Dissertações/Teses

2017
Descrição
  • ANDREIA KARLA DE CARVALHO BARBOSA CAVALCANTE
  • AVALIAÇÃO DA CULTURA DE SEGURANÇA DO PACIENTE EM HOSPITAL DE ENSINO
  • Orientador : LIDYA TOLSTENKO NOGUEIRA
  • Data: 10/07/2017
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  • Introdução: A cultura de segurança é o somatório de valores voltados para o compromisso de discutir e aprender com os erros a partir da identificação das ameaças latentes e incorporação de sistema não punitivo para o relato e análise dos erros. Objetivo: Avaliar a cultura de segurança do paciente entre os profissionais de saúde atuantes em um hospital de ensino. Método: Trata-se de um estudo transversal, analítico, realizado em um hospital geral, público, de grande porte, de Teresina, com amostra de 320 profissionais de diversas categorias. A coleta de dados ocorreu no período de julho a setembro de 2016, por meio do Hospital Survey on Patient Safety Culture, processado no software Statistical Package for the Social Sciences, versão 23.0, e calculadas estatísticas descritivas para as variáveis quantitativas, e frequências para as qualitativas. Os testes executados foram de Kolmogorov-Smirnov, Mann-Whitney e de Kruskal-Wallis, com realização do pós-teste de Tukey e de Correlação de Spearman com as análises realizadas ao nível de significância de 5%. Para a análise da consistência interna, utilizou-se o coeficiente Alpha de Cronbach. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí. Resultados: Na amostra predominou sexo feminino (80,6%), com idade média de idade de 45,5 anos, ensino médio (41,9%), técnicos ou auxiliares de enfermagem (58,4%), em exercício há 21 anos ou mais no hospital e na mesma unidade, com carga horária semanal de 20 a 39 horas (84,4%) tendo contato direto com o paciente (96,2%), com média de atuação na especialidade ou profissão de 17,2 anos. Apresenta ponto forte na dimensão Aprendizado Organizacional e, dimensões que necessitam de melhoria: Pessoal, Resposta não Punitiva aos Erros, Percepção Geral da Segurança do Paciente e Frequência de Eventos Relatados. Quanto ao Índice de Cultura de Segurança (ICS) as dimensões Pessoal e Resposta não Punitiva aos Erros obtiveram valores mais próximos da área de melhoria.  As dimensões foram agrupadas em três níveis, tendo maior média de ICS do paciente para o “âmbito das unidades”, com diferença estatisticamente significativa (p<0,001). A correlação da segurança do paciente e eventos relatados foi positiva com uma diferença estatisticamente significativa (p<0,001), entre as dimensões Percepção Geral da Segurança do Paciente, Frequência de Eventos Relatados, Grau de Segurança do Paciente e Número de Eventos Relatados nos Últimos 12 Meses. A consistência interna do questionário foi de 0,801, com boa confiabilidade. Os comentários dos profissionais de saúde quanto à cultura de segurança do paciente em relação aos erros ou relato de eventos no hospital, concentraram-se na categoria Dificuldades ou aspectos considerados como barreira ou dificultadores na segurança do paciente; evidenciando que há vários aspectos que favorecem o surgimento do erro e da subnotificação. Conclusão: Há um longo caminho a percorrer para que a cultura de segurança do paciente efetivamente se priorize e para isso, é necessária a consonância de objetivos entre formuladores de políticas, gestores e profissionais de saúde. O estudo evidenciou avanços ao mostrar a visão multidisciplinar sobre a cultura de segurança do paciente no hospital.

  • AMANDA DELMONDES DE BRITO FONTENELE FERNANDES
  • ADAPTAÇÃO CULTURAL E VALIDAÇÃO DE CONTEÚDODA “ESCALA DE ADAPTAÇÃO A OSTOMIA DE ELIMINAÇÃO (EAOE)” PARA USO NO BRASIL
  • Orientador : GRAZIELLE ROBERTA FREITAS DA SILVA
  • Data: 08/06/2017
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  • A confecção de um estoma altera significativamente a relação entre a pessoa e seu mundo social, sendo necessário conhecimentos sobre o seu problema de saúde, com ensino individual para que as ações de adaptação/autocuidado tenham sucesso. Considerando a falta de um instrumento de avaliação de adaptação específico para pessoas estomizadas no Brasil, verificado após revisão de literatura de estudos sobre o tema em nosso meio, o objetivo deste estudo foi realizar a adaptação cultural da Escala de Adaptação a Ostomia de Eliminação (EAOE) para a língua portuguesa do Brasil. A EAOE foi construída e validada por Sousa, Santos e Graça (2015), em Portugal, e tem como finalidade avaliar a adaptação do paciente com estomia de eliminação. Após contato com a autora principal do instrumento original e obtenção de sua autorização para o desenvolvimento do processo de adaptação, o projeto também recebeu aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Universidade Federal do Piauí-UFPI, protocolo nº 1.554.321. Constituiu-se de estudo do tipo metodológico, cujas etapas da adaptação cultural foram baseadas em Beaton et al. (2007). Foram elas: adequação para o português do Brasil; comitê de especialistas; e pré-teste com a população em estudo. Posteriormente, procedeu-se à validação de conteúdo, embasada em Pasquali et al. (2010),com comitê de juízes. A pesquisa cumpriu todas as recomendações da Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde. Na primeira fase, a escala original foi adequada pela pesquisadora para o português brasileiro. Em seguida, as duas versões, original e adaptada, foram enviadas para sete especialistas avaliarem as equivalências semântica, idiomática, cultural e conceitual, obtendo-se, assim, uma nova versão, que foi submetida ao pré-teste com 30 estomizados de um centro integrado de saúde da capital do Piauí, que também responderam a questionários sociodemográficos e de formação. A versão oriunda dessas análises foi enviada para um comitê de três juízes para a realização da validação de conteúdo. O coeficiente de validade de conteúdo da escala atingiu valores de 0,9 para os critérios: clareza de linguagem, pertinência prática e relevância teórica, e, para a categoria “dimensão”, o kappa médio teve valor moderado (0,587). O processo de adaptação cultural da EAOE teve desempenho satisfatório, porém é necessário que sejam testadas as propriedades psicométricas dessa versão.

  • GIRLENE RIBEIRO DA COSTA
  • BEM-ESTAR E ALTERAÇÕES DE SAÚDE NA COMUNIDADE DOCENTE UNIVERSITÁRIA
  • Orientador : MARCIA TELES DE OLIVEIRA GOUVEIA
  • Data: 05/05/2017
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  • O bem-estar no trabalho é um sentimento agradável que se origina das situações vivenciadas na execução das tarefas. No ambiente universitário, os docentes estão suscetíveis às tensões geradas pela constante responsabilidade inerente ao processo de ensino-aprendizagem. O objetivo deste estudo foi analisar o bem-estar e as alterações de saúde apresentadas pela comunidade docente universitária. Trata-se de estudo transversal, descritivo com participação de 32 docentes do Departamento de Enfermagem de Universidade Pública, por amostragem não probabilística do tipo intencional, utilizados os instrumentos de: caracterização sócio demográfica e profissional; avaliação de alterações de saúde e seu tratamento e a Escala de Bem-Estar no Trabalho, para coleta de dados no período de outubro a dezembro de 2016. Os dados foram processados e categorizados, por dupla digitação em planilha do Excell e depois exportados e analisados no programa software Statistical Package for the Social Science versão 21.0. Realizou-se a análise descritiva das variáveis sócio demográficas, profissionais e as de alterações de saúde. Nas variáveis qualitativas obteve a descrição de frequências absolutas e relativas, nas variáveis quantitativas foi realizada a descritiva de posição através da média. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, sob protocolo nº 45417115.9.0000.5393. 93,8% dos participantes eram do sexo feminino, 78,1% casadas, idade média de 45,5 anos, referiram ter dois ou mais filhos (59,4%); carga horária de trabalho semanal de 40h (84,4%), renda por salário mínimo de 15,81, tempo no cargo/função 3-14 anos (62,5%); as alterações de saúde mais frequentes: cansaço físico e/ou mental (71,9%), estresse (46,9%), tensão (43,8%), falta de disposição para prática de exercícios (43,8%), irritação nos olhos, garganta e narina (43,8%), ansiedade (40,6%), insônia/dificuldade de conciliar o sono (40,6%). Ao analisar as variáveis do afeto positivo, os profissionais expressaram moderadamente o que sentiam nos últimos seis meses, prevalecendo: alegre (50,0%), contente (50,0%). Nas variáveis de afeto negativo prevaleceram com nem um pouco: deprimido (81,3%); nervoso (75,0%). E com um pouco: Irritado (50,0%); chateado (50,0%); preocupado (50,0%), a variável ansioso apresentou valor igualitário entre nenhum pouco e um pouco (34,4%). Na análise correspondente as realizações no trabalho concordaram totalmente: realizo o meu potencial (43,8%); desenvolvo habilidades que considero importantes (56,2%); realizo atividades que expressam minhas capacidades (50,0%). Nos seguintes itens afeto positivo α= 0,93 afeto negativo com α= 0,91; e realização/expressividade com α=0,89. A média para a amostra do afeto positivo foi de 3,17 (dp=1,06), em uma escala de 1 a 5. Para afeto negativo, foi encontrada a média de 1,68 (dp=0,79) e para o fator realização, a média foi de 4,19 (dp=0,78). Conclui-se que o grau de bem-estar dos docentes é moderado, entretanto merece destaque o aspecto referente aos afetos negativos, que podem estar presentes devido ao cansaço físico/ou mental, estresse e tensão. Indicando a necessidade dos docentes adotarem um estilo de vida mais saudável, pois a prevenção de doenças entre esses trabalhadores poderá impactar positivamente no bem-estar geral deles e no trabalho.

  • ANA LÍVIA CASTELO BRANCO DE OLIVEIRA
  • TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO TRANSCULTURAL DO CUESTIONARIO PARA DETECCIÓN DEL SÍNDROME DEL EDIFÍCIO ENFERMO PARA TRABALHADORES DE SAÚDE BRASILEIROS
  • Orientador : MARCIA ASTRES FERNANDES
  • Data: 18/04/2017
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  • A mensuração de fenômenos em Saúde possui implicação na detecção precoce de agravos. Neste sentido, a carência de instrumentos direcionados a Saúde do Trabalhador no Brasil dificulta o avanço científico e abre possibilidade de internacionalização por meio do uso de materiais estrangeiros de mensuração de fenômenos, visto que a mesma perspectiva pode ser estudada em diferentes complexos culturais. No contexto do adoecimento do trabalhador de saúde figuram os fatores ambientais e relacionamentos interprofissionais, os quais quando mal aplicados trazem malefícios a saúde física e emocional do trabalhador. O Cuestionario Para Detección del Síndrome del Edifício Enfermo emerge como importante instrumento de coleta das informações sobre as queixas levantadas pelos ocupantes de edifícios patógenos procurando a definição precisa destas, assim como a sua magnitude e distribuição. Logo, o objetivo deste estudo foi traduzir e adaptar transculturalmente o Cuestionario para Detección del Síndrome del Edifício Enfermo para o contexto de trabalhadores de saúde brasileiros. Realizou-se um estudo transversal e quantitativo, a partir do consentimento da autora do questionário original. O instrumento foi submetido as etapas de adaptação transcultural sendo 2 traduções iniciais independentes, 1 síntese das traduções, 2 retrotraduções independentes, comitê de especialistas e pré-teste realizado com 40 trabalhadores de saúde de um edifício referência hospitalar. Os trabalhadores foram convidados a responderem o questionário, além de formulário de coleta de dados elaborado pelas autoras. Após a modificação de itens e substituição de termos, foi obtida uma versão adaptada. Pode-se concluir que após a adaptação transcultural para o português do Brasil, o questionário em questão poderá ser utilizado na realidade dos trabalhadores de saúde brasileiros.

  • LAELSON ROCHELLE MILANÊS SOUSA
  • REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DO HIV/AIDS POR IDOSOS
  • Orientador : MARIA ELIETE BATISTA MOURA
  • Data: 23/02/2017
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  • O estudo tem como objeto as Representações Sociais do HIV/Aids por idosos. A problemática tem mais de três décadas e continua sendo um importante objeto de investigação social. Sabe-se que seu perfil epidemiológico tem sofrido profundas transformações e o número de infectados, com mais de 50 anos de idade, aumentou de forma expressiva.Além disso, a adesão às terapias antirretrovirais proporcionou aumento da expectativa de vida aliadas ao envelhecimento populacional geral. A pesquisa teve como objetivos apreender as Representações Sociais elaboradas por idosos atendidos em Unidades Básicas de Saúde sobre o HIV/Aids e compreender como as Representações Sociais interferem na prevenção do HIV/Aids. Trata-se de uma pesquisa descritiva de abordagem qualitativa fundamentada na Teoria das Representações Sociais. Participaram da pesquisa 42 pessoas com idade a partir de 60 anos atendidos em uma Unidade Básica de Saúde do município de Teresina-PI. A produção dos dados foi realizada por meio de entrevistas em profundidade em uma sala reservada da unidade de saúde no período de 25 de Maio a 10 de Agosto de 2016. Utilizou-se um instrumento semiestruturado dividido em duas partes: caracterização dos participantes e perguntas abertas sobre a temática. Os dados foram processados com suporte do software IRAMUTEC e analisados por meio da Classificação Hierárquica Descendente (CHD). A pesquisa teve aprovação pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal do Piauí CAAE 53300416.0.0000.5214 e número do parecer 1.576.974. Os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram identificadas 424 Unidades de Contexto Elementar classificadas em 509 segmentos de texto que representam 83.30% do corpus. Os resultados apresentam-se em cinco classes, a saber: Classe 1 – HIV/Aids: um problema de jovens – nesta classe os idosos apontam os jovens como o grupo mais vulnerável ao HIV/Aids pela facilidade de serem influenciados por amigos. Os idosos se excluem dos riscos de adquirir o vírus, Classe 4 – Tratamento para uma melhor qualidade de vida de pessoas que vivem com o HIV/Aids – observa-se mudança na representação da Aids que passa a ser vista como uma doença crônica em decorrência da terapia antirretroviral, Classe 5 – Vulnerabilidade ao HIV/Aids de mulheres heterossexuais em união estável – os idosos atribuem o risco de contágio a mulheres em união estável e apontam os companheiros masculinos como responsáveis pela contaminação ancorando-se em elementos culturais brasileiros, como o patriarcalismo e a visão de que o homem é o único responsável pela prevenção do casal, vitimizando a figura feminina, Classe 2 – Rede de informações sobre HIV/Aids: Processo de criação e transformação das Representações Sociais – é possível observar a interação social entre idosos e como as informações sobre o HIV/Aids são compartilhadas. É notória a influencia da mídia televisiva no processo de criação, evolução e transformação das Representações Sociais do HIV/Aids, Classe 3 – Prevenção versus Estigma – Nesta classe observa-se a citação da camisinha como principal método preventivo associado a informações sobre as formas de transmissão do vírus, porém a prática sexual de homens que fazem sexo com homens é mencionada como fator determinante na transmissão do vírus.Conclui-se que as Representações Sociais elaboradas por idosos situam-se em classes de sentido que assimilam o HIV/Aids como um problema típico de jovens, também estendida às mulheres em relacionamento heterossexual; que ainda carrega o estigma da morte e atribuído à grupos de homossexuais, especialmente pelo reforço que a mídia exerce neste sentido; percebida especialmente como uma doença do outro. Por não adotarem uma cultura prevencionista, outras investigações são necessárias a fim de se identificar formas estratégicas para sensibilizar a população idosa sobre suas vulnerabilidades e diminuição do estigma.

  • ANA CAROLINA FLORIANO DE MOURA
  • Validade preditiva de escalas de avaliação de risco para lesão por pressão em pacientes críticos
  • Orientador : GRAZIELLE ROBERTA FREITAS DA SILVA
  • Data: 22/02/2017
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  • As escalas de avaliação de risco têm sido utilizadas como instrumentos efetivos para prever o risco de lesão por pressão. Porém, estudos não indicam consenso sobre qual escala é mais eficaz em unidade de terapia intensiva. O trabalho teve como objetivo comparar a validade preditiva das escalas de Braden, Cubbin & Jackson e de Sunderland para desenvolvimento de lesões por pressão em pacientes críticos. Estudo longitudinal prospectivo, analítico, comparativo e metodológico, realizado em unidades de terapia intensiva de um hospital geral localizado no município de Teresina-PI, no período de agosto a novembro 2015. A amostra final foi composta por 35 pacientes críticos. Trata-se de um subproduto de macroprojeto com parecer consubstancial do Comitê de Ética e Pesquisa do Hospital São Marcos. Os dados foram coletados com aplicação de formulário de caracterização e das escalas. Para a análise inferencial, foi utilizado o Teste Qui-Quadrado de Pearson. Quando não atendidos os pressupostos deste teste, as variáveis foram dicotomizadas para realização do Teste Exato de Fisher. Na análise das propriedades preditivas, foram construídas tabelas de contingência, utilizando-se os escores médios da primeira e da última avaliação diária dos pacientes. Para tanto, foram considerados cutoffs orientados pelos autores e referenciados na literatura, assim como cutoffs estatísticos. Os dados de predição das escalas foram utilizados para construção de curvas Receiver Operating Characteristic (ROC) e verificação da Area Under the Curve (AUC). Para a análise da consistência interna das escalas, utilizou-se o coeficiente alpha de Cronbach. Os pacientes apresentaram média de idade de 69,9 (±12,8) anos, sendo a maioria era do sexo feminino 22 (53,7%), de cor parda 16 (39,0%), residia na capital 22 (53,7%), eram casados ou mantinham união estável 26 (74,3%), com ensino fundamental completo ou maior 18 (51,4%), aposentados 23 (65,7%) e com renda familiar de até dois salários mínimos 20 (57,1%). Da totalidade de pacientes críticos, apenas 5 (14,30%) apresentavam história de lesão por pressão prévia. No intervalo de avaliação, foram 18 (51,4%) os pacientes que desenvolveram lesão por pressão. O tempo para aparecimento de lesão variou de dois a 28 dias, com média de 6,6 (±4,61), sendo que 19 (82,6%) feridas surgiram em até 10 dias. Localizaram-se principalmente na região sacral 15 (65,2%), seguido da região do calcâneo 3 (13%). Achados clínicos como: idade avançada, sexo masculino, cor parda, exposição à umidade e condições gerais da pele são relevantes para o desenvolvimento de LP e devem proporcionar reflexão na prática clínica, visando direcionar um cuidado baseado em resultado de pesquisa científica. A escala de Braden apresentou uma sensibilidade satisfatória em comparação com os outros instrumentos de medida, entretanto se esse dado for associado com outras propriedades observa-se que as escalas de Cubbin & Jackson e Sunderland apresentam um melhor comportamento quanto à validade preditiva; além do que a análise da curva ROC, demonstrou melhor valor global para escala de Cubbin & Jackson. A incidência de lesão por pressão foi de 51,43%. Os três instrumentos são úteis para prever o risco de desenvolvimento de LP, no entanto, a escala de Cubbin & Jackson mostrou-se com melhores propriedades preditivas globais. Embora muitos estudos relacionados às lesões por pressão tenham sido desenvolvidos nos últimos anos, estudos que abordem a perspectiva de prevenção são fundamentais com vistas a diminuir a incidência e prevalência do evento, já que se constitui no método mais eficiente de abordar essa problemática.

     

  • GUSTAVO DE MOURA LEÃO
  • FATORES ASSOCIADOS AO DESFECHO CLÍNICO DE IDOSOS INTERNADOS EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA
  • Orientador : ANA MARIA RIBEIRO DOS SANTOS
  • Data: 20/02/2017
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  • O envelhecimento populacional no Brasil e no mundo, assim como o aumento das internações de idosos em serviços hospitalares e, especificamente, em Unidades de Terapia Intensiva, tem mostrado a importância de identificar os fatores associados ao desfecho clínico das internações, nessa faixa etária, em tais unidades. Nesse sentido esta investigação objetivou analisar os fatores associados ao desfecho clínico de idosos internados em Unidades de Terapia Intensiva de hospitais de referência. Estudo observacional, transversal, retrospectivo, desenvolvido em duas instituições hospitalares uma pública e outra filantrópica do município de Teresina – Piauí, que incluiu indivíduos com 60 anos ou mais de idade, os quais internaram nas Unidades de Terapia Intensiva desses serviços no ano de 2014. A coleta de dados foi realizada entre junho e julho de 2016, utilizando-se formulário construído pelos pesquisadores e validado por três juízes. Para a análise dos dados utilizou-se o programa Statistical Package for the Social Sciences 20.0. Para as variáveis qualitativas usou-se a distribuição de frequências absolutas (n) e relativas (%) e nas quantitativas utilizou-se medidas de tendência central (média e mediana) e dispersão (desvio padrão);   os testes qui-quadrado de Pearson e Anova (One-way Anova), com nível de significância de 5 %, foram adotados para realizar a estatística inferencial. Participaram do estudo 238 idosos, cuja média de idade foi de 74,2 anos, sendo 51,6% homens, casados (55,8%), com ensino fundamental (46,2%), de cor parda (33,1%) e aposentados (63,8%). Verificou-se diferença importante no perfil clínico dos idosos internados nos dois serviços, mas no geral 49,5% eram procedentes de outras unidades do próprio hospital, observou-se 16% de reinternação, com duração média de 7,2 dias, as quais apresentaram como desfecho o óbito em 68,5% dos casos. O pós-operatório imediato foi responsável por 31,9% das internações. Dentre os fatores avaliados, a doença cerebrovascular foi a doença crônica não transmissível mais frequente (66%); a escala de coma de Glasgow teve avaliação grave na admissão, observou-se uso de ventilação mecânica e droga vasoativa durante a internação, o perfil glicêmico apontou hiperglicemia, sendo que todos os fatores investigados tiveram significância estatística com o desfecho óbito. Conclui-se que o envelhecimento saudável, com redução de fatores evitáveis como as doenças crônicas não transmissíveis e o controle das taxas fisiológicas podem levar a um melhor prognóstico caso o idoso venha a necessitar de cuidados intensivos.

  • OLIVIA DIAS DE ARAUJO
  • VULNERABILIDADES RELACIONADAS À HANSENÍASE ENTRE CONTATOS /COABITANTES E SUA INTERFACE COM A DETECÇÃO DE CASOS NOVOS
  • Orientador : TELMA MARIA EVANGELISTA DE ARAUJO
  • Data: 20/02/2017
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  • INTRODUÇÃO: A hanseníase ainda se configura como um relevante problema de saúde pública entre os países em desenvolvimento, inclusive o Brasil. Assistência integral com qualidade e diminuição do estigma e exclusão social à pessoa com hanseníase na Atenção Primária em Saúde é hoje uma estratégia para o enfrentamento da hanseníase. OBJETIVO: Analisar criticamente as dimensões de vulnerabilidade relacionadas à hanseníase entre contatos intradomiciliares, coabitantes sociais e coabitantes residentes de pessoas acometidas pela doença e sua interface com a detecção de casos novos. METODOLOGIA: Estudo epidemiológico, transversal, censitário, realizado com 341 contatos intradomiciliares, 109 coabitantes sociais e 66 coabitantes residentes. RESULTADOS: A maioria dos participantes (86,8%) residiam na zona urbana, sexo feminino (64,1%), idade entre 20 a 59 anos (48,2%), pardo/negro (78,6%), ensino fundamental (47,2%), solteiro/nunca foi casado (54,4%), estudante (33,1%), renda inferior a um salário mínimo. Dentre os 516 contatos/coabitantes avaliados 56 foram suspeitos de casos de hanseníase, confirmando-se 15 casos detectados (2,9%), sendo 2,8% entre os contatos intradomiciliares 3,0% entre os coabitantes residentes e 2,8% coabitantes sociais. Em relação à forma clínica dos casos detectados predominou a indeterminada (66,6%), com classificação operacional paucibacilar (80%) . O grau de incapacidade física grau I no diagnóstico estava presente na maioria dos casos detectados (53,3%) e grau 2 em 20%. No cruzamento dos componentes da vulnerabilidade individual com os casos detectados entre contatos intradomiciliares, observou-se associação estatisticamente significativa com autoavaliação da saúde (p=0,04), alterações dermatológicas, neurológicas e com espessamento de tronco nervoso (p=0,00), entre coabitantes residentes associou-se à ocupação (p=0,05), renda (p=0,04), alterações neurológicas (p=0,00) e espessamento de tronco nervoso (p=0,00) e entre coabitantes sociais foi estatisticamente significativo o uso de álcool (AUDIT) (p=0,02), alterações dermatológicas (p=0,03), alterações neurológicas (p=0,00) e espessamento de tronco nervoso (p=0,05). Na associação dos componentes da vulnerabilidade programática com os casos detectados entre os contatos intradomiciliares foi estatisticamente significante, os motivos que dificultaram a realização do exame dermatoneurológico (p=0,02). CONCLUSÃO: Os resultados deste estudo evidenciam que os coabitantes residentes e os coabitantes sociais apresentam vulnerabilidades individual e social semelhantes aos contatos intradomiciliares, estes últimos também apresentam vulnerabilidade programática.

  • RUTH CARDOSO ROCHA
  • CULTURA DE SEGURANÇA DO PACIENTE EM CENTRO CIRÚRGICO:perspectiva da enfermagem
  • Data: 19/01/2017
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  • A segurança do paciente é um dos assuntos prioritários na área da saúde em âmbito mundial. Uma das estratégias para promover a segurança do paciente é a incorporação da cultura de segurança no ambiente de saúde, identificando os fatores que interferem para em seguida elaborar medidas mais seguras para cada contexto. Para tanto, o objetivo deste estudo foi analisar a cultura de segurança do paciente na perspectiva da equipe de enfermagem em centro cirúrgico (CC) através do instrumento Hospital Survey on Patient Safety Culture (HSOPSC). Trata-se de um estudo quantitativo, com amostra censitária, totalizando 200 participantes. Os dados foram coletados em três CC, sendo o CC1(Municipal), CC2 (Federal) e o CC3(Estadual) de hospitais públicos de referência de Teresina, Piauí, Brasil, entre janeiro a agosto de 2016. A pesquisa recebeu aprovação do Comitê de Ética da Universidade Federal do Piauí. Para análise dos dados realizou-se estatística descritiva e analítica. A amostra caracterizou-se majoritariamente feminina (90,0%), com idade variando de 24 a 71 anos, com média de 39,52± 11,3, segundo grau completo no CC1 e CC3 e ensino superior completo no CC2. A maioria era formada por técnicos de enfermagem e grande parte das categorias mantinham contato direto com o paciente (98,0%). No CC1 e o CC2 predominou os profissionais que trabalhavam de 1 a 5 anos e no CC3 os profissionais com cerca de 21 anos ou mais. Houve diferença estatística significativa entre as variáveis laborais e sociodemográficas faixa etária, grau de instrução e cargo/função com os diferentes tipos de CC. Observou-se ainda diferença estatística significativa entre as respostas positivas ao HSOPSC e as variáveis sociodemográficas. Quanto às dimensões notou-se que o CC1 não apresentou nenhuma área fortalecida da segurança do paciente e a mais deficitária foi “Abertura para comunicação” (32,2%). O CC2 apresentou a dimensão “Aprendizado organizacional-melhoria contínua” (80,6%) e “Frequência de eventos comunicados” (76,2%) como áreas fortalecidas da cultura e como dimensão com menor percentual “Resposta não punitiva ao erro” (32,6%). Já o CC3 apresentou “Aprendizado organizacional – melhoria contínua” como área fortalecida e como área crítica “Resposta não punitiva ao erro” (33,5%). No CC1 prevaleceu a nota de segurança “regular”, já o CC2 e o CC3 julgaram a segurança do paciente como “muito boa”. Em relação ao número de eventos adversos relatados, a maioria dos participantes dos três CC, (80%) não relatou nenhum evento adverso nos últimos 12 meses. Foi realizada a análise da confiabilidade do instrumento, obtendo valores satisfatórios em seis dimensões. Notou-se que a maioria referiu ter realizado algum curso sobre segurança do paciente. A medida mais citada para melhorar a segurança do paciente foi “Cumprimento das metas internacionais de SP/ protocolos”. Pode-se concluir que para o desenvolvimento de uma cultura de segurança nos CC é necessário que as dimensões que obtiveram áreas fortalecidas ou não problemáticas sejam aprimoradas, enquanto que as que se configuraram como áreas fragilizadas ou pontos críticos sejam revistas e melhoradas através de estratégias para promoção da segurança do paciente.

2016
Descrição
  • ISABELA MARIA MAGALHAES SALES
  • ALTA HOSPITALAR DO RECÉM-NASCIDO SUBMETIDO AO MÉTODO CANGURU: contribuições da enfermagem
  • Orientador : SILVANA SANTIAGO DA ROCHA
  • Data: 22/12/2016
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  • O recém-nascido pré-termo de baixo peso é uma realidade nos dias atuais, afetando todas as regiões brasileiras contribuindo para a mortalidade neonatal no Brasil, visto que 12,99% dessas crianças que nascem nessas condições, morrem antes de completar o primeiro ano de vida. Foram muitos os avanços políticos em saúde, como a atenção humanizada à criança, à mãe e à família que tornou possível a implementação do Método Canguru, que se inicia no pré-natal e se estende até após a alta hospitalar. Os objetivos desse estudo foi analisar as ações desenvolvidas pela equipe de enfermagem que contribuem para a alta hospitalar do recém-nascido submetido ao Método Canguru, descrever como os profissionais de enfermagem contribuem para viabilizar o cuidado domiciliar após a alta hospitalar do recém-nascido submetido ao Método Canguru e elaborar um folder explicativo direcionado a nortear pais e familiares para a continuidade dos cuidados dos recém-nascidos no domicílio após a alta hospitalar do Método Canguru. Tratou-se de um estudo qualitativo, baseado no referencial metodológico da Pesquisa Convergente-Assistencial (PCA), desenvolvido em uma marternidade de referência do Estado do Piauí, com a participação de 17 profissionais de enfermagem da UCINCa. Para coleta de dados, foi utilizado a entrevista semiestruturada no período de abril a julho de 2016. Ressalta-se que o estudo foi aprovado em primeiro de março de 2016 pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí (Parecer nº 1.431.180) e cumpriu todos os preceitos éticos dispostos pela Resolução N° 466/12. A análise dos discursos contemplou os quatros processos recomendados pela PCA discutidos à luz do referencial sobre a temática, emergiram as categorias: A posição canguru como parte das ações benéficas para a alta hospitalar; O aleitamento materno como vínculo afetivo e nutricional; A higiene corporal e íntima do recém-nascido no Método Canguru; Orientações específicas sobre fototerapia pela enfermagem; e Alterações respiratórias como sinal de alerta; Realização de prescrições médicas e de enfermagem. Foi elaborado um folder que contemplou os cuidados elencados pelos profissionais de enfermagem durante a realização dos grupos focais, fundamentais para continuidade da assistência à saúde do bebê que nasceu prematuro e com baixo peso. A discussão oportunizou debates voltados para uma série de cuidados relevantes, que resultou na materialização do folder a seguir. O estudo revelou que para que sejam desenvolvidas ações que viabilizem a alta hospitalar do recém-nascido submetido ao MC, as profissionais de enfermagem necessitam de estratégias eficientes de cuidados e promoção a saúde. Assim contatou-se que a educação em saúde é uma ferramenta primordial durante o período de internação na unidade neonatal, cabendo a a equipe de enfermagem emponderar e capacitar os pais ou demais familiares para a responsabilidade do cuidado requerido pelo filho prematuro, por meio da promoção de autoconfiança e ensino.

  • GAUBELINE TEIXEIRA FEITOSA
  • NARRATIVAS DE MULHERES QUE VIVENCIARAM O PROCESSO PARTURITIVO EM UM CENTRO DE PARTO NORMAL
  • Orientador : INEZ SAMPAIO NERY
  • Data: 21/12/2016
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  • Com a implantação do modelo tecnocrático na assistência obstétrica brasileira, o parto se transformou de um evento fisiológico para um acontecimento patológico e favorável para realização de intervenções muitas vezes desnecessárias. Nesse sentido a mulher perdeu sua autonomia e protagonismo no processo parturitivo, além de contribuir para que país atingisse elevadas taxas de cesariana e morbimortalidade materna e neonatal. Assim desde a década de 80, o país busca modificar essa realidade e instituir a humanização do parto. Desse modo estimula a inserção de enfermeiras obstetras no cenário do nascimento e criação de Centros de Parto Normal (CPNs). Os objetivos deste estudo foram compreender as narrativas de vida das mulheres que vivenciaram o processo parturitivo em um Centro de Parto Normal e discutir atuação da enfermeira obstetra durante o trabalho de parto e parto normal. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que utilizou o método Narrativa de Vida e foi desenvolvida no Centro de Parto Normal de uma maternidade de referência situada em Teresina – PI, com a participação de 20 puérperas. A técnica utilizada para a produção dos dados foi entrevista narrativa e análise foi realizada conforme o referencial metodológico de Bertaux. Foram elaboradas as seguintes categorias: A importância do acompanhante no processo parturitivo; Atuação da enfermeira obstetra e o uso de tecnologias não invasivas de cuidado; A vivência do parto no Centro de Parto Normal; A ressignificação do parto normal e o medo da cesariana. As participantes deste estudo relataram que a presença do acompanhante durante o processo parturitivo proporcionou segurança, tranquilidade, apoio emocional e físico, tornando a vivência do parto prazerosa. Destaca-se que as enfermeiras obstetras estimularam a participação ativa do acompanhante no decorrer do trabalho de parto e parto normal. Com relação as enfermeiras obstetras, as mulheres reconheceram a importância das mesmas, ao proporcionarem um cuidado delicado, carinhoso e centrado em suas necessidades. Afirmam a paciência destas profissionais em aguardar a evolução do parto, além do diálogo estabelecido, a realização de orientações e o uso de tecnologias não invasivas de cuidado que promoveram o relaxamento e o alívio da dor. Ao considerar a vivência do parto no Centro de Parto Normal, valorizaram a estrutura, privacidade, e conforto proporcionado por estes estabelecimentos. Realizaram comparações com partos anteriores ocorridos em outros locais, e esta vivência atual contribuiu para desfazer marcas que foram deixadas pelo recebimento de uma assistências desumanizadas em experiências passadas. Descrevem o medo da cesariana e que a dor do parto normal é intensa, porém suportável e momentânea. Assim, a partir das narrativas, concluiu-se que a vivência do parto no Centro de Parto foi uma experiência para mulheres, que este ambiente promove uma assistência humanizada e contribui para a revalorização do parto pela sociedade. E que a enfermeira obstetra é uma profissional qualificada, que presta um cuidado holístico e individualizado, como também proporciona autonomia e protagonismo das mulheres no decorrer do processo parturitivo.

  • ALLAMY DANILO MOURA E SILVA
  • NARRATIVAS DE VIDA DE MULHERES PORTADORAS DO CÂNCER DE MAMA: Interface entre vivências e o cuidar
  • Orientador : INEZ SAMPAIO NERY
  • Data: 21/12/2016
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  • O câncer de mama se configura como um grave problema de saúde pública, tendo em vista a sua magnitude, índices de morbimortalidade e alterações psicoemocionais que repercutem negativamente na saúde da mulher que o vivencia. O tratamento se dá, principalmente, por meio de cirurgia (mastectomia), radioterapia e quimioterapia. Passar por esse processo significa ajustar-se à nova condição de vida, permeada por sequelas de âmbito físico e psicossocial, o que merece uma atenção integral. A enfermagem tem papel fundamental na prestação de cuidados às mulheres portadoras do câncer mamário, por atuar nos serviços clínicos, curativos e, principalmente, um cuidado holístico, vislumbrando a subjetividade do ser mulher. O estudo objetivou compreender as narrativas de vida de mulheres portadoras do câncer de mama. Trata-se de uma pesquisa descritiva, com abordagem qualitativa que utilizou o método narrativas de vida segundo Bertaux e a análise temática dos dados. A técnica empregada foi a entrevista em profundidade, realizada com onze mulheres portadoras do câncer mamário atendidas em um hospital filantrópico referência no atendimento em oncologia, no período de junho a julho de 2016, em Teresina, Piauí. Para conhecer o perfil das participantes buscamos os dados sociodemográficos, reprodutivos e de história familiar por meio de entrevista, seguido da questão norteadora do diálogo, que versava: “Fale-me a respeito de sua vida que tenha relação com o adoecimento pelo câncer de mama”. As falas foram gravadas em áudio e colocadas à análise na metodologia de Bertaux. As participantes tinham a faixa etária entre 33 a 68 anos, cinco eram casadas e sete eram procedentes do interior do estado do Piauí. Quanto a cor, quatro disseram ser pardas, três brancas e três pretas. Em relação à idade da menarca, compreenderam entre 10 e 14 anos. Quanto à menopausa, sete mulheres já haviam passado pela última menstruação, destas, a faixa etária compreendeu entre 49 e 55 anos. Oito mulheres eram multíparas, e três nunca haviam parido. Foram identificadas quatro categorias temáticas: Da alteração mamária ao diagnóstico; Influências socioculturais no tratamento; Enfrentamento do câncer de mama; Perspectivas futuras após o adoecimento. As categorias discutidas referem o sofrimento das mulheres ao serem diagnosticas, com sentimentos de medo, preocupação e incertezas, que em parte delas foram influenciados pelos estigmas, preconceitos e questões socioculturais. Para amenizar o sofrimento as mulheres se apoiaram na família e espiritualidade, até passarem a uma aceitação e vislumbrarem novos projetos de vida. Conclui-se que as narrativas de vida das mulheres mostraram sentimentos que se misturaram e que transcenderam ao sofrimento configurado pela doença em si, pela influência do estilo de vida, cultura, significados e fatos do histórico de vida que adentraram as dimensões do ser feminino e interferiram na autoestima, relações interpessoais e íntimas e, assim, no tratamento de modo geral. Considerar e atuar com os cuidados de enfermagem nesses aspectos de vida às mulheres com câncer de mama são essenciais para sua qualidade de vida.

  • INARA VIVIANE DE OLIVEIRA SENA
  • QUALIDADE DA ATENÇÃO À HANSENÍASE NA REDE PÚBLICA DE SAÚDE EM MUNICÍPIO HIPERENDÊMICO NO NORDESTE BRASILEIRO
  • Orientador : TELMA MARIA EVANGELISTA DE ARAUJO
  • Data: 16/12/2016
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  • INTRODUÇÃO: A hanseníase é uma doença crônica de evolução insidiosa, cuja magnitude e transcendência refletem o histórico de estigma sofrido pelas pessoas, como também evidenciam a dificuldade dos serviços de saúde em atingir o controle do agravo. A Organização Mundial de Saúde enfatiza que a qualidade dos serviços de hanseníase refere-se à oferta de atenção efetiva e segura que contribui para o avanço da universalidade da saúde, bem-estar e a satisfação dos usuários, com ênfase na promoção da detecção precoce por exames regulares, acessibilidade ao diagnóstico e à assistência. OBJETIVO: Avaliar a qualidade da atenção à hanseníase na rede pública de saúde em município hiperendêmico no Estado do Piauí. MÉTODO: Trata-se de pesquisa avaliativa desenvolvida com 177 profissionais e 23 unidades de saúde municipais. A coleta dos dados foi realizada de novembro de 2015 a julho de 2016, em três etapas: observação direta das unidades por meio de check-list entrevista com profissionais utilizando-se formulário e levantamento dados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação- SINAN, referente ao ano de 2014. Os dados foram digitados no Epi Info versão 7.1.5.2 e analisados com a utilização do Stata versão 13.0. Foram realizadas análises univariadas, por meio de estatísticas descritivas simples e na análise bivariada utilizou-se a Razão de Verossimilhança com nível de significância fixado em p≤0,05. RESULTADOS: a maioria dos profissionais 128 (72,32%) foi composta por Agentes Comunitário de Saúde, 135 (76,27%) pertencem ao sexo feminino e 150 (84,75%) são estatutários. Quanto às unidades, 2 (08,70%) não possuem acessibilidade, 11 (47,83%) dispõem de profissionais capacitados no manejo básico do agravo e nenhuma unidade possui protocolo para conduta das possíveis complicações. No tocante às ações voltadas para a hanseníase 93 (52,54%) profissionais referiram não realizar exame de contato na US ou domicílio, por não haver estrutura necessária nos serviços, e apenas 27(55,10%) preenchem a ficha de avaliação neurológica simplificada. Quanto à classificação da estrutura das unidades, 04 (17,40%) foram adequadas, 08 (34,78%) pouco adequadas e 11 (47,82%) inadequadas. Nenhuma unidade foi classificada como adequada na perspectiva do processo. Destaca-se que houve associação estatisticamente significante do percentual de avaliados no diagnóstico com o processo (p=0,015). CONCLUSÃO: Os resultados desta pesquisa proporcionaram evidências quanto a diversos fatores que podem interferir na qualidade da assistência ofertada. Destaca-se que a adequação da estrutura e do processo das unidades, para melhoria dos resultados faz-se necessária para o melhor atendimento ao agravo que ainda é negligenciado.

  • GUILHERME GUARINO DE MOURA SA
  • QUEDAS E INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL DE IDOSOS INTERNADOS EM HOSPITAL DE URGÊNCIA: ESTUDO DE SEGUIMENTO
  • Orientador : ANA MARIA RIBEIRO DOS SANTOS
  • Data: 15/12/2016
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  • As quedas representam uma das principais causas de internação de idosos nos serviços de emergência, e tem como principal consequência o comprometimento da independência funcional. Estudo longitudinal, que objetivou avaliar a independência funcional de idosos vítimas de queda internados em serviço hospitalar de urgência da cidade de Teresina. Participaram da pesquisa 151 idosos, que foram entrevistados para caracterização demográfica, econômica e clínica e aplicação da Medida de Independência Funcional (MIF). A independência funcional foi avaliada antes da queda (recordatório), na internação hospitalar e 30 dias após a alta, no domicílio. Os dados foram analisados por meio do programa Statistical Package for the Social SciencesSPSS, sendo realizadas análises estatísticas descritivas e inferenciais. Foram utilizados coeficientes de alfa de Cronbach, correlações intraclasse, Spearman e Pearson, teste de Wilcoxon, testes T para amostras pareadas e para amostras independentes, teste U de Mann-Whitney, ANOVA e Kruskall-Wallis. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Piauí com o parecer nº 1.409.901. Dos participantes, 81,5% eram do sexo feminino, com idade média de 75,1 anos e 64,9% idosos mais jovens; 73,5% não eram alfabetizados; 44,4% referiram ser casados/união estável e 41,1% viúvos; 78,1% moravam com duas ou mais pessoas; 87,8% eram aposentados e 86,8% viviam com mais de um salário mínimo. Foi encontrado déficit cognitivo em 26,5% dos idosos; 9,9% eram etilistas e 7,3% tabagista; 48,3% referiram ter duas a três doenças e 41,1% tomavam de dois a três medicamentos; 57,6% referiram automedicação; antes de cair, 60,3% dos idosos utilizavam algum recurso auxiliar para andar ou corrigir problemas visuais; apenas 19,2% praticavam exercício físico antes da queda e nenhum voltou a praticar 30 dias após a alta hospitalar. Do total, 68,2% referiram doenças do sistema cardiovascular e 57,6% ósteoarticulares. Dos participantes, 70,9% faziam uso de anti-hipertensivos e 51,0% de antiinflamatórios e imunossupressores. As principais lesões foram as fraturas da extremidade distal do rádio (25,8%), do colo do fêmur (23,2%) e as pertrocanterianas (19,2%). O tempo médio de permanência hospitalar foi de 7,46 dias e 97,3% dos idosos realizaram cirurgia com fixação interna. Quanto a independência funcional: ao comparar os valores da MIF antes da queda e no domicílio, houve importante diminuição do número de idosos independentes, que passou de 77,5% para 17,2%; neste seguimento os idosos não tiveram sua independência funcional totalmente reabilitada, sendo mais afetado o domínio motor, com diminuição, principalmente, das atividades de autocuidado e mobilidade. A regressão logística multinomial apresentou como fatores associados à independência funcional: número de medicamentos, idade, estado cognitivo, doenças que afetam o sistema nervoso central, fratura do fêmur e quadril, tempo de internação, tabagismo e ser aposentado. Conclui-se que os idosos eram independentes antes do acidente, desenvolveram maior dependência no hospital e permaneceram dependentes um mês após a alta, com maior impacto no domínio motor e dimensões de autocuidado e mobilidade. A independência esteve relacionada com aspectos demográficos e clínicos do idoso. São necessárias ações intersetoriais para prevenção de incapacidades no idoso, fundamentadas nos determinantes para promoção de um envelhecimento ativo, em que a pessoa idosa viva com autonomia e independência.

  • RAYLANE DA SILVA MACHADO
  • TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO TRANSCULTURAL DO DEATH ATTITUDE PROFILE REVISED (DAP-R) PARA USO NO BRASIL
  • Orientador : GRAZIELLE ROBERTA FREITAS DA SILVA
  • Data: 14/12/2016
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  • Nas últimas décadas houve incremento no número de estudos que investigam as atitudes perante a morte em profissionais da saúde e, em especial, os da enfermagem. Um dos instrumentos mais utilizados em pesquisas internacionais para mensurar com êxito as atitudes perante a morte é o designado Death Attitude Profile Revised (DAP-R) de autoria de Wong, Reker e Gesser (1994). Esse instrumento se diferencia por ser uma medida multidimensional que avalia um amplo conjunto de atitudes, sendo baseado na análise conceitual de aceitação da morte. O objetivo deste estudo foi adaptar e validar o conteúdo do DAP-R ao contexto brasileiro. Foi realizado um estudo metodológico que compreendeu as etapas de tradução inicial, síntese das traduções, retrotradução, comitê de especialistas e pré-teste, para o processo de adaptação transcultural, o qual precedeu a validação de conteúdo. O estudo cumpriu todas as recomendações da Resolução Nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde. Na primeira etapa foram confeccionadas versões da escala por dois tradutores independentes (T1 e T2). Na etapa seguinte, as discrepâncias existentes entre as traduções foram evidenciadas e discutidas pelos tradutores e a pesquisadora, sendo elaborada uma versão síntese das traduções (T12). Esta, por sua vez, foi submetida à retrotradução por dois profissionais, de forma cega em relação às traduções, resultando em duas versões na língua inglesa (RT1 e RT2). O comitê de especialistas, composto por cinco juízes analisou as equivalências semântica, idiomática, experimental e conceitual entre as versões obtidas (T1, T2, T12, RT1 e RT2) e o instrumento original e, mediante consenso, compôs uma versão pré-final em português que foi submetida ao pré-teste realizado com 40 estudantes de enfermagem do Piauí. Além da versão pré-final foi aplicado um questionário contendo dados sociodemográficos, perfil acadêmico e experiência assistencial. A versão final obtida após a discussão de palavras ou expressões que causassem dúvidas, e com a modificação de apenas um item, foi submetida à validação de conteúdo. O coeficiente de validade de conteúdo final da escala atingiu valores de 0,85 para clareza de linguagem e relevância teórica e de 0,86 para pertinência prática. Em relação às dimensões teóricas obtivemos um Kappa médio entre avaliadores substancial (0,709). A escala adaptada ao contexto brasileiro na análise preliminar dos dados sobre consistência interna, realizada por meio do cálculo do coeficiente de Cronbach, apresentou uma confiabilidade considerada alta (α = 0,892). Ainda que seja necessário testar as propriedades psicométricas, o processo de adaptação transcultural do Death Attitude Profile Revised resultou em uma versão adaptada confiável, com conteúdo válido (claro, pertinente e relevante), que preservou as equivalências quando comparado à versão original.

  • LOURIVAL GOMES DA SILVA JÚNIOR
  • FORMAÇÃO DO ENFERMEIRO PARA O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
  • Orientador : BENEVINA MARIA VILAR TEIXEIRA NUNES
  • Data: 14/12/2016
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  • Introdução:Os fundamentos do SUS direcionam o processo de educação superior por meio do desenvolvimento de competências e habilidades, flexibilização dos currículos conforme a realidade local e regional e da implementação de projetos pedagógicos criativos. Dentro desse contexto, a formação de enfermeiros para atuarem com foco nas demandas desse sistema de saúde representa um desafio, pois se espera que os discentes superem o domínio teórico-prático e se tornem agentes transformadores e inseridos na realidade. Assim, definiu-se como objeto de estudo o processo de formação do enfermeiro para o SUS. Objetivos:Analisar o processo de formação do enfermeiro para o Sistema Único de Saúde na perspectiva dos discentes. Metodologia:Trata-se de um estudo exploratório-descritivo, com abordagem qualitativa. O cenário escolhido foi o Curso de Bacharelado em Enfermagem de uma instituição de ensino pública, contando com a participação de 28 discentes regularmente matriculados entre o quarto e nono semestre do referido curso. A coleta foi realizada nos meses de maio a agosto de 2016, seguindo a técnica de entrevista, por meio de um roteiro semiestruturado. Os dados foram processados com auxílio do softwareIRAMUTEQ por meio do método da Classificação Hierárquica Descendente. O programa produziu classes organizadas de palavras que foram analisadas com base nos conceitos de conscientização, compromisso, criticidade, diálogo, cultura, empoderamento e educação problematizadora de Paulo Freire. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFPI sob o parecer nº 1.409.923e todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados e Discussão:O corpusfoi dividido em 473 segmentos de texto analisáveis com aproveitamento de 72.66% do material processado. Os resultados se apresentaram em cinco classes, a saber: classe 4 –Conhecimento, competências e habilidades para atuar no SUS(84 segmentos de textos, que corresponde a 17,76% do corpus); classe 3 –Sistema integral centradonas ações preventivas e de promoção da saúde(105segmentos de textos, que corresponde a 22,2% do corpus); classe 5 –Desafios da organização curricular na formação discente para o SUS(98segmentos de textos, que corresponde a 20,72% do corpus); classe 1 –Contato com os campos de prática para aproximação com o SUS(75segmentos de textos, que corresponde a 15,86% do corpus); classe 2 –Professor como mediador do processo educativo crítico e reflexivo(111 segmentos de textos, que corresponde a 23,47% do corpus).Considerações finais: Os resultados apontam para um ensino de graduação ainda fragmentado com o professor como mediador do protagonismo do aluno no processo de sua formação para o SUS, além disso, as UCE’s evidenciam que os participantes consideram insuficientes as aulas práticas ofertadas pelo curso, pois não se sentem seguros para exercer o cuidado de enfermagem com autonomia. Faz-se necessária uma reformulação didático-pedagógica e uma interligação maior entre as disciplinas para que se possaamenizar essa lacuna no ensino sobre o SUSe no conhecimento superficial apresentado acerca das competências para atuar com foco nas demandas sociais.

