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Banca de DEFESA: FELIPE CARDOSO DE BRITO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FELIPE CARDOSO DE BRITO
DATA: 28/03/2018
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório Oeste/ Bloco de Medicina
TÍTULO: CARACTERIZAÇÃO FITOQUÍMICA, ATIVIDADE ANTIOXIDANTE E ANTIMICROBIANA DA FRAÇÃO DIALISÁVEL DO LÁTEX DE Plumeria pudica (JACQ., 1760)
PALAVRAS-CHAVES: laticíferos, metabólitos secundários, antioxidante, antimicrobiano.
PÁGINAS: 73
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Multidisciplinar
RESUMO:

O látex é um fluido produzido por células vegetais chamadas de laticíferos. É constituído por borracha, chamada de fase sólida, e por uma fase líquida onde se encontra uma ampla variedade de compostos como carboidratos, ácidos orgânicos, metabólitos secundários e proteínas. Diversos metabólitos secundários já foram identificados em látex de plantas e são frequentemente descritos por apresentarem propriedades antioxidantes e antimicrobianas. Estudos recentes demonstraram o potencial farmacológico das proteínas do látex de Plumeria pudica. Porém, não existem estudos na literatura sobre a identificação dos compostos secundários nesta espécie. Neste sentido, a presente pesquisa tem por objetivo caracterizar os compostos fitoquímicos e verificar a atividade antioxidante e antimicrobiana da fração dialisável do látex de P. pudica. O látex de P. pudica foi coletado na cidade de Parnaíba-PI e submetido a fracionamento por meio de centrifugação e diálise contra água destilada por uma hora utilizando membranas com cut-off de 8.000 Da. A fração não retida pela membrana de diálise, chamada de fração dialisável de P. pudica (DLPp), foi liofilizada e utilizada nos experimentos. Foram realizados os seguintes ensaios para caracterização fitoquímica da DLPp: pesquisa de fenóis, taninos, flavonoides, esteroides, triterpenoides, saponinas, alcaloides e açúcares redutores; quantificação dos teores de fenóis e flavonoides por meio de espectrofotometria e análise das frações de DLPp por Cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE). A atividade antioxidante da DLPp foi determinada através dos métodos de redução do radical DPPH e de quelação do Íon Ferroso. Já a atividade antimicrobiana foi verificada através da técnica de Microdiluição em Caldo frente aos fungos Candida albicans ATCC 48189, Candida krusei ATCC 6258, Cryptococcus parapsilosis ATCC 22019, Fonsecaea pedrosoi ATCC 46422, Trichophyton interdigitale ATCC 73727, Sporothrix brasiliensis ATCC 16042, Aspergillus fumigattus ATCC 130473 e às bactérias Staphylococcus epidermidis ATCC 12228, Staphylococcus aureus ATCC 29213 e Escherichia Coli ATCC 25922. Os resultados da presente pesquisa são descritos a seguir. O rendimento de DLPp foi de 2% da massa total do látex de P. pudica. O espectro ultravioleta do extrato aquoso de DLPp apresentou duas bandas: uma banda I em 300-340nm e uma banda II em 220-260 nm. A prospecção fitoquímica revelou a presença de flavonoides na DLPp. O teor de fenóis totais foi de 34,41 ± 0,12 mg EAG/g de DLPp e o teor de flavonoides totais foi de 1,22 ± 0,12 mg EQ/g de DLPp. A análise por CLAE sugeriu que a fração hidrometanólica de DLPp tem perfil semelhante ao padrão rutina. A DLPp mostrou moderada atividade antioxidante apresentando CE 50 de 106,98 ± 4,1 µg/mL no ensaio de redução do radical DPPH. No ensaio de quelação do íon ferroso, a DLPp mostrou CE 50 de 1,37 ± 0,05 mg/mL. A DLPp não inibiu o crescimento de nenhum dos microrganismos testados. Este estudo sugere a presença de flavonoides na DLPp e que esta apresenta moderada atividade antioxidante. 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1789383 - JEFFERSON SOARES DE OLIVEIRA
Externo ao Programa - 913.964.335-20 - JOILSON RAMOS DE JESUS - UFBA
Interno - 841.003.203-10 - LEIZ MARIA COSTA VERAS - UFPI
Notícia cadastrada em: 22/03/2018 10:22
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb07.ufpi.br.instancia1 06/03/2021 01:49