de DEFESA: ALBA VALERIA DE SOUSA BATISTA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALBA VALERIA DE SOUSA BATISTA
DATA: 31/10/2017
HORA: 14:30
LOCAL: SALA DE VIDEO I - CCHL/UFPI
TÍTULO: VIOLÊNCIA DE GÊNERO: o atendimento a mulher em situação de violência doméstica no Hospital de Urgência de Teresina-HUT
PALAVRAS-CHAVES: GÊNERO; VIOLÊNCIA; ATENDIMENTO; SAÚDE
PÁGINAS: 130
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO:

Este estudo tem como tema central a violência de gênero, especificamente, a violência doméstica contra a mulher em interface com a saúde, cujo objetivo consistiu em compreender como se processa o atendimento dos(as) profissionais do Hospital de Urgência de Teresina-HUT às mulheres em situação de violência doméstica. Assim, a categoria gênero torna-se indispensável para análise deste fenômeno, posto que remete a relações desiguais entre os sexos. Trata de uma pesquisa de abordagem qualitativa com aplicação de entrevistas semiestruturadas e observação direta sobre o atendimento profissional cujo tratamento analítico dos dados se deu via análise de discurso. A violência de gênero, especificamente, a violência doméstica contra a mulher foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde - OMS e Organização Pan-Americana de Saúde - OPAS como um grave problema de saúde pública e uma violação aos direitos humanos das mulheres, devido sua magnitude e diversos impactos físicos, emocionais que causam à saúde das mulheres, gerando altos custos para a área da saúde. Este reconhecimento, no entanto, não é percebido nas ações e discursos de muitos profissionais de saúde desde a atenção básica até a alta complexidade, havendo uma invisibilidade do problema nos serviços de saúde em geral. Os resultados desta pesquisa mostraram que os(as) profissionais possuem um conhecimento limitado acerca de gênero e da relação deste com a violência. Em relação ao atendimento profissional percebeu-se que as ações realizadas são fragmentadas e focadas no tratamento das lesões físicas, não havendo, na maioria das vezes, acolhimento e escuta qualificada às mulheres que buscam atendimento nesse serviço de saúde. Sobre os procedimentos e ações no atendimento afirmaram não existir um protocolo de atendimento específico para os casos de violência contra a mulher; há ausência de capacitações na área de gênero que poderia ensejar um atendimento qualificado e especializado; a infraestrutura material e física é inapropriada para um atendimento de qualidade; o quadro de profissionais é insuficiente para a grande demanda de atendimentos do hospital; o tempo exíguo para o atendimento aos(as) usuários(as) acaba sendo um obstáculo para atendimentos a mulheres que sofreram violência doméstica, visto que a disponibilidade de tempo é um fator importante  para realização de uma escuta qualificada e acolhimento satisfatório. Os(as) profissionais desconhecem a Rede de Atendimento a Mulher em Situação de Violência e não se reconhecem como membros integrantes desta, nem há articulação com outros serviços da rede; Os casos de violência doméstica contra a mulher, na maioria das vezes, não são registrados de forma clara e direta no prontuário favorecendo a sua subnotificação e contribuindo para a invisibilidade do problema nesse serviço. Sabe-se que os serviços de saúde, especificamente, os hospitais de urgência são pontos estratégicos para identificar e atuar sobre o problema da violência, visto que são as principais portas de entrada dessas mulheres na Rede de Atendimento. Conclui-se, portanto ser necessário repensar o atual modelo de atendimento institucional às mulheres em situação de violência, melhorando a qualidade da sua infraestrutura material e de pessoal, além de investimento em capacitações e treinamentos específicos sobre o tema gênero para os(as) profissionais da instituição. Sugere-se, ainda, a criação de equipes de referência para acolher esta demanda, além do uso de estratégias de sinalização e indicação para as usuárias que a instituição é um ponto de apoio para atendimento e enfrentamento da violência, para tanto se faz necessário melhorar a ambiência hospitalar, criando espaços discretos e reservados para o atendimento dessas usuárias a fim de que se sintam acolhidas, seguras e encorajadas para romperem com o ciclo da violência e o silêncio acerca da violência sofrida, denunciando seus agressores abrindo, assim, caminhos em direção a uma vida digna e livre de violência.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 6422171 - INEZ SAMPAIO NERY
Presidente - 1550487 - MARY ALVES MENDES
Interno - 423633 - RITA DE CASSIA CRONEMBERGER SOBRAL
Notícia cadastrada em: 13/10/2017 10:46
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