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Banca de QUALIFICAÇÃO: MARCONE RODRIGUES DE SOUSA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARCONE RODRIGUES DE SOUSA
DATA: 29/05/2023
HORA: 09:00
LOCAL: Plataforma Google Meet
TÍTULO: DO RECATO AO PRAZER: modernização e prostituição em Teresina-PI, na década de 1970.
PALAVRAS-CHAVES: História; Modernização; Prostituição; Sexualidade; Controle.
PÁGINAS: 128
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
SUBÁREA: História do Brasil
ESPECIALIDADE: História Regional do Brasil
RESUMO:

Teresina, em seu devir histórico - projetada e fundada sob o signo da modernidade desde 1852 – só experienciou efetivamente seu processo de modernização durante o século XX, sobretudo na segunda metade. Como uma espécie de palimpsesto urbano, as intervenções urbanísticas a partir do Centro da Capital promovidas nas gestões de Alberto Silva (1971-1975) e Dirceu Arcoverde (1975- 1978) visavam não somente construir uma nova arquitetura, mas publicizar a imagem de um “Novo Piauí”. Entretanto, a utopia urbana de uma cidade moderna, recatada e ordeira se deparava com a heterotopia da cidade do atraso, do pecado e dos excluídos cuja representação máxima recaía sobre as favelas e os prostíbulos que afrontavam os olhares disciplinadores de uma sociedade moralista e profilática. O presente estudo analisa o dilema da prostituição feminina nos cabarés da capital piauiense, sobretudo a zona da Paissandu, frente ao processo de modernização na década de 1970. Para tanto, buscou-se primeiramente observar os aspectos modernizadores da urbe e suas práticas discursivas que pendulavam Teresina entre o aceitável e o proibido. Nessa seara, verificou-se também as seguidas interdições e liberações do poder disciplinar sobre os corpos infames (prostitutas) nos territórios do prazer (cabarés) mediante o patrulhamento ostensivo das operações policiais. E por fim, investigou-se as circunstâncias que desestruturariam a principal zona de prostituição da capital – Rua Paissandu e adjacências – e ao surgimento incipiente dos motéis. Na odisseia dessa pesquisa, averiguou-se o seguinte corpo documental: as mensagens governamentais, as cartas CEPRO e o noticiário dos principais jornais: O Dia, O Estado, Jornal do Piauí, o Liberal e a Hora a qual se deu nas instalações do Arquivo Público do Piauí. Já o acesso às leis municipais como o código de postura ocorreu na Biblioteca da Câmara de Vereadores de Teresina e, por fim, as entrevistas de domínio público. Essas fontes permitiram registrar fragmentos importantes dessa experiência histórica de controle e marginalização na urbe teresinense, sob o véu da modernização da capital. Por se tratar de uma pesquisa qualitativa no campo da História Cultural, a metodologia norteia-se por referenciais conceituais e bibliográficos de autores como Foucault (1976), Certeau (1980), Berman (1986), Francisco Alcides (1999), Sandra Jatahy Pesavento (2007), Margareth Rago (2008), Claudia Fontineles (2009), Regianny Monte (2010) e Bernardo Pereira (2017) que se debruçaram sobre discussões em torno do moderno, da modernização e das ressonâncias discursivas do fazer urbano nos espaços de poder e de infâmia, no controle das práticas sexuais, no usufruto dos corpos pérfidos, nas sociabilidades diversas e nos lugares de memória. Portanto, em termos conclusivos, o recato e o prazer manifestos no ideário modernizador de Teresina eram afrontados cotidianamente com “outros prazeres da noite”, a qual a prostituição expõe a heterotopia de uma capital imersa no estigma da exclusão e do recalque.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1783526 - FRANCISCO GLEISON DA COSTA MONTEIRO
Interno - 677.989.933-04 - JOSEANNE ZINGLEARA SOARES MARINHO - UESPI
Presidente - 877.646.793-72 - PEDRO PIO FONTINELES FILHO - UESPI
Notícia cadastrada em: 12/05/2023 11:39
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