Dissertações/Teses

2019
Descrição
  • ROSA KARINA CARVALHO CAVALCANTE
  • MIRANDA OSÓRIO O uso do patrimônio edificado como instrumento de revitalização do Conjunto Histórico e Paisagístico da Cidade de Parnaíba | Norte do Estado do Piauí
  • Data: 31/10/2019
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  • Neste documento apresenta-se o trabalho em andamento sob título Edifício Miranda Osório: o uso do patrimônio edificado como instrumento de revitalização do Conjunto Histórico e Paisagístico da Cidade de Parnaíba, no Norte do Estado do Piauí. Esta pesquisa está associada ao Projeto Matriz “PARNAÍBA: PATRIMÔNIO VIVO, CIDADE VIVA”, do Programa de Pós-graduação, Mestrado Profissional, em Artes, Patrimônio e Museologia (PPGAPM), da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar), Meio Norte do Brasil, Piauí. O objetivo geral foi demonstrar, a partir do estudo de caso do antigo grupo escolar Miranda Osório, como novos usos culturais do patrimônio edificado, no caso como Museu da Cidade de Parnaíba, pode ser um instrumento de revitalização do Conjunto Histórico e Paisagístico da cidade de Parnaíba, tombado em 2008, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Esse uso também irá ajudar a promover a sustentabilidade da edificação, dado que a recuperação, ainda que restabeleça a edificação, não é capaz sozinha de promover futuras manutenções. Inicialmente realizamos uma pesquisa histórica sobre a arquitetura dos grupos escolares do Brasil em particular do antigo e primeiro grupo escolar do Piauí, Miranda Osório, cuja arquitetura tem uma relação direta com a concepção e construção dos grupos escolares brasileiros do início da Nova República em a partir do final do século XIX e início do século XX. A seguir foi feita a atualização do diagnóstico da edificação, colaborando com o projeto de restauração do arquiteto Francisco Costa. O projeto de uma proposta de exposição sobre a transformação e recuperação do antigo grupo escolar Miranda Osório, de forma a reconstituir sua história como edifício e como escola tem como objetivo sensibilizar os residentes da cidade de Parnaíba, agentes públicos ou privados, para o conhecimento e reconhecimento do seu rico e complexo patrimônio cultural, permitindo, assim, que atribuam sentidos e significados ao tombamento.

  • WERLANNE MENDES DE SANTANA
  • O INSTITUTO TARTARUGAS DO DELTA: estudos e intervenções em educação ambiental e museologia na Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba
  • Data: 31/10/2019
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  • Este trabalho tem natureza pesquisa-ação, sob o título “O INSTITUTO TARTARUGAS DO DELTA: estudos e intervenções em educação ambiental e museologia na Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba”, terá seus produtos e serviços associados ao Projeto Matriz  “Ecomuseu Delta do Parnaíba”, cujo objetivo é criar e promover com e para as comunidades, com agentes públicos, privados e sociais, da Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba, uma Rede de Museus de Território, que tenha como missão pesquisar, documentar, preservar e comunicar o patrimônio cultural e natural de comunidades ribeirinhas e praieiras, bem como proteger do risco de extinção espécies marinhas como as tartarugas que desovam no litoral do Piauí. Na condição de bióloga e membro do Instituto Tartarugas do Delta ao longo de mais de 10 anos, realizamos estudos e intervenções de natureza participativa e colaborativa, envolvendo diretamente não apenas o ITD, mas o Serviço Social do Comércio, Regional do Piauí, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e, mais recentemente (2016), o Programa de Pós-graduação em Artes, Patrimônio e Museologia, Mestrado Profissional, da Universidade Federal do Piauí. Desde 2016, por meio de um termo de Cooperação Técnica entre o Instituto Tartarugas do Delta e o Programa de Pós-Graduação iniciamos diálogos para concepção do Museu Tartarugas do Delta, que por sua vez tem uma parceria colaborativa com o Serviço Social do Comércio. A considerar a cadeia operatória da museologia – preservação, pesquisa, documentação, comunicação, fomos orientados pela Coordenação do Programa e Projeto Matriz a iniciarmos a concepção do Museu Tartarugas do Delta pela documentação de nossas pesquisas e acervos e continuarmos com as ações educativas e culturais de preservação de espécies marinhas que já realizamos desde 2006, e desde 2017, de forma mais sistemática, agregando conceitos e métodos no campo de uma museologia e inovação social, estimulando ainda mais a valorização do patrimônio cultural no território da Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba. Assim, estamos a construir produtos e serviços como: histórico de estudos e intervenções realizados ao longo de mais de 10 anos na APA Delta do Parnaíba; planejamento e sistematização de ações educativas e culturais, elaboração de material didático para ações educativas e culturais; produção de um coletor gigante de garrafas pet, que dará visibilidades às nossas ações de educação ambiental e ecomuseologia na região da APA Delta do Parnaíba.

  • FLAVIANA DAMASCENO DE SOUSA VÉRAS
  • COMUNIDADE, CIDADANIA, MUSEOLOGIA E INOVAÇÃO SOCIAL: considerações a partir de uma experiência realizada na Associação de Moradores na vila-bairro Coqueiro, Luís Correia, Piauí
  • Data: 31/10/2019
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  • A proposta deste trabalho foi promover ações de mobilização social, que contribuíssem para aproximar o poder público aos cidadãos. Primeiro, identificamos as necessidades e problemas, depois procedemos a identificação/construção de alternativas de intervenção ajustadas e este contexto, tendo como base o levantamento dos recursos presentes no território, para construirmosparcerias. Investimos na capacitação e assessoria à Associação de Moradores do Bairro Coqueiro, Luís Correia, município que integra a Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba, para que os associados pudessem ter uma maior compreensão de sua realidade e equacionassem formas possíveis de melhorar a vida no lugar. Para a sua implementação consideramos fundamental trabalhar de forma participativa com os dez membros da diretoria da Associação de Moradores. O processo de aproximação com a realidade foi realizado de forma horizontal e participativa, gestado e gerido coletivamente com a participação das pessoas, visando a co-produção de saberes e ações A pesquisa-ação se justifica por entender que ao oportunizar a compreensão dos envolvidos na pesquisa, a participação coletiva se revela um processo importante para o pleno da cidadania ativa. Os produtos e serviços resultados deste trabalho exigiram a conjunção das habilidades profissionais da pesquisadora, levando em conta o seu compromisso com a comunidade e com o Programa, na busca por interesses comuns, o que permitiu oportunizar a formação em torno da organização, conscientização e da reflexão sobre a participação política da Associação, evidenciando o seu papel social e cultural. Desde 2018, estamos a construir com a Associação a revisão do Estatuto, a elaboração do regimento interno e um plano estratégico de ações para 2020 a 2025, que materializam os produtos e serviços desta pesquisa-ação.

  • IVANILDA SA QUIXABA FERREIRA
  • MEU BAIRRO É MEU PATRIMÔNIO Educação Patrimonial no Conjunto Histórico e Paisagístico de Parnaíba - Piauí
  • Data: 31/10/2019
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  • Neste documento, apresentamos o projeto-ação cujo objetivo é construir uma história da cidade de Parnaíba, litoral norte do Piauí, a partir de histórias de vida de alguns residentes do Conjunto Histórico e Paisagístico, tombado em 2008, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Como método estamos a usar a história oral e as tecnologias sociais da memória, como instrumentos práticos de aproximação com pessoas e grupos; essa última proposta é aplicada pelo Museu da Pessoa, no qual nos inspiramos. A considerar os processos de exclusão e gentrificação que marcam a realidade do Conjunto Tombado, as primeiras pessoas que selecionamos para o projeto e desenvolvermos ações de educação patrimonial foram crianças de 11 a 14 anos, regularmente matriculadas no 6º ano do Ensino Fundamental II, no ano de 2019, na Escola Municipal Godofredo de Miranda, localizada na divisa entre os bairros São José e Mendonça Clarck. A ideia foi perceber e registrar nas histórias que contam as crianças, suas formas e olhar e viver o/no bairro onde moram, sensibilidades e influências que receberam de seus familiares, da escola e do meio comunitário no qual vivem, a fim de permitir que olhem para os lugares e lhes atribuam sentidos e significados, criando condições para construírem uma vida em comunidade, relações de pertença e afetividade. Por sua natureza, o trabalho é participativo e colaborativo, para o qual estão envolvidos de forma direta a comunidade escolar, em especial os alunos. Realizamos oficinas e as registramos em fotos, trabalhos que orientamos, cujo resultado nos informa como os alunos veem e sentem o território que habitam. Como forma de comunicar esses sentimentos e emoções, produziremos um livro registro do processo do trabalho, que incluirá as histórias das crianças e suas impressões. Esta produção poderá ser utilizada como material didático, como orientações para outros estudos e intervenções no campo da educação patrimonial. Usamos, igualmente, como forma de registro e comunicação de nossas ações, as redes sociais: Instagramfacebook, meios de amplo alcance dos alunos. Os documentos como fotografias e a produção dos alunos nas oficinas estarão no acervo do museu da vila, no bairro Coqueiro da Praia, em Luís Correia, sede do Programa de Pós-graduação em Artes, Patrimônio e Museologia da Universidade Federal do Piauí, que coordena um projeto de criação do Ecomuseu Delta do Parnaíba, no qual está a construir com e para as pessoas uma rede de museus de território e núcleos de pesquisa, documentação e memória para o território da Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba, no qual se insere este e outros projetos-ação.

