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Banca de DEFESA: LIANA LIMA GONCALVES AZEVEDO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LIANA LIMA GONCALVES AZEVEDO
DATA: 26/10/2017
HORA: 14:30
LOCAL: SALA DE VIDEO I - CCHL/UFPI
TÍTULO: As ambiguidades da participação feminina no tráfico de drogas: o discurso de mulheres sentenciadas em Teresina – PI.
PALAVRAS-CHAVES: GENERO, MULHERES, TRÁFICO DE DROGAS, PODER
PÁGINAS: 127
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO:

O crime tem sido estudado a partir de uma perspectiva de masculinização da delinquência, invisibilizando as práticas delituosas femininas. Todavia, sabe-se que há  um crescimento da participação de mulheres no crime e em cargos de liderança, sobretudo no que se refere ao tráfico de drogas. Por que estão inseridas no tráfico de drogas e como se processa essa participação? O objetivo geral desse estudo é compreender a dinâmica das relações de gênero que envolve essas mulheres traficantes. De maneira específica buscou-se averiguar os motivos dos seus envolvimentos com o narcotráfico; identificar os lugares que têm ocupado nesse contexto estabelecendo relações entre as funções exercidas no crime e os papeis de gênero que lhes são atribuídos tradicionalmente na sociedade. Para tanto, tomou-se os discursos das detentassentenciadas na PFT-PI pelo comércio de entorpecentes. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, com aplicação de entrevistas semiestruturadas e categorizadas na forma de Mapas de associação de ideias (SPINK,2010), apreciadas analiticamente via Análise de Discurso Crítica (ACD). As categorias conceituais centrais que fundam a base teórica dessa produção dizem respeito a gênero (SCOTT, 1995), entendido como elemento constitutivo das relações sociais e relações de poder que se apresentam tanto em nível estrutural, como microfisico (BOURDIEU, 2002 FOUCAULT, 1997); ao tráfico de drogas enquanto delito (BECKER, 2008). Dos resultados da investigação infere-se que as referidas mulheres vivenciam ambiguidades de posições sociais no contexto do narcotráfico a depender de com quem se relacionam: ora foram envolvidas sem que tivessem arbítrio, ora envolveram-se para romper com o lugar marginal reservado historicamente a elas; ora foram envolvidas porque lhes cabia enquanto mulher-mãe-esposa, ora negaram esses papeis e buscaram subverter o status quo pela criminalidade. Verificou-se, assim, certa fluidez relacional de posições sociais que as fazem ambiguamente protagonistas e subjugadas


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1550487 - MARY ALVES MENDES
Interno - 423633 - RITA DE CASSIA CRONEMBERGER SOBRAL
Externo ao Programa - 1585600 - ROSSANA MARIA MARINHO ALBUQUERQUE
Notícia cadastrada em: 23/10/2017 10:02
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