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Banca de DEFESA: DAVID RUFINO FERREIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DAVID RUFINO FERREIRA
DATA: 23/02/2018
HORA: 09:00
LOCAL: Sala do PPG em Biotecnologia
TÍTULO: AVALIAÇÃO FITOQUIMICA, ANTIMICROBIANA, ANTIOXIDANTE E CITOTÓXICA DE EXTRATOS DAS ALGAS Hypnea pseudomusciforms, Padina gymnospora e Jania adhaerens.
PALAVRAS-CHAVES: Fitoquimica, Hypnea pseudomusciforms, Jania adhaerens, atividade antifúngica; atividade antioxidante, citotoxicidade.
PÁGINAS: 80
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Multidisciplinar
RESUMO:

O ambiente marinho se destaca pela diversidade de compostos valiosos, obtidos principalmente do metabolismo secundário das algas marinhas. Esses metabolitos secundários são oriundos principalmente de mecanismos de defesa e adaptações à condições ambientais. A leishmaniose e as doenças causadas por bactérias e fungos são uma preocupação mundial devido os constantes casos documentados de resistência aos agentes antimicrobianos empregados no seu combate, sendo assim o objetivo desse trabalho foi o de realizar uma investigação fitoquimica e avaliar a atividade das frações hidroalcoolica e hexânica das algas Hypnea pseudomusciforms, Padina gymnospora e Jania adhaerens quanto a seu potencial antileishmania, antibacteriano, antifúngico, antioxidante e citotóxico. A fitoquimica foi realizada através de ensaios quimicos qualitativos e por cromatografia liquida de alta eficiência (CLAE). A atividade antibacteriana foi determinada pelo método de difusão em ágar. O método colorimétrido da resazurina(7-hidroxi-3H-fenoxazina-3-ona 10-óxido) foi o adotado para atividade antileishmania. Para atividade antifúngica foi adotado o método de microdiluição em caldo. A atividade antioxidante foi determinada pelo método DPPH (1,1-diphenil-2-picrilhidrazil). Metodologia utilizando o reagente Folin-ciocalteau foi a empregada para a quantificação de fenóis e o ensaio de citotoxicidade foi determinado pelo método colorimétrico MTT [3(-(4,5-dimetil-2-tiazol) -2,5-difenil-2-H-brometo de tetrazolium)]. Dentre as algas testadas a fração hidroalcoólica da alga vermelha Hypnea pseudomusciforms apresentou a menor concentração inibitória mínima para Candida krusei (CIM: 9,76 µg/mL), porém nenhuma atividade para Candida tropicalis, Aspergillus fumigatus e Trycophyton interdigitale foi observada. A fração hidroalcoólica de Jania adhaerens testada contra Candida krusei apresentou valor de CIM:39,06 µg/mL. Para o teste de difusão em ágar nenhuma fração das algas utilizadas no teste apresentou qualquer atividade na concentração testada para Staphylococcus epidermidis e Escherichia coli. No ensaio antileishmania foi obtido (CI50: 396,8 µg/mL) para a fração hexânica de Hypnea pseudomusciforms. O ensaio antioxidante revelou que a fração hidroalcoolica de Hypnea pseudomusciforms apresentou o maior potencial antioxidante (CI50: 256,31 µg/mL) entre as algas testadas. A quantificação de fenóis revelou 18,48 e 12,13 mg de ac. gálico/g de amostra para a fração hidroalcoolica de Padina gymnospora e para a fração hexanica de Hypnea pseudomusciforms respectivamente O teste de citotoxicidade revelou que nenhuma fração demonstrou ser citotóxica contra as linhagens de células cancerosas testadas. Neste estudo foi demonstrado que algas vermelhas Hypnea pseudomusciforms e Jania adhaerens demonstraram um bom desempenho no ensaio antifúngico e moderada atividade antioxidante, o que pode encorajar estudos mais profundos dessas espécies de algas para a busca de componentes terapêuticos para infecções causadas por Candida krusei.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1789383 - JEFFERSON SOARES DE OLIVEIRA
Externo ao Programa - 2362290 - KLINGER ANTONIO DA FRANCA RODRIGUES
Presidente - 841.003.203-10 - LEIZ MARIA COSTA VERAS - UFPI
Notícia cadastrada em: 15/02/2018 09:06
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