  • FRANCISCO DOS SANTOS MORAES
  • GUARDIÕES DO PATRIMÔNIO CULTURAL
  • Data: 21/09/2019
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  • Apresentamos o projeto-ação “Guardiões do Patrimônio Cultural”, associado ao Projeto Matriz “Ecomuseu Delta do Parnaíba”, do Programa de Pós-graduação em Artes, Patrimônio e Museologia, Campus Ministro Reis Veloso da Universidade Federal do Piauí, com sede na cidade de Parnaíba. O espaço e tempo eleitos para estudos e intervenções são o presente e o Bairro Coqueiro, Luís Correia, um dos dez municípios que integram a Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba. O Bairro abriga a sede do Mestrado e um núcleo do Ecomuseu, o Museu da Vila, sob a gestão da Universidade Federal do Piauí e Associação de Moradores. Realizamos um conjunto de estudos e intervenções no campo da Educação Patrimonial e Museal, com foco na Museologia e Inovação Social, que nos permitiu compreender de forma participativa os sentidos e significados da paisagem cultural do lugar, dos sentimentos de pertença - identidade, de uma comunidade de pescadores artesanais. Para este projeto elegemos como públicos a comunidade escolar, 16 alunos do 6o ao 9o anos, com faixa etária entre 11 a 16 anos, estudantes da Unidade Escolar Carmosina Martins da Rocha e residentes no próprio Bairro, para a constituição de formação de um grupo de mediadores do Patrimônio Cultural, para atuar como multiplicadores de estudos e ações voltadas à pesquisa, documentação, comunicação, preservação e promoção do patrimônio cultural do lugar que habitam. Objetivo é sensibilizar para uma consciência política e cidadã, permitindo-os ampliar a importância social, econômica e educativa do patrimônio que detém. Como técnicas de pesquisa aplicamos a pesquisa-ação, a educação e interpretação patrimonial, com destaque para o Manual de Aplicação dos Inventários Participativos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, associado ao conceito de Tecnologia Social da Memória, sobretudo o estudo publicado pelo Museu da Pessoa, com o apoio da Fundação Banco do Brasil.

  • MARINA SOUZA MEDEIROS
  • (Re) inventar
  • Data: 24/07/2019
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  • Este projeto se insere e se articula com uma proposta do Projeto Matriz do PPGAPM, cujo objetivo é formar uma Rede de Museus de Território na APA Delta do Parnaíba, ligada ao Ecomuseu Delta do Parnaíba (MUDE), que está atravessado pelo conceito de museologia e inovação social, com ações participativas e colaborativas, para a emancipação social e valorização do patrimônio cultural local, de forma a integrar as comunidades. O núcleo (polo), sede do MUDE, está na vila-bairro Coqueiro, recentemente inaugurada (1º de junho de 2018), com o equipamento cultural - Museu da VilaO MUDEtem a missão de realizar programas, projetos e ações de sensibilização para o conhecimento, proteção e promoção do patrimônio cultural da APA Delta do Parnaíba. A considerar a missão e vocação do MUDE, o alunos do PPGAPM, a partir de suas formações iniciais, habilidades e competências, são orientados a proporem projetos de natureza ação para afirmar a tessitura da Rede, com foco na museologia e inovação social, integral e integradora. Orientados pela pesquisa social aplicada alunos, professores e comunidade juntos promovem uma diversidade de estudos e intervenções (THIOLLENT, 2011, p.14), com olhar sobre e com as comunidades, sobre o território e patrimônio cultural, buscando interpretar, valorizar, produzir conhecimentos sobre a importância da preservação, pesquisa, documentação e comunicação do patrimônio cultural. Para Michel Thiollent (2011, p. 25), esse modelo de estudos “[...] trata-se de um conhecimento a ser cotejado com outros estudos e suscetível de parciais generalizações no estudo de problemas sociológicos, educacionais ou outros, de maior alcance”. Logo esta natureza de pesquisa fortalece a metodologia escolhida a constituição de museus em rede, como o MUDE.Os projetos do PPAPM se materializam em estudos e ações multidisciplinares, que somam esforços e constroem uma trama de educação para o conhecimento e reconhecimento da identidade cultural do lugar. Como mestranda e arte educadora, nesse contexto, nossa proposta é promover ações com o uso da arte como dispositivo para sensibilizar o olhar da comunidade sobre a importância da construção coletiva para abraçar o patrimônio cultural, acessar memórias, sentimentos e emoções

  • GABRIELA FREITAS DE PAIVA
  • TESAURO DO ACERVO DE ARTES DE PESCA ARTESANAL DO MUSEU DA VILA
  • Orientador : AUREA DA PAZ PINHEIRO
  • Data: 15/07/2019
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  • O presente trabalho é sequência de estudos e intervenções de pesquisa e documentação museológica para constituição do Ecomuseu Delta do Parnaíba, Projeto Matriz do Programa de Pós-Graduação em Artes, Patrimônio e Museologia, da Universidade Federal do Piauí-UFPI, o qual se vinculam todos os projetos do Mestrado. O Ecomuseu Delta do Parnaíba se firma no conceito de rede de museus poli nucleares, de territórios e de base comunitária. Sua missão é ser um ecomuseu com as funções de preservação, pesquisa, documentação, comunicação do patrimônio cultural e natural, com acervos operacionais e institucionais da Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba. O objetivo deste trabalho foi criar um Tesauro das artes de pesca artesanal de um dos acervos operacionais do Museu da Vila, o primeiro núcleo da rede de museus do Ecomuseu Delta do Parnaíba. O Museu da Vila está localizado a 100m da orla da vila-bairro Coqueiro da Praia, onde resistem pescadores artesanais a manterem um ofício e modos de saber-fazer ancestrais. O bairro pertence ao município de Luís Correia, um dos dez que integram a Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba. Em 2017, sob a orientação das professoras Áurea Pinheiro e Cássia Moura, 15 alunos da 3ª Turma do Programa realizaram nessa localidade um exercício de inventário participativo dos modos de saber-fazer das artes de pesca. Como técnicas e métodos foram utilizadas fichas adaptadas do INRC- Inventário Nacional de Referências Culturais elaboradas por Arantes (2000) para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional; a história oral e a etnografia. Como resultado do contato direto com a comunidade de pescadores, elaboramos um conjunto de informações, que neste trabalho foram revisadas, complementadas e sistematizadas, dando-lhes coerência conceitual por meio da elaboração de um vocabulário controlado, o Tesauro das Artes de Pesca Artesanal, e organizadas em uma base de dados, utilizando o software livre Tainacan, – criado em de uma parceria entre a Universidade Federal de Goiás, Ministério da Cultura e o Instituto Brasileiro de Museus. Os colaboradores dessa desta pesquisa foram quinze pescadores artesanais, em atividade, proprietários de canoas e, residentes na vila-bairro. A partir da organização do acervo operacional referente ao patrimônio vivo das artes de pesca artesanal, a equipe do Museu da Vila promoverá o acesso às informações para conhecimento, reconhecimento e salvaguarda desse patrimônio ancestral, atendendo também às demandas de pesquisa, exposições e ações educativas do Museu.

  • CÁTIA REGINA FURTADO DA COSTA
  • POLÍTICA DE INFORMAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DE REPOSITÓRIO TEMÁTICO PARA PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM ARTES, PATRIMÔNIO E MUSEOLOGIA COM O USO DO SOFTWARE TAINACAN
  • Orientador : AUREA DA PAZ PINHEIRO
  • Data: 15/07/2019
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  • Os repositórios digitais são ferramentas de acesso à comunicação e informação, permitem armazenar, preservar e disseminar informações, contribuem para gerar novos conhecimentos por compartilhamento da produção já existente. São reconhecidos pelas instituições de ensino, pesquisa, cultura como uma importante aliada na gestão de suas produções; possibilitam ampla comunicação científica, contribuem para a visibilidade e credibilidade das instituições. O presente trabalho tem o objetivo de propor uma política de comunicação e informação, e implantação de  Repositório Temático para Programa de Pós Graduação em Artes, Patrimônio e Museologia com o uso do Tainacan, uma ferramenta flexível e poderosa para WordPress, que permite a gestão e a publicação de coleções digitais com a mesma facilidade de se publicar postsem blogs, mas mantendo todos os requisitos de uma plataforma profissional para repositórios. A implantação do Repositório Temático do Programa de Pós-graduação visa a gestão de suas produções no campo da museologia e inovação social, produtos e serviços elaborados com e para as comunidades como resultados de Trabalhos Finais de Mestrado. Trata-se de repositório com acervo singular com estudos e intervenções com o uso de metodologias participativas, história oral, etnografia, fotografia, cinema documental, dentre outras, que permitem compreender, em uma perspectiva comparada e transdisciplinar, especificidades de saberes e modos de viver de comunidades que habitam a Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba e o vasto território do Estado do Piauí. Realizamos pesquisas documental e bibliográfica, que nos permitiram conhecer, identificar e analisar as práticas da gestão e disseminação da informação em Instituições de Ensino Superior através dos Repositórios Digitais. Questões quanto aos softwaresde repositórios, equipe necessária, desenvolvimento de políticas, promoção e marketing, gestão da propriedade intelectual e conteúdos aceitos nos repositórios, indispensáveis no pleno funcionamento do Repositório Temático sob o título Ecomuseu Delta do Parnaíba, sob a gestão do Programa de Pós-graduação.

