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Notícias

Banca de DEFESA: MACILANE GOMES BATISTA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MACILANE GOMES BATISTA
DATA: 26/03/2018
HORA: 14:30
LOCAL: SALA DE VIDEO I - CCHL
TÍTULO: GENERO, VIOLENCIA CONTRA MULHER E A ASSISTÊNCIA SOCIAL: PERCEPÇÃO DE GÊNERO DOS PROFISSIONAIS DO CENTRO DE REFERENCIA ESPECIALIZADA DA ASSISTENCIA SOCIAL-CREAS NO ATENDIMENTO ÀS MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA EM TERESINA - PI
PALAVRAS-CHAVES: Gênero, Violência Contra Mulher e a Assistência Social
PÁGINAS: 164
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO:

As múltiplas expressões da violência de gênero, especificamente a violência contra a mulher, situa-se como tema central deste estudo. Tal violação (ões) significa, dentre vários aspectos, assumi-la (s) como assunto de políticas públicas, problematizando seu enfrentamento em face da institucionalidade vigente, mas, principalmente, adotando estratégias governamentais para proteger socialmente as mulheres. Este cenário tem o intuito de vislumbrar os avanços legais que referenciam garantias e direitos específicos às mulheres e, ao mesmo tempo, o desafio cotidiano do trabalho das equipes multidisciplinares que, dentre suas várias funções, está em atender os indivíduos e suas famílias em situação de risco social e pessoal. A presente investigação visa identificar a percepção de gênero que atravessa o atendimento dos profissionais dos CREAS às mulheres em situação de violência. O objeto de estudo baseia-se no fato de que a assistência social é integrante da rede de atendimento especializado à mulher em situação de violência, conforme preceitua as legislações e diretrizes, tanto da política de enfrentamento à violência contra as mulheres, bem como da própria política de assistência social, considerando, desta última, suas finalidades institucionais, perfil de público e dos referidos profissionais para atuação. Destes profissionais são exigidas diversas competências e habilidades, dentre elas, o enfoque de gênero. Pressuponho que o gênero é essencial como categoria analítica e de instrumentalização técnica no contexto profissional para uma efetiva atuação com diferentes indivíduos e famílias que se constituem como públicos diretos. Nesse aspecto, desenvolvi uma pesquisa por meio de uma abordagem predominantemente qualitativa. O estudo de caso foi uma técnica utilizada com os profissionais do CREAS/Norte, pois permitiu aprofundar questões no âmbito dos significados, aspirações, crenças, valores que se expressam no campo das relações, dos processos, dos fenômenos e representações sociais. Na operacionalização da investigação, foi realizado estudo bibliográfico e documental, além de entrevistas estruturadas individuais e em grupo com os cinco técnicos de referência no atendimento do CREAS (gerente, assistentes sociais, duas psicólogas) para a construção dos dados. No tratamento analítico dos dados foi utilizado a análise de discursos destes profissionais, levando em conta a transversalidade da percepção de gênero, a partir do público referenciado, o procedimento de trabalho adotado, da performance na articulação em rede. Para tal análise, foi adotada uma perspectiva que considere as representações sobre a realidade da violência contra a mulher e seu enfrentamento historicamente constituídos de disputas simbólicas e relacionais inerentes a contextos diversos. Os aportes teóricos que se articulam nesta pesquisa consistem no pensamento de Scott (1995) e Foucault (2014), para compressão de gênero como elemento constitutivo das relações sociais e de poder; além dos estudos de Oliveira e Cavalcanti (2007), Grossi (1998), Piscitelle (2002), Pasinato (2015), Laurentis (1994), Bandeira (2005) e Saffioti (2004), dentre outros que permitem a reflexão sobre gênero e violência contra a mulher. Considera-se a importância desse estudo por destacar a construção de papéis masculinos e femininos que atravessam relações de dominação produzindo a violência contra a mulher e, nesse processo, a subordinação feminina. Enfatiza-se que não é natural, nem estática e imutável, portanto, transformável. Sua desconstrução e/ou desnaturalização é processo social e histórico, sob entendimento que tais relações de poder são plurais, constituídas, instituídas e atravessam toda a sociedade.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 423580 - MARIA DALVA MACEDO FERREIRA
Presidente - 4221710 - MARIA ROSANGELA DE SOUZA
Interno - 423633 - RITA DE CASSIA CRONEMBERGER SOBRAL
Notícia cadastrada em: 16/03/2018 17:01
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