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Banca de DEFESA: JUELINA OLIVEIRA DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JUELINA OLIVEIRA DOS SANTOS
DATA: 29/05/2017
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de Aula/ CMRV
TÍTULO: TÍTULO: Estudo de diversidade genética em populações de Anacardium occidentale L. e Anacardium microcarpum Ducke ocorrentes no litoral do Piauí, Brasil
PALAVRAS-CHAVES: Caju; Cajuizeiro; ISSR; Populações nativas; Variabilidade genética.
PÁGINAS: 85
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Multidisciplinar
RESUMO:

Anacardium occidentale L., conhecida popularmente como caju, é uma espécie cultivada e naturalizada, amplamente distribuída na zona tropical, tendo o nordeste brasileiro e o domínio do cerrado como centros de diversidade. Anacardium microcarpum Ducke, conhecido como cajuí, é característico da vegetação litorânea piauiense e de grande importância socioeconômica e ambiental para população local, diferenciando-se do caju por apresentar hipocarpo e drupa de tamanhos pequenos. Para alguns autores, A. microcarpum é sinônimo de A. occidentale. Devido à grande amplitude de variação morfológica e estudos de variação genética com amostras de populações naturais destes táxons ainda serem escassos, objetivou-se com o presente estudo caracterizar e comparar a diversidade, estrutura e diferenciação genética das populações naturais de A. microcarpum (cajuí) e de associações cultivadas ou naturalizadas de A. occidentale (caju) encontradas no norte do Piauí, utilizando marcadores moleculares Inter Simple Sequence Repeat (ISSR), além de contribuir ao entendimento taxonômico destes dois táxons. Foram analisadas amostras de oito populações de A. occidentale e A. microcarpum, com 30 indivíduos cada, dos seguintes locais que compõe a Microrregião do Litoral Piauiense: (Parnaíba (Labino, Pedra do Sal e Rosápolis), Ilha Grande (Cal e Tatus), Cajueiro da Praia e Cocal, além de um local que compõe a Microrregião do Baixo Parnaíba Piauiense (Luzilândia). Os cinco primers ISSR utilizados geraram 94 locos, dos quais todos foram polimórficos, com as porcentagens de polimorfismos variando de 40,43% a 67,02% entre as populações. A variação genética das amostras diferiu tanto dentro como entre as populações de caju e cajuí. Valores médios do Índice de Diversidade de Shannon (I), de Heterozigosidade Esperada (He) e de Taxa de Polimorfismo (%P) foram maiores nas populações de cajuí (0.24; 0.15; e 57.18%) que nas populações de caju (0.19; 0.12; 49.49%). A Análise de Variância Molecular (AMOVA) mostrou que 78% da variabilidade genética encontra-se dentro das populações, com 22% de variância explanada pelas diferenças entre as mesmas. Este nível de diferenciação foi significativo no nível P ≥ 0.001, como estimado pelo parâmetro PhiPT (PhiPT = 0,217). O valor de G st (0,149) e o valor de Nm (2,8535) indicou moderada diferenciação genética entre as populações confirmando os resultado obtidos na AMOVA, que sugere existência de cruzamentos entre as populações e que é apoiado pelo valor de fluxo gênico. O teste Mantel mostrou que não há correlação entre a distância geográfica e a distância genética (Nei) entre os pares de populações. Análise de Coordenadas Principais (PCoA) usando a matriz de distância Nei mostrou que as populações de Cocal (caju), Cal (cajuí) e Pedra do Sal (cajuí) foram cada, muito distinta das demais, enquanto as cinco outras populações foram geneticamente mais similares. A análise Bayesiana de estrutura genética mostrou ótimo resultado para o  modelo de quatro grupos em que as populações de Rosápolis e Pedra do Sal compartilharam o mesmo padrão genético; Cocal teve padrão único; Luzilândia (caju), Cajueiro da Praia (caju) e Labino (cajuí) e uma parte de Rosápolis compartilharam o terceiro padrão; e Tatus (Cajuí) e Cal (cajuí) compartilharam o quarto padrão. Rosápolis se destacou pela estrutura genética bimodal. Os resultados mostraram que as populações naturais de A. microcarpum tem maior diversidade genética dentro das populações que as de A. occidentale, embora mostrem forte distinção genética (ex. Cal), não formam uma unidade genética coerente em oposição as populações de caju. Os resultados destacaram a importância das populações naturais de A. microcarpum (cajuí) como reservatórios da variabilidade genética do A. occidentale (caju, uma árvore frutícola cultivada de importância econômica global) e, portanto, a necessidade urgente de assegurar sua conservação efetiva. 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - AURINETE DAIENN BORGES DO VAL - UESPI
Presidente - 1221652 - IVANILZA MOREIRA DE ANDRADE
Externo à Instituição - PAULO SARMANHO DA COSTA LIMA - EMBRAPA
Notícia cadastrada em: 11/05/2017 08:31
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