  • KARINA MARIA FERRAZ DOS SANTOS CADENA
  • PROJETO ARQUITETÔNICO DE REABILITAÇÃO PARA NOVO USO SOCIAL DO ANTIGO GRUPO ESCOLAR DEPUTADO JOÃO PINTO BAIRRO COQUEIRO| LUÍS CORREIA | PIAUÍ
  • Data: 01/07/2019
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  • A criação de projeto arquitetônico de reabilitação para novo uso social do antigo Grupo Escolar Deputado João Pinto materializa nossos estudos e intervenções. Revitalizar com o propósito de instalar o Museu da Vila e o Programa de Pós-Graduação, Mestrado Profissional, em Artes, Patrimônio e Museologia, da Universidade Federal do Piauí, no antigo edifício localizado na esquina da rua Antonieta Reis Veloso com a Rua José Quirino, no bairro Coqueiro, Luís Correia, Piauí, um dos dez municípios que integram a Área de Proteção Ambiental (APA) Delta do Parnaíba. O Museu da Vila é uma concepção e coordenação do Programa de Pós-Graduação, que desde junho de 2018 funciona no antigo prédio, sem uso há mais de sete anos, o que o tornava suscetível a depredações e degradações. Propomos requalificação da edificação para uso socioeducativo e cultural do espaço, que possui uma localização geográfica privilegiada –a entrada principal do bairro, há 100 metros da orla da praia. O imóvel é de propriedade do Governo do Estado do Piauí e foi cedido pela Lei Estadual n° 7.178, de 9 de janeiro de 2019, para o Mestrado em Museologia da Universidade Federal do Piauí, hoje, Universidade Federal do Delta. No Projeto Arquitetônico consideramos além das marcas de identidade e memórias da antiga escola, de valor inestimável para os moradores, um plano de necessidades de uma sede de museu de território: uma sala de exposições, um núcleo de pesquisa, documentação e memória, uma sala multiuso, um mirante, um café, um depósito e dois banheiros; bem como implantação de pergolado para ampliar as áreas de exposição, sinalização do edifício, readequações nas fachadas e exposição de uma embarcação que fora usada na pesca artesanal do Bairro. O Projeto Arquitetônico segue as normatizações da ABNT NBR 6492/1994, NBR 9050/2015, NBR 16636-1/2017 e os condicionantes legais municipais, estaduais e federais. Elegemos como públicos privilegiados os moradores do bairro Coqueiro, vez que será um equipamento cultural em um lugar carente dessa natureza de serviços. O Museu da Vila, igualmente, oferecerá a pesquisadores e visitantes a possibilidade de desfrutarem dos ambientes, partilharem estudos e pesquisas multidisciplinares sobre o território. Será um espaço de ações e intervenções educativas e culturais, com foco nas pessoas, nos patrimônios e meio ambiente, associados, dentre muitas marcas de identidade, à pesca artesanal, construção de embarcações, artesanato de fibras de palmeiras locais, linha, madeira, argila, gastronomia e turismo de base comunitária.

     

  • GIZELA COSTA FALCÃO DE CARVALHO
  • ATELIÊ-ESCOLA DO MUSEU DA VILA COQUEIRO DA PRAIA | LUÍS CORREIA | PIAUÍ
  • Data: 01/07/2019
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  • Apresentamos estudos e intervenções que realizamos de forma participativa e colaborativa comdez mulheres, entre 30 a 60 anos, residentes na vila-bairro Coqueiro da Praia, Luís Correia, Piauí. Participaram deste trabalho realizado ao longo de 2018 mulheres profissionais do designde moda e produto, formadas na Universidade Federal do Piauí. O trabalho foi realizado no ateliê-escola que criamos, autora e mulheres envolvidas neste trabalho, no Museu da Vila - o Ateliê da Vila. O edifício do Museu abriga igualmente o Mestrado Profissional em Museologia da Universidade Federal do Piauí e a Associação de Moradores do Bairro. Foi no Ateliê da Vila que produzimos de forma participativa e colaborativa a coleção moda-praia e produtos “Navegar é preciso”. Os estudos para estruturação do Ateliê e oficinas  de design de moda foram realizados em casa cedida pela Coordenação do Programa. De forma criativa, com materiais sustentáveis, adaptamos o espaço. O trabalho inicial foi realizado com apenas uma máquina de costura, tecidos e outros materiais que adquirimos ou foram doados. A partir do segundo semestre de 2018, instalamos o Ateliê em uma das salas do Museu da Vila, desde o final de 2018, pronto para receber os residentes da vila-bairro interessados em moda e design. Há seis máquinas industriais e tecidos doados por empresas parceiras para o Projeto. O Ateliê-Escola e a coleção “Navegar é Preciso”, moda-praia, acessórios e outros produtos, tiveram inspiração na paisagem cultural da Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba (APA), que abriga uma população detentora de um rico e complexo patrimônio cultural, um território berçário de espécies em extinção como as tartarugas marinhas, o peixe-boi e o cavalo marinho. Na vila-bairro, vive uma população cuja marca de identidade são as artes de pesca, o artesanato em taboa, carnaúba, barro, madeira, linha  etc. Os homens exercem o ofício e modos de fazer associados à pesca artesanal e seus artefatos, as mulheres são domésticas, professoras, funcionárias públicas, comerciantes, que expressam habilidades para a costura e artesanato. Nos últimos 30 anos, as artes de pesca e artesanato são patrimônio em risco. As canoas começam a desaparecer da orla da praia do Coqueiro e o artesanato local praticamente não existe mais, sendo possível encontrar poucas artesãs com idade bem avançada (50 a 80 anos) na vila-bairro, que mantém os modos de saber-fazer dos trançados em taboa, carnaúba e crochê. Há uma quantidade significativa de pessoas entre 18 a 30 anos sem emprego ou subempregada, portanto, um contingente vulnerável que necessita de emprego e renda, solução que pode estar na museologia, na inovação social e no empreendedorismo, permitindo o conhecimento e reconhecimento do valor do patrimônio cultural e natural como elemento econômico e sustentável. Através dodesignde moda desenvolvemos um produto com expressão cultural do grupo social que o criou e o consome. Assim, construímos um ateliê-escola e elaboramos uma coleção de moda inspirada na cultura local, a partir dos costumes, tradições, valores, códigos de convivência de uma comunidade, e esperamos que o Ateliê e a produção dele resultante possa contribuir para o desenvolvimento local. Neste trabalho, abrimos mão da autoria total e dividimos a capacidade criativa com o grupo de mulheres, amenizando a atenção com os detalhes técnicos para atentar mais à estética sensível da construção do processo, que nos movimenta e nos envolve enquanto mulher trabalhando como tantas outras mulheres, criando produtos a partir dos tecidos adquiridos, doados e dos conhecimentos proporcionados em modelagem e montagem das peças e, sobretudo, no ambiente sócio, histórico e cultural da comunidade que os produziu. 

  • HELDER JOSE SOUZA DO NASCIMENTO
  • O Processo de Elaboração do Plano Museológico Participativo do Museu do Trem do Piauí, Parnaíba: Presenças e Ausências
  • Orientador : AUREA DA PAZ PINHEIRO
  • Data: 27/06/2019
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  • Nesta investigação-ação nos propusemos com a comunidade residente na cidade de Parnaíba, Estado do Piauí elaborar, de forma participativa, um Plano Museológico para o Museu do Trem do Piauí, instituição pública mantida pelo Órgão Gestor da Cultura, da Prefeitura de Parnaíba, desde o ano de 2002, quando foi criado com o propósito de preservar a memória ferroviária da extinta estrada de ferro do Piauí. O Plano Museológico é uma ferramenta de gestão, que para além de traçar um planejamento estratégico, assume uma natureza política, por nortear a atuação da instituição junto à sociedade. Atualmente, com mais de 3.600 museus, o Brasil tem repensado o papel das instituições museais, e nesse contexto, apenas 25% delas possuem Plano Museológico. Embasamos nosso olhar no Estatuto de Museus, lei 11.904/2009 e no Decreto 8.124/2013, diretrizes da política nacional de museus, que deixam claro em seus preceitos a obrigação dos museus no que refere à elaboração e implementação do Plano Museológico. Adotamos também como premissas as perspectivas apresentadas pela Nova Museologia, entendendo o museu como espaço de diálogo, interação e de participação cultural. A pesquisa foi delineada por um conjunto de estudos de conceitos, diagnóstico e intervenções para a elaboração do Plano Museológico com pessoas da comunidade, representantes de órgãos governamentais e da sociedade civil. Para além de participativa, a trama formada entre os que se achegaram ao processo resulta em um serviço e produto colaborativos, que se traduz em Programas e Projetos, idealizados por uma rede de pessoas, que acreditam, a partir desse movimento deflagrador, no modelo de gestão compartilhada, para a promoção do alargamento do processo museológico no Museu do Trem do Piauí, como um espaço vivo, vetor de desenvolvimento humano para a cidade Patrimônio Nacional – tombada à nível federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 2008.  

