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Banca de DEFESA: LUAN FILIPE LIMA FREITAS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUAN FILIPE LIMA FREITAS
DATA: 28/05/2020
HORA: 08:00
LOCAL: UFDPAR ou por Sistema Virtual (quarentena COVID-19
TÍTULO: A EXPOSIÇÃO EM REALIDADE VIRTUAL PODE INFLUENCIAR O DESEMPENHO DA MEMÓRIA DE TRABALHO? UM ESTUDO ELETROENCEFALOGRAFICO.
PALAVRAS-CHAVES: Terapia de Exposição à Realidade Virtual. Memória. Testes Neuropsicológicos.
PÁGINAS: 115
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fisioterapia e Terapia Ocupacional
RESUMO:
Os distúrbios de memória são um conjunto de doenças, geralmente causadas por algum
tipo de dano neurológico em estruturas do cérebro, gerando déficit no armazenamento e
na retenção de informações, que pode envolver domínios cognitivo importantes como a
memória de trabalho (MT). Tais distúrbios, principalmente relacionados à idade, são
doenças progressivas, com sintomas variáveis entre os acometidos, fator que demanda o
desenvolvimento de novas de estratégias, procedimentos e metodologias alternativa que
possam ser utilizadas de forma eficaz para a manutenção da qualidade de vida desses
indivíduos. Uma das possíveis ferramentas que pode ser usada na reabilitação dos
processos cognitivos relacionados à memória são os sistemas de Realidade Virtual
(RV), caracterizados por oferecer a oportunidade de criar ambientes sintéticos, onde
variáveis sensório-motoras podem ser moduladas de forma precisa, de acordo com o
objetivo. Uma amostra de 61 participantes foi submetida a um treinamento com
finalidade de potencializar a performance da MT, esse treinamento foi aplicado em
modalidades diferentes entre três grupos: grupo T1 (treino não-virtual), grupo T2 (treino
virtual) e grupo Shan (treino virtual com duração reduzida). Durante a tarefa do
treinamento os indivíduos foram expostos a uma sequência de estímulos visuo-espaciais
em posições diferentes que deveriam ser memorizadas para responder a tarefa. Para
cada participante realizamos a captação dos escores de desempenho na tarefa, taxa de
erro para os eixos Y e X e captação do sinal eletroencefalográfico antes, depois e em
períodos após a intervenção (follow-up) de 7 e de 14 dias, para as áreas corticais pré-
frontal, frontal e parietal. Os resultados para os fatores eletroencefalográficos mostraram
que o efeito gerado pelo treinamento não diferiu entre os grupos sobre a atividade
cortical quanto ao sinal de coerência, não sendo observado nenhuma diferença
estatisticamente significativa (p> 0,05) entre os três grupos para os canais, indicando
que o treinamento virtual pode ser tão eficaz quanto o modo convencional com relação
ao aspecto neurofisiológico. Por outro lado, os achados para o fator comportamental
demonstraram diferença estatística entre os efeitos do treinamento para MT sobre ambas
as variáveis comportamentais, tanto para a performance na tarefa [F(8, 2552) = 8,164;
p=0,001] quanto a taxa de erro para os eixos Y [F(4, 1596) = 4,805; p<0,05] e X [F(4,
1596) = 5,675; p=0,001]. Os indivíduos submetidos ao treinamento virtual (T2)
apresentaram escores maiores de resposta e menor tendência ao erro na tarefa realizada
no momento após o treinamento com relação aos demais grupos como em T1 (95% CI,
1,96 a 8,28; p=0,001). Isto indica que houve maior potencialização sobre a performance
da MT por meio do treinamento em ambiente virtual levando em consideração os
aspectos do desempenho.

MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2092495 - SILMAR SILVA TEIXEIRA
Externo ao Programa - 3870578 - FERNANDO LOPES E SILVA JUNIOR
Externo à Instituição - MAURICIO CAGY - UFRJ
Notícia cadastrada em: 18/05/2020 10:04
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