  • KARLA VIVIANNE ARAÚJO FEITOSA CAVALCANTE
  • CONHECIMENTO E REAÇÃO DE ENFERMEIROS DA ATENÇÃO BÁSICA A INTERFACE GRÁFICA DE UMA INTERVENÇÃO EDUCATIVA ONLINE SOBRE ESTOMIAS INTESTINAIS DE ELIMINAÇÃO
  • Orientador : ELAINE MARIA LEITE RANGEL ANDRADE
  • Data: 13/12/2016
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  • Estudos que investigaram o conhecimento de enfermeiros da atenção básica e de outros cenários sobre estomias intestinais de eliminação encontraram resultados insuficientes. Enquanto, outro que utilizou intervenção educativa online sobre o mesmo assunto verificou melhora significativa no conhecimento de enfermeiros da atenção básica, mas não verificou a reação deles à interface gráfica da intervenção. Portanto, este estudo teve como objetivo avaliar o conhecimento e a reação a interface gráfica de enfermeiros da atenção básica a uma intervenção educativa online sobre estomas intestinais de eliminação. Trata-se de estudo quase experimental, do tipo grupo único, antes e depois, realizado na Estratégia Saúde da Família (ESF) nas Regionais Leste/Sudeste e Sul de Teresina, no período de março a junho de 2016, após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa. A população foi composta por 192 enfermeiros da Atenção Básica. Destes, 141 foram excluídos e fizeram parte da amostra 51 enfermeiros. Dos 51 enfermeiros que responderam o pré-teste, 3 (5,9%) evadiram após responder o pré-teste. Logo, participaram efetivamente da educação permanente online 48 enfermeiros. Estatísticas descritivas foram utilizadas para análise exploratória das variáveis sociodemográficas, uso do computador e da Internet, perfil de acesso e conhecimento dos enfermeiros sobre estomias intestinais de eliminação antes e após a intervenção educativa online. Para comparar os escores de acertos no pré e pós-teste foi utilizado o Teste de Wilcoxon e o nível de significância adotado foi de α=0,05. A maioria dos enfermeiros era do sexo feminino 41 (85,4%), casada 28 (58,3%), com idade média de 40,5 anos (dp=11,12). A distribuição dos enfermeiros quanto a formação em Instituições públicas ou privadas foi igualitária, 24 (50,0%) se formaram em instituições públicas e 24 (50,0%) em instituições privadas. Do total, 41 (85,4%) eram especialistas e 4 (8,3%) possuíam Mestrado. A média do tempo de formação foi de 14,4 anos (dp=10,61).  Todos os enfermeiros (100%) possuíam computador e tinham acesso à Internet. A maioria 32 (66,7%) utilizava o computador diariamente e em casa 39 (81,3%). Em relação ao acesso à Internet, 39 (81,3%) relaram uso diário e de casa 43 (89,6%). A média de acesso aos fóruns por enfermeiro foi de 2,1 e a dos exercícios de fixação do conteúdo Hot Potatoes do tipo palavra cruzada foi de 3,5 acessos. Do total de participantes, 21,6 (44,5%) responderam aos fóruns, sendo que o dia da semana mais utilizado para isto pela maioria 8 (36,8%) foi o domingo e o horário médio de postagem foi o de 16:07 horas. Dos enfermeiros, 37,7 (78,6%) responderam aos exercícios de fixação do conteúdo Hot Potatoes do tipo palavra cruzada, sendo que 15,5 (40,9 %) fizeram isso também no domingo, em média às 14:42 horas. E de todos, apenas 11 (21,95%) participaram dos chats. Na avaliação do conhecimento dos enfermeiros verificou-se que apenas 9 (18,8%) obtiveram acertos superiores a 80% no pré-teste e 46 (95,8%) no pós-teste. Com relação aos domínios, todos apresentaram aumento no número de acertos superiores a 80% no pós-teste. Houve diferença estatisticamente significante no conhecimento sobre estomas intestinais de eliminação após educação permanente online (P=0,000).

  • SANDRA MARINA GONÇALVES BEZERRA
  • FERIDAS: EFEITO DA INTERVENÇÃO EDUCATIVA EM RELAÇÃO AO CONHECIMENTO DOS ENFERMEIROS SOBRE AVALIAÇÃO, TRATAMENTO E CUSTO
  • Orientador : LIDYA TOLSTENKO NOGUEIRA
  • Data: 13/12/2016
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  • Introdução: As feridas complexas agudas e crônicas são  problemas de saúde relevantes  devido a  elevada prevalência e morbimortalidade em adultos  jovens e idosos. A ausência de avaliação criteriosa das características da lesão acarreta inadequação do  tratamento, retarda o processo de cicatrização e cura, ocasionando  impacto socioeconômico e financeiro para pacientes, familiares e serviços públicos de saúde. A intervenção educativa e a implantação de medidas preventivas e tratamento sistematizado pelo enfermeiro podem reduzir esse agravo.

    Objetivo: Avaliar o efeito da intervenção educativa em relação ao conhecimento dos enfermeiros da rede pública de saúde sobre a prevenção, tratamento e custo de feridas.

    Metodologia: Abordagem multimétodos desenvolvida em três etapas: a primeira, metodológica, correspondeu à construção  de instrumento para avaliar o conhecimento de enfermeiros acerca da avaliação, tratamento e custo das feridas, validado por 11 juízes cujos dados foram analisados  utilizando o índice de validação de conteúdo  quanto aos domínios: avaliação, conhecimento e custo de feridas.  A segunda etapa, estudo quase experimental, tipo antes e depois, compreendeu a realização de  intervenção educativa de 30 horas presenciais para 277 enfermeiros da  Rede Hospitalar e Atenção  Primária de Teresina. Os dados foram analisados  pelo teste t dependente de Student considerando satisfatório quanto aos  itens  avaliados no instrumento com valores igual ou  maior  que 80. A terceira etapa, estudo transversal analítico abrangeu a avaliação dos custos diretos com produtos e coberturas utilizados no tratamento de feridas de 163 pacientes  atendidos no ambulatório de feridas complexas do município. No processamento de dados utilizou-se o teste t unilateral para comparação do custo e desembolso do Sistema Único de Saúde e  análise de variância para a correlação das variáveis dependentes e independentes. A pesquisa foi realizada no período de janeiro a setembro de 2016, após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, sob Parecer nº 1394281.

    Resultados:  Na primeira etapa, quanto a  validação do instrumento construído com 41 itens  e distribuidos em três domínios, após avaliação dos juízes houve necessidade das seguintes  alterações: 34 na ordem numérica,  20  no conteúdo e 2  acréscimos, resultando em 43 itens. A segunda avaliação dos juizes o instrumento obteve o Indice de Validade de Concordância  superior a 0,95. Na segunda etapa, relativa a intervenção educativa  verificou-se  aumento global significativo (p<0,001) no conhecimento dos enfermeiros em todos os domínios: avaliação, tratamento e custos. Na terceira etapa constatou-se predomínio do sexo masculino, idade inferior a 60 anos, hipertensos e diabéticos,  com lesões traumáticas  por acidentes de moto em adultos jovens  e lesões por pressão nos idosos. Dentre as 253 feridas avaliadas prevaleceram as únicas e extensas (> 50cm2), com tecidos desvitalizados. A  principal cobertura utilizada foi o alginato de cálcio e sódio.  Houve redução significativa (p<0,001)  da área e volume da ferida.  Quanto aos custos, verificou-se que o desembolso do  Sistema Único de Saúde para tratamento de feridas complexas é  compatível para o pagamento de  produtos e coberturas em feridas de até 100cm2. O teste de regressão mostrou significância do custo  com a constante: área inicial e a quantidade de trocas (p<0,001). 

    Conclusão: O efeito da intervenção educativa possibilitou elevar o conhecimento dos enfermeiros  acerca da avaliação, tratamento e custo de feridas e favoreceu a sistematização da assistência ao paciente com lesões  de pele,  mostrando redução significativa  e  eficácia  do tratamento de feridas  que apresentou  custo  de produtos e coberturas  compatível  com o reembolso do Sistema ùnico de Saúde. 

  • VANESSA CAMINHA AGUIAR LOPES
  • MEDIDA DO COMPONENTE CONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA AVALIAÇÃO DE RISCO PARA LESÃO POR PRESSÃO DE MOURA: qualidade psicométrica por simulação avançada
  • Orientador : ELAINE CRISTINA CARVALHO MOURA
  • Data: 09/12/2016
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  • Introdução: A elaboração de instrumentos capazes de medir o exercício dos componentes conhecimento, habilidade e atitude de competências técnicas funcionais para prevenção e tratamento de lesão por pressão exige análise de propriedades de conteúdo e psicométricas. Objetivos: Testar as propriedades psicométricas do componente conhecimento do instrumento de medida da competência avaliação de risco para lesão por pressão por meio da estratégia de simulação clínica avançada. Metodologia: Estudo metodológico, na perspectiva multicêntrica, desenvolvido em etapas com aplicação do instrumento a grupo único antes de aula-padrão, seguindo do desenvolvimento da aula, feito aplicação do instrumento após o cenário e o debriefing da experiência de simulação. Estudo desenvolvido nos Laboratórios de Simulação em Enfermagem da Universidade Federal do Piauí e da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Paraná. Constituíram população do estudo estudantes de graduação em enfermagem cursando as disciplinas administração em enfermagem e estágios obrigatórios de universidades públicas no Paraná e, públicas e privadas no Piauí. A amostragem foi por conveniência. Participaram do estudo 155 estudantes captados nos meses de agosto e setembro de 2016. Os dados foram coletados por dois instrumentos: instrumento de medida da competência e a Escala do Design da Simulação. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí (parecer n.º 1.806.560). Foram aplicadas estatísticas uni, bi e multivariadas, utilizando-se os softwares IBM® SPSS® e R, por meio do pacote Mirt. Resultados: A média de idade dos estudantes de enfermagem foi de 26,2 (±6,6) anos. Após o cenário de simulação clínica, o autovalor do componente conhecimento foi 1,41 unidades maior em relação a após o debriefing, com maior fidedignidade (0,94 vs. 0,92). Assim, elegeu-se para apreciação psicométrica as medições do segundo momento da estratégia (após o cenário), sendo mantidos os 14 itens referentes ao construto teórico do instrumento. Verificou-se redução de 2% no nível de eficácia entre antes da aula e depois do cenário de simulação e o aumento de 8% nos escores entre depois do cenário e após o debriefing. Para as categorias pouco eficaz e moderadamente eficaz, observou-se o aumento de 2 (1,3%) e 6 (3,9%) estudantes após o cenário; e a redução de 6 (3,9%) e 36 (23,2%) após o debriefing. Na testagem do cenário de simulação, destacaram-se o realismo 17,9 (±3,4) oferecido durante a execução do cenário e o feedback/reflexão durante a etapa de debriefing da estratégia 17,6 (±2,6) como elementos essenciais para o exercício da competência em estudo. Discussão: Instrumentos de medida desenvolvidos para avaliação de atributos de estudantes apresentam avaliação da dimensionalidade e confiabilidade, porém, não são analisados os parâmetros de discriminação e dificuldade. O componente conhecimento da competência avaliação de risco para lesão por pressão apresentou maior consistência interna. Ao apresentar-se uma medida com elevada confiabilidade, o grau de combinação do aluno representará para um profissional com mais experiência na área, como um professor, instrutor, formador, a depender no contexto em que estiver inserido, as lacunas que o avaliando apresenta, isto é, até que nível houve combinação de conhecimentos. Conclusões: A comparação das mensurações propiciou a verificação do momento mais adequado para avaliação da capacidade de medida do instrumento em contexto de simulação clínica avançada: após o cenário de simulação. O componente conhecimento mostrou-se unidimensional e apresentou alta discriminação, boa magnitude na dificuldade dos itens e elevada confiabilidade.

  • JOAQUIM GUERRA DE OLIVEIRA NETO
  • ASSISTÊNCIA DE ENFERMEIROS NO PRÉ-NATAL PARA PREVENÇÃO E CONTROLE DA INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
  • Orientador : ANDREIA RODRIGUES MOURA DA COSTA VALLE
  • Data: 07/12/2016
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  • As infecções do trato urinário podem ser de origem comunitária ou estar relacionadas à assistência à saúde. No período gestacional, elas representam uma das formas mais comuns de infecção bacteriana, pois se manifestam geralmente no primeiro trimestre, além de ser a terceira intercorrência clínica mais comum. Por isso, as condutas adequadas, na assistência prestada pelo enfermeiro, são essenciais para o melhor prognóstico materno-fetal. Este estudo objetivou descrever e discutir a assistência de enfermeiros na consulta de pré-natal para prevenção e controle da infecção do trato urinário. Estudo qualitativo descritivo realizado nas 24 unidades básicas de saúde do município de Floriano-PI. Participaram 22 enfermeiros que atuam na zona rural e urbana. A coleta foi realizada no período de fevereiro a março de 2016, utilizando-se um questionário semiestruturado contendo dados sociodemográfico seguido da técnica de entrevista. Realizou-se a escuta dos depoimentos e elaboração do corpus. O processamento dos dados deu-se com auxílio do software IRAMUTEQ por meio do método da Classificação Hierárquica Descendente. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da UFPI sob o parecer nº 1.380.128 e todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Verificou-se que a maioria dos enfermeiros (n=21) eram mulheres, com idade entre 31 e 40 anos (n=15); com cinco anos ou mais de formados (n=11). A maior parte (n=14) sempre atuou na atenção básica, era especialista em Saúde da Família, Saúde Pública e/ou em Obstetrícia (n=11). Metade deles não fazem cursos, periodicamente, de atualização em saúde da mulher. O corpus foi dividido em 316 segmentos de texto analisáveis com aproveitamento de 64.23% do material processado. A análise dos agrupamentos de palavras e interpretação dos significados conduziu a nomeação dos respectivos sentidos das classes com base nas palavras evocadas: Classe 1 – Rotina de atendimento do enfermeiro à gestante (Solicitar; Urocultura; Exame; Pedir; Sumário de urina); Classe 2 – Educação em saúde como principal medida adotada pelo enfermeiro para prevenção de infecção urinária em gestantes (Higiene; Orientar; Roupa; Calça; Muito; Cuidado); Classe 3 – Condutas do enfermeiro para prevenção e controle de infecção urinária em gestantes (Médico; Agendar; Aqui no posto; Encaminhar; Enfermeiro); Classe 4 – Dificuldades no diagnóstico de infecção urinária em gestantes (Chamar; Laboratório; Atenção; Repetir; Sentir). A assistência dos enfermeiros está fundamentada nas orientações e encaminhamento. As principais medidas de prevenção e controle foram orientações quanto a higienização íntima, ingestão de líquidos, higiene antes e após a relação sexual, não atrasar o esvaziamento voluntário da bexiga e uso de roupas leves.

  • CRISTHIANO NEIVA SANTOS BARBOSA
  • FATORES ASSOCIADOS À QUALIDADE DE VIDA DE IDOSAS VIÚVAS ASSISTIDAS NA ATENÇÃO BÁSICA
  • Orientador : MARIA DO LIVRAMENTO FORTES FIGUEIREDO
  • Data: 29/11/2016
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  • Estudo de natureza descritiva-correlacional, com delineamento transversal, tendo por objetivo analisar os fatores associados à qualidade de vida (QV) de idosas viúvas assistidas na Atenção Básica. A amostra foi de 204 participantes e os dados foram coletados nos domicílios por meio de um questionário que contemplava as variáveis sociodemográficas, econômicas e de saúde, e pelo instrumento de qualidade de vida SF-36. Foi realizada estatística descritiva para a caracterização da amostra e procedidas associações por meio de testes não paramétricos de Mann-Witney e Kuskall-Wallis, bem como correlações por meio do coeficiente de Spearman. Adotou-se o nível de significância de p ≤ 0,05 para rejeição da hipótese nula e o intervalo de confiança foi fixado em 95%. Como resultados, obteve-se que a média de idade foi 75,4 anos, com prevalência na faixa-etária de 71 a 80 anos; 53,7% se autodeclararam de cor parda; 70,4% eram naturais do interior; 68,1% eram católicas; moram em média há 34,5 anos naquela casa, com uma média de 3,3 pessoas, prevalecendo o arranjo trigeracional (32,8%); 79,9% declararam ser a chefe do domicílio e possuem em média 6 filhos; 35,3% eram analfabetas; a renda média das idosas ficou em 1,7 salários mínimos e as principais fontes de renda foram pensão e aposentadoria; 42,6% autoavaliaram a própria situação econômica como ruim; o serviço de saúde que mais utilizam é o SUS (77,0%) e 81,9% moram em casa própria; 74,5% referiram possuir alguma ocupação, sendo que prevaleceu a de atividades do lar (72,5%); 39,6% autoavaliaram sua memória como regular; 84,8% afirmaram ser independentes para execução de atividades diárias; 87,3% não possuem cuidador; 48% referiram um padrão se sono ruim; 32,4% eram tabagistas (média diária de 19 cigarros/dia) e 20,6% etilistas. O tempo de viuvez médio foi de 12,5 anos e 53,7% afirmaram que a vida melhorou após ficarem viúvas. As comorbidades mais prevalentes na amostra foram: hipertensão (73,5%), artrose (67,1%) e problemas de coluna (64,7%). A QV aferida pelo SF-36 obteve maiores escores nos domínios saúde mental, vitalidade, aspectos emocionais e aspectos sociais, e menores nos domínios estado geral de saúde, capacidade funcional, aspectos físicos e dor. Quanto aos fatores associados à QV das idosas viúvas, observou-se associação estatisticamente significativa de todas as dimensões de QV abordadas com as seguintes variáveis: idade, naturalidade, ser chefe/responsável pelo domicílio, escolaridade, autoavaliação da situação econômica, padrão de sono autorreferido, grau de dependência para realização de atividades diárias, ter ocupação, autoavaliação da memória, memória comparada com anos atrás, existência de cuidador e tempo de viuvez. Concluiu-se que alguns dos componentes do perfil das idosas influenciaram na mensuração da QV aferida, dentre eles o próprio tempo de viuvez, e que o seu comprometimento está relacionado basicamente aos aspectos físicos. Os resultados do estudo salientam como contribuições de Enfermagem a sua aplicabilidade na assistência, no ensino e na realização de pesquisas congêneres. Faz-se necessário o desenvolvimento de investigações sobre a viuvez na sociedade e a problemática da feminização da velhice relacionada à qualidade de vida.

  • JAQUELINE CARVALHO E SILVA SALES
  • PREVALÊNCIA DE SINTOMAS DEPRESSIVOS E FATORES ASSOCIADOS EM MULHERES IDOSAS ASSISTIDAS NA ATENÇÃO BÁSICA, NA PERSPECTIVA DO CURSO DE VIDA
  • Orientador : MARIA DO LIVRAMENTO FORTES FIGUEIREDO
  • Data: 29/11/2016
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  • Introdução: O envelhecimento populacional configura-se como uma realidade crescente no Brasil, com predomínio de mulheres, sendo este fenômeno denominado de feminização da velhice. Soma-se a este o aparecimento de várias doenças crônicas, dentre elas a depressão e sua sintomatologia. Objetivo: Analisar a prevalência de sintomas depressivos e fatores associados em mulheres idosas assistidas na Atenção Básica, na perspectiva do curso de vida. Metodologia: Estudo do tipo método misto explanatório sequencial, desenvolvido com 206 idosas. A coleta de dados ocorreu de dezembro/2015 a março/2016, por meio da aplicação do Mini Exame do Estado Mental; formulário de dados sociodemográficos e de condições de saúde; Escala de Depressão Geriátrica e um roteiro de entrevista com questões abertas sobre o desencadeamento dos sintomas depressivos em mulheres idosas. Na fase quantitativa, os dados foram dispostos para análise mediante a utilização do software Statistical Package for the Social Science, versão 20.0. Foram realizadas análises univariadas, por meio de estatísticas descritivas simples. Na estatística inferencial, foram aplicados testes de hipóteses bivariado (Qui-quadrado e Correlação de Spearman) e multivariado (Regressão logística múltipla - Odds ratio ajustado). O nível de significância foi fixado em p≤0,05. Na fase qualitativa, utilizou-se a técnica de análise temática. Resultados: A prevalência de sintomas depressivos em idosas foi de 16,0%, sendo 14,1% leve ou moderado e 1,9% grave. Na análise bivariada, observou-se associação estatisticamente significativa entre a presença de sintomas depressivos e as variáveis: organização familiar na moradia, comparação da condição econômica com outras pessoas que tenham a mesma idade e tempo de aposentada. No modelo multivariado, permaneceu associada a variável comparação da condição econômica com outras pessoas que tenham a mesma idade, além da cor da pele. Formularam-se três categorias temáticas que apontaram como desencadeadores de sintomas depressivos em idosas: sentimentos de abandono, solidão e desprezo; perdas de filhos e problemas com descendentes; e a presença de doenças. Tendo por base os resultados do presente estudo, houve, além do apoio da fase qualitativa à quantitativa, a indispensável complementariedade entre as mesmas. Conclusão: Reitera-se a importância da criação e implementação de programas de inclusão da mulher idosa em movimentos socioculturais e de lazer; implantação do rastreamento de sintomas depressivos na rotina da assistência na Atenção Básica; e qualificação dos profissionais de saúde, em especial do enfermeiro, para o desenvolvimento de um cuidado fundamentado no conhecimento integral do processo de envelhecimento humano. 

  • CHRYSTIANY PLÁCIDO DE BRITO VIEIRA
  • PREVALÊNCIA DE FERIDAS CRÔNICAS E FATORES ASSOCIADOS EM IDOSOS NA ATENÇÃO BÁSICA
  • Orientador : MARIA HELENA BARROS ARAUJO LUZ
  • Data: 28/11/2016
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  • INTRODUÇÃO: Os idosos representam um grupo vulnerável à ocorrência de feridas crônicas, por apresentarem uma série de fatores associados ao processo de envelhecimento e às comorbidades, que os predispõem ao surgimento de feridas e ao retardo do processo de cicatrização. Além disso, apresentam desigualdades em saúde que geram maiores demandas de assistência para o tratamento desses agravos, provocadas por condições do contexto social, como renda, educação, ocupação, estrutura familiar, disponibilidade de serviços, saneamento, exposição a doenças, apoio social e acesso a ações preventivas. OBJETIVOS: O presente estudo teve como objetivo analisar a prevalência de feridas crônicas e os fatores associados em idosos assistidos na atenção básica do município de Teresina, Piauí. MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa epidemiológica, analítica, transversal, realizada de dezembro de 2015 a março de 2016, com idosos assistidos por equipes urbanas da Estratégia Saúde da Família das três Diretorias Regionais de Saúde do município de Teresina. A amostra foi composta por 339 indivíduos selecionados por amostragem estratificada proporcional. RESULTADOS: Observou-se que a idade média foi de 71,1 anos, predominância do sexo feminino com 67,3%, 54% com companheiro, 44% sem escolaridade, 85% apresentavam renda familiar de 1 a 3 salários mínimos e 13,9% mantinham trabalho remunerado. Ter uma ou mais doenças de base predominou em 91,7% dos entrevistados, sendo as mais encontradas hipertensão, diabetes e hipercolesterolemia, 83,5% apresentavam independência funcional, 37,2% tinham algum tipo de restrição alimentar, 36,9% referiram perda de peso, 76,1% não praticavam atividade física. A prevalência de ferida crônica foi de 11,8% (IC95%8,6-15,3), sobressaindo-se as lesões por pressão. Lesão única predominou, com localização em regiões sacra, plantar e terço distal da perna. A pontuação média do PUSH foi de 11,3 (±3,6) e a média de duração 22,5 meses (±35,9). O curativo era realizado no domicílio em 90% dos casos, pelo cuidador ou pelo próprio idoso. Apresentaram associação estatística significante com a ocorrência de ferida crônica: faixa etária (p=0,03), desenvolver alguma atividade (p<0,01), atividade física (p<0,01), variação do peso (p<0,01), ingestão alimentar (p<0,01) e mobilidade no leito (p<0,01). Foram associados à condição de cicatrização: escolaridade (p=0,02) e tratamento medicamentoso (p=0,03). Desenvolver nenhuma atividade e não praticar atividade física aumentaram em 1,5 vezes e 2,3, respectivamente, as chances de apresentar ferida crônica. Os idosos que se movimentam com ajuda e que tinham restrição alimentar apresentaram, respectivamente, 90% e 70% mais chances de apresentar uma ferida crônica. CONCLUSÃO: A prevalência de feridas crônicas entre idosos na atenção básica foi elevada e a sua ocorrência e o retardo do processo de cicatrização estão associados às características sociodemográficas, econômicas e clínicas da população estudada, o que reforça o papel desses aspectos como determinantes da saúde do idoso com ferida crônica.

  • FERNANDO JOSÉ GUEDES DA SILVA JÚNIOR
  • USO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS POR MULHERES E SUA RELAÇÃO COM SOFRIMENTO MENTAL
  • Orientador : CLAUDETE FERREIRA DE SOUZA MONTEIRO
  • Data: 18/11/2016
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  • Introdução: O consumo de álcool e outras drogas é um problema de saúde pública de abrangência mundial que tem impacto nos indicadores epidemiológicos, econômicos, familiares, jurídicos, sociais e de saúde. Atenção especial deve ser dada as mulheres por serem mais vulneráveis as implicações oriundas desta prática, dentre elas o sofrimento mental, uma síndrome clínica caracterizada pela presença de sintomas depressivos, de ansiedade e sintomas físicos (somatização). Objetivo: analisar o uso de álcool e outras drogas e sofrimento mental em mulheres atendidas na Estratégia Saúde da Família. Metodologia: estudo multicêntrico, analítico e transversal, realizado no Estado do Piauí, com 369 mulheres dos municípios de Teresina, Parnaíba, Picos, Floriano e Bom Jesus. Os dados foram coletados no período de agosto de 2015 a março de 2016 por meio da aplicação do Alcohol Use Desorders Identification Test, Non-Student Drugs Use Questionnaire e Self-Reporting Questionnaire. Para análise utilizou-se o software Statistical Package for the Social Science, versão 20.0. Foram realizadas estatísticas descritivas (medidas de tendência central) e inferenciais (regressão logística linear e multivariada; teste de Mann-Whitney e Kruskal-Wallis; teste de correlação de Spearman). Resultados: A amostra se caracterizou por mulheres adultas jovens, pardas, casadas, católicas, com filhos, naturais do interior do Estado, que estudaram em escolas públicas (±10 anos de estudo), com emprego formal e renda individual média superior a um salário mínimo. A prevalência do consumo de álcool foi de 50,1%, tabaco 17,9%, tranquilizantes 15,7%, maconha 4,9%, solventes e cocaína 1,9%. Das mulheres entrevistadas 37,1% apresentavam sofrimento mental. As mulheres que possuem padrão de “possível dependência” de álcool têm 2,1 vezes mais chance de sofrimento que aquelas que fazem “uso de risco”. O teste de correlação de Spearman reforçou esse desfecho demonstrando que quanto mais intenso o consumo de bebidas alcoólicas mais grave é o sofrimento mental (p=0,000 e r=0,250). O consumo de tabaco aumenta em 3,5 vezes as chances de sofrimento (IC=2,0-6,1), os tranquilizantes em 2,6 vezes (IC=1,4-4,6) e a maconha em 4,5 vezes (IC=1,6-13,6). Conclusão: A prevalência do consumo de álcool/outras drogas e sofrimento mental é considerada alta na amostra. O “uso de risco” foi o padrão de consumo de álcool mais identificado. O uso do tabaco foi considerado pesado (±1,5 maços/dia). O consumo de álcool, tabaco, maconha e tranquilizantes aumenta a chance das mulheres apresentarem sofrimento mental. Aponta-se a necessidade de políticas públicas de saúde mais eficazes para prevenção do consumo de álcool, outras drogas e sofrimento mental em mulheres e de ações de qualificação profissional que possam dar melhor sustentabilidade ao processo de implementação das ações propostas, tanto nas políticas de saúde da mulher, saúde mental quanto naquelas de enfrentamento ao consumo de álcool e outras drogas. A principal recomendação para gestão e assistência de enfermagem inclui o uso de ferramentas para o rastreamento do consumo de álcool, outras drogas e sofrimento mental na rotina das consultas de enfermagem na Atenção Básica.

  • LARISSA ALVES DE ARAÚJO LIMA
  • ANÁLISE DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER PERPETRADA POR PARCEIRO ÍNTIMO E FATORES ASSOCIADOS
  • Orientador : CLAUDETE FERREIRA DE SOUZA MONTEIRO
  • Data: 18/11/2016
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  • Introdução: A violência contra a mulher constitui uma violação dos direitos humanos, desrespeito a dignidade da mulher, além de ser um grave problema de saúde pública. Objetivo: analisar a violência contra a mulher, perpetrada pelo parceiro íntimo. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa descritiva e de corte transversal. Desenvolvida com 369 mulheres de 20 a 59 anos, atendidas em Consultas de Enfermagem nas Unidades Básicas de Saúde de Teresina, Parnaíba, Picos, Floriano e Bom Jesus. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário contendo caracterização sociodemográfica e a Revised Conflict Tactics Scales. Para análise dos dados, utilizou-se o Software Statistical Package for the Social Science, versão 20.0 e foi realizado estatísticas descritivas, teste de normalidade, Kolmogorov-Smirnov, comprovando-se um padrão de distribuição assimétrico, logo para comparar médias utilizou-se o teste de Mann-Whitney. Para verificar associação utilizou-se o teste do qui-quadrado. As variáveis com valor de p ≤ 0,20 foram submetidas ao modelo multivariado de regressão logística (Odds Ratio ajustado). Para todas as demais análises foi mantido o nível de significância de p ≤ 0,05 e o intervalo de confiança foi fixado em 95%. Foram obedecidos todos os princípios da Resolução 466/12 do Conselho Nacional em Saúde. Resultados: a maioria da amostra encontrava-se na faixa etária de 20 a 39 anos, pardas, casadas/ união estável, católicas e escolarizadas. Quanto as condições de saúde, verificou-se que 30,1% procura os serviços de saúde pelo menos uma vez/mês para realização de consultas de rotina (35,3%) e exame de prevenção (32,8%). A prevalência da Violência perpetrada pelo parceiro íntimo contra a mulher encontrada foi de 65,3%, e dentre a natureza das ações violentas, houve prevalência da Psicológica (93,4%). Associado a violência por parceiro íntimo encontrou-se ter frequentado ou não a escola (p=0,02), e religião (p<0,01). Encontrou–se, ainda, que mulheres casadas/união estável possuem 1,9 vezes mais chances de sofrerem violência por parceiro íntimo e aquelas que não frequentaram a escola possuem 20,1 vezes mais chances de sofrerem violência. As de religião católica possuem 1,7 vezes mais chances que as evangélicas de serem vítimas desse tipo de violência. Conclusão: Os resultados apontaram uma prevalência expressiva de mulheres que sofrem violência perpetrada pelo parceiro íntimo associada a baixa escolaridade e serem adeptas de uma religião.

  • LAIS GAMA IBIAPINA
  • Narrativas de enfermeiras sobre a assistência às adolescentes no processo de gestação, parto e nascimento

  • Orientador : INEZ SAMPAIO NERY
  • Data: 29/07/2016
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  • A temática da gravidez, parto e maternidade em adolescentes representa um problema de saúde pública e engloba o contexto social, econômico, psicoemocional, cultural, religioso e, sobretudo, o familiar. Essa conjuntura impõe barreiras ao cuidar e, assim, há a necessidade de se pensar em formas de expandir o acesso das adolescentes aos serviços de saúde, bem como melhorar a qualidade das consultas, principalmente fortalecendo o acolhimento. Com base na problemática, objetivou-se compreender as narrativas de vida das enfermeiras acerca da assistência prestada às adolescentes no processo de gestação, parto e nascimento. Estudo qualitativo, descritivo, cujo método empregado foi Narrativas de Vida, com onze enfermeiras que realizavam assistência às adolescentes no município de Esperantina – PI. A produção dos dados ocorreu no período de abril a junho de 2016 com formulário semiestruturado, cuja técnica foi a entrevista aberta, prolongada em profundidade. A partir dos relatos, evidenciaram-se quatro categorias e subcategorias temáticas. Em relação A enfermagem e a prevenção da gravidez na adolescência em que se pode perceber preocupação e esforço das enfermeiras em prevenir a gravidez e Infecções Sexualmente Transmissíveis, com a realização do Planejamento Familiar e Educação em saúde nas unidades básicas de saúde e nas escolas. A Assistência de enfermagem às adolescentes na gravidez, trabalho de parto, parto e puerpério, onde observou-se que as enfermeiras realizam cadastro das gestantes no SISPRENTAL, classificação de risco, imunização, anamnese e exame físico gineco-obstétrico, solicitam exames e encaminham a outros profissionais, além das orientações acerca dos sinais de trabalho de parto, tipos de parto, encaminhamento das grávidas para o hospital local e maternidade de referência, realizam visita puerperal até o sétimo dia pós-parto, consulta de enfermagem à puérpera e ao recém-nascido. As Dificuldades e desafios enfrentados pelas enfermeiras na assistência adolescentes: destacaram-se a falta de medicamentos, realização dos exames e estrutura inadequada. Quanto aos Sentimentos das adolescentes e participação da família: as adolescentes manifestaram vergonha, medo, ansiedade, dúvidas, porém com apoio familiar ocorre melhor aceitação do processo de gestar, parir e maternar. Desse modo, a assistência das enfermeiras foi efetiva e subsidiará tomadas de decisões dos gestores na melhoraria assistencial e a implementação de políticas públicas direcionadas às adolescentes fundamentadas nos princípios da humanização da atenção.

  • ANDRÉA PEREIRA DA SILVA
  • INDICADORES SOCIODEMOGRÁFICOS, ANTROPOMÉTRICOS E CLÍNICOS DE PACIENTES ADERENTES E NÃO ADERENTES AO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL

  • Data: 05/07/2016
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  • A Hipertensão Arterial Sistêmica configura-se como um problema de saúde pública relevante devido a sua elevada prevalência e baixo controle. O aparecimento desse agravo é expresso através de fatores de risco comuns e potencialmente modificáveis Após o diagnóstico da doença, torna-se indispensável à adesão do paciente ao tratamento. Entretanto, não existe consenso sobre entre a adesão e sua relação com os fatores clínicos das pessoas com hipertensão. Assim, o presente estudo teve como objetivo, comparar os indicadores sociodemográficos, antropométricos e clínicos de pacientes hipertensos aderentes e não aderentes à terapia medicamentosa.  Estudo descritivo e delineamento transversal, realizado com 352 pacientes hipertensos, de ambos os sexos, cadastrados e acompanhados nas Unidades de Atenção Primária à Saúde da cidade de Floriano-PI. A coleta de dados ocorreu nos meses de junho, julho e agosto de 2015, por meio de um formulário que contemplou informações sociodemográficas, antropométricas, clínicas e variáveis medicamentosas. Os dados foram analisados no software estatístico Statistical Package for Social Sciences (SPSS), versão 20.0. A fim de se verificar a existência de associações entre as variáveis do estudo, foi utilizado o teste Qui-quadrado e o teste de Fisher. Para todos os testes, foi fixado o nível de significância de 5%. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Piauí, sob número: 1.093.997. Como resultados, verificou-se que 72,7% eram mulheres, 67,9% pardos, 55,7% mantinham uma união consensual ou eram casados, 54,0% aposentados, 77,6% eram analfabetos e/ou possuíam o ensino fundamental incompleto, 49,9% estavam inseridos na classe econômica D-E, 65,9% dos pacientes apresentavam excesso de peso, 60,8% possuíam a circunferência da cintura (CC) elevada, 76,4% eram sedentários, 37,2% possuíam níveis pressóricos elevados. A adesão ao tratamento medicamentoso pelo Teste de Morisky, Green e Levine foi de 29,5%. Ao serem feitas as associações entre a adesão e os fatores sociodemográficos prevaleceram os sujeitos do sexo masculino (66,8%), os pacientes da cor branca (30,0%), os viúvos (34,8%), os aposentados (34,7,%), os pacientes situados na classe econômica C (32,2,%), os que possuíam o ensino superior completo/incompleto (87,1%). A não adesão prevaleceu entre os obesos (77,2%), com valores de CC elevada (74,3%), pressão arterial elevada (71,0%), fumantes (71,1%), etilistas (87,1%), sedentários (73,5%), que usavam os medicamentos de um a dez anos (74,0%), em pelo menos duas vezes ao dia (72,0%). A não adesão esteve associada, estatisticamente, com a circunferência da cintura elevada, ao etilismo e ao tempo de uso dos medicamentos (p= 0,049, p=0,033, p=0,008), respectivamente. Conclui-se que a adesão ao tratamento foi baixa e houve diferença no perfil antropométrico e clinico dos pacientes hipertensos aderentes. Assim, medidas de intervenção necessitam serem traçadas para corrigir a não adesão e promover uma melhor qualidade de vida as pessoas com hipertensão.

  • ELAINE CARININY LOPES DA COSTA
  • PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO E CLÍNICO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM ESTOMAS

     

  • Orientador : MARIA HELENA BARROS ARAUJO LUZ
  • Data: 01/07/2016
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  • A confecção de um estoma em criança constitui medida terapêutica cirúrgica, de caráter provisório ou definitivo, para muitas doenças ou situações clínicas agudas ou crônicas. É uma situação que pode gerar alterações biopsicossociais, o que resulta na necessidade de cuidados à criança bem como aos pais, familiares e aos cuidadores. As causas de estomias em crianças decorrem principalmente da má formação congênita, obstruções intestinais e lesões decorrentes de trauma. No lactente, têm- se como causa a enterocolite necrosante, o ânus imperfurado e a Doença de Hirschsprung; nas crianças maiores são as doenças inflamatórias intestinais e as ureterostomias na correção de defeitos da bexiga e da porção distal dos ureteres. O objetivo deste estudo foi caracterizar o perfil sociodemográfico, clínico de crianças e adolescentes com estomias atendidas em um hospital público de referência na assistência à saúde da criança e adolescente. Trata-se de estudo descritivo transversal, realizado em um hospital, em Teresina PI. Após a aprovação no Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, parecer de número 1.115.941, foi realizada a entrevista com os pais de 55 crianças/adolescentes atendidas no referido hospital entre os meses de julho a outubro de 2015 e os critérios de inclusão foram crianças e adolescentes atendidas no hospital e que tivessem algum estoma. Houve predomínio do sexo masculino (60%), cor parda (58,2%), sendo a média de idade de 4,1 anos, procedentes do interior do Piauí (58,2%). A maioria das crianças e adolescentes não frequentava a escola (81,8%), em relação à renda familiar a maioria recebia entre 1 a 2 salários mínimos (47,3%) e moravam em casa própria (80%). Quanto às causas básicas para a confecção do estoma predominou as malformações congênitas (69,1%) seguida da paralisia cerebral (20%) e o diagnóstico médico de anomalia anorretal (32,3%). Em relação ao sistema orgânico, o gastrintestinal foi o mais acometido (68%) e a colostomia (40,7%) foi a mais frequente das estomias seguido da gastrostomia (21,8%), houve predomínio de estomas temporários (43,6%). Quanto às características morfológicas do estoma, a maioria era de coloração vermelho-vivo (58,2%) e protruso (49,1%) Evidenciou-se neste estudo o predomínio de crianças e adolescentes portadoras de estomas de eliminação que não utilizavam  equipamento coletor (79,4%). Em relação às complicações do estoma, a saída acidental da sonda da gastrostomia foi a mais comum (50%) seguida do sangramento do estoma (37,5%), a complicação da pele periestomal mais comum foi a hiperemia (92,3%). Em (89,2%) dos sujeitos, a mãe foi a cuidadora principal e a maioria dos pais (81,8%) foi orientado pela equipe de saúde em relação aos cuidados com o estoma. A realização desta pesquisa possibilitou conhecer o perfil sociodemográfico de crianças e adolescentes estomizadas, o que poderá contribuir para o replanejamento da assistência de enfermagem, bem como a reestruturação do serviço de saúde a fim de atender a essa clientela, além disso, observou-se a necessidade de educação continuada para os profissionais de saúde em especial enfermeiros, no sentido de capacitá-los sobre os cuidados aos estomizados, para que assim tenha o conhecimento necessário para prestar assistência e repassar as orientações adequadas aos pais e cuidadores.

  • DANIELE MARTINS DE SOUSA
  • PREVALÊNCIA DE Staphylococcus aureus MULTIRRESISTENTE EM PACIENTES DA TERAPIA INTENSIVA

  • Orientador : MARIA ELIETE BATISTA MOURA
  • Data: 30/06/2016
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  • A bactéria Staphylococcus aureus faz parte do grupo de cocos gram – positivos e está presente na microbiota humana, podendo provocar doenças que vão desde infecções simples até as mais graves. Em condições propícias relacionadas a internações hospitalares e principalmente em ambientes de terapia intensiva, este patógeno aparece como um dos agentes causadores das infecções de maior evidência, por sua enorme capacidade de adaptação e resistência aos antimicrobianos. O estudo objetivou investigar a prevalência de Staphylococcus aureus multirresistente em pacientes da terapia intensiva; caracterizar os participantes quanto ao sexo, idade, procedência, uso de drogas, tempo de permanência da internação, número de internações anteriores, uso de dispositivos invasivos e dispositivos mais frequentes; descrever o perfil de sensibilidade dos Staphylococcus aureus aos antimicrobianos e analisar a prevalência com base na política Nacional de prevenção e controle das Infecções Relacionadas à Assistência a Saúde (IRAS). Estudo descritivo e delineamento transversal, realizado com 110 pacientes internados nas unidades de terapia intensiva (UTI’s) de um Hospital Público de Teresina- PI. A coleta de dados ocorreu no período de julho/2015 a dezembro/2015, por meio de formulário pré-testado que apresentou dados sociodemográficos dos participantes e questões predominantemente fechadas, relacionadas às variáveis clínicas da pesquisa, bem como houve coleta de amostras biológicas para análise no laboratório de Microbiologia da UFPI. Os dados foram processados no software estatístico Statistical Package for Social Sciences (SPSS), versão 20.0. Algumas associações de interesse foram verificadas utilizando-se o teste qui-quadrado e teste exato de Fisher, adotando-se nível de significância de p ≤0,05. Dos 110 pacientes foram coletadas 245 amostras referentes aos sítios de coleta (nasofaringe, orofaringe e inserção de cateter venoso central). Após a análise laboratorial 54,55% dos pacientes apresentaram resultado positivo para Staphylococcus aureus, destes 51,7% eram mulheres com idade entre 15 e 95 anos, havendo predomínio em pacientes acima de 60 anos, (51,7%), 52,5% procedentes do interior do Piauí, 70% com média de 5 dias de internação, sendo que 48,3% apresentaram duas internações anteriores e 83,3% usavam algum dispositivo invasivo, prevalecendo a sonda vesical de demora em 32,5% dos casos. A multirresitência predominou no sitio de inserção de cateter venoso central (CVC) (85%). Verificou-se maior resistência a oxacilina e ampicilina na topografia inserção de CVC. Observou-se predomínio das patologias clínicas (25,7%), com destaque para doenças infecciosas (pneumonia e sepse); e 76,7% dos pacientes que apresentaram multirresitência, fizeram uso de mais de três antibióticos nas UTI’s. Conclui-se que a prevalência de Staphylococcus aureus multirresistente foi elevada e reforça-se a necessidade de vigilância para que medidas de prevenção e controle, sejam implementadas de forma adequada, tornando possível corrigir e/ou minimizar os danos decorrentes dos elevados índices de resistência aos antibióticos.

  • REBECA MENDES MONTEIRO
  • QUALIDADE DE VIDA DE PESSOAS LARINGECTOMIZADAS TOTAIS

  • Orientador : MARIA HELENA BARROS ARAUJO LUZ
  • Data: 28/06/2016
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  • No Brasil, a maioria dos casos de câncer de laringe é diagnosticada em estádio avançado e a laringectomia total (LT) é um dos principais tratamentos para esta doença que pode afetar a qualidade de vida (QV) das pessoas, por causar perda da voz, diversas alterações fisiológicas e estéticas. Frente ao exposto, este estudo teve por objetivo avaliar a QV de pessoas laringectomizadas totais com traqueostomia. Trata-se de pesquisa descritiva e transversal realizada em um hospital filantrópico de nível terciário de Teresina, no período de setembro 2015 a janeiro de 2016. A amostra foi constituída de 37 pessoas laringectomizadas totais e a coleta de dados realizada após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa, mediante a aplicação de um instrumento de caracterização sociodemográfica e clínica e do questionário European Organization for Research and Treatment of Cancer - EORTC QLQ-C30 (versão 3.0) e seu módulo específico para neoplasias de cabeça e pescoço QLQ-H&N43. Estatísticas descritivas foram utilizadas para análise das características sociodemográficas e clínicas e os testes não paramétricos para associação entre características sociodemográficas e clínicas e a QV e seus domínios, todos com nível de significância de α=0,05. A maioria das pessoas laringectomizadas totais que participou deste estudo 34 (91,89%) era do sexo masculino, com média de idade de 62,76 anos (dp=11,24), casada ou em união estável 22 (59,45%), alfabetizada 25 (67,56%) e tinha renda pessoal de um salário mínimo ou mais 29(78,37%). No momento do diagnóstico, 36 (97,30%) estavam em estádio avançado da doença e a maioria fez quimioterapia associada a radioterapia 27 (72,97%). Em relação aos fatores de risco, 34 (91,89%) eram tabagistas antes do câncer de laringe e 35 (94,59%) ingeriam bebida alcoólica. A medida global de saúde foi 72,97 (dp=15,76) para o questionário QLQ C30 e o maior escore foi o da função cognitiva 85,58 (dp=18,91) e o sintoma mais afetado foi a fadiga 17,42 (dp 21,52). Para o QLQ HN43 problemas de fala foi o que apresentou o maior escore 53,29 (dp=27,02). Com exceção da religião, todas as variáveis sociodemográficas e clínicas investigadas apresentaram diferença estatisticamente significativa em um ou mais domínios dos questionários aplicados. Conclui-se que a LT afeta a QV de laringectomizados totais e que há necessidade de intervenções de enfermagem para a completa reabilitação a essa nova condição.

  • ANTÔNIO TIAGO DA SILVA SOUZA
  • PREVALÊNCIA DA SÍFILIS E FATORES DE RISCO ASSOCIADOS EM INTERNOS DO SISTEMA PRISIONAL DO PIAUÍ

  • Orientador : TELMA MARIA EVANGELISTA DE ARAUJO
  • Data: 22/06/2016
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  • A Sífilis, também conhecida como Cancro Duro, é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Treponema pallidum que encontra nas penitenciárias, condições que podem favorecer o risco da sua transmissão entre a população prisional. Esta pesquisa teve como objetivo investigar a prevalência de Sífilis e fatores de risco em internos nos presídios do Estado do Piauí. Trata-se de estudo epidemiológico do tipo transversal, desenvolvido com 2.131 presidiários. A coleta de dados foi realizada no período de janeiro/2014 a julho/2014, por meio da aplicação de formulário pré-testado e realização de teste rápido para diagnóstico da Sífilis. Os dados foram digitados e analisados com a utilização do software SPSS versão 19.0. Foram realizadas análises univariadas, por meio de estatísticas descritivas simples. Na estatística inferencial foram aplicados testes de hipóteses bivariados e multivariados, com a utilização de regressão logística simples (Oddis ratio não ajustado) e regressão logística múltipla (Oddis ratio ajustado). O nível de significância foi fixado em p≤0,05. Dentre os 2.131 presidiários que participaram do estudo, 1.116 (52,4%) eram residentes do interior do Estado, 1.037 (48,6%) estavam na faixa etária de 23 a 32 anos, 1.977 (92,8%) eram do sexo masculino e 1.342 (63,0%) referiram escolaridade compatível com ensino fundamental incompleto, 1.312 (61,6%) se declararam pardos, 1.235 (58,0) em situação conjugal solteiros/separados/viúvos e 793 (37,2%) sem renda pessoal. Quanto à prevalência de positividade do teste para Sífilis foi de 8,4% (IC95% = 7,3-9,6), sendo 19,5% no sexo feminino e 80,5% no sexo masculino. Na análise bivariada observou-seassociação estatisticamente significativa entre a positividade do marcador sorológico da sífilis e as variáveis: sexo, uso de drogas ilícitas, uso de piercings, prática sexual com parceiros do mesmo sexo, uso de drogas antes da relações sexuais e conhecimento sobre a forma de transmissão. No modelo multivariado permaneceu associada apenas o uso de drogas antes das relações sexuais (p&lt;0,01). Os resultados deste estudo evidenciam a necessidade de ações públicas de saúde, incluindo articulação entre esferas governamentais e entre gestão da saúde e da justiça, para elaborar estratégias de modo a contemplar a demanda de saúde dos internos do Sistema Prisional do Estado. Faz-se oportuna a ampliação de ações relacionadas ao diagnóstico da Sífilis na admissão e rotina, atividades contínuas de educação em saúde, capacitação dos profissionais de saúde que compõem a equipe da justiça para fortalecer a promoção da saúde, prevenção e controle da Sífilis.

  • ANNA KATHARINNE CARREIRO SANTIAGO
  • AVALIAÇÃO DA ATENÇÃO HUMANIZADA AO RECÉM-NASCIDO PREMATURO

  • Orientador : LIDYA TOLSTENKO NOGUEIRA
  • Data: 07/06/2016
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  • Introdução: A atenção humanizada ao recém-nascido prematuro como prática qualificada reúne intervenções que buscam promover o seu desenvolvimento saudável, que requer avaliação para aperfeiçoar as estruturas institucionais disponíveis e a prática profissional. Objetivo: Avaliar a atenção humanizada ao recém-nascido prematuro, na perspectiva da primeira etapa do Método Canguru. Metodologia: Estudo descritivo, avaliativo, com delineamento transversal, realizado em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) e Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional (UCINCo) de maternidade de referência, em Teresina-PI, com 128 profissionais de saúde. Foram utilizados três instrumentos: formulário tipo check list para os dados da estrutura, questionário para os profissionais e roteiro de observação estruturada das práticas profissionais. Os dados foram organizados por meio do software Microsoft Excel. Resultados: Evidenciou-se que o grau de adequação estava inferior às recomendações ministeriais, no que tange a recursos materiais para UTIN e a recursos humanos para UCINCo. As práticas assistenciais na perspectiva da primeira etapa, mostraram-se incipientes, apesar de os profissionais terem recebido capacitação: frágil inclusão da família no cuidado ao recém-nascido; manuseio não contingente do recém-nascido; controle de ruídos e luminosidade deficientes e baixa utilização de medidas não farmacológicas de manejo da dor em procedimentos dolorosos. Conclusão: A inadequação na estrutura compromete a instituição do Método Canguru e dificulta a prática comprometida com a singularidade de cada família. Ademais, os preceitos das normas ministeriais para o atendimento a essa população ainda não foram completamente incorporados à assistência pelos profissionais de saúde.

  • GIRZIA SAMMYA TAJRA ROCHA
  • HISTÓRIA E MEMÓRIA DO PROJETO LARGA ESCALA NO ESTADO DO PIAUÍ.

  • Orientador : BENEVINA MARIA VILAR TEIXEIRA NUNES
  • Data: 03/06/2016
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  • O presente estudo é de natureza histórico-social, cujo objeto constitui-se da trajetória histórica do Projeto Larga Escala no Estado do Piauí no período de 1982 a 1996. Tem como objetivos contextualizar as circunstâncias que antecederam a criação do Projeto Larga Escala; descrever a história do Projeto Larga Escala no Piauí no período de 1982 a 1996; discutir a criação do Centro Formador de Recursos Humanos no Piauí como escola de desenvolvimento da proposta pedagógica do Projeto Larga Escala; analisar a proposta pedagógica do Projeto Larga Escala para formação de recursos humanos de nível médio em enfermagem no Piauí. Para dar sustentação teórica, foram utilizados os conceitos de história e memória na perspectiva de Le Goff (2003) e Delgado (2010), como também nos conceitos e métodos da história oral sob o ponto de vista de Merhy e Holanda (2010) e Meihy e Ribeiro (2011).  A obtenção de dados foi baseada no método de pesquisa da história oral e os dados foram provenientes de fontes primárias e secundárias. A coleta dos dados foi realizada no período de janeiro a março de 2015 e teve como fontes primárias os depoimentos orais de sete colaboradoras enfermeiras que participaram do Projeto Larga Escala, na condição de professores e alunos, nos cursos de formação pedagógica e formação profissional e que aceitaram participar da pesquisa. As fontes secundárias foram constituídas por livros e artigos referentes à temática, pertinentes ao contexto histórico, político e social da época. Os resultados apontam que o Projeto Larga Escala foi desenvolvido no Estado do Piauí sob influência de determinantes políticos, sociais, econômicos e históricos que possibilitaram reflexões acerca dessa experiência na área de formação de recursos humanos em enfermagem. Esta experiência resultou em um legado histórico de integração, ensino e trabalho com perspectivas inclusivas e cidadãs com utilização de métodos ativos nesse tipo de ensino, que serve de exemplo para a atual discussão de formação de recursos humanos, principalmente em enfermagem, mas também em outras áreas. Conclui-se que os avanços e retrocessos foram características no processo de ensino de Enfermagem no Piauí, pois a implantação do ensino formal ocorreu tardiamente tendo que enfrentar desafios que impediam seu progresso e muitas vezes ocasionando o seu declínio. Tornou possível a identificação e a contribuição de Enfermeiras Piauienses pioneiras na evolução deste processo de ensino e aprendizagem da profissão, assim como a análise histórica da instalação, estruturação e aperfeiçoamento do ensino médio e superior de Enfermagem no Estado do Piauí.