  • VÍCTOR VERÍSSIMO GUIMARÃES
  • Branding e Desenvolvimento de Identidade Visual Museu da Vila Bairro Coqueiro da Praia | Luís Correia | Piauí | Brasil
  • Data: 22/04/2019
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  • A proposta deste trabalho é apresentar o percurso de construção de um es- paço de natureza museal, não em seu caráter construtivo e edifício, mas sua definição, uma identidade institucional visual, que estruture simbolicamente o posicionamento de gestão das atividades do espaço sobre sua comunidade de interesse. Para o caso, estamos tratando do Museu da Vila, localizado no a 10km do centro da cidade de Luís Correia, no Piauí-BR. O Bairro Coqueiro da Praia assume uma indenidade particular para a construção de um espa- ço museológico não apenas pela beleza paisagística natural e seu potencial turístico, mas principalmente pelas relações socioculturais e simbólicas que permitiram a sobrevivência e permanência de uma comunidade baseada na coleta e na pesca. Nesse sentido, observa-se nesse lugar um conjunto de há- bitos tradicionais, relações e saberes peculiares que ao longo do tempo, em meio as transformações urbanas, econômicas e políticas se tornaram fragi- lizados, o que serviu para o desenvolvimento de exigências museais desde a instalação de um núcleo projeto MUDE (Rede de Museus de Território do Delta Do Parnaíba), pelo mestrado em Artes, Patrimônio e Museologia da Uni- versidade Federal do Piauí. A proposição do Museu da Vila, envolve de forma essencial a Museologia Social, uma modalidade de prática museal derivada da Nova Museologia que extrapola o padrão tradicional de uma instituição entre paredes e envolve o seu território e que delineia o estabelecimento de um museu integral que proporciona a comunidade uma visão conjectural do seu meio material e cultural. A vocação para um Museu dá a partir da provocação do que é ser um indivíduo de cultura tradicional, e da compreensão de que vi- ver na subsistência da vida mar acima ou mar abaixo traz experiências afetivas e intelectuais que merecem ser anunciadas, refletidas e ressignificados. É ne- cessário promover esse tipo de espaço para facilitar a compreensão da par- ticipação que a comunidade pesqueira teve e tem na formação do território do Bairro Coqueiro, bem como observar seus aspectos ocultos ou silenciados pelo apelo turístico, tão evidenciado na região. Em toda a costa brasileira existem comunidades tradicionais com os mais variados costumes e identida- des que tem suas relações baseadas na cultura pesqueira que não merecem ser ignoradas e esquecidas. A participação desse grupo de tradição na cons- tituição do Bairro do Coqueiro da Praia em Luís Correia (PI), todavia, é úni- ca, logo, um espaço institucional que se proponha revelar as peculiaridades locais precisa de um elemento específico de identificação e diferenciação. Para o momento, nesse sentido, foi obrigatório criar um meio de comunica- ção (marca) que seja capaz de contribuir de forma eficaz no reconhecimento tanto do centro de interpretação quanto de seus espaços, bem como a cons- trução de uma estratégia de comunicação (branding) que promova vantagens competitivas de mercado quanto ao consumo de serviços, cultura e arte e sua notoriedade. Neste contexto, esse trabalho trata do processo de construção da identidade visual do museu da Vila na defesa e apresentação das referen- cias da identidade local do Bairro Coqueiro da Praia em Luís Correia.

2018
Descrição
  • JAQUELINE CARVALHO BEZERRA
  • RUA | RESIDÊNCIA ARTÍSTICA ARTÉRIAS URBANAS
  • Data: 10/12/2018
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  • Este trabalho trata das experiências realizadas na "RUA| Residência Artística Artérias Urbanas”. Ela é um dispositivo criado como parte do projeto de mestrado em Arte, Patrimônio e Museologia da Universidade Federal do Piauí-UFPI que propõe um ambiente de contaminação criativa por meio da arte contemporânea entre artistas que se inter-relacionam com a cidade de Parnaíba localizada no estado do Piauí. A residência propôs experimentar diferentes significados para memória, patrimônio cultural, território e estética relacional no centro histórico desta cidade, historicamente reverenciada por seu caráter cosmopolita, pois guarda em sua essência diálogo com outros lugares por ter suas memórias como porta de entrada para o comércio entre a Europa e o Norte do Brasil. São mais de 300 anos de vivências e transformações, constituindo um dos conjuntos arquitetônicos dos mais antigos do Brasil, e hoje integrada uma Área de Preservação Ambiental – APA, estrategicamente situada em uma das regiões mais belas do país, em pleno Delta do Parnaíba. A “RUA” pensa o espaço urbano como plataforma privilegiada para articulações e ativismos.

  • FÁBIO ESTEFANIO LUSTOSA DE BRITO LOPES
  • MUSEOLOGIA, AUDIOVISUAL E MEDIAÇÃO CULTURAL
  • Data: 10/12/2018
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  • Para este trabalho defendemos a relação intrínseca, indissociável, uma via de mão dupla entre teoria e prática, entre museologia e mediação, que tem nos permitido construir um trabalho efetivo e sistemático de pesquisa, registros audiovisuais e comunicação, o que inclui educação-mediação e exposição, no campo de estudos, da memória e do patrimônio cultural no Território da Unidade de Conservação - Área de Proteção Ambiental APA Delta do Parnaíba. Este trabalho associa-se diretamente ao Projeto-matriz “Ecomuseu Delta do Parnaíba”, concebido como fenômeno cultural  integral e integrador de comunidades ribeirinhas, praieiras e deltaicas, com as quais um grupo de pesquisadores dialoga há dez anos, a motivar diálogos sobre produção, registro de imagens e seu papel legitimador e formador de memórias e identidades, formando agentes transformadores capazes de produzir uma representação artística de si mesmos, de sua comunidade, da relação com o outro e o mundo através de artifícios educacionais ligados ao uso de ferramentas audiovisuais.

  • ANIK DE ASSUNÇÃO OLIVEIRA SOUSA
  • RENDILHANDO MEMÓRIAS: uma proposta de interpretação do patrimônio cultural
  • Orientador : AUREA DA PAZ PINHEIRO
  • Data: 15/09/2018
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  • A cidade de Parnaíba no Piauí tem uma localização geográfica privilegiada - Delta do Parnaíba; é banhada pelo rio Igaraçu, que contribuiu para criar uma rica e complexa rede de comércio interno e externo por via fluvial e marítima, via de acesso ao oceano Atlântico. A urbe tem a sua história atravessada pelo ciclo do gado e produtos do sertão; uma gama de fatores lhes concedeu uma atmosfera culturalmente vasta e rica de sentidos e significados, que ainda permanecem nas histórias e memórias daqueles que habitam este território. Em 2008, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, tombou o Conjunto Histórico e Paisagístico da Cidade - um museu a céu aberto, caracterizado por uma paisagem cultural singular, refletida nas águas do rio Igaraçu, com seu colar de carnaúbas, o seu rico casario datado de meados do século XVIII, com lugares, celebrações, modos de saber-fazer, formas de expressão, que completam a sua atmosfera sociocultural. Em 2018, o tombamento completa 10 anos, mas detectamos ausências de políticas públicas de educação para o patrimônio cultural; não há gestão efetiva nas três esferas públicas – federal, estadual e municipal, há abandono das áreas tombadas, localizadas no Centro Histórico da Cidade. Diante dessa realidade, estudamos e intervimos com ações socioeducativas, com o fito de sensibilizar os residentes para o conhecimento, reconhecimento e valorização da paisagem cultural da cidade, permitimos experiências que estimularam um exercício da percepção urbana, estética, de descoberta e redescoberta do Patrimônio Cultural. Por sua natureza profissional, o Programa de Pós-graduação em Artes, Patrimônio e Museologia exige a concepção, desenvolvimento, aplicação e avaliação de produtos e/ou serviços como Trabalho Final, assim, o projeto-ação “Rendilhando Memórias” se materializa em um conjunto de ações, produtos e atividades de interpretação do patrimônio cultural, meio de comunicação estratégico e provocativo, para despertar os residentes a olharem o protegerem o patrimônio cultural, elemento de cidadania e sustentabilidade.

  • ALEXSANDRA DE MORAES CERQUEIRA
  • A FÉ QUE ABRAÇA A BARCA: Registro da Celebração de Bom Jesus dos Navegantes – Luís Correia – Piauí.
  • Data: 22/08/2018
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  • A celebração à Bom Jesus dos Navegantes ocorre no município de Luís Correia no Piauí; remonta ao século XIX, quando pescadores teriam encontrado no mar, no dia 29 de junho, quando se celebra à São Pedro, protetor dos pescadores, a imagem de Bom Jesus dos Navegantes. Desde então, muitas pessoas, principalmente pescadores, passaram a fazer promessas a Bom Jesus, rogando por proteção e saúde. Os ritos religiosos e os espaços sagrados se apresentam, em sua grande maioria, indissociáveis da trajetória histórica, cultural e social das cidades aos quais pertencem, representando parte da memória individual e coletiva de seus habitantes. Ao considerarmos a Museologia Social como “um fazer museológico”, comprometido com as comunidades a que serve, realizamos uma das fases daquele fazer – a documentação do patrimônio cultural, nomeadamente o patrimônio imaterial – desta celebração. Para registro e documentação tomamos como referência o Manual de Aplicação, um conjunto de instrumentos de pesquisa que orienta o Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) disponibilizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A importância deste trabalho está em construir fontes de informação, documentação e comunicação de celebrações. Além do inventário, materializado em documentação textual, fotográfica, produzimos o documentário “A Fé que abraça a Barca”. Os registros textuais, sonoros, fotográficos e audiovisuais, permitem o conhecimento e reconhecimento da celebração como uma manifestação cultural ancestral, um patrimônio cultural religioso da Área de Proteção Ambiental APA Delta do Parnaíba, habitada por populações que vivem da pesca artesanal. Neste trabalho, oferecemos a nossa contribuição para o registro e salvaguarda de formas de religiosidade e espiritualidade; contribuímos para a democratização e o fortalecimento de identidades locais, para a valorização, promoção e salvaguarda de memórias e histórias, para comunicar, dar a ver celebrações, suas permanências, suas rupturas. Além do Manual de Aplicação (INRC / IPHAN), nos valemos de procedimentos metodológicos como a pesquisa-ação, a história oral e etnografia. Ao longo do ano de 2016 e 2017, estivemos imersos no cotidiano de comunidades praieiras, sobretudo na cidade de Luís Correia e Bairro do Coqueiro da Praia, em um trabalho de coleta de dados, entrevistas temáticas, registros sonoros, fotográficos, audiovisuais.

