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Banca de DEFESA: JOSÉ HILÁRIO NETO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSÉ HILÁRIO NETO
DATA: 01/04/2026
HORA: 08:00
LOCAL: Sala de aula do Doutorado PPGHB – UFPI
TÍTULO: Título: “A marcha do revide vai ter arte e cultura”: o rap como ferramenta de expressão das condições juvenis em Teresina (2016-2018)
PALAVRAS-CHAVES: História. Juventude. Música. Política. Periferias Urbanas.
PÁGINAS: 120
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
SUBÁREA: História do Brasil
ESPECIALIDADE: História do Brasil República
RESUMO:

A presente pesquisa propõe-se a analisar como o gênero musical rap, uma das formas de manifestação da cultura Hip-Hop, foi utilizado como ferramenta de expressão por jovens periféricos, entre os anos de 2016 e 2018, na cidade de Teresina. O recorte tem como marco inicial o ano de 2016, quando ocorre o agravamento de políticas neoliberais que afetam diretamente essas populações, como a implementação do “teto de gastos” (PEC 55/241), a Reforma Trabalhista (lei 13.467/2017) e a Reforma do Ensino Médio (lei 13.415/2017). O recorte final tem como referência o ano de 2018, período em que se observam novas reconfigurações políticas e institucionais no país, que intensificam cada vez mais as condições de subalternidade. O objetivo geral da pesquisa se concentra em compreender em que medida o contexto social vivenciado por essa população influenciou o uso da arte como instrumento para construir e expressar suas narrativas cotidianas e denunciar arbitrariedades cometidas pelo Estado, seja em nível regional ou Federal. Observamos que esse foi um período que representou uma ameaça a direitos recém conquistados, desde a educação até a inserção no mercado formal de trabalho, o que fica evidente a partir dos dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Metodologicamente, realizou-se o levantamento da bibliografia sobre a cultura Hip-Hop e o rap no Brasil, bem como de textos que discutissem as políticas habitacionais relacionadas à formação das periferias, de onde provém a maioria desses sujeitos. Além disso, utilizou-se fontes hemerográficas disponíveis em portais online (como Portal GP1 e Cidadeverde.com), onde encontramos com maior recorrência notícias sobre a cultura e letras de canções de rap que se relacionavam com o contexto analisado. A investigação também se amparou na perspectiva da análise sociológica da cultura, definida por Raymond Williams (2000), considerada a mais adequada devido ao vínculo estreito entre os artistas e suas obras. Nesse sentido, as obras analisadas servem como fio condutor entre as experiências desses rappers, marcadas pelos seus espaços e condições socioeconômicas. Desse modo, apesar das diferenças que carregam, as composições apresentam esses sujeitos como politicamente engajados. Mesmo inserida no campo da história do tempo presente – apoiamo-nos nas conceituações de François Bédarida (2006), François Jean-Pierre Rioux (1999), Agnès Chaveau e Philippe Tétart (1999) –, a pesquisa analisa como a vida desses jovens foi marcada por cenários construídos ao longo da história brasileira, fazendo-os experimentar a marginalização através da precarização da cidadania, saúde, educação e da violência urbana, cenário apresentado nas obras de Roberto Camargos (2015), Ricardo Teperman (2015), Antônia Jesuíta Lima (2003), Antônio Leandro Silva (2016), Lila Cristina Xavier Luz (2007) e outros. Dessa forma, compreende-se que o gênero musical rap serviu de importante manifestação cultural para denunciar as mazelas sociais sofridas nas periferias da cidade, através dos olhares de quem vivencia diretamente essas transformações em seu cotidiano e sofre seus impactos, inseridos em um cenário contemporâneo de fortes tensões sociais, políticas e de insegurança.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2335100 - CLAUDIA CRISTINA DA SILVA FONTINELES
Interno - 877.***.***-72 - PEDRO PIO FONTINELES FILHO - UESPI
Externo à Instituição - 003.***.***-45 - SERGIO LUIZ DA SILVA MENDES - UESPI
Notícia cadastrada em: 06/03/2026 11:08
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