  • SAMUEL FREITAS SOARES
  • Gerenciamento do cuidado e simulação clínica: desenvolvendo a competência comunicação em enfermagem. 

  • Orientador : ELAINE CRISTINA CARVALHO MOURA
  • Data: 29/04/2016
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  • A ampliação de conhecimento sobre o processo de comunicação na perspectiva profissional em enfermagem é elemento essencial para diminuição de vieses relacionados ao gerenciamento do cuidado de enfermagem. O objetivo do presente estudo foi avaliar a competência comunicação profissional entre estudantes de enfermagem e os seus respectivos conhecimentos, habilidades e atitudes, visando ao gerenciamento do cuidado em enfermagem no contexto de simulação clínica avançada. Fundamentou-se em 33 teorias de comunicação analisadas por Littlejohn (1982, 2011), que foram organizadas em fichas conceituais que deram suporte à estruturação da competência na perspectiva de Le Boterf (2003). Trata-se de um estudo do tipo metodológico seguido de estudo descritivo comparativo tendo em vista a construção do Instrumento de mensuração da competência profissional comunicação e aplicação piloto em três momentos: pré-teste, intrateste e pós-teste. Para a construção do instrumento de medida da competência profissional comunicação, foram considerados os fundamentos teóricos metodológicos propostos por Pasquali (2010). Incialmente foi elaborado um construto com 127 itens: (45) conhecimento, (45) habilidade e (37) atitude. A seguir foi realizada validação de conteúdo por cinco juízes experts na área. A combinação dos itens operacionais resultou no instrumento constituído por 46 itens, dos quais (18) conhecimento, (12) habilidade e (16) atitude, com resposta do tipo Likert de 5 pontos, variando entre 1 (nada) a 5 (extremamente). A validação de conteúdo do instrumento evidenciou confiabilidade acima de 80% nos itens, e IVC do instrumento igual a 0,99. A aplicação piloto do instrumento foi constituída por 24 estudantes de enfermagem, dos quais 21(87,5%) eram do sexo feminino e tinham média de 22,9(±1,3) anos de idade. Todos os estudantes já haviam participado de um cenário de simulação clínica avançada, e, para 19(79,2%) o intervalo entre a atual e a última experiência foi um mês. Os resultados mostraram que dos cinco grupos de estudantes, quatro apresentaram melhores médias do escore global entre o pré-teste e o pós-teste. A análise das frequências relativas ao escore global do instrumento apresentaram crescimento contínuo entre o pré-teste (71,2%), intra-teste (71,6%) e pós-teste (73,5%). A média do escore global no pós-teste condiz com uma autoavaliação bastante competente em comunicação em enfermagem pelos estudantes. A regressão linear mostrou que os componentes conhecimentos (p=0,967) e habilidades (p=0,919) apresentaram correlações muito altas com o escore global do instrumento, enquanto atitudes (p=0,888) demonstrou uma correlação alta (p<0,0001). A aplicação piloto do instrumento de medida apontou para uma melhora da autoavaliação dos estudantes quanto aos conhecimentos, habilidades e atitudes, no pós-teste em relação ao pré-teste e intrateste. Estes resultados exemplificam os efeitos positivos proporcionados pelo pensamento reflexivo realizado pelos estudantes durante e após o debriefing da simulação clínica avançada

  • DELMO DE CARVALHO ALENCAR
  • IMPACTO DE INTERVENÇÃO EDUCATIVA ONLINE NO CONHECIMENTO DE ENFERMEIROS DA ATENÇÃO BÁSICA SOBRE ESTOMIAS INTESTINAIS DE ELIMINAÇÃO

  • Orientador : ELAINE MARIA LEITE RANGEL ANDRADE
  • Data: 25/02/2016
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  • A educação a distância (EaD) permite eliminar a separação geográfica entre educador e educando e atende um número ilimitado de alunos em busca de formação, capacitação ou atualização profissional. Estudos sobre o cuidado de Enfermagem às pessoas com estomias intestinais de eliminação apontam que há lacunas e equívocos no processo de reabilitação do estomizado, que podem ser ocasionados pelo conhecimento insuficiente dos enfermeiros em relação à temática, formação insuficiente ou falta de capacitação. Embora, existam estudos sobre o uso da EaD para educação de pessoas estomizadas e estudantes de enfermagem sobre estomias, nenhum foi realizado com enfermeiros da atenção básica à saúde. Este estudo teve como objetivo avaliar o impacto de uma intervenção educativa online no conhecimento de enfermeiros da Estratégia Saúde da Família de Teresina sobre estomias intestinais de eliminação. Estudo prospectivo, quase-experimental, do tipo grupo único, antes e depois, realizado na Estratégia Saúde da Família da Regional de Saúde Centro/Norte de Teresina – PI, no período de maio a julho de 2015, após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí. A população foi composta por 81 enfermeiros da Atenção Básica. Destes, 40 foram excluídos e fizeram parte da amostra 41 enfermeiros. Estatísticas descritivas foram utilizadas para análise exploratória das variáveis sociodemográficas, de formação, uso do computador e da Internet e conhecimento dos enfermeiros sobre estomias intestinais de eliminação antes e após a intervenção educativa online. Para comparar os escores de acertos no pré e pós-teste foi utilizado o Teste de Wilcoxon e o nível de significância adotado foi de α=0,05. Foram considerados estatisticamente significantes os resultados dos testes que apresentaram α menor ou igual a 0,05. A maioria dos enfermeiros era do sexo feminino 39 (95,1%), casada 24 (58,5%), com média de idade de 40,0 (dp=10,3) anos. Do total de enfermeiros, 31 (75,6%) foram formados em instituições públicas, sendo que quase a totalidade deles possuía especialização 37 (92,5%) e apenas 5 (12,2%) Mestrado. A média de tempo de formação foi de 14,6 (dp=9,5) anos. A maioria dos enfermeiros, 39 (95,1%) possuíam computador e todos (100%) tinham acesso à Internet. Mais da metade, 30 (73,2%), utilizava o computador diariamente e em casa 30 (75%). Trinta e cinco (85,4%) utilizavam diariamente a Internet, em casa 37 (90,2%). Na avaliação do conhecimento dos enfermeiros verificou-se que apenas 5 (14,3%) obtiveram acertos superiores a 80% no pré-teste. Após a intervenção educativa online, o número de enfermeiros que obtiveram acertos superiores a 80% aumentou para 32 (94,1%). Com relação aos domínios, quase todos apresentaram aumento no número de acertos superiores a 80% no pós-teste, exceto o domínio “Pós-Operatório Tardio”. Houve diferença estatística significativa no conhecimento dos enfermeiros após a intervenção educativa online (p=0,000), com percentual de melhoria de 96,7% no geral. A EaD pode ser uma estratégia efetiva para educação permanente de enfermeiros, visto que é uma modalidade de ensino que estimula a construção do conhecimento, fomenta a autonomia do aluno na busca e aprofundamento de conteúdo, desenvolve habilidades, melhora a capacidade de argumentação e o trabalho em conjunto com os outros participantes.

  • ABIÚDE NADABE E SILVA
  • AVALIAÇÃO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NA PERSPECTIVA DE USUÁRIOS MASCULINOS 


  • Orientador : LIDYA TOLSTENKO NOGUEIRA
  • Data: 23/02/2016
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  • INTRODUÇÃO: A avaliação dos serviços de saúde permite verificar se os objetivos propostos nas políticas de saúde estão sendo alcançados e adequados às necessidades da demanda. O cuidado ao usuário masculino na Atenção Primária tem sido alvo de discussões no sentido de ampliar o seu acesso às ações preventivas, considerando os altos índices de morbimortalidade e sobrecarga da atenção especializada. OBJETIVO: Avaliar a Atenção Primária à Saúde na perspectiva de usuários masculinos. METODOLOGIA: Estudo descritivo, avaliativo, com delineamento transversal, realizado nas Unidades Básicas de Saúde da zona urbana de Teresina, de janeiro a julho de 2015, por meio de entrevista semi-estruturada e aplicação do questionário Primary Care Assessment Tool- PCATool Adulto Brasil. Para a análise estatística, utilizou-se o software Statistical Package for the Social Sciences, versão 20.0. Realizou-se a análise descritiva das variáveis, teste U de Mann Whitney e  teste Qui-quadrado de Pearson. RESULTADOS: A amostra foi composta por 301 homens, com idade igual ou superior a 18 anos, média de 51,34 anos, a maior parte (48,17%) entre 41 e 59 anos, 41,21% com o ensino fundamental incompleto. O principal motivo de procura por atendimento foi o Hiperdia (41,20%). A frequência da procura por atendimento na Unidade de Saúde apresentou percentuais próximos para: esporadicamente (20,60%), a cada 2 meses (19,93%) e a cada 6 meses (19,93%). A maioria, 58,83%, procura o médico da unidade quando fica doente ou precisa de conselhos sobre sua saúde. Dentre os 10 atributos da atenção primária avaliados, verificou-se escore médio alto (≥6,6) para Utilização (7,96), Sistema de Informações (8,26) e Longitudinalidade (6,82). Os Escores Essencial (5,75), Derivado (4,94) e Geral (5,59) ficaram abaixo do satisfatório (<6,6). CONCLUSÃO: Os atributos Acessibilidade (2,65), Integração de Cuidados (5,68), Serviços Disponíveis (4,73) e Prestados (3,77), Orientação Familiar (4,65) e Comunitária (5,31) precisam ser melhorados na percepção dos usuários masculinos. 

  • FABÍOLA SANTOS LINO
  • CUIDADOS EM TRANSPORTE NEONATAL: UMA CONTRIBUIÇÃO PARA A ENFERMAGEM

  • Orientador : SILVANA SANTIAGO DA ROCHA
  • Data: 19/02/2016
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  • O nascimento é um fenômeno de vulnerabilidade biológica e, quando vem acompanhado por transtornos como prematuridade e malformações, cuidados especiais poderão ser necessários em outra unidade de saúde. Assim, ocorre o transporte neonatal inter-hospitalar, uma ação da assistência perinatal que envolve recursos materiais adequados e profissionais capacitados. O enfermeiro está presente na equipe de transporte e necessita de saberes e habilidades para enfrentar os desafios e dificuldades do processo de remoção. O estudo teve como objetivos discutir os conhecimentos e práticas dos enfermeiros no transporte neonatal inter-hospitalar; analisar as dificuldades e possibilidades dos enfermeiros na prática do transporte neonatal inter-hospitalar; e desenvolver, em conjunto com os enfermeiros do SAMU, uma proposta de protocolo de cuidados de enfermagem no transporte neonatal inter-hospitalar. Trata-se de estudo qualitativo, baseado no referencial metodológico da Pesquisa Convergente-Assistencial. Os participantes foram dezessete enfermeiros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).  A coleta de dados ocorreu nos meses de fevereiro, março e abril de 2015 por meio de entrevistas com roteiro semiestruturado e quatro grupos focais. Ressalta-se que o estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, sob o certificado de aprovação 38079114.6.0000.5214. Dos relatos analisados pela técnica de conteúdo de Bardin e discutidos à luz do referencial sobre a temática, emergiram duas categorias: Conhecimento e prática dos enfermeiros sobre transporte neonatal inter-hospitalar e Dificuldades e possibilidades em transporte neonatal inter-hospitalar. Os resultados revelaram que conhecimentos obtidos na graduação, em treinamentos, experiências prévias e saberes sobre o recém-nascido, equipamentos e procedimentos fundamentam os cuidados em remoções neonatais. A prática consiste em cuidados prévios ao deslocamento, e, durante o transporte, há vigilância constante e monitorização da criança. Como dificuldade, destaca-se a falta de capacitação específica na área, ausência de neonatologista, falhas de comunicação e ausência de materiais adequados para o neonato. Como possibilidade, enfatiza-se a realização de treinamentos voltados ao recém-nascido, a presença do neonatologista, estratégias para melhorar a comunicação e materiais que atendam à necessidade do bebê. Aponta-se a necessidade do SAMU Neonatal através da Rede Cegonha. Os grupos focais resultaram na construção coletiva de uma proposta de protocolo de cuidados de enfermagem em transporte neonatal inter-hospitalar.  Assim, o protocolo foi realizado com base nos cuidados expostos pelos participantes do estudo durante os grupos focais, e, posteriormente, a pesquisadora justificou com base na literatura atual. Esta proposta é apresentada em duas etapas. A primeira contempla os cuidados de enfermagem antes do transporte neonatal e a segunda refere-se aos cuidados de enfermagem durante e após o transporte neonatal inter-hospitalar. Assim, o enfermeiro precisa de uma boa fundamentação para executar um cuidado efetivo na transferência de neonatos graves, visto que uma assistência pautada em atenção, sensibilidade e vigilância contribui para o sucesso do transporte. O diálogo entre profissionais, a troca de experiências e o respeito à realidade do serviço apoiam a execução dos cuidados, tornando-se possível sugerir protocolos assistenciais em prol da segurança e qualidade.

     

  • DANIELLA MENDES PINHEIRO
  • PREVALÊNCIA DO ANTI-HCV E FATORES ASSOCIADOS EM DETENTOS DAS PENITENCIÁRIAS DO PIAUÍ

  • Orientador : TELMA MARIA EVANGELISTA DE ARAUJO
  • Data: 29/01/2016
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  • INTRODUÇÃO: A hepatite C representa um problema para a saúde pública mundial devido à sua gravidade e elevada taxa de cronicidade, podendo evoluir para doença hepática crônica, cirrose e até mesmo hepatocar­cinoma, caracterizando-se como a maior causadora de óbitos entre todas as hepatites. Os internos tendem a importar para a prisão o padrão de comportamentos que tinham no exterior do presídio e isso os torna mais expostos ao risco de contrair doenças infectocontagiosas. OBJETIVO: Investigar a prevalência de hepatite C e fatores associados em detentos das penitenciárias do Piauí. METODOLOGIA: Trata-se de pesquisa epidemiológica do tipo transversal, inserida em um macroprojeto, denominado: Prevalência de DST e fatores associados em internos do sistema prisional do Piauí. O estudo foi desenvolvido nas doze unidades prisionais do estado. A coleta de dados foi realizada nos meses de dezembro/2013 a maio/2014, por meio de entrevista com a utilização de formulário pré-testado e realização de testes rápidos para identificação seletiva de anti-HCV em amostras de sangue total. Os dados foram digitados e analisados com a utilização do software SPSS versão 19.0. Foram realizadas análises bivariadas, por meio do teste de Regressão Logística Simples (odds não-ajustado) e as variáveis, que apresentaram valor de p<0,05, foram submetidas ao modelo multivariado de regressão logística (odds ajustado). O estudo respeitou o sigilo das informações e os preceitos éticos da Resolução 466/12.  RESULTADOS: Dentre os 2.131 presidiários que participaram do estudo, a maioria era do sexo masculino (92,8%), encontravam-se na faixa etária de 23 a 32 anos (48,6%), pardos (61,6%), solteiros, separados ou viúvos (58%), tinham o ensino fundamental incompleto (63%) e apresentaram renda familiar de até um salário mínimo (69,6%). Sobre o padrão de uso de álcool e outras drogas, 78,7% afirmaram usar bebida alcoólica, sendo a cerveja o tipo mais freqüente (91,2%), 57,6% fazem uso de algum tipo de droga ilícita e desse total 58,6% relataram utilizá-la diariamente. Quanto aos fatores de risco para infecção, 2,5% fizeram transfusão de sangue antes de 1993, 55% compartilham material perfurocortante, 60,4% têm tatuagem, 13,9% fazem uso de piercing e 1% fizeram uso de seringa de vidro. Constatou-se os comportamentos sexuais de risco e o baixo nível de informações que os internos têm sobre a hepatite C. A prevalência de positividade ao Anti HCV foi de 0,3%, sendo, no modelo bivariado estatisticamente associada com as variáveis: cor da pele, idade, anos de estudo, uso de drogas ilícitas, transfusão de sangue antes de 1993, uso de seringa de vidro, relação sexual com pessoas do mesmo sexo, seleção do parceiro de confiança, uso de bebidas alcoólicas antes da relação, sexo vaginal e as informações sobre as formas de transmissão da hepatite C. A variável transfusão de sangue antes de 1993 foi a única que se manteve associada no modelo de regressão logística múltipla. CONCLUSÃO: Os resultados evidenciam que os internos apresentaram comportamentos de risco relacionados à infecção pela hepatite C, entretanto o estudo identificou uma prevalência inferior à estimativa encontrada na população geral e mundial. É relevante o investimento de ações de educação em saúde no ambiente prisional e o fortalecimento de ações de vigilância em saúde.

2015
Descrição
  • ANNA KAROLINA LAGES DE ARAÚJO
  • CONHECIMENTO DE ADOLESCENTES SOBRE PRÁTICAS CONTRACEPTIVAS E PREVENÇÃO DE GRAVIDEZ NÃO PLANEJADA

     

  • Orientador : INEZ SAMPAIO NERY
  • Data: 17/12/2015
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  • A adolescência é um momento de diversas transformações sociais, emocionais, corporais e cognitivas e o período do desenvolvimento humano no qual a maioria dos jovens inicia a vida sexual. Porém, esse início precoce e sem conhecimento adequado das práticas contraceptivas vem fortemente relacionado à gravidez não planejada. O fenômeno, gravidez na adolescência, ganhou destaque como problema de saúde pública a partir da década de 70, quando se observou um aumento na taxa de fecundidade de mulheres com 19 anos de idade ou menos. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar o conhecimento de adolescentes sobre práticas contraceptivas e sua associação com gravidez não planejada. Trata-se de um estudo transversal, de abordagem quantitativa, desenvolvido com 258 adolescentes gestantes na Estratégia Saúde da Família de Teresina, Piauí. A coleta de dados aconteceu de janeiro a julho de 2015, por meio de entrevistas, aplicando-se um formulário e um questionário. Para a análise estatística, utilizou-se o aplicativo Statistical Package for the Social Sciences, versão 20.0. A identificação de associações realizou-se por meio do teste qui-quadrado, tendo sido a significância estatística fixada em (p<0,05). A força de associações entre as variáveis foi medida pelo odds ratio e intervalos de confiança (IC=95%). A pesquisa recebeu aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, por meio do Parecer nº 890.514, e cumpriu todos os preceitos éticos dispostos na Resolução nº 466/12, a qual trata sobre pesquisas envolvendo seres humanos. A amostra estudada é constituída em sua maioria por adolescentes com idade entre 16 e 19 anos (84,5%), pardas (67,1%), em união estável (51,9%), com ensino médio incompleto (36,4%), renda de até um salário mínimo (43%) e católicas (61,2%). A menarca predominou entre 9 e 12 anos (59,3%) e a sexarca entre 15 e 18 anos (56,6%). A maioria das adolescentes era primigesta (70,9%), enquanto as nulíparas eram 76,4% e as não haviam realizado aborto representaram 92,6%. Grande parte das participantes referiu ter utilizado métodos contraceptivos na sexarca (57,4%), tendo sido a camisinha o método de escolha (93,2%). Em contrapartida, a maioria não estava utilizando método antes da gestação atual (62,4%), e quando utilizou, a escolha foi pelas pílulas anticoncepcionais (70,1%). Muitas adolescentes referiram saber utilizar mais de um método de contracepção, sendo as unidades de saúde o ponto de referência para ter acesso a eles (71,6%). Quanto às fontes de informação, a maioria recebeu orientação na escola (50%) e com familiares (48%), e apontou a mãe (48,1%) como primeira pessoa a ser procurada em caso de dúvidas. Dentre os motivos citados para não utilização dos contraceptivos, o desejo de engravidar (49,7%) e o fato de achar que não iriam engravidar (28,6%) mostraram predomínio. Em relação à adequação de conhecimento sobre os métodos contraceptivos, mais da metade (51,2%) mostrou conhecimento médio; e quanto ao planejamento de gravidez, 15,1% das gestações foram classificadas como não planejadas. Os fatores associados ao tipo de planejamento de gravidez foram idade < 15 anos, solteira, ensino fundamental, renda familiar até ½ salário mínimo, sexarca < 15 anos, ter baixo conhecimento sobre as práticas contraceptivas, saber utilizar a injeção anticoncepcional, possuir desejo de engravidar e achar que não iria engravidar. Na análise multivariada, o baixo conhecimento sobre os métodos aumentou em 4,5 vezes a chance de ocorrência de gravidez não planejada. Acredita-se, dessa forma, que o conhecimento dessas adolescentes ainda não é adequado para prevenir-se de uma gravidez não planejada, sendo necessárias fortes ações das equipes de atenção básica, em especial, do profissional enfermeiro, para mudar este paradigma.

  • AUGUSTO CEZAR ANTUNES DE ARAUJO FILHO
  • A INTEGRALIDADE DO CUIDADO À CRIANÇA NA ATENÇÃO BÁSICA

     

  • Orientador : SILVANA SANTIAGO DA ROCHA
  • Data: 10/12/2015
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  • A criança consiste em um ser singular e em desenvolvimento, e, portanto, necessita de uma atenção integral e qualificada. Diante disso, a atenção à saúde da criança no Brasil sofreu e vem sofrendo várias alterações. Desde a década de 70 vários programas e estratégias foram instituídas com a finalidade de prestar uma atenção qualificada e integral à criança, e, logo, reduzir a morbimortalidade infantil. O objetivo deste estudo foi analisar como os enfermeiros da estratégia Saúde da Família desenvolvem a integralidade do cuidado na consulta de enfermagem à criança. Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem qualitativa, desenvolvido na estratégia Saúde da Família de Teresina, Piauí, com a participação de 14 enfermeiras que atuam sob a responsabilidade da Regional de Saúde Centro/Norte. Foi utilizada como técnica de coleta de dados a entrevista com roteiro semiestruturado, no período de janeiro a abril de 2015, abordando questões sobre a integralidade do cuidado à criança e dados sociodemográficos e profissionais das participantes. O estudo foi autorizado pela Fundação Municipal de Saúde de Teresina, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, sob o certificado de aprovação 39012314.4.0000.5214, e cumpriu todos os preceitos éticos dispostos na Resolução nº 466/12, a qual trata sobre pesquisas envolvendo seres humanos. Com a análise dos discursos, através da técnica de análise de conteúdo de Bardin, emergiram três categorias: a integralidade do cuidado na atenção básica, estratégias para o desenvolvimento da integralidade do cuidado à criança e dificuldades enfrentadas para o desenvolvimento da integralidade na saúde da criança. Os resultados revelaram que a integralidade é entendida como o olhar para a totalidade do ser, como o cuidado que é prestado ao indivíduo observando o contexto em que ele vive e como o cuidado compartilhado envolvendo os profissionais tanto da atenção primária quanto de outros níveis de atenção. Verificou-se que o cuidado integral à criança é embasado pelas linhas de cuidado, propostas pelo Ministério da Saúde, na agenda de compromissos para a saúde integral da criança e a redução da mortalidade infantil. Destaca-se ainda que o Programa Saúde na Escola também é utilizado como ferramenta para promover o cuidado integral infantil. Evidenciou-se, além disso, que existem alguns problemas que dificultam o desenvolvimento da integralidade do cuidado à criança, como: a estrutura física inadequada da unidade básica de saúde, a indisponibilidade de alguns recursos e materiais, o déficit de recursos humanos, a ausência de capacitações e treinamentos voltados à saúde da criança, a desarticulação na rede de atenção à saúde, os aspectos culturais que envolvem o cuidado infantil no domicílio e a não implantação da Sistematização da Assistência de Enfermagem na atenção básica. Diante disso, considera-se que este estudo contribui para a melhoria da assistência à criança na atenção básica, visto que relaciona os problemas que prejudicam o desenvolvimento da integralidade do cuidado.

  • KARLA NAYALLE DE SOUZA ROCHA
  • REPERCUSSÕES DO TRABALHO NO COTIDIANO DE ADOLESCENTES: Um Estudo de Enfermagem

     

     

  • Orientador : SILVANA SANTIAGO DA ROCHA
  • Data: 10/12/2015
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  • O trabalho no adolescer, historicamente, esteve justificado pela dignificação pessoal, preparação para a vida adulta, aquisições de responsabilidades ou necessidade de contribuir na renda familiar, todavia a submissão do adolescente a condições laborais não decentes potencializa prejuízos em seu desenvolvimento biológico e psicossocial. Assim, objetivou-se analisar as repercussões do trabalho no cotidiano de adolescentes inseridos nos eixos produtivos locais do município de Bom Jesus – PI. Desenvolveu-se um estudo exploratório descritivo, com abordagem qualitativa dos dados, em duas etapas, entre os meses de março a julho de 2015, na primeira aplicou-se uma entrevista semiestruturada com 17 adolescentes, captados pelo método da amostragem “Bola de Neve”; e na segunda realizou-se um Grupo Focal com 07 participantes da etapa anterior, para aprofundamento do fenômeno abordado. Como método de análise dos dados apropriou-se da Hermenêutica-Dialética de Minayo (2006) que, por meio de um processo dialógico, permitiu uma reinterpretação da temática. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Piauí, sob o CAAE Nº. 39195714.5.0000.5214. Os resultados apontaram que a maioria dos adolescentes trabalhadores era do sexo masculino (58,8%), estava compreendida na faixa etária de 18 a 19 anos (70,6%), solteiro (100,0%), possuía o ensino médio incompleto (64,7%), residia com os pais (70,6%) e sua renda familiar concentrava-se entre um e dois salários mínimos (47,1%). Em relação à prática laboral, os adolescentes desempenhavam as funções de secretário, auxiliar de professor, babá, vendedor ambulante, vendedor, técnico em enfermagem, promotor de vendas, auxiliar de mecânico, garçom, operador de caixa e auxiliar técnico em agronomia, em uma jornada de oito horas por dia, geralmente distribuídas nos turnos da manhã e tarde, realizadas em um tempo de serviço de um mês, estabelecido por relações trabalhistas informais, sem Carteira de Trabalho assinada ou contrato de prestação de serviço. A entrada do adolescente no mundo do trabalho ocorreu em sua maioria entre 10 e 13 anos de idade e foi motivada por vocação ou realização pessoal, reconhecimento familiar, auxílio na renda familiar, futuro profissional promissor e custeio do filho. O cotidiano, normalmente, contemplava os eventos de trabalho, estudo e lazer. Dentre as interferências mais explicitadas oriundas do labor no adolescer destacaram-se: a redução nos tempos de sono/repouso, de lazer e estudo, bem como na dinâmica familiar e espaços para dedicar a si; nas quais os adolescentes recorriam a estratégias para minimizá-las, como: organização do tempo, distribuindo todos os eventos de seus cotidianos; realização das tarefas escolares na própria escola, no final do dia em casa ou nos intervalos do trabalho; busca por espaços de lazer mais qualitativos e adiantamento dos afazeres. Ademais, o trabalho trouxe pontos positivos, como: mais responsabilidades, prevenção de vulnerabilidades sociais, independência financeira, reconhecimento social, realização pessoal, interações sociais, equilíbrio emocional, experiências e aprendizagens profissionais. Quanto aos aspectos de saúde, os jovens mostraram pouca preocupação com sua saúde, mesmo reconhecendo alterações na saúde desencadeadas pelo labor, tais como: fadiga física e mental, insônia, dores osteomusculares, cefaleia, tonturas, câimbras e problemas de estômago. A única assistência à saúde recebida no adolescer esteve representada por ações de educação em saúde, voltadas a temas relacionados à sexualidade, desenvolvidas por enfermeiros no espaço escolar. Denotando a necessidade de planejar ações assistenciais específicas e orientadas aos contextos sociais do adolescente trabalhador, por meio de uma abordagem multiprofissional e interdisciplinar.

  • ALINE RAQUEL DE SOUSA IBIAPINA
  • OFICINAS TERAPÊUTICAS COMO INSTRUMENTO DE REABILITAÇÃO PSICOSSOCIAL: percepção dos profissionais

  • Orientador : CLAUDETE FERREIRA DE SOUZA MONTEIRO
  • Data: 01/12/2015
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  • Introdução: No percurso da reforma psiquiátrica, foram instituídas novas modalidades de serviços em saúde mental com a garantia de humanização e atendimento integral, devendo acontecer longe dos muros manicomiais, em sistema aberto e comunitário, composto por uma equipe multiprofissional com o propósito de oferecer atenção voltada aos aspectos biopsicossociais, destacando-as as atividades de oficinas terapêuticas como instrumento expressivo, enfocando a integração social do usuário na familia e na comunidade. Diante da importância da caracterização dos serviços oferecidos pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), bem como de evidenciar estratégias de inclusão e articulação de práticas oferecidas por estes dispositivos, enfocando as políticas públicas voltadas para a saúde mental, foram apreendidos os discursos acerca das oficinas terapêuticas conforme a percepção dos profissionais atuantes no CAPS. Objetivos: Caracterizar os participantes do estudo quanto aos dados sócio-demográficos, formação profissional e tempo de atuação no CAPS; Descrever a percepção dos profissionais sobre oficinas terapêuticas no CAPS e Discutir as oficinas terapêuticas como instrumento terapêutico de reinserção social do usuário do CAPS. Metodologia: Trata-se de um estudo de campo, exploratório, descritiva, de abordagem qualitativa, desenvolvido com sete profissionais do Centro de Atenção Psicossocial que exercem atividades nas oficinas terapêuticas com os usuários do serviço. A coleta de dados aconteceu de novembro a dezembro de 2014, por meio de um roteiro de entrevista semiestruturada, gravadas, transcritas e processadas pelo software IRAMUTEQ, versão 2013, cuja análise lexical ocorreu por meio da Análise de Similitude e pela Classificação Hierárquica Descendente. O estudo cumpriu todas as recomendações da Resolução 466/2012. Resultados: Apresentaram-se em dois subconjuntos: segmento 01 e segmento 02. O primeiro segmento dividiu-se em quatro classes: Classe 7- Motivação profissional para o trabalho no CAPS; Classe 5- Atividades socioterapêuticas desenvolvidas pelos profissionais; Classe 3- Importância das oficinas terapêuticas na ressocialização do indivíduo com sofrimento psíquico e Classe 4- Interesse profissional em resgatar a cidadania. O segundo segmento dividiu -se em três classes: Classe 1- O papel das oficinas terapêuticas na reinserção social do usuário; Classe 2 – Desafios e limitações do trabalho desenvolvido nas oficinas terapêuticas e Classe 6- O resgate da identidade social do usuário por meio das oficinas terapêuticas. Conclusão: Essas classes revelaram que a utilização das atividades de oficinas terapêuticas dentro dos Centros de Atenção Psicossocial contribui para a efetivação da mudança social acerca da doença mental e para inclusão social de pessoas com transtornos psíquicos no cotidiano familiar, na comunidade e do próprio agir do sujeito. Visam à melhoria na qualidade de vida dos usuários do serviço, incentivadas pela abordagem multidisciplinar, tomando como norte a visão de que os profissionais atuem contribuindo para a reabilitação psicossocial dos usuários e para o aprendizado de novos saberes, numa relação dialógica.

  • ERIKA WANESSA OLIVEIRA FURTADO ANDRADE
  • AS ESTRATÉGIAS DE ENSINO - APRENDIZAGEM DA GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

  • Orientador : BENEVINA MARIA VILAR TEIXEIRA NUNES
  • Data: 01/09/2015
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  • As Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Enfermagem

    contemplam o redirecionamento da educação em enfermagem com mudanças

    que estimulam o comprometimento dos discentes com o seu aprendizado e a

    construção de saberes que permita uma aproximação crítica com a realidade,

    em que o professor será um facilitador do processo de ensino-aprendizagem.

    Para enfrentar tal desafio, as Instituições de Ensino Superior precisam

    incorporar nos seus Projetos Pedagógicos as orientações das Diretrizes

    Curriculares e adequar a matriz curricular dos cursos de enfermagem, diminuir

    o abismo entre a teoria e a prática, permitir a construção das competências e

    habilidades necessárias à prática de enfermagem, que devem ser estimuladas

    na formação do profissional com a utilização de estratégias de ensino

    inovadoras. Definiu-se como objetivos desse estudo: Descrever as estratégias

    de ensino-aprendizagem utilizadas no curso de graduação em enfermagem da

    Universidade Federal do Piauí; Discutir as estratégias de ensino-aprendizagem

    utilizadas no curso de graduação em enfermagem quanto à sua adequação às

    diretrizes curriculares e Analisar as potencialidades e dificuldades na utilização

    das estratégias de ensino. Trata-se de uma pesquisa descritivo-exploratória,

    com abordagem qualitativa. O cenário foi curso de enfermagem da

    Universidade Federal do Piauí e os participantes da pesquisa foram 12

    docentes do curso. Para produção de dados foi utilizado à técnica de entrevista

    com a aplicação de um roteiro semi-estruturado. Para análise dos dados foi

    utilizado a análise temática de acordo com Minayo, o que possibilitou a

    formação de três categorias: Estratégias utilizadas no Processo Ensino –

    Aprendizagem. O professor e as dificuldades enfrentadas na utilização das

    estratégias preconizadas pelas diretrizes e Iniciativas para a mudança:

    potencialidades. Os resultados, de acordo com as categorias elencadas acima

    apontaram a utilização de estratégias tradicionais pelos docentes, com

    destaque para exposição oral e seminário, no entanto os docentes também

    mencionaram uma aproximação com as estratégias ativas de ensino com

    destaque para a estratégia da problematização. Pontuaram as dificuldades

    enfrentadas para atender as diretrizes, como a sua formação realizada de

    maneira tradicional, a organização da matriz curricular do curso de forma

    disciplinar e a resistência a mudanças por parte dos alunos. Percebeu-se nos

    depoimentos a compreensão dos professores sobre a necessidade de

    mudança nas estratégias de ensino, assim como o desejo de superar as

    metodologias tradicionais com iniciativas como cursos de capacitação, estudos

    sobre a temática, a construção e o conhecimento do projeto pedagógico e das

    diretrizes e a mobilização para o desenvolvimento de estratégias de ensino

    aprendizagem ativas. Conclui-se que predominam a utilização de estratégias

    de ensino tradicionais no Curso de Enfermagem da UFPI, mas é presente o

    desejo de mudança dos docentes e o reconhecimento da importância das

    estratégias ativas para o aperfeiçoamento do processo ensino-aprendizagem.

    É evidente ainda nos discursos o conhecimento dos docentes acerca das

    diretrizes curriculares, a aproximação com estratégias ativas e a mobilização

    dos docentes para sua efetivação.

  • ERIDA DE OLIVEIRA SOARES
  • CUIDADOS PALIATIVOS AO IDOSO NA ATENÇÃO BÁSICA: uma contribuição para enfermagem

  • Orientador : MARIA DO LIVRAMENTO FORTES FIGUEIREDO
  • Data: 31/08/2015
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  • O envelhecimento populacional é uma realidade em ascensão no Brasil e no mundo. Fenômeno decorrente das transformações epidemiológicas, sanitárias, socioeconômicas e tecnológicas. Concomitantemente a esse processo ocorrem mudanças no perfil de morbimortalidade da população, com a predominância de doenças crônicas, o que exige do setor saúde e dos profissionais, novos modos de cuidar com abordagem holística, multidimensional e multidisciplinar que visem proporcionar uma melhor qualidade de vida aos idosos que enfrentam doenças incuráveis com prognóstico limitado.  Entre as estratégias assistenciais destacam-se os Cuidados Paliativos, que podem ser prestados, tanto no ambiente hospitalar, como na atenção básica, atendendo além das pessoas idosas enfermas, as suas famílias. Diante da evidente lacuna na produção científica focalizando esta problemática, especialmente na realidade local, delimitou-se como objeto de estudo: o conhecimento e a prática de cuidados paliativos ao idoso realizado pelo enfermeiro na Estratégia Saúde da Família. Objetivou-se descrever o conhecimento dos enfermeiros sobre os cuidados paliativos ao idoso; caracterizar as práticas de cuidados paliativos realizadas pelos enfermeiros ao idoso, discutir as possibilidades e dificuldades dos enfermeiros para a realização de cuidados paliativos ao idoso, analisar o conhecimento e as práticas dos enfermeiros em cuidados paliativos ao idoso com vistas à proposição de um plano de intervenção para esta modalidade assistencial baseada nos pressupostos da teoria Holística. A investigação utilizou uma abordagem qualitativa por meio da estratégia metodológica da pesquisa-ação, tendo como cenário a área de abrangência da Coordenadoria Regional de Saúde Centro-Norte da cidade de Teresina, Piauí. Participaram do estudo 21 enfermeiros desta regional de saúde. A produção dos dados se deu por meio de reuniões e seminários temáticos, nos quais foram desenvolvidas dinâmicas de Criatividade e Sensibilidade, que permitiram a livre expressão dos participantes acerca das questões da pesquisa. Posteriormente, os dados foram agrupados em três categorias temáticas: Concepções dos enfermeiros sobre cuidados paliativos ao idoso; A atuação dos enfermeiros em cuidados paliativos na Estratégia Saúde da Família e Das possibilidades às limitações para a prática de cuidados paliativos ao idoso na atenção básica. A análise e interpretação dos achados revelaram que o conhecimento dos enfermeiros participantes do estudo é empírico e incipiente, demonstrando fragilidades desde os conceitos até a seleção da clientela prioritária para os cuidados paliativos na atenção básica. Outra evidência relevante trata-se da necessidade de implantação de um programa de educação permanente para os enfermeiros em cuidados paliativos ao idoso, para que assim estes profissionais possam prestar uma assistência holística e multidimensional capaz de prevenir e aliviar a dor e o sofrimento do indivíduo e da família. Desta forma, acredita-se nas contribuições deste estudo tanto no âmbito assistencial, como no ensino. Bem como, poderá servir de base para futuras pesquisas congêneres.

  • JAIRO EDIELSON RODRIGUES BARBOSA DE SOUSA
  • Experiência de simulação clínica avançada em enfermagem: satisfação e autoconfiança como resultados.

  • Orientador : GRAZIELLE ROBERTA FREITAS DA SILVA
  • Data: 27/04/2015
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  • A busca por formar enfermeiros generalistas, humanistas, críticos e reflexivos, fez

    com que o docente evoluísse no modo de transmissão e construção do

    conhecimento, utilizando para isso de novas estratégias pedagógicas. Nesse

    sentido, a experiência de simulação avançada surge como uma poderosa

    ferramenta para a construção do conhecimento, habilidades e atitudes do estudante

    por meio do pensamento crítico sobre a situação vivenciada. Assim avaliar os

    resultados dessa estratégia de ensino (satisfação e autoconfiança) torna-se

    importante ao ponto de quanto maior o envolvimento do estudante no processo

    maior será sua motivação. Objetivou avaliar a satisfação e autoconfiança dos

    estudantes de enfermagem em experiências de aprendizagem por meio da

    simulação avançada. Fundamentou-se o estudo no modelo de Simulação da

    National League for Nursing/Jeffries, na evolução do ensino de enfermagem, na

    simulação como estratégia de ensino e na avaliação da satisfação e autoconfiança

    como resultados da simulação clínica. Trata-se de um estudo descritivo, transversal

    e com abordagem quantitativa. O local ocorreu em um espaço virtual por meio do e-

    mail. A população constitui-se de estudantes do último ano e egressos do anos de

    2013 e 2014 do curso de enfermagem, sendo amostra do tipo não probabilistica por

    julgamento. A coleta ocorreu de dezembro 2014 a janeiro 2015 com o envio por e-

    mail do instrumento Student Satisfaction and Self-Confidence in Learning traduzido

    para o português brasileiro. Utilizou-se a ferramenta Google Drive. 43 estudantes

    participaram do estudo. O instrumento copilado possui 13 itens: satisfação (5) e

    autoconfiança (8) mais 3 perguntas sobre o perfil sociodemográfico. A análise

    estatística foi realizada por meio do SPSS, versão 18.0, utilizando os testes de

    Pearson, T-Student e Anova. Predominou o sexo feminino (83,7%) entre 21 e 23

    anos (72,1%). Não existiu diferença significativa entre os sexos para a satisfação

    (p=0,600), mas sim para a autoconfiança no sexo masculino (p=0,043). Obteve-se

    concordância com a afirmação em todos os itens referentes a satisfação (>53,5%).

    Autoconfiança foi positiva com apenas um item com resultados abaixo do esperado,

    tendo uma variação de 41,9 a 67,4% dos que concordaram com as afirmações.

    Obteve-se alpha de cronbach com valor de 0,652. O gráfico de dispersão mostrou

    que existe correlação entre as variáveis relacionadas à aprendizagem. Em virtude

    dos fatos mencionados, percebeu-se níveis elevados de satisfação e autoconfiança

    da aprendizagem nos estudantes, ratificando a experiência de simulação avançada

    como estratégia de ensino que oferece ao estudante a oportunidade de aprender

    conceitos teóricos e práticos em um ambiente completamente seguro contribuindo

    para o desenvolvimento do pensamento crítico e reflexivo.

  • MARIA TAMIRES ALVES FERREIRA
  • NARRATIVAS DE MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DE GÊNERO: contribuições para a assistência em saúde e o cuidar em enfermagem

  • Orientador : INEZ SAMPAIO NERY
  • Data: 01/04/2015
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  • A violência de gênero se configura como um grave problema de saúde pública,

    tendo em vista a dimensão do fenômeno, os gastos públicos e a gravidade das

    sequelas orgânicas e psicoemocionais que repercutem negativamente na

    saúde da mulher que a vivencia. Por ser complexa e multifacetada, é

    necessária a atuação de serviços que formam a rede de apoio e de uma equipe

    multidisciplinar. Dentre os serviços se destaca o de saúde, no qual a

    enfermagem tem importante papel na prestação de cuidados. O estudo

    objetivou compreender as narrativas de vida de mulheres vítimas de violência

    de gênero. Pesquisa qualitativa que utilizou o método narrativa de vida

    segundo Bertaux e a análise temática dos dados. A técnica empregada foi a

    entrevista em profundidade, realizada com nove mulheres vítimas de violência

    de gênero atendidas pela Defensoria Pública e Casa Abrigo no período de

    outubro a novembro de 2014. O instrumento utilizado foi um formulário

    contendo dados socioeconômicos e a questão norteadora da pesquisa. Foram

    identificadas cinco categorias temáticas: transgeracionalidade da violência de

    gênero; relatos da violência na relação conjugal; permanência e/ou rompimento

    da relação com o agressor; interfaces da violência de gênero com a saúde; e

    expectativas da mulher vítima de violência de gênero. As mulheres do estudo

    desde crianças vivenciavam a violência e o mesmo acontece com seus filhos,

    caracterizando a intergeracionalidade desta ocorrência. Na relação conjugal,

    havia a coexistência de mais de um tipo de violência, com destaque para a

    física e psicológica. O ciúme e uso de álcool e outras drogas foram apontados

    como fatores desencadeadores dos atos violentos, que têm como causa as

    questões de gênero e a ordem patriarcal. A dependência emocional e

    financeira contribuiu para a permanência da mulher na relação com o agressor,

    a qual foi rompida quando ocorreram agressões físicas graves ou quando a

    violência foi convergida contra os filhos. A violência repercutiu negativamente

    na saúde das participantes e dos seus filhos. Contudo, as depoentes esperam

    um futuro melhor, sem violência, com emprego e de dedicação aos filhos. A

    partir das narrativas, conclui-se que as mulheres vitimadas e a família

    necessitam de uma atenção multidisciplinar em saúde, em que a enfermeira

    deve estar inserida e prestar um cuidado sistematizado, humanizado, holístico

    e ético. Para romper o ciclo de violência são necessárias ações da rede de

    apoio que oportunizem o resgate da autoestima, a conquista da autonomia e

    que proporcionem o empoderamento da mulher vítima de violência de gênero.

  • NATHACHA ADRIELA LIMA CARVALHO
  •  

    AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE IDOSAS PORTADORAS DE CÂNCER DE MAMA

  • Orientador : MARIA DO LIVRAMENTO FORTES FIGUEIREDO
  • Data: 31/03/2015
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  • Introdução: O câncer de mama é o que mais acomete a população feminina em todo o mundo. Representa 14% de todos os casos de câncer nos Estados Unidos da América e apresentou proporção no ano de 2014 no Brasil de 56 casos para cada 100 mil mulheres. A idade avançada é o principal fator de risco e 35-50% dos casos ocorrem em mulheres com mais de 65 anos, fator preocupante diante das mudanças no perfil sociodemográfico relacionadas ao crescimento acelerado da população idosa. Objetivo: Avaliar a qualidade de vida (QV) de idosas portadoras de câncer de mama. Metodologia: Estudo descritivo com abordagem quantitativa e delineamento transversal, realizado em Teresina-PI, no qual os instrumentos de coleta dos dados foram aplicados nos domicílios de idosas com câncer de mama, cadastradas em 2013 em um hospital de referência em oncologia, após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, sob protocolo nº 649.342. A amostra do estudo foi constituída por 52 idosas com câncer de mama. Para a coleta de dados foram utilizados quatro instrumentos: Mini-Exame do Estado Mental, um formulário estruturado com informações sociodemográficas e de apoio familiar, a Escala de Depressão Geriátrica (EDG-15) e o questionário World Health Organization Quality of Life - bref, elaborado pela Organização Mundial de Saúde em 1994. Os dados foram processados no programa Statistical Package for the Social Science, versão 18.0. Foram realizadas análises descritivas, univariadas e bivariadas. Resultados: A média de pontos encontrado no MEEM foi de 21,5; a idade média foi de 67,9 anos (±5,9), com predomínio das solteiras, separadas e viúvas (73,1%), com baixa escolaridade (51,9%), renda mensal familiar de um salário mínimo (40,4%), com presença de um cuidador (57,7%), na maioria os filhos (38,5%), e que não apresentaram sinais e sintomas depressivos (69,2%). Boa qualidade de vida geral (média de 63,6); os domínios meio ambiente e físico foram os mais comprometidos e o psicológico o mais preservado; houve forte grau de correlação entre a qualidade de vida geral e os domínios físicos, psicológicos e meio ambiente e correlação fraca e negativa entre a esta e os escores da escala de depressão geriátrica. As entrevistadas referiram boa qualidade de vida (50%) e satisfação com sua saúde (53,8%). No domínio físico a faceta com forte correlação foi dependência de medicamentos; no psicológico foi pensar, aprender, memória e concentração; no domínio social foi a de relações pessoais e no meio ambiente foi o aspecto ambiente físico. Conclusão: Ainda que a maioria das participantes do estudo tenha se considerado satisfeita com sua saúde e com boa qualidade de vida, foram identificadas demandas de cuidado quanto ao regime terapêutico e seus efeitos colaterais, bem como déficits psicológicos relacionados ao pensar e aprender, memorização e concentração. Aponta-se a necessidade da atenção holística e multidisciplinar, com destaque para os cuidados de enfermagem, às mulheres idosas com câncer de mama, por meio de ações multidimensionais capazes de atendê-las, minimizando as repercussões e os impactos dos tratamentos oncológicos.

     

  • MARY ÂNGELA DE OLIVEIRA CANUTO
  • AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA À SAÚDE DE PESSOAS ACOMETIDAS POR ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

     

  • Orientador : LIDYA TOLSTENKO NOGUEIRA
  • Data: 30/03/2015
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  • A avaliação da qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) de pessoas sobreviventes de acidente vascular cerebral (AVC) pode fornecer um perfil global das condições funcionais, psicossociais e da percepção da vida, orientando o processo de reabilitação. Esta pesquisa objetivou avaliar a QVRS de pessoas acometidas por AVC. Trata-se de um estudo descritivo de delineamento transversal realizado em Teresina-Piauí, em um centro de referência em reabilitação física e/ou motora de pessoas acometidas por AVC. A amostra foi constituída por 104 pessoas atendidas no centro mencionado. Para a coleta de dados foram utilizados três instrumentos: mini Exame do Estado Mental (MEEM), para avaliação do estado cognitivo e seleção dos participantes aptos a responderem os demais instrumentos do estudo; um formulário estruturado com informações sociodemográficas, econômicas, sobre o arranjo familiar, cuidador, aspectos clínicos e os serviços que utiliza no centro; e a Stroke Specific Quality of Life Scale SS-QOL, específica para avaliação da QVRS de pessoas com AVC. Para a análise de dados, foi utilizado o programa Statistical Package for the Social Science (SPSS) versão 18.0, com os testes: T Student, ANOVA (com o teste Post Hoc usando a correção de Tukey), Pearson e Spearman. Os principais resultados foram: média de 23,13 pontos no MEEM, com 26% da amostra com déficit cognitivo; média de idade igual a 57,31 anos (±17,15); predomínio do sexo masculino (51,90%); casados (48,10%); com 8 ou mais anos de escolaridade (55,80%); baixa renda (54,50%); presença de um cuidador (70,10%), que era, mais frequentemente, o próprio cônjuge (35,20%); com AVC isquêmico (69%); tempo decorrido depois do último AVC maior de 36 meses em 33,30% (média 33,35±35,23); houve presença expressiva de fatores de risco prévios para o AVC; as sequelas mais frequentes foram: hemiparesia direita (41,60%), hemiparesia esquerda (39%) e dificuldade de fala (28,60%). Quanto à QVRS, obtiveram-se baixos escores, demonstrando domínios e QVRS comprometidos (escore total de QVRS teve média de 146,84±36,31). O domínio mais afetado foi relações sociais e o menos afetado foi visão. O escore total de QVRS foi estatisticamente associado às variáveis: escolaridade (p=0,00); dislipidemia (p=0,03); hemiplegia esquerda (p=0,04); hemiparesia direita (p=0,05); dificuldade de fala (p=0,03); e tempo decorrido após o AVC (p=0,01). A pesquisa evidenciou as consequências negativas da ocorrência da doença na QVRS da pessoa acometida. Estudos sobre a avaliação da QVRS de pessoas acometidas por AVC são importantes, porque a identificação dos aspectos da vida mais afetados pela doença, além dos fatores que interferem na sua QVRS, é essencial para a implantação de estratégias oportunas de intervenção.

  • IVALDA SILVA RODRIGUES
  • VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA IDOSA: realidades e desafios

  • Orientador : MARIA DO LIVRAMENTO FORTES FIGUEIREDO
  • Data: 26/03/2015
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  • O envelhecimento é um processo natural de diminuição progressiva da reserva funcional das pessoas. Além dos fenômenos naturais, como as modificações fisiológicas e patologias consideradas típicas da velhice, o idoso também está passível à violência, o que tem provocado consequências devastadoras. Este estudo objetivou analisar a violência contra a pessoa idosa cadastrada no Centro de Referência e Enfrentamento à Violência contra a Pessoa Idosa (CEVI) do município de Teresina - PI. Estudo descritivo, com abordagem quantitativa e qualitativa, desenvolvido em duas etapas. A amostra da etapa quantitativa foi constituída por 225 casos de violência; a etapa qualitativa abrangeu 17 sujeitos que foram entrevistados em seus domicílios. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Piauí. Os dados da primeira etapa foram coletados por meio de um formulário e na segunda foi utilizado um roteiro de entrevista. Os dados quantitativos foram analisados no programa Statistical Package for the Social Sciences, 18.0, e para os qualitativos, utilizou-se a análise temática. Verificou-se que a maioria dos idosos era do sexo feminino (66,2%), a média de idade foi de 76,3 (±9,5) anos, 30,7% eram analfabetos, 36% eram viúvos, 84,9% eram procedentes da capital do estado, 76,4% eram aposentados, 35,1% ganhavam até um salário mínimo. Constatou-se que 18,2% das vítimas residiam com 3 a 4 pessoas e 39,1% moravam com outros familiares. Em relação à violência sofrida pelas pessoas idosas, a maioria sofreu violência psicológica (54,7%), 84,9% foram violentados na própria residência, 94,2% das ocorrências foram em Teresina e 31,1% não moravam mais com o agressor. No que se refere às informações relativas ao agressor, 84,2% eram familiares, dentre estes, 68% eram os filhos. A média de idade foi de 42,4 (±14,8) anos e a maioria era do sexo masculino (60,4%). Foi possível a formulação de três categorias temáticas, a saber: marcas e repercussões da violência na vida das pessoas idosas; da raiva ao perdão expressado pelas pessoas idosas em relação ao agressor; e redes de apoio às pessoas idosas vítimas de violência. Constataram-se marcas e repercussões da violência que afetaram a saúde física, emocional e social dos idosos. Os sentimentos em relação ao agressor foram: raiva, medo, saudade, pena, amor e tristeza. O apoio buscado pelas vítimas foi, principalmente, na própria família. Portanto, é preciso envolver os profissionais de saúde, os familiares, os governantes e a sociedade, no sentido de traçar estratégias que possam prevenir, combater e resolver os danos causados pela violência contra a pessoa idosa.

