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Banca de QUALIFICAÇÃO: IRISNETE SANTOS DE MELO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: IRISNETE SANTOS DE MELO
DATA: 30/08/2022
HORA: 14:00
LOCAL: UFPI -CCHL
TÍTULO: Nessas milhas cheias de distância: Fronteiras, combates, deslocamentos e estratégias de (re)territorialização na Amazônia maranhense entre as décadas de 1960-1980.
PALAVRAS-CHAVES: AMAZÔNIA MARANHENSE; FRONTEIRA; MIGRAÇÃO, COLONIZAÇÃO; (RE)TERRITORIALIZAÇÃO
PÁGINAS: 173
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
SUBÁREA: História do Brasil
ESPECIALIDADE: História do Brasil República
RESUMO:

O estudo propõe abordar o processo de ocupação recente do oeste do Maranhão, parte
integrante da chamada Amazônia Legal, entre as décadas de 1960-1980. A ênfase recai
no aparelho de Estado e nas políticas públicas empreendidas pelos governos militares
(1964-1985), nas quais fixava-se como meta a ocupação e controle dos espaços
amazônicos, considerados, segundo as falas oficiais, uma área de “vazio demográfico”, a
fim de desenvolvê-los economicamente e conectá-los aos grandes centros econômicos do
país e do mundo. Ao longo desse recorte temporal o Maranhão ganha espaço no cenário
nacional, assumindo protagonismo na política dos grandes projetos de desenvolvimento
do Estado (empreendimentos agrícolas, pecuários, minerais, madeireiros etc.) e da
expansão da fronteira agrícola. As estratégicas governamentais para a ocupação desse

território sustentaram-se em diversos projetos como a construção da rodovia Belém-
Brasília (1960), a implementação da Lei Estadual de Terras (1969), os projetos de

colonização (1970) e o Projeto Grande Carajás (1985). Nessa configuração espacial, a
dimensão política dos espaços constitui-se em tema nuclear. O que implica pensar como
a Amazônia surge como fruto das disputas de poder, de estratégias e táticas que atuam na
construção dos recortes espaciais. Ademais, tenta-se apreender algumas linhas de
direcionamentos voltadas para a problematização das fronteiras e das identidades
espaciais, com o intuito de investigar o tecido sobre o qual se forjou a Amazônia
maranhense através da análise dos regimes de verdade, que reinventam a natureza, que
orientam e direcionam os deslocamentos sociais, que estimulam as políticas
governamentais e, também, nas diferentes territorialidades constituídas nas relações entre
os diversos grupos.

 


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2367712 - FRANCISCO DE ASSIS DE SOUSA NASCIMENTO
Interno - 1783526 - FRANCISCO GLEISON DA COSTA MONTEIRO
Presidente - 1551249 - JOHNY SANTANA DE ARAUJO
Interno - 2174309 - PEDRO VILARINHO CASTELO BRANCO
Notícia cadastrada em: 01/08/2022 09:19
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