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Banca de QUALIFICAÇÃO: KELSON DE SOUSA LEITE

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: KELSON DE SOUSA LEITE
DATA: 16/01/2023
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório do PPGCM/UFPI
TÍTULO: Uso de Líquido da Castanha do Caju como agente anticorrosivo em materiais cerâmicos
PALAVRAS-CHAVES: LCC; materiais cerâmicos; corrosão; tijolo ecológico; tijolo solo-cimento
PÁGINAS: 35
GRANDE ÁREA: Engenharias
ÁREA: Engenharia de Materiais e Metalúrgica
SUBÁREA: Materiais Não-Metálicos
ESPECIALIDADE: Cerâmicos
RESUMO:

A ciência e a tecnologia estão em constante desenvolvimento. Isso leva a uma tecnologia cada vez mais exigente e inteligente. O uso de materiais cerâmicos tem se estendido a várias áreas, incentivando a busca de soluções para o problema da corrosão. A corrosão nos materiais cerâmicos corresponde a falhas em seus componentes estruturais devido às reações químicas da cerâmica com as substâncias presentes no ambiente, ou seja, deve-se considerar as reações entre materiais cerâmicos e soluções ou gases ocorrendo na interface (Gogotsi, 1992). O custo da corrosão pode ser minimizado através da caracterização da matéria-prima (argila) (McCaulay, 2013). A determinação do mecanismo geral de corrosão requer uma investigação detalhada usando vários métodos de caracterização (McCaulay, 2013). Um inibidor de corrosão é uma substância que, quando adicionada a um ambiente corrosivo, diminui significativamente a taxa de corrosão causada pelo ambiente ao retardar os processos eletroquímicos anódicos ou catódicos (Golestani, 2014). Em Furtado (2019) o líquido da casca da castanha de caju (CNSL), um subproduto da indústria da castanha de caju, foi avaliado como inibidor de corrosão para o aço carbono API P110. Neste trabalho, estudou-se o LCC como inibidor de corrosão verde na superfície de materiais cerâmicos através do teste de corrosão por imersão. Os corpos de prova prismáticos foram preparados obedecendo a NBR 10611:2011. Em seguida, os corpos foram sinterizados em Forno Mufla com um passo de 5ºC/min até atingir a temperatura máxima de 800ºC com um tempo de permanência de 30 min. Após a imersão em LCC, os corpos de prova foram secos em papel toalha para retirada do excesso de óleo e embalados novamente com papel laminado em local seco. Os ensaios de corrosão por imersão usados neste trabalho obedeceram principalmente a norma internacional NACE TM0499-2009, que trata sobre o teste de corrosão por imersão de materiais cerâmicos. Separou-se quatro corpos de prova prismáticos, com apenas três banhados em LCC, para imersão em solução que representasse a água do mar. O primeiro corpo banhado em LCC foi retirado em 15 dias, o segundo em 30 dias e, o terceiro, juntamente com o corpo de prova apenas sinterizado, foram retirados no prazo de 60 dias. Em cada etapa, foram aferidas as dimensões e massa dos corpos de prova antes e após a exposição à solução. A documentação fotográfica dos corpos de prova foi realizada antes e depois dos testes, para auxiliar na avaliação dos resultados. O cálculo da perda de massa ou taxa de corrosão geral CR, juntamente com a massa incrustada do produto da corrosão foram determinados obedecendo o padrão NACE TM0499-2009. Os resultados através de imagens e do cálculo de corrosão nos corpos de prova mostraram que o LCC é eficaz como agente anticorrosivo em materiais cerâmicos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1714193 - JOSE MILTON ELIAS DE MATOS
Interno - 1229211 - MARCOS GUILHERME CARVALHO BRAULIO BARBOSA
Interno - 1720808 - RENATA BARBOSA
Interno - 1331130 - TATIANNY SOARES ALVES
Notícia cadastrada em: 22/12/2022 17:52
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