Notícias

Banca de DEFESA: ANA BEATRIZ PEREIRA GOMES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA BEATRIZ PEREIRA GOMES
DATA: 24/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Ambiente Remoto
TÍTULO: Pintar a cidade com amor: uma etnografia sobre o fazer-cidade junto à Bixaria Crew.
PALAVRAS-CHAVES: Graffiti; fazer-cidade; cidade dissidente; Bixaria Crew; Teresina.
PÁGINAS: 144
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Antropologia
RESUMO:

Esta dissertação, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Piauí-UFPI, investiga a presença e atuação de mulheres e pessoas LGBTQIAPN+ na cena de graffiti da cidade de Teresina – Piauí, com foco na Bixaria Crew. Por meio de levantamento bibliográfico de artigos, revistas, sites, blogs, materiais audiovisuais e pesquisa etnográfica, iniciada em agosto de 2024, através de observação participante (Minayo, 2001), acompanhei as saídas para pintar, mutirões, festivais, oficinas e eventos articulados a cena do graffiti e movimento hip hop. Acrescento que a pesquisa é realizada em primeira pessoa: atuo como graffiteire e sou a única pessoa transmasculina da cena do graffiti em Teresina, de modo que minhas observações e análises partem desse lugar fronteiriço e situado, tornando esta uma pesquisa corporificada (Abu-Lughod, 2018; Nascimento, 2019; Haraway, 1995; Favero, 2020; Caetano, 2024; Souza, 2024). A pergunta-problema que orienta esta pesquisa é: de que modo a Bixaria Crew, inserida na cena do graffiti e do pixo teresinense, produz modos de ocupar e reivindicar a cidade a partir de suas práticas e circulações, contribuindo para a produção de uma cidade dissidente que tensiona normatividades de raça, gênero e sexualidade? Argumento que, para além das intervenções visuais nos muros da cidade, a Bixaria Crew engendra práticas de fazer-cidade, compreendidas enquanto processos cotidianos de produção, ocupação, criação, fabulação e ressignificação do espaço urbano. Estes, por sua vez, se dão a partir de circulações, alianças, tensionamentos e trocas afetivas. Nessa pesquisa, o graffiti e o pixo ampliam as formas de criação de novas possibilidades de visibilizar, existir e permanecer na cidade. Acrescento ainda, a constituição de redes com outras crews e coletivos que fortalecem coletivamente a produção de uma cidade dissidente. A pesquisa evidencia também a escassez de estudos sobre pessoas LGBTQIAPN+ no graffiti/pixo. No processo de fazer-cidade da Bixaria, entendo que o amor emerge enquanto categoria central: política, ética e coletiva. O luto, por sua vez, atravessa e reconfigura as dinâmicas da crew, de modo que o fazer-cidade também perpassa perdas, produção de memória e insistência na continuidade da vida.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 025.***.***-29 - GABRIELA PEDRONI - UFPI
Presidente - 1105157 - MARIANE DA SILVA PISANI
Externo à Instituição - 253.***.***-44 - SILVANA DE SOUZA NASCIMENTO - USP
Notícia cadastrada em: 20/03/2026 14:10
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb04.ufpi.br.instancia1 21/03/2026 14:23