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Banca de QUALIFICAÇÃO: MARIA GABRIELA ARAÚJO MENDES
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA GABRIELA ARAÚJO MENDES
DATA: 01/07/2019
HORA: 14:00
LOCAL: Sala 740 - CMRV
TÍTULO: Susceptibilidade in vitro de agentes da cromoblastomicose a estatinas isoladas e em combinação com antifúngicos convencionais
PALAVRAS-CHAVES: Inibidores de 3-hidroxi-3-metilglutaril-CoA redutase; Triazólicos; Fonsecaea pedrosoi
PÁGINAS: 70
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

A cromoblastomicose é uma infecção subcutânea, granulomatosa e crônica causada pela inoculação traumática de fungos da família Herpotrichiellaceae. O tratamento fundamenta-se nas características clínicas do paciente, bem como na identificação do agente etiológico. Essa micose, no entanto, não possui terapia de escolha. Nesse sentido, o reposicionamento de fármacos presentes no mercado pode ser uma alternativa. As estatinas compõem uma classe de moléculas que atuam na redução dos níveis séricos de colesterol por meio da inibição da enzima 3-hidroxi-3-metilglutaril-CoA redutase, a qual está envolvida na biossíntese de esteróis, tais como colesterol e o ergosterol. Este último é considerado um dos principais componentes da membrana celular fúngica. Tendo em vista o mecanismo de ação das estatinas, espera-se que esses fármacos possuam atividade antifúngica. Desse modo, o presente estudo objetivou avaliar a susceptibilidade fúngica in vitrode agentes da cromoblastomicose à sinvastatina isolada e em combinação com quatro antifúngicos (itraconazol, posaconazol, terbinafina e anfotericina B). O ensaio de atividade antifúngica foi realizado de acordo com o documento M38-A2 do Clinical and Laboratory Standards Institute. O perfil de interação entre a sinvastatina e os antifúngicos foi avaliado pelo método de tabuleiro de xadrez. A interação existente entre os fármacos foi obtida através do cálculo do Índice Fracionário de Concentração Inibitória (IFCI). Para análise das alterações morfológicas de Fonsecaea pedrosoiATCC 46428, causadas pela combinação que apresentou menores valores de IFCI, foram obtidas imagens por microscopia de força atômica. A sinvastatina não inibiu os fungos (n=20) na faixa de concentração testada (CIM > 256 μg/mL). No entanto, as combinações de itraconazol/sinvastatina e de posaconazol/sinvastatina foram sinérgicas contra dezenove dos vinte isolados investigados (IFCI = 0,24 – 0,5). As demais combinações foram sinérgicas para apenas algumas amostras fúngicas. Não houve antagonismo dentre as associações avaliadas. Ao analisar as imagens microscópicas foi possível observar alterações morfológicas na membrana da célula fúngica, podendo-se verificar a ruptura da mesma e o extravasamento do conteúdo intracelular da cepa tratada com a associação de itraconazol/sinvastatina, quando comparada aos controles. Com base nos resultados, pode-se constatar que a sinvastatina em associação com antifúngicos triazólicos apresenta sinergismo, sendo estas combinações promissoras no tratamento da cromoblastomicose.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1640496 - ANNA CAROLINA TOLEDO DA CUNHA PEREIRA
Externo ao Programa - 2266284 - FRANCIELE BASSO FERNANDES SILVA
Presidente - 2147346 - TATIANE CAROLINE DABOIT

Cadastrada em: 21/06/2019
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SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb04.ufpi.br.instancia1 24/06/2019 18:43