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Banca de QUALIFICAÇÃO: BRUNO ILES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: BRUNO ILES
DATA: 11/07/2019
HORA: 15:00
LOCAL: Sala de aula Mestrado
TÍTULO: Nanopartículas Poliméricas como Veículo de Liberação do Alendronato de Sódio em Ratas: Estudo de Eficácia e Toxicidade Gastrintestinal
PALAVRAS-CHAVES: Nanopartículas, Bifosfonatos, Blenda Polimérica
PÁGINAS: 85
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Multidisciplinar
RESUMO:

A osteoporose é a doença óssea metabólica mais frequente, sendo a fratura a sua manifestação clínica. Na atualidade, a terapia para o controle e tratamento das doenças ósseas é a utilização dos bifosfonatos. Entre os bifosfonatos, o alendronato de sódio (ALD) é a droga mais utilizada devido à maior documentação de benefício em prevenção de fraturas e à maior comodidade posológica. Entretanto, o uso do alendronato torna-se limitado, visto que o uso contínuo dessa droga causa problemas gástricos. Diante disso, as nanopartículas (NP’s) constituídas por polímeros biodegradáveis modificados tem atraído muito a atenção dos pesquisadores devido as suas potencialidades terapêuticas. Estes sistemas coloidais poliméricos têm sido propostos como vetores de fármacos com o objetivo de modificar a sua farmacocinética, podendo ainda aumentar a biodisponibilidade de muitas substâncias ativas. Na tentativa de buscar moléculas e/ou fármacos que exerçam efeito protetor nas alterações histopatológicas do trato gastrintestinal induzidas por alendronato e ainda potencialize seus efeitos farmacológicos, o presente trabalho teve como objetivo sintetizar nanopartículas poliméricas utilizando, uma blenda polimérica, como um novo veículo de liberação do ALD, além de caracterizar e avaliar sua toxicidade gástrica em ratas. As nanopartículas foram sintetizadas por nanoemulsão em temperatura ambiente, sob agitação constante de 15000rpm durante 7 minutos, utilizando a goma do cajueiro anidrido propiônico (GCAD) e goma do angico (GAng) a 0,1% e 0,05% e alendronato de sódio em diferentes concentrações: 5, 10 e 15mg, diluídos em DMSO 1%. Para a caracterização das nanopartículas, foram utilizadas as técnicas de espalhamento dinâmico de luz (DLS) e análise do potencial Zeta. As NP’s também foram caracterizadas por microscopia de força atômica (MFA), afim de avaliar o perfil morfológico. Além disso, foram realizadas leituras de espectroscopia de infravermelho – FTIR, afim de caracterizar o perfil químico das NP’s, além de caracterizar a modificação da goma do cajueiro realizada no presente estudo. O potencial de incorporação foi mensurado com leituras de 260nm e calculado utilizando curva de calibração. Para os testes de toxicidade gastrointestinal, as NP’s foram liofilizadas, ressupendidas em solução salina e administradas oralmente em ratas, em uma proporção de 50mg/Kg de ALD. Além disso, amostras de tecidos do estômago foram coletadas para analises macroscópicas, histológicas e MFA; como também, foram coletadas amostras de tecidos para analises bioquímicas de MDA e MPO. O diâmetro das NP’s formuladas variou entre 268,50nm – NP’s sem a presença de ALD – e 51,02nm – para as NP’s formuladas com 15mg d ALD. Além disso, o potencial Zeta das NP’s demonstraram valores entre -23,05mV e -12,05mV. As análises de MFA, demostraram que as NP’s formuladas apresentam um arquétipo esférico, caraterístico de nanopartículas poliméricas. Os ensaios de eficiência de incorporação, demonstraram que a NP’s formulada com 0,1% de polímero e 15mg de ALD, conseguiu incorporar cerca de 98% de ALD; desse modo, apenas essa foi selecionada para os ensaios biológicos. As análises de FTIR, demonstraram que a goma do cajueiro foi modificada com anidrido propiônico, apresentando bandas em 1370 cm -1 e 1557 cm -1 típicas de reação de acilação. A analises de FTIR de GAng, apresentaram bandas em 1076 cm -1 e 1024 cm -1 , sendo esses referentes a unidades glicosídeas de polissacarídeos naturais. Além disso, foi realizado FTIR das NP’s em solução e liofilizadas. Onde esta apresentou bandas especificas de ALD (P=O em 911 cm -1 ; 746cm -1 ), e dos polímeros utilizadas em sua formulação. Os ensaios biológicos demonstraram que as NP’s formuladas provocaram menos danos na mucosa gástrica quando comparadas ao ALD não nanoformulado. Desse modo, é possível concluir que as nanopartículas sintetizadas com uma blenda polimérica para a encapsulação do fármaco alendronato de sódio, conseguiram incorporar cerca de 98% do fármaco utilizado, além de reduzirem os efeitos tóxicos na mucosa gástrica ocasionada pelo ALD.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1718303 - DURCILENE ALVES DA SILVA
Presidente - 1680593 - JAND VENES ROLIM MEDEIROS
Notícia cadastrada em: 06/06/2019 17:15
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