  • ALESSANDRA KELLY FREIRE BEZERRA
  • SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO À CRIANÇA NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

  • Orientador : SILVANA SANTIAGO DA ROCHA
  • Data: 20/03/2015
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  • A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) configura-se como uma metodologia de trabalho que viabiliza a organização, planejamento e execução do cuidado prestado ao paciente, a partir de uma assistência holística e individualizada. Apesar de sua importância, sabe-se que não está instituída em muitos serviços de saúde, principalmente na estratégia Saúde da Família (eSF), gerando lacunas nas ações propostas na consulta de puericultura, principalmente no que concerne ao acompanhamento sistematizado às crianças. Diante disso, a assistência de enfermagem à criança fica comprometida, gerando fragilidade e fragmentação do cuidado. Dessa forma, o estudo teve como objetivo construir um modelo teórico para compreender o processo da sistematização da assistência de enfermagem na atenção à criança na estratégia Saúde da Família, em Teresina-PI. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa do tipo interpretativa orientado pelo referencial metodológico da Teoria Fundamentada nos Dados. O estudo foi desenvolvido com 16 enfermeiros de diferentes cenários, da Atenção Básica para a compreensão do objeto de investigação. Foram contemplados enfermeiros assistenciais da eSF, gestores municipais da Atenção Básica e o órgão fiscalizador da categoria profissional – Conselho Regional de Enfermagem. O processo de análise dos dados ocorreu em três etapas interdependentes nomeadas: codificação aberta, codificação axial e codificação seletiva. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí CAEE: 22792213.3.0000.5214. Dois fenômenos emergiram com o estudo: ―Compreendendo a importância da SAE para o cuidado à criança e para a ascensão da equipe de enfermagem‖ e ―Apontando lacunas na SAE na atenção à criança na eSF e os caminhos para a superação das dificuldades‖. Os dois fenômenos e seus respectivos componentes foram reunidos e analisados teoricamente, segundo o modelo de paradigma de Strauss e Corbin. As categorias foram integradas em relação às condições causais, ao contexto, às condições intervenientes, às estratégias de ação e às consequências. Com a refinação e integração das categorias, resultou na categoria central ―Buscando caminhos e suprindo lacunas que comprometem a SAE na atenção à criança na eSF, a partir da compreensão de sua importância para o cuidado efetivo e ascensão da enfermagem‖. A categoria evidencia que os enfermeiros apresentam limitações e dificuldades para a operacionalização da SAE no cuidado à criança na Atenção Básica, no entanto, manifestam o interesse pela superação de todas as lacunas para a operacionalização do processo de enfermagem.

  • MYCHELANGELA DE ASSIS BRITO
  • ACIDENTES DOMÉSTICOS COM CRIANÇAS MENORES DE CINCO ANOS

  • Orientador : SILVANA SANTIAGO DA ROCHA
  • Data: 27/02/2015
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  • INTRODUÇÃO: Os acidentes domésticos com crianças menores de cinco anos são apontados como uma das principais causas de mortalidade e morbidade na população com idade entre um a 14 anos em todo o mundo. Consistem em situações complexas e revelam um grave problema de saúde pública, pois além dos custos sociais, econômicos e emocionais, são também responsáveis por eventos não fatais e sequelas que, em longo prazo, repercutem na família e na sociedade, penalizando crianças e adolescentes. OBJETIVO: analisar a ocorrência de acidentes domésticos com crianças menores de cinco anos. METODOLOGIA: Estudo analítico com delineamento transversal, realizado com 330 cuidadores da zona urbana de Floriano-PI. Utilizou-se um formulário, feito observação do ambiente e preenchido um check-list. Realizou-se análises simples, bivariadas e multivariadas, utilizando-se da regressão logística múltipla hierarquizada. RESULTADOS: Os cuidadores foram constituídos por mulheres (98,5%), faixa etária de 20 a 29 anos (49,1%), com ensino médio (57,0%), pertencentes à classe econômica DE (78,8%), casadas/união estável (67,3%), sendo 67,9% prestadores de serviços domésticos. Das residências visitadas 52,4% possuíam de 4 a 5 pessoas, com apenas uma criança (45,2%), que não ficam sozinhas (91,5%) e quando ficam, a avó quem cuida (44,2%). Os acidentes aconteceram no domicílio em 97% dos casos, sendo mais comum as quedas (88,2%), pela manhã (44,8%), na área externa da casa (30%), a face a parte do corpo mais atingida (47,3%). Na associação entre fatores de risco relacionados a infraestrutura/ambiente do domicílio com a ocorrência de acidentes obteve-se a presença de escada ou degraus sem corrimão, local de brincadeiras com espinhos, pregos, cacos de vidro e outros e a presença de plantas/jardim ou quintal (99,4%) estatisticamente relevante. Na associação entre fatores de risco relacionados à disposição de objetos e móveis com a ocorrência de acidentes encontrou rede alta, saídas e passagens mantidos com brinquedos, móveis, caixas ou outros itens que possam ser obstrutivos, ventiladores ligados ao alcance das crianças, produtos de limpeza, inseticidas guardados em locais baixos e domicílio possui cortinas ou mosqueteiros. A associação entre fatores de risco relacionados às práticas dos cuidadores e/ou comportamento das crianças obteve-se brincam com madeiras e paus não polidas, os alimentos como amendoim, pipoca, certos doces duros, chicletes dados às crianças e alimentos sólidos oferecidos à criança. Na análise multivariada o número de pessoas residentes na casa (OR=1,625), escadas ou degraus sem corrimão (OR=15,998) e alimentos sólidos oferecidos à criança (OR=16,686) permaneceram no modelo final, explicando 43,5% da ocorrência dos acidentes domésticos. DISCUSSÃO: A regressão mostrou que o número de residentes em casa acima de quatro pessoas aumentam as chances da ocorrência do acidente em 1,6 vezes; a presença de escadas ou degraus sem corrimão aumenta em 15,9 e Alimentos sólidos são oferecidos à criança em 16,6 vezes as chances da ocorrência do acidente domiciliar. CONCLUSÃO: A pesquisa evidencia a importância da participação dos profissionais de saúde na elaboração e na atuação nos programas de prevenção de acidentes domésticos. 

  • RAILINA LAURA UYARA BRANDÃO SALES
  • AVALIAÇÃO DE RESULTADOS DO PROGRAMA NACIONAL DE TRIAGEM NEONATAL NO PIAUÍ

  • Orientador : LIDYA TOLSTENKO NOGUEIRA
  • Data: 27/02/2015
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  • O estudo objetivou avaliar os resultados do Programa Nacional de Triagem Neonatal no Piauí em 2013. Trata-se de um estudo documental, avaliativo, desenvolvido a partir de registros em envelopes de amostra sanguínea (N=545) e do software NetLAB-Triagem Neonatal do Laboratório Central de Saúde Pública em Teresina-PI. A amostra foi constituída de 327 envelopes de amostras sanguíneas adequadamente coletadas e negativas à triagem, 184 envelopes de amostras sanguíneas inadequadamente coletadas (p=95,0%) e 34 envelopes de amostras sanguíneas adequadamente coletadas e suspeitas à triagem. Foram utilizados três formulários para a coleta de dados, a qual ocorreu após aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí (CAAE 17907213.2.0000.5214). Os principais achados foram: cobertura de coleta igual a 68,12%; cobertura geográfica de 97,33%; das 184 amostras inadequadas analisadas, 46,56% por quantidade insuficiente de sangue, 17,46% por resultados inconclusos, 13,76% por gota sobreposta, 7,94% por estarem diluídas, 4,76% por terem sido contaminadas, 2,12% por problemas operacionais; das 34 amostras suspeitas, 13 casos confirmados de Hipotireoidismo congênito, com incidência de 1:3.880. Em relação às amostras adequadas negativas,17,18% foram realizadas entre o 3º e o 5º dia de vida; 53,1% levaram menos de 5 dias da coleta à chegada ao Laboratório; 18,3% levaram até 7 dias da chegada à liberação do resultado da triagem; 12,6% obtiveram processo de triagem concluído dentro dos primeiros 30 dias de vida do recém-nascido.  Quanto às amostras inadequadas, foram verificadas medianas de tempo decorrido entre a recepção da amostra inadequada e a solicitação de nova amostra e dessa solicitação à chegada no laboratório da nova amostra iguais a 12 e 18 dias, nesta ordem; em 57%, o laboratório recebeu e liberou o resultado no mesmo dia; 92 dias correspondeu a mediana de idade da criança ao final do processo de triagem. Em relação às amostras suspeitas, o intervalo entre a liberação do resultado suspeito à triagem e à referência do caso ao hospital infantil obteve medianas de 0 dia para Hipotireoidismo congênito e de 1 dia para Fenilcetonúria; mediana de 42,50 dias de idade da criança no momento da referência; da referência à coleta de amostra para repetição do teste, mediana de 13 dias; em 87,5%, coleta e recepção foram efetivadas no mesmo dia; em 65,4%, recepção e liberação do resultado para Hipotireoidismo congênito ocorreram no mesmo dia e, para Fenilcetonúria, a mediana desse intervalo correspondeu a 1 dia; da liberação à consulta, foi verificada mediana de 1 dia para Hipotireoidismo congênito e, para Fenilcetonúria, em 85,7% dos casos, esse intervalo foi igual a 0 dia; a mediana de idade no momento da consulta correspondeu a 63 dias. Foram verificados longos tempos decorridos entre as etapas-chave do processo de Triagem Neonatal Sanguínea no Piauí em 2013, os quais sinalizam articulações falhas que sugerem necessidade de ajustes para melhoria de desempenho, sobretudo para detecção precoce das doenças rastreadas.

     

  • RAILINA LAURA UYARA BRANDÃO SALES
  • AVALIAÇÃO DE RESULTADOS DO PROGRAMA NACIONAL DE TRIAGEM NEONATAL NO PIAUÍ

  • Orientador : LIDYA TOLSTENKO NOGUEIRA
  • Data: 27/02/2015
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  • O estudo objetivou avaliar os resultados do Programa Nacional de Triagem Neonatal no Piauí em 2013. Trata-se de um estudo documental, avaliativo, desenvolvido a partir de registros em envelopes de amostra sanguínea (N=545) e do software NetLAB-Triagem Neonatal do Laboratório Central de Saúde Pública em Teresina-PI. A amostra foi constituída de 327 envelopes de amostras sanguíneas adequadamente coletadas e negativas à triagem, 184 envelopes de amostras sanguíneas inadequadamente coletadas (p=95,0%) e 34 envelopes de amostras sanguíneas adequadamente coletadas e suspeitas à triagem. Foram utilizados três formulários para a coleta de dados, a qual ocorreu após aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí (CAAE 17907213.2.0000.5214). Os principais achados foram: cobertura de coleta igual a 68,12%; cobertura geográfica de 97,33%; das 184 amostras inadequadas analisadas, 46,56% por quantidade insuficiente de sangue, 17,46% por resultados inconclusos, 13,76% por gota sobreposta, 7,94% por estarem diluídas, 4,76% por terem sido contaminadas, 2,12% por problemas operacionais; das 34 amostras suspeitas, 13 casos confirmados de Hipotireoidismo congênito, com incidência de 1:3.880. Em relação às amostras adequadas negativas,17,18% foram realizadas entre o 3º e o 5º dia de vida; 53,1% levaram menos de 5 dias da coleta à chegada ao Laboratório; 18,3% levaram até 7 dias da chegada à liberação do resultado da triagem; 12,6% obtiveram processo de triagem concluído dentro dos primeiros 30 dias de vida do recém-nascido.  Quanto às amostras inadequadas, foram verificadas medianas de tempo decorrido entre a recepção da amostra inadequada e a solicitação de nova amostra e dessa solicitação à chegada no laboratório da nova amostra iguais a 12 e 18 dias, nesta ordem; em 57%, o laboratório recebeu e liberou o resultado no mesmo dia; 92 dias correspondeu a mediana de idade da criança ao final do processo de triagem. Em relação às amostras suspeitas, o intervalo entre a liberação do resultado suspeito à triagem e à referência do caso ao hospital infantil obteve medianas de 0 dia para Hipotireoidismo congênito e de 1 dia para Fenilcetonúria; mediana de 42,50 dias de idade da criança no momento da referência; da referência à coleta de amostra para repetição do teste, mediana de 13 dias; em 87,5%, coleta e recepção foram efetivadas no mesmo dia; em 65,4%, recepção e liberação do resultado para Hipotireoidismo congênito ocorreram no mesmo dia e, para Fenilcetonúria, a mediana desse intervalo correspondeu a 1 dia; da liberação à consulta, foi verificada mediana de 1 dia para Hipotireoidismo congênito e, para Fenilcetonúria, em 85,7% dos casos, esse intervalo foi igual a 0 dia; a mediana de idade no momento da consulta correspondeu a 63 dias. Foram verificados longos tempos decorridos entre as etapas-chave do processo de Triagem Neonatal Sanguínea no Piauí em 2013, os quais sinalizam articulações falhas que sugerem necessidade de ajustes para melhoria de desempenho, sobretudo para detecção precoce das doenças rastreadas.

     

  • ANDRÉIA ALVES DE SENA SILVA
  • PREVALÊNCIA DE HEPATITE B E FATORES DE RISCO ASSOCIADOS EM INTERNOS NO SISTEMA PRISIONAL DO ESTADO DO PIAUÍ

  • Orientador : TELMA MARIA EVANGELISTA DE ARAUJO
  • Data: 26/02/2015
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  • INTRODUÇÃO: O confinamento estimula práticas que aumentam o risco de

    transmissão de doenças infecciosas tanto pelos comportamentos sexuais

    inadequados como pelo uso de drogas. A hepatite B destaca-se como um dos

    agravos mais prevalentes na população prisional, em decorrência das condições de

    vida do recluso. OBJETIVO: Investigar a prevalência de Hepatite B e fatores

    associados em internos dos presídios do Estado do Piauí. METODOLOGIA: Trata-se

    de uma pesquisa, epidemiológica, do tipo transversal, realizada nas unidades

    prisionais que possuíam regime fechado ou semiaberto (n=12). A coleta de dados

    ocorreu no período de novembro/2013 a maio/2014, por meio da realização de

    aconselhamento e entrevista, seguida da testagem rápida para Hepatite B (HBsAg).

    Os dados foram digitados e analisados com a utilização do software SPSS versão

    20.0. Foram realizadas análises descritivas simples, bivariadas e multivariadas,

    utilizando-se da Regressão Logística com o valor de p fixado em 0,05.

    RESULTADOS: Dos 2.131 participantes do estudo, 92,8% eram do sexo masculino,

    48,6% estavam na faixa etária de 23 a 32 anos, com média de estudo de 6,3 anos e

    renda pessoal média de R$789 reais. Sobre o consumo de álcool e outras drogas,

    78,7% dos participantes confirmaram o uso de bebidas alcóolicas e 57,6%

    afirmaram utilizar algum tipo de droga. Quanto à exposição de risco parenteral,

    55,0% compartilharam material perfurocortante (lâminas e material de

    manicure/pedicure), 60,4% tinham tatuagem e 13,9% usavam piercing. Dentre as

    práticas sexuais de risco, identificou-se o não uso de preservativo, e a utilização de

    bebidas e/ou drogas antes das relações, como também a prática homossexual.

    Quanto às informações sobre hepatite B, 75,4% não possuía nenhuma informação.

    Na pesquisa por antígenos específicos para hepatite B, 11 (0,5%) testes rápidos

    foram reagentes para o HBsAg circulante. Houve associação estatisticamente

    significativa entre a prevalência de hepatite B e as variáveis: não gosta de usar

    camisinha (ORa=3,63) e sabe como prevenir DST (ORa=5,02). CONCLUSÃO:

    Considerando a situação de vulnerabilidade à hepatite B, da amostra investigada,

    ações preventivas e de educação em saúde relacionadas à citada infecção e outras

    DST devem ser fortalecidas. Os órgãos responsáveis pelo planejamento das ações

    de saúde voltadas à população prisional devem implementar o Plano Nacional de

    Saúde no Sistema Penitenciário existente e traçar medidas condizentes com as

    características encontradas nos encarcerados.

  • KARINNA ALVES AMORIM DE SOUSA
  • PREVALÊNCIA DO HIV E FATORES ASSOCIADOS EM INTERNOS DO SISTEMA PRISIONAL DO PIAUÍ

  • Orientador : TELMA MARIA EVANGELISTA DE ARAUJO
  • Data: 26/02/2015
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  • A infecção pelo HIV concretiza-se como grande problema de Saúde Pública. O Ministério da

    Saúde estima aproximadamente 734 mil pessoas vivendo com HIV/Aids no Brasil. A OMS

    define populações-chave os segmentos populacionais que devido adoção de comportamentos

    que conferem alto risco específicos, possuem maiores chances de infecção pelo HIV. Dentre

    as populações específicas, destaca-se a população privada de liberdade, pois o confinamento

    estimula práticas que aumentam o risco de transmissão de doenças infecciosas. Esta pesquisa

    tem como objetivo: Analisar a prevalência da infecção pelo HIV e fatores associados em

    internos de presídios do Estado do Piauí. Trata-se de um estudo epidemiológico do tipo

    transversal, desenvolvido com 2.131 presidiários do Piauí. A coleta de dados foi realizada nos

    meses de novembro/2013 a maio/2014, por meio da aplicação de formulário pré-testado e

    realização de teste rápido para diagnóstico do HIV. Os dados foram digitados e analisados

    com a utilização do software SPSS versão 19.0. Foram realizadas análises univariadas, por

    meio de estatísticas descritivas simples. Na estatística inferencial foram aplicados testes de

    hipóteses bivariados e multivariados, com a utilização de regressão logística simples (Oddis

    ratio não ajustado) e múltipla (Oddis ratio ajustado). O nível de significância foi fixado em

    p≤0,05. Os resultados foram: 2.131 presidiários participaram do estudo, 1.116 (52,4%) eram

    residentes do interior do Estado, 1.037 (48,6%) estavam na faixa etária de 23 a 32 anos, 1.977

    (92,8%) eram do sexo masculino e 1.342 (63,0%) referiram escolaridade compatível com

    ensino fundamental incompleto, 1.312 (61,6%) se declararam pardos, 1.235 (58,0) em

    situação conjugal solteiros/separados/viúvos e 793 (37,2%) sem renda pessoal. Quanto a

    prevalência do HIV foi de 1,0% (IC95% = 0,6-1,4). Houve associação estatisticamente

    significativa entre o HIV positivo e as variáveis: uso de drogas ilícitas, ter prática sexual com

    parceiros do mesmo sexo, selecionar parceiros por atributos físicos, não usar preservativo por

    não sempre dispor e praticar sexo por via vaginal. Permaneceram estatisticamente associadas

    após analise multivariada: prática sexual com parceiros do mesmo sexo (p=0,05), seleção de

    parceiros por atributos físicos (p=0,04) e prática de sexo por via vaginal (p<0,01). Os

    resultados desta pesquisa evidenciam a necessidade de ações públicas de saúde, incluindo

    articulação entre esferas governamentais e entre gestão da saúde e da justiça, para elaborar

    estratégias de modo a contemplar a demanda de saúde dos internos do Sistema Prisional do

    Estado. Faz-se oportuna a ampliação de ações relacionadas ao diagnostico do HIV na

    admissão e rotina, atividades contínuas de educação em saúde, capacitação dos profissionais

    de saúde que compõem a equipe da justiça para fortalecer a promoção da saúde, prevenção e

    controle das DST/HIV/Aids.

  • ANA KARINE DA COSTA MONTEIRO
  • IMPACTO DA EDUCAÇÃO PERMANENTE ONLINE NO CONHECIMENTO DE ENFERMEIROS SOBRE ESTOMAS INTESTINAIS DE ELIMINAÇÃO

  • Orientador : ELAINE MARIA LEITE RANGEL ANDRADE
  • Data: 24/02/2015
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  • Enfermeiros após a formação, necessitam ser capacitados permanentemente sobre estomas para prestar assistência segura e de qualidade aos clientes que necessitam desse tipo de intervenção cirúrgica. Este estudo teve por objetivo verificar o impacto da Educação permanente online no conhecimento de enfermeiros sobre estomas intestinais de eliminação. Estudo realizado em duas etapas, uma metodológica e outra quase-experimental, do tipo grupo único, antes e depois, em três hospitais de grande porte do estado do Piauí, no período de agosto, setembro e outubro de 2014, após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa. A primeira etapa envolveu a elaboração de um Teste de conhecimento sobre estomas intestinais de eliminação, por meio de revisão de literatura e Diretrizes internacionais para o cuidado e tratamento de pessoas estomizadas e a validação de aparência e conteúdo do Teste por oito juízes. Foram considerados validados os itens que obtiverem índice de validade de conteúdo (IVC) maior ou igual a 80% e Coeficiente Kappa de Fleiss maior ou igual a 70%. Quanto ao conteúdo, o IVC global do Teste foi de 94%, sendo que 27 itens obtiveram IVC de 100% e 14 itens de 86% e apenas dois itens obtiveram IVC menor que 80% e por isso foram excluídos. Quanto a aparência, a maioria dos itens obteve coeficiente Kappa de Fleiss menor do que 70% na primeira rodada, sendo necessária uma segunda rodada em que o coeficiente Kappa de Fleiss obteve resultado perfeito (1,00). A versão final do Teste comtemplou 39 itens, que foram distribuídos em sete domínios e o conhecimento foi considerado adequado quando se obteve nos itens do Teste percentual de acerto maior ou igual a 80%. O Teste elaborado e validado pode ser aplicado com enfermeiros e estudantes de Enfermagem. No entanto, constantemente deve ser aprimorado, aperfeiçoado, de modo a agregar a evidências para a prática clínica. Na segunda etapa, foi avaliado o conhecimento dos enfermeiros sobre estomas intestinais de eliminação antes e após Educação permanente online. Fizeram parte dessa etapa 111 enfermeiros. Destes, 54% evadiram-se, tendo como principal motivo a falta de tempo (74,1%). Participaram efetivamente da Educação permanente online, 51 enfermeiros. Para a coleta de dados foram utilizados três instrumentos: caracterização sociodemográfica, formação e experiência profissional, uso do computador e da Internet, Teste de conhecimento sobre estomas intestinais de eliminação e identificação das causas de evasão da Educação permanente online. Entre os 51 enfermeiros que participaram da Educação permanente online a média de acertos no Teste de conhecimento no pré-teste e pós-teste foi 25,5 (dp=4,2) e 31,5 (dp=3), respectivamente. Essa diferença de médias foi estatisticamente significante (p=0,000). A efetividade da Educação permanente online pode ser justificada pela flexibilidade da aprendizagem adaptada conforme as necessidades dos enfermeiros e acessibilidade em qualquer tempo e espaço. Essa forma de Educação permanente tem sido vista como viável e adequada para as condições de trabalho da maioria dos enfermeiros. 

  • MONIKI DE OLIVEIRA BARBOSA CAMPOS
  • IMPACTO DE INTERVENÇÃO EDUCATIVA ONLINE NO CONHECIMENTO DE GRADUANDOS DE ENFERMAGEM SOBRE ESTOMAS INTESTINAIS DE ELIMINAÇÃO

  • Orientador : ELAINE MARIA LEITE RANGEL ANDRADE
  • Data: 24/02/2015
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  • A pessoa estomizada faz parte dos cenários de prática clínica vivenciados pelo estudante de Enfermagem durante a graduação. Sendo assim, é importante que as Instituições de Ensino Superior (IES) promovam o conhecimento sobre estomas por meio de metodologias de ensino criativas, como a educação a distância (EaD). Frente ao exposto, este estudo teve por objetivo verificar o impacto de intervenção educativa online no conhecimento de graduandos de Enfermagem sobre estomas intestinais de eliminação. Estudo realizado em duas etapas, uma metodológica e outra quase-experimental, do tipo grupo único, antes e depois, em duas IES de Teresina, no período de julho a outubro de 2014, após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa de uma Universidade pública do Piauí n° 649.460 (CAAE nº 22818014.5.0000.5214). A primeira etapa envolveu a elaboração de um Teste de conhecimento sobre estomas intestinais de eliminação, por meio de revisão de literatura e Diretrizes internacionais para o cuidado e tratamento de pessoas estomizadas e a validação de aparência e conteúdo do Teste por oito juízes. Foram considerados validados os itens que obtiverem índice de validade de conteúdo (IVC) maior ou igual a 80% e Coeficiente Kappa de Fleiss maior ou igual a 70%. Quanto ao conteúdo o IVC global do Teste foi de 94%, sendo que 27 itens obtiveram IVC 100% e 14 itens 86% e apenas dois itens obtiveram IVC menor que 80% e por isso foram excluídos. Quanto a aparência a maioria dos itens obteve coeficiente Kappa de Fleiss menor do que 70% na primeira rodada, sendo necessária uma segunda rodada em que o coeficiente Kappa de Fleiss obteve resultado foi perfeito (1,00). A versão final do Teste contemplou 39 itens que foram distribuídos em sete domínios. Na segunda etapa foi avaliado o conhecimento dos graduandos de Enfermagem sobre estomas intestinais de eliminação antes e após intervenção educativa online. O índice de evasão da intervenção educativa online foi de 107 (54,31%), sendo o principal motivo a falta de tempo 42(40,4%). Fizeram parte dessa etapa 90 graduandos de Enfermagem. Para a coleta de dados foram utilizados três instrumentos, a saber; caracterização sociodemográfica, uso do computador e Internet, Teste de conhecimento sobre estomas intestinais de eliminação e identificação dos motivos de evasão da intervenção educativa online. Entre os 90 graduandos de Enfermagem que participaram da intervenção educativa online a média de acertos no Teste de conhecimento sobre estomas intestinais de eliminação antes da intervenção foi 23,67 (dp= 5,9) e depois da intervenção 32,01 (dp= 2,7). Essa diferença de médias foi estatisticamente significante (0,000). O impacto da intervenção educativa online foi positivo no conhecimento dos graduandos de Enfermagem sobre estomas intestinais de eliminação. Foi possível verificar que as tecnologias da informação e comunicação (TICs) são ferramentas que estimulam o interesse dos estudantes a participarem ativamente do seu processo de aprendizagem, promovem aprendizagem colaborativa e possibilitam ao aluno construir o seu conhecimento e desenvolver habilidades.  Implantar essas ferramentas no ensino superior é fundamental para implementar as recomendações mais atuais para a prática clínica de enfermagem voltada a pessoa estomizada.

     

  • CECILIA PASSOS VAZ DA COSTA
  • OBJETO VIRTUAL DE APRENDIZAGEM SOBRE O RACIOCÍNIO DIAGNÓSTICO EM ENFERMAGEM APLICADO AO SISTEMA TEGUMENTAR

  • Orientador : MARIA HELENA BARROS ARAUJO LUZ
  • Data: 23/02/2015
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  • A utilização das tecnologias de informação e comunicação é crescente na sociedade contemporânea e pode ser agregada e inserida na área educacional com o uso de objetos virtuais de aprendizagem (OVAs) que auxiliem no processo de ensino e aprendizagem. Na prática clínica o enfermeiro depara-se constantemente com a necessidade de julgar as manifestações dos indivíduos e consequentemente raciocinar clinicamente para elencar diagnósticos de enfermagem. Este processo de raciocínio diagnóstico deve ser usado durante a avaliação de todos os sistemas corporais, especialmente do sistema tegumentar, visto que contribui efetivamente com a formulação de diagnósticos de enfermagem acurados que refletem as respostas do indivíduo em relação aos problemas de pele reais ou potenciais. Objetivou-se avaliar um OVA sobre o raciocínio diagnóstico em enfermagem aplicado ao sistema tegumentar em uma universidade pública do Piauí. Trata-se de uma pesquisa metodológica aplicada de produção tecnológica que utilizou o referencial pedagógico da educação problematizadora de Paulo Freire para nortear a elaboração do conteúdo, a metodologia para desenvolvimento do OVA seguiu as etapas de análise, design, desenvolvimento, implementação e avaliação preconizadas pelo design instrucional contextualizado e utilizou-se a taxonomia revisada de Bloom para elencar os objetivos educacionais de cada módulo. Os quatros módulos do OVA foram inseridos na plataforma educacional do Moodle, implementado com 21 discentes do curso de graduação em enfermagem de uma universidade pública do Piauí nos meses de setembro e outubro de 2014 e avaliado por especialistas da área da informática e por discentes de enfermagem. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí com CAAE 20228113.8.0000.5214. Pela avaliação dos discentes, evidencia-se que o desenvolvimento do OVA sobre raciocínio diagnóstico em enfermagem aplicado ao sistema tegumentar mediado pedagogicamente pelo referencial da educação problematizadora de Paulo Freire e inserido no ambiente Moodle foi considerado favorável ao proporcionar autonomia, motivação e prazer durante a aprendizagem e apresentar linguagem de fácil compreensão com atividades de revisão e bibliografia úteis e pertinentes. Espera-se que o presente estudo possa agregar valor às práticas de ensino da enfermagem mediante utilização de OVA e fomentem novos estudos relacionados ao uso dessas ferramentas educacionais quer seja no ensino do raciocínio diagnóstico aplicado a outros sistemas do corpo ou outras áreas de conhecimento fundamentais para a enfermagem com o escopo que vai além do processo de ensino-aprendizagem e visa atingir a melhoria da prática clínica.

  • LIDYANE RODRIGUES OLIVEIRA SANTOS
  • Análise das escalas de Cubbbin & Jackson e Waterlow em pacientes de unidades de terapia intensiva

  • Data: 20/02/2015
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  • As escalas de avaliação de risco têm sido utilizadas como instrumentos efetivos para prever o risco de úlcera por pressão. Porém, estudos não indicam consenso sobre qual escala é mais eficaz para predizer esse risco em unidade de terapia intensiva.  Frente ao exposto, o presente estudo teve por objetivo analisar as escalas de Cubbin & Jackson e Waterlow quanto ao melhor indicador de risco para úlcera por pressão em pacientes de unidades de terapia intensiva. Pesquisa quantitativa, exploratória, longitudinal prospectiva, realizada em dois hospitais públicos de grande porte do estado do Piauí, no período de fevereiro a abril de 2014.  A amostra foi composta por 108 participantes, os quais foram divididos em dois grupos de sem úlcera (n=80) e com úlcera (n=28). O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí. Para coleta de dados, utilizou-se um instrumento sobre características sociodemográficas e clínicas e as escalas. Estatísticas descritivas foram utilizadas para análise das variáveis sociodemográficas e clínicas, e o  teste t na análise das variáveis das escalas para análise paramétrica de comparação entre as variáveis independentes. Para os escores das escalas, foi realizada uma transformação dos dados a partir do escore Z. O poder preditivo e os pontos de corte das escalas foram determinados por meio das curvas Receiver Operating Characteristic e teste de Qui-quadrado para verificar a correlação entre as variáveis categóricas. Dos 108 participantes, 28 tiveram úlcera por pressão, 16 já foram admitidos com úlcera e 12 adquiriram na unidade de terapia intensiva, 60,7% são do sexo masculino, com média de idade de 53 anos, 60,7% com cor parda, 89,3% com Índice de Massa Corpórea considerado eutrófico, 21,4% provenientes de Teresina, 11% tiveram associados hipertensão e/ou diabetes mellitus com tempo médio de internação de 30,4 dias e tempo de surgimento de úlcera por pressão de 17,1 dias, com maior prevalência na região sacral, 54,2%, e única úlcera em 82,14%. Quanto às medicações utilizadas, 60,7% faziam uso de antitrombóticos e 59,6% de antibióticos. Como motivo de internação, 67,9% foram por causas cardiovasculares e respiratórias. A escala de Waterlow apresentou 100% de sensibilidade, 18,9% de especificidade, 14,1% de valor preditivo positivo e 100% de valor preditivo negativo com ponto de corte >14, escore Z=1,06. A escala de Cubbin & Jackson, 83,3% de sensibilidade, 39,5% de especificidade, 30,3% de valor preditivo positivo e 88,2% de valor preditivo negativo, com ponto de corte ≤ 24 e no escore Z ≤0,41.  A escala de Waterlow teve como maior preditor de risco o apetite p(0.00) e o tipo de pele p(0.02) e a de Cubbin & Jackson a condição da pele p(0.00) e a mobilidade p (0.01). Ambas as escalas são efetivas para predizer o risco de úlcera por pressão, no entanto, a escala de Cubbin & Jackson mostra-se mais eficaz para pacientes críticos. A utilização de estratégias eficazes para prevenção devem ser amplamente divulgadas para a melhoria na qualidade da assistência. 

     

  • TAMIRES BARRADAS CAVALCANTE
  • VALIDAÇÃO DE PROTOCOLO ASSISTENCIAL PARA PREVENÇÃO DE ÚLCERA POR PRESSÃO

  • Orientador : MARIA HELENA BARROS ARAUJO LUZ
  • Data: 20/02/2015
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  • : A prevenção da úlcera por pressão é considerada um desafio clínico frente à instabilidade hemodinâmica, restrição da mobilidade e nutrição prejudicada que aumentam o risco para o seu desenvolvimento. A criação de grupos especializados vinculados às instituições e serviços de saúde, bem como a elaboração de protocolos assistenciais para prevenção e tratamento das lesões tissulares atendem à busca constante dos profissionais de enfermagem pela qualificação de sua práxis. Este estudo teve como objetivo validar protocolo assistencial para prevenção de UP. Estudo metodológico, aprovado sob Protocolo nº 742.354, desenvolvido em quatro fases: atualização do protocolo assistencial; tradução e adaptação transcultural (ATC); análise semântica (validação interna) e validação de conteúdo (validação externa). Após a atualização, nove itens de recomendações do protocolo foram incluídos e três reformulados ou ratificados, assim, este ficou composto por 36 itens. A tradução e retrotradução foram realizadas por quatro tradutores brasileiros ou americanos, fluentes na Língua Portuguesa e Inglesa. Na adaptação transcultural, as palavras “healing” e “change position” foram traduzidas para “cura” e “mudança de posição”, entretanto, os termos “cicatrização” e “mudança de decúbito” foram mantidos por serem mais utilizados na realidade brasileira. A análise semântica consistiu de uma única roda de conversas composta por seis membros, por meio de “brainstorming”,dois efetivos do grupo de curativos, três aspirantes e um estagiário em iniciação das atividades no hospital em que o protocolo será utilizado. Alguns itens foram excluídos por serem recomendações de tratamento. Na análise de conteúdo, os seis experts participantes classificaram os itens segundo pertinência e compreensão verbal em dois momentos distintos. Somente os itens que não alcançaram o valor mínimo preconizado de índice de validade de conteúdo no 1º momento ou que tiveram alterações sugeridas foram modificados e novamente submetidos à análise no 2º momento. Os itens 1, 3, 23, 25 e 27 atingiram índice de validade de conteúdo mínimo no 2º momento quesito pertinência, bem como o item 27 em compreensão verbal, em detrimento do1º momento. O item quatro não atingiu os 0,80 de índice de validade de conteúdo em pertinência, justificando sua exclusão na versão final do protocolo. Os valores de kappa foram utilizados apenas para avaliar a representatividade dos itens com relação às suas categorias. O algoritmo teve modificações na inclusão de novas coberturas para prevenção de úlceras por pressão. Os procedimentos realizados neste estudo atingiram o objetivo de validar o protocolo para prevenção de úlceras por pressão baseado em evidências bem como foram importantes na sua construção e aperfeiçoamento, em todas as suas etapas. A validade interna do protocolo é considerada ao observar que a análise semântica foi realizada pelos enfermeiros da instituição hospitalar em que ele será utilizado, e a externa pelo fato de os experts serem procedentes de quatro das cinco regiões brasileiras, ratificando que este poderá ser utilizado em qualquer instituição hospitalar do Brasil, com o objetivo de contribuir para a segurança do paciente e melhoria da qualidade da assistência de enfermagem.

2014
Descrição
  • SIMONE SANTOS E SILVA MELO
  • NARRATIVAS DE GESTANTES QUE VIVEM COM O HIV/AIDS: contribuições para o processo de cuidar em saúde

  • Orientador : INEZ SAMPAIO NERY
  • Data: 23/12/2014
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  • A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), que é conhecido no Brasil há mais de 30 anos. O número de pessoas que vivem com o vírus vem aumentando, em especial o número de mulheres em idade reprodutiva, gerando a maior probabilidade da mulher enquanto gestante que vive com o HIV transmitir o vírus para o filho, o que se denomina de transmissão vertical (TV). Existem medidas profiláticas que devem ser adotada pelas mulheres e profissionais de saúde durante o pré-natal, parto e puerpério que diminuem as chances dessa transmissão. Conhecer a vivência da gestante soropositiva para o HIV nesse processo de gestação pode contribuir com o surgimento de ideias para o enfrentamento da transmissão vertical do HIV e para a melhoria da qualidade de vida da gestante e de seu contexto familiar. Com base na problemática, surgiu a seguinte questão de pesquisa: como as mulheres que vivem com o HIV/AIDS vivenciam a gestação? Esse estudo teve como objetivos descrever as vivências de gestantes de uma instituição pública estadual de Teresina/PI que vivem com o HIV/AIDS. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva, cujo método empregado foi a Narrativa de Vida, com dez gestantes que vivem com HIV e estavam sendo acompanhadas no pré-natal na maternidade de referência do Estado. A produção dos dados ocorreu por meio de entrevista aberta e prolongada e, a partir dos relatos, evidenciaram-se quatro categorias: contexto psicossocial marcado pelo estigma; sentimentos por ser gestante e viver com HIV/AIDS; busca e adesão ao tratamento: esperança para si e para o filho; rede de apoio da gestante enfrentamento do HIV/AIDS. A partir das narrativas das gestantes, percebeu-se que elas possuem um contexto psicossocial marcado pelo estigma e preconceito do HIV/AIDS, que é demonstrado em seus relatos desde o momento da descoberta do diagnóstico pela gestante e consequente omissão do diagnóstico para familiares e/ou amigos devido ao medo do preconceito e discriminação. A gestação é permeada de sentimentos de culpa, preocupação e medo relacionados ao risco da infecção ao filho, mas, ao mesmo tempo, há sentimentos de alegria pelo surgimento de um novo ser em sua vida, que pode ressignificar a sua realidade e motivar o enfrentamento de seu problema. Elas referiram dificuldades tanto para realizar o tratamento medicamentoso devido aos efeitos adversos das medicações quanto de acesso aos serviços de atendimento especializado a pacientes que vivem com o HIV. Além disso, percebeu-se nessas narrativas que as gestantes contam com uma rede de apoio que as auxilia no enfrentamento da doença; esta é representada pelo apoio familiar, religioso e de profissionais de saúde. A partir do conhecimento das vivências das gestantes, pode-se inferir que o processo de cuidar em saúde da gestante com HIV/AIDS no Estado requer melhor preparação dos profissionais que lidam com essa clientela e uma melhor integração entre os serviços de atendimento especializado e o ambulatório de pré-natal. É necessário que os profissionais de saúde qualifiquem-se em relação ao atendimento a essas mulheres, de forma que possam atender às necessidades físicas, psíquicas e emocionais dessas gestantes de forma satisfatória.

  • DANIELLE SOUZA SILVA VARELA
  • AÇÕES DO ENFERMEIRO NA ATENÇÃO AO USUÁRIO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS NA REDE DE SAÚDE DE PARNAÍBA-PI

     

     

  • Orientador : CLAUDETE FERREIRA DE SOUZA MONTEIRO
  • Data: 10/12/2014
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  • Introdução: A transição do modelo de atenção ao usuário de álcool e outras drogas tem provocado mudanças na assistência à saúde deste público, apontando “novas” possibilidades de atuação para os profissionais de saúde. Neste contexto, chama-se atenção para a enfermagem. O enfermeiro e sua equipe comumente atendem pessoas que apresentam problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas, entretanto, a literatura nacional pouco tem conseguido levantar ações desenvolvidas por este profissional no cenário assistencial, o que instiga a realização deste estudo. Objetivo: analisar ações do enfermeiro na atenção ao usuário de álcool e outras drogas na Rede de Saúde de Parnaíba-Piauí. Metodologia: Estudo do tipo descritivo, com abordagem quantitativa e delineamento transversal realizado em serviços de saúde do município de Parnaíba-Piauí, com 56 enfermeiros. O instrumento de pesquisa utilizado foi um questionário e a coleta de dados ocorreu em outubro de 2013. Os dados foram processados no Statistical Program of Social Science for Windows 18.0 (SPSS) e apresentados em tabelas. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí CAAE 19860913.0.0000.5214. Resultados: De acordo com 89,3% dos pesquisados, os serviços de saúde em que trabalham atendiam casos de álcool e outras drogas. Destes, 82,0% afirmaram que desenvolvem ações sobre álcool e outras drogas. Dentre as ações, 65,9% informaram realizar ações de promoção da saúde e prevenção ao uso indevido de drogas, sendo as práticas de educação em saúde as mais mencionadas (59,3%); 41,5% declararam desenvolver ações de redução de danos, 25,0% por meio da consulta de enfermagem/aconselhamento; e 31,7% dos que prestam ações de reabilitação psicossocial, a principal ação foram os grupos de escuta, apoio e acolhimento (28,6%). A maioria dos enfermeiros que realizam ações de promoção da saúde/prevenção ao uso indevido de drogas (59,3%) e de reabilitação psicossocial (61,5%) declararam contar com a colaboração de outros setores da sociedade. A maioria dos enfermeiros que realiza ações de redução de danos (58,8%) não contam com a colaboração de setores da comunidade. Uma considerável amostra de enfermeiros referiu encontrar dificuldades para assistir o usuário de álcool e outras drogas (78,0%), destes, 65,6% informou que adota alguma estratégia para superar as dificuldades. Conclusão: Os resultados sugerem uma atuação do enfermeiro nas atividades de natureza preventiva e promotora de saúde no que tange ao problema do álcool e outras drogas, com ações desenvolvidas, principalmente durante a consulta de enfermagem e por práticas de educação em saúde, muito embora reconheçam dificuldades para desenvolver estas ações e ainda com pouco engajamento na aplicação da política de redução de danos e na de reabilitação psicossocial. O estudo mostra também que há um insuficiente preparo dos pesquisados para desenvolver ações na atenção aos usuários e álcool e outras drogas que advém desde a graduação a capacitação/treinamento sobre esta problemática.

  • FLÁVIA DAYANA RIBEIRO DA SILVEIRA
  • Avaliação da função sexual de mulheres submetidas a episiotomia

  • Orientador : GRAZIELLE ROBERTA FREITAS DA SILVA
  • Data: 28/08/2014
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  • A assistência obstétrica é caracterizada pelo uso inapropriado de intervenções no trabalho de parto, dentre elas pode-se citar a episiotomia rotineira, apesar das claras evidências científicas para apoiar seu uso restrito. A episiotomia causa maior frequência de dispareunia e lubrificação insuficiente no retorno às atividades sexuais. Assim, têm-se como objetivo geral: Avaliar a função sexual de mulheres submetidas a episiotomia no retorno das atividades sexuais. Foram empregados dois instrumentos: 1) Dados sociodemográficos, de vida obstétrica e de vida sexual pregressa das mulheres entrevistadas; 2) FSFI. Essa escala tem 19 questões, agrupadas em seis domínios: desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação e dor. Teve-se amostra intencional não‐probabilística de 126 mulheres submetidas ao parto normal com episiotomia, atendidas na atenção básica de Teresina/PI e Nazária/PI, de fevereiro a junho/2014. A abordagem à mulher aconteceu em sala de espera, antes da consulta de puericultura. Teve-se 126 mulheres piauienses brancas (43,7%), jovens (M=24,6anos), em união estável (46,8%), com relacionamentos recentes, entre 1 a 3 anos (37,3%). Apesar de mais da metade relatarem certo nível de escolaridade (ensino fundamental e médio), eram donas de casa (56,3%), com renda individual inferior a um salário (21,4), o que gera uma renda familiar entre 1 a 2 salários mínimos (69,8%). Elas moravam em casas cedidas com mais de 4 cômodos (54%) e com até 4 pessoas (55,6%). Dentre os dados obstétricos, não houveram gestação atual gemelar e em quase sua totalidade (80,2%), não planejaram a gravidez atual. Contudo, apenas 11 (8,7%) não realizaram nenhuma consulta pré-natal. Eram primigestas (43,7%) e primíparas (77,8%), sem histórico de aborto autorreferido, com parto sem distócias e apresentação cefálica dos seus filhos (70,6%). Ao aplicar a FSFI, essa escala apresentou boa confiabilidade (Alpha de Cronbach≥ 0,70) em todos os seus domínios. Do total, 84,1% tiveram risco para disfunção sexual. As mulheres com risco de disfunção tiveram baixo índice de orgasmo e moderada lubrificação. Houve correlação estatística entre disfunção sexual e estado civil, bem como motivo do retorno às atividades sexuais, atingir orgasmos e frequência das atividades sexuais. Conclui-se que a escala é válida nessa clientela, urgindo a necessidade de prevenir gravidezes indesejáveis em mulheres jovens, bem como aprimorar o relacionamento terapêutico para atender a sexualidade enquanto necessidade humana básica.


  • ADRIELLY CAROLINE OLIVEIRA
  • ENFERMEIRAS PIAUIENSES EM INSTITUIÇÕES DE SAÚDE DO ESTADO (1959-1973): LUTAS SIMBÓLICAS PELO RECONHECIMENTO PROFISSIONAL

  • Orientador : BENEVINA MARIA VILAR TEIXEIRA NUNES
  • Data: 21/08/2014
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • O presente estudo é de natureza histórico-social, cujo objeto constitui-se do movimento de inserção e atuação de enfermeiras, que retornaram ao Piauí após formação em outros Estados em instituições de saúde do município de Teresina e do interior do Piauí, no recorte de tempo de 1959 a 1973. Tem como objetivos descrever as estratégias de enfermeiras piauienses para dar conta de sua formação profissional em outros Estados; analisar as lutas simbólicas dessas enfermeiras para se inserirem e obterem reconhecimento profissional, nas instituições de saúde do município de Teresina e do interior do Piauí onde atuaram; e discutir os efeitos simbólicos da atuação dessas enfermeiras nesses espaços institucionais, no período de recorte. Para dar sustentação teórica, foram utilizados os conceitos de espaço social, campo, capital, poder simbólico, luta e violência simbólica, desenvolvidos por Pierre Bourdieu, sociólogo francês que realizou diversas investigações e análises sobre vários aspectos da vida social. A produção de dados foi baseada no método de pesquisa da história oral e os dados foram provenientes de fontes primárias e secundárias. A coleta dos dados foi realizada no período de agosto a setembro de 2013 e teve como fontes primárias os depoimentos orais de 07 colaboradoras que realizaram o curso de enfermagem fora do Estado do Piauí, por custeio próprio, e retornaram ao Estado no período de 1959 – 1973, participando ativamente do processo de inserção no campo da saúde e que aceitaram participar da pesquisa. As fontes secundárias foram constituídas por livros e artigos referentes à temática, pertinentes ao contexto histórico, político e social da época. Os resultados apontam as lutas simbólicas no processo de formação profissional dessas piauienses em outros Estados do Brasil, os quais foram realizados, em sua maioria, em universidades na região nordeste do Brasil. Ao realizarem o curso fora do Estado, essas jovens tiveram um conjunto de conhecimentos incorporados, que aliados à diversidade de culturas, favoreceram seu fortalecimento do capital científico e cultural. Após retornarem, elas se inseriram em serviços existentes, como o Hospital Getúlio Vargas e a Escola de Auxiliares Maria Antoinete Blanchot, e em outras instituições de saúde na capital e no interior, em que relataram participação, nas cidades de Floriano e Piripiri. A partir dos resultados é possível perceber que as dificuldades estruturais dos hospitais refletiam na assistência aos pacientes e, principalmente, na recuperação dos mesmos e que havia uma carga de responsabilidade sobre o trabalho dessas enfermeiras pioneiras, desde o treinamento de pessoal, organização dos setores, até a conquista dos materiais necessários para desenvolvimento das atividades. Compreende-se que ao chegarem ao Piauí, as enfermeiras encontraram uma enfermagem desestruturada cientificamente, com relações profissionais em uma linha tênue entre humilhação e reconhecimento, e o campo da saúde ainda em organização. Isso, gerou uma insatisfação por parte das enfermeiras que estavam ingressando nesse espaço, as quais lutaram pela obtenção de crescimento e visibilidade da profissão. Para isso, lançaram estratégias para conquistar posições no campo e obtiveram efeitos simbólicos marcantes para a profissão, como a qualificação de recursos humanos, o reconhecimento do capital profissional pelos membros da equipe da saúde e da enfermagem. Cabe ressaltar a contribuição das enfermeiras do estudo no tocante a ênfase na necessidade de formação local não somente de auxiliares de enfermagem, mas de um curso superior na área, que culminou com a criação do curso de enfermagem da Universidade Federal do Piauí em 1973. Conclui-se que o estudo dará uma importante contribuição a historia da enfermagem piauiense, na construção de novos registros sobre a enfermagem e abre portas para a realização de novas pesquisas sobre a temática.

  • SARA MACHADO MIRANDA
  •  

    CARACTERIZAÇÃO SOCIODEMOGRÁFICA E CLÍNICA DE ESTOMIZADOS DE TERESINA

  • Orientador : MARIA HELENA BARROS ARAUJO LUZ
  • Data: 15/07/2014
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  • Os indivíduos estomizados apresentam uma condição especial de desvio da saúde

    que envolve múltiplas dimensões as quais requerem especificidades de atendimento

    dos profissionais de saúde na condução do processo terapêutico desde o

    perioperatório até a reabilitação. O estudo teve por objetivo caracterizar o perfil

    sociodemográfico e clínico de estomizados, peculiaridades do estoma, condições de

    aceitação e autocuidado. Trata-se de uma pesquisa descritiva transversal com

    abordagem quantitativa realizada com indivíduos cadastrados no Programa de

    Estomizados de um serviço ambulatorial de referência no município de Teresina,

    capital do estado do Piauí aprovada pelo Comitê de ética e pesquisa da

    Universidade Federal do Piauí CAAE nº 10487813.3.0000.5214. Os dados foram

    coletados no período de 03 de junho a 31 de julho de 2013; utilizou-se o programa

    Statitical Package for the Social Science 19.0 para análise estatística e testes para

    verificar associação entre as variáveis. A amostra foi constituída por 107

    estomizados que atenderam os critérios de inclusão mediante entrevista, utilizando

    instrumento adaptado previamente elaborado. Os resultados evidenciaram que a

    maioria dos estomizados (55,1%) é do sexo masculino com média de idade 59,2

    anos, casados (48,6%), com filhos (86,9%), católicos (81,3%), com renda familiar

    entre 1 e 3 salários mínimos (60,7%); possuem ensino fundamental incompleto

    (32,7%) e aposentado (57,0%). As neoplasias constituem a principal causa básica

    da estomia (71,0%) seguida de doenças inflamatórias intestinais (20,6%),

    colostomizados (74,8%), permanentes (48,6%), com tempo de permanência há

    menos de 1 ano (39,3%); apresentam efluente de consistência pastosa (74,8%);

    utilizando bolsa de peça única (94,4%), drenável (100%) e fornecidas pelo SUS

    (73,8%). Observou-se que dentre as complicações no estoma a maioria apresentou

    prolapso (90,0%), e na pele periestomal, o eritema (96,7%). Considerando o

    processo de reabilitação, predominou com 40,2% os que relatam boa a adaptação e

    as maiores dificuldades referem-se à troca de bolsa (82,1%) e higienização (43,6%).

