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Banca de DEFESA: MARCONE RODRIGUES DE SOUSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARCONE RODRIGUES DE SOUSA
DATA: 28/07/2023
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de Aula de Mestrado – PPGHB/UFPI
TÍTULO: DO RECATO AO PRAZER: modernização e prostituição em Teresina-PI, na década de 1970.
PALAVRAS-CHAVES: História; Cidade; Modernização; Prostituição e Sexualidade.
PÁGINAS: 170
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
SUBÁREA: História do Brasil
ESPECIALIDADE: História Regional do Brasil
RESUMO:

Teresina, em seu devir histórico - projetada e fundada sob o signo da modernidade desde 1852 – experienciou traços do processo de modernização durante o século XX, sobretudo na segunda metade. Como uma espécie de palimpsesto urbano, as intervenções urbanísticas a partir do Centro da Capital, promovidas nas gestões de Alberto Silva (1971-1975) e Dirceu Arcoverde (1975-1978) visavam não somente construir uma nova arquitetura, mas publicizar a imagem de um “Novo Piauí”. Entretanto, a utopia urbana de uma cidade moderna, recatada e ordeira se deparava com a heterotopia da cidade do atraso, do pecado e dos excluídos, cuja representação recaía sobre as favelas e os prostíbulos, que afrontavam os olhares disciplinadores de uma sociedade moralista e profilática. O presente estudo analisa os conflitos da prostituição feminina nos cabarés da capital piauiense, principalmente na zona da Paissandu, frente ao processo de modernização na década de 1970. Para tanto, buscou-se a princípio observar os aspectos modernizadores da urbe (seu aparato urbano e as práticas discursivas) que pendulavam Teresina entre o aceitável e o proibido. Nessa seara, verificou-se também as interdições do poder disciplinar sobre os corpos infames (prostitutas) nos territórios do prazer (cabarés), mediante o patrulhamento ostensivo das operações policiais. E por fim, investigou-se as circunstâncias que desestruturariam a principal zona de prostituição da capital – Rua Paissandu e adjacências – e ao surgimento incipiente dos motéis. Esse estudo percorreu o seguinte corpo documental: as mensagens governamentais, as cartas CEPRO e o noticiário dos principais jornais: O Dia, O Estado, Jornal do Piauí, o Liberal e a Hora, disponíveis nas instalações do Arquivo Público do Piauí. Já o acesso às leis municipais, como o código de postura ocorreu na Biblioteca da Câmara de Vereadores de Teresina e, por fim, as entrevistas com algumas prostitutas e frequentadores da zona do meretrício. Essas fontes permitiram registrar fragmentos importantes dessa experiência histórica de controle e marginalização na urbe teresinense, sob o véu da modernização da capital. Por orbitar no campo da história cultural, essa pesquisa qualitativa norteia-se por referenciais conceituais e bibliográficos de autores como Michel Foucault (1976), Michel de Certeau (1980), Marshall Berman (1986), Francisco Alcides Nascimento (1999), Sandra Pesavento (2007), Margareth Rago (2008), Cláudia Fontineles (2009), Bernardo Sá Filho (2017) e Pierre Nora (2012), que se debruçaram sobre discussões em torno do moderno, da modernização e das ressonâncias discursivas do fazer urbano nos espaços de poder e de infâmia, no controle das práticas sexuais, no usufruto dos corpos pérfidos, nas sociabilidades diversas e nos lugares de memória, respectivamente. Portanto, em termos conclusivos, o recato e o prazer manifestos no ideário modernizador de Teresina eram afrontados com “outros prazeres da noite”, em que a prostituição expõe a heterotopia de uma capital imersa no estigma da exclusão e do recalque.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANTONIO MAURENI VAZ VERÇOSA DE MELO - UESPI
Interno - 677.989.933-04 - JOSEANNE ZINGLEARA SOARES MARINHO - UESPI
Presidente - 877.646.793-72 - PEDRO PIO FONTINELES FILHO - UESPI
Notícia cadastrada em: 14/07/2023 18:20
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