Introdução: A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é caracterizada pelo quadro de síndrome gripal associada à dispneia, saturação menor ou igual a 94% em ar ambiente, desconforto respiratório, hipotensão ou insuficiência respiratória aguda. Na população pediátrica destaca-se o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), especialmente em menores de um ano, por se relacionar diretamente com a ocorrência da SRAG. Em âmbito mundial, esse vírus acomete milhares de crianças anualmente, gerando altos índices de internações e mortalidade. No Brasil, observa-se cenário semelhante, sobretudo com aumento dos casos em algumas regiões, a exemplo do Nordeste. Objetivo: Analisar os casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave pelo Vírus Sincicial Respiratório em menores de um ano no Nordeste brasileiro. Método: Estudo transversal, analíco e retrospectivo, com abordagem quantitativa e censitária, baseado na análise de dados secundários extraídos do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica de Gripe (SIVEP-GRIPE), referente às fichas de notificação de SRAG por VSR em menores de um ano de indivíduos hospitalizados no serviço público e privado da Região Nordestina do Brasil. Os dados foram exportados para tabelas no formato Microsoft Excel®, categorizados segundo as variáveis de interesse e unificado em um único banco de dados. As análises apresentadas correspondem a resultados preliminares, obtidos por meio de estatística descritiva, utilizando frequências absoluta e relativa. Conforme a Resolução nº 510/2016, que dispõe, entre outras tratativas, sobre pesquisas com dados secundários de domínio público, a presente pesquisa não foi submetida ao Comitê de Ética. Resultados Parciais: Foram registrados 15.694 casos de SRAG por VSR em menores de um ano entre os anos de 2019 e 2025, observando-se redução do número de casos em 2020 e aumento nos anos subsequentes. A variável nosocomial apresentou 13.220 registros válidos, revelando 97,81% dos casos de origem comunitária. Quanto aos aspectos sociodemográficos relacionados à infecção, observou-se predominância do sexo masculino, idade entre 0 a dois meses, residência em zona urbana e procedência do estado de Bahia. Entre os menores de seis meses (n=12.202), foram identificados, entre os registros válidos, 1.315 lactentes amamentados para 668 não amamentados. Além disso, a tosse, desconforto respiratório, dispneia, febre e saturação menor que 95% constituíram os principais sinais e sintomas associados. Em relação às comorbidades, devido à elevada incompletude de dados, superior a 90%, não foi possível realizar análises consistentes correlação dessa variável. Quanto aos indicadores de gravidade, avaliados por meio da internação em Unidade de Terapia Intensiva, uso de suporte ventilatório e evolução dos casos, constatou-se maior frequência desses desfechos entre crianças de 0 a 2 meses, não amamentados, com uso de antiviral com coinfecção, sobretudo pelo rinovírus.