    As orientações relacionadas ao autocuidado foram realizadas pelo enfermeiro

    (84,3%). Os resultados obtidos mostram aproximações e semelhanças em alguns

    aspectos e divergências em outros, encontrados na literatura nacional e

    internacional. Conclui-se que o conhecimento produzido reflete a situação e

    circunstância das condições de saúde do indivíduo que se submete a cirurgia para

    confecção da estomia, a estrutura dos serviços da assistência prestada no contexto

    do estado do Piauí e se constitui uma referência para preencher lacunas e buscar

    avanços. Ressalta-se ainda a relevância para o enriquecimento da temática

    desenvolvida, pois aborda aspectos que podem melhorar a assistência a saúde aos

    estomizados possibilitando assim a garantia dos direitos de cidadania e melhor

    qualidade de vida.

  • FRANCISCO BRAZ MILANEZ OLIVEIRA
  • AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA EM PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS

  • Orientador : MARIA ELIETE BATISTA MOURA
  • Data: 15/07/2014
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  • Introdução: Na multidimensionalidade do viver com HIV/AIDS, a conquista do acesso ao tratamento, a ampliação da oferta do diagnóstico ao vírusHumanImunodeficiency Vírus (HIV) e a cronicidade da AIDS têm provocado impactos na Qualidade de Vida (QV) das pessoas soropositivas. Objetivo: Avaliar a qualidade de vida em pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHA) em Teresina-PI. Metodologia: Trata-se de um estudodescritivo, exploratório, transversal de abordagem quantitativadesenvolvido com 146 pessoas que vivem com HIV/AIDS em um Serviço de Assistência Especializado (SAE) do município de Teresina-Piauí, no período de agosto a dezembro de 2013. Os dados foram coletados por meio de entrevista mediante aplicação de dois instrumentos: um formulário com variáveis socioeconômicas, clinicas e epidemiológicas, e uma escala de mensuração de QV, o WHOQOL-HIV bref. Posteriormente, os dados foram digitados e analisados com a utilização do SoftwareStatisticalPackage for Social Science versão 20.0. A significância estatística foi fixada em p<0,05. Resultados: Observou-se que 63,7% dos sujeitos do estudo eram do sexo masculino, com média de idade de 38,4 anos, baixa escolaridade (39%), pardos (43,8%), não praticavam religião (57,5%), assintomáticos (44,5%) e tempo de infecção pelo HIV de 2 a 5 anos (50,7%). Os domínios com melhor QV foram o Psicológico (67,9), Espiritualidade (65,7), Relações Sociais (65,0), Global (64,1) e Físico (62,1). Os domínios com piores escores de QV foram Nível de Independência (55,1) e Meio Ambiente (59,2). Diferentes variáveis associaram-se àQV, a saber: baixa escolaridade, não praticar religião, sem ocupação remunerada, com renda per capita menor que 1(um) salário mínimo, sem condições próprias de moradia, com história de etilismo e tabagismo, dormir mais de 8 horas e ingerir menos de 3 refeições por dia, sem apoio social, com relações homo afetivas, não usar preservativos, ter menor tempo de infecção pelo HIV, não aderirao tratamento antirretroviral, possuir esquema terapêutico com maior número de doses, fazer uso de outros medicamentos associados, ter história de doença de base ou infecção oportunista, ter sido hospitalizado, ter apresentado medo ou depressão e ter sofrido preconceito ou estigma, apresentaram piores níveis de QV em vários domínios. Destes, os preditores positivos mais fortemente associados com os domínios de QV foram: ter renda per capita maior que 1SM, praticar religião, ter ocupação remunerada, tempo de infecção pelo HIV maior que 8 anos e aderir ao tratamento, enquanto os preditores associados negativamente diminuindo a QV foram: orientação sexual homossexual e bissexual, ter sofrido estigma ou preconceito, presença de medo, ansiedade, depressão e angústia e ter adquirido alguma DST ou infecção oportunista. Conclusão: Este estudo identificou diversas variáveis que influenciaram na QV das PVHA, oferecendo importante contribuição para a equipe de saúde, pois fornece subsídios para compreender melhor a multidimensionalidade dos fatores influenciadores da QV, bem como a instrumentalização da assistência prestada pela equipe multidisciplinar, em especial a de enfermagem.

  • SAYONNARA FERREIRA MAIA
  •  

    PERFIL DOS EGRESSOS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM DE UMA UNIVERSIDADE FEDERAL


  • Orientador : BENEVINA MARIA VILAR TEIXEIRA NUNES
  • Data: 30/06/2014
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  • O  levantamento  de  informações  sobre  a  realidade  dos  egressos  proporciona  reflexão sobre o processo de  formação em enfermagem e  contribui para aperfeiçoar estratégias pedagógicas  de  formação  profissional.  Este  estudo,  realizado  com  104  egressos  de enfermagem do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Piauí (CGE/UFPI),  formados de 2009 a 2011,  trata-se de pesquisa descritiva,  transversal, com objetivo de caracterizar o perfil dos egressos em relação aos aspectos socioeconômicos, demográficos,  formação,  atuação  e  realização  profissional.  Coletaram-se  os  dados  de maio  a  setembro  de  2013,  por  meio  da  aplicação  de  questionário.  Para  a  análise estatística utilizou-se o aplicativo Statistical Package  for  the Social Science, versão 18.0. Para verificar diferenças entre duas médias foi utilizado o teste de Mann-Whitney, e para correlacionar as variáveis, usou-se a correlação de Spearman. Para verificar associação entre as variáveis qualitativas  foi utilizado o qui-quadrado de Pearson  (χ²). Em  todas as
    análises  foi  utilizado  o  nível  de  significância  de  5%. A  amostra  compôs-se  de maioria jovem, feminina, solteira, sem filhos, residentes em Teresina, com renda média mensal de R$ 3.409,80. A maioria  realizou atividades complementares durante a graduação,  fez ou estava  fazendo cursos de pós-graduação e estava  trabalhando como enfermeiro. Dentre esses,  62%  possuíam  apenas  um  emprego,  57%  já  haviam  passado  por  dois  a  quatro
    empregos  desde  a  formação,  e  46,4%  dos  vínculos  empregatícios  foram  na  área hospitalar. Grande  parte  atuava  predominantemente  na  assistência  e  65,8%  afirmaram executar a Sistematização da Assistência de Enfermagem  (SAE), porém não  realizavam todas as etapas. As atividades em equipe multiprofissional eram realizadas por 65,8% dos egressos,  e  60,8%  não  participavam  de  nenhuma  entidade  de  classe.  As  maiores contribuições  do  CGE/UFPI  foram  atribuídas  às  competências  “Aprender  por  iniciativa própria” e “Respeitar  os  princípios  éticos  e  legais”.  As  menores  contribuições  foram
    apontadas nas habilidades “Atuar na gerência de enfermagem” e “Participar de entidades de  classe”.  Houve  associação  estatisticamente  significativa  entre  as  variáveis ‘área  de atuação  hospitalar’ e ‘realização  da  SAE’, ‘participação  em  programas  de  iniciação científica’ e ‘realização  de  trabalho  científico’,  e ‘contribuição  do  curso  para  atuar utilizando o processo de enfermagem/SAE’ e ‘realização da SAE’. O perfil caracterizado mostrou  a  maioria  de  enfermeiros  jovens,  do  sexo  feminino,  em  início  de  carreira. A maioria  realizou educação continuada em cursos de especialização e menor quantidade em  mestrado.  Atuavam  predominantemente  na  assistência,  nas  áreas  hospitalar  e  de saúde  pública. Grande  parte  realizava  a  sistematização  da  assistência  de  enfermagem, porém de forma incompleta. A participação em entidades de classe foi pouco expressiva, e  alguns  demonstraram  sentimento  de  insatisfação  com  a  profissão.  Quanto  às contribuições  do  Curso,  não  foram  satisfatórias  quanto  às  competências ‘atuar  na gerência de enfermagem’ e ‘participar de entidades de classe’. Desta forma, propõem-se modificações  no  Projeto  Pedagógico  do  CGE/UFPI,  no  tocante  às  competências relacionadas  à  consciência  crítica  e  política  do  egresso  e  administração  e  gerência  em enfermagem. Concluiu-se  que  a  realização  de  estudos  com  os  egressos  deve  ser  feita periodicamente,  para  que  seus  resultados  possibilitem  reflexões,  mudanças  e/ou aperfeiçoamentos do currículo do Curso.

  • LORENA SOUSA SOARES
  • AUTOEFICÁCIA EM AMAMENTAÇÃO DE DOADORAS DE LEITE MATERNO HUMANO

  • Orientador : GRAZIELLE ROBERTA FREITAS DA SILVA
  • Data: 30/04/2014
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  • As informações e as práticas inadequadas dos profissionais de saúde têm influência direta e negativa para o incentivo, a consolidação e a manutenção do aleitamento materno e da doação de leite humano. Além disso, é de amplo conhecimento a existência de outros fatores que dificultam ou impedem o efetivo desenvolvimento das mesmas. O objetivo deste estudo foi analisar a autoeficácia em amamentação dessas doadoras, segundo o instrumento Breastfeeding Self-Efficacy Scale – Short Form (BSES-SF). A pesquisa foi do tipo descritiva-exploratória, de corte transversal, com abordagem quantitativa. Ocorreu em uma maternidade pública de referência no município de Teresina, capital do Estado do Piauí. A população foi composta pelas mães doadoras internas de leite materno humano que estivessem internadas e/ou acompanhando seus filhos internados e a amostra foi por conveniência, ou seja, com um maior número de mães doadoras acessíveis durante o período pré-estabelecido para a coleta de dados. Para a coleta de dados foram utilizados os seguintes instrumentos: formulário para caracterização materna; Breastfeeding Self-Efficacy Scale – Short Form e Apgar familiar. Os dados coletados foram digitados em uma planilha do programa Microsoft Office Excel 2010®, para procedimento das análises descritivas e processados pelo programa estatístico software R®, com a colaboração de um profissional da área. Pressupõe-se uma relação linear de dependência entre os escores da BSEF-SF (variável dependente) e as demais variáveis (variáveis independentes). Para tanto, sugeriu-se um modelo de regressão, onde se verificou o grau e forma de correlação dessas variáveis. Por se tratar de pesquisa envolvendo seres humanos, o projeto foi encaminhado pela Comissão de Ética da instituição e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFPI. A faixa etária da amostra variou de 15 a 41 anos, com predominância de mulheres jovens, na faixa de 25 a 30 anos de idade (n=16; 31,4%). Em relação à situação civil, a maioria, 35 (68,6%), afirmou ser solteira ou que vivia em união estável com o companheiro. A pontuação da amostra estudada variou de 36 a 70, quando se aplicou a BSES-SF. Notou-se que a pontuação do Apgar familiar variou de 0 a 10, demonstrando, assim, que as três classificações da funcionalidade familiar foram registradas (família altamente funcional, moderadamente disfuncional e severamente disfuncional). As variáveis restantes no ajuste final do modelo de regressão mostraram-se significantes, sendo as variáveis “Partos normais”, “Realizou pré-natal” e “Utilizou serviço de coleta domiciliar” significantes ao nível de 0,1% (α), as variáveis “Gestações anteriores” e “Partos cesáreos”, ao nível de 0,05 (α) e “Apgar familiar”, “Situação ocupacional” e “Partos anteriores”, apresentaram-se significantes ao nível de 0,01% (α). Logo, o enfermeiro, que assiste a mulher no ciclo gravídico-puerperal, deve considerar o cuidado no seu aspecto mais amplo, atentando, não apenas, às demandas físicas, como também, às influências e aos riscos familiares e sociais, que afetam nas decisões e nos comportamentos da mulher.

  • DANIEL GALENO MACHADO
  • CRAVING EM USUÁRIOS DE CRACK CADASTRADOS NOS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL ÁLCOOL E DROGAS DO PIAUÍ
  • Orientador : CLAUDETE FERREIRA DE SOUZA MONTEIRO
  • Data: 25/03/2014
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  • O craving constitui-se no desejo intenso de utilizar uma específica substância, o qual, deve ser uma variável importante no tratamento da dependência química. No caso específico do craving por crack, é descrito pelos usuários como incontrolável, de uso compulsivo, com padrão diário de consumo, suscitando na interrupção da abstinência do crack. Objetivo: Traçar o nível de craving em usuários de crack cadastrados nos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas do Piauí. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, exploratório e transversal com uma amostra de 331 usuários de crack sob tratamento onde foi desenvolvido por meio da aplicação de um questionário com dados socioeconômicos e da escala Cocaine Craving Questionnaire-Brief (CCQ-B) entre os meses de outubro de 2012 a junho de 2013. Para o processamento e análise estatística dos dados utilizou-se o programa Statistical Package for the Social Science 18.0 for Windows. A análise estatística incluiu os Testes não-paramétricos de Mann-Whitney e Kruskal-Wallis com nível de significância adotado de 5%. Resultados: A amostra foi composta pela maioria do sexo masculino (88,5%), faixa etária de 21 a 30 anos (46,8%), com religião (86,4%), solteiros (65,9%), ensino fundamental incompleto (41,7%), pardos (57,1%), procedente de Teresina (79,2%) e renda familiar entre 1 a 3 salários mínimos (47,4%). Quanto ao comportamento do usuário de crack em razão do uso, a faixa etária na qual mais se experimentou crack pela primeira vez foi entre os 17 a 20 anos (48,9%), foi constatado uso de crack nos últimos 12 meses (86,7%), uso de crack com bebidas alcoólicas (69,5%). O uso de crack fora de controle foi informado como “às vezes” (46,2%), foi visto também quantidades maiores de crack para ter o efeito desejado (84,0%), tentativa de parar usar crack e não ter conseguido (78,5%), facilidade em conseguir crack (97,0%), compra na última vez que usou (76,7%), não realização de crimes motivados por drogas (55,9%) e detenção (57,7%). O nível de craving por crack na amostra estudada mostrou 42,0% como craving grave, seguidos de craving moderado (27,2%), craving mínimo (17,8%) e craving leve (13,0%). Houve associação de craving com a raça (p=0,018), uso de crack fora de controle (p<0,001), quantidades maiores de crack para ter o efeito desejado (p=0,037) e parou de usar crack e não conseguiu (p=0,006). Conclusão: O estudo evidenciou nível de craving grave em quase metade da amostra do estudo. Assim, a identificação precoce do craving pode facilitar a prevenção do uso e controle do crack. A enfermagem tem papel fundamental no cuidado ao usuário de crack frente ao craving. Por isso, é primordial entendê-lo dentro da perspectiva de cada usuário, sendo indispensável um cuidado individual para que cada um seja respeitado e assistido dentro de sua singularidade.
  • LÍVIA CARVALHO PEREIRA
  • FATORES PREDITORES PARA INCAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSOS ATENDIDOS NA ATENÇÃO BÁSICA



  • Orientador : MARIA DO LIVRAMENTO FORTES FIGUEIREDO
  • Data: 25/03/2014
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  • Estudo descritivo e transversal com abordagem quantitativa de dados que teve por objetivo avaliar os fatores preditores para incapacidade funcional de idosos atendidos na atenção básica. A amostra foi constituída de 388 idosos atendidos na Atenção Básica. Utilizou-se o Índice de Katz e a Escala de Lawton. Como resultado obteve-se, 64,4% dos idosos eram do sexo feminino, com uma média de idade de 71 anos (DP: 8,2). 53,1% eram casados e 68,6% procedentes do interior do estado. Quanto à escolaridade, 63,2% nunca estudaram ou estudaram quatro anos. Quanto ao arranjo familiar, 91,8% moravam com alguém. 71,1% dos idosos eram aposentados e 84,3% apresentavam uma renda individual de até dois salários mínimos. Quanto aos hábitos e estilo de vida, 89,4% dos idosos eram não etilistas, 68,8% não tabagistas e 61,1% tinham um sono reparador. 74,7% não praticavam atividade física. Quanto às comorbidades, 47,2% dos idosos referiram apresentam pelo menos uma dentre as investigadas. Quanto ao grau de dependência para atividades básicas, observou-se que 90,2% eram menos independentes para vestir-se, para as atividades instrumentais, 77,1% dos idosos foram menos independentes para fazer trabalhos manuais e lavar e passar roupa. Verificou-se associação com a incapacidade funcional para as atividades básicas, as variáveis socioeconômicas e demográficas: idade, escolaridade, estado civil, cor, ocupação, renda individual e familiar. Já com as atividades instrumentais, verificou-se associação com idade, escolaridade, religião, ocupação e rendas, individual e familiar. Quanto às variáveis de hábito e estilo de vida, observou-se associação para o desfecho e as atividades básicas com a variável sono e repouso. Com as atividades instrumentais e incapacidade funcional, verificou-se associação com etilismo, sono e repouso e autoavaliação de saúde. Após a realização da análise ajustada, obteve-se que para a incapacidade funcional para atividades básicas somente as variáveis idade e cor mantiveram-se associadas ao desfecho, e para as atividades instrumentais, somente idade, escolaridade, renda do idoso e autoavaliação de saúde mantiveram-se associadas à incapacidade funcional. A Enfermagem, componente chave da Atenção Básica, deve estar atenta para a avaliação global da pessoa idosa, aqui incluída a avaliação funcional, bem como os fatores associados a essa funcionalidade, com vistas a adequar planos de cuidados voltados para a preservação da autonomia dos idosos, e a promoção do envelhecimento ativo.

  • JOSÉ ARNALDO MOREIRA DE CARVALHO JÚNIOR
  • O SIGNIFICADO DA SEXUALIDADE PARA O IDOSO HOMOSSEXUAL E O CUIDADO TRANSCULTURAL EM ENFERMAGEM

     

  • Orientador : MARIA DO LIVRAMENTO FORTES FIGUEIREDO
  • Data: 24/03/2014
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  • As transformações demográficas ocorridas nos últimos anos mostram um crescimento elevado da população de velhos no Brasil. Considera-se idosa a pessoa com 60 anos ou mais de idade, uma fase da vida repleta de singularidade, sujeita à influências socioculturais que podem interferir de forma positiva e/ou negativa na sexualidade deste sujeito, sendo esta direcionada conforme seus próprios desejos e vivencias pessoais, sejam eles homossexuais ou heterossexuais. O objeto deste estudo foi o significado da sexualidade para o idoso homossexual e seus objetivos foram: desvendar o significado da sexualidade para o idoso homossexual; analisar como estes idosos homossexuais estruturam suas relações sociais, homoafetivas e familiares na velhice e discutir as práticas de autocuidados destes sujeitos e suas demandas de cuidados de enfermagem. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, apoiado nas concepções do filósofo Michel Foucault sobre sexualidade e em diversos estudos sobre velhice, homossexualidade e cultura contemporânea no Brasil, como também nos conceitos teóricos de Madeleine Leininger sobre a teoria da diversidade e universalidade do cuidado cultural em enfermagem. Utilizou-se um roteiro de entrevista semi-estruturado, onde pôde-se apreender os significados elaborados por nove idosos homossexuais agrupados conforme a técnica de captação de sujeitos “ Amostragem Bola-de-Neve”. Após a produção dos dados, os mesmos foram agrupados conforme a técnica de análise de conteúdo de Bardin, tornando possível a formulação de três categorias: A sexualidade como sinônimo de individualidade e identidade; Solidão, estigmas e preconceito: família e sociabilidade de idosos homossexuais; Sexualidade, saúde e o cuidado transcultural em enfermagem. Percebeu-se que o significado atribuído a sexualidade vai além do sexo, entendendo-a como uma entidade que modula sua individualidade e identidade social; que esta interferiu diretamente em suas relações familiares, causando rupturas na mesma, originando a solidão hoje vivenciada pela maioria destes homossexuais; os idosos também expuseram que sua sexualidade influencia diretamente em suas relações sociais, haja vista que ainda hoje vivenciam o preconceito presente desde a juventude; afirmaram a dificuldade em manter relações homoafetivas na velhice, devido os valores simbólicos construídos frente ao corpo envelhecido e ao ideal da juventude eterna, tão presentes na cultura gay. A sexualidade destes idosos está estreitamente ligada à sua saúde e aos cuidados empregados à ela, afirmando que ser homossexual leva obrigatoriamente ao pensamento de transmissão da AIDS, mesmo durante a velhice, pois, segundo estes sujeitos, esta temática é inerente à sua cultura e às formas de comportamento homossexual; embasando-se nisto foi proposto cuidados em saúde culturalmente congruentes, conforme a teoria de enfermagem de Leininger. Portanto, diante das discussões dos achados desta investigação, evidenciam-se possibilidades de contribuições para a assistência, o ensino e pesquisas congêneres, especialmente na Enfermagem, considerando-se a perspectiva cultural e holística na qual foi abordada a sexualidade do idoso homossexual.

  • CINARA MARIA FEITOSA BELEZA
  • FATORES PREDITORES DE QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS NA ATENÇÃO BÁSICA


  • Orientador : MARIA DO LIVRAMENTO FORTES FIGUEIREDO
  • Data: 24/03/2014
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  • Estudo descritivo e transversal com abordagem quantitativa dos dados, que teve por objetivo identificar os fatores preditores de qualidade de vida de idosos cadastrados na Estratégia Saúde da Família do município de Teresina (PI). A amostra foi constituída por 383 sujeitos e a pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética. Os dados foram coletados por meio de um questionário que abordava variáveis sociodemográficas, econômicas e de saúde, e dos instrumentos de qualidade de vida (QV), WHOQOL-bref e WHOQOL-old. Como resultado, teve-se que 67,9% dos idosos eram do sexo feminino, a média de idade foi 70,9 (D.P: 8,2), 60,6% eram analfabetos ou possuíam ensino fundamental incompleto, 50,9% eram casados, 66,6% procedentes do interior do Estado, 59,0% de cor parda e 76,2% eram católicos. A renda média familiar e do idoso foi de 1 a 2 salários mínimos (35,2%) e de até 1 salário mínimo (65,1%), respectivamente. Os idosos moravam em média com 3,0 pessoas (D.P: 2,0) e 71,0% eram aposentados. Quanto ao estilo de vida, 91,1% afirmaram não ingerir bebida alcóolica e 70,2% não fumar; 62,7% referiram dormir bem; 77,3% não praticam atividade física e 39,7% auto avaliaram sua saúde como nem ruim/nem boa. Sobre as condições de saúde, as principais doenças autorreferidas foram: hipertensão (58,0%), diabetes (10,7%) e osteoporose (10,4%). A QV mensurada pelo WHOQOL-bref obteve maior escore no domínio psicológico (70,2) e menor, no domínio ambiental (61,7). Já a QV avaliada pelo WHOQOL-old alcançou maior escore na faceta funcionamento dos sentidos (74,5) e menor, na intimidade (59,3). Por meio da regressão linear múltipla, verificou-se que os fatores preditores de QV segundo os domínios do WHOQOL-bref foram as variáveis: idade, sono reparador, praticar atividade física, ser católico, renda familiar, auto avaliação de saúde (boa/muito boa) e quantidade de morbidades. Já os fatores preditores de QV das facetas do WHOQOL-old foram todas as variáveis citadas anteriormente, acrescida de sexo feminino, com escolaridade, possuir companheiro e renda do idoso. Os resultados sugerem a necessidade de capacitar os envolvidos com os idosos para que desenvolvam estratégias que favoreçam a adaptação, ajustamento e manutenção da QV.

  • LÍGIA NARA MARTINS SANTOS
  • QUALIDADE NA ATENÇÃO BÁSICA: análise da satisfação do usuário no Estado do Piauí

  • Orientador : JOSE IVO DOS SANTOS PEDROSA
  • Data: 27/02/2014
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  • INTRODUÇÃO: A atenção básica à saúde deve ser voltada para o cidadão, sua família e comunidade, e ser capaz de provê-los de cuidados contínuos, no intuito de satisfazer suas necessidades. O grau de satisfação do usuário é considerado um componente capaz de avaliar a qualidade dos serviços ofertados no sistema de saúde. OBJETIVO: Analisar a satisfação do usuário quanto aos serviços de atenção básica à saúde, no Estado do Piauí. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa avaliativa, com abordagem quantitativa, transversal, com análise de dados secundários oriundos da avaliação externa do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica, que envolveu 371 equipes de Estratégia Saúde da Família no Estado do Piauí. Para análise estatística foram realizados os testes t independente e o teste do qui-quadrado. A significância estatística foi fixada em p≤0,05. RESULTADOS: A caracterização sociodemográfica dos usuários foi predominantemente feminina, parda/mestiça, alfabetizada, apresentando média de dois anos de estudo e cadastrados no Programa Bolsa Família. A maioria residia perto da Unidade de Saúde e o horário de funcionamento atendia suas necessidades. No que diz respeito à marcação de consulta, a mesma era feita através de fila formada antes de a Unidade de Saúde abrir, por 37,5% dos usuários. Em relação ao acolhimento, foi avaliado como “bom” por 34,4%. Observou-se que 64,2% dos usuários “sempre” são atendidos pelo mesmo enfermeiro e 25% referiram que a equipe não acompanhava o atendimento que o usuário teve com o especialista. No tocante à recomendação da equipe, 82,6% dos usuários a recomendariam para familiares ou amigos e 79,6% deles afirmaram que não mudariam de equipe. Constatou-se associação estatisticamente significativa entre a variável satisfação e idade, distância da Unidade Básica de Saúde, funcionamento da Unidade de Saúde, médico presente, consulta para o mesmo dia, escuta sem hora marcada, orientação atende as necessidades, resolução das necessidades, orientação sobre os cuidados e sinais de evolução ou piora, soluções adequadas à realidade, tempo de consulta de enfermagem suficiente, identificação pelo nome e acompanhamento da equipe após consulta com especialista. CONCLUSÃO: Os usuários destacaram fragilidades na atenção básica do Estado, como a falta do profissional médico na equipe, a forma de marcação de consulta por ordem de chegada e formação de filas antes da Unidade de Saúde abrir, a falta da inserção da família no atendimento ao usuário, o não acompanhamento da equipe após consulta com especialista e a falta de medicamentos na Unidade de Saúde, fatores que comprometem os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde, principalmente no que diz respeito à integralidade do atendimento.

2013
Descrição
  • MONIQUI SOARES DE SÁ FREIRE
  • REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DO CÂNCER DE MAMA ELABORADAS POR

    MULHERES PORTADORAS: contribuições para enfermagem

  • Orientador : INEZ SAMPAIO NERY
  • Data: 20/12/2013
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  •  

    O câncer de mama é uma das doenças que causa mais temor entre as mulheres.

     

    Seu tratamento pode comprometer a integridade, não somente da mama em si, mas do corpo como um todo, com reflexos nas dimensões psicológica, social e emocional da mulher. Além disso, em torno desta enfermidade há um conjunto de imagens e representações negativas que são socialmente construídas e que acabam por fragilizá-las ainda mais. Partindo-se dessa problemática, delimitou-se como objeto de estudo as Representações Sociais do câncer de mama elaboradas por mulheres acometidas. Foram elaborados os seguintes objetivos: apreender as

     

    Representações Sociais do câncer de mama elaboradas por mulheres acometidas

     

    por esta enfermidade e analisar as repercussões que essas representações trazem para suas vidas cotidianas. Para embasamento do estudo foram feitas

     

    considerações acerca da temática enfocando a problemática do câncer de mama, os cuidados de enfermagem e as políticas públicas de saúde voltadas para a mulher nesta situação de adoecimento, e delimitou-se a Teoria das Representações Sociais enquanto referencial teórico de apoio à investigação. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que teve como sujeitos vinte mulheres em fase de tratamento ou de controle do câncer de mama, vinculadas a um hospital filantrópico em Teresina-PI, que é referência nas regiões Norte e Nordeste em tratamento oncológico. Os dados foram coletados por meio de entrevista semiestruturada, gravadas, transcritas e processadas pelo software IRAMUTEQ, versão 2013, cuja análise lexical ocorreu por meio da Classificação Hierárquica Descendente. O estudo cumpriu todas as recomendações da Resolução 466/2012. A análise resultou em seis classes semânticas: O reconhecimento do primeiro sinal e sintoma; Confirmação diagnóstica e os desafios do tratamento; Estratégias de enfrentamento do câncer de mama; Sentimentos e reações frente à nova imagem corporal; O câncer de mama na perspectiva das mulheres; Repercussões psicossociais do câncer de mama. Essas classes revelaram que o câncer mamário permanece sendo associado a doença incurável e fatal. Seu tratamento, por vezes, mutilante, é vivido com muito sofrimento pelas mulheres, por acarretar várias perdas, com ênfase na imagem corporal e identidade feminina. requerendo, portanto, estratégias para a superação, que tiveram foco no suporte social, seguida da busca pela religião como estratégias preferenciais na luta contra a doença. As Representações Sociais apreendidas trazem implicações não só para a área da saúde em geral, mas para a assistência de Enfermagem, cujas ações de prevenção e promoção da saúde devem contemplar a desconstrução de tais representações, passando pela busca de possibilidades de se lidar com a doença como algo possível de controle, assegurando melhor qualidade de vida a essa clientela.


  • EDINA ARAUJO RODRIGUES OLIVEIRA
  • O CUIDADO CULTURAL DOS PAIS: contextos para o crescimento e desenvolvimento infantil

  • Orientador : SILVANA SANTIAGO DA ROCHA
  • Data: 18/12/2013
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  • O estudo reflete sobre a atenção à saúde infantil, que está direcionada aos aspectos de promoção e prevenção da saúde da criança e visa garantir o melhor crescimento e desenvolvimento desta, mediante o envolvimento da família, numa permanente atitude de escuta, respeito e valorização de seus costumes, crenças e formas de organização. Tem como objetivos descrever como se dá o cuidado a criança menor de cinco anos no contexto familiar, compreender como os pais promovem o crescimento e desenvolvimento infantil no contexto familiar e estabelecer cuidados de enfermagem com vistas à promoção do crescimento e desenvolvimento infantil à luz da teoria de Madeleine Leininger. O estudo, de natureza descritiva exploratória e com abordagem qualitativa, foi desenvolvido no município de Picos - Piauí, com a participação de 16 sujeitos, selecionados dentre mães ou pais de crianças menores de cinco anos de idade, cadastradas na estratégia Saúde da Família do município. Foi utilizada como técnica de coleta de dados a entrevista com roteiro semi-estruturado, no período de abril a maio de 2013, abordando questões sobre o cuidado à criança no dia-a-dia e como os pais promoviam o crescimento e desenvolvimento infantil. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, sob o certificado de aprovação 077606612.8.0000.5214, e cumpriu todos os princípios éticos contidos na Resolução nº 466/12, que rege pesquisas envolvendo seres humanos. Dos relatos – que foram analisados pela técnica da análise de conteúdo de Bardin, discutidos com base nas concepções teóricas da Teoria do Cuidado Cultural, de Madeleine Leininger e de referencial sobre a temática emergiram duas categorias: atividades cotidianas no cuidado da criança e promoção do crescimento e desenvolvimento infantil. Os resultados revelaram que o cuidado diário dos pais direcionados a seus filhos menores de cinco anos está atrelado ao atendimento das necessidades de alimentação dos pequeninos, embora as preferências alimentares não sigam os valores nutricionais necessários a cada fase; foi verificada ainda a presença da prática do aleitamento materno nessa faixa etária, o uso de mamadeiras e a sensibilização dos progenitores em prover um local mais adequado para as brincadeiras infantis, com a preservação de espaço. A imunização, a prevenção de acidentes, a procura dos serviços de saúde somente para sanar agravos instalados e o uso de ervas medicinais mereceram destaque na promoção do desenvolvimento infantil. O conhecimento dos marcos do desenvolvimento ainda necessita ser discutido entre família e equipe de saúde. O estudo também revelou que a concretização dos preceitos da ciência da enfermagem somente irá acontecer quando o enfermeiro se sensibilizar para o fato de que, embora a influência cultural permeie o processo de cuidado com a criança, é plenamente possível o convívio harmonioso entre o saber científico e o cultural.

  • ALYNE LEAL DE ALENCAR LUZ
  • CARACTERIZAÇÃO DE PESSOAS COM ESTOMAS INTESTINAIS DE ELIMINAÇÃO NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMILIA: contribuição para a enfermagem 

     

  • Orientador : MARIA HELENA BARROS ARAUJO LUZ
  • Data: 13/12/2013
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  • Os estomas de eliminação intestinal são resultantes de um procedimento cirúrgico, por causas diversificadas e complexas. Determinam mudanças físicas, psico-emocionais e sociais que requerem uma assistência específica, de uma equipe multiprofissional qualificada, principalmente da enfermagem, para o acompanhamento perioperatório, na perspectiva da reabilitação e conquista de qualidade de vida satisfatória. Constitui grande desafio para os profissionais e serviços de saúde, o próprio estomizado e familiares. O objetivo desta pesquisa foi caracterizar o perfil sociodemográfico e clínico das pessoas com estomas intestinais de eliminação atendidas na Estratégia Saúde da Família. Trata-se de um estudo exploratório descritivo, com abordagem quantitativa, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, desenvolvido com todos os 45 estomizados, residentes em um município do interior do estado do Piauí, região Nordeste do Brasil. Os dados foram coletados nos meses de julho a agosto de 2013, mediante entrevista, utilizando instrumento previamente elaborado, complementado pelo exame físico e registros dos serviços de saúde. Utilizou-se o programa Statistical Package for the Social Sciences para a análise estatística e aplicou-se testes para verificar associações entre variáveis. Os resultados evidenciaram que a maioria dos estomizados (57,8%) é do sexo feminino, com média de idade de 53,8 anos (DP=18,09), predominando a faixa etária de 20 a 59 anos (55,6 %), casados (37,8%), com filhos (66,7%), católicos (82,2%), baixa renda (75,6%), baixa escolaridade (55,6%) e aposentados (37,8%). Entre as comorbidades, destacaram-se a hipertensão arterial (46,7%), diabetes (26,7%) e a maioria com estado nutricional alterado (55,6%). Como causa básica da estomia predominaram as doenças inflamatórias intestinais (40,0%), seguida por câncer colorretal (35,6%); colostomizados (77,8%), temporários (66,7%), há menos de 1 ano (55,6%), com efluentes de consistência líquida a pastosa (68,9%); utilizando bolsas de peça única (80,0%), drenável (60,0%), com barreira protetora (62,2%) e adquiridas pelo SUS (51,1%). Observou-se complicações no estoma e/ou na pele periestomal em 44,4%, sendo as dermatites predominantes. Considerando o processo de reabilitação, a maior dificuldade refere-se ao vestuário (48,9%) e limitações para as atividades sociais (73,3%) e trabalho (57,8%). Sobre as orientações recebidas quanto ao autocuidado, destacou-se higiene (53,3%) e alimentação (44,4%), sendo realizadas pelo médico (47,6%) e enfermeiro (40,5%), porém 57,8% referem falta de informações sobre seus direitos. Ressalta-se a associação estatisticamente significativa entre condição de adaptação regular/ruim e tempo de estomizado inferior a um ano. A discussão destes resultados fundamenta-se no confronto dos dados obtidos em outras pesquisas, dialogando com os autores, considerando os diversos contextos da realidade nacional e internacional. Conclui-se que conhecimento produzido nesta pesquisa traz subsídios relevantes para o dimensionamento, orientação e desenvolvimento da organização dos serviços de assistência à saúde da clientela estomizada no contexto do município de Picos e do estado do Piauí na perspectiva da operacionalização das políticas públicas e de saúde vigentes no Brasil, além de ressaltar o papel da enfermagem tendo em vista assegurar a continuidade da assistência

    a ser prestada em nível hospitalar, ambulatorial e no domicílio visando garantir os direitos de cidadania, segurança na assistência e boa qualidade de vida ao estomizado.

  • CYNTHIA ROBERTA DIAS TORRES SILVA
  •  QUALIDADE DE VIDA DE PESSOAS COM ESTOMAS DE ELIMINAÇÃO INTESTINAL

  • Orientador : ELAINE MARIA LEITE RANGEL ANDRADE
  • Data: 13/12/2013
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  • Estudo descritivo e transversal com abordagem quantitativa dos dados, que teve por objetivo avaliar a qualidade de vida (QV) de pessoas com estomas intestinais de eliminação, cadastrados no Programa de Estomizados de um serviço ambulatorial de referência do município de Teresina. A amostra foi constituída de 96 participantes e a pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética. Como resultado, teve-se que 53,10% das pessoas eram do sexo masculino e a média de idade foi de 59,70 (DP: 18,57). Após a confecção da estomia, diminuiu o número de casados. Quanto à escolaridade, 65,60% possuíam ensino médio ou fundamental. A renda familiar e per capita média foi de R$ 1.789,94 (DP: 2.036,16) e R$ 583,16 (DP: 679,16), respectivamente. Clinicamente, 84,40% tinham colostomia, sendo 53,30% temporárias, 53,70% com exteriorização em alça, 57,30% localizadas no quadrante inferior esquerdo, 81,30% com efluentes de consistência pastosa, todas de cor rósea-avermelhada, 58,30% de forma redonda e 72,90% com implantação protusa do estoma na pele. A complicação na estomia e na pele periestoma mais frequente foi o prolapso de alça intestinal e as dermatites, respectivamente. O tempo médio de estomizado foi de 53,78 meses (DP: 60,65). Em relação à adaptação, 39,60% pessoas afirmaram ter uma boa adaptação à estomia. A média de tempo para sentir-se confortável com a estomia foi de 213,96 dias (DP: 314,93). E o tempo médio demandado para o autocuidado foi de 33,10 minutos diários (DP: 33,87). Quanto aos equipamentos coletores, 100% utilizavam bolsas abertas/drenáveis e com barreira de proteção e 95,80% bolsas de uma peça. A principal causa para confecção da estomia foi a neoplasia colorretal, 56 (58,30%). A média da QV foi de 6,16 (DP:2,83), sendo o domínio bem-estar social o mais afetado. As variáveis religião, escolaridade, renda per capita, permanência da estomia, adaptação à estomia, tempo de estomizado, tempo necessário para se sentir confortável, dificuldade no autocuidado e limitação de atividades diárias apresentaram diferenças estatisticamente significativas em relação aos domínios da QV. Conclui-se que as estomias intestinais de eliminação afetam a QV, o que requer especial atenção dos profissionais envolvidos.

  • IELLEN DANTAS CAMPOS VERDES RODRIGUES
  • VIVÊNCIAS DE MULHERES EM ABORTAMENTO ESPONTÂNEO: contribuições para a assistência de enfermagem

  • Orientador : INEZ SAMPAIO NERY
  • Data: 12/12/2013
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  • A assistência de enfermagem à mulher em situação abortiva requer mais atenção por parte da equipe para que seja realizada de modo integral e com qualidade, visto que exige do profissional conhecimento técnico e valores humanos. É um tema polêmico que envolve preceitos éticos, morais, sociais, culturais e religiosos, tornando-se fonte de sofrimento para a mulher e a equipe de saúde que a assiste. Os objetivos deste trabalho foram descrever e discutir as vivências das mulheres em situação de abortamento espontâneo. Constitui-se em um estudo descritivo de natureza qualitativa, que utilizou o método Narrativas de Vida e a técnica da entrevista. As participantes da pesquisa foram onze mulheres. Os dados foram produzidos mediante entrevista aberta com questões relativas aos aspectos: socioeconômicos, demográficos e gineco-obstétricos, além da questão norteadora da pesquisa “Fale sobre sua vida relacionando os fatos importantes que tenham relação com o processo abortivo, antes, durante e após o abortamento espontâneo”. As narrativas foram analisadas e interpretadas por meio de análise temática. Os resultados compreenderam a caracterização das participantes e as narrativas deram origem às categorias: A descoberta da gravidez; Motivos do abortamento espontâneo sob o olhar das mulheres; Sentimentos vivenciados pelas mulheres frente ao abortamento espontâneo e a permanência hospitalar; e, Assistência de enfermagem à mulher em abortamento espontâneo. Na categoria a descoberta da gravidez, que relaciona a gestação inicialmente a sentimentos negativos devido à falta de planejamento e que, posteriormente, transformam-se em sentimentos positivos aliados à aceitação da gravidez, a mulher passa por transformações físicas e psicoemocionais que influenciam na construção da maternidade. No que refere aos motivos do abortamento espontâneo as mulheres relataram fatores psicológicos e físicos. Quanto aos sentimentos vivenciados frente ao abortamento espontâneo e a permanência hospitalar as mulheres destacaram: tristeza, consolo álibe, alívio, desespero, negação, medo e perda. Na assistência de enfermagem às mulheres em abortamento espontâneo elas expressaram uma assistência considerada boa, mais que confrontada com a literatura constata-se que requer melhorias. A assistência de enfermagem passa por um processo de transformação, aliando um cuidado voltado aos aspectos técnicos e psicoemocionais. Essa pesquisa possibilita que enfermeiras e acadêmicos de enfermagem, reflitam sobre a assistência prestada às mulheres em situação abortiva, demonstrando que o profissional e discente devem ter em mente não só o conhecimento técnico-científico, mas envolver-se de uma conduta humanizada e ética ao lidar com mulheres em situação abortiva.

  • KHELYANE MESQUITA DE CARVALHO
  •  
    CONHECIMENTOS E PRÁTICAS SOBRE CONSERVAÇÃO DE IMUNOBIOLÓGICOS ADOTADOS POR PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM EM SALA DE VACINA
     
     

  • Orientador : TELMA MARIA EVANGELISTA DE ARAUJO
  • Data: 06/12/2013
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  • INTRODUÇÃO: A vacinação representa grande avanço da tecnologia em saúde nas últimas décadas, constituindo uma das medidas de intervenção mais favoráveis em saúde pública. OBJETIVO: Analisar conhecimentos e práticas sobre conservação de imunobiológicos adotados por profissionais de enfermagem em sala de vacina. METODOLOGIA: Estudo descritivo com delineamento transversal, realizado por meio de inquérito epidemiológico e observação não participante, com 200 profissionais de 73 salas de vacina da zona urbana de Teresina, no período de março a junho de 2013. RESULTADOS: A maioria dos participantes (92,5%) foi constituída por mulheres, sendo 52,5% técnicos e auxiliares de enfermagem. A média de tempo trabalhado na sala de vacina foi de 7,2 anos. Destaca-se que embora a equipe de enfermagem tenha notória participação no processo de conservação dos imunobiológicos, 18,5% da amostra não haviam recebido treinamento específico para a função e apenas 47% referiram exclusividade das funções em sala de vacina. Em relação à estrutura das salas, 94,5% eram exclusivas para a atividade de vacinação, 82,2% tinham fácil acesso, apenas 34,2% apresentaram tamanho adequado, 56,2% não tinham a mobília necessária, 53,4% não apresentavam pia com bancada e somente 48% delas exibiam proteção adequada contra incidência solar direta. O conhecimento dos profissionais em relação a exposição de algumas vacinas a temperaturas negativas foi insatisfatório bem como o conhecimento a respeito do tempo permitido para uso após abertura do frasco. A quebra da cadeia de frio foi evidenciada em 100% das unidades por apresentaram em algum momento, temperaturas de acondicionamento fora do permitido. A prática e o conhecimento foram classificados como inadequados em 65% e 57%, respectivamente e não apresentaram uma linearidade. Constatou-se associação estatisticamente significativa do tempo de serviço em sala e o tempo decorrido do último treinamento com o conhecimento. Os técnicos de enfermagem apresentaram 4,8 mais chances de ter conhecimento regular (OR=4,8) e 6,4 (OR- 6,4) de ter conhecimento adequado, quando comparados com os enfermeiros. CONCLUSÃO: O enfermeiro precisa refletir melhor sobre a sua prática, ressaltandose a urgência desse profissional retomar a liderança da sala de vacina, por meio de supervisões, acompanhamento e avaliação das atividades nelas realizadas. Entende-se que o conhecimento produzido possa subsidiar ações e estratégias de
    vacinação, cuja prática é complexa e de grande valor. Os gestores dos serviços de saúde precisam estar cientes desta situação e proporcionando meios que modifiquem essa realidade encontrada na investigação. 

  • MANUELLA CARVALHO FEITOSA
  • DEMANDA DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM A PACIENTES PORTADORES DE HIV/AIDS

  • Orientador : GRAZIELLE ROBERTA FREITAS DA SILVA
  • Data: 18/11/2013
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  • A utilização de escalas de mensuração capazes de quantificar os cuidados
    dispensados aos pacientes é fundamental para adequar o dimensionamento da
    equipe de enfermagem conforme estas demandas assistenciais, com vistas a
    resguardar a saúde dos profissionais e potencializar a qualidade da assistência. No
    que concerne aos cuidados de enfermagem a pacientes portadores de HIV/AIDS, tal
    conjuntura se torna ainda mais preponderante devido a toda uma carga emocional,
    biológica e peculiaridades que envolvem esta assistência. O presente estudo teve
    como objetivo verificar a associação entre a demanda de cuidados de enfermagem a
    pacientes portadores de HIV/AID e as variáveis biossociais, clínicas e terapêuticas.
    Trata-se de um estudo descritivo, quantitativo, transversal, que aplicou o Nursing
    Activities Score (NAS) em unidades de internação adulto de um hospital referência
    no tratamento de doenças infectocontagiosas e parasitárias no município de
    Teresina- PI, no período de 05 novembro de 2012 a 15 de março de 2013. A
    amostra foi constituída por 150 pacientes que eram principalmente do sexo
    masculino (60%), com média de 39 anos, média de quatro anos de diagnóstico do
    HIV e de 18 dias de internação, tendo como principais motivos de internação a
    anoxeria, astenia e perda ponderal, como doenças oportunistas mais frequentes as
    causadas por bactérias e foram classificados majoritariamente na categoria de
    cuidados intermediários (48,7%). Quanto à demanda de cuidados de enfermagem,
    foram realizadas 1860 medidas do NAS, obtendo-se uma média do escore total no
    hospital de 36,26%, sendo de 30,36% nas enfermarias e 80,44% na Unidade de
    Terapia Intensiva (UTI). Os profissionais de enfermagem estavam expostos à
    sobrecarga de trabalho em quase todos os setores, conforme estimativas, devido ao
    número de profissionais menor que a demanda de cuidados dos pacientes, sendo a
    situação mais preocupante a encontrada no Bloco E. Os itens 1, 7 e 8 do NAS foram
    aplicados diariamente a todos os pacientes (100%) e os itens 3 e 4 foram pontuados
    com frequência elevada (98,65%). A demanda de cuidado de enfermagem dos
    pacientes foi estatisticamente correlacionada com as variáveis “Sistema de
    Classificação de Pacientes de Perroca” (p = 0,000), “tempo de internação no
    hospital” (p = 0,008), “desfecho clínico” (p = 0,000), “taxa de linfócitos TCD4” (p =
    0,019), “taxa de linfócitos TCD8” (p = 0,011), “presença de comorbidades” (p =
    0,019), “número de comorbidades” (p = 0,020), “problemas hepáticos” (p = 0,001) e
    “uso de Inibidores da Transcriptase Reversa Não-Análogo de Nucleosídio” (p =
    0,030). Conclui-se que os pacientes internados na UTI do hospital cenário do estudo
    apresentaram acentuada demanda de cuidados, refletida pela média elevada do
    NAS e os que permaneceram internados nas enfermarias, apresentavam demandas
    de cuidados compatíveis com o esperado para estes setores de internação
    hospitalar. Ressalta-se a importância da adequação das equipes de enfermagem do
    hospital a essas demandas assistenciais e a utilização do NAS para subsidiar a
    distribuição dos integrantes das equipes, em cada setor. Sugere-se a realização de
    estudos que apliquem o NAS em outras realidades nacionais que atendam clientela
    portadora de HIV/AIDS, para que sejam possíveis comparações mais coerentes.

  • FERNANDO JOSÉ GUEDES DA SILVA JÚNIOR
  • ALTERAÇÕES SOMATOSCÓPICAS, HEMATOLÓGICAS E NUTRICIONAIS

    ENTRE USUÁRIOS DE CRACK

  • Orientador : CLAUDETE FERREIRA DE SOUZA MONTEIRO
  • Data: 06/11/2013
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  • Introdução: O consumo de crack configura-se como um fenômeno alarmante e
    progressivo. Seu caráter dependógeno torna difícil o seu enfrentamento e leva o
    usuário a ser vítima de consequências graves a saúde que podem ser identificadas
    em diversas dimensões, tais como: somatoscópica, hematológica e nutricional.
    Objetivos: Avaliar as relações entre alterações somatoscópicas, hematológicas e
    nutricionais e uso de crack. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo,
    exploratório, seccional de abordagem quantitativa desenvolvido com 331 usuários de
    crack dos Centros de Atenção Psicossocial para dependentes de álcool e outras
    drogas do Piauí. A coleta de dados aconteceu de outubro de 2012 a junho de 2013,
    por meio de entrevistas, avaliação física e coleta de sangue. Para a análise
    estatística, utilizou-se o aplicativo Statistical Package for the Social Science, versão
    18.0. A comparação com outras variáveis categóricas foi feita por meio do teste do
    qui-quadrado e o teste exato de Fisher. A significância estatística foi fixada em
    (p<0,05). A força das associações entre as variáveis foi aferida pelo odds-ratio e
    intervalos de confiança (IC=95%). Resultados: A amostra estudada é constituída
    em sua maioria por homens, jovens, pardos, solteiros, de Teresina, com ensino
    fundamental incompleto, sem renda e evangélicos. A maioria dos usuários
    experimentou o crack antes dos 18 anos e usou mais de 100 vezes na vida, 

    associando, com o consumo de bebidas alcoólicas, maconha, tranquilizantes e
    solventes. Com relação as alterações somatocópicas, hematológicas e nutriconais
    entre usuários de crack 9,1% apresentavam déficit no asseio corporal, 17,5% danos
    na pele, 3,0% taquisfigmia, 3,6% taquipneia, 19,3% alteração da pressão arterial
    sistólica e 11,2% da pressão arterial diastólica, 55,6% cáries, 29,9% perdas
    dentárias, 4,5% lesões na mucosa nasal, 4,2% epistaxe, 32% zumbido, 27,8%
    vertigem, 18,1% hipoacusia. A avaliação hematológica revela importantes achados, a
    citar: hemoglobina e hematócrito abaixo do padrão de normalidade, monocitopenia e
    alteração nos níveis de creatinina. A avaliação nutricional realizada a partir da
    análise dos hábitos alimentares, antropometria e exames bioquímicos demonstram
    que os usuários realizam, em média, 4,38 refeições normalmente ricas em
    carboidratos. A relação entre o peso ponderal e a altura permitem afirmar que 57,4%
    estão eutróficos, 25,1% com sobrepeso, 9,4 obesos e apenas 8,2% com baixo peso.
    Houve associação estatisticamente significativa entre sexo e pressão arterial
    sistólica, diastólica, hemoglobina, hematócrito, HDL e albumina. Com relação ao
    tempo de uso houve associação estatística com triglicerídeos (p-valor=0,036) e o
    tempo de tratmento esteve associado significativamente com plaquetas,
    circunferência abdominal e colesterol total. Conclusão: A contribuição específica
    para o cuidar pelo enfermeiro chama atenção para a compreensão do usuário de
    crack como um ser biopsicossocial cujas repercussões desse consumo transgridem
    a dimensão física, sobremaneira dificultando a assistência de enfermagem
    tradicional. Neste contexto, faz-se imperativa uma assistência holística e humanizada capaz de fomentar o enfrentamento desse grave problema.

