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Banca de DEFESA: ERIKA CAROLINA PORTO DE GOIS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ERIKA CAROLINA PORTO DE GOIS
DATA: 17/12/2018
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de Video II - CCHL
TÍTULO: VELHICES E MASCULINIDADES: UM ESTUDO DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS ENTRE HOMENS IDOSOS PARTICIPANTES DE GRUPOS DE CONVIVÊNCIA
PALAVRAS-CHAVES: Velhices masculinas; Homens; Representações Sociais; Grupo de Convivência.
PÁGINAS: 113
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO:

Em todo o mundo visualiza-se um processo de envelhecimento populacional que acarreta várias alterações socioeconômicas e políticas. Amplia-se o entendimento da existência de velhices evidenciando a pluralidade e heterogeneidade desse fenômeno. Quando se trata da velhice masculina ressaltam-se as dificuldades vivenciadas pelos homens nessa fase da vida, quando se confrontam os discursos de masculinidade e as práticas sociais, especialmente, nos aspectos relacionados ao trabalho, família, sexualidade e autocuidado. Destarte, o presente estudo tem como objetivo geral analisar as representações sociais das velhices masculinas entre homens idosos participantes de grupos de convivência. Pauta-se na Teoria das Representações Sociais de Serge Moscovici porque permite aprofundar os múltiplos saberes e partilha das experiências possíveis na velhice uma vez que propõe revisitar os conceitos empreendidos na história, tornar familiar algo que seja estranho em algum momento pretendendo travar novos diálogos e escolhas na construção das identidades, motivando uma ciência mais próxima do cotidiano. Trata-se de uma pesquisa quantitativo-qualitativo com dados transversais e por conveniência. Define-se como indicadores de inclusão: homens com no mínimo 60 anos, capacidade cognitiva preservada para manter um raciocínio lógico e boa comunicação com a pesquisadora; participarem há pelo menos um ano (12 meses) do grupo. Nessas condições encontrou-se cincohomens que integram o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos de idosos ofertado nos Centros de Referência da Assistência Social do município de Parnaíba, Piauí. Com o intuito de conhecer o perfil dos participantes, fez-se o uso de questionários sociodemográficos; para conhecer as representações sociais optou-se pela Técnica de Associação Livre de Palavras (TALP) e entrevistas semiestruturadas. Os homens idosos representam sua velhice como tempo de perdas fisiológicas e sociais, sincrônico a isso, se eleva a experiência e exige-se do indivíduo idoso aceitação das mudanças advindas do processo de senescência que inclui comorbidades e limitações em algumas habilidades e práticas cotidianas. Diferente dos discursos dominantes sobre masculinidades encontrou-se nessa pesquisa homens que reconhecem a importância do autocuidado e se inserem em grupos de convivência pela própria vontade. Os grupos de convivência são referenciados pelos homens como ambiente propício de saúde, socialização e aprendizado atuando como estratégia para combater o isolamento social preservando a auto-estima, vínculos de amizade e práticas de cuidado. A principal dificuldade dessa pesquisa foi encontrar homens com mais de doze meses de participação nos grupos de convivência. Espera-se que os resultados dessa dissertação contribuam para ampliar o conhecimento acerca da velhice masculina especialmente no que tange as representações dos homens idosos sobre os grupos de convivência tornando-se fundamento para repensar as políticas direcionadas aos homens idosos de modo a contemplar suas demandas e desejos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1551072 - LUDGLEYDSON FERNANDES DE ARAUJO
Externo à Instituição - MARIA DA PENHA LIMA COUTINHO - UFPB
Interno - 4221710 - MARIA ROSANGELA DE SOUZA
Notícia cadastrada em: 29/11/2018 09:12
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