  • ELANE LOPES COUTINHO
  • uma proposta de gestão compartilhada. APROPRIAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL NO SÍTIO TOMBADO DE PARNAÍBA - PIAUÍ
  • Data: 18/08/2018
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  • O edifício é história; a cidade é documento. Os que ali habitam, possuem a discricionariedade de transubstanciar coisas e relações em fato museológico. Assim, entendemos o modo como se processa o ambiente construído, a memória, o valor atribuído ao bem cultural, e o papel do indivíduo no Sítio Histórico e Paisagístico de Parnaíba, espaço urbano que completa em 2018 dez anos de tombamento pautado em valores históricos, paisagísticos, arqueológicos e etnográficos. O sítio de Parnaíba, no que se refere às ações de preservação dos bens culturais, acomodou-se em políticas de salvaguarda que não atendem à heterogeneidade do bem cultural, uma vez que não contribuem na minimização e prevenção de conflitos de apropriação de um mesmo patrimônio sob a perspectiva de narrativas diversas. Instrumentos técnicos e jurídicos, produtos da figura do tombamento, confrontam-se entre o uso do bem cultural enquanto elemento arquitetônico e o desempenho da função social da propriedade por um lado, e item mercadológico que pretende satisfazer as necessidades de maneira rentável a partir do ponto de vista econômico, por outro. Para além da aplicação de instrumentos técnicos, a arquitetura pode ser estudada por diversos ângulos, em seus aspectos de matéria, monumento, documento, arte e espaço, e em todos os casos percebemos uma intrínseca relação entre arquitetura, meio e homem. Trataremos a arquitetura, nesta proposta de pesquisa, como acervo museológico, reconhecendo o ambiente construído como patrimônio constituído. Uma pesquisa-ação que tem como ponto fundamental a investigação de conflitos de apropriação do patrimônio no sítio tombado de Parnaíba pelo viés da Museologia Social e da Conservação Integrada, e a partir disto propor ações que visem diminuir estes conflitos.

  • ELLAINE MARTINS OLIVEIRA DA ROCHA
  • CASA GRANDE DOS DIAS DA SILVA: estudos para reabilitação e implantação do Museu da Cidade de Parnaíba, Piauí
  • Orientador : AUREA DA PAZ PINHEIRO
  • Data: 15/08/2018
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  • Neste documento apresentamos o Trabalho Final de Mestrado sob o título “CASA GRANDE DOS DIAS DA SILVA:estudos para reabilitação e implantação do Museu da Cidade de Parnaíba, Piauí”, projeto associado ao Projeto Matriz sob o título “PARNAÍBA: PATRIMÔNIO VIVO, CIDADE VIVA”, coordenado pelo Programa de Pós-graduação em Artes, Patrimônio e Museologia, PPGAPM, Mestrado Profissional, da Universidade Federal do Piauí, CampusMinistro Reis Veloso na Cidade de Parnaíba. O objetivo geral foi elaborar um projeto de reabilitação do imóvel “Casa Grande dos Dias da Silva”, para implantação a médio ou longo prazo, do Museu da Cidade de Parnaíba, Piauí. Inicialmente foi realizada uma pesquisa bibliográfica sobre edificações históricas e estudos de casos de intervenções do tipo reabilitação de espaços em museus, com ênfase nos diálogos entre arquitetura e museologia. Posteriormente, foi realizado uma pesquisa de campo, que permitiu a imersão na cidade e contato com a população residente, com objetivo de conhecer e divulgar o espaço da Casa Grande Simplício Dias, colher junto à população o uso que gostariam que fosse dado à antiga residência dos Dias da Silva.  Os dados foram levantados a partir de três etapas: 1. Pesquisa de opinião, com uso da ferramenta do Google via on-line(GoogleFormulários); 2. Exposição Itinerante, com tema “Casa Grande dos Dias da Silva: Rendilhar o Passado, Construir o Futuro” com ênfase nos temas museu, patrimônio, preservação; momento no qual foi possível colher a opinião dos visitantes sobre o uso da Casa Grande; e 3. Roda de conversa sobre a Casa Grande dos Dias da Silva, para a qual foram convidados, membros de entidades governamentais e não governamentais e cidadãos de Parnaíba para discutir o uso da Casa Grande e projeto de Museu. Observamos opiniões diversas quanto ao uso edificação, porém a que prevaleceu dentre a maioria foi o desejo de que a mesma se transforme em um museu da cidade. Assim, a partir dos resultados observados, discussões realizadas, e análise de campo, apresentamos sugestões práticas e objetivas para a reabilitação do espaço de forma a lhe oferecer uso social, a considerar que se trata de imóvel construído no século XVIII para habitação familiar. Como produto final de Mestrado foi elaborado o projeto de reabilitação, um espaço social e cultural, um equipamento museológico, que contempla uma recepção, café, salas de exposições de curta e longa duração, escritório colaborativo, sala multiuso (para serviços de educação e ação cultural, reuniões, palestras, rodas de conserva, oficinas etc.), um laboratório de conservação preventiva de bens móveis e uma reserva técnica. No contexto daquilo que foi idealizado para o espaço estão exposições sobre a cidade de Parnaíba, com foco na história da própria edificação, e uma sala de exposição para o acervo de Humberto de Campos (1886-1934), que está em uma das salas da Casa Grande, sob a responsabilidade da Superintendência de Cultura do Município de Parnaíba.

  • GARDÊNIA ANGELIM MEDEIROS DE OLIVEIRA
  • OS DESAFIOS DE UM PROJETO ARQUITETÔNICO PARTICIPATIVO PARA A CONSTRUÇÃO DA SEDE DA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO BAIRRO COQUEIRO
  • Data: 13/08/2018
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  • Apresentamos os resultados de estudos e intervenções de natureza participativa, realizados no Bairro Coqueiro, Luís Correia, litoral do Piauí, um dos dez municípios que formam a Área de Proteção Ambiental – APA Delta do Parnaíba. Investigações de pesquisadoras do Programa de Pós-graduação, Mestrado Profissional, em Museologia da Universidade Federal do Piauí – PPGAPM UFPI, no Bairro Coqueiro, desde 2014, nos permitiu a aproximação com dez mulheres, entre 40 a 80 anos, membros da diretoria da Associação de Moradores do Bairro Coqueiro - AMBC, ao longo de um ano, viabilizando, assim, o uso da pesquisa-ação. O contato direto com a comunidade, a relação dialógica estabelecida, facilitou a identificação e problematização de forças, oportunidades, fragilidades e ameaças no Bairro, envolvendo pessoas e instituições, para então delimitarmos a investigação e criarmos produtos e serviços, que atendessem às necessidades de um bairro habitado em sua maioria por famílias de pescadores; construindo de forma coletiva e participativa um trabalho que se afastasse dos conceitos de Museologia e Inovação Social. O desafio e objetivo centraram-se na sensibilização para conhecimento, reconhecimento, preservação e salvaguarda do patrimônio cultural do lugar. O trabalho com a AMBC foi de extrema importância para a aproximação entre a pesquisadora e comunidade, razão pela qual, partindo de nossas habilidades profissionais construirmos os produtos e serviços resultados desta investigação: um Projeto Arquitetônico para a sede da AMBC, desejo acalantado por aquelas mulheres há mais de vinte anos. Ao longo do trabalho, acompanhamos a assessoria jurídica e contábil da AMBC prestada pelo PPGAPM UFPI; participamos de ações para captação de recursos para construção da sede, que deve ser um equipamento sociocultural de base comunitária, capaz de promover a interação entre as pessoas do lugar, empresas públicas, privadas e sociais, considerando sempre o conceito de participação e inclusão social, um exercício sistemático de cidadania, de valorização do patrimônio cultural, de afirmação de identidade e pertencimento.