  • JENNYESLE LIMA CASTRO DE SANTIAGO
  • A formação social e política do enfermeiro: realidade e possibilidades na graduação em enfermagem

  • Orientador : JOSE IVO DOS SANTOS PEDROSA
  • Data: 30/07/2013
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  • Esta pesquisa tem o objetivo de analisar a construção do perfil social e político do enfermeiro no processo de formação da UFPI. Utilizou-se um estudo descritivo, com abordagem qualitativa, que teve como método a triangulação dos dados, por meio de três tempos da pesquisa: 1. Análise documental do Projeto Pedagógico do Curso (PPC) de Enfermagem da UFPI, com as ementas das disciplinas e análise do quadro de vinculação de docentespor disciplinas. A análise das ementas teve o objetivo de procurar disciplinas que possuíam temas que aproximem a formação do enfermeiro da UFPI com os aspectos sociais e políticos, para a posterior realização das entrevistas com os docentes; 2. Análise dos dados fornecidos pela Coordenação de Estatística e Documentos de Ensino da UFPI, o qual extraiu informações sobre o corpo discente do cursoe análise de um checklist aplicado com a coordenação do curso; 3. Realização de entrevista semiestruturada com 7 professores e 8 alunos do último ano do curso. Os dados coletados foram agrupados por temas, possibilitando a formação de categorias, o qual permitiu o estabelecimento de inter-relação entre os documentos, os dados indiretos e as falas dos docentes e discentes. Esta pesquisa revelou que a graduação em Enfermagem da UFPI está alicerçada em um PPC fundamentado nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), possuindo conceitos para tornar os profissionais críticos, reflexivos, voltados para a cidadania e consolidação do SUS, o que vai ao encontro dos temas e conceitos inerentes à formação sociopolítica do enfermeiro. No entanto, quando se analisou as ementas das disciplinas, verificou-se um distanciamento do PPC com as questões sociovalorativas da formação do enfermeiro. Observou-se, também, com as entrevistas, que as DCNs e o PPC não são valorizados pelos docentes no planejamento das disciplinas. Acredita-se que a formação social e política do enfermeiro não deverá estar baseada apenas em desenvolvimento de PPC dotados de fundamentos teóricos, mas, sim, na construção do cotidiano, da prática, das interações entre discentes e docentes, a partir do desenvolvimento de comportamentos, habilidades e atitudes crítico-reflexivas voltadas para o cuidado efetivo em enfermagem, pois é necessário desenvolver habilidades sociais e ação crítica e ética que possam impulsionar o rompimento com os conceitos de formação biomédica. Apesar dos distanciamentos observados, o curso de enfermagem da UFPI possui alguns espaços para a formação social e política, os quais são: os cenários de prática, os projetos de iniciação científica e os projetos de extensão. Nos discursos dos discentes observou-se uma grande preocupação com o mercado de trabalho e com a valorização do enfermeiro mediante ações do cuidar, o que comprova uma aproximação bastante relevante com a formação social e política do enfermeiro, pois o cuidar está sendo bem focado na formação. A adoção de uma concepção crítico-reflexiva com a construção de um pensar, um fazer e um ser que se sustentem no cuidado, como essência da profissão, facilitará a implementação de um cuidar consoante com o rompimento do modelo hegemônico centrado na doença, pois a principal possibilidade de formação social e política do enfermeiro é a formação para o cuidado.

     

  • EVALDO SALES LEAL
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     PRÁTICAS BASEADAS EM EVIDÊNCIAS NO PROCESSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ

     

  • Orientador : JOSE IVO DOS SANTOS PEDROSA
  • Data: 30/07/2013
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    A Prática Baseada em Evidências envolve o uso consciente, explicito e judicioso da melhor evidência atual para a tomada de decisão sobre o cuidar, desenvolvendo uma cultura de boas práticas de saúde alicerçada no pensamento crítico e na competência de quem as utiliza, necessitando para tal, uma formação ampla. Objetivou-se analisar como as evidências científicas são trabalhadas no processo de graduação em Enfermagem na Universidade Federal do Piauí. Realizou-se para tanto uma pesquisa de abordagem qualitativa e de caráter etnográfico,em dois momentos distintos, o primeiro descritivo e o segundo qualitativo. A amostra do momento descritivo compôs-se dos dados retirados do Programa da Pró-Reitoria de Ensino e Graduação, do Projeto Político do Curso e da utilização de chek-list da instituição; já os sujeitos do momento qualitativo foram compostos pelos docentes das disciplinas apontadas como positivas para a presença de temas relacionados com a temática abordada na pesquisa. Obteve-se que as Práticas Baseada em Evidências não são abordadas em disciplinas específicas, embora sejam trabalhadas indiretamente em 13 disciplinas do currículo atual da enfermagem da UFPI e que os docentes ainda apresentam uma aproximação tímida com o tema em questão, sugerindo-se portanto que o processo de graduação em enfermagem da Universidade Federal do Piauí necessita de uma readequação se considerarmos este tema como um futuro a ser seguido para a formação do profissional enfermeiro e que desta forma possa haver uma criação e multiplicação de espaços e oportunidades para a formação do enfermeiro voltadas à prática baseada em evidências fundamentando deste modo a construção de propostas inovadoras para o ensino em enfermagem que incluam Práticas Baseadas em Evidências.

     

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  • AMÁLIA DE OLIVEIRA CARVALHO
  • Adolescentes no contexto de uma comunidade: perspectivas para o cuidado de enfermagem.

  • Orientador : SILVANA SANTIAGO DA ROCHA
  • Data: 24/06/2013
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  • Trata-se de um estudo qualitativo com abordagem etnográfica, com o objetivo principal de compreender como adolescentes residentes na periferia de uma capital percebem e vivenciam o processo de adolescer, refletindo sobre o cuidado cultural da enfermagem. Fundamentou-se nos pressupostos da Teoria da Diversidade e Universalidade do Cuidado Cultural, de Madeleine Leininger (2006), por ser esta  considerada pertinente e adequada na compreensão do fenômeno estudado. A pesquisa foi desenvolvida na cidade de Teresina, estado do Piauí, na área geográfica de abrangência da Equipe de Saúde da Família nº 031, na periferia sul da cidade. A produção dos dados ocorreu usando-se o modelo observação-participação-reflexão, baseado no Modelo Sunrise proposto por Leininger (2002) e por meio de entrevista com questões norteadoras. A análise das entrevistas e da observação participante considerou as expressões verbais e o contexto de vida dos sujeitos investigados. A análise dos dados foi realizada utilizando-se o modelo da etnoenfermagem proposto por Leininger, que utiliza 4 fases: 1.relação dos dados coletados, descritos e documentados; 2. identificação e classificação dos descritores componentes; 3.análise do padrão contextual e 4. Temas principais. A partir das falas dos informantes foi possível a construção de 3 categorias culturais: 1- o cotidiano dos adolescentes;2- o adolescer saudável;3- contribuições do serviço de saúde. O cenário do estudo foi o domicílio ou o Centro de Saúde da comunidade. Os dados foram coletados por meio de entrevista semiestruturada, gravada. Após a coleta, esses foram transcritos e utilizados para compor as discussões do presente estudo. O estudo obedeceu às recomendações da Resolução 196/1996 do CNS, observando as peculiaridades da pesquisa envolvendo sujeitos vulneráveis. Foram sugeridas ações/decisões baseadas na congruência do cuidado proposta por Madeleine Leininger: preservação/ manutenção cultural do cuidado; acomodação/ negociação cultural do cuidado; repadronização/ reestruturação cultural do cuidado. O estudo possibilitou embasamento de apoio à Sistematização da Assistência de Enfermagem aos adolescentes, como também o incentivo ao ensino e a pesquisas congêneres, além e abrir possibilidades para o desenvolvimento de formas de cuidar congruentes a esse grupo da população.

     


  • MARIA DE JESUS LOPES MOUSINHO NEIVA
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    TRAJETÓRIA HISTÓRICA DO CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO PIAUÍ 1975 A 1993

  • Orientador : BENEVINA MARIA VILAR TEIXEIRA NUNES
  • Data: 21/06/2013
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    O presente estudo teve como objetivos descrever as circunstâncias históricas que antecederam e viabilizaram a criação do Conselho Regional de Enfermagem do Piauí e analisar o processo histórico de instituição da fiscalização do exercício profissional da enfermagem. Trata-se de uma pesquisa histórico-social, que tem como referência teórica os conceitos de história e memória na perspectiva de Le Goff (2003), e de história oral de acordo com Merhy e Holanda (2010), em sua vertente híbrido-temática. Utilizou-se fontes orais, que foram os depoimentos das colaboradoras do estudo, constituídas de oito enfermeiras e uma auxiliar de enfermagem, membros do Conselho Regional de Enfermagem do Piauí no período temporal delimitado no estudo (1975-1993) e também fontes escritas e iconográficas, como atas, resoluções, decisões, relatórios, jornais e fotografias, e fontes secundárias, constituídas de artigos e livros, bem como a legislação sobre o tema. Com a promulgação da Lei 5.905/1973, iniciou-se a implantação dos Conselhos Regionais nos estados, por meio do trabalho de Juntas Especiais, que no Piauí foi formada por enfermeiras vinculadas Associação Brasileira de Enfermagem - Seção Piauí, que trabalharam para a sua instalação, em 1975. A partir de então, as Enfermeiras que compuseram as primeiras gestões do Conselho Regional de Enfermagem enfrentaram dificuldades, como a falta de recursos financeiros para organização da sua estrutura e o recrutamento dos profissionais para se inscreverem na instituição. No final da década de 1980 deu-se atenção à fiscalização do exercício profissional, que era a atividade primordial do Conselho, mas que só pôde ser implantada graças ao esforço das enfermeiras que se dedicaram a essa missão. As mudanças sociais, que ocorreram no período pesquisado, com a criação do Curso de Enfermagem da Universidade Federal do Piauí e novas escolas para auxiliares de enfermagem, aumentaram o contingente de profissionais, tornando possível a implantação do processo de fiscalização do exercício profissional. Concluiu-se que o processo histórico de criação do Conselho Regional de Enfermagem foi permeado de lutas das enfermeiras, que já participavam da organização da Associação Brasileira de Enfermagem Secção Piauí, que uniram forças para viabilizar o processo de criação do Conselho. A implantação efetiva do processo de fiscalização representou uma conquista e uma mudança para as categorias da enfermagem, no contexto histórico-social de saúde no Estado, que com o passar do tempo privilegiou profissionais de enfermagem qualificados e devidamente inscritos no Conselho. 

  • DEAN DOUGLAS FERREIRA DE OLIVINDO
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    O CUIDADO DE ENFERMAGEM AO NEONATO NO CONTEXTO DOMICILIAR

  • Orientador : SILVANA SANTIAGO DA ROCHA
  • Data: 19/06/2013
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  • O cuidado de enfermagem é essencial para o cuidado em saúde. A visita domiciliar é um instrumento utilizado pelos profissionais da estratégia Saúde da Família para uma assistência domiciliar a vários grupos ou indivíduos, dentre os quais podemos destacar a puérpera e o recém-nascido. Estudo descritivo e exploratório com abordagem qualitativa objetiva analisar o cuidado prestado pelo enfermeiro ao neonato no contexto domiciliar e compreender o cuidado prestado pelo enfermeiro ao neonato no contexto domiciliar à luz da Teoria da Universalidade e da Diversidade do Cuidado Cultural de Madeleine Leininger. Os dados foram produzidos através da técnica de entrevista utilizando uma questão guia para nortear o curso da entrevista até a saturação das falas. Os sujeitos do estudo foram enfermeiros da estratégia Saúde da Família da região sul de Teresina. Para a interpretação dos resultados todas as falas foram transcritas na íntegra e analisadas conforme a análise de conteúdo de Bardin (2010), surgindo três categorias temáticas: o cuidado de enfermagem planejado ao neonato no domicílio, a visita domiciliar como instrumento da prestação de cuidados ao neonato no domicílio e os cuidados prestados ao neonato no domicílio. A Teoria da Universalidade e da Diversidade do Cuidado Cultural de Madeleine Leininger foi utilizada na interpretação dos resultados o que possibilitou indicar ações e decisões de cuidado utilizando os pressupostos de preservação ou manutenção do cuidado cultural e acomodação ou negociação do cuidado cultural dessa teoria. Ao final podemos considerar que os enfermeiros da estratégia Saúde da Família de Teresina, embora tenham dificuldades estruturais e não realizem a sistematização da assistência de enfermagem seguindo todas as suas etapas na prestação dos cuidados ao neonato no domicilio, estes conseguem realizá-lo de forma planejada. O estudo recomenda que seja implementada a sistematização da assistência de enfermagem seguindo suas etapas para que o cuidado de enfermagem ao neonato no domicílio seja realizado de forma segura e embasado por uma teoria de enfermagem.

     

  • MARCELO DE MOURA CARVALHO
  • INFECÇÕES HOSPITALARES EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA DE UM HOSPITAL PÚBLICO

  • Orientador : MARIA ELIETE BATISTA MOURA
  • Data: 03/05/2013
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  • As infecções hospitalares se constitui em um grave problema de saúde pública mundial. Representam complicações relacionadas à assistência à saúde que resultam no aumento da permanência hospitalar e na redução da rotatividade dos leitos. Elevam os custos hospitalares e são responsáveis pelo aumento da morbimortalidade. Isso tem implicado em um grande desafio a ser enfrentado por profissionais e gestores dos serviços de saúde. Este estudo têm como objetivo investigar as infecções hospitalares das Unidades de Terapia Intensiva (UTI´s) em um hospital público de referência para alta complexidade do Estado do Piauí. Trata-se de um levantamento epidemiológico, de corte transversal, realizado em duas unidades de terapia intensiva. A população foi constituída por 441 pacientes internados no período de janeiro a junho de 2011. A amostra foi constituída por 76 pacientes que desenvolveram 106 episódios de infecção. Os dados foram coletados por meio de formulário dos prontuários, processados no SPSS 18.0 e feito análise estatística. Os resultados indicaram que 34,2% dos pacientes possuem de 41 a 59 anos, 56,6% são do sexo masculino, 26,3% têm a ocupação do lar e 53,9% são procedentes do interior do Piauí. A causa da internação mais frequente foi devido, politraumatismos e traumatismo crânio encefálico com 26,3% dos pacientes e 21,6% por clipagem de aneurisma. A permanência hospitalar predominante foi de 05 a 14 dias, 47,4% dos casos. A taxa de infecção hospitalar nas duas unidades de terapia intensiva foi de 24%. Quanto à topografia, 59,4% dos pacientes apresentaram infecções respiratórias e 23,6% urinárias. Com relação aos procedimentos invasivos, 100% dos pacientes receberam sondagem vesical e 85,5% sondagem nasogástrica. Os principais microrganismos causadores de infecção foram: Pseudomonas aeruginosa; Klebsiella sp. e Staphylococcus aureus e os principais antibióticos utilizados foram: imipenen, ciprofloxacina e ceftazidima. Para a resistência dos microrganismos aos antimicrobianos, o Staphylococcus aureus apresentou resistência de 33,3% à ceftazidima, a Klebsiella sp. apresentou 69,2% ao imipenen, Pseudomonas sp. teve 50% de resistência à ciprofloxacina e a Pseudomonas aeruginosa apresentou 57,1% à ciprofloxacina. A taxa de mortalidade foi de 17,1% nas duas unidades. Desta forma, percebe-se que a prevalência de infecção hospitalar continua sendo um problema relacionado à assistência aos pacientes das unidades de terapia intensiva. O fenômeno da resistência bacteriana aos antimicrobianos vem aumentando ao longo do tempo, resultando na alta taxa de letalidade por esse agravo. Assim, é necessário que as instituições prestadoras de serviços de saúde adotem as recomendações do Programa Nacional de Prevenção e Controle das Infecções Hospitalares, por meio da busca ativa sistemática das infecções, da adoção de medidas de prevenção e controle, assim como de medidas para a qualificação profissional orientada pela prática de educação permanente nos serviços de saúde. 

  • SMITHANNY BARROS DA SILVA
  • REPRESENTAÇÕES SOCIAIS ELABORADAS POR ENFERMEIRAS ACERCA DA ASSISTÊNCIA AO CLIMATÉRIO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: CONTRIBUIÇÕES PARA A ENFERMAGEM.

  • Orientador : INEZ SAMPAIO NERY
  • Data: 26/04/2013
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  • Este estudo teve como objetivo apreender as representações sociais elaboradas pelas enfermeiras da Estratégia Saúde da Família acerca do climatério e analisar os aspectos psicossociais a ele associados capazes de influenciar o comportamento e práticas relacionadas à assistência à mulher. Trata-se de uma pesquisa exploratória, orientada pela Teoria das Representações Sociais, desenvolvida no município de Teresina-PI, com 28 enfermeiras da Atenção Primária. Os dados foram coletados no período de julho a outubro de 2012, por meio de entrevista guiada com o auxílio de um roteiro semiestruturado. As falas das enfermeiras foram gravadas em MP3, transcritas na íntegra e processadas pelo software Alceste versão 4.7, que forneceu duas classes na sequência de suas contribuições para o estudo, que foram analisadas de acordo com a Classificação Hierárquica Descendente. Na classe um, a pesquisa evidenciou a coleta de citologia na assistência à mulher climatérica, de acordo com as vivências e experiências das enfermeiras na Atenção Primária, e, na classe dois, referiu a atuação da enfermeira na assistência à mulher climatérica. Os resultados revelaram que as enfermeiras reconhecem o climatério como uma fase da vida na qual a mulher precisa ser assistida na sua integralidade. No entanto, as enfermeiras do estudo demonstraram dificuldade em assistir à mulher climatérica devido à falta de conhecimento e/ou habilidade, à baixa procura das mulheres pelo serviço de saúde e à demanda excessiva de pacientes portadores de agravos crônicos. Além disso, a pesquisa revelou que a assistência à mulher, nesse período, envolve principalmente a coleta do exame citológico e realização de exames laboratoriais e encaminhamentos para o médico. As representações sociais apreendidas demonstram que a assistência à mulher climatérica na Atenção Primária necessita ser implementada por meio de melhor qualificação das enfermeiras para que as mesmas possa entender o climatério como um fenômeno multifacetado e que é influenciado tanto por fatores biológicos como por fatores psicoemocionais, socioeconômicos e culturais e dessa forma possa prestar a assistência a esse público de forma sistematizada, empregando a escuta qualificada e novas tecnologias de abordagem às subjetividades da mulher climatérica que respeitem a sua singularidade e autonomia

  • SÂNGELA MEDEIROS DE LIMA CARVALHO
  • PREVALÊNCIA DA INFECÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE B EM USUÁRIOS DE CRACK NO PIAUÍ


     

  • Orientador : TELMA MARIA EVANGELISTA DE ARAUJO
  • Data: 17/04/2013
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  • INTRODUÇÃO: As hepatites virais encontram-se entre as mais relevantes doenças transmissíveis endêmico-epidêmicas, devido à sua distribuição universal, heterogeneidade socioeconômica e altas taxas de morbimortalidade. A Hepatite B é uma doença infecciosa viral, que tem como agente etiológico um vírus DNA, da família hepadnaviridae. A infecção pelo vírus da hepatite B (VHB) pode ser considerada uma das principais causas de doença aguda e crônica do fígado. OBJETIVO: investigar a soroprevalência de Hepatite B e os fatores associados em usuários de crack nos CAPSad do Estado do Piauí. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo, transversal realizado no período de dezembro 2011 a maio de 2012, com 353 usuários de crack cadastrados no CAPSad do Piauí. A coleta de dados foi realizada por meio da aplicação de formulário, observação do cartão de vacina e coleta de sangue para pesquisa dos marcadores sorológicos.  Os dados foram digitados e analisados com a utilização do software SPSS versão 19.0. Foram realizadas análises univariadas, por meio de estatísticas descritivas simples e bivariadas mediante utilização do teste de Mann-Whitney e qui-quadrado, com nível de significância (p<0,05). RESULTADOS: Predominou o sexo masculino (84,1%), com média de idade 29,4 anos, solteiros (68,6%), renda pessoal de até um salário mínimo (29,2%). Quanto ao consumo do crack, o tempo de uso foi acima de 37 meses (52,4%), com frequência de uso diário (55,8%). O mesclado foi o material mais utilizado para fabricação do cachimbo (55,8%), o qual era compartilhado pela maioria (72,2%). Quanto ao padrão de consumo de outras drogas, 13% fizeram uso de drogas injetáveis, 41,3% compartilharam agulha/seringas, 82,7% fizeram uso de bebida alcoólica e 95,8% de outras drogas. Em relação ao comportamento sexual, 78,2% costumavam ter relações sexuais somente com mulheres, 47,5% se relacionando com apenas um parceiro, 54,3% faziam uso frequente de camisinha. A troca da prática de sexo por dinheiro foi relatada por 61,2%. A realização de transfusão sanguínea foi relatada por 8,8%; uso de tatuagem, 59,2%. Em relação às informações que possuíam sobre a infecção, 69,4%, ouviram falar d’a hepatite B, porém, apenas 14,4% sabiam a forma de transmissão, e 59,8% não sabiam da existência da vacina. Quanto aos marcadores sorológicos, 4,2% foram reagentes para HBsAg, 9,6% para o anti-HBc total, 2,0% para o anti-HBcIgM e 19,3% para o anti-HBs. No tocante à situação vacinal contra a hepatite B, observou-se que apenas 3,7% apresentaram as três doses. Houve associação estatística significativa com Anti-HBcTotal e as variáveis uso de outras drogas e histórico de DST (p≤0,05). CONCLUSÃO: Os achados ressaltam a necessidade de implementar políticas públicas votadas aos usuários de crack, tanto relacionadas com as práticas preventivas do uso da droga quanto à sexualidade, a fim de que, cada vez mais, os usuários de drogas se conscientizem dos danos que elas podem causar em suas vidas.

     


     

     

     

     

     

  • MILLENI SOUSA VIEIRA
  • AVALIAÇÃO DO SISTEMA DE NOTIFICAÇÃO, CAPTAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS NO PIAUÍ



     
      
     
     

  • Orientador : LIDYA TOLSTENKO NOGUEIRA
  • Data: 09/04/2013
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  • O presente estudo objetivou avaliar o desempenho do Sistema de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos e Tecidos no Piauí no período2001 a2011. Trata-se de um estudo avaliativo realizado por meio da triangulação de métodos, desenvolvido no município de Teresina. Quatro instrumentos de coleta de dados foram utilizados para contemplar a análise da estrutura, do processo de trabalho dos profissionais envolvidos e da evolução dos transplantes. A amostra foi constituída por 29 profissionais. Os principais achados foram: ausência do serviço de imagem disponível 24 horas no espaço público; ausência de transporte próprio para a Organização de Procura de Órgãos e o Banco de Tecidos Oculares; os elementos necessários para a atuação no processo doação/transplante, segundo os profissionais, são a equipe multiprofissional capacitada e integrada, o conhecimento técnico, os recursos físicos e materiais, as condições de trabalho adequadas, a família sensibilizada, a ética e a humanização; como barreiras a esse processo, os profissionais consideraram a ausência do exame complementar de imagem para diagnóstico de morte encefálica no serviço público, o desconhecimento e a falta de apoio dos profissionais da assistência e a falta de apoio político; no período de2009 a2011 houve aumento do número de potenciais doadores, doadores em parada cardiorrespiratória e do número de transplantes de córneas. Entretanto, não houve alteração significativa do número de doadores efetivos e doadores em morte encefálica, ocorrendo aumento do número de não efetivação das doações no mesmo período, bem como não houve alteração significativa do número de pacientes em fila de espera. Desse modo, desafios ainda se colocam ao Sistema, tais como a viabilização do aumento da taxa de efetivação das doações consequente ao aumento do número de doadores em morte encefálica, mudanças em aspectos relacionados à estrutura e a contínua sensibilização da população. Acredita-se que os resultados desse estudo possam contribuir com informações que subsidiem o aprimoramento de uma política de gestão que compreenda as especificidades dos transplantes no Piauí.

  • LISSANDRA CHAVES DE SOUSA SANTOS
  • A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA ASSISTÊNCIA AO PACIENTE COM CATETER
    VENOSO CENTRAL PARA PREVENÇÃO DA INFECÇÃO DE CORRENTE
    SANGUÍNEA

  • Orientador : MARIA ELIETE BATISTA MOURA
  • Data: 28/03/2013
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  • A persistência dos altos índices de infecções hospitalares mesmo após a consolidação de evidências científicas das práticas que previnem tais infecções perpassa aspectos que somente podem ser compreendidos após o conhecimento da prática assistencial do enfermeiro que enquanto líder da equipe de enfermagem possui papel fundamental na prevenção de infecção de corrente sanguínea relacionado ao cateter venoso central. O estudo tem como objetivo descrever os procedimentos e analisar o cuidado prestado pelos enfermeiros aos pacientes com cateter venoso central para prevenção da infecção de corrente sanguínea. Trata-se de uma pesquisa exploratória realizada com doze enfermeiros que atuam na terapia intensiva de um hospital de urgência de Teresina – PI. A produção dos dados ocorreu por meio de uma entrevista semiestruturada com os sujeitos da pesquisa. Os dados foram processados no software Alceste 4.8 e analisados por meio da Classificação Hierárquica Descendente baseada no conceito de cuidado de Leonardo Boff. Os resultados foram apresentados em dois segmentos de acordo com a relação entre as classes formadas: segmento 1 – O cateter venoso central e sua utilização na terapia intensiva, composto de duas classes, a classe 1 – O cateter venoso central como via de acesso para infusão de drogas e a classe 2 – O manuseio do cateter venoso central na terapia intensiva; o segmento 2 – Procedimentos e cuidados prestados pelo enfermeiro a fim de prevenir a infecção de corrente sanguínea, que abrange a classe 3 – A técnica de realização do curativo no cateter venoso central; classe 5 – O cuidado prestado ao paciente com cateter venoso central; classe 6 – Os sinais de infecção da corrente sanguínea e o registro no prontuário e a classe 4 – A importância de um protocolo de rotinas. A análise das classes revela que os enfermeiros possuem o conhecimento científico das práticas a serem adotados para a prevenção de infecção de corrente sanguínea, porém por vezes não as adotam em seu cotidiano assistencial. No entanto, os enfermeiros mostraram-se preocupados em supervisionar a prática dos demais profissionais de saúde que prestam assistência ao paciente com cateter venoso central e reconhecem a importância da adoção de um protocolo de rotinas acerca da temática em seu serviço de saúde, até então inexistente.

     

  • LISSANDRA CHAVES DE SOUSA SANTOS
  •                                                                                                                                  

    A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA ASSISTÊNCIA AO PACIENTE COM CATETER VENOSO CENTRAL PARA PREVENÇÃO DA INFECÇÃO DE CORRENTE SANGUÍNEA.

  • Orientador : MARIA ELIETE BATISTA MOURA
  • Data: 28/03/2013
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    A persistência dos altos índices de infecções hospitalares mesmo após a consolidação de evidências científicas das práticas que previnem tais infecções perpassa aspectos que somente podem ser compreendidos após o conhecimento da prática assistencial do enfermeiro que enquanto líder da equipe de enfermagempossui papel fundamental na prevenção de infecção de corrente sanguínea relacionado ao cateter venoso central. O estudo tem como objetivo descrever os procedimentos e analisar o cuidado prestado pelos enfermeiros aos pacientes com cateter venoso central a fim de prevenir a infecção de corrente sanguínea. Trata-se de uma pesquisa exploratória realizada com doze enfermeiros que atuam na terapia intensiva de um hospital de urgência de Teresina – PI. A produção dos dados ocorreu por meio de uma entrevista semiestruturada com os sujeitos da pesquisa. Os dados foram processados no software Alceste 4.8 e analisados por meio da Classificação Hierárquica Descendente, baseada no conceito de cuidado de Leonardo Boff. Os resultados foram apresentados em dois segmentos de acordo com a relação entre as classes formadas: segmento 1 – O cateter venoso central e sua utilização na terapia intensiva, composto de duas classes, a classe 1 – O cateter venoso central como via de acesso para infusão de drogas e a classe 2 – O manuseio do cateter venoso central na terapia intensiva; o segmento 2 – Procedimentos e cuidados prestados pelo enfermeiro a fim de prevenir a infecção de corrente sanguínea, que abrange a classe 3 – A técnica de realização do curativo no cateter venoso central; classe 5 – O cuidado prestado ao paciente com cateter venoso central; classe 6 – Os sinais de infecção da corrente sanguínea e o registro no prontuário e a classe 4 – A importância de um protocolo de rotinas. A análise das classes revela que os enfermeiros possuem o conhecimento científico das práticas a serem adotas para a prevenção de infecção de corrente sanguínea, porém por vezes não as adotam em seu cotidiano assistencial. No entanto, os enfermeiros mostraram-se preocupados em supervisionar as práticas adotadas pelos demais profissionais de saúde que prestam assistência ao paciente com cateter venoso central e reconhecem a importância da adoção de um protocolo de rotinas acerca da temática em seu serviço de saúde, até então inexistente.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

  • PATRICIA DE AZEVEDO LEMOS CAVALCANTE
  • EFEITO DAS MODALIDADES DE ENSINO PRESENCIAL E A DISTÂNCIA NO CONHECIMENTO DE ENFERMEIROS SOBRE ÚLCERA POR PRESSÃO


  • Orientador : ELAINE MARIA LEITE RANGEL ANDRADE
  • Data: 07/03/2013
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  • Estudos não indicam consenso sobre qual modalidade de ensino seria melhor para
    aumentar o conhecimento dos enfermeiros sobre úlcera por pressão (UPP). Frente
    ao exposto, este estudo teve por objetivo verificar o efeito das modalidades de
    ensino presencial e a distância no conhecimento de  enfermeiros sobre UPP.
    Pesquisa experimental de grupo controle pós-teste, realizada em um hospital público
    de grande porte do estado do Piauí, no período de janeiro a abril de 2012. A amostra
    foi de 43 enfermeiros divididos aleatoriamente em Grupo controle (n=20) submetido
    à modalidade de ensino presencial e Grupo experimental (n=23) à modalidade de
    ensino a distância. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em
    Pesquisa da Universidade Federal do Piauí. Para coleta de dados, utilizou-se o teste
    de Pieper e Moot (1995) e um instrumento sobre características sociodemográficas,
    uso do computador e Internet. Estatísticas descritivas foram utilizadas para análise
    das variáveis sociodemográficas, de formação, experiência profissional, uso do
    computador, da Internet e conhecimento dos enfermeiros sobre UPP nas
    modalidades de ensino presencial e a distância. O Test  t  para duas amostras
    independentes também foi utilizado para comparar a  diferença no conhecimento
    sobre UPP entre os enfermeiros participantes das modalidades de ensino presencial
    e a distância. Dos 43 enfermeiros que participaram  do estudo 20 (46,5%) foram
    submetidos a modalidade de ensino presencial e 23 (53,5%) a modalidade de ensino
    a distância. A média de acertos no teste de Pieper  e Mott (1995) para os
    participantes da modalidade de ensino presencial foi 34,0 (dp=3,3) e para os
    participantes da modalidade de ensino a distância  36,2 (dp= 2,7). Essa diferença de
    médias foi estatisticamente significante (p=0,019). O efeito da modalidade de ensino
    a distância no conhecimento dos enfermeiros sobre UPP foi maior do que na
    modalidade de ensino presencial. Isso pode ter ocorrido pelo fato da EaD ser mais
    flexível e permitir estudo do conteúdo no próprio ambiente de trabalho. No ensino
    presencial a dificuldade para reunir os enfermeiros nos locais de trabalho para oferecer programas de educação permanente coloca essa modalidade de ensino em
    desvantagem a EaD. Na educação permanente em enfermagem a EaD pode ser
    uma estratégia eficaz pela praticidade, interatividade e por permitir ao enfermeiro
    que está na prática clínica decidir sobre o melhor momento e local para acessar o
    conteúdo. Melhorar o conhecimento dos enfermeiros sobre UPP é indispensável para promover nas organizações de saúde a disseminação e implementação de
    práticas preventivas concernentes as Diretrizes e a educação permanente deve ser
    prioridade para os gestores de enfermagem.

2012
Descrição
  • BELISA MARIA DA SILVA MELO
  • CONSUMO DE CRACK POR PROSTITUTAS: prevalência e fatores associados



  • Orientador : CLAUDETE FERREIRA DE SOUZA MONTEIRO
  • Data: 18/12/2012
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  • INTRODUÇÃO: O aumento do consumo de crack é um problema que gera diferentes demandas em atenção à saúde. O número de usuários, maior visibilidade social e maior procura aos serviços levam à necessidade de ampliação deste campo de estudo. O consumo da substância se expandiu rapidamente no país em diversos grupos e segmentos sociais, dentre eles as prostitutas. Há relação entre prostituição e uso de crack que se faz na medida em que possibilita a prática do sexo comercial para aquisição da droga, o que amplia a vulnerabilidade para diversos fatores de risco. OBJETIVOS: Esta pesquisa teve como objetivos estimar a prevalência do consumo de crack e fatores associados em prostitutas; caracterizar a população do estudo sociodemograficamente; caracterizar o padrão de consumo do crack por prostitutas; levantar os fatores de risco associados ao consumo e identificar os

    problemas relacionados ao consumo de crack por essas mulheres. METODOLOGIA: Trata-se de estudo descritivo, transversal, realizado com 227

    prostitutas de Teresina-PI, localizadas em bares, boates, praças e pontos de

    esquinas. O instrumento de coleta de dados foi um formulário aplicado no período de janeiro a maio de 2012. RESULTADOS: Os resultados mostraram que o grupo estudado se compõe em sua maioria entre 18 a 56 anos de idade, solteira (70,5%), renda mensal de um a três salários mínimos (45,8%), ensino fundamental incompleto (33,9%) e com filhos (82,4%). Informam ocorrência de abortos (45,4%) e uso de preservativo em suas relações (54,4%). A maioria das mulheres está na atividade de prostituição a menos de quatro anos (56,4%) e só exercem essa atividade (63,4%). A prevalência do consumo de crack levantada foi em 23,3% da amostra, com período de consumo menor que 3 anos (58,4%), uso diário (52,8%), utilizando uma quantidade acima de seis pedras (50,9%). Das usuárias, 67,9% já usaram de seus serviços sexuais para obtenção do crack. Entre as drogas mais consumidas antes do consumo de crack estão o álcool, tabaco e maconha (41,5%) e em associação com o crack estão o álcool e tabaco (60,4%). Problemas respiratórios, perda de peso e problemas psicológicos são os problemas de saúde mais relatados entre as mulheres. Faixa etária, consumo de outras drogas, tempo de consumo, exposição a riscos, não realização de outras atividades, aconselhamento e negociação de sexo por crack foram os fatores que obtiveram associação significativa com o consumo do crack. CONCLUSÃO: À luz dos resultados obtidos e dos aspectos contemplados nas discussões sobre a temática do consumo de crack por prostitutas, surge a necessidade de criação de políticas públicas com novas ações em questões de cidadania e parcerias, que não se restrinjam apenas à área da saúde. A prostituição e sua relação com o consumo de drogas envolvem peculiaridades e como tal precisa ser considerada e compreendida desde o ponto de vista dos modos de organização da sociedade, com a construção de novas formas de abordagens terapêuticas para a prática de uma assistência de qualidade.

  • LUCYANNA CAMPOS GONÇALVES
  • Acolhimento com classificação de risco em serviços de urgência e emergência de uma capital do nordeste.
  • Orientador : LIDYA TOLSTENKO NOGUEIRA
  • Data: 18/12/2012
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  • O Acolhimento com Classificação de Risco (ACCR) constitui dispositivo assistencial que pressupõe a determinação de agilidade no atendimento ao usuário, protocolo definido, priorizando o grau de necessidade e não a ordem de chegada; escuta qualificada e postura dos profissionais. Requer a estruturação em dois eixos: o vermelho, do paciente grave e o azul, daquele aparentemente não grave, com ambiência e equipamentos adequados. Objetivou-se avaliar o ACCR nos hospitais municipais de Teresina.Trata-se de estudo avaliativo por triangulação de métodos. A população do estudo foi composta por enfermeiros e usuários do ACCR de cinco hospitais municipais de Teresina, codificados como A, B, C, D eE.  A amostra de usuários teve como base o fluxo mensal de atendimento, chegando ao total de 371 sujeitos; considerou-se a amostra de 14 enfermeiros, determinada por saturação dos discursos. Foram utilizados três instrumentos de pesquisa: formulário tipo checklistpara os dados da estrutura; questionário para os usuários, levando em consideração aspectos como: dignidade, agilidade, confidencialidade, comunicação, instalações e suporte social; por último, o roteiro de entrevista semi-estruturada para os enfermeiros, com perguntas referentes à idade, tempo de atuação profissional, conduta profissional, operacionalização, entraves e facilidades do ACCR. Os dados quantitativos foram analisados utilizando o StatisticalPackage for the Social Sciences (SPSS, versão 15.0) e empregou-se o teste Qui-Quadrado de Pearson (Ҳ2) com nível de significância(p<0,05). Os dados qualitativos foram analisados considerando a análise temática.A avaliação da estrutura e ambiência nos cinco hospitais foi considerada parcialmente satisfatória, tendo em vista o atendimento de somente parte das recomendações oficiais. Os usuários atendidos no ACCR mantiveram percentuais próximos entre o sexo masculino (50,9%) e o feminino (49,1%). A média de idade 42,5 anos, residentes em Teresina (71,4%). As dimensões dignidade, confidencialidade, comunicação, agilidade e instalações foram avaliadas positivamente pela maioria da amostra. Contudo, evidenciou-se que o Hospital E foi alvo de insatisfação na maioria dos atributos. O Hospital C obteve avaliação insatisfatória quanto à localização e identificação dos setores. Os enfermeiros ressaltaram a operacionalidade do ACCR, o caminho percorrido pelo usuário, a importância do protocolo de classificação e da humanização da assistência como prerrogativa mestra do ACCR, a sua prática profissional no ACCR, bem como os dispositivos legais inerentes. Dentre as dificuldades apontadas, aquelas que se sobressaíram foram: o despreparo profissional para operar o ACCR, lacunas na interação multiprofissional e reduzido número de pessoal. Concluiu-se que o ACCR em Teresina consegue, em partes, atender às recomendações de estrutura e ambiência, bem como satisfazeros usuários, em grande percentual, quanto aos aspectos de dignidade, agilidade, confidencialidade, comunicação, instalações e suporte social. Sobre a perspectiva dos enfermeiros, depreendeu-se a necessidade de ampliar os espaços para o diálogo entre profissionais e gestores, almejando que o fluxo do sistema de saúde ocorra de forma mais eficiente.

  • GIOVANNA DE OLIVEIRA LIBORIO DOURADO
  • CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS POR PROSTITUTAS: prevalência e fatores associados

  • Orientador : CLAUDETE FERREIRA DE SOUZA MONTEIRO
  • Data: 17/12/2012
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  • Introdução: O consumo de bebidas alcoólicas se faz presente associado a diversão, prazer e festividades. Entre prostitutas a bebida é fenômeno circundante, presente durante a atividade. Estar sobre o efeito de bebidas alcoólicas potencializa a situação de vulnerabilidade e riscos. Objetivo geral: estimar a prevalência do consumo de bebidas alcoólicas e fatores associados entre prostitutas. Objetivos específicos: Caracterizar a população do estudo sociodemograficamente; Identificar o padrão de consumo do álcool entre as mulheres do estudo; Levantar os fatores de risco associados ao consumo de álcool; Identificar problemas relacionados ao consumo de álcool. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico, transversal e descritivo desenvolvido em Teresina, Piauí nos ambientes de trabalho das mulheres prostitutas. A amostra foi constituída por 227 sujeitos. A coleta de dados foi realizada no período de janeiro a maio de 2012 por meio de formulário. Resultados: A amostra se constituiu por mulheres prostitutas com idade entre 18 a 56 anos procedentes do Piauí (66,52%), residentes no local de trabalho (24,23%), com filhos (82,38%). Quanto ao uso de preservativo 56,39% utilizam em todas as relações sexuais e 78,41% refeririam não ter tido nenhuma ocorrência de doença  sexualmente transmissível. A prevalência de consumo de bebida alcoólica foi de 91,6%. A experimentação ocorreu principalmente na faixa etária entre 8 e 16 anos  60,79%) e sozinhas (39,21%). Os locais de experimentação mais citados foram os bares e boates (38,33%). Dentre as entrevistadas 43,61% já deixaram de consumir bebidas alcoólicas em algum momento da vida. O local de consumo de maior freqüência são aquelas onde ocorrem a prostituição, a bebida mais consumida é a cerveja (74,04%) e o  motivo mais citado é a busca de diversão e lazer  (44,71%). Em relação aos riscos 56,82% já se envolveram em situação de risco ou já tiveram algum problema físico, mental ou social decorrente do consumo. Com relação ao padrão de consumo 44% apresentaram um escore compatível com possível dependência de álcool. Residir fora do local de trabalho, com os filhos, exposição a situação de risco, problemas físicos, consumo de outras drogas e tempo de prostituição foram as variáveis associadas estatisticamente ao consumo de bebidas alcoólicas por prostitutas. Conclusão: As mulheres do estudo apresentam um padrão de consumo de bebidas alcoólicas prejudicial, relacionado a danos a saúde associado a inúmeros fatores de risco, como sexo sem preservativo, dirigir alcoolizado, envolver-se em brigas, quedas e acidentes. Conhecer os fatores de risco associados possibilita embasamento para realização de ações voltadas especificamente para esse público.

  • LAÍS CARVALHO DE SÁ
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    SOROPREVALÊNCIA DA HEPATITE C E FATORES ASSOCIADOS EM USUÁRIOS DE CRACK NO PIAUÍ

  • Orientador : TELMA MARIA EVANGELISTA DE ARAUJO
  • Data: 17/12/2012
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  • INTRODUÇÃO: Entre as doenças infecciosas relacionadas ao uso de crack destaca-se a hepatite C. Certos hábitos podem manter os seus usuários em risco de transmissão e contágio, em especial aqueles relacionados aos instrumentos para a confecção e uso da droga. Além disso, participam de outros comportamentos que aumentam o risco de doenças infecciosas, como uso de outras drogas injetáveis ou práticas sexuais de alto risco. OBJETIVO: investigar a soroprevalência da hepatite C e os fatores associados em usuários de crack do Piauí. METODOLOGIA: Trata-se de um inquérito soro-epidemiológico, desenvolvido nos CAPS ad do Piauí. A coleta de dados foi realizada nos meses de dezembro/2011 a maio/2012, por meio da aplicação de formulário e coleta de sangue para pesquisa dos marcadores sorológicos. Os dados foram digitados e analisados com a utilização do software SPSS versão 18.0. Foram realizadas análises univariadas, por meio de estatísticas descritivas simples e bivariadas adotando-se o teste exato de Fisher e de Mann-Whitney com nível de significância (p<0,05). RESULTADOS: Dos 353 usuários de crack que participaram do estudo, 183 (51,8%) estavam na faixa etária de 20 a 30 anos, 297 (84,1%) eram homens e 103 (29,2%) apresentaram renda familiar de até 622 reais. Sobre o padrão de uso do crack, 185 (52,4%) usuários utilizaram a droga por um período superior a 37 meses; 197 (55,8%) relataram utilizá-la diariamente e os materiais utilizados para fabricação dos cachimbos foram mesclado (197/55,8%) e latas (191/54,1%). Constatou-se que a população investigada está exposta a condições que a torna susceptível à infecção pelo vírus da hepatite C, evidenciada pelo hábito de partilhar o cachimbo, uso de outras drogas, relações sexuais desprotegidas, prisões, aplicações de tatuagens e lesões nasais. Na pesquisa dos marcadores sorológicos da hepatite C, 05 (1,4%) foram positivos para o Anti-HCV e 04 (1,1%) para o RNA-HCV. Houve associação estatisticamente significativa entre o marcador sorológico Anti-HCV e idade, tempo de uso do crack, tempo de detenção, interrupção do uso do crack, hábito de partilhar os cachimbos e não queixas na garganta. Com relação ao RNA-HCV, as associações encontradas foram as mesmas, com exceção do tempo de detenção prisional. CONCLUSÃO: Os achados reforçam a necessidade urgente de implementação das políticas voltadas para os usuários de crack, devido ao acelerado processo de deterioração física e psíquica a que estão sujeitos, justificado pelo alto poder de dependência que a substância psicoativa provoca. É relevante a criação de programas de educação em saúde sobre os comportamentos de risco que os expõem a doenças infecciosas, como a Hepatite C.

     



  • ILLOMA ROSSANY LIMA LEITE
  • CARGA DE TRABALHO DE ENFERMAGEM EM TERAPIA INTENSIVA E FATORES ASSOCIADOS À SAÚDE DO TRABALHADOR

  • Orientador : GRAZIELLE ROBERTA FREITAS DA SILVA
  • Data: 10/12/2012
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  • Em terapia intensiva a avaliação da carga de trabalho de enfermagem, com o uso de instrumentos de medida, é importante fator para um adequado provimento de pessoal nessas unidades, devido suas implicações na qualidade da assistência prestada aos pacientes, bem como na saúde dos trabalhadores. Este estudo teve como objetivo avaliar a carga de trabalho de enfermagem em terapia intensiva por meio da aplicação do Nursing Activities Score (NAS) e fatores associados à saúde dos trabalhadores dessas unidades. Trata-se de pesquisa descritiva, com abordagem quantitativa, desenvolvida em duas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de um Hospital Público na cidade de Teresina, Piauí, entre setembro de 2011 a janeiro de 2012. A amostra foi constituída por 109 pacientes em sua maioria do sexo feminino (54,1%), com média de 50,8 anos, e por 64 profissionais de enfermagem, média de 44 anos, destes 70,5% eram técnicos de enfermagem, 18,8% enfermeiros e 6,2% auxiliares de enfermagem. Quanto à carga de trabalho, foram realizadas 1021 medidas do NAS obteve-se uma média geral do NAS de 69%, com mínimo de 45,4% e máximo de 112,9%, na assistência direta dos profissionais de enfermagem. Ao correlacionar a demanda de trabalho (NAS) com idade, tempo de permanência e desfecho clínico, houve significância estatística apenas com desfecho clínico (p=0,0001). Já com relação à saúde dos trabalhadores de enfermagem, apesar de 67,2% se consideram saudáveis, 89,1% afirmam apresentar algum problema de saúde relacionado ao trabalho e 70,3% considera que o trabalho nas UTI do estudo pode ser prejudicial às suas saúdes. Além disso, 61% dos profissionais não se sentem valorizados pelo trabalho que realizam nas UTI do estudo. Destes, 48,2% a justificam pela baixa remuneração, 20,7% pela sobrecarga de trabalho e 15,5% pela falta de reconhecimento social. Quando correlacionado os problemas de saúde relacionados ao trabalho com as variáveis idade, tempo de trabalho e turno de trabalho em UTI, verificou-se associação estatística apenas com a idade (p= 0,039). Conclui-se que a demanda de trabalho requerida pelo pacientes foi elevada, refletida através da alta média do NAS, e os profissionais apresentam quadro de saúde comprometido, reflexo também de uma sobrecarga de trabalho, segundo relato dos mesmos. Sugere-se que outros estudos relacionando as implicações da carga de trabalhado de enfermagem na qualidade de vida desses profissionais sejam realizados de maneira mais especifica, em conjunto com a aplicação de instrumentos como o NAS, no intuito de beneficiar pacientes, profissionais e instituições hospitalar.

  • ALINE SILVA SANTOS
  • “PREVALÊNCIA DO HIV EM CAMINHONEIROS QUE TRAFEGAM POR UMA CAPITAL DO NORDESTE.

  • Orientador : TELMA MARIA EVANGELISTA DE ARAUJO
  • Data: 10/12/2012
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  • INTRODUÇÃO: A infecção causada pelo Human Imunodeficiency Vírus (HIV) é um dos mais sérios problemas de saúde pública mundial, que sendo relacionado a comportamentos de risco, algumas características inerentes à cultura masculina podem torná-los mais suscetíveis. Nesse contexto, merecem destaque os caminhoneiros, população predominantemente masculina, que em função do trabalho permanece longos períodos fora de casa apresentando comportamentos de risco para as Doenças Sexualmente Transmissíveis. OBJETIVO: Investigar a prevalência da infecção pelo HIV e fatores associados, em caminhoneiros que trafegam por uma capital do Nordeste. METODOLOGIA: Realizou-se pesquisa transversal, em um posto de combustíveis situado em um bairro de Teresina, no período de maio a julho/2012, com 384 caminhoneiros. Os dados foram coletados mediante aplicação de formulários e teste rápido por meio de coleta de sangue para detecção dos anticorpos anti-HIV. Posteriormente, os dados foram digitados e analisados com a utilização do Software Statistical Package for Social Science versão 19.0. Foram realizadas estatísticas descritivas simples e para identificar os fatores preditores do uso da camisinha nas relações sexuais e da multiparceria sexual aplicou-se o teste de qui-quadrado e a razão de chance – Odds Ratio (OR). Para analisar a associação dos dados sociodemográficos com o sexo seguro, aplicou-se a anova com post hoc de Turkey. Na análise multivariada foi utilizada a OR ajustada. A significância estatística foi fixada em (p<0,05). Foram obedecidos todos os princípios da Resolução nº 196/96, do Conselho Nacional de Saúde. RESULTADOS: Observou-se que 100% dos entrevistados eram do sexo masculino; 57,5% tinham entre 31 e 50 anos; 69% casados ou em união estável; 58,6% residentes na região Nordeste e 79,4% adeptos à religião católica. Podem ser considerados como fatores de risco: baixa escolaridade (50%); uso de álcool (69,5%) e de drogas (26,8%); múltipla parceria sexual (50,3%); não uso ou uso esporádico de camisinha (56,3%). Com relação à testagem para

    infecção pelo HIV, detectou-se a prevalência de 0,8% entre os caminhoneiros. Verificou-se associação estatisticamente significativa entre o uso do preservativo e a situação conjugal (ORna=1,9; p<0,01;); ter filhos (ORna=2,1; p=0,01); ter apenas uma parceira sexual (ORna=0,3; p<0,01); e selecionar o parceiro sexual (ORna=2,5; p<0,01). E da variável multiparceria sexual com situação conjugal (ORna=0,3; p<0,01); uso de droga (ORna=2,0; p<0,01); uso de bebidas (ORna=0,4; p<0,01) e uso de drogas (ORna=2,5; p<0,01) antes das relações. CONCLUSÃO: A prevalência do vírus da imunodeficiência humana entre os caminhoneiros foi detectada neste estudo,associada aos fatores de risco, que tornam os motoristas vulneráveis à contaminação e ainda contribuem para disseminação do HIV na população em geral. O desafio é transmitir informação a essa população, carente de conhecimento e de acesso aos serviços de saúde, e sensibilizá-la para a mudança de comportamento.

     

  • ALINE SILVA SANTOS
  • “PREVALÊNCIA DO HIV EM CAMINHONEIROS QUE TRAFEGAM POR UMA CAPITAL DO NORDESTE"



  • Orientador : TELMA MARIA EVANGELISTA DE ARAUJO
  • Data: 10/12/2012
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  • INTRODUÇÃO: A infecção causada pelo Human Imunodeficiency Vírus (HIV) é um dos mais sérios problemas de saúde pública mundial, que sendo relacionado a comportamentos de risco, algumas características inerentes à cultura masculina podem torná-los mais suscetíveis. Nesse contexto, merecem destaque os caminhoneiros, população predominantemente masculina, que em função do trabalho permanece longos períodos fora de casa apresentando comportamentos de risco para as Doenças Sexualmente Transmissíveis. OBJETIVO: Investigar a prevalência da infecção pelo HIV e fatores associados, em caminhoneiros que trafegam por uma capital do Nordeste. METODOLOGIA: Realizou-se pesquisa transversal, em um posto de combustíveis situado em um bairro de Teresina, no período de maio a julho/2012, com 384 caminhoneiros. Os dados foram coletados mediante aplicação de formulários e teste rápido por meio de coleta de sangue para detecção dos anticorpos anti-HIV. Posteriormente, os dados foram digitados e analisados com a utilização do Software Statistical Package for Social Science versão 19.0. Foram realizadas estatísticas descritivas simples e para identificar os fatores preditores do uso da camisinha nas relações sexuais e da multiparceria sexual aplicou-se o teste de qui-quadrado e a razão de chance – Odds Ratio (OR). Para analisar a associação dos dados sociodemográficos com o sexo seguro, aplicou-se a anova com post hoc de Turkey. Na análise multivariada foi utilizada a OR ajustada. A significância estatística foi fixada em (p<0,05). Foram obedecidos todos os princípios da Resolução nº 196/96, do Conselho Nacional de Saúde. RESULTADOS: Observou-se que 100% dos entrevistados eram do sexo masculino; 57,5% tinham entre 31 e 50 anos; 69% casados ou em união estável; 58,6% residentes na região Nordeste e 79,4% adeptos à religião católica. Podem ser considerados como fatores de risco: baixa escolaridade (50%); uso de álcool (69,5%) e de drogas (26,8%); múltipla parceria sexual (50,3%); não uso ou uso esporádico de camisinha (56,3%). Com relação à testagem para infecção pelo HIV, detectou-se a prevalência de 0,8% entre os caminhoneiros. Verificou-se associação estatisticamente significativa entre o uso do preservativo e a situação conjugal (ORna=1,9; p<0,01;); ter filhos (ORna=2,1; p=0,01); ter apenas uma parceira sexual (ORna=0,3; p<0,01); e selecionar o parceiro sexual (ORna=2,5; p<0,01). E da variável multiparceria sexual com situação conjugal (ORna=0,3; p<0,01); uso de droga (ORna=2,0; p<0,01); uso de bebidas (ORna=0,4; p<0,01) e uso de drogas (ORna=2,5; p<0,01) antes das relações. CONCLUSÃO: A prevalência do vírus da imunodeficiência humana entre os caminhoneiros foi detectada neste estudo, associada aos fatores de risco, que tornam os motoristas vulneráveis à contaminação e ainda contribuem para disseminação do HIV na população em geral. O desafio é transmitir informação a essa população, carente de conhecimento e de acesso aos serviços de saúde, e sensibilizá-la para a mudança de comportamento.

