Esta dissertação investiga se a presença de um partido na arena legislativa municipal funciona como antecedente eleitoral de sua conquista posterior do Poder Executivo local. O caso analisado é o Partido Social Democrático (PSD), legenda fundada em 2011 que, entre os ciclos eleitorais de 2012 e 2024, tornou-se a maior força municipal do Brasil, elegendo 891 prefeitos em sua última disputa. A hipótese central é que, entre os municípios que o PSD ainda não havia conquistado até o ciclo t, quanto maior a proporção de cadeiras conquistadas pelo partido na Câmara Municipal nesse ciclo, maior o risco de o PSD conquistar a prefeitura pela primeira vez no ciclo seguinte, t+1, mecanismo denominado efeito trampolim legislativo. A unidade de análise é o município-ciclo, cobrindo as transições eleitorais de 2012 para 2016, de 2016 para 2020 e de 2020 para 2024, com dados do TSE e do IBGE. A pesquisa adota um desenho explanatório-sequencial de métodos mistos: uma fase quantitativa, estruturada como um modelo de duração em tempo discreto (pooled logit), e uma fase qualitativa de rastreamento de processos em municípios selecionados no Piauí, Paraná e Tocantins.