  • ALINE KELY VIEIRA CHAVES
  • MUSEU DO PIAUÍ: uma proposta de programa de comunicação institucional
  • Data: 11/08/2018
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  • Apresentamos projeto-ação cujo resultados são produtos e serviços associados à construção participativa e colaborativa de Um Programa de Comunicação Institucional para o Museu do Piauí – MUP, com sede na cidade de Teresina, capital do Estado do Piauí, sob a gestão da Secretaria de Cultura do Estado - SECULT. No Organograma da Secretaria, a comunicação do MUP está sob a responsabilidade direta da Assessoria de Comunicação (ASCOM) e da Coordenadoria de Comunicação do Estado do Piauí – CCOM. A proposta de Um Programa de Comunicação, objeto deste trabalho, foi elaborado de forma integrada, participativa e colaborativa com a assessoria de comunicação da SECULT e a equipe de gestão do MUP. Desde agosto de 2017, realizamos Estágio Curricular no MUP, o que nos permitiu fazer um diagnóstico da comunicação interna e externa do Museu, sendo possível, agora, propormos para apresentação e discussão instrumentos comunicacionais para a Instituição junto aos diversos públicos, interno e externo. O MUP não possui Um Programa de Comunicação, o que compromete o conhecimento e reconhecimento do Museu como uma instituição pública que presta serviços à sociedade. O nosso trabalho está voltado para a área da comunicação e informação em museus; há intervenção diretamente associada à construção de instrumentos comunicacionais, planejamento de estratégias, ações pontuais e concretas para potencializar a comunicação da Instituição. Ao longo do Estágio Curricular no MUP, percebemos a necessidade de um colaborador para trabalhar diretamente na Assessoria de Comunicação, desde que sejam realizados atividades que possam contribuir com a formação desse agente para o trato com as tecnologias da comunicação e informação, com destaque para website, blogs, rede sociais etc., ação que nos propomos realizar com os participantes e colaboradores interessados. Essa natureza de trabalho requer reuniões periódicas (semanais de preferência para essa formação). No Programa de Comunicação será sugerido que os trabalhadores do MUP usem uniformes e crachás que os identifiquem. O MUP necessita de uma identidade visual que firme a marca e estratégias de divulgação junto aos públicos e usuários; de um mailing - uma lista de contatos, o que inclui imprensa, agência de turismo, escolas, associações sindicais, ONGs, setores públicos e privados diversos etc., não descurar de usar o livro de presença com e-mails dos visitantes, criar um mapa de localização do MUP, um website com hospedagem gratuita, newsletter semanal, informativo mensal, folders, que divulguem a programação mensal com destaque para atividades já regularmente desenvolvidas, como a Semana Nacional e Primavera dos Museus, inciativa do Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM, por recomendação do Conselho Internacional de Museus - ICOM; que divulgue, com destaque, o aniversário do MUP, com manifestação nos diversos órgãos da imprensa, assembleias legislativas municipal e estadual, junto a iniciativa privada, empresas; divulgar o MUP em outdoorse placas de sinalização em pontos e lugares estratégicos da cidade etc.

  • HÉRICA REGINA VIEIRA SANTOS
  • PERFIL EDUCACIONAL E GERENCIAMENTO DA AÇÃO EDUCATIVA E CULTURAL: propostas para o Museu do Piauí, Casa de Odilon Nunes
  • Data: 11/08/2018
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  • Este trabalho apresenta o processo e resultados de uma pesquisa-ação desenvolvida no âmbito do Setor Educativo do Museu do Piauí, Casa de Odilon Nunes – (MUP), um museu estadual, mantido pela Secretaria de Estado de Cultura do Piauí – (SECULT), de vocação histórica, localizado no centro de Teresina, capital do Piauí, Brasil. O objeto de investigação e ação se trata da Ação Educativa e Cultural do MUP. A partir das investigações realizadas, elaboramos um mapeamento, que representa um estudo mais aprofundado sobre esse serviço, em termos de sua estrutura e desenvolvimento, e tem o intuito de verificar a atual situação da área educativo-cultural do Museu. Para tanto, estudamos alguns dos elementos-chave desse serviço, tais como recursos (humanos, materiais e financeiros), concepções teóricas e práticas (abordagem pedagógica, orientação teórico-metodológico de ação e referências), programas e serviços (projetos, ações, atividades e equipes), para compreender sua realidade com inerentes particularidades, principais potencialidades e fragilidades. Com base nesse estudo e nos pressupostos da Museologia, construímos, com o auxílio de profissionais do Setor Educativo do MUP, estratégias para atender algumas das necessidades constatadas a partir das análises. Dentre essas, enfatizamos o delineamento ou estruturação de um perfil educacional fundamentado em documentos norteadores e o gerenciamento mais eficiente das ações. A partir, sobretudo, dessa constatação apresentamos alguns contributos para a qualificação dos trabalhos, dos quais se destacam os subsídios iniciais para o desenvolvimento de uma Política Educativa para o MUP, uma proposta de sistema de gerenciamento para sua Ação Educativa e Cultural, um caderno de apoio pedagógico para professores e apontamentos para a elaboração de um Programa Educativo e Cultural para o Museu.

2017
Descrição
  • BÁRBARA FREIRE RIBEIRO ROCHA
  • UMA PROPOSTA DE SISTEMA DE DOCUMENTAÇÃO MUSEOLÓGICA PARA UM DOS FUTUROS NÚCLEOS DO ECOMUSEU DELTA DO PARNAÍBA - MUDE
  • Data: 27/11/2017
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  • Esta pesquisa-ação teve por objetivo desenvolver uma proposta de Sistema de Documentação Museológica para um dos futuros núcleos do Ecomuseu Delta do Parnaíba – MUDE, o Museu Tartarugas do Delta. Trata-se de um trabalho associado ao Projeto Matriz MUDE do Programa de Pós-Graduação stricto sensu em Artes, Patrimônio e Museologia, que tem como um dos núcleos em processo de criação o Museu Tartarugas do Delta. Trabalho colaborativo entre Instituto Tartarugas Delta - ITD, Serviço Social do Comércio – SESC Regional do Piauí, e Programa de Pós-Graduação stricto sensu em Artes, Patrimônio e Museologia – PPGAPM da Universidade Federal do Piauí - UFPI. Ao  longo do trabalho apresentamos documentos da Documentação Museológica do Objeto, Documentação Museológica das Práticas Administrativas, procedimentos técnico-científicos, orientações de uso e preenchimentos da documentação museológica do Acervo Institucional; documentos do Acervo Operacional, e a base de dados digital da Documentação Museológica do Museu Tartarugas do Delta com o softwareTainacan: tecendo constelações de memória em cultura’ liberado para uso pelo Media Lab UFG. 

  • VANDA MARINHA SILVA GOMES
  • Memorial da Balaiada | Caxias | Maranhão
  • Data: 25/10/2017
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  • Apresentamos os resultados parciais de Pesquisa-Ação desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-graduação em Artes, Patrimônio e Museologia, Mestrado Profissional, da Universidade Federal do Piauí, Meio Norte do Brasil. Trata-se de estudos e intervenção no campo dos museus e museologia, nomeadamente, da educação e ação cultural no Memorial da Balaiada em Caxias no Maranhão.

  • INEGLA CARDOSO BRITO
  • DOCUMENTAÇÃO DO ACERVO DO MEMORIAL HUMBERTO DE CAMPOS. Casa Grande de Simplício Dias, Parnaíba, Piauí, Meio Norte do Brasil
  • Data: 16/09/2017
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  • Apresentamos neste documento os resultados de pesquisa-ação realizada no Acervo do Memorial Humberto de Campos, que está sob a guarda da Superintendência de Cultura da Prefeitura Municipal de Parnaíba, PI. O referido acervo está exposto em um dos espaços de uma edificação localizada no Centro Histórico da cidade de Parnaíba, PI; o edifício abriga a Superintendência de Cultura, Superintendência de Turismo e o Escritório Técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan no Piauí. A edificação destaca-se por ser, talvez, a mais importante do Conjunto Histórico e Paisagístico de Parnaíba, tombado em 2008 pelo Iphan. Trata-se da antiga “Casa Grande” ou Casa de Simplício Dias como é atualmente conhecida. A construção já constava na perspectiva que acompanha a cartografia de 1809, tendo sofrido poucas alterações. Simplício Dias era filho de Domingos Dias da Silva, fundador das charqueadas da Casa Grande; teve papel fundamental na história política e econômica de Parnaíba. É uma das edificações de grande porte mais antigas da cidade, supõe-se que seu posicionamento tenha sido decisivo no direcionamento do crescimento urbano e na consolidação da antiga Rua Grande, hoje, Avenida Getúlio Vargas eixo estruturador da cidade, liga o rio Igaraçu, um dos braços do rio Parnaíba, à Estação Ferroviária, que funcionou até meados da década de 1970. Este trabalho teve como objeto de estudo e intervenção o Acervo do Memorial Humberto de Campos, literato e político maranhense, figura emblemática, com repercussão nacional. Na infância residiu na cidade de Parnaíba; parte da população local atribui significado a esse personagem, presente na história e memória de literatos e espíritas. O acervo sobre o qual trabalhamos é eclético, constituído por objetos pessoais de tipologia e suporte diversos: documentos, fotografias, objetos tridimensionais, bibliográficos etc. Realizamos um serviço de documentação preliminar, a considerar o risco no qual se encontra o acervo, sem registro ou proteção de perda ou roubo. Iniciamos pela higienização e tratamento informacional dos objetos, registro para futura disseminação da informação, com o fito de permitir uma mínima gestão do acervo que atenda à demanda de o comunicar a diversos públicos. O objetivo foi proporcionar a maximização na recuperação e uso da informação. No âmbito da documentação de acervos dessa natureza, realizamos a catalogação dos objetos e sua conservação preventiva como ação mediadora entre os públicos e o acervo, contribuindo para a construção do conhecimento e preservação da memória individual e coletiva. Dessa forma, realizamos o trabalho no Memorial com o uso de procedimentos de incorporação, catalogação e registro dos objetos do Acervo.  