  • SARAH NILKECE MESQUITA ARAUJO
  • MUCOSITE ORAL EM PACIENTES ONCOLÓGICOS E SUAS IMPLICAÇÕES PARA A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM

  • Orientador : MARIA HELENA BARROS ARAUJO LUZ
  • Data: 07/12/2012
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  • A mucosite é uma sequela citotóxica da terapêutica oncológica, que atinge a mucosa do tratro gastrointestinal, determinando sintomas que afetam a qualidade de vida do paciente, portanto de extrema importância para a assistência de enfermagem. Objetivou-se neste estudo caracterizar clinicamente a ocorrência de mucosite oral e sua correlação com a assistência de enfermagem. Para tanto, realizou-se estudo exploratório descritivo com abordagem quantitativa no período de agosto de 2011 a janeiro de 2012, em dois serviços especializados em oncologia no estado do Piauí, localizados em Teresina, um de natureza filantrópica e outro privada. A amostra do tipo aleatória simples constituiu-se por 213 pacientes com média de idade de 45,8 anos, majoritariamente do sexo feminino (65,3%), com até 11 anos de estudos (72,3%) e com renda básica de até um salário mínimo (37,1%). Quanto ao tratamento oncológico de escolha, a quimioterapia isolada apresentou a maior incidência (69,2%) e os cânceres mais observados foram da região da cabeça e pescoço (19%). As formas graves de mucosite relacionaram-se à quimiorradiação e à administração de quimioterápicos da classe dos alquilantes (46,7%). Percentual de 8,0% dos participantes tiveram seus tratamentos oncológicos interrompidos por conta da mucosite oral. Somente 25,3% dos pacientes relevaram ter recebido orientações de enfermeiros durante o tratamento e não se observou diferença significativa desta assistência no serviço público e privado. O bochecho com suspensão de nistatina (46,9%) foi o tratamento mais prescrito para mucosite e os distúrbios gastrointestinais (73,0%) foram as principais queixas relatadas. Concluiu-se que a mucosite oral é uma afecção de natureza multifatorial e conhecer os seus fatores de risco é precípuo para a formulação de uma assistência de enfermagem que vislumbre a prevenção, a partir da instituição de um plano de cuidados orais. Sugere-se um estudo de natureza qualitativa que complemente esta análise invocando os aspectos subjetivos destes pacientes.

  • SARAH NILKECE MESQUITA ARAUJO
  • MUCOSITE ORAL EM PACIENTES ONCOLÓGICOS E SUAS IMPLICAÇÕES PARA A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM


  • Orientador : MARIA HELENA BARROS ARAUJO LUZ
  • Data: 07/12/2012
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  • A mucosite é uma sequela citotóxica da terapêutica oncológica, que atinge a mucosa do tratro gastrointestinal, determinando sintomas que afetam a qualidade de vida do paciente, portanto de extrema importância para a assistência de enfermagem. Objetivou-se neste estudo caracterizar clinicamente a ocorrência de mucosite oral e sua correlação com a assistência de enfermagem. Para tanto, realizou-se estudo exploratório descritivo com abordagem quantitativa no período de agosto de 2011 a janeiro de 2012, em dois serviços especializados em oncologia no estado do Piauí, localizados em Teresina, um de natureza filantrópica e outro privada. A amostra do tipo aleatória simples constituiu-se por 213 pacientes com média de idade de 45,8 anos, majoritariamente do sexo feminino (65,3%), com até 11 anos de estudos (72,3%) e com renda básica de até um salário mínimo (37,1%). Quanto ao tratamento oncológico de escolha, a quimioterapia isolada apresentou a maior incidência (69,2%) e os cânceres mais observados foram da região da cabeça e pescoço (19%). As formas graves de mucosite relacionaram-se à quimiorradiação e à administração de quimioterápicos da classe dos alquilantes (46,7%). Percentual de 8,0% dos participantes tiveram seus tratamentos oncológicos interrompidos por conta da mucosite oral. Somente 25,3% dos pacientes relevaram ter recebido orientações de enfermeiros durante o tratamento e não se observou diferença significativa desta assistência no serviço público e privado. O bochecho com suspensão de nistatina (46,9%) foi o tratamento mais prescrito para mucosite e os distúrbios gastrointestinais (73,0%) foram as principais queixas relatadas. Concluiu-se que a mucosite oral é uma afecção de natureza multifatorial e conhecer os seus fatores de risco é precípuo para a formulação de uma assistência de enfermagem que vislumbre a prevenção, a partir da instituição de um plano de cuidados orais. Sugere-se um estudo de natureza qualitativa que complemente esta análise invocando os aspectos subjetivos destes pacientes.

     

     

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  • JULIANA VIEIRA FIGUEIREDO
  • "AMAMENTAÇÃO NO ALOJAMENTO CONJUNTO: o cuidado dos profissionais de enfermagem sob a ótica da fenomenologia".

  • Orientador : SILVANA SANTIAGO DA ROCHA
  • Data: 23/11/2012
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  • O cuidado dos profissionais de enfermagem para a promoção da amamentação no alojamento conjunto foi o objeto deste estudo, cujo objetivo foi compreender o significado desse cuidado à luz do pensamento filosófico de Martin Heidegger. Utilizou-se a fenomenologia de Martin Heidegger como referencial metodológico. Foram entrevistados doze profissionais da equipe de enfermagem que prestavam assistência direta ao recém-nascido em alojamento conjunto. Dos discursos, foram extraídas as estruturas essenciais que formaram três unidades de significação. O cuidado dos profissionais de enfermagem foi significado como auxílio, incentivo, orientação, aproximação entre mãe e filho, alegria, satisfação e gratificação para a equipe de enfermagem. A hermenêutica revelou que os profissionais de enfermagem ao expressarem o que fazem mostraram-se como ser-com-os-outros e ser-no-mundo. Como ser-no-mundo os profissionais de enfermagem mostraram-se como sendo-com-as-mães e sendo-com-os-recém-nascidos. A preocupação com o binômio mãe e filho motivou a equipe de enfermagem a realizar um cuidado autêntico, não substitutivo, mas que permitisse autonomia materna para aleitar o filho. Ao utilizarem uma linguagem conhecida das mães para orientá-las, mostraram a preocupação com a compreensão materna das informações sobre a amamentação. O cuidado dos profissionais de enfermagem em alojamento conjunto foi guiado pela disposição e pela consideração à puérpera e ao recém-nascido. O profissional de enfermagem mostrou-se na ocupação realizando atividades favoráveis ao aleitamento materno. Considera-se dessa forma que o significado desvelado do cuidado dos profissionais de enfermagem em alojamento conjunto mostra-se favorável ao estabelecimento precoce e à manutenção do aleitamento materno, evidenciando que a equipe de enfermagem realiza uma assistência singular e de qualidade em alojamento conjunto ao binômio mãe e filho.

  • JULIANA VIEIRA FIGUEIREDO
  • AMAMENTAÇÃO NO ALOJAMENTO CONJUNTO: o cuidado dos profissionais de enfermagem sob a ótica da fenomenologia

  • Orientador : SILVANA SANTIAGO DA ROCHA
  • Data: 23/11/2012
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  • O cuidado dos profissionais de enfermagem para a promoção da amamentação no alojamento conjunto foi o objeto deste estudo, cujo objetivo foi compreender o significado desse cuidado à luz do pensamento filosófico de Martin Heidegger. Utilizou-se a fenomenologia de Martin Heidegger como referencial metodológico. Foram entrevistados doze profissionais da equipe de enfermagem que prestavam assistência direta ao recém-nascido em alojamento conjunto. Dos discursos, foram extraídas as estruturas essenciais que formaram três unidades de significação. O cuidado dos profissionais de enfermagem foi significado como auxílio, incentivo, orientação, aproximação entre mãe e filho, alegria, satisfação e gratificação para a equipe de enfermagem. A hermenêutica revelou que os profissionais de enfermagem ao expressarem o que fazem mostraram-se como ser-com-os-outros e ser-no-mundo. Como ser-no-mundo os profissionais de enfermagem mostraram-se como sendo-com-as-mães e sendo-com-os-recém-nascidos. A preocupação com o binômio mãe e filho motivou a equipe de enfermagem a realizar um cuidado autêntico, não substitutivo, mas que permitisse autonomia materna para aleitar o filho. Ao utilizarem uma linguagem conhecida das mães para orientá-las, mostraram a preocupação com a compreensão materna das informações sobre a amamentação. O cuidado dos profissionais de enfermagem em alojamento conjunto foi guiado pela disposição e pela consideração à puérpera e ao recém-nascido. O profissional de enfermagem mostrou-se na ocupação realizando atividades favoráveis ao aleitamento materno. Considera-se dessa forma que o significado desvelado do cuidado dos profissionais de enfermagem em alojamento conjunto mostra-se favorável ao estabelecimento precoce e à manutenção do aleitamento materno, evidenciando que a equipe de enfermagem realiza uma assistência singular e de qualidade em alojamento conjunto ao binômio mãe e filho.

     

     

  • JULIANA VIEIRA FIGUEIREDO
  • "AMAMENTAÇÃO NO ALOJAMENTO CONJUNTO: o cuidado dos profissionais de enfermagem sob a ótica da fenomenologia".

  • Orientador : SILVANA SANTIAGO DA ROCHA
  • Data: 23/11/2012
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  • O cuidado dos profissionais de enfermagem para a promoção da amamentação no alojamento conjunto foi o objeto deste estudo, cujo objetivo foi compreender o significado desse cuidado à luz do pensamento filosófico de Martin Heidegger. Utilizou-se a fenomenologia de Martin Heidegger como referencial metodológico. Foram entrevistados doze profissionais da equipe de enfermagem que prestavam assistência direta ao recém-nascido em alojamento conjunto. Dos discursos, foram extraídas as estruturas essenciais que formaram três unidades de significação. O cuidado dos profissionais de enfermagem foi significado como auxílio, incentivo, orientação, aproximação entre mãe e filho, alegria, satisfação e gratificação para a equipe de enfermagem. A hermenêutica revelou que os profissionais de enfermagem ao expressarem o que fazem mostraram-se como ser-com-os-outros e ser-no-mundo. Como ser-no-mundo os profissionais de enfermagem mostraram-se como sendo-com-as-mães e sendo-com-os-recém-nascidos. A preocupação com o binômio mãe e filho motivou a equipe de enfermagem a realizar um cuidado autêntico, não substitutivo, mas que permitisse autonomia materna para aleitar o filho. Ao utilizarem uma linguagem conhecida das mães para orientá-las, mostraram a preocupação com a compreensão materna das informações sobre a amamentação. O cuidado dos profissionais de enfermagem em alojamento conjunto foi guiado pela disposição e pela consideração à puérpera e ao recém-nascido. O profissional de enfermagem mostrou-se na ocupação realizando atividades favoráveis ao aleitamento materno. Considera-se dessa forma que o significado desvelado do cuidado dos profissionais de enfermagem em alojamento conjunto mostra-se favorável ao estabelecimento precoce e à manutenção do aleitamento materno, evidenciando que a equipe de enfermagem realiza uma assistência singular e de qualidade em alojamento conjunto ao binômio mãe e filho.

  • MARYLANE VIANA DA SILVA
  • "IDOSO INSTITUCIONALIZADO: AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL PARA INTERVENÇÃO DE SAÚDE"

  • Orientador : MARIA DO LIVRAMENTO FORTES FIGUEIREDO
  • Data: 23/10/2012
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • O envelhecimento populacional é uma realidade em ascensão, decorrente das transformações epidemiológicas, sanitárias, socioeconômicas e tecnológicas. No entanto, pessoas com maior fragilidade nos suportes familiar, social e econômico tendem, com frequência, à institucionalização. Este estudo objetivou avaliar a capacidade funcional de idosos institucionalizados no município de Teresina/PI, através do Índex de Katz, com posterior levantamento dos diagnósticos de enfermagem nos idosos com maior comprometimento, a fim de sugerir um plano de cuidados terapêuticos, utilizando a Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE®) versão 1. Realizou-se estudo quantitativo do tipo transversal, desenvolvido em quatro Instituições de Longa Permanência para Iodos (ILPIs), no período de Agosto de 2011 a Janeiro de 2012, com uma população de 171 idosos. E em uma amostra de 19 idosos com maior grau de dependência funcional foram identificadas as Necessidades Humanas Básicas (NHB) e aplicada a CIPE para elaboração do plano de intervenções. Os dados foram organizados e analisados no software StatisticalPackage for Social Sciences (SPSS) versão 15.0, empregando a estatística descritiva para apresentação dos valores absolutos e relativos. Utilizou-se o teste Post Hoc – Turkey e a análise de variância (ANOVA) no cálculo das múltiplas comparações entre as médias encontradas nas ILPIs. Para investigar a associação dos estados clínicos de morbidade, lucidez e uso de cadeira de rodas à incapacidade funcional, utilizou-se o teste Quiquadrado de Pearson e a razão de chance OddsRatio (OR). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal do Piauí (UFPI), sob o nº CAAE 02120045000-11. Os resultados apontaram: taxa de institucionalização de 0,25%, predomínio de indivíduos do sexo masculino (0,32%), correspondendo a 91 (53,2%) do total de idosos. As variáveis de maior frequencia foram: faixa etária de 71 a 80 anos em 60 (35%), escolaridade de até 4 anos em 117 (68,4%) pessoas, renda de um salário mínimo em 155 (90,6%), trabalho informal em 78 (45,6%) indivíduos, aposentados 96 (56,2%) pessoas. Na análise de variância observou-se que: os idosos de idades mais avançadas residiam na ILPI D e apresentaram média de 83,65 anos; a escolaridade média dos moradores do abrigo C foi de 3,48 anos; o tempo de permanência na ILPI A foi de 122,15 meses. Na associação dos fatores relacionados à autonomia funcional, os idosos de maior idade apresentaram pior grau de dependência funcional. A análise estatística não foi significante entre os estados clínicos de morbidade e a dependência funcional, mas mostrou que idosos com prejuízos do estado de lucidez apresentaram risco maior (4,5) de serem dependentes funcionais; já para aqueles que se utilizaram de cadeira de rodas o risco foi de 0,15 vezes. Os diagnósticos de enfermagem mais evidentes foram: 18 (94,8%) efeitos severos ao uso de polifármacos, 10 (52,6%) delírios e 12 (46,1%) lesão por transferência. As intervenções e resultados esperados relacionam-se ao atendimento das necessidades afetadas e de adaptação. Concluiu-se que idosos de maior idade, com prejuízos do estado de lucidez e na mobilidade física apresentaram vulnerabilidade à dependência funcional, demandando, assim, intervenções de enfermagem mais complexas e contínuas.

  • MARYLANE VIANA DA SILVA
  • "IDOSO INSTITUCIONALIZADO: AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL PARA INTERVENÇÃO DE SAÚDE".

  • Orientador : MARIA DO LIVRAMENTO FORTES FIGUEIREDO
  • Data: 23/10/2012
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  • O envelhecimento populacional é uma realidade em ascensão, decorrente das transformações epidemiológicas, sanitárias, socioeconômicas e tecnológicas. No entanto, pessoas com maior fragilidade nos suportes familiar, social e econômico tendem, com frequência, à institucionalização. Este estudo objetivou avaliar a capacidade funcional de idosos institucionalizados no município de Teresina/PI, através do Índex de Katz, com posterior levantamento dos diagnósticos de enfermagem nos idosos com maior comprometimento, a fim de sugerir um plano de cuidados terapêuticos, utilizando a Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE®) versão 1. Realizou-se estudo quantitativo do tipo transversal, desenvolvido em quatro Instituições de Longa Permanência para Iodos (ILPIs), no período de Agosto de 2011 a Janeiro de 2012, com uma população de 171 idosos. E em uma amostra de 19 idosos com maior grau de dependência funcional foram identificadas as Necessidades Humanas Básicas (NHB) e aplicada a CIPE para elaboração do plano de intervenções. Os dados foram organizados e analisados no software StatisticalPackage for Social Sciences (SPSS) versão 15.0, empregando a estatística descritiva para apresentação dos valores absolutos e relativos. Utilizou-se o teste Post Hoc – Turkey e a análise de variância (ANOVA) no cálculo das múltiplas comparações entre as médias encontradas nas ILPIs. Para investigar a associação dos estados clínicos de morbidade, lucidez e uso de cadeira de rodas à incapacidade funcional, utilizou-se o teste Quiquadrado de Pearson e a razão de chance OddsRatio (OR). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal do Piauí (UFPI), sob o nº CAAE 02120045000-11. Os resultados apontaram: taxa de institucionalização de 0,25%, predomínio de indivíduos do sexo masculino (0,32%), correspondendo a 91 (53,2%) do total de idosos. As variáveis de maior frequencia foram: faixa etária de 71 a 80 anos em 60 (35%), escolaridade de até 4 anos em 117 (68,4%) pessoas, renda de um salário mínimo em 155 (90,6%), trabalho informal em 78 (45,6%) indivíduos, aposentados 96 (56,2%) pessoas. Na análise de variância observou-se que: os idosos de idades mais avançadas residiam na ILPI D e apresentaram média de 83,65 anos; a escolaridade média dos moradores do abrigo C foi de 3,48 anos; o tempo de permanência na ILPI A foi de 122,15 meses. Na associação dos fatores relacionados à autonomia funcional, os idosos de maior idade apresentaram pior grau de dependência funcional. A análise estatística não foi significante entre os estados clínicos de morbidade e a dependência funcional, mas mostrou que idosos com prejuízos do estado de lucidez apresentaram risco maior (4,5) de serem dependentes funcionais; já para aqueles que se utilizaram de cadeira de rodas o risco foi de 0,15 vezes. Os diagnósticos de enfermagem mais evidentes foram: 18 (94,8%) efeitos severos ao uso de polifármacos, 10 (52,6%) delírios e 12 (46,1%) lesão por transferência. As intervenções e resultados esperados relacionam-se ao atendimento das necessidades afetadas e de adaptação. Concluiu-se que idosos de maior idade, com prejuízos do estado de lucidez e na mobilidade física apresentaram vulnerabilidade à dependência funcional, demandando, assim, intervenções de enfermagem mais complexas e contínuas.

  • MARYLANE VIANA DA SILVA
  • "IDOSO INSTITUCIONALIZADO: AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL PARA INTERVENÇÃO DE SAÚDE".

  • Orientador : MARIA DO LIVRAMENTO FORTES FIGUEIREDO
  • Data: 23/10/2012
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  • O envelhecimento populacional é uma realidade em ascensão, decorrente das transformações epidemiológicas, sanitárias, socioeconômicas e tecnológicas. No entanto, pessoas com maior fragilidade nos suportes familiar, social e econômico tendem, com frequência, à institucionalização. Este estudo objetivou avaliar a capacidade funcional de idosos institucionalizados no município de Teresina/PI, através do Índex de Katz, com posterior levantamento dos diagnósticos de enfermagem nos idosos com maior comprometimento, a fim de sugerir um plano de cuidados terapêuticos, utilizando a Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE®) versão 1. Realizou-se estudo quantitativo do tipo transversal, desenvolvido em quatro Instituições de Longa Permanência para Iodos (ILPIs), no período de Agosto de 2011 a Janeiro de 2012, com uma população de 171 idosos. E em uma amostra de 19 idosos com maior grau de dependência funcional foram identificadas as Necessidades Humanas Básicas (NHB) e aplicada a CIPE para elaboração do plano de intervenções. Os dados foram organizados e analisados no software StatisticalPackage for Social Sciences (SPSS) versão 15.0, empregando a estatística descritiva para apresentação dos valores absolutos e relativos. Utilizou-se o teste Post Hoc – Turkey e a análise de variância (ANOVA) no cálculo das múltiplas comparações entre as médias encontradas nas ILPIs. Para investigar a associação dos estados clínicos de morbidade, lucidez e uso de cadeira de rodas à incapacidade funcional, utilizou-se o teste Quiquadrado de Pearson e a razão de chance OddsRatio (OR). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal do Piauí (UFPI), sob o nº CAAE 02120045000-11. Os resultados apontaram: taxa de institucionalização de 0,25%, predomínio de indivíduos do sexo masculino (0,32%), correspondendo a 91 (53,2%) do total de idosos. As variáveis de maior frequencia foram: faixa etária de 71 a 80 anos em 60 (35%), escolaridade de até 4 anos em 117 (68,4%) pessoas, renda de um salário mínimo em 155 (90,6%), trabalho informal em 78 (45,6%) indivíduos, aposentados 96 (56,2%) pessoas. Na análise de variância observou-se que: os idosos de idades mais avançadas residiam na ILPI D e apresentaram média de 83,65 anos; a escolaridade média dos moradores do abrigo C foi de 3,48 anos; o tempo de permanência na ILPI A foi de 122,15 meses. Na associação dos fatores relacionados à autonomia funcional, os idosos de maior idade apresentaram pior grau de dependência funcional. A análise estatística não foi significante entre os estados clínicos de morbidade e a dependência funcional, mas mostrou que idosos com prejuízos do estado de lucidez apresentaram risco maior (4,5) de serem dependentes funcionais; já para aqueles que se utilizaram de cadeira de rodas o risco foi de 0,15 vezes. Os diagnósticos de enfermagem mais evidentes foram: 18 (94,8%) efeitos severos ao uso de polifármacos, 10 (52,6%) delírios e 12 (46,1%) lesão por transferência. As intervenções e resultados esperados relacionam-se ao atendimento das necessidades afetadas e de adaptação. Concluiu-se que idosos de maior idade, com prejuízos do estado de lucidez e na mobilidade física apresentaram vulnerabilidade à dependência funcional, demandando, assim, intervenções de enfermagem mais complexas e contínuas.


  • WALKIRIA DE CARVALHO MENDES
  •  Diagnóstico dos Resíduos de Serviço de Saúde de um Instituto de Referência em Doenças Tropicais

  • Orientador : MARIA DO LIVRAMENTO FORTES FIGUEIREDO
  • Data: 27/08/2012
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  • A sociedade moderna defronta-se com o grande desafio da geração excessiva de resíduos sólidos, especialmente, porque o aumento da quantidade destes materiais supera a capacidade de absorção e degradação pela natureza, o que resulta em danos ao meio ambiente que repercutem na saúde e na qualidade de vida das pessoas. Os Resíduos de Serviços de Saúde, quando mal gerenciados oferecem sérios riscos sanitários e ambientais, daí a necessidade de investigações, com vistas a elaboração de planos de gerenciamento destes resíduos, capazes de minimizarem os impactos no seu manejo, tratamento e destino final dos Resíduos de Serviços de Saúde, trata-se de estudo exploratório, observacional e descritivo, com análise de dados quantitativos, que teve como objetivo investigar a situação dos Resíduos de Serviços de Saúde em um instituto de referência em doenças tropicais, tendo como base as recomendações legais vigentes no Brasil. A produção dos dados se deu em duas etapas: na primeira utilizou-se a estratégia da observação sistemática de todos os passos desenvolvidos no manejo dos Resíduos de Serviços de Saúde da instituição investigada e a segunda por meio de três modelos de entrevistas estruturadas com questões fechadas respondidas por uma amostra de 184 pessoas distribuídas nas seguintes categorias laborais: trabalhadores de serviço de saúde (49 indivíduos), profissionais da saúde (124 indivíduos) e gestores setoriais de saúde (11 indivíduos), os quais responderam as entrevistas após a leitura e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) concordando em participar da investigação. Os dados resultantes da observação sistemática no campo da investigação foram registrados em bloco de notas e discutidos criticamente à luz das normas, resoluções e leis vigentes no Brasil sobre os RSS, bem como, na produção cientifica congênere. Já os dados resultantes das entrevistas foram digitados no programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) for Windows, versão 18.0 foram tratados estatisticamente e geraram tabelas, nas quais se apresentaram as variáveis que responderam os objetivos da investigação. Conclui-se ser precário o conhecimento acerca do PGRSS, como também sobre todas as etapas do manejo dos RSS no cenário do estudo, por parte da amostra de indivíduos pesquisada. Evidenciou-se ainda a necessidade urgente da elaboração do PGRSS que deverá ser implantado e implementado após licenciamento sanitário e ambiental, sendo imprescindível a execução das ações de educação permanente junto a todos os envolvidos no manejo dos RSS, desde a produção até o destino final.

  • MARIANA BARBOSA DIAS
  • VOZES DO CARPINA: O ADOECER, O VIVER E O CUIDAR DE PESSOAS COM HANSENÍASE
  • Orientador : LIDYA TOLSTENKO NOGUEIRA
  • Data: 28/06/2012
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  • A hanseníase, apesar dos significativos avanços para o diagnóstico, controle e tratamento, ainda é estigmatizada como enfermidade que implica isolamento do doente, marcado pelo sofrimento, abandono, problemas psicossociais e preconceito. Trata-se de pesquisa qualitativa, com abordagem histórica, com o objetivo de resgatar a institucionalização da hanseníase no Piauí, no recorte temporal compreendido entre 1931 e 1986, no Hospital Colônia do Carpina, de Parnaíba. Para a coleta de dados, realizada de julho a dezembro de 2011, recorreu-se a entrevistas semiestruturadas com 17 sujeitos. A memória foi utilizada como referencial teórico para nortear a realização da pesquisa e a História Oral como método-fonte-técnica para a obtenção dos dados, além de fontes documentais como: atas, relatórios, prontuários e fotografias. Na análise dos dados foram construídos quatro eixos temáticos: a institucionalização do isolamento compulsório da hanseníase no Piauí; a vida dos pacientes na Colônia do Carpina; os saberes e fazeres dos trabalhadores de enfermagem e, o estigma, exclusão e preconceito. No Piauí, o controle da doença, que inicialmente esteve sob a administração de entidades filantrópicas, passou ao controle do Estado no final da década de 1930, quando foi implantado o modelo tripé de combate à doença. As vivências nas relações sociais no Hospital Colônia do Carpina eram construídas para ajudar a minimizar as dores e os sofrimentos do isolamento compulsório. Foi possível desvelar como se caracterizou a Enfermagem laica de um hospital colônia, exercida pelos próprios pacientes e como se deu a construção dos saberes e fazeres na Enfermagem da época. Dessa forma, a prática do confinamento compulsório dos enfermos em instituições asilares contribuiu para solidificação histórica do estigma em torno da doença e do doente, despertando na sociedade e na família atitudes e sentimentos de preconceito e medo, que interferiram na reintegração social e familiar desses indivíduos. Os relatos dos entrevistados se constituíram em importantes fontes documentais para o acervo e o conhecimento da história da hanseníase no Piauí. Portanto, observa-se a necessidade de gestores e profissionais locais da saúde, sobretudo os enfermeiros, repensarem as estratégias vigentes de reabilitação social do doente e ex-doente de hanseníase, visando à supressão do estigma focalizado na imagem e na história de vida desses indivíduos.

  • FRANCIDALMA SOARES SOUSA CARVALHO FILHA
  • "AVALIAÇÃO DO PROGRAMA DE HIPERTENSÃO ARTERIAL E DIABETES NA PERSPECTIVA DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE E USUÁRIOS".

     

     

  • Orientador : LIDYA TOLSTENKO NOGUEIRA
  • Data: 07/05/2012
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  • A avaliação em saúde é uma prática fundamental para os gestores e para os profissionais de saúde, usuários e instituições envolvidas. Neste estudo, objetivou-se avaliar o Programa de Hipertensão Arterial e Diabetes (HiperDia) na perspectiva de profissionais de saúde e usuários. Realizou-se uma pesquisa avaliativa por triangulação de métodos.  O cenário do estudo foi o município de Caxias (MA), onde se abordaram 124 trabalhadores de saúde, com os quais se realizaram entrevistas. Foram aplicados formulários a 1.024 hipertensos e/ou diabéticos cadastrados no HiperDia. Os dados obtidos com os profissionais foram submetidos à Análise Temática. Quanto aos usuários, compôs-se um banco de dados, no software Statistical Package for the Social Sciences – SPSS e, posteriormente, consolidados por meio das técnicas de estatísticas descritivas. Procedeu-se à discussão dos achados com base na literatura produzida sobre o tema. Os principais resultados revelaram que os profissionais de saúde têm desenvolvido importantes atividades no HiperDia, entretanto, em geral, não realizam planejamento e nem as implementam conforme as normas estabelecidas para cada categoria profissional, demonstradas em um modelo lógico produzido no trabalho. As estratégias desenvolvidas para aumentar o número de usuários cadastrados e intensificar o acompanhamento concentram-se em consultas, visitas domiciliares, busca ativa por faltosos e ações em grupo, com predomínio de palestras. A maioria dos profissionais de saúde considera o HiperDia um excelente dispositivo de atenção à saúde, com vistas a diminuir sequelas e complicações advindas do mau controle dos agravos e também aponta como aspectos negativos a falta de insumos e materiais necessários ao atendimento, o distanciamento de alguns profissionais na assistência aos usuários e a falta de tempo para a adequada realização das ações; além da falta de adesão ao tratamento. Quanto aos hipertensos e/ou diabéticos, 69,6%, são mulheres; 56,5% não sabem ler/escrever; 62,5% têm idade superior a 60 anos. Como dificuldades para realizar o acompanhamento, 27% apontam a falta de medicamentos na Unidade Básica de Saúde, e 12,1% utilizam medicamentos não fornecidos na Farmácia Básica. 53,7% realizam consultas e 72,4% fazem exames de acompanhamento semestral ou anualmente. Para 64,1%, a assistência recebida na APS é avaliada como boa. Concluiu-se que algumas iniciativas precisam ser implementadas para melhorar o HiperDia, como ampliar o acervo e a quantidade de medicamentos, intensificar o rastreamento de hipertensos e/ou diabéticos, cadastrando-os precocemente, além de descentralizar pontos de coleta de exames, sobretudo na zona rural, o que facilitaria o acesso dos usuários.

     

  • FRANCIDALMA SOARES SOUSA CARVALHO FILHA
  • “AVALIAÇÃO DO PROGRAMA DE HIPERTENSÃO ARTERIAL E DIABETES NA PERSPECTIVA DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE E USUÁRIOS".

     

     

  • Orientador : LIDYA TOLSTENKO NOGUEIRA
  • Data: 07/05/2012
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  • A avaliação em saúde é uma prática fundamental para os gestores e para os profissionais de saúde, usuários e instituições envolvidas. Neste estudo, objetivou-se avaliar o Programa de Hipertensão Arterial e Diabetes (HiperDia) na perspectiva de profissionais de saúde e usuários. Realizou-se uma pesquisa avaliativa por triangulação de métodos.  O cenário do estudo foi o município de Caxias (MA), onde se abordaram 124 trabalhadores de saúde, com os quais se realizaram entrevistas. Foram aplicados formulários a 1.024 hipertensos e/ou diabéticos cadastrados no HiperDia. Os dados obtidos com os profissionais foram submetidos à Análise Temática. Quanto aos usuários, compôs-se um banco de dados, no software Statistical Package for the Social Sciences – SPSS e, posteriormente, consolidados por meio das técnicas de estatísticas descritivas. Procedeu-se à discussão dos achados com base na literatura produzida sobre o tema. Os principais resultados revelaram que os profissionais de saúde têm desenvolvido importantes atividades no HiperDia, entretanto, em geral, não realizam planejamento e nem as implementam conforme as normas estabelecidas para cada categoria profissional, demonstradas em um modelo lógico produzido no trabalho. As estratégias desenvolvidas para aumentar o número de usuários cadastrados e intensificar o acompanhamento concentram-se em consultas, visitas domiciliares, busca ativa por faltosos e ações em grupo, com predomínio de palestras. A maioria dos profissionais de saúde considera o HiperDia um excelente dispositivo de atenção à saúde, com vistas a diminuir sequelas e complicações advindas do mau controle dos agravos e também aponta como aspectos negativos a falta de insumos e materiais necessários ao atendimento, o distanciamento de alguns profissionais na assistência aos usuários e a falta de tempo para a adequada realização das ações; além da falta de adesão ao tratamento. Quanto aos hipertensos e/ou diabéticos, 69,6%, são mulheres; 56,5% não sabem ler/escrever; 62,5% têm idade superior a 60 anos. Como dificuldades para realizar o acompanhamento, 27% apontam a falta de medicamentos na Unidade Básica de Saúde, e 12,1% utilizam medicamentos não fornecidos na Farmácia Básica. 53,7% realizam consultas e 72,4% fazem exames de acompanhamento semestral ou anualmente. Para 64,1%, a assistência recebida na APS é avaliada como boa. Concluiu-se que algumas iniciativas precisam ser implementadas para melhorar o HiperDia, como ampliar o acervo e a quantidade de medicamentos, intensificar o rastreamento de hipertensos e/ou diabéticos, cadastrando-os precocemente, além de descentralizar pontos de coleta de exames, sobretudo na zona rural, o que facilitaria o acesso dos usuários.

  • FRANCIDALMA SOARES SOUSA CARVALHO FILHA
  • "AVALIAÇÃO DO PROGRAMA DE HIPERTENSÃO ARTERIAL E DIABETES NA PERSPECTIVA DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE E USUÁRIOS"

     

     

  • Orientador : LIDYA TOLSTENKO NOGUEIRA
  • Data: 07/05/2012
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  • A avaliação em saúde é uma prática fundamental para os gestores e para os profissionais de saúde, usuários e instituições envolvidas. Neste estudo, objetivou-se avaliar o Programa de Hipertensão Arterial e Diabetes (HiperDia) na perspectiva de profissionais de saúde e usuários. Realizou-se uma pesquisa avaliativa por triangulação de métodos.  O cenário do estudo foi o município de Caxias (MA), onde se abordaram 124 trabalhadores de saúde, com os quais se realizaram entrevistas. Foram aplicados formulários a 1.024 hipertensos e/ou diabéticos cadastrados no HiperDia. Os dados obtidos com os profissionais foram submetidos à Análise Temática. Quanto aos usuários, compôs-se um banco de dados, no software Statistical Package for the Social Sciences – SPSS e, posteriormente, consolidados por meio das técnicas de estatísticas descritivas. Procedeu-se à discussão dos achados com base na literatura produzida sobre o tema. Os principais resultados revelaram que os profissionais de saúde têm desenvolvido importantes atividades no HiperDia, entretanto, em geral, não realizam planejamento e nem as implementam conforme as normas estabelecidas para cada categoria profissional, demonstradas em um modelo lógico produzido no trabalho. As estratégias desenvolvidas para aumentar o número de usuários cadastrados e intensificar o acompanhamento concentram-se em consultas, visitas domiciliares, busca ativa por faltosos e ações em grupo, com predomínio de palestras. A maioria dos profissionais de saúde considera o HiperDia um excelente dispositivo de atenção à saúde, com vistas a diminuir sequelas e complicações advindas do mau controle dos agravos e também aponta como aspectos negativos a falta de insumos e materiais necessários ao atendimento, o distanciamento de alguns profissionais na assistência aos usuários e a falta de tempo para a adequada realização das ações; além da falta de adesão ao tratamento. Quanto aos hipertensos e/ou diabéticos, 69,6%, são mulheres; 56,5% não sabem ler/escrever; 62,5% têm idade superior a 60 anos. Como dificuldades para realizar o acompanhamento, 27% apontam a falta de medicamentos na Unidade Básica de Saúde, e 12,1% utilizam medicamentos não fornecidos na Farmácia Básica. 53,7% realizam consultas e 72,4% fazem exames de acompanhamento semestral ou anualmente. Para 64,1%, a assistência recebida na APS é avaliada como boa. Concluiu-se que algumas iniciativas precisam ser implementadas para melhorar o HiperDia, como ampliar o acervo e a quantidade de medicamentos, intensificar o rastreamento de hipertensos e/ou diabéticos, cadastrando-os precocemente, além de descentralizar pontos de coleta de exames, sobretudo na zona rural, o que facilitaria o acesso dos usuários.

  • MARIA DO CARMO DE MORAIS CASTRO
  • ATUAÇÃO DAS ENFERMEIRAS NO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA EM TERESINA (1996-2000)

  • Orientador : BENEVINA MARIA VILAR TEIXEIRA NUNES
  • Data: 23/04/2012
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  • O objeto deste estudo foi a atuação das enfermeiras no processo de implantação do Programa Saúde da Família no município de Teresina, e os objetivos foram: descrever as circunstâncias que ensejaram a implantação do Programa Saúde da Família no município de Teresina; analisar a atuação das enfermeiras no processo de implantação do Programa Saúde da Família em Teresina; discutir as implicações da atuação das enfermeiras no Programa Saúde da Família para a reconfiguração da assistência à saúde de Teresina. Trata-se de uma pesquisa histórico-social, na qual utilizou-se a perspectiva da história oral para a produção dos dados e os conceitos de habitus, campo, capital, poder e violência simbólica do sociólogo francês Pierre Bourdieu como referencial teórico. A pesquisa foi submetida à análise e aprovação do Comitê de Ética da Universidade Federal do Piauí. O período estudado compreendeu os anos de 1996 a 2000 e teve como colaboradores 10 enfermeiras e 1 gestor da Saúde. Foram utilizados também como fontes de dados documentos da Fundação Municipal de Saúde e da Cooperativa dos Profissionais de Saúde do Estado do Piauí. Os resultados apontam que o processo de implantação do Programa Saúde da Família em Teresina foi permeado de conflitos e contradições, mas se concretizou por meio de acontecimentos engrandecedores para as enfermeiras, para o município e para todos os envolvidos. As lutas empreendidas por essas profissionais nesse espaço social foram fundamentais para tomada de posição no Programa Saúde Família, iniciaram ainda no momento da admissão, e prosseguiram nas questões relacionadas à diferença salarial entre médicos e enfermeiras, assim como pela definição de papéis dentro da equipe. Antes da atuação junto à população, as enfermeiras iniciaram a incorporação do novo habitus por meio de treinamentos específicos e, posteriormente, ao desenvolverem suas ações nas áreas. Como implicações de suas atuações no processo de implantação do Programa Saúde da Família para a reconfiguração da assistência à saúde de Teresina, ressaltamos a contribuição para a construção da rede assistencial na atenção básica; a melhoria na infra-estrutura das áreas de cobertura das equipes; influência na mudança de comportamento da população com relação aos cuidados com a saúde e promoção da autonomia dos usuários do sistema.  As enfermeiras também obtiveram ganhos simbólicos nesse processo, pois à medida que contribuíam para as repercussões positivas do Programa, eram reconhecidas como profissionais comprometidas, competentes e adquiriram maior credibilidade junto à população, que passou a ver essas profissionais como referência na equipe do Programa de Saúde da Família. Os reflexos desses ganhos simbólicos são identificados, nos dias atuais, na autonomia que as enfermeiras dispõem nessa área e, de certa maneira, na mudança da imagem de subordinação associada a essas profissionais no decorrer dos anos.

  • CLAUDIA DANIELLA AVELINO VASCONCELOS BENICIO
  • PREVALÊNCIA E FATORES DE RISCO DE INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM MULHERES ATENDIDAS EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE

     

  • Orientador : MARIA HELENA BARROS ARAUJO LUZ
  • Data: 10/04/2012
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  • A Incontinência Urinária (IU) é definida pela International Continence Society (ICS) como a queixa de qualquer perda involuntária de urina. É um desvio de saúde que atinge grande parte da população, especialmente o sexo feminino, apresentando crescente prevalência em todo o mundo e provocando significativas alterações na vida das pessoas. Esta pesquisa objetivou estimar a prevalência de IU e sua correlação com os fatores de risco em mulheres atendidas em ambulatório de ginecologia de uma Unidade Básica de Saúde de Teresina - PI. Estudo do tipo exploratório-descritivo, transversal, com abordagem quantitativa, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí com o CAAE 0368.0.045.000-10. Participaram do estudo 306 mulheres com idade mínima de 20 e máxima de 83 anos. Utilizou-se como instrumento de investigação um formulário estruturado composto por três blocos: (1) dados sociodemográficos, (2) dados clínicos e (3) manejo da IU. Realizou-se análise estatística descritiva a partir da distribuição da freqüência e percentuais das variáveis, utilizando-se medidas de tendência central e dispersão, o teste  (Chi-quadrado) com nível de significância  α = 5% para verificar as possíveis associações entre os quesitos estabelecidos nos objetivos específicos da pesquisa. O teste selecionado para observar a diferença entre o grupo que apresentou e o que não apresentou IU foi o de Mann-Whitney. A prevalência de IU foi de 40,8%, sendo que a maioria apresentou Incontinência Urinária de Esforço (IUE) com o percentual de 60,0%, seguida da Urge-Incontinência (UI) com 28,2%; e 12,1%, para Incontinência Urinária Mista (IUM). Dentre os fatores de risco mais fortemente associados à IU, com significância estatística, encontraram-se a idade (p<0,001), as doenças neurológicas (p=0,005), a diabetes (p=0,024), hipertensão (p=0,001), o tabagismo (p<0,001), o uso de cafeína (p=0,018), cirurgias pélvicas (p=0,001), cirurgias abdominais (p=0,037), cirurgias pélvicas e abdominais (p=0,007), o uso de anti-hipertensivos (p=0,002), a obesidade (p=0,010), constipação (p=0,013) e os eventos obstétricos: (número de gestações, número de partos normais e número de abortos), todos com p<0,001. Destaca-se que quanto ao perfil sociodemográfico e clínico predominaram mulheres com ensino médio completo (29,6%), casadas (51,2%), naturais de Teresina (40,0%), de cor parda (64,8%), com 04 a 06 pessoas na família (55,2%), com diversas ocupações e renda mensal e familiar entre um e dois salários mínimos (44,8%) e (55,2%), respectivamente, hipertensas (58,1%), que tinham o hábito de consumir cafeína (63,9%), submetidas a cirurgias pélvicas (69,0%), que usavam anti-hipertensivo (53,3%), e que apresentavam constipação intestinal (67,6%). Considerando o manejo da IU, verificou-se a falta de informação, o desconhecimento e descuido quanto à utilização de medidas preventivas e de tratamento da IU. Conclui-se que o estudo possibilitou conhecer a situação da IU em mulheres assistidas na Atenção Básica, evidenciando resultados semelhantes aos existentes na literatura, contribuindo com informações relevantes e originais sobre a IU, podendo despertar nos profissionais e gestores de saúde pública a necessidade de maior atenção para essa clientela, no sentido de prevenção e melhoria da qualidade de vida.

  • DINAH SA REZENDE NETA
  • AÇÕES DE ENFERMAGEM E IMPLICAÇÕES PARA O AUTOCUIDADO DE PESSOAS COM DIABETES MELLITUS 

  • Orientador : GRAZIELLE ROBERTA FREITAS DA SILVA
  • Data: 29/03/2012
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  • As doenças crônicas afetam grande parte da população.  Causam  sérias consequências econômicas e sociais.  Constituem-se em desafio para  os atuais sistemas de saúde. O diabetes mellitus está inserido nesse contexto por ser uma doença crônico-degenerativa, que exige participação ativa tanto dos profissionais de saúde, em que se destaca o enfermeiro, quanto do próprio indivíduo, para a garantia do autogerenciameto e adesão às atividades de autocuidado com o diabetes.  Assim, propôs-se analisar o autocuidado de pacientes com diabetes mellitus tipo 2 na Estratégia Saúde da Família em Teresina-PI. Trata-se de uma pesquisa epidemiológica com delineamento transversal. A população do estudo foi composta por pacientes com diabetes mellitus tipo 2 de ambos os sexos, acompanhados pelas equipes saúde da família. Selecionaram-se as equipes e os pacientes por amostragem probabilística simples, finalizando com uma amostra de 331 diabéticos distribuídos equitativamente em 130 equipes. Foram utilizados questionários que abordavam as características demográficas e socioeconômicas dos sujeitos, as orientações recebidas pelo profissional enfermeiro e a adesão ao  regime terapêutico, por meio da aplicação do Questionário de Atividades de Autocuidado com o Diabetes. Utilizou-se o programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) na versão 18.0 para a análise estatística descritiva com aplicação do teste Qui-quadrado de Pearson e teste Mann Whitney com nível de significância (p<0,05),para verificar as possíveis associações entre as variáveis. A média de idade dos participantes foi de aproximadamente 59 anos, houve predomínio do sexo feminino. Grande parte vivia com companheiro, tinha até 4 anos de estudo, pertencia à religião católica, convivia  em média 4 pessoas no domicílio, com renda familiar de 1 a 3 salários mínimos. Entre as comorbidades, a hipertensão arterial e dislipidemia foram as mais citadas. Destacaram-se a hiperglicemia e retinopatia como as principais complicações e os antidiabéticos orais como forma de tratamento. Mostraram-se carentes de informações dispensadas pelo profissional enfermeiro referentes a alguns aspectos do autocuidado,  como  examinar os pés, secar os espaços interdigitais, inspecionar  os sapatos antes de calçá-los e automonitorização da glicemia capilar. A aplicação do Questionário de Atividades de Autocuidado com o Diabetes revelou que eles têm baixa aderência à automonitorização  glicêmica, à prática de exercícios físicos e cuidados com os pés, porém com boa aceitação da medicação. De modo geral, a presente investigação apontou associação estatisticamente significativa das orientações disponibilizadas pelos enfermeiros na aderência às atividades de autocuidado com o diabetes. Conclui-se que há necessidade de concentração de esforços na sensibilização para a mudança do estilo de vida e desenvolvimento de habilidades para o autocuidado. Um programa de práticas educativas, realizadas  de forma continuada, certamente diminuiria os riscos a que essa população está suscetível.  

  • LIVIA MARIA MELLO VIANA
  • AVALIAÇÃO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE DE TERESINA NA PERSPECTIVA DAS USUÁRIAS

  • Orientador : INEZ SAMPAIO NERY
  • Data: 16/03/2012
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  • Atenção Primária a Saúde (APS) representa o primeiro contato na rede assistencial dentro do sistema de saúde, caracterizando-se, principalmente, pela continuidade e integralidade da atenção, além da coordenação da assistência dentro do próprio sistema, da atenção centrada na família, da orientação e participação comunitária. Objetivou-se avaliar a APS por meio da aplicação do PCATool - Brasil às usuárias atendidas por equipes da Estratégia Saúde da Família (eSF) no município de Teresina - Piauí. Trata-se de um estudo exploratório, descritivo de corte transversal. A população foi composta por usuárias adultas atendidas pelas equipes da eSF na zona urbana de Teresina com utilização de amostragem aleatória simples por conglomerado. A moldura da amostragem compôs-se de 146 equipes com um total de 1098 usuárias. Utilizou-se o programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) para a análise estatística descritiva com aplicação do teste t de Student para comparação das médias e o teste Qui-quadrado de Pearson com nível de significância (p<0,05), para verificar as possíveis associações entre as variáveis qualitativas. As usuárias eram adultos jovens com média de 29,35 anos, casadas, católicas, se dedicavam as atividades domésticas, com baixa escolaridade e nível socioeconômico. Nos aspectos gestacionais 43,2% não gestantes e 56,8% gestantes, onde 37,2% fizeram pré-natal completo na última gestação. Embora em algumas médias dos atributos da APS não tenham sido observado um valor adequado, ressalta-se que o escore total essencial (7,18; p<0,001), escore total derivado (7,05; p<0,001) e escore geral (7,17; p<0,001) apresentaram-se como alto para as famílias que utilizavam a eSF como fonte regular de cuidado. Na perspectiva da Integralidade, a APS de Teresina foi qualificada pelas usuárias do serviço como de baixo escore (<6,6) em suas duas dimensões, a saber: serviços disponíveis (4,74; p<0,001) e serviços prestados (5,69; p<0,001). Conclui-se que apesar da APS do município em estudo ter recebido um alto escore, ainda existem falhas na prestação de serviço, apontando para a necessidade de melhorias em alguns atributos. Essa melhoria implica em reformulações de aspectos da estrutura e processo para que futuramente possa ser oferecida uma APS de qualidade.

  • VERBENIA CIPRIANO FEITOSA
  • Situação sorológica e vacinal para hepatite B de puérperas em uma maternidade pública de Teresina.

  • Orientador : TELMA MARIA EVANGELISTA DE ARAUJO
  • Data: 15/03/2012
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  • NTRODUÇÃO: A hepatite B é uma doença infecciosa de origem viral, considerada na atualidade um importante problema de saúde pública no Brasil e no mundo. E apesar do desenvolvimento da vacina contra hepatite B e da existência de métodos conhecidos em relação à prevenção e tratamento, é grande o número de pessoas que ainda são infectadas por essa doença. Nos países que adotaram políticas eficazes de vacinação contra hepatite B tem se verificado uma redução deste agravo, porém permanece alta em populações de risco acrescido e em países onde a transmissão vertical e horizontal intradomiciliar não é controlada.OBJETIVO: avaliar a situação sorológica e vacinal para hepatite B de puérperas internadas em uma maternidade publica de Teresina. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo de corte transversal. A população foi constituída por 377 mulheres no pós-parto imediato, internadas na maternidade do estudo, no período de janeiro a fevereiro de 2011. Os dados foram coletados por meio de formulário e observação do cartão da gestante e da carteira de vacinação. A digitação e análise dos dados foi realizada com a utilização do software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS). A análise de associação entre variáveis nominais foi verificada pelo teste qui-quadrado. A investigação das variáveis relacionadas à vacinação e à realização de teste sorológico para hepatite B, foi possível por meio do cálculo do Odds Ratio (Razão de chances), com seus respectivos intervalos de confiança. Adotou-se nível de significância de 5%.RESULTADOS: Em relação aos aspectos sociodemográficos, a média de idade foi de 24 anos, casadas, escolaridade razoável (nove anos de estudo) com predomínio de atividades domésticas, portanto com baixo nível socioeconômico. Nos aspectos perinatais, 89,8% fizeram pelo menos uma consulta pré-natal. Contudo, 62% iniciaram o pré-natal somente após o primeiro trimestre e 77,5% não receberam nenhuma dose da vacina contra hepatite B. A maioria não realizou a sorologia para hepatite B. Verificou-se que a baixa escolaridade aumentou a chance de cobertura vacinal inadequada (OR = 3,7, IC 1,55-9,14) e de não realização da sorologia para hepatite B (OR = 1,67, I.C 1,11-2,55). E que o início do pré-natal acima 14 semanas (OR = 1,54, e IC 1,01-2,35), e pré-natal incompleto (OR= 1,92, p<0,01 e 1,23-3,01) também aumentaram a chance de não realizar o teste sorológico. CONCLUSÃO: Conclui-se que a situação sorológica e vacinal para hepatite B, das mulheres deste estudo, encontra-se inadequada e denuncia a ineficiência do acompanhamento pré-natal, para a prevenção e diagnóstico da hepatite B, apontando a necessidade de sensibilização de todos os profissionais da equipe de saúde que realizam o pré-natal, bem como dos gestores, para a importância dos exames de rotina da gestante de modo a assegurar um pré-natal de qualidade. Entende-se que é imperiosa a capacitação dos profissionais, principalmente daqueles que lidam diretamente com a gestante, como o agente comunitário de saúde, médicos e enfermeiros, além do investimento em redes de laboratório para facilitar o acesso à sorologia para hepatite B e outras por ocasião do pré-natal.

