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Banca de DEFESA: MARIA LAURENTINA DE BRITO VERAS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA LAURENTINA DE BRITO VERAS
DATA: 29/08/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala do PPGBiotec
TÍTULO: ANÁLISE COMPARATIVA DE EXTRATOS DAS CASCAS DO CAULE DE Terminalia fagifolia MART: SAZONALIDADE E POTENCIAL BIOTECNOLÓGICO
PALAVRAS-CHAVES: Sazonalidade; Antioxidante; Antibacteriana; Staphylococcus; Combretaceae.
PÁGINAS: 87
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Microbiologia
RESUMO:

O presente trabalho avaliou de forma integrada o potencial fitoquímico e biológico do extrato etanólico das cascas do caule de Terminalia fagifolia Mart obtidas na região Norte do Piauí, em dois períodos sazonais (C1: período chuvoso; C2: período seco), demonstrando que a espécie constitui fonte relevante de metabólitos secundários com potencial biotecnológico. A caracterização fitoquímica e espectroscópica evidenciou elevados teores de compostos fenólicos (cerca de 490 μg EAG/mg extrato) e flavonoides em ambos os extratos, com C1 apresentando maior teor de flavonoides, cerca de 340 μg EQ/mg extrato). Nos ensaios de atividade antioxidante (ABTS, DPPH e FRAP), ambos os extratos exibiram capacidade significativa de neutralização de radicais e poder redutor (< 80% nas maiores concentrações), correlacionando-se com os teores fenólicos observados. Em especial, as respostas variaram conforme concentração e amostra, com evidências de melhor desempenho para a amostra obtida no período seco.
A investigação do potencial antibacteriano mostrou que os extratos exerceram ação inibitória frente a Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermidis, incluindo isolados multirresistentes, com CIM variando entre 12,5 e 800 μg/mL e predominância de efeito bacteriostático. Observou-se maior sensibilidade de S. epidermidis e tendência de maior atividade do extrato coletado no período seco (C2) em várias cepas avaliadas. Os ensaios de inibição de formação de biofilme demonstraram que ambos os extratos interferiram na formação do biofilme bacteriano em concentrações subinibitórias, com superioridade do extrato do período seco (C2) em concentrações intermediárias. Quanto à segurança biológica, os extratos apresentaram baixo potencial hemolítico nas concentrações testadas, com percentuais de hemólise variando entre 15% e 5%, nas concentrações avaliadas. Os ensaios citotóxicos realizados em células BV2 (micróglia murina) mostraram diferenças importantes entre as amostras: a fração C1 (período chuvoso) apresentou baixo percentual de citotoxicidade e manutenção da morfologia celular com IC50 > 125 μg/mL, enquanto a fração C2 (período seco) induziu alterações morfológicas compatíveis com toxicidade crescente em concentrações mais altas e IC50 = 44,23 μg/mL. Após a análise do resultado observou-se que Terminalia fagifolia Mart, coletada na região Norte do Piauí, mostrou-se promissora do ponto de vista biotecnológico, com influência da sazonalidade na atividade biológica e potencial citotóxico dos extratos, corroborando com estudos da mesma espécie, coletada em outros locais do Brasil. Ressalta-se a importância de estudos adicionais para padronização, elucidação dos mecanismos de ação e avaliação toxicológica em modelos mais complexos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 995.***.***-68 - ALYNE RODRIGUES DE ARAUJO - UFPI
Externo ao Programa - 1648340 - ROSA HELENA REBOUCAS
Externo à Instituição - 048.***.***-01 - THAIS DANYELLE SANTOS ARAÚJO - UVA
Notícia cadastrada em: 13/07/2026 18:26
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