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Banca de DEFESA: MARINA PINHEIRO SOUSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARINA PINHEIRO SOUSA
DATA: 28/05/2018
HORA: 08:30
LOCAL: Sala de Defesa - Nº 317/CCHL
TÍTULO: VIOLÊNCIA DE GÊNERO: OS SIGNIFICADOS PRODUZIDOS POR MÃES/RESPONSÁVEIS SOBRE O ABUSO SEXUAL INTRAFAMILIAR INFANTO-JUVENIL FEMININO
PALAVRAS-CHAVES: Gênero. Abuso Sexual intrafamiliar. Filhas e Mães.
PÁGINAS: 135
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO:

O estudo trata da discussão sobre a violência sexual, na perspectiva de gênero, tendo como ênfase o abuso sexual intrafamiliar de crianças e adolescentes, fenômeno persistente que perpassa por múltiplas relações sociais construídas pelos sujeitos sociais na sociedade brasileira, estando presente independente de raça, etnia, classe social, geração. A violência de gênero se apresenta sob as mais diversas formas e com grandes repercussões para as mulheres, sendo elas adultas ou crianças, e para suas famílias, assim como, para a sociedade e o Estado, tendo em vista demandar políticas de enfrentamento desse fenômeno social. Na história social da humanidade, no que se refere às relações entre os sexos, há predominância da dominação masculina sobre as mulheres, estabelecendo desigualdades de gênero, relações de poderes desiguais e contribuindo ou mesmo provocando violência contra mulheres. O estudo teve como objetivo analisar os significados produzidos pelas mulheres/mães de meninas vítimas sobre o abuso sexual intrafamiliar infanto-juvenil feminino. Trata-se de um estudo de caráter predominantemente qualitativo, com o uso de entrevista semiestruturada para a apreensão das perspectivas das sujeitas pesquisadas, com apoio do diário de campo para anotações complementares as entrevistas. A análise discursiva (SPINK, 2010) tratará os dados da realidade em estudo.  A pesquisa aconteceu na cidade de Teresina-PI, tendo como sujeitas da pesquisa mães/responsáveis de crianças e adolescentes do gênero feminino que foram vítimas de abuso sexual no âmbito familiar, que estão ou já tenham sido atendidas pelos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e pela Casa de Zabelê, nos últimos dois anos (2015-2017). Consideram-se as diferenças classes sociais das vítimas de violência, por entender que a violência de gênero está presente em todas as classes sociais. Embora tenham várias pesquisas sobre abuso sexual intrafamiliar infantojuvenil feminino, são escassas as investigações que trata tal fenômeno como violência de gênero, além de pesquisar as mães/responsáveis. Portanto, a relevância social dessa investigação está em compreender os significados do abuso sexual intrafamiliar infantojuvenil feminino nos discursos de mães/responsáveis das vítimas, com o propósito de contribuir com a temática em questão.  A fundamentação teórica foi elaborada através da contribuição de diversos autores. A perspectiva de gênero numa concepção de análise relacional e histórica tem por base Scott (1989, 2012); Saffioti (1999, 2004, 2005), Lauretis (1994). A ênfase nas relações de poder tem por base Foucault (2016) e Bourdieu (1998, 2002). A compreensão da violência de gênero intrafamiliar, houve a contribuição de: Azevedo (1985); Saffioti (1995,2004; 2001); Pateman (1993); Azevedo e Guerra (2011), entre outros. A família contemporânea é considerada nos termos de Narvaz e Koller (2004); Ney (1995); Castell (1999,2010); Singly (2007); Petrini (2005), e Goldani (1993), dentre outros. Na reflexão a cerca da mãe no cenário da violência, buscou analisar Botelho (2014), Cantelmo (2010), Goldferd (2000), Habigzang (2006), Machado (2006); Motta (2008), Narvaz (2005) entre outros. Os resultados dessa investigação revelados atráves dos discursos das mães/responsáveis demonstram que o abuso sexual intrafamilia infantojuvenil feminino atinge toda a dinâmica familiar, seja de forma direta e/ou indireta, extrapolando o contexto entre a vítima primária e o agressor. Além dissos, a transgeracionalidade é fator importante nas famílias vítima do abuso sexual, influenciando na denúncia ou não da violência sofrida pela filha, provocando muitas vezes conflitos e rupturas nas relações parentais e nas redes familiares e sociais.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1446998 - ELIZANGELA BARBOSA CARDOSO
Interno - 1550487 - MARY ALVES MENDES
Presidente - 423633 - RITA DE CASSIA CRONEMBERGER SOBRAL
Notícia cadastrada em: 16/05/2018 10:33
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb04.ufpi.br.instancia1 11/08/2020 04:02