  • WALQUIRYA MARIA PIMENTEL SANTOS LOPES
  • Conhecimento e uso de sutiãs e próteses externas por mulheres idosas mastectomizadas

  • Orientador : MARIA DO LIVRAMENTO FORTES FIGUEIREDO
  • Data: 12/03/2012
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  • O Brasil vive um acelerado processo de envelhecimento da população, especialmente da feminina, o que caracteriza a feminização da velhice. Desta forma, muda também o perfil epidemiológico, com o aumento das doenças crônico-degenerativas, entre elas o câncer de mama, que tem caráter progressivo e mutilador, além de afetar um órgão que simboliza a feminilidade, fonte de alimento e aconchego. As mulheres idosas são frequentemente atingidas com esse tipo de câncer, e, ao submeter-se à mastectomia, geralmente não reconstroem a mama, tendo como consequência dificuldades no processo de reabilitação postural e estética, que poderá ser minimizado com o uso de sutiãs e próteses externas. Porém, nem todas as idosas mastectomizadas têm acesso a estas próteses. Partindo-se dessa problemática, delimitou-se como objeto de estudo o conhecimento e uso de sutiãs e próteses externas por idosas mastectomizadas. Foram elaborados os seguintes objetivos: descrever o conhecimento da mulher idosa mastectomizada sobre os sutiãs e as próteses externas; discutir os benefícios e/ou dificuldades no uso de sutiãs e próteses externas por mulheres idosas mastectomizadas; e analisar as bases que emergiram do conhecimento e uso de sutiãs e próteses externas, visando subsidiar a sistematização do cuidado de enfermagem a essa clientela. Para embasamento do estudo, construiu-se um referencial temático que abordou a problemática do câncer de mama e do envelhecimento populacional, e delimitou-se a teoria de Madeleine Leininger, tendo como base os pressupostos transculturais, como referencial teórico de apoio à investigação. Trata-se de uma pesquisa descritiva, qualitativa, que teve como sujeito vinte mulheres idosas mastectomizadas, cadastradas na Fundação Maria Carvalho Santos. O cenário foi o domicílio das participantes, residentes em Teresina-PI. Os dados foram coletados em entrevista semiestruturada, gravados e, após, transcritos. O estudo cumpriu todas as recomendações da Resolução 196/1996. Os resultados foram analisados a partir da concepção teórica de Madeleine Leninger, mediante a técnica de análise de conteúdo de Bardin, da qual emergiram as seguintes categorias: sutiãs e próteses externas: conhecer para usar; benefícios no uso de sutiãs e/ou próteses externas; necessidades, sentimentos e experiência das idosas mastectomizadas. Os resultados revelaram que as idosas investigadas detêm um conhecimento limitado e insuficiente para estimulá-las a aderir ao uso desta tecnologia. Aquelas que utilizam percebem apenas os benefícios estéticos das próteses externas. As idosas pesquisadas relataram dificuldades que vão desde a precariedade nas orientações até o acesso para aquisição das próteses. Conclui-se, depois da problemática investigada, que o estudo mostra-se inédito na área de Enfermagem e, principalmente, na realidade local. Os achados permitiram a formulação de bases para apoiar a sistematização da assistência de Enfermagem a essa clientela, incentivar o ensino e pesquisas congêneres e desenvolver artefatos tecnológicos mais adaptáveis na assistência à idosa mastectomizada.

  • WALQUIRYA MARIA PIMENTEL SANTOS LOPES
  • Conhecimento e uso de sutiãs e próteses externas por mulheres idosas mastectomizadas

  • Orientador : MARIA DO LIVRAMENTO FORTES FIGUEIREDO
  • Data: 12/03/2012
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  • O Brasil vive um acelerado processo de envelhecimento da população, especialmente da feminina, o que caracteriza a feminização da velhice. Desta forma, muda também o perfil epidemiológico, com o aumento das doenças crônico-degenerativas, entre elas o câncer de mama, que tem caráter progressivo e mutilador, além de afetar um órgão que simboliza a feminilidade, fonte de alimento e aconchego. As mulheres idosas são frequentemente atingidas com esse tipo de câncer, e, ao submeter-se à mastectomia, geralmente não reconstroem a mama, tendo como consequência dificuldades no processo de reabilitação postural e estética, que poderá ser minimizado com o uso de sutiãs e próteses externas. Porém, nem todas as idosas mastectomizadas têm acesso a estas próteses. Partindo-se dessa problemática, delimitou-se como objeto de estudo o conhecimento e uso de sutiãs e próteses externas por idosas mastectomizadas. Foram elaborados os seguintes objetivos: descrever o conhecimento da mulher idosa mastectomizada sobre os sutiãs e as próteses externas; discutir os benefícios e/ou dificuldades no uso de sutiãs e próteses externas por mulheres idosas mastectomizadas; e analisar as bases que emergiram do conhecimento e uso de sutiãs e próteses externas, visando subsidiar a sistematização do cuidado de enfermagem a essa clientela. Para embasamento do estudo, construiu-se um referencial temático que abordou a problemática do câncer de mama e do envelhecimento populacional, e delimitou-se a teoria de Madeleine Leininger, tendo como base os pressupostos transculturais, como referencial teórico de apoio à investigação. Trata-se de uma pesquisa descritiva, qualitativa, que teve como sujeito vinte mulheres idosas mastectomizadas, cadastradas na Fundação Maria Carvalho Santos. O cenário foi o domicílio das participantes, residentes em Teresina-PI. Os dados foram coletados em entrevista semiestruturada, gravados e, após, transcritos. O estudo cumpriu todas as recomendações da Resolução 196/1996. Os resultados foram analisados a partir da concepção teórica de Madeleine Leninger, mediante a técnica de análise de conteúdo de Bardin, da qual emergiram as seguintes categorias: sutiãs e próteses externas: conhecer para usar; benefícios no uso de sutiãs e/ou próteses externas; necessidades, sentimentos e experiência das idosas mastectomizadas. Os resultados revelaram que as idosas investigadas detêm um conhecimento limitado e insuficiente para estimulá-las a aderir ao uso desta tecnologia. Aquelas que utilizam percebem apenas os benefícios estéticos das próteses externas. As idosas pesquisadas relataram dificuldades que vão desde a precariedade nas orientações até o acesso para aquisição das próteses. Conclui-se, depois da problemática investigada, que o estudo mostra-se inédito na área de Enfermagem e, principalmente, na realidade local. Os achados permitiram a formulação de bases para apoiar a sistematização da assistência de Enfermagem a essa clientela, incentivar o ensino e pesquisas congêneres e desenvolver artefatos tecnológicos mais adaptáveis na assistência à idosa mastectomizada.

  • NIRVANIA DO VALE CARVALHO
  • AVALIAÇÃO DO PROGRAMA CONTROLE DA HANSENÍSE DE UM MUNICÍPIO HIPERENDÊMICO DO ESTADO DO PIAUÍ

  • Orientador : TELMA MARIA EVANGELISTA DE ARAUJO
  • Data: 05/03/2012
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  • INTRODUÇÃO: A hanseníase é uma doença infecto-contagiosa que representa um importante problema da saúde pública, não somente pelo grande número de pessoas que acomete, mas também pelas incapacidades que produz. O Programa Nacional de Controle da Hanseníase desenvolve um conjunto de ações que visam orientar a prática do serviço em todas as instâncias e em diferentes complexidades, de acordo com os princípios do Sistema Único de Saúde, fortalecendo as ações de vigilância epidemiológica e promoção da saúde, com base na educação permanente junto aos profissionais da Atenção Básica, para a assistência integral aos portadores desse agravo. A avaliação dos programas de saúde da população é essencial para orientação dos processos de implantação, consolidação e reformulação das práticas da saúde. OBJETIVO: Avaliar o Programa de Controle da Hanseníase no município de União-PI. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa avaliativa, com abordagem quantitativa. O local do estudo foi município de União. A população de estudo foi de 275 usuários do SUS que realizaram tratamento para hanseníase no período de 2005 a 2009 e 25 profissionais da estratégia da Saúde da Família de União, dentre médicos e enfermeiras. A coleta de dados foi feita em três etapas: a primeira com levantamento de dados do SINAN e SIAB para a produção de indicadores de monitoramento e avaliação, a segunda por meio de análise documental de 202 prontuários dos usuários que tiveram diagnóstico de hanseníase e a terceira foi entrevista com os profissionais da estratégia da Saúde da Família de União. A análise dos dados coletados deu-se por meio de estatísticas descritivas, mediante o estudo de séries temporais. RESULTADOS: O município possui uma alta morbidade, magnitude e endemicidade em relação a hanseníase. A maioria dos casos desse agravo, no período do estudo, pertence ao sexo masculino, a faixa etária economicamente ativa e a forma paucibacilar, possuindo como principal modo de entrada o exame de coletividade. O programa ainda possui índices muito baixos de alta por cura, com taxa significativa de abandono.  As ações de avaliação do grau de incapacidade física, exame de contatos e encaminhamento desses para a realização da vacina BCG, foram realizadas de maneira satisfatória, segundo os dados do SINAN e do relato dos profissionais.  Logo, essas ações podem não terem sido executadas, mas somente informadas pelos profissionais no preenchimento das fichas de notificação e acompanhamento, influenciando também os indicadores de monitoramento e avaliação do PCH. CONCLUSÃO: O controle da hanseníase no Estado do Piauí para ser realizado de forma satisfatória, necessita de uma ação conjunta da gestão de saúde de todos os municípios, principalmente os hiperendêmicos, buscando diagnósticos precoces, a avaliação dos contatos, a conclusão do tratamento, a avaliação das incapacidades, a busca ativa de casos e a capacitação de profissionais envolvidos, principalmente sensibilizá-los para a importância da qualidade dos registros pertinentes ao programa e para as ações desenvolvidas junto aos pacientes e familiares.

  • JUSCELIA MARIA DE MOURA FEITOSA VERAS
  • Vivências de mulheres com câncer de colo uterino: implicações para a enfermagem

  • Orientador : INEZ SAMPAIO NERY
  • Data: 14/02/2012
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  • As neoplasias constituem-se em um grupo vasto e heterogêneo de doenças. O câncer cérvico uterino é responsável por grande parte das causas de morte no mundo,  tendo-se  em vista a dificuldade de acesso aos serviços de saúde para a realização do exame de Papanicolau, a demanda reprimida em alguns serviços de saúde, a falta de oportunidade que a mulher tem para falar sobre si e sua sexualidade. Desta forma, esta pesquisa delimitou como objeto de estudo a vivência de mulheres com câncer de colo uterino,  cujos  objetivos  foram:  caracterizar os sujeitos do estudo no que se refere aos aspectos sociodemográficos e gineco-obstétricos;  descrever as vivências de mulheres relacionadas  ao câncer de colo uterino; e, analisar as vivências de mulheres com câncer de colo uterino frente às alterações biopsicossociais e culturais ocorridas em suas vidas após o diagnóstico. Trata-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa cujo método utilizado foi História de Vida.  Foi realizado no ambulatório de um hospital filantrópico de atenção múltipla à saúde, localizado em Teresina-PI. Os sujeitos do estudo foram 15 mulheres atendidas no referido ambulatório com diagnóstico de câncer do colo uterino. Os dados foram produzidos por meio de um roteiro de entrevista aberta, no período de janeiro a março de 2010. Esta pesquisa obedeceu aos princípios da Resolução 196/96 e  obteve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa  da Universidade Federal do Piauí.  Dos relatos das mulheres emergiram  cinco categorias temáticas, as quais abordam os diferentes aspectos que vivenciam com diagnóstico de câncer do colo uterino. Verificou-se, de modo geral, que o momento do diagnóstico é centrado em interações, nas visões de mundo e de si mesma, que ela construiu ao longo da vida. Percebe-se através dos relatos das mulheres que a confirmação do diagnóstico de câncer de colo uterino  causa impacto psicossocial tanto na paciente quanto em seus familiares. Observou-se que praticamente todas as entrevistadas buscaram apoiar-se na fé divina como estratégia de enfrentamento da doença. Manifestaram, com clareza, que a família foi o suporte que precisavam para enfrentar as dificuldades vivenciadas nesse período.  Por meio do método história de vida foi possível reconhecer as alterações biopsicossociais ocorridas em sua vida em virtude do câncer de colo uterino. O estudo recomenda a importância de intervenções mais eficazes de assistência de enfermagem à mulher pautada na integralidade, em ações educativas abrangendo o contexto sociocultural e afetivo das mulheres. Nessa perspectiva,  as enfermeiras devem  proporcionar  uma assistência de enfermagem holística e humanizada para a mulher e sua família.

2011
Descrição
  • JULIANA ALMEIDA MARQUES LUBENOW
  • REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DOS ACIDENTES COM MATERIAIS PERFUROCORTANTES

  • Orientador : MARIA ELIETE BATISTA MOURA
  • Data: 16/12/2011
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  • Os acidentes com materiais perfurocortantes são um problema de saúde pública no mundo todo, podendo ocasionar doenças graves. No Brasil, os profissionais que mais se acidentam são os Técnicos de Enfermagem, pois estão constantemente assistindo ao paciente, tornando-se mais vulneráveis a esses acidentes. Esse trabalho tem como objeto de estudo as Representações Sociais dos acidentes com materiais perfurocortantes elaboradas por Técnicos de Enfermagem. Trata-se de uma pesquisa descritiva e exploratória, à luz da Teoria das Representações Sociais de Serge Moscovici, que foi desenvolvida em uma instituição de saúde da rede privada do estado do Piauí, tendo como sujeitos 16 Técnicos de Enfermagem com registro de acidente de trabalho por material perfurocortante. Para análise dos dados foi utilizado o software ALCESTE que dividiu as entrevistas em seis classes semânticas. A classe 1 trata das condutas adotadas pelos Técnicos de Enfermagem após o acidente bem como o seu encaminhamento pela instituição de saúde; a classe 2 aborda os cuidados aplicados à região afetada; a classe 3 evidencia acoleta de glicemia capilar como o procedimento mais envolvido nesses acidentes; a classe 4 discute sobre os sentimentos vivenciados por esses profissionais após o acidente; a classe 5 revela as causas dos acidentes com materiais perfurocortantes; e, por fim, a classe 6 evidencia o medo dos profissionais de contraírem AIDS e hepatite. As classes 1 e 6 estão diretamente relacionadas, constatando que as condutas tomadas por esses profissionais são motivadas pelo medo de contraírem essas doenças. A relação das classes 4 e 5 deve-se à causa do acidente estar ligada ao sentimento vivenciado pelo profissional. Já as classes 2 e 3, diretamente relacionadas, abordam a parte técnica dos acidentes. As RS dos Técnicos de Enfermagem em relação aos acidentes são reflexos do modo como agem, como se sentem, como pensam. Fica evidenciado que eles atribuem a culpa de ter se acidentado ao seu colega e a eles mesmos, o que é alimentado indiretamente pela instituição. Dessa forma, as verdadeiras causas dos acidentes não são identificadas, prevalecendo a sua ocorrência que pode ser evitada, na maior parte dos casos, se houver um esforço coletivo, não só do trabalhador, mas das instituições de saúde e das autoridades públicas. Faltam educação permanente e supervisão quanto à adesão das medidas preventivas, mas também atenção à saúde mental do trabalhador, melhores condições de trabalho e um ambiente que ofereça segurança. Faltam ainda posicionamento e atitude dos órgãos de classe e sindicatos na defesa dos direitos e bem-estar dos seus afiliados. A incidência não tem diminuído porque as causas talvez não sejam tão óbvias.

  • JULIANA ALMEIDA MARQUES LUBENOW
  • REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DOS ACIDENTES COM MATERIAIS PERFUROCORTANTES

  • Orientador : MARIA ELIETE BATISTA MOURA
  • Data: 16/12/2011
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  • Os acidentes com materiais perfurocortantes são um problema de saúde pública no mundo todo, podendo ocasionar doenças graves. No Brasil, os profissionais que mais se acidentam são os Técnicos de Enfermagem, pois estão constantemente assistindo ao paciente, tornando-se mais vulneráveis a esses acidentes. Esse trabalho tem como objeto de estudo as Representações Sociais dos acidentes com materiais perfurocortantes elaboradas por Técnicos de Enfermagem. Trata-se de uma pesquisa descritiva e exploratória, à luz da Teoria das Representações Sociais de Serge Moscovici, que foi desenvolvida em uma instituição de saúde da rede privada do estado do Piauí, tendo como sujeitos 16 Técnicos de Enfermagem com registro de acidente de trabalho por material perfurocortante. Para análise dos dados foi utilizado o software ALCESTE que dividiu as entrevistas em seis classes semânticas. A classe 1 trata das condutas adotadas pelos Técnicos de Enfermagem após o acidente bem como o seu encaminhamento pela instituição de saúde; a classe 2 aborda os cuidados aplicados à região afetada; a classe 3 evidencia acoleta de glicemia capilar como o procedimento mais envolvido nesses acidentes; a classe 4 discute sobre os sentimentos vivenciados por esses profissionais após o acidente; a classe 5 revela as causas dos acidentes com materiais perfurocortantes; e, por fim, a classe 6 evidencia o medo dos profissionais de contraírem AIDS e hepatite. As classes 1 e 6 estão diretamente relacionadas, constatando que as condutas tomadas por esses profissionais são motivadas pelo medo de contraírem essas doenças. A relação das classes 4 e 5 deve-se à causa do acidente estar ligada ao sentimento vivenciado pelo profissional. Já as classes 2 e 3, diretamente relacionadas, abordam a parte técnica dos acidentes. As RS dos Técnicos de Enfermagem em relação aos acidentes são reflexos do modo como agem, como se sentem, como pensam. Fica evidenciado que eles atribuem a culpa de ter se acidentado ao seu colega e a eles mesmos, o que é alimentado indiretamente pela instituição. Dessa forma, as verdadeiras causas dos acidentes não são identificadas, prevalecendo a sua ocorrência que pode ser evitada, na maior parte dos casos, se houver um esforço coletivo, não só do trabalhador, mas das instituições de saúde e das autoridades públicas. Faltam educação permanente e supervisão quanto à adesão das medidas preventivas, mas também atenção à saúde mental do trabalhador, melhores condições de trabalho e um ambiente que ofereça segurança. Faltam ainda posicionamento e atitude dos órgãos de classe e sindicatos na defesa dos direitos e bem-estar dos seus afiliados. A incidência não tem diminuído porque as causas talvez não sejam tão óbvias.

  • AMANDA LUCIA BARRETO DANTAS
  • O SENTIDO DO SER MÃE QUE CUIDA DO FILHO RECÉM NASCIDO PRÉ TERMO E DE BAIXO PESO NO MÉTODO CANGURU: CONTRIBUIÇÃO DA ENFERMAGEM PARA O CUIDADO EM NEONATOLOGIA

  • Orientador : SILVANA SANTIAGO DA ROCHA
  • Data: 06/12/2011
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  • O nascimento pré-termo envolve a mãe em um universo preenchido muitas vezes por medo, incerteza e falta de habilidade em lidar com um bebê tão pequeno e frágil. A iminência da morte torna esse contato um momento delicado, em que cada gesto pode significar a vida ou não dessa criança. A prática do Método Canguru, que consiste no contato pele a pele de mãe e filho, permite aproximação da mãe e filho no exercício destas ações de cuidado, estimulando o estabelecimento do vínculo e laços afetivos. Nesse processo, as mães praticam a ação de cuidar de seus filhos, chamando a atenção para o objeto de estudo que é o sentido do ser-mãe-que-cuida-do-filho-recém-nascido-pré-termo-e-de-baixo-peso-no-método-canguru: contribuição da enfermagem para o cuidado em neonatologia. Trata-se de um estudo qualitativo de natureza compreensiva, de abordagem fenomenológica realizado com dez mães que se encontravam vivendo o cuidado ao filho pré-termo e de baixo peso na enfermaria canguru de uma maternidade de Teresina – PI, com objetivo de compreender o significado do cuidado mediado pelo Método Canguru vivenciado por mães de recém-nascido pré-termo e de baixo peso. Foi realizada a entrevista de natureza fenomenológica para captar os relatos das  mães. A partir desses, foi possível a estruturação dos mesmos em quatro Unidades de Significação, que traduzem a compreensão vaga e mediana atribuída aos relatos, tornando possível traçar o fio condutor que norteou a elaboração do sentido do ser-mãe-que-cuida-do-filho-recém-nascido-pré-termo-e-de-baixo-peso-no-método-canguru, que é um ser envolvido em um momento diferente, novo, que ocasiona a preocupação das mães, o medo de que esses não sobrevivessem e, ao mesmo tempo a fé em Deus que as faz acreditar que tudo será melhor. Ao adentrar nestes conceitos, é importante destacar a relevância que há em compreender os aspectos que envolvem este vivido neste universo, a enfermaria canguru, chamando a atenção de gestores e equipe de enfermagem no sentido de despertar para esta prática do cuidado humanizado, empático e fundamentado no amor e na dedicação a serem empregados por estes profissionais, seres de cuidado.

  • SAMARA DOURADO DOS SANTOS MORAES
  •  PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES EM MULHERES COM CÂNCER DE MAMA: CONTRIBUIÇÕES PARA A ENFERMAGEM

  • Orientador : INEZ SAMPAIO NERY
  • Data: 25/11/2011
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  •  

    O câncer de mama é uma doença de significação diferenciada devido  às repercussões do tratamento na identidade feminina  e  na  sua  qualidade de vida. Assim, a interdependência corpo-mente-espírito deve ser considerada e,  nesse contexto, as práticas integrativas e complementares são importantes recursos  por proporcionarem melhoria na  qualidade de  vida e melhor resposta ao tratamento oncológico alopático. Dessa forma, este estudo  teve como objetivos descrever as práticas integrativas e complementares  adotadas  por mulheres com câncer de mama e analisar a percepção da mulher com câncer de mama sobre os efeitos dessas  práticas em sua qualidade de vida. Trata-se de uma pesquisa descritiva, qualitativa, que contou com a participação de 14 mulheres com câncer de mama como sujeito e teve como cenário um hospital filantrópico em Teresina–PI,  que é referência no norte-nordeste em  tratamento de câncer.  A produção dos dados foi realizada  por meio  de uma entrevista aberta, em conformidade  com  o método história de vida,  e  os resultados foram  analisados  à  luz do referencial teórico construído a partir dos temas emergidos dos depoimentos. Adotou-se a técnica de análise de conteúdo segundo Bertaux, da qual emergiram as seguintes categorias: o yogaterapia, na promoção do bem-estar físico e mental; a terapia comunitária, como um espaço de trocas, empoderamento e resiliência;  o uso de plantas medicinais,como prática complementar no combate ao câncer; Argiloterapia e religiosidade, como práticas integrativas e complementares no  tratamento de câncer de mama. O yoga foi percebido de forma positiva e relacionado a melhorias físicas e mentais na vida das mulheres com câncer de mama.  Elas relataram melhora na saúde psíquica, que fora  abalada pela doença,  e benefícios físicos como relaxamento e alívio de dores na coluna e nos membros. A troca de experiências entre mulheres que vivenciam a mesma situação durante a terapia comunitária foi propulsora para o processo de empoderamento e resiliência  e  possibilitou  uma vivência menos traumática  com  o câncer. As participantes deste estudo relataram a utilização de plantas medicinais como o noni, ameixa, janaguba, aveloz, babosa e mangaba, como  forma complementar ao tratamento alopático e acreditam que essas ervas contribuíram positivamente para a melhora de seu estado geral e para a cura de sua doença. A argiloterapia promoveu conforto e relaxamento,  e as práticas religiosas foram importantes terapias no enfrentamento da doença, tendo em vista que a fé em Deus promoveu redução da ansiedade e estresse implicando diretamente na melhoria de vida dessas pacientes. O estudo recomenda aos serviços de oncologia a adoção de programas de práticas integrativas e complementares por uma equipemultiprofissional e a extensão dessa assistência para o âmbito da atenção básica. Nesse contexto a enfermeira tem um papel primordial, pois é ela quem tem um maior

    contato com a paciente e  pode educa-la para o uso adequado dessas práticas. A atuação da enfermeira nas práticas integrativas e complementares abre espaço para a  enfermagem e proporciona autonomia e  independência  à  enfermeira na sua prática em qualquer âmbito profissional.

  • MAYARA AGUIDA PORFIRIO MOURA
  • O CUIDADO COM A ALIMENTAÇÃO INFANTIL: HISTÓRIAS DE ENFERMEIROS DA ATENÇÃO BÁSICA

  • Orientador : SILVANA SANTIAGO DA ROCHA
  • Data: 11/10/2011
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  • Nos últimos anos, uma importante mudança tem ocorrido em relação à situação nutricional brasileira, relacionada principalmente com o cuidado à criança. Com essas novas tendências, a enfermagem, na atenção básica, busca uma perspectiva de cuidado pautado na promoção da saúde e prevenção de doenças. Nesta perspectiva, esta pesquisa delimitou como objeto de estudo o cuidado com a alimentação infantil no cotidiano dos enfermeiros inseridos na estratégia Saúde da Família, cujos objetivos foram: Compreender, a partir dos relatos dos enfermeiros, a dinâmica da assistência voltada para a alimentação na estratégia Saúde da Família; descrever as práticas cotidianamente realizadas pelos enfermeiros relacionadas à alimentação infantil e descrever os fatores que facilitam/dificultam o cuidado cotidiano do enfermeiro junto às famílias, relacionado à alimentação infantil. Trata-se de uma pesquisa com abordagem qualitativa pautada na História Oral Temática, da qual participaram 16 enfermeiros pertencentes à atenção básica de Saúde, Teresina-PI. A produção de dados ocorreu por meio de uma entrevista com a utilização de um roteiro semi-estruturado, sendo posteriormente transcrito e analisado com base nas concepções teóricas do cuidar e no referencial temático, dos quais emergiram as seguintes categorias: 1-Dinâmica da assistência de enfermagem no cuidado com a alimentação da criança; 2-Práticas dos enfermeiros no cotidiano da estratégia Saúde da Família, e 3- Facilidades e dificuldades encontradas no cotidiano do enfermeiro. Este estudo revelou que a dinâmica da assistência de enfermagem à criança ocorre por meio na consulta de enfermagem, incorporando o modo-de-ser-trabalho e o cuidado pautado na Política Nacional da Atenção Básica. Esta assistência resulta de práticas que contemplam o cuidado de enfermagem e o uso de tecnologias. Possuindo elementos que facilitam o contexto da criança, do profissional e da atenção básica. As dificuldades encontradas no universo da criança englobam fatores sociais, culturais e econômicos. Com base nisso, como considerações finais, ressaltamos a importância da alimentação e o poder do cuidado da enfermagem que se mostra capaz de conduzir uma melhor qualidade de vida para os futuros adultos, considerando ainda, sua potencialidade para a diminuição nos índices de morbi-mortalidade, contribuindo assim, para a promoção da saúde.

     

  • NALDIANA CERQUEIRA SILVA
  • AVALIAÇÃO NORMATIVA DO SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA DE TERESINA


  • Orientador : LIDYA TOLSTENKO NOGUEIRA
  • Data: 30/05/2011
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  • O atendimento pré-hospitalar se consolidou no Brasil a partir da instituição de normas estabelecidas em portarias ministeriais, que culminaram com a implantação de Serviços de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em todo o território brasileiro, com acesso através de chamado telefônico pelo número 192. Nesse estudo, realizou-se avaliação normativa do SAMU Teresina abrangendo a estrutura e os resultados, de acordo com os critérios de avaliação instituídos pelo Ministério da Saúde (MS), analisando os indicadores operacionais obtidos quanto à natureza das ocorrências, o tempo resposta e o referenciamento dos atendimentos; comparando a adequação da estrutura física das viaturas do SAMU Teresina à normatização vigente; descrevendo o perfil e a capacitação dos profissionais de saúde que atuam nesse serviço e verificando as competências e atribuições dos profissionais que tripulam as Unidades móveis de Urgência (UMU) a partir da percepção de seus pares. Trata-se de uma pesquisa avaliativa, descritiva, quantitativa. O estudo abrangeu informações pertinentes à estrutura e aos resultados do SAMU Teresina no período de janeiro de 2005 a dezembro de 2009. Os dados foram obtidos a partir das fichas de consolidação dos atendimentos realizados por esse serviço e das respostas a matrizes elaboradas de acordo com a normatização vigente, destinadas a avaliação das viaturas e dirigidas aos profissionais que atuam nas UMU, sendo amostra composta por 26 médicos, 13 enfermeiros, 53 auxiliares de Enfermagem e/ou técnicos em Enfermagem e 57 condutores de veículos de urgência. Observou-se que alguns itens elencados pelo MS como pontos a serem avaliados tornam-se inviáveis. Verificou-se uma demanda elevada, mas decrescente para o atendimento de urgências clínicas e obstétricas. No entanto, os acidentes de trânsito vêm ao longo deste período assumindo curva ascendente. Constatou-se que as atividades desenvolvidas pelos profissionais que atuam nas UMU e a estrutura das mesmas em muito se aproxima do estabelecido pelo MS, e que a esses realizam periodicamente cursos e treinamentos. Verificou-se, uma predominância de profissionais do sexo feminino nas profissões relacionadas à Enfermagem, e do masculino entre os médicos e condutores; a idade variou entre 28 e 62 anos e o tempo de serviço entre 1 e 24 anos de atuação no atendimento pré-hospitalar. Conclui-se então que o SAMU Teresina consegue em parte seguir os preceitos estabelecidos pelo MS. Porém, destaca-se a necessidade de diminuição do tempo resposta e otimização da oferta hospitalar, especialmente no atendimento ao paciente com trauma.

     


  • MILENA FRANCE ALVES CAVALCANTE
  • A percepção de mães adolescentes sobre a maternidade:  limitações e possibilidades, na perspectiva de gênero


  • Orientador : INEZ SAMPAIO NERY
  • Data: 29/04/2011
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  • O processo de formação de um indivíduo é algo complexo, fatores biológicos,

    sociais e psico-afetivos compõem a multicasualidade deste evento. Nesta

    perspectiva vislumbramos a adolescência como uma fase de forte influência destes fatores, sendo então considerado um período de conflitos e riscos. Dentre os riscos a que estão vulneráveis nossos adolescentes podemos citar o abandono escolar, drogas, violência e a iniciação sexual precoce resultando em DSTs/AIDS e gestações não planejadas. Levando em consideração esta problemática definimos como objeto desta pesquisa a percepção de mães adolescentes  sobre a maternidade: inter-relações entre gênero e sexualidade sendo os objetivos deste estudo: descrever e discutir a percepção de mães adolescentes sobre a maternidade e suas inter-relações entre gênero e sexualidade. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, que se apóia nos conceitos e concepções da teoria de gênero e no referencial temático sobre sexualidade. O caminho metodológico utilizado foi o da pesquisa-ação que se mostrou dinâmica e adequada ao trabalho com este públicoespecífico. O número  de sujeitos que participaram deste estudo foi de 15 mães adolescentes, que se fizeram presentes em três seminários temáticos. A coleta de dados se deu com a utilização de dinâmicas de sensibilização e criatividade. Após a coleta procedeu-se a sistematização dos dados para posterior formação das categorias temáticas, quais foram: (RE) Significando a gravidez na adolescência da descoberta ao aflorar da maternidade; A percepção da maternidade expressada na linha de vida das mães adolescentes; Eu, mãe adolescente o que espero daqui para frente. Nos depoimentos foi possível desvelarmos a percepção da adolescente sobre a maternidade, que se revelou como um momento cheio de medos, conflitos e angústias para estas mães meninas no momento da descoberta, já o desabrochar, ou o aflorar foi marcado por sentimentos positivos como amor, carinho e cuidado, desta forma percebeu-se que a maternidade se compõe como um evento gradual, particular e motivador. Portanto, diante das discussões e achados desta investigação evidenciam-se possibilidades para a assistência, ensino e pesquisa, especialmente na Enfermagem, considerando ainda a perspectiva de rompimento de um ciclo de sofrimentos que limita a adolescente e a impossibilita de concretizar projetos e planos futuros.

  • CRISTIANE BORGES DE MOURA RABELO
  • CONHECIMENTO DE ENFERMEIROS SOBRE A PREVENÇÃO DA ÚLCERA POR PRESSÃO
  • Orientador : MARIA HELENA BARROS ARAUJO LUZ
  • Data: 21/03/2011
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  • A úlcera por pressão (UPP) é considerada um grave problema clínico, que afeta milhões de pacientes cujo conhecimento acerca desta temática tem sido foco de

    investigação da Enfermagem. Este estudo teve como objetivo geral avaliar o

    conhecimento de enfermeiros sobre a prevenção da UPP em um hospital público de

    ensino do estado do Piauí e, objetivos específicos, conhecer o perfil demográfico, de

    formação educacional e experiência profissional; identificar estratégias utilizadas na

    busca de informações científicas; caracterizar o conhecimento referente à descrição,

    classificação e prevenção da UPP e analisar a presença de associações entre os

    escores de conhecimento e as variáveis estudadas. Trata-se de uma pesquisa

    exploratório-descritiva, transversal com análise quantitativa aprovada pela instituição

    envolvida no estudo e pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal

    do Piauí, protocolos nº5134/09 e 0221.0.045.000-09, respectivamente. A coleta de

    dados ocorreu no período de maio a junho de 2010 utilizando um instrumento autoaplicável composto de duas partes: o perfil dos participantes e um teste de

    conhecimento validado, referente à avaliação, classificação e às recomendações

    para a prevenção da UPP. Os resultados evidenciaram que, dos 67 enfermeiros

    participantes, 89,6% eram do sexo feminino e tinham idade média de 42,6 anos

    (DP=7,6). O tempo médio de formado foi de 16 anos (DP=7,6), 95% tinham

    Especialização, 6,0% Mestrado e nenhum, doutorado. Verificou-se uma média de

    15,7 anos (DP 7,6) de exercício profissional e de 10,7 anos (DP 9,7) de trabalho na

    instituição, sendo que 32,8% atuavam na supervisão e 20,3% na UTI. Quanto à

    busca de informações científicas, a maioria utilizava várias estratégias, entretanto

    isso não ocorria de maneira periódica e sistemática. A internet foi à estratégia mais

    utilizada (53,8%), e a participação em Comissões/Grupo de Pesquisa, a menos

    utilizada citada como nunca pela maioria (52,2%). Em relação ao teste de

    conhecimento dos 08 itens relacionados à classificação e avaliação da UPP, os

    participantes obtiveram acertos maiores que 90% em três itens e no tocante aos 33

    itens sobre prevenção, obtiveram mais de 90% de acertos em 18 itens. Os aspectos

    com menores acertos foram relacionados ao uso de almofadas tipo rodas d’água ou

    de ar (12,3%), intervalo de reposicionamento quando sentado na cadeira (15,4%),

    massagem em proeminências ósseas (22,7%), intervalo de mudança de decúbito

    (24,2%), uso de luvas d’água ou de ar (24,2%), elevação da cabeceira no leito

    (34,4%) e ao ângulo de posicionamento em decúbito lateral (38,1%). Os enfermeiros

    acertaram, em média, 72,3% (DP 10,21) dos itens do teste de conhecimento, no

    entanto apenas 3% apresentaram nível de conhecimento considerado adequado

    com porcentagem igual ou maior de 90% de acerto. Na associação dos escores de

    conhecimento às variáveis estudadas, foi observada uma relação estatisticamente

    significante apenas nas estratégias de busca de informações científicas

    relacionadas: A participação de comissões/grupo de pesquisa (J-T padronizado = 2,

    364, p=0,018) e busca informações com outros enfermeiros (J-T padronizado =

    2,838, p=0,002). Concluiu-se que os enfermeiros apresentam lacunas frente ao

    conhecimento científico produzido sobre a prevenção da UPP nas últimas décadas

    imprescindíveis para assistência segura e de qualidade.

  • DISRAELI REIS DA ROCHA FILHO
  • SOROPREVALÊNCIA DE INFECÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE B EM CAMINHONEIROS QUE TRAFEGAM POR TERESINA

  • Orientador : TELMA MARIA EVANGELISTA DE ARAUJO
  • Data: 28/02/2011
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  • As hepatites virais são doenças provocadas por diferentes agentes etiológicos, com tropismo primário pelo tecido hepático, que apresentam características epidemiológicas, clínicas e laboratoriais semelhantes. Os agentes etiológicos que causam hepatites virais mais relevantes são designados por letras do alfabeto (vírus A, B, C, D e E). A hepatite B é transmitida por meio do sangue e hemoderivados e encontram-se entre as doenças de notificação compulsória. Esta pesquisa objetiva estimar a prevalência dos marcadores sorológicos da hepatite B na população de caminhoneiros que trafegam por Teresina e os fatores a ela associados. Para tanto, procedeu-se a um estudo de natureza quantitativa, descritiva, secional, realizado por meio de um inquérito soro-epidemiológico no município de Teresina-PI, com amostra aleatória simples de 384 caminhoneiros. Os dados foram digitados e analisados com a utilização do software SPSS versão 17.0. Foram realizadas análises univariadas, por meio de estatísticas descritivas simples e bivariadas, com aplicação do teste Qui-quadrado de Pearson e test t com nível de significância (p<0,05). Para verificar as possíveis associações entre as variáveis e para a averiguação do tamanho do efeito da associação, utilizou-se o teste V-Cramer. A totalidade da amostra foi constituída por profissionais do sexo masculino (100%), sendo que 61,8% cursavam apenas o ensino fundamental e 79,6% eram casados. A média de anos como caminhoneiro foi de 10,9 e a maioria apresentava renda individual entre 1 a 5 salários mínimos; 45,8% nunca fazem uso de camisinha, 72,9% da amostra não sabem informar a forma correta da transmissão da Hepatite B. O uso de anfetamina foi referido por 21,8% e 2,9% no momento da pesquisa encontravam-se na fase aguda da doença. Constatou-se que a população investigada está exposta a condições que a torna susceptível à infecção pelo vírus da hepatite B, evidenciada pelo uso de anfetaminas dentre outras drogas, uso de álcool, múltiplas parceiras sexuais e relações sexuais desprotegidas, pelo desconhecimento das suas formas de transmissão e pela falta de proteção conferida pela vacina. Entende-se que se faz necessária a ampliação do acesso dos caminhoneiros aos serviços de saúde bem como o desenvolvimento de estratégias que favoreçam este acesso, como postos de atendimento, incluindo medidas promocionais e educativas nas estradas. Sem dúvida, a enfermagem é uma categoria profissional, que pode trazer muita contribuição a uma política de atenção à saúde do caminhoneiro.

  • NAYRA DA COSTA E SILVA REGO
  • HEPATITE B: PREVALÊNCIA DE MARCADORES SOROLÓGICOS E FATORES ASSOCIADOS EM PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

  • Orientador : TELMA MARIA EVANGELISTA DE ARAUJO
  • Data: 23/02/2011
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  • INTRODUÇÃO: A hepatite B é considerada uma doença de progressão mundial e a vacina constitui-se em estratégia eficiente para o controle da doença, bem como a prevenção das formas agudas e crônicas. OBJETIVO: Avaliar a prevalência dos marcadores sorológicos e fatores associados à hepatite B em profissionais de Enfermagem que atuam nos serviços de urgência e emergência de Teresina-PI. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo, transversal desenvolvido por meio de inquérito soroepidemiológico, no período de março a maio de 2010, com 317 profissionais de enfermagem de cinco hospitais da capital. Os dados foram digitados e processados com a utilização do software SPSS 17.0. Foram realizadas análises univariadas, por meio de estatísticas descritivas simples e bivariadas, por meio da aplicação do teste Qui-quadrado de Pearson com nível de significância de 5%, para verificar as possíveis associações entre as variáveis. E para a averiguação do tamanho do efeito da associação, utilizou-se o teste V-Cramer. RESULTADOS: Predominou o sexo feminino (94,3%), com idade média de 42,3 anos (± 10,2), casados (54,6%). Quanto a categoria profissional, os técnicos de enfermagem representaram 59,9% da amostra. Com relação ao tempo médio de profissão, a média foi de 17,2 (± 10,3) variando de 1 a 42 anos. Com atividades no serviço de urgência e emergência a média foi de 11 anos (± 9,8). Quanto a situação vacinal para a hepatite B, verificou-se baixa cobertura sendo que os  enfermeiros foram os que receberam maior número de doses de vacina para Hepatite B, pois 70,5% haviam completado o esquema preconizado pelo Programa Nacional de Imunização, seguido dos técnicos (48,4%) e auxiliares (47,0%). No que se refere aos acidentes ocupacionais, os produzidos por agulhas se destacaram em todas as categorias profissionais: enfermeiros (20,5%), técnicos de enfermagem (42,6%),  e auxiliares (32,5%). Observou-se expressiva subnotificação dos acidentes (32,8%) e 40,7% não adotaram nenhuma medida profilática pós-exposição. Houve associação estatística significativa entre o acidente ocupacional e as variáveis categoria profissional e tempo de serviço (p=0,01). Quanto aos Equipamentos de Proteção individuais (EPIs), o uso de luvas apresentou percentual semelhante entre as categorias. A transfusão de sangue foi apontada por todos os profissionais como a principal forma de transmissão. Os resultados da sorologia apontaram que não ocorreu positividade aos marcadores HBsAg e HBc total na população investigada. Quanto ao Anti-HBs foi encontrado em maior evidência nos técnicos e auxiliares de Enfermagem (32,6%) e (31,7%) respectivamente. Nenhuma categoria apresentou positividade para o HBcIgM. Houve associação estatisticamente significativa entre o Anti Hbs e as variáveis, número de doses de vacina e tempo de profissão (p=0,03). CONCLUSÃO: A pesquisa de marcadores sorológicos da hepatite B, a adoção de medidas profiláticas, tais como, imunização e uso de EPIs é de suma importância para o controle da progressão da hepatite B em profissionais de saúde. Todavia, se faz necessária a ampliação do acesso a essas medidas.

2010
Descrição
  • MARIA ELIANE MARTINS DE OLIVEIRA
  • A expansão dos Cursos de Graduação em Enfermagem no Estado do PIAUÍ

  • Orientador : BENEVINA MARIA VILAR TEIXEIRA NUNES
  • Data: 16/06/2010
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  • Trata-se de um estudo de natureza quantitativa, descritiva, exploratória e retrospectiva, cujo objetivo foi avaliar a expansão do ensino de graduação em Enfermagem no Estado do Piauí, no período de1973 a2008.   A pesquisa foi realizada em  dez instituições de ensino superior do Estado, que desenvolveram cursos de enfermagem no período,  sendo o universo investigado  os  14 desses cursos, que iniciaram suas atividades até o primeiro semestre de 2008. Os dados foram coletados no período de julho a novembro de 2009, por meio da aplicação de formulários, que foram respondidos pelos coordenadores de curso, docentes e profissionais de outros setores das Instituições de ensino superior. Utilizou-se, ainda, a análise documental das matrizes curriculares e, quando disponibilizados, os documentos de reconhecimento ou autorização, os projetos pedagógicos do curso e guia acadêmico  do aluno. Inicialmente, foram organizados os indicadores quantitativos da expansão do ensino de enfermagem no Piauí e características da sua evolução, tais como: número de cursos, oferta anual de vagas e número de graduados, no recorte temporal citado, que  tiveram tratamento estatístico mediante freqüência simples e percentual. A planilha eletrônica Microsoft Office Excel 2007 foi utilizada para construção das tabelas, quadros e gráficos. Posteriormente,trabalharam-se  os indicadores de qualidade, realizando um corte transversal nos dados relativos ao ano de 2008, referente a 12 cursos (86%) dos 14 pesquisados, considerando a dificuldade de levantar essas informações. Selecionou-se 38 critérios para as cinco variáveis contempladas: organização didático-pedagógica, corpo docente, avaliação das instalações físicas, projeto pedagógico e requisitos legais. Os resultados apontaram crescimento da expansão dos cursos de enfermagem nos últimos 10 anos, maior que o registrado nos 25 anos anteriores. Evidenciou-se crescimento de um para dois cursos no período de1973 a1998 e de três para 11 cursos de1999 a2003, com expansão de 267% em cinco anos.  De2004 a2008 passou de 11 para 14 cursos, com pico de crescimento entre2002 a2004, sendo a expansão quantitativa dos cursos de enfermagem no período de1973 a2008 de 1.300%. O total de enfermeiros graduados no Estado do Piauí no período foi de 2.929. A expansão dos cursos na categoria privada foi de2001 a2008 de 700%, enquanto a categoria pública, de1973 a2008,  foi  500%, em 35 anos. Na análise geral dos indicadores de qualidade, contatou-se que apenas quatro cursos, 33,5% dos 12 cursos analisados,  têm uma expansão adequada do ponto de vista dos  indicadores utilizados pelo MEC/INEP nos processos de avaliação/regulação e utilizados como parte da avaliação da expansão dos cursos de graduação emenfermagem no Piauí. Constata-se que o crescimento quantitativo dos cursos de enfermagem no Estado do Piauí é evidente, porém não se acompanhou do fator qualitativo na maioria das Instituições de Ensino Superior estudadas.

  • FABRICIA ARAUJO PRUDENCIO
  • CONHECIMENTO E PRÁTICA DE IDOSOS SOBRE O USO DE MEDICAMENTOS PSICOTRÓPICOS

  • Orientador : LIDYA TOLSTENKO NOGUEIRA
  • Data: 31/05/2010
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  • O envelhecimento é um fenômeno mundial  e,  como decorrência desse processo,  podem  surgir  as doenças e a necessidade  do uso de medicações, entre elas os psicotrópicos.  Para o desenvolvimento  desta pesquisa,  utilizou-se  o estudo exploratório, descritivo, com abordagem qualitativa, cujos objetivos foram: caracterizar os medicamentos  psicotrópicos utilizados pelos idosos; descrever os conhecimentos e práticas dos idosos sobre o uso dos psicotrópicos; e analisar as circunstâncias sociais e ou emocionais que levaram os idosos ao consumo de psicotrópicos. O estudo foi realizado no período de julho à agosto de 2010, na área de abrangência de uma equipe de Saúde da Família da Regional Leste/Sudeste do município de Teresina,  com 18 idosos, que utilizavam sedativos-hipnóticos e/ou antidepressivos há,  pelo menos,  um ano. Os dados foram obtidos mediante entrevista semi-estruturada, submetidos a analise de conteúdo. A interpretação dos resultados se deu à luz do referencial teórico específico. A pesquisa atendeu aos aspectos éticos e legais, tendo sido aprovada pelo CEP da UFPI. A análise permitiu apreender duas categorias temáticas  e sete subcategorias. Evidenciou-se que os idosos  conhecem a indicação terapêutica dos medicamentos psicotrópicos  que utilizam  e  distinguem os efeitos  esperados  das reações adversas.  Observou-se também a relação de dependência química da medicação  entre  os usuários de sedativos  hipnóticos.  O  uso dos psicotrópicos  é  cercado  de saberes, valores, crenças, incertezas, contradições e erros. Os problemas de doença pessoal, as perdas de familiares e os problemas familiares apareceram como justificativas para o uso da medicação, na tentativa de resolver ou amenizar as tensões da vida cotidiana. Concluí-se que é necessário ampliar reflexões e discussões sobre o tema, bem como  a  formulação de diretrizes voltadas para o uso de medicamentos psicotrópicos pelas pessoas  idosas,  além da  melhoria da assistência  aos idosos usuários de psicotrópicos.

     

  • LEIDINAR CARDOSO NASCIMENTO
  • REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA PREVENÇÃO DO CÂNCER CÉRVICO-UTERINO ELABORADAS POR MULHERES

  • Data: 25/02/2010
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  • O câncer de colo do útero é considerado um problema de saúde pública, devido aos crescentes casos que surgem anualmente com diagnóstico tardio, refletindo no elevado índice de morbimortalidade feminina, embora apresente alto potencial de cura e fácil diagnóstico através do exame de rastreamento das lesões precursoras, o Papanicolau. Nessa perspectiva, este estudo teve como objetivos apreender as representações sociais elaboradas por mulheres acerca da prevenção do câncer de colo do útero; e, analisar como essas representações apreendidas influenciam na realização do exame de prevenção do câncer de colo uterino. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo descritiva, orientada pela Teoria das Representações Sociais, realizada com sessenta e quatro mulheres que buscaram a Unidade Saúde da Família para realizar o exame Papanicolau, as quais constituíram os sujeitos deste estudo. Na coleta de dados, foram utilizados o Teste de Associação Livre de Palavras e a entrevista em profundidade. Os dados obtidos das entrevistas foram submetidos à Análise de Conteúdo Categorial Temática e o teste foi processado pelo software Tri-Deux Mots, submetido à Análise Fatorial de Correspondência, na qual, através dos estímulos: prevenção do câncer de colo uterino e exame de prevenção objetivaram-se as palavras cuidar, saúde, parceiro, tratamento, remédio, tranquilidade, dever, rotina, vergonha, ansiedade, desconforto e dor. Para as mulheres, a prevenção do câncer de colo do útero compreende uma forma de cuidar da saúde através da realização rotineira do exame preventivo, bem como, a realização do exame desperta sentimentos negativos referenciados pelas mulheres. Das entrevistas emergiram três categorias: concepções sobre o câncer de colo uterino; sentimentos em relação à prevenção câncer cérvico-uterino; e, atitudes frente à prevenção do câncer de colo do útero. As concepções sobre o câncer cervical determinam o comportamento das mulheres frente ao ato preventivo influenciado pelos sentimentos relatados na realização do exame. Dessa forma, torna-se necessário intensificar a divulgação da relevância do exame preventivo realizado com periodicidade para a obtenção de diagnósticos precoces da doença através de atividades de educação em saúde, com o objetivo de sensibilizar as mulheres para adotarem condutas preventivas no seu cotidiano visando reduzir a morbimortalidade por esta neoplasia.



Dissertações/Teses Antigas
2012
Descrição
  • WALKIRIA DE CARVALHO MENDES
  • DIAGNÓSTICO DOS RESÍDUOS DE SERVIÇO DE SAÚDE DE UM INSTITUTO DE REFERÊNCIA EM DOENÇAS TROPICAIS
  • Orientador : MARIA DO LIVRAMENTO FORTES FIGUEIREDO
  • Ano: 2012
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  • A sociedade moderna defronta-se com o grande desafio da geração excessiva de resíduos sólidos, especialmente, porque o aumento da quantidade destes materiais supera a capacidade de absorção e degradação pela natureza, o que resulta em danos ao meio ambiente que repercutem na saúde e na qualidade de vida das pessoas. Os Resíduos de Serviços de Saúde, quando mal gerenciados oferecem sérios riscos sanitários e ambientais, daí a necessidade de investigações, com vistas a elaboração de planos de gerenciamento destes resíduos, capazes de minimizarem os impactos no seu manejo, tratamento e destino final dos Resíduos de Serviços de Saúde, trata-se de estudo exploratório, observacional e descritivo, com análise de dados quantitativos, que teve como objetivo investigar a situação dos Resíduos de Serviços de Saúde em um instituto de referência em doenças tropicais, tendo como base as recomendações legais vigentes no Brasil. A produção dos dados se deu em duas etapas: na primeira utilizou-se a estratégia da observação sistemática de todos os passos desenvolvidos no manejo dos Resíduos de Serviços de Saúde da instituição investigada e a segunda por meio de três modelos de entrevistas estruturadas com questões fechadas respondidas por uma amostra de 184 pessoas distribuídas nas seguintes categorias laborais: trabalhadores de serviço de saúde (49 indivíduos), profissionais da saúde (124 indivíduos) e gestores setoriais de saúde (11 indivíduos), os quais responderam as entrevistas após a leitura e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) concordando em participar da investigação. Os dados resultantes da observação sistemática no campo da investigação foram registrados em bloco de notas e discutidos criticamente à luz das normas, resoluções e leis vigentes no Brasil sobre os RSS, bem como, na produção cientifica congênere. Já os dados resultantes das entrevistas foram digitados no programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) for Windows, versão 18.0 foram tratados estatisticamente e geraram tabelas, nas quais se apresentaram as variáveis que responderam os objetivos da investigação. Conclui-se ser precário o conhecimento acerca do PGRSS, como também sobre todas as etapas do manejo dos RSS no cenário do estudo, por parte da amostra de indivíduos pesquisada. Evidenciou-se ainda a necessidade urgente da elaboração do PGRSS que deverá ser implantado e implementado após licenciamento sanitário e ambiental, sendo imprescindível a execução das ações de educação permanente junto a todos os envolvidos no manejo dos RSS, desde a produção até o destino final.
SIGAA | Núcleo de Tecnologia da Informação - NTI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb08.ufpi.br.srvjb08 23/09/2017 20:43