  • SAMILA SOUSA CATARINO
  • DIAGNÓSTICO DO MUSEU DO PIAUÍ
  • Orientador : AUREA DA PAZ PINHEIRO
  • Data: 15/09/2017
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  • Trata-se neste documento de apresentar projeto-ação, vinculado ao Programa de Pós-graduação, Mestrado Profissional, em Artes, Patrimônio e Museologia, da Universidade Federal do Piauí, Campus Ministro Reis Veloso, Parnaíba, realizado no Museu do Piauí, localizado na capital do Estado, Teresina, ao longo de dois anos (2015-2016). O Museu do Piauí surgiu inicialmente como uma seção do Arquivo Público do Estado, em 1934, sob orientação do Professor Anísio Brito. Foi criado formalmente no dia 03 de maio de 1941, através do Decreto Lei n° 355. Nos seus primeiros anos, no Arquivo Público, em Teresina, o Museu restringia-se a um arquivo e biblioteca, as peças que eram doadas expostas em algumas salas; não havia conhecimento ou prática de uma política de acervo; as peças não passaram por um processo de inventariação. Em 1980, após convênio com a Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ, Pernambuco), uma equipe técnica daquela Instituição esteve a trabalhar em Teresina, realizou a catalogação do acervo e o transferiu para a atual o casarão oitocentista localizado na Praça Marechal Deodoro da Fonseca (Praça da Bandeira, como é mais conhecida), no Centro Histórico da Cidade. Após reforma estrutural, passou a ser a sede do atual Museu do Piauí. Era prática da FUNDAJ enviar a vários estados profissionais da área de Museologia, com o intuito de contribuir para a função social desses equipamentos culturais. O acervo foi registrado em quatro livros de tombo; com o passar do tempo os funcionários do Museu passaram essas informações para as fichas catalográficas. O que disponibilizamos neste texto são informações sobre o estudo e intervenção que resultou na construção colaborativa, ao envolver diretamente os funcionários da Instituição, de um Diagnóstico Museológico, que será de mais valia para a construção, que esperamos ser igualmente colaborativa, de um Plano Museológico, documento indispensável em um equipamento desta natureza.  Ao longo do trabalho teórico-prático, que incluiu atividades diversas com os funcionários do Museu do Piauí, investigação do acervo, revisão bibliográfica etc., optamos por esse Diagnóstico, etapa fundamental para realização em futuro próximo de um Plano Museológico. O que narramos são vivências, memórias e experiências, a fim de contribuir para o conhecimento da realidade do Museu, que poderá com a colaboração do Mestrado Profissional dar continuidade a um trabalho mais denso a considerar a importância de uma equipe multiprofissional nesta natureza intervenção. 

  • ADRIANA SANTOS BRITO
  • ESCOLA, EDUCAÇÃO E PATRIMÔNIO CULTURAL
  • Orientador : AUREA DA PAZ PINHEIRO
  • Data: 05/09/2017
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  • O projeto-ação teve o objetivo de construir de forma colaborativa, com a professora e os alunos da Escola de Aplicação da UFPI, uma intervenção de natureza experimental de educação e didática do patrimônio, como forma de sensibilizá-los para conhecer e reconhecer o rico e complexo patrimônio cultural de sua cidade. A área de estudo e abrangência foi à paisagem cultural da cidade, nomeadamente, o Conjunto Porto das Barcas. Por ser um trabalho de natureza experimental no ensino-aprendizagem as atividades foram realizadas com uma turma de 5º Ano do Ensino Fundamental no turno manhã durante o mês de outubro de 2016. Pelo fato da inexistência de ações de educação patrimonial em uma cidade tombada como Parnaíba justifica a realização de um trabalho desta natureza, recomendado pelos órgãos de proteção ao patrimônio do país. Por seu caráter interdisciplinar, o estudo-ação vincula-se à Linha de Pesquisa patrimônio, sociedade, educação e museus, na qual foi desenvolvido o projeto-ação na escola, em consequência disso foi produzido uma Cartilha de Educação Patrimonial que será entregue nas escolas na rede pública de ensino fundamental da cidade. Esse trabalho tem como parceiros a Universidade Federal do Piauí por meio do Programa de Pós-graduação em Artes, Patrimônio e Museologia (UFPI).

     

     

    Palavras-chave: escola; patrimônio cultural; educação patrimonial; museu.

  • PAMELA KRISHNA RIBEIRO FRANCO FREIRE
  • ECOMUSEU DELTA DO PARNAÍBA (MUDE): Um instrumento de valorização de uma rica e complexa Paisagem Cultural no Meio Norte do Brasil
  • Orientador : ALCILIA AFONSO DE ALBUQUERQUE E MELO
  • Data: 09/08/2017
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  • Durante os séculos XIX e XX Parnaíba recebia em seu porto, dezenas de navios vindos do Brasil e da Europa. Os galpões portuários desse período, voltados para o rio Igaraçu, encontram-se hoje desativados e, sem políticas efetivas de preservação, muitos estão em estado avançado de deterioração. Pode-se observar que, à medida que esta cidade se desenvolveu economicamente, afastou-se da relação sustentável com o rio e mar, distanciando-se das práticas tradicionais de subsistência que ainda são encontradas nas populações deltaicas das ilhas do Delta do Rio Parnaíba. Diante dessa realidade, o que se propõe é a valorização da relação entre as pessoas e essa paisagem do delta, por meio da transformação de um desses galpões em um Ecomuseu dedicado ao Delta do Parnaíba. A proposta é que as comunidades deltaicas e os moradores de Parnaíba se reconheçam nesse equipamento cultural, apropriando-se do lugar, para que haja uma estreita relação de afeto, e assim, serem igualmente gestores de seu patrimônio. Por sua natureza profissional, o mestrado em Artes, Patrimônio e Museologia, exige a concepção, desenvolvimento e apresentação de produtos ou serviços como trabalho final, assim, será elaborado o projeto arquitetônico da sede e centro de gestão deste Ecomuseu, produto final deste projeto-ação, que deverá ter por princípio a valorização do patrimônio sob uma abordagem fenomenológica, adequando a edificação ao novo uso e facilitando a fruição do público por meio de uma proposta arquitetônica na qual a população possa se reconhecer. Busca-se a aproximação de parnaibanos, comunidades ribeirinhas, turistas, gestão pública, iniciativa privada e terceiro setor da realidade da paisagem do delta do Parnaíba, por meio de coleções que representem as histórias, memórias e vida dessas populações, de forma a comunicar e valorizar os patrimônios material e imaterial. O projeto se insere na linha de pesquisa 3 Patrimônio, Turismo e Sustentabilidade do Mestrado Profissional em Artes, Patrimônio e Museologia. 

     

  • DOUGLAS BRANDÃO DE MELO
  • SANTA CARNAÚBA Concepção e Produção de Exposição Coletiva
  • Data: 08/07/2017
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  • Esta pesquisa de natureza ação, por conseguinte interventiva, materializa-se em uma exposição coletiva e colaborativa com 10 artistas brasileiros com temática associada à paisagem cultural da Carnaúba, palmácea, árvore repleta de símbolos, sentidos e significados para a memória individual e coletiva das populações que habitam o vasto território do Estado do Piauí. A Carnaúba foi referências em diferentes ciclos econômicos, histórico, social e cultural do território, usada ao longo do tempo desde matéria-prima para artefatos domésticos, produtos artesanais a chips de computadores. A concepção deste trabalho surgiu ao longo das diversas atividades teórico-práticas, marca da identidade do Programa de Pós-graduação em Artes, Patrimônio e Museologia, Mestrado Profissional, da Universidade Federal do Piauí. Partimos do princípio de que o planejamento e a programação de exposições constituem ações educativas e socioculturais capazes de mobilizar comunidades, formar públicos e fortalecer identidades; suscitam diálogos e trocas de experiências e vivências, permitem acesso a conhecimentos, aprendizagens, deleite, lazer e trocas de saber-fazer. O que se pretendemos com este projeto-ação é dar visibilidade ao patrimônio cultural do Piauí, tomá-lo como um conjunto integrado no território, dotado de valor e geração de emprego e renda, capaz, sobretudo, de gerar autoconhecimento e autoestima. Trata-se de um exercício colaborativo e participativo entre o autor deste trabalho, 10 artistas e vários profissionais ligados à curadoria em instituições culturais, como galerias e museus. O fio condutor é a arte, a linguagem e a forma de expor. Este trabalho foi feito no itinerário de uma produção artística em várias mídias, formatos, técnicas e estilos que confluem entre a percepção dos participantes e a temática da exposição. É uma prática que possibilita ao expectador conhecer um universo bem peculiar, o mundo inspirador da Carnaúba. Será possível notar o que há de mais primitivo e puro através da produção artística, um convite à fruição, ao deleite e à reificação do imaginário criativo, que estimula os sentidos ao se entrar neste pequeno emaranhado criativo. Seguindo essa ideia, o produto final, a exposição coletiva, colaborativa e participativa, permite debates e atribuição de sentidos e significados às formas de expressão cultural desse patrimônio, marca da paisagem cultural do Norte do Piauí.

  • SAMIRA AMARA GOMES ALVES
  • INVENTÁRIO PARTICIPATIVO Os modos de saber-fazer artesanal associados ao trançado em palha de carnaúba Ilha das Canárias | Delta do Parnaíba | Meio Norte do Brasil
  • Orientador : AUREA DA PAZ PINHEIRO
  • Data: 07/07/2017
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  • Pesquisa de natureza ação realizada na comunidade das Canárias, um dos cinco povoados que integram a Ilha das Canárias, uma das mais de setenta ilhas localizadas no Delta do Parnaíba, Meio Norte do Brasil. Ao longo de 2015 e 2016, realizamos um Inventário Participativo com artesãos locais sobre os modos de saber-fazer associados a arte de trançado em palha de carnaúba, nomeadamente de um artefato de pesca artesanal – URU, uma espécie de cesto usado para o transporte de peixes. O Inventário inclui um Plano de Salvaguarda com vistas ao conhecimento, reconhecimento, valorização e promoção desse rico patrimônio cultural de natureza imaterial, reconhecido pelos residentes, que desejam a sua proteção e promoção. Ao longo do trabalho conseguimos formar um grupo de nove artesãos e dignificar as relações entre a comunidade e o patrimônio cultural remanescente de populações indígenas. A construção do trabalho foi realizada de forma participativa e criativa, ancorado na partilha entre pesquisadores e detentores dos saberes; que juntos propusemos soluções para a proteção e promoção do URU.

