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Informe os pontos fortes do programa

 

A criatividade e o uso de tecnologia social marcam os esforços de docentes e discentes do Programa para superar a falta de recursos financeiros e manter as dinâmicas das atividades cotidianas. As parcerias público-privadas-sociais que conseguimos firmar ao longo desses 4 anos nos permitem realizar ano a ano estudos e intervenções efetivas, a exemplo a 1º, 2ª e 3º Edições da Feira do Patrimônio, reconhecida pelo Iphan, como uma das 60 melhores iniciativas no campo patrimonial do Brasil. Uma ação socioeducativa que congrega secretarias de municípios e estado do Piauí, secretarias de educação, meio ambiente, turismo, empreendedorismo; empresas privadas e sociais; professores, alunos e famílias de escolas de ensino básico a superior. Atividades que o Programa consegue realizar e firmar Termos de Cooperação Técnica, Científica e Cultural, seja com instituições nacionais e internacionais, que permitem a captação de recursos para visitas regulares de investigadores e docentes, com a finalidade de compartilharem saberes, experiências e práticas, desenvolverem projetos de investigação, proferirem conferências e palestras, ministrarem seminários e cursos, realizarem outras atividades de interesse conjunto.

 

Em quais pontos o programa pode melhorar

 

Precisamos ser ainda mais criativos, ousados; priorizar o nosso plano de estratégico, o que inclui um programa de comunicação ainda mais sistemático e para públicos diversos. Continuarmos com as redes sociais, criar um programa de rádio na rádio on-line da UFPI, formas de comunicação que chegue a empresas públicas, privadas, sociais, apresentado os trabalhos realizados e em andamento com e para as comunidades ribeirinhas e praieiras do Delta do Parnaíba. Incentivar a produção científica de docentes e discente, que tem sido frágil, pela própria natureza do mestrado profissional, que requer um envolvimento denso com o trabalho de campo. Temos uma jornada dupla dividida entre o tempo da escrita, da construção, da execução e da avaliação de produtos e serviços e as produções científicas publicadas em livros, revistas, anais de congresso etc. Essa é uma situação real que precisamos equacionar, criando canais de informação ainda mais efetivos, sensibilizando alunos e professores a publicarem os resultados parciais e finais das pesquisas e intervenções, desde a construção do estado da arte até a pesquisa aplicada, a prática, as relações teoria-prática. 

 

A auto sustentabilidade é um desafio constante do programa, a não inclusão dos mestrados profissionais nas agências de fomento à pesquisa, a exemplo a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI), vez que a compreensão é que a inciativa privada deve apoiar e beneficiar-se dessa natureza de programa. Temos avançado e já conseguimos apoio da FAPEPI para ações socioeducativas, a exemplo a Feira do Patrimônio, que em 2017, atingiu um público de mais de 5.000 de forma presencial e um número elevado de acesso em nossos canais virtuais. Esse é um desafio e enfrentamento cotidiano do mestrado, a busca de parcerias, diálogos e conscientização dos setores públicos, privados e sociais. 

 

Os projetos do mestrado têm natureza pesquisa-ação, estudamos e intervimos nos problemas reais de comunidades vulneráveis da Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba, formamos professores, agentes comunitários, profissionais de áreas diversas do conhecimentos, todos vinculados a associações, centros culturais, escolas da rede pública e privada, seja da escola de ensino básico, médio, superior e técnico. 

 

Paralelamente, a esse esforço, temos que lidar com a conscientização dos professores da própria instituição, muitos dos quais não familiarizados com a natureza do mestrado profissional, que exige além de uma pesquisa de bancada, teórica, uma pesquisa prática, a construção de produtos e serviços, de forma colaborativa, o que requer um diálogo sistemático com as dinâmicas e lógicas sociais, o que justifica o fluxo docente e a manutenção de professores portugueses e brasileiros, profissionais e professores que iniciaram o projeto do programa para fortalecermos a formação de profissionais em museologia. 

 

Conseguimos, a título de exemplo, profissionais que têm entre 20 a 30 anos de prática em conservação e restauro, documentação museológica, que, na UFPI, no Mestrado, têm a oportunidade de trabalhar com profissionais de museologia, docentes do programa, com larga experiência, nesse campo de estudos e ações, basilares da museologia. 

Há um acervo em risco e numeroso que localizamos em instituições públicas, privadas e sociais que necessitam de identificação, registro, conservação e restauro. 

 

Para o programa a captação de recursos para realizar essa natureza de trabalho é indispensável, o que passa pela conscientização da sociedade como um todo. As parcerias com a iniciativa privada, a exemplo, o SESC e a ONG Instituto Tartarugas do Delta (ITD), que tem projeto financiado pela Shell, tem permitido minimizar esses desafios. 

 

Atualmente, há mestrandos em estágio na Universidade Federal de Goiás, financiados por essas instituições. Trabalhamos com o MediaLab da UFG, para uso do software livre para criação de repositório digital (no nosso caso para o Núcleo de Documentação e Informação, que abrigará informações e documentação do acervo operacional do território, em processo de inventário, associado ao patrimônio imaterial; e um repositório digital. Espaços presenciais e virtuais vinculados ao Centro de Interpretação da Paisagem Cultural do Delta do Parnaíba, um dos polos do Ecomuseu Delta do Parnaíba). 

 

O trabalho que realizamos com o MediaLab nos auxilia a registrar, preservar e divulgar os acervos na área da cultura, por disponibilizarem recursos com natureza colaborativa e participação social em rede, um exercício árduo de aprendizado e formação de multiplicadores no território que atuamos, onde o patrimônio cultural estar por ser inventariado, registrado, preservado e comunicado. 

 

Nos aproximamos e trabalhamos com o MediaLab, um espaço de desenvolvimento de novas soluções tecnológicas que nos fornece recursos inovadores, ferramenta de fácil instalação e utilização, ampliando o acesso de conteúdos culturais para agentes diversos e com a participação das comunidades locais, sobretudo, os jovens em situação de vulnerabilidade, que passam a conhecer o lugar onde vivem e perceber as potencialidades do patrimônio cultural e natural para a melhoria da qualidade de vida. 

 

Estamos em fase de treinamento de nossa equipe, professores e alunos em estágio, para uso do software livre Tainacan, desenvolvido pela Universidade Federal de Goiás em parceria com o Ministério da Cultura e o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). 

 

Usamos como experiência o Tainacan para documentação museológica do museu tartarugas do delta que estamos a criar com recursos do SESC e ITD em Luis Correia, um dos 10 municípios da APA Delta do Parnaíba. 

 

O Tainacan tem se mostrado uma ferramenta de fácil configuração e gestão e temos aprendido muito com os administradores, que nos inserem no universo do administrador e usuário final, logo uma parceria fundamental para ampliarmos os inventários e criação de repositório digital na área da cultura, nomeadamente, dos museus e patrimônio cultural.

SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb06.ufpi.br.instancia1 06/12/2019 02:12