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Banca de QUALIFICAÇÃO: FERNANDO CASTRO DE MELO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FERNANDO CASTRO DE MELO
DATA: 11/08/2022
HORA: 09:00
LOCAL: UFPI -CCHL
TÍTULO: O cantar tem sentido, sentimento e razão: a vida e a obra de Raul Seixas como instrumento de conhecimento do seu tempo
PALAVRAS-CHAVES: História do Brasil. Música. Raul Seixas. Subjetividade.
PÁGINAS: 167
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
SUBÁREA: História do Brasil
ESPECIALIDADE: História do Brasil República
RESUMO:

Este estudo narra as condições de existência no Brasil dos anos 1970-1980 tomando como pretexto a vida e a obra de Raul Seixas (1945-1989), cujas práticas escriturísticas estiveram vinculadas ao movimento da contracultura. O trabalho tem a intenção de apresentar aspectos específicos da vida e da obra do artista baiano indagando sobre como as suas músicas podem ajudar a conhecer a história dos processos de subjetivação da juventude brasileira no período em estudo. O contexto em questão é politicamente marcado pela afirmação de um estado ditatorial, sob o qual pouco ou nenhuma liberdade existia para as manifestações culturais. Ressalta, no período, a censura, a qual impediu a circulação de obras de arte ou mesmo as mutilou, alterando significados das letras de música, impedindo a circulação de livros e controlando editoriais de jornais. Ao mesmo tempo, emancipadores emergiam, entre os quais destaca-se a pílula anticoncepcional e a minissaia, que tiveram papel significativo na liberação dos corpos. Em meio a essa contradição histórica – um estado ditatorial que restringe as liberdades e condições existenciais liberalizantes – emerge a obra de Raul Seixas, o qual se consolida como músico de grande sucesso no período em estudo. Do ponto de vista das fontes da pesquisa, foram analisadas 32 letras de músicas constituindo as principais fontes do trabalho, bem como jornais de ampla circulação e da imprensa alternativa, entrevistas, biografias, pareceres do Departamento de Censura e Diversões Públicas e o gibi-manifesto A Fundação de Krig-ha. Na perspectiva conceitual, o trabalho dialoga com autores como Gilles Deleuze, Félix Guattari, Suely Rolnik, Stuart Hall, Jonathan Culler, Homi Bhabha, Theodore Roszak, Roger Chartier, Michel de Certeau, dentre outros. Contudo, ressalta-se a variedade temática analisada ao longo das canções estudadas, como misticismo, comunidades alternativas, cotidiano, trabalho, amor, corpo, sexo, desejo, poligamia, monogamia, homossexualismo e censura, o que reflete a singularidade do artista ao problematizar conflitos históricos e culturais da época por meio de suas músicas dentro de uma dimensão subjetiva e multifacetada.  A obra de Raul Seixas pode ser entendida, nesse aspecto, portanto, como um processo permanente de singularização com vistas para novo, para diferente – distante das convenções padronizadas – por meio da sua movimentação que medeia entre todos os tipos de grupos e por uma série de gêneros musicais sem se deixar capturar fielmente a nenhum. Fato que, por conseguinte, reflete como grande tônica no espelho da sua arte musical uma experiência mista, mutante, uma tentativa de produzir modos de subjetividade originais, modos pelos quais atravessam um devir-metamorfose presente na obra do “maluco beleza.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 423678 - EDWAR DE ALENCAR CASTELO BRANCO
Interno - 2061327 - FABIO LEONARDO CASTELO BRANCO BRITO
Interno - 2615915 - RAIMUNDO NONATO LIMA DOS SANTOS
Notícia cadastrada em: 04/08/2022 12:13
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