  • MARIA DO AMPARO MOURA ALENCAR ROCHA
  • MUSEU DO VAQUEIRO | ALTO LONGÁ | PIAUÍ
  • Data: 03/07/2017
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  • Este trabalho é resultado de Projeto-Ação no município de Alto Longá no Estado do Piauí. Os estudos e intervenções foram: inventário da celebração do Reisado e no Museu do Vaqueiro a construção de diagnóstico e documentação museológica; programa museográfico, nova exposição sobre o Reisado e atividades de educação e ação cultural associadas diretamente à concepção, montagem e mediação da Exposição Reis e Caretas; a intervenção no Museu foi um meio de dar vida ao equipamento e devolver a pesquisa-ação para a comunidade, interagir com diversos públicos e permitir a visibilidade do Museu para que dinamize a sua função social, tornando-o um lugar privilegiado de fomento à educação, cidadania e cultura de maneira agradável, informal e lúdica. O programa museográfico contempla a história da cidade a partir da personagem do vaqueiro, homem religioso e devoto. O centro da narrativa da nova exposição é o Reisado, celebração emblemática para os habitantes da cidade. No desenho da Exposição Reis e Caretas usamos objetos e fotografias identificados e recolhidos ao longo do inventário e um documentário etnográfico de 10 minutos sobre a Celebração. A Exposição é uma ferramenta de interpretação do patrimônio, possibilita a afirmação do reconhecimento, valorização e salvaguarda do patrimônio cultural imaterial, associado às práticas histórico - religiosas do vaqueiro nordestino. O trabalho direto no Museu do Vaqueiro teve início com um Diagnóstico Museológico da Instituição, que contou com a participação da servidora e diretora do Museu, o que lhes permitiu compreender a importância e responsabilidade do planejamento e gestão de um equipamento cultural,  suas potencialidades, fragilidades, ameaças e oportunidades: No segundo momento, realizamos a construção da documentação museológica do acervo, que contribui, hoje, para a identificação técnica dos objetos sob a guarda do Museu. Contamos com a colaboração da direção da Fundação de Cultura, Assistência Social e Sustentabilidade (FUNCASA), que gere o Museu do Vaqueiro. As origens desta investigação está no Inventário do Patrimônio Imaterial da Celebração do Reisado que construímos entre 2010 a 2016, construído com o uso de métodos e técnicas como a Etnografia, a História Oral e o Manual de Aplicação (técnica do Inventário Nacional e Referências Culturais – INRC do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN). O Inventário permitiu coletar, registrar e interpretar a Celebração; constituir um acervo com depoimentos registrados em áudio, vídeo, fotografias e objetos associados à Celebração, que nos serviram para criar o conceito da Exposição “Reisado e Caretas”. Portanto, Inventário do Reisado, Diagnóstico e Documentação Museológica e Programa Museográfico do Museu do Vaqueiro; Inventário da Celebração do Reisado, Documentário Etnográfico, Exposição Reis e Caretas e Educação e Ação Cultural são produtos e serviços que apresentamos como Trabalho Final do Mestrado em Artes, Patrimônio e Museologia da Universidade Federal do Piauí, uma contribuição para a revitalização do Museu do Vaqueiro.

  • IVANILDA TEIXEIRA DO AMARAL
  • O SABER FAZER DA TECELAGEM MANUAL DA REDE DE PEDRO II: uma proposta de Inventário Participativo” – TeMa
  • Orientador : AUREA DA PAZ PINHEIRO
  • Data: 16/06/2017
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  • O município de Pedro II, localizado no Nordeste do Piauí, Brasil, é um território possuidor de um rico e complexo patrimônio cultural e natural, com destaque para os modos de saber-fazer associados à tecelagem manual, o que motivou o interesse pelo objeto de estudo desta pesquisa-ação: os modos de saber-fazer associados à tecelagem manual da rede de dormir característica do Município. Trata-se de um trabalho experimental de pesquisa e construção de cinco produtos, em fase de finalização: um inventário participativo (IP), acompanhado de um glossário especializado das expressões orais e um mapa cultural da tecelagem manual das redes de dormir em Pedro II, plano de salvaguarda e página web. Procuramos compreender os modos de saber-fazer da TeMa; as características do saber-fazer; como ocorrem os processos de transmissão e que artefatos/instrumentos se ligam a essa sabedoria ancestral no território. O inventário instiga formas de divulgação, valorização e revitalização do saber. Teceloas, tear e tecelagem são patrimônios e meios de produção essenciais para uma sociedade sustentável, todavia a ausência de dados analíticos sobre a situação atual desse patrimônio compromete a existência desse saber-fazer ancestral. A intervenção da pesquisa-ação se mostra necessária e importante para conhecer a TeMa no mundo da pesquisa, através de um instrumental metodológico que possibilite o empoderamento dos/as detentores/as e interpretes dos modos de saber-fazer como atividade transformadora, de conquista e de visibilidade das teceloas dentro e fora do município. 

  • ELENILCE SOARES MOURÃO
  • CONVERVAÇÃO E RESTAURO DE BENS MÓVEIS: Desafios e perspectivas para a preservação do patrimônio cultural no Piauí
  • Data: 15/06/2017
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  • Neste trabalho apresentamos os resultados de Pesquisa-ação desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-graduação em Artes, Patrimônio e Museologia, Mestrado Profissional, da Universidade Federal do Piauí, Meio Norte do Brasil. Discorremos sobre problemas e abordagens no campo da preservação do patrimônio cultural móvel, nomeadamente, no Estado do Piauí. Usamos o método da História Oral para a reconstituição de histórias e memórias dos profissionais que fundaram e trabalharam por 30 anos (1987-2017) na única Oficina de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis do Estado (OR). O problema-ação que se revela nesta investigação é a necessidade da antiga Fundação Cultural do Piauí (FUNDAC) transformada na recém-criada Secretaria de Estado da Cultura do Piauí (SECULT,2015) investir na OR, o que inclui recursos humanos e financeiros, sob pena de contribuir para a extinção da OR, que presta relevantes serviços à sociedade. A investigação firma-se nas teorias do restauro de BRANDI (2004) e VIÑAS (2010), que auxiliam a compreender os processos de trabalho na OR. Ao longo dos estudos, desenvolvemos, igualmente, ações, produtos e serviços: um texto sobre a história da oficina, acompanhado de um documentário, bem como um projeto de criação e instalação de uma Oficina de Conservação do Patrimônio Cultural Móvel, na Universidade Federal do Piauí, sob a gestão do Mestrado Profissional em Artes, Patrimônio e Museologia na cidade de Parnaíba. Realizamos também na fase inicial deste trabalho, atividades teórico-práticas materializadas em cursos de capacitação em conservação e restauro ao longo de 2016 em Teresina e Parnaíba, com os servidores do Estado e comunidade em geral, trabalho que contribuiu para a sensibilização e atribuição de sentidos e significados à formação de seniores e novos profissionais, o que justifica a necessidade de serem realizadas outras ações desta natureza de forma sistemática e continuada. Destacam-se, igualmente, a nossa própria formação no Programa de Pós-graduação e em Centros de Investigação e Laboratórios de Referência em Conservação e Restauro, a exemplo, o Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis - CECOR, Minas Gerais, Brasil; a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa; o Instituto José de Figueiredo – IJF e na Oficina de Restauro do Museu de Setúbal em Portugal. 

  • ANTONIO LIUÉSJHON DOS SANTOS MELO
  • DOCUMENTAÇÃO MUSEOLÓGICA Inventário do acervo do Museu do Trem do Piauí
  • Orientador : AUREA DA PAZ PINHEIRO
  • Data: 15/06/2017
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  • O Museu do Trem foi criado para preservar a memória do período de desenvolvimento da ferrovia no litoral do Piauí e é considerado patrimônio histórico através de tombamento realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. O acervo do Museu do Trem, localizado na Praça da Estação, guarda relíquias da época gloriosa como: Aparelhos telefônicos, capacetes, roupas, sinos, taquígrafos, faróis, relógios de parede, fotos, documentos, móveis e outros objetos que são encontrados nas dependências do museu. O museu foi instalado e inaugurado em 15 de agosto de 2002, tendo um complexo que inicia no pátio de manobra, onde se encontra a Locomotiva 29, abrangendo uma estação de passageiros, uma caixa d'água, uma tipografia, uma casa de comunicação (telégrafo) e estabelecimentos onde funcionavam oficinas de conserto e reparação de máquinas e vagões. Porém, como essa instituição não atende a diversas recomendações do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e normas da lei 11904/2009 (Estatuto de Museus) relacionadas à criação de museus, este trabalho proporciona a realização de um inventário de todo o acervo do museu, com a catalogação de suas peças, e criação de fichas individuais de cada uma, e ainda, uma consultoria relacionada à criação e gestão de museus, para que, futuramente, a instituição possa ser cadastrada no IBRAM e poder gozar de todos os direitos de um verdadeiro museu.

     

     

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