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Banca de QUALIFICAÇÃO: LUCAS ANDRE DA LUZ SILVA DIAS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUCAS ANDRE DA LUZ SILVA DIAS
DATA: 28/08/2023
HORA: 16:00
LOCAL: Sala do Mestrado
TÍTULO: USINA HIDRELÉTRICA DE ESTREITO: HISTÓRIA, MEMÓRIA E NARRATIVAS ENTRE PESCADORES DE BABAÇULÂNDIA- T0 (2000- 2016).
PALAVRAS-CHAVES: História. Memória. Pescadores. Silêncio. Hidrelétrica.
PÁGINAS: 115
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
SUBÁREA: História do Brasil
ESPECIALIDADE: História do Brasil República
RESUMO:

Este trabalho, situado na História do Tempo Presente, e construído a partir do aporte metodológico da História Oral, procura problematizar a articulação da memória que os pescadores atingidos pela Usina Hidrelétrica (UHE) de Estreito, situados na cidade de Babaçulândia, interior do Tocantins, possuem sobre a obra. Entendendo a Usina como um obstáculo imposto na trajetória de vida desse grupo atingido. A construção que foi inaugurada no ano de 2012, impactou significativamente ao redor de 12 municípios, sendo 10 no estado de Tocantins e 2 no estado do Maranhão. E um desses municípios tocantinenses atingidos, é a cidade de Babaçulândia, local da pesquisa. Ao longo da história do Brasil, vários obstáculos desse nível foram postos à frente dos pescadores enquanto categoria. Um grupo de trabalhadores historicamente distante de políticas públicas igualitárias ou de investimentos concisos, mas que sobrevive da arte de pescar, porque pescar também é uma arte. Portanto, o objetivo de acessar a memória que esses sujeitos possuem da construção da Usina Hidrelétrica de Estreito, e suas narrativas acerca desse processo, visa compreender de que maneira esses pescadores articularam e articulam caminhos para superar as intempéries impostas pela UHE. Para tanto, inicialmente a pesquisa realizou um apanhado histórico sobre a trajetória da categoria, tanto em nível nacional, como no nível estadual e por fim, municipal. Complementarmente, lançando mão de diálogos bibliográficos com Silva Junior (2021), Lucena (2020), Ramos Junior (2021) e Sieben (2012), foram apresentadas a história da Usina Hidrelétrica de Estreito, a cidade de Babaçulândia, e seus diversos grupos atingidos pela obra. Posteriormente serão analisadas as narrativas expostas pelos pescadores acerca da construção da UHE de Estreito. Procurando realizar uma abordagem que preze não só pelos desdobramentos da construção, mas também dê importância a vida desses sujeitos anteriormente a existência do empreendimento. Pois, dessa forma será possível compreendermos o quanto esse passado anterior a usina molda suas narrativas no presente. Realizando para tais fins, um diálogo constante com Pollak (1989), e o seu conceito de memória subterrânea. Somando-se a metodologia da História Oral utilizada para a realização das entrevistas, lançaremos mão da análise de documentos e jornais locais, para tencionar não somente os aspectos ditos pelos pescadores, mas também outra dinâmica cara ao historiador quando se trabalha com a memória, os aspectos não ditos, o silêncio da memória. Caminhando, dessa maneira, para estabelecer uma contribuição aos estudos dos atingidos por barragens, através da percepção de que construções desse porte, não somente causam desarranjo no meio-ambiente, mas também no afetivo e no simbólico dos

atingidos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2335100 - CLAUDIA CRISTINA DA SILVA FONTINELES
Interno - 423663 - FRANCISCO ALCIDES DO NASCIMENTO
Presidente - 747.008.043-00 - MARCELO DE SOUSA NETO - UESPI
Notícia cadastrada em: 22